quinta-feira, março 23, 2006


Lições de Preto-velho

Autor: José Queid Tufaile



Cenário: reunião mediúnica num Centro Espírita. A reunião na sua fase teórica desenrola-se sob a explanação do Evangelho Segundo o Espiritismo. Os membros da seleta assistência ouvem a lição atentamente. Sobre a mesa, a água a ser fluidificada e o Evangelho aberto na lição nona do capítulo dez: "O Argueiro e a trave no olho".
Dr. Anestor, o dirigente dos trabalhos, tecia as últimas considerações a respeito da lição daquela noite. O ambiente estava impregnado das fortes impressões deixadas pelas palavras do Mestre: "Por que vês tu o argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu?". Findos os esclarecimentos, apagaram-se as luzes principais, para que se desse abertura à comunicação dos Espíritos.
Um dos presentes fez a prece e deu-se início às manifestações mediúnicas. Pequenas mensagens, de consolo e de apoio, foram dadas aos presentes. Quando se abriu o espaço destinado à comunicação das entidades não habituais e para os Espíritos necessitados, ocorreu o inesperado: a médium Letícia, moça de educação esmerada, traços delicados, de quase trinta anos de idade, dez dos quais dedicados à educação da mediunidade, sentiu profundo arrepio percorrendo-lhe o corpo. Nunca, nas suas experiências de intercâmbio, tinha sentido coisa parecida. Tomada por uma sacudidela incontrolável, suspirou profundamente e, de forma instantânea, foi "dominada" por um Espírito. Letícia nunca tinha visto tal coisa: estava consciente, mas seus pensamentos mantinham-se sob o controle da entidade, que tinha completo domínio da sua psiquê.
O dirigente, como sempre fez nos seus vinte e tantos anos de prática espírita, deu-lhe as boas vindas, em nome de Jesus:
- Seja bem vindo, irmão, nesta Casa de Caridade, disse-lhe
Dr. Anestor.
O Espírito respondeu:
"Zi-boa noite, zi-fio. Suncê me dá licença pra eu me aproximá de seus trabaios, fio?".
- Claro, meu companheiro, nosso Centro Espírita está aberto a todos os que desejam progredir, respondeu o diretor dos trabalhos.
Os presentes perceberam que a entidade comunicante era um preto-velho, Espírito que habitualmente comunica-se em terreiros de Umbanda. A entidade comunicante continuou:
"Vós mecê não tem aí uma cachaçinha pra eu bebê, Zi-Fio ?".
- Não, não temos, disse-lhe Dr. Anestor. Você precisa se libertar destes costumes que traz de terreiros, o de beber bebidas alcoólicas. O Espírito precisa evoluir, continuou o dirigente.
"Vós mecê não tem aí um pito? Tô com vontade de pitá um cigarrinho, Zi-fio".
- Ora, irmão, você deve deixar o hábito adquirido nas sessões de Umbanda, se queres progredir. Que benefícios traria isso a você?
O preto-velho respondeu:
"Zi-preto véio gostou muito de suas falas, mas suncê e mais alguns dos que aqui estão, não faz uso do cigarro lá fora, Zi-fio? Suncê mesmo, não toma suas bebidinhas nos fins de sumana? Vós mecê pode me explicá a diferença que tem o seu Espírito que bebe whisky, no fim de sumana, do meu Espírito que quer beber aqui? Ou explicá prá mim, a diferença do cigarrinho que suncê queima na rua, daquele que eu quero pitá aqui dentro?".
O dirigente não pôde explicar, mas ainda tentou arriscar:
- Ora, meu irmão, nós estamos num templo espírita e é preciso respeitar o trabalho de Jesus.
O Espírito do preto-velho retrucou, agora já não mais falando como caipira:
"Caro dirigente, na Escola Espiritual da qual faço parte, temos aprendido que o verdadeiro templo não se constitui nas quatro paredes a que chamais Centro Espírita. Para nós, estudiosos da alma, o verdadeiro templo é o templo do Espírito, e é ele que não deve ser profanado com o uso do álcool e fumo, como vem sendo feito pelos senhores. O exemplo que tens dado à sociedade, perante estranhos e mesmo seus familiares, não tem sido dos melhores. O hábito, mesmo social, de beber e fumar deve ser combatido por todos os que trabalham na Terra em nome do Cristo. A lição do próprio comportamento é que é fundamental na vida de quem quer ensinar".
Houve profundo silêncio diante de argumentos tão seguros. Pouco depois, o Espírito continuou:
"Desculpem a visita que fiz hoje e o tempo que tomei do seu trabalho. Vou-me embora para o lugar de onde vim, mas antes queria deixar a vocês um conselho: que tomassem cuidado com suas obras, pois, como diria Nosso Senhor, tem gente "coando mosquito e engolindo camelo". Cuidado, irmãos, muito cuidado. Deixo a todos um pouco da paz que vem de Deus, com meus sinceros votos de progresso a todos que militam nesta respeitável Seara".
Deu uma sacudida na médium, como nas manifestações de Umbanda, e afastou-se para o mundo invisível. O dirigente ainda quis perguntar-lhe o porquê de falar "daquela forma". Não houve resposta. No ar ficou um profundo silêncio, uma fina sensação de paz e uma importante lição: lição para os confrades meditarem.

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terça-feira, março 14, 2006




Eis uma bela solução para aqueles que não disponibilizam de tempo para frenquentar cursos de informática. É o Apostilando, um site que oferece diversas apostilas de cursos sobre varios aplicativos, como o Excel, o Word, o Windows e outros mais. E o melhor de tudo isto, é que é tudo gratis mesmo, bastando apenas o cadastramento no site para que se possa efetuar os downloads das apostilas. Não deixem de dar uma olhadinha. Acesse este link http://www.apostilando.com

by Mauro Miranda

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SAUDADES DE JESUS

Enviado por Celso, um grande amigo da casa.

Estávamos na residência de Chico Xavier. Seu estado de saúde não lhe permitia deslocar-se até o Centro. A multidão se comprimia lá na rua em frente. Quando o portão se abriu, a fila de pessoas tinha alguns quarteirões. Foram passando uma a uma em frente ao Chico. Pessoas de todas as idades, de todas as condições sociais e dos mais distantes lugares do País. Algumas diziam: - Eu só queria tocá-lo... - Meu maior sonho era conhecê-lo... - Só queria ouvir sua voz e apertar sua mão. Uns queriam notícias de familiares desencarnados, espantar uma idéia de suicídio. Outros nada diziam, nada pediam, só conseguiam chorar. Com uma simples palavra do Chico, seus semblantes se transfiguravam, saíam sorridentes. Ao ver as pessoas ansiosas para tocá-lo, a interminável fila, a maneira como ele atendia a todos fiquei pensando: "Meu Deus, a aura do Chico é tão boa... seu magnetismo é tão grande, que parece que pulveriza nossas dores e ameniza nossas ansiedades".
De repente, ele se volta para mim e diz: - Comove-me a bondade de nossa gente em vir visitar-me. Não tenho mais nada para dar. Estou quase morto. Por que você acha que eles vêm? Perguntou-me e ficou esperando a resposta. Aí, pensei: Meu Deus, frente a um homem desses, a gente não pode mentir nem dizer qualquer coisa que possa vir ofender a sua humildade (embora ele sempre diga que nunca se considerou humilde).
Comecei então a pensar que quando Jesus esteve conosco, onde quer que aparecesse, a multidão o cercava. Eram pessoas de todas as idades, de todas as classes sociais e dos mais distantes lugares. Muitos iam esperá-lo nas estradas, nas aldeias ou nas casas onde Ele se hospedava. Onde quer que aparecesse, uma multidão o cercava. Tanto que Pedro lhe disse certa vez: "Bem vês que a multidão te comprime". Zaqueu chegou a subir numa árvore somente para vê-lo. Ver, tocar, ouvir era só o que queriam as pessoas. Tudo isso passou pela minha cabeça com a rapidez de um relâmpago. E como ele continuava olhando para mim esperando a resposta, animei-me a dizer: - Chico, acho que eles estão com saudades de Jesus. Palavras tiradas do fundo do coração, penso que elas não ofenderam sua modéstia. A multidão continuou desfilando. Todos lhe beijavam a mão e ele beijava a mão de todos. Lá pelas tantas da noite, quando a fila havia diminuído sensivelmente, percebi que seus lábios estavam sangrando. Ele havia beijado a mão de centena de pessoas. Fiquei com tanta pena daquele homem, nos seus oitenta e oito anos, mais de setenta dedicados ao atendimento de pessoas, que me atrevi a lhe perguntar:
- Por que você beija a mão deles? A humildade de sua resposta continuará emocionando-me sempre: - Porque não posso me curvar para beijar-lhes os pés.

Do livro Momentos com Chico Xavier Adelino da Silveira 1ª ed. 1999

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quarta-feira, março 08, 2006



Dia Internacional da Mulher




Virgem Maria

Sempre fora só ela e o pai. A mãe, não sabia se vivia. Sabia que um dia ela montara no lombo do burro de um tropeiro e ganhara o mundo. Mas Maria não a conhecera. Só nascera de sua barriga.Quando pequena seu pai a levava para o cafezal e ela ficava sentadinha olhando o mar de lenços brancos nas cabeças de homens e mulheres e ouvindo uma música que se repetia incansavelmente aos seus ouvidos.Quando mocinha ganhara um lugar dentro do mar. Lenço branco cobrindo os cabelos rebeldes e longos, a cantilena saindo-lhe limpa e afinada da garganta. Maria ganhava corpo. Ancas redondas, seios fartos e lábios carnudos. Um convite para os homens que a olhavam disfarçados e para o capataz que todos os dias vinha ensinar-lhe uma nova forma de apanhar o café. Uma ameaça para o pai, guardião da sua virgindade.Preocupado o pai procurou o vigário e contou-lhe das tentações que rodeavam Maria. Levou uma oração e uma imagem da Virgem Maria. Todos os dias pela manhã, Maria pedia à Virgem proteção contra as tentações. E a Virgem zelosa de sua filha mandava dois anjinhos que a acompanhavam o dia inteiro.Os anjinhos sentavam-se nos ombros de Maria e fechavam-lhe os olhos e os ouvidos. E Maria permanecia soltando a voz na cantilena do café. Não via os olhares famintos que a cercavam. Nem entendia as palavras sussurradas do capataz que agora lhe trazia pedaços de rapadura para comer depois da matula.Mas a virgindade de Maria começou a ficar muito pesada. Os anjos já não conseguiam ficar vigilantes o tempo todo. Resolveram então que descansariam todas as noites enquanto ela dormisse. Maria fechava os olhos e lá iam eles procurar uma dobra nas nuvens.Uma manhã Maria acordou diferente. Seu corpo estava pesado e havia manchas escuras nos seios. Passou os dedos sobre elas: doíam. Sentou-se e sentiu ardendo-lhe entre as pernas. Uma mancha vermelha e ainda úmida sobre o lençol. Bem debaixo de suas coxas. Deitou-se confusa. O sonho foi vindo-lhe aos poucos. Uma mão calosa passava-lhe pelo corpo. Uma barba por fazer fazia cócegas na sua barriga. Uma boca quente cobria a sua. Uma dor que cortava-lhe as entranhas e virava fogo entre as pernas. Sentou-se de pronto. Olhou a Virgem Maria e viu cristais brilhando em seus olhos. Olhou novamente a mancha. Duas lágrimas silenciosas escorreram por seu rosto. Uma dor foi crescendo no coração. Um rosto crescendo na memória. O rosto do pai.

Euza Noronha

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Mulher

Tome a mesma mulher aos 20 e aos 40 anos.Num segundo momento, ela será umas sete ou oito vezes mais interessante, sedutora e irresistível do que no primeiro. Ela perde o frescor juvenil, é verdade... Mas também o ar inseguro de quem ainda não sabe direito o que quer da vida, de si mesma, de um homem. Não sustenta mais aquele ar ingênuo, uma característica sexy da mulher de 20. Só que é compensado por outros atributos encantadores de que se reveste a mulher de 40. Como se conhece melhor, ela é muito mais autêntica, centrada, certeira no trato consigo mesma e com seu homem. Aos 40, a mulher tem uma relação mais saudável com o próprio corpo. Não briga mais com nada disso. Está interessada em absorver do mundo o que lhe parecer justo e útil, ignorando o que for feio e baixo-astral... Quer é ser feliz. Se o seu homem não gostar do jeito que ela é, que vá procurar outra! Ela só quer quem a mereça. Aos 40 anos, a mulher sabe se vestir... Domina a arte de valorizar os pontos fortes e disfarçar o que não interessa mostrar... Sabe escolher sapatos, tecidos e decotes, maquiagem e corte de cabelo. Aos 40, ela carrega um olhar muito mais matador quando interessa matar. E finge indiferença com mais competência quando interessa repelir. Ela não é mais bobinha. Mulher que é mulher, se pudesse, não vestiria duas vezes a mesma roupa, nem acordaria dois dias seguidos com o mesmo humor. Mas, aos 40, ela já sabe lidar melhor com este aspecto peculiar da condição feminina. E poupa (exceto quando não quer), o seu homem desses altos e baixos hormonais que aos 20 atingiriam em cheio quem estivesse por perto... Não veste mais calcinhas que não lhe favorecem. Só usa lingeries com altíssimo poder de fogo. Também aprende a se perfumar na dose certa, com a fragrância exata. Aos 40, ela é mais natural, sábia e serena. menos ansiosa, menos estabanada. O brilho da pele não é o da oleosidade dos 20 anos, mas pura luminosidade. O jeito de olhar fica mais glamouroso, mais sensual... Aos 40, quando ousa no que quer que seja, a mulher costuma acertar em cheio. No jogo com os homens, já aprendeu a atuar no contra-ataque. Quando dá o bote, é para liquidar a fatura. Ela sabe dominar seu parceiro sem que ele se sinta dominado. Se você, mulher, anda preocupada porque não tem mais 20 anos (ou porque ainda tem), mas percebeu que eles não vão durar para sempre - fique tranqüila: é precisamente, a partir dos 40, que o jogo começa a ficar bom!

Autoria de Adriano Silva - Site Mais Voce (Ana Maria Braga - Rede Globo)

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Feliz Dia das Mulheres

Para todas as mulheres especiais e que merecem todo o carinho e homenagens do mundo...

Mulher...

Mais um dia chegou
Único, simples e cheio de
Liberdade
Homens estendam as mãos
E mostrem a elas que são mais que importantes
Razão de sorriso e alegria

Pelos anos vividos
Ao lado das pessoas amadas,
Rindo, ouvindo, cantando o
Amor em prosas
Benignidade nata,
É a mulher.
Nunca esquecida,
Sempre presente nos bons e maus momentos.

Pela paciência
E o afeto, assim como, pela
Longanimidade inabalável;
O que faz de vocês filhas amadas de Deus!

Sejam assim sempre,
Especiais e
Únicas.

Diante de qualquer situação
Inabaláveis, conservando sempre esse
Amor incomparável.

Parabéns pelo dia que foi separado para vocês, mesmo sabendo que todos os dias são seus também!!!!!

Breno Amaral

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quarta-feira, março 01, 2006




Depois tem mais dicas...........................

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O QUE É A UMBANDA?

A UMBANDA é uma religião brasileiríssima, fundada em 15/11/1908, que prega a simplicidade o amor e a caridade, composta de um Deus único, que é o criador de tudo e todos, onde seus frequentadores reverenciam divindades da natureza denominados ORIXÁS, que são forças divinas da natureza que se exteriorizam com a devoção de cada pessoa. É composta também pelos guias espirituais, que são espíritos amigos, com ricos conhecimentos de amor, caridade, fé, justiça, evolução, entre outros, que se manifestam através da incorporação, que é o ato pelo qual uma pessoa, determinada médium, conscientemente permite que outros espíritos falem através de seu corpo físico. Os guias possuem diversas origens, compostas por diversas linhas de trabalho, por exemplo os Pretos Velhos que foram os antigos escravos da época do Brasil colônia, os Caboclos que viveram na mata do Brasil a centenas de anos atrás, os Baianos, Boiadeiros, Êres que são as crianças que trabalham na linha de Cosme e Damião, enfim diversos povos trabalham nesta religião, que acolhe a todos que queiram trabalhar para a caridade. Na parte física ela é composta pelo Sacerdote de Umbanda, popularmente conhecido como pais e mães de santo, os médiuns que são os responsáveis pela incorporação, os cambones que são os responsáveis por dar todo o auxílio ao guia quando ele está incorporado, os ogãs que são as pessoas que batem o atabaque (gênero de tambor) e cantam os pontos (músicas) durante as giras (nome dado as cerimônias) e a assistência que são as pessoas que vão as tendas (templos, terreiros)em busca de auxílio espiritual. Obs: Essa é a composição básica, porém cada tenda tem sua composição que diverge de casa para casa. A defumação, que é o elemento característico das giras, consiste na queima de ervas aromáticas, que se baseia no fundamento da limpeza do campo áurico energético das pessoas. As giras se iniciam com os pontos cantados, defumação e a incorporação, neste momento que se inicia os atendimentos espirituais, em que a assistência é convidada para tomar um "passe" com os guias que estão em terra, que trabalham exclusivamente para a caridade e se utilizam de alguns materias como velas, ervas, pedras, pembas (giz) para riscar seus pontos riscados ou mandalas. A Umbanda é genuinamente brasileira, que acoplou à sua essência fundamentos africanos.

ORIGEM
A Umbanda nasceu no Rio de Janeiro, no dia 15/11/1908, através do médium ZÉLIO FERNANDINO DE MORAES. Teve-se ínicio com o Cabloco da 7 encruzilhadas que afirmou que estava vindo naquele momento para oficializar uma nova religião que se chamaria UMBANDA, que significa para todas as bandas, ou seja para todos, onde não existiria nenhum tipo de discriminação e que estaria aberta para todos . Tendo-se à partir daquele momento fundado o 1° terreiro de Umbanda denominado " Centro de Umbanda Nossa Senhora da Piedade", pois se referiu que como Nossa Senhora acolheu Jesus, aquele terreiro fundado ia acolher a todos! A Umbanda não se confunde com o Candomblé, este também trata de culto aos Orixás, porém vem de época mais remota, existem dados que sua origem ocorreu há mais de 5 mil anos atrás.

SINCRETISMO
Os negros nas senzalas cantavam e dançavam em louvor aos Orixás, entretando seus senhores não gostavam, e tentavam convertê-los a fé cristã, aqueles que não se convertiam eram cruelmente castigados, então nasce o sincretismo, em que os negros africanos associavam os Orixás aos santos católicos de seus senhores, por exemplo Oxalá a Jesus Cristo . Embora aos olhos dos brancos eles estavam comemorando os Santos católicos, na verdade estavam cultuando seus amados Orixás. Em meio a essas comemorações eles começaram a incorporar espíritos ditos Pretos-Velhos (reconhecidos como espíritos de ancestrais, sejam de antigos Babalaôs, Babalorixás, Yalorixás e antigos "Pais e Mães de senzala": escravos mais velhos que sobreviveram à senzala e que, em vida, eram conselheiros e sabiam as antigas artes da religião da distante África) que iniciaram a ajuda espiritual e o alívio do sofrimento material, àqueles que estavam no cativeiro.)
Embora houvesse uma certa resistência por parte de alguns, pois consideravam os espíritos incorporados dos Pretos-Velhos como Eguns (espírito de pessoas que já morreram e não são cultuados no candomblé), também houve admiração e devoção.
Com os escravos foragidos, forros e libertados pelas leis do Ventre Livre, Sexagenário e posteriormente a Lei Áurea, começou-se a montagem das tendas, posteriormente terreiros.
Em alguns Candomblés também começaram a incorporar Caboclos (índios das terras brasileiras como Pajés e Caciques) que foram elevados à categoria de ancestral e passaram a ser louvados. O exemplo disso são os ditos "Candomblés de Caboclo". Muito comuns no norte e nordeste do Brasil até hoje.
No início do sec. XX com o surgimento da Umbanda, esta que muitas vezes era realizada nas praias começou a ser conhecida pelo termo Macumba, pois macumba nada mais é que um determinado tipo de madeira usada para produzir o atabaque usado durante as giras, por ser um instrumento musical, as pessoas referiam-se as giras pelo seguinte termo: "Estão batendo a macumba na praia", ficando então conhecidas as giras como macumbas, com o passar do tempo, tudo que envolvia algo que não se enquadrava no catolicismo, protestantismo, judaísmo ou no espiritismo, era considerado macumba. acabou por virar um termo pejorativo.
A mais antiga referência literária e denotativa ao termo Umbanda é de Heli Chaterlain, Contos Populares de Angola, de 1889. Lá aparece a referência à palavra Umbanda.
UMBANDA: A origem do vocábulo está na raiz sânscrita AUM que, na definição de Helena Petrovna Blavatsky, em seu Glossário Teosófico, significa a sílaba sagrada; a unidade de três letras; daí a trindade em um. É uma sílaba composta pelas letras A, U e M (das quais as duas primeiras combinam-se para formar a vogal composta O). É a sílaba mística, emblema da divindade, ou seja, a Trindade na Unidade (sendo que o A representa o nome de Vishnu; U, o nome de Shiva, e M, o de Brahmâ); é o mistério dos mistérios; o nome místico da divindade, a palavra mais sagrada de todas na Índia, a expressão laudatória ou glorificadora com que começam os Vedas e todos os livros sagrados ou místicos. Já a palavra Bandha, também de origem sânscrita, no mesmo glossário significa laço, ligadura, sujeição, escravidão. A vida nesta terra. Assim, analisando as duas palavras, podemos definir a Umbanda como sendo o elo de ligação entre os planos divino e terreno. Infelizmente, na época da revelação da Umbanda em terras brasileiras, não houve a preocupação em se manter a integridade do vocábulo. A palavra mântrica Aumbandha foi sendo passada de boca a ouvido e chega até nós como Umbanda.
Com o passar do tempo a Umbanda foi se individualizando e se modificando em relação ao candomblé, ao Catolicismo e ao Espiritismo. Através dos Pretos-Velhos e Caboclos, que guiaram seus "cavalos" (médiuns), a Umbanda foi adquirindo forma e conteúdo próprios e característicos (identidade cultural e religiosa).
A incorporação de guias também ocorreu em outras religiões como no Candomblé de Caboclos ( desde de 1865 - as primeiras manifestações de Caboclos, Boiadeiros, Marinheiros, Crianças e Pretos-velhos aconteceram dentro do Candomblé de Caboclos ), no Catimbó, no Espiritismo. Em 1908 , na Federação Espírita, em Niterói, um jovem de 17 anos, Zélio Fernandino de Moraes, foi convidado a participar da Mesa Espírita. Ao serem iniciados os trabalhos, manifestaram-se em Zélio espíritos que diziam ser de índio e escravo. O dirigente da Mesa pediu que se retirassem, por acreditar que não passavam de espíritos atrasados (sem doutrina).
As entidades deram seus nomes como Caboclo das Sete encruzilhadas e Pai Antônio. No dia seguinte, as entidades começaram a atender na residência de Zélio todos àqueles que necessitavam, e, posteriormente, fundaram a Tenda espírita Nossa Senhora da Piedade.
Zélio foi o precursor de um "trabalho Umbandista Básico" (voltado à caridade, assistencial, sem cobrança e sem fazer o mal e priorizando o bem), uma forma "básica de culto" (muito simples), mas aberta à junção das formas já existentes (ao próprio Candomblé nos cultos Nagôs e Bantos, que deram origem às Umbandas mais africanas - Umbanda Omoloko, Umbanda de pretos-velhos-; ou aquelas formas mais vinculadas ao espiritismo - Umbanda Branca-; ou aquelas formas oriundas da Pajelança do índio brasileiro - Umbanda de Caboclo -; ou mesmo formas mescladas com o esoterismo de Papus - Gérard Anaclet Vincent Encausse -, esoterismo teosófico de Helena Petrovna Blavatsky (1831-1891), de Joseph Alexandre Saint-Yves d´Alveydre - Umbanda Esotérica, Umbanda Iniciática, entre outras) que foram se mesclando e originando diversas correntes ou ramificações da Umbanda com suas próprias doutrinas, ritos, preceitos, cultura e características próprias dentro ou inerentes à prática de seus fundamentos.
Hoje temos várias ramificações da Umbanda ( Linhas Doutrinárias ) que guardam raízes muito fortes das bases iniciais, e outras, que se absorveram características de outras religiões, mas que mantém a mesma essência nos objetivos de prestar a caridade, com humildade, respeito e fé.
Alguns exemplos dessas ramificações são:
Umbanda Popular - Que era praticada antes de Zélio e conhecida como Macumbas ou Candomblés de Caboclos; onde podemos encontrar um forte sincretismo - Santos Católicos associados aos Orixas Africanos;
Umbanda tradicional - Oriunda de Zélio Fernandino de Moraes;
Umbanda Branca e/ou de Mesa - Com um cunho espírita - "kardecista" - muito expressivo. Nesse tipo de Umbanda, em grande parte, não encontramos elementos Africanos - Orixás -, nem o trabalho dos Exus e Pomba-giras, ou a utilização de elementos como atabaques, fumo, imagens e bebidas. Essa linha doutrinaria se prende mais ao trabalho de guias como caboclos, pretos-velhos e crianças. Também podemos encontrar a utilização de livros espíritas como fonte doutrinária;
Umbanda Omolokô - Trazida da África pelo Tatá Trancredo da Silva Pinto. Onde encontramos um misto entre o culto dos Orixás e o trabalho direcionado dos Guias;
Umbanda Traçada ou Umbandomblé - Onde existe uma diferenciação entre Umbanda e Candomblé, mas o mesmo sacerdote ora vira para a Umbanda, ora vira para o candomblé em sessoes diferenciadas. Não é feito tudo ao mesmo tempo. As sessões são feitas em dias e horários diferentes;
Umbanda Esotérica - É diferenciada entre alguns segmentos oriundos de Oliveira Magno, Emanuel Zespo e o W. W. da Matta (Mestre Yapacany), em que intitulam a Umbanda como a Aumbhandan: "conjunto de leis divinas";
Umbanda Iniciática - É derivada da Umbanda Esotérica e foi fundamentada pelo Mestre Rivas Neto (Escola de Síntese conduzida por Yamunisiddha Arhapiagha), onde há a busca de uma convergência doutrinária (sete ritos), e o alcance do Ombhandhum, o Ponto de Convergência e Síntese. Existe uma grande influência Oriental, principalmente em termos de mantras indianos e utilização do sanscrito;
Umbanda de Caboclo - influência do cultura indígina brasileira com seu foco principal nos guias conhecidos como "Caboclos";
Umbanda de pretos-velhos - influência da cultura Africana, onde podemos encontrar elementos sincréticos, o culto aos Orixás, e onde o comando e feito pelos pretos-velhos;
Outras formas existem, mas não têm uma denominação apropriada. Se diferenciam das outras formas de Umbanda por diversos aspectos peculiares, mas que ainda não foram classificadas com um adjetivo apropriado para ser colocado depois da palavra Umbanda.

Os Fundamentos
A Umbanda se fundamenta nos seguintes conceitos: -A caridade é a base da umbanda, e ela pode se dar tanto por meio de auxílio espiritual com as consultas tanto como caridade que todos conhecemos.
-Aceleração da evolução do ser através de ensinamentos assistemáticos e posteriormente sistemáticos.
-Auxílio religioso e magístico.
-Culto aos Sagrados Orixás.
-Integração do ser às hierarquias divinas.
-Esgotamento e aceleração cármica do ser.

Um Deus único e superior
Zâmbi, Olorum ou simplesmente Deus - Em sua benevolência e em sua força emanada através dos Orixás e dos Guias, auxiliando os homens em sua caminhada para a elevação espiritual e social.Infelizmente deve-se aos limites da linguagem humana a falta de precisão em conceituar o que seria Deus. Isto por que uma das características da Divindade Suprema é ser Infinito, sem medidas, o que remete apenas conhecer parcialmente sua “Natureza”.
Mormente cabe ao homem a aventura de tentar decifrar a “Divindade”, pela fé, pelo amor e pela razão e é sobre esta Grande Aventura Humana é que pretendemos falar.

Os Orixás
Os Orixás não são Deuses como muitas pessoas podem conceber como em outras religiões, mas sim Divindades criadas por um único Deus: Olorun (dentro da corrente Nagô) ou Zambi (dentro da corrente Bantu).
Na Umbanda Esotérica e Iniciática temos a seguinte interpretação:
Os Orixás são vibrações de Deus, vem Dele, mas não são Ele, são princípios irradiados da Suprema Inteligência, regem a Criação e a Evolução em todo o Cosmos. Sete são as vibrações, que imprimem na natureza um ritmo setenário que pode ser visto nas cores, no som, nas formas, nos seres e em todos os elementos da natureza .
Na Umbanda (de uma maneira geral, pois existem variações referentes às diversas ramificações existentes), os Orixás são cultuados como divindades de um plano astral superior, que na Terra representam às forças da natureza (muitas vezes confunde-se a força da natureza com o próprio Orixá):
Oxum as águas doces; Iemanjá as águas salgadas; Iansã os ventos, chuvas fortes, os relâmpagos; Xangô a força das pedreiras...
A cada Orixá está associada uma personalidade e um comportamento diante do mundo e com seus filhos, os quais são seus protegidos e uma parte das emanações do Orixá presentes no Orí ou Camatuê (Camatua) desses filhos.
Existe a incorporação dos Orixás, entretanto, estes quando se manifestam não dão consultas, apenas vêm trazer sua vibração altamente energética.
Existe a compreensão do trabalho dos Orixás na Umbanda em suas diversas Linhas. que se compõe em 7.
Concepções das 7 Linhas de Umbanda:

AMOR
CONHECIMENTO
JUSTIÇA
LEI
EVOLUÇÃO
GERAÇÃO
Os 14 orixás de Umbanda colocados pela ordem das linhas que trabalham:
fé: Oxalá e Oya
amor: Oxum e Oxumaré
conhecimento: Oxóssi e Obá
Justiça: Xangô e Eugunitá
Lei: Ogum e Iansã
Evolução: Obaluayê e Nanã Buroquê
Geração: Yemanjá e Omulu

Referências
Africanas, Indígenas, Européias e Indianas. A Umbanda é uma junção de elementos Africanos (Orixás e culto aos antepassados), Indígenas (culto aos antepassados e elementos da natureza), Brancos (o europeu que trouxe seus Santos e a doutrina cristã que foram siscretizados pelos Negros Africanos) e de uma doutrina Indiana de reencarnação, Kharma e Dharma, associada a concepção de espírito empregada nas três Raças que se fundiram (Negro, Branco e Índio).
A Umbanda prega a existência pacífica e o respeito ao ser humano, a natureza e a Deus. Respeitando todas as manifestações de fé, independentes da religião.
A máxima dentro da Umbanda é "Dê de graça, o que de graça recebestes: com amor, humildade, caridade e fé".

O culto umbandista
A Umbanda tem como lugar de culto o templo, terreiro ou Centro, que é o local onde os Umbandistas se encontram para realização de suas giras, sessões.
O chefe do culto no Centro é o Sacerdote (a Bá, ou Iyalorixá, ou a Diretora de culto, ou Mestra, ou a Mãe de Santo - para o Sacerdote feminino; ou o Babá, Babalorixá, os Diretor de culto, ou o Mestre, ou o Pai de Santo - para o Sacerdote masculino) ] que é quem coordena as sessões/giras e que irá incorporar o guia chefe que comandará a espiritualidade e a materialidade do local dos trabalhos. Normalmente esse guia, que comanda, é um Preto-Velho ou Caboclo (varia de casa para casa, de Linha Doutrinária para Linha Doutrinária).
Os templos onde os "comandantes" são Pretos-Velhos seguem a corrente africana e os que têm os Caboclos como "comandantes" seguem a linha indígena. Mas, isso não é regra e pode variar de templo para templo.
As pessoas que recebem, incorporam entidades dentro dos terreiros, são ditos médiuns, cavalos ou "burros". Pessoas que têm o Dom de incorporar os Orixás e Guias.
"As entidades" que são incorporadas pelos médiuns podem ser divididas entre:
Orixás: Xangô, Ogum, Oxum, Nanã, Iemanjá, Iansã, Obaluayê, Oxumaré, entre outros.
Guias: Pretos- velhos, Caboclos, Boiadeiros, Crianças, Exus, Marinheiros e Orientais.
Kiumbas, espíritos sem luz: esses, normalmente, são incorporados quando se está fazendo algum descarrego ou quando existe algum obsediado no local.

As sessões
O culto nos terreiros é dividido em sessões, normalmente de desenvolvimento e de consulta, e essas, são sub-divididas em giras.
Os dias da semana que acontecem as sessões variam de Centro para Centro. No nosso, elas se dão às segundas e sextas-feiras.
Nas segundas, são feitas as sessões de consulta com Pretos-Velhos, onde as pessoas conversam com nossas entidades, afim de obter ajuda e conselhos para suas vidas, curas, desobsessões e para resolver problemas espirituais diversos. As ocorrências mais comuns nestas sessões são o passe e o descarrego. No passe, os Pretos-Velhos, rezam a pessoa energizando-a e retirando toda a parte negativa que nela possa estar. O descarrego, é feito com o auxílio de um médium de descarrego, o qual, irá incorporar o obsessor, ou captar a energia negativa da pessoa. Então, o Preto-Velho faz com que essa energia seja deslocada para o astral. Caso seja um obsessor, o espírito obsediador é retirado e encaminhado para a luz ou para um lugar mais adequado no astral inferior; caso ele não aceite a luz que lhe é dada. Nesses casos pode-se pedir a presença de um ou mais Exus para auxiliar o Preto-Velho.
Nas sextas-feiras, ocorrem as giras de Caboclos, Boiadeiros, Orixás, Marinheiros, Pretos-Velhos, Crianças e Exus. Nessas giras são feitos os desenvolvimentos dos médiuns do terreiro. Nelas, são cantados os pontos e tocados os atabaques. As giras de Marinheiros e Exus são festivas, e, além de serem feitos os desenvolvimentos dos médiuns, são realizadas consultas com esses guias. Existem terreiros onde, além dos Pretos-Velhos, Marinheiros e Exus, também os Caboclos e Boiadeiros dão consultas e trabalham com o descarrego e a desobsessão.
Os dias de Consulta e/ou Desenvolvimento podem variar de casa para casa, de Linha Doutrinária para Linha Doutrinária. Normalmente são feitos as segundas-feiras e nas sextas-feiras, mas isso não é regra.

MÉDIUNS
Médium é toda pessoa que têm a qualidade de incorporar espíritos, ou de escutar (audição) espíritos, ou de falar com os espíritos, ou de escrever movido pelos espíritos, ou de ver espíritos, entre outros.
O médium tem como grande responsabilidade na vida ser um instrumento nas mãos dos Guias e Orixás. Ele deve ter e seguir em sua vida, os conceitos de elevação moral e espiritual, aprendizagem, respeito 'a hierarquia de sua casa, o respeito aos guias e Orixás, ter assiduidade e compromisso com sua casa, ter caridade em seu coração, amor e fé em sua mente e espírito, e saber que a Umbanda é prática, mas também estudo.
Para muitos é dado a entender que o médium sofre, mas também se alegra em seu trabalho por estar dando uma parte se sí aos guias e Orixás. Recebendo os benefícios desse trabalha pelo seus méritos e comprometimento, sem nada querer em troca.
Ser médium na concepção maior, não é dor e sim provação. Pode-se dizer que a vida de quem é médium 24 horas por dia, 7 dias na semana, realmente não é fácil, mas não chega a ser castigo, como algumas pessoas entendem, e sim, como se pode dar em benefício do próximo, encarnado ou desencarnado.
Mas, existem médiuns que sofrem muito, realmente sofrem muito: por sua própria culpa, por sua própria ignorância, porque acham que os guias devem-lhes dar de tudo, ou se envaidecem, ou agem de maneira errada e leviana em suas vidas, ou não levam a sério a vida espiritual, ou por ignorância sentem vergonha da forma como se dá a incorporação e "prendem os Guias". Esses médiuns acabam sendo recriminados pelos seus Guias e Orixás, como alguns dizem: "tomando uma surra".
Existem aqueles médiuns que são como "pára-raios" das forças negativas, basta estar uma pessoa muito carregada no terreiro ou passar por perto de alguém que esteja com alguma demanda ou obsessor para começar a passar mal. Mas esses, com o tempo, vão aprendendo a se controlar com a ajuda dos Guias e acabam resolvendo o problema.
O médium deve tangir sua vida como um mensageiro de Deus, dos Orixás e Guias. Ter um comportamento moral e profissional dígnos, ser honesto e íntegro em suas atitudes. Nos dias de hoje, é difícil ser tudo isso, mas vale a pena e pode ser feito.
As pessoas que são médiuns devem levar sempre a sério suas missões e ter muito amor e dar valor ao que fazem, ter sempre boa vontade nos trabalhos de seu terreiro e na vida do dia-a-dia.
O médium deve tomar, sempre que necessário, os banhos de descarrego adequados aos seus Orixás e Guias, estar pontualmente no terreiro com sua roupa sempre limpa, conversar sempre com o chefe espiritual do terreiro quando estiver com alguma dúvida, problema espiritual ou material.
"Deve deixar, na medida do possível, seus problemas materias sempre do lado de fora do terreiro", ou seja, tentar entrar no terreiro com a cabeça mais arejada e limpa, fazendo com que haja uma divisão entre o material e o espiritual, embora eu saiba que deixar os problemas lá fora seja difícil, mas não é impossível.
O médium deve estar sempre atento as obrigações que ele deve fazer, todos os anos, para seu Orixá de cabeça (Orixá que rege sua vida e sua coroa, mente, do médium). Essa obrigação deve ser passada pelo Guia chefe do terreiro ou pela Babá do Centro.

Hino da Umbanda
Refletiu a luz divinaCom todo o seu esplendorE vem do reino de OxaláA onde há paz e amorLuz que refletiu na terraLuz que refletiu no marLuz que veio de AruandaPara tudo iluminarA Umbanda é paz e amorUm mundo cheio de luzÉ a força que nos dá vidaÉ a grandeza nos conduzAvante filhos de féCom a nossa lei não háLevando ao mundo inteiro a bandeira de OxaláLevando ao mundo inteiro a bandeira de Oxalá.Hino da Umbanda.Autor: J. M. Alves - 1960

Guia
Na Umbanda alguns praticantes, os chamados médiuns, recebem espíritos de luz, ou seja, entidades evoluidas que realizam trabalhos de cura e ajuda física ou espiritual.Estas entidades que são incorporadas pelos médiuns em sua grande parte, salvo raras excessões são os chamados Guias. Na Umbanda ao contrário do Candomble não se encorpora Orixás.Os Guias tem diferentes grupamentos, formando assim falanges de entidades afins, de mesma característica e roupagens. Assim temos os seguintes grupamentos na Umbanda:
Principais:
Pretos-velhos
Caboclos
Crianças
Boiadeiros
Marinheiros
Outras falanges trabalhadas em outras ramificações da Umbanda:
Baianos
Ciganos
Orientais
Mineiros/Cangaceiros

LITERATURA UMBANDISTA
Existem ótimas literaturas Umbandista que vão desde romances até a doutrina umbandista. O mais conhecido e responsável autor chama-se RUBENS SARACENI, entre outros. Também são editados jornais mensais sobre a religião, entre muitos existe o "JUS" jornal de umbanda sagrada, que sempre traz fundamentais conhecimentos sobre a religião ( www.jornaldeumbandasagrada.com.br). Nas bancas de jornais podemos encontrar "Revista espiritual de Umbanda".

Fonte: http://pt.wikipedia.org/

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As sete lágrimas de um preto-velho

Num cantinho de um terreiro, sentado num banguinho, pitando o seu cachimbo, um triste preto velho chorava. De seus olhos molhados, esquisitas lágrimas deciam-lhe pelas faces, não sei porque contei-as...foram sete. Na incontida vontade de saber, aproximei-me e o interroguei. Fala meu Preto Velho, diz ao teu filho por que externas assim uma visível dor? E ele, suavemente respondeu:- Estás vendo esta multidão que entra e saí? As lágrimas contadas estão distribuidas a cada uma dela. - A primeira, eu dei a estes indiferentes que aqui vem em busca de distração, para sairem ironizando aquilo que suas mentes ofuscadas não podem conceber... - A segunda, a esses eternos duvidosos que acreditam desacreditando, na expectativa de um milagre que os façam alcançar aquilo que seus próprios merecimentos negam. - A terceira, distribui aos maus, aqueles que somente procuram a Umbanda em busca de vingança, desejando prejudicar aos seus semelhantes. - A quarta, aos frios e calculista que sabem que existe uma força espiritual, e procuram beneficiar-se dela de qualquer forma, e não conhecem a palavra gratidão. - A quinta, aos que chegam suave, com risos, o elogio na flor dos lábios, mas se olharem bem o seu semblante, verão escrito: "Creio na Umbanda, nos teus cabocolos e no teu Zambi, mas somente se vencerem o meu caso ou me curarem disso ou daquilo." - A sexta, eu dei aos fúteis que vão de centro em centro, não acreditando em nada, buscam aconchegos e conchavos e seus olhos revelam um interesse diferente. - A sétima, filho, nota como foi grande e como deslizou pesada: Foi a última lágrima, aquela que vive nos "olhos" de todos os Orixás. Fiz a doação dessas aos médiuns vaidosos, que só aparecem no centro em dia de festa e faltam as doutrinas. Esquecem, que existem tantos irmãos precisando de caridade e tantas criancinhas precisando de amparo material e espiritual. Assim, filho meu, foi para esses todos, que vistes cair, uma a uma as sete lágrimas de Preto Velho.
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Calendário Assistência 2017

TENDA ESPÍRITA MAMÃE OXUM

CALENDÁRIO ASSISTÊNCIA - 2017.

C.E. Miguel Arcanjo e Tenda Espirita Mamãe Oxum-

Rua Francisco Framback, 91 E – Cascatinha - Petrópolis - RJ

ABRIL

MAIO

JUNHO

23 – Reabertura do Terreiro às 20h – Saudação à Ogum

02 – sexta-feira – Pretos Velhos

28 - sexta-feira - Exus

05 - sexta-feira – Pretos Velhos

07 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

10 - quarta-feira- Estudo da Umbanda

09 – sexta-feira – Saúde

12 - sexta-feira – Saúde

13 – terça-feira – Saudação Aos Exus – Bênção dos Pães – 20h

13 – sábado – Saudação aos Pretos Velhos

16 – sexta-feira – Não tem Gira

17 – quarta-feira – Doutrina - Vovó Catarina

21 – quart-feira – Doutrina – Vovó Catarina

19 – sexta-feira – Caboclos

23 – sexta-feira – Caboclos

24 – quarta-feira –Saudação à Sta. Sara,

e Povo Cigano

28 – quarta-feira – Doutrina

26 – sexta-feira - Malandros

30 – sexta-feira - Exus

JULHO

AGOSTO

SETEMBRO

05 – quarta-feira – Doutrina

02 – quarta-feira – Doutrina

01 – sexta-feira – Pretos Velhos

07 – sexta-feira – Pretos Velhos

04 – sexta-feira – Pretos Velhos

06 – quarta-feira – Doutrina

12 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

09 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

08 – sexta-feira – Saúde

14 – sexta-feira – Saúde

11 – sexta-feira – Saúde

13 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

19 – quarta-feira – Doutrina – Vovó Catarina

16 – quarta-feira – Saudação à Obaluaê e Omolu

15 – sexta-feira – Caboclos

21 – sexta-feira – Caboclos

18 – sexta-feira – Caboclos

20 - quarta-feira – Doutrina – Vovó Catarina

26 e 28 – Não funcionaremos

23 – quarta-feira – Doutrina – Vovó Catarina

22 – sexta-feira – Não Tem Gira

30 – Domingo – SEMINÁRIO

25 – sexta-feira – Malandros

24 – Domingo – Saudação à Ibeijada - às 17h

30 – quarta-feira - Doutrina

27 – quarta-feira – Distribuição Doces

29 – sexta - Exus

OUTUBRO

NOVEMBRO

DEZEMBRO

.04 – quarta-feira – Doutrina

01 – quarta-feira – Terreiro Fechado

02 - Confraternização

06 – sexta-feira – Pretos Velhos

03 – sexta-feira – Não tem Gira

08 – sexta-feira – Saudação à Oxum e bênção dos Pretos Velhos – 20h

11 – quarta-feira - Não tem Esudo Umb.

08 – quarta-feira –Doutrina

09 – Oferendas na Praia – saída 17h

12 – quinta-feira – Cachoeira / Mata

10 - sexta-feira – Saúde

13 – sexta-feira – Não tem Gira

15 – Feriado – Saudação aos Malandros

18 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

17 – sexta-feira – Caboclos

20 – sexta-feira – Caboclos

22 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

25 – quarta-feira – Doutrina – Vovó Catarina

24 – sexta-feira – Exus

27 – sexta-feira - Ciganos

29 – quarta-feira – Doutrina – Vovó Catarina

A giras de sextas-feiras têm início às 20 horas. As fichas são distribuídas a partir de 19:45 até as 21:30. As pessoas que chegarem após este horário receberão apenas o passe, sem consulta.

Nossa casa não cobra consultas nem trabalhos, porém aceitamos colaboração de materiais de uso como velas, fósforos, charutos, fumos, etc...

ATENÇÃO: NÃO É PERMITIDO PARA ATENDIMENTO, PESSOAS COM MINI-SAIAS, SHORTS OU BERMUDAS CURTAS, BLUSAS MUITO DECOTADAS OU MINI-BLUSAS, CAMISETAS TIPO MACHÃO.

A CARIDADE NÃO SERÁ NEGADA, PORÉM RESPEITEM O TEMPLO RELIGIOSO.

Baixe o seu Calendário clicando no link abaixo:

https://drive.google.com/file/d/0B_tHAuZk-NssbVZMNUN3TGNDbzA/view?usp=sharing

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