Natal se aproximando

domingo, outubro 31, 2010

PROPOSTAS DO MUNDO ESPIRITUAL ATRAVÉS DOS SÉCULOS, NO BRASIL





Todos os que estão hoje, em postos da administração pública brasileira, em dissonância com a ética e com os elevados objetivos para os quais reencarnaram, de bem conduzir os interesses deste País, serão, um a um, a seu tempo, "removidos" para acertarem contas com as suas consciências e a espiritualidade superior.
É o que se viu e o que se vê todos os dias na mídia.

PROPOSTAS DO MUNDO ESPIRITUAL ATRAVÉS DOS SÉCULOS, NO BRASIL

“Na abençoada tarefa de espiritualização, o Brasil caminha na vanguarda”, nos diz Humberto de Campos, em psicografia de Francisco Cândido Xavier, no livro: Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho.

E, para esta terra, foi transportada a árvore do Evangelho de piedade e amor, com a vinda de um dos mensageiros iluminados do Cristo, o heróico Infante de Sagres, que operou a renovação das energias portuguesas, expandindo as suas possibilidades realizadoras para além dos mares.

E, Jesus, mantendo Sua intenção de fazer da região do Cruzeiro, a epopéia do Seu Evangelho, envia, de tempos em tempos, mensageiros e missionários, demonstrando o quanto Seu coração está ligado ao Brasil. Assim, o Mestre designa o Espírito Ismael como zelador dos patrimônios imortais da Terra do Cruzeiro, onde realiza o seu primeiro feito nas Terras de Vera Cruz, trazendo um náufrago e inocente para a base da sociedade fraterna do porvir.

Outros tantos missionários labutaram no solo auriverde, como José de Anchieta, transformado no desvelado Apóstolo do Brasil e Estácio de Sá, muitas vezes se corporificando na Pátria do Evangelho, adquirindo elementos de ciência e de virtude, ainda há poucos anos, na figura do grande benemérito do Rio de Janeiro, que foi Oswaldo Cruz.

Os jesuítas, também, sempre trabalharam no início da organização brasileira, dentro dos mais amplos sentimentos de humanidade. Muitos dos Espíritos escolhidos para tarefas terrestres, entretanto, não resistiram à sedução do dinheiro e da autoridade.

Muitos irmãos foram enviados à Terra do Evangelho, a trazerem as mensagens cristãs de justiça, caridade e amor, porém, nem sempre puderam dilatar as propostas de planos espirituais. As desordens políticas, sociais e religiosas atingiam os povos e muitos missionários sofreram com isto. Dentre eles, Joaquim José da Silva Xavier, Tiradentes, em resgate de delitos cruéis cometidos no passado, redimindo-se, com lágrimas de sacrifício, em favor da Pátria do Evangelho de Jesus.

Ismael e seus emissários conseguiram, com a proteção de Jesus, fazer desabrochar os albores da paz, lançando os alicerces da emancipação do Brasil.

Sabemos que toda elevação requer a plena consciência do dever a cumprir e as almas estarão aptas a captar as orientações do mundo espiritual, quando buscarem a sua própria educação moral e íntima.

Assim, no percurso da história desta terra, como o de todos os países e do mundo, a orientação do mundo espiritual sempre esteve presente, a tentar alicerçar as bases cristãs tão alastradas por Jesus.

Já em plano espiritual, Tiradentes, o irmão martirizado há alguns anos, é escolhido por Jesus para acompanhar D. Pedro no Rio de Janeiro e em São Paulo. O príncipe, quando se vê diante das imposições das Cortes de Lisboa, ali mesmo deixa escapar o grito de “Independência ou Morte”, sem suspeitar de que era dócil instrumento de um emissário invisível, que velava pela grandeza da pátria.

Jesus, querendo fazer do Brasil um centro de exemplos e de virtudes, traz ao reencarne, um Espírito valoroso, com a incumbência de amparar os fracos e desvalidos, corrigir as leis despóticas e inaugurar um novo período de progresso moral. Assim, nascia no Rio de Janeiro, aquele que seria, no Brasil, o grande imperador, o maior de todos os republicanos, Pedro II.

Entre outras tantas almas anônimas, o mundo espiritual e amigo traz as mensagens cristãs através de augustas presenças, a servirem de exemplo a outros tantos irmãos, como no transcurso do século XIX, para que se cumprisse a promessa de Jesus. Segundo os ensinamentos do Seu Evangelho, derramaria as claridades divinas do Seu coração sobre toda a carne, para que o Consolador reorganizasse as energias das criaturas, a caminho das profundas transições do século XX.

Foi assim que Allan Kardec via a luz terrestre na cidade de Lyon, na França. Ia resplandecer a suave luz do Espiritismo. As abnegadas cortes de Ismael trazem as suas inspirações para as grandes cidades do País do Cruzeiro, conseguindo interessar, indiretamente, um grande número de estudiosos. As primeiras experiências espíritas começaram pelo problema das curas.

Sob a constante orientação espiritual de Ismael, destaca-se um nobre e bondoso Espírito, incumbido de elevados propósitos de reforma e regeneração, a pulverizar os obstáculos e com sua perseverança e humildade, consolidar a obra de Jesus, no seio da pátria do Seu Evangelho. E, no dia 29 de agosto de 1831, em Riacho do Sangue, Ceará, nascia Adolfo Bezerra de Menezes, o grande discípulo de Ismael, que vinha cumprir no Brasil uma elevada missão.

Outros dois médicos humanitários encarnavam, ao impulso das falanges de Ismael. Eram Bento Mure e Vicente Martins, que fariam da medicina homeopática verdadeiro apostolado. Muito antes da codificação Kardeciana, conheciam ambos os transes mediúnicos e o elevado alcance da aplicação do magnetismo espiritual.

A influência espiritual na Europa e nas Américas seguia vitoriosa em sua marcha. As falanges de Ismael estavam sempre vigilantes.

Com a fundação da “Sociedade de Estudos Espíritas Deus, Cristo e Caridade” sob a direção esclarecida de Francisco Leite de Bittencourt Sampaio, discípulo do emissário de Jesus, une-se a ele Antônio Luiz Sayão. Entretanto, este grupo sofre o trabalho maléfico das trevas, por meio de um médium, na tarefa dolorosa de fomentar a discórdia e a desarmonia.

Mas, o mundo espiritual amigo, os mensageiros de Ismael, reorganizam as energias existentes e fundam a Sociedade Espírita Fraternidade. Paralelamente, Augusto Elias da Silva lança o “Reformador”, com apoio de alguns companheiros do plano carnal e do espiritual.

A obra de Ismael, no que se referia às luzes sublimes do Consolador, estava, definitivamente, instalada na Pátria do Cruzeiro, apesar da precariedade do concurso dos homens.

Os operários estavam espalhados e, sob orientação superior espiritual, cada qual com a sua ferramenta, dentro de um plano de unificação e paz, organizando, mais tarde, o aparelho central de suas diretrizes, que se consolidaria com a Federação Espírita Brasileira, onde seria localizada a sede diretora, no plano tangível, dos trabalhos da obra de Ismael no Brasil.

Muitos foram os mensageiros trazidos à vivenciação nas terras brasileiras, entre eles, não podemos esquecer-nos do Espírito magnânimo da Princesa Isabel, que trouxe a emancipação de todas as almas que sofriam os duros trabalhos do cativeiro.

Atingindo, portanto, a sua maioridade coletiva, a Pátria do Evangelho continua assistida pelos trabalhadores espirituais, e, as falanges de Ismael e outras tantas, atuando de forma intensa e intuitiva em todos os centros de cultura e de estudo, ajudam as almas que buscam o seu progresso espiritual, fazendo com que o Consolador Prometido por Jesus, se destaque, cada vez mais, no íntimo de cada criatura.

Abençoadas sejam essas almas, com seu exemplo de fé, amor e humildade, como tão bem nos demonstrou o mensageiro Chico Xavier, o mais próximo de todos nós nesta atualidade.

Ismael (Protetor Espiritual do Brasil designado por Jesus)


Missão espiritual no Brasil

É indiscutível a missão do Brasil, como nação livre e soberana, no campo do socorro e assistência aos povos irmãos em penúria, seja intermediando a paz, porventura, entre as oponentes em conflito, seja colaborando material e socialmente com as mesmas em suas dificuldades, principalmente às mais modestas no concerto dos povos. Ainda agora, nosso país tem envidado esforços no sentido de colaborar com o Haiti, na América Central, ainda em franca distonia política.

Porém, sua missão não se circunscreve apenas ao campo da assistência material e política às demais nações da Terra, mas também, à assistência espiritual.

Trata-se de magna missão que lhe foi outorgada por Jesus, como, aliás, está registrado no livro Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, de autoria de Humberto de Campos e psicografia de Chico Xavier.

Conforme ali está registrado, Jesus dignou-se de transplantar a árvore de seu Evangelho de Amor e redenção para a pátria do Cruzeiro, então Terra de Santa Cruz.

Assim, sob a égide do próprio Cristo, na terra dadivosa do Cruzeiro prolifera não apenas o maná que aplaca a fome do corpo, mas também a sede do espírito.

Colhe-se da obra citada, sob o título Esclarecendo, em seguida ao prefácio de Emmanuel, da verve do destacado ex membro da Academia Brasileira de Letras, as sensibilizantes expressões (Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho - 14ª edição - FEB):

“...Mas, se numerosos pensadores e artistas notáveis lhe traduziram a grandiosidade de mundo novo, contudo “lá fora” as inesgotáveis reservas do gigante da América, todo esse espírito analítico não passou da esfera superficial das apreciações, porque não viram o Brasil espiritual, o Brasil evangélico, em cujas estradas, cheias de esperança, luta, sonha e trabalha o povo fraternal e generoso, cuja alma é a “flor amorosa de três raças tristes”, na expressão harmoniosa de um dos seus poetas mais eminentes.

As reservas brasileiras não se circunscrevem ao mundo de aço do progresso material, que impressionou fortemente o espírito de Humboldt, mas se estendem, infinitamente, ao mundo de ouro dos corações, onde o país escreverá a sua epopéia de realizações morais, em favor do mundo.

Jesus transplantou da Palestina para a região do Cruzeiro a árvore magnânima do seu Evangelho, a fim de que os seus rebentos delicados florescessem de novo, frutificando em obras de amor para todas as criaturas...”

E, para o tom revigorante da realidade do ordenado por Jesus, do Plano Maior, o consagrado autor de “Sombras que Sofrem”, acrescenta:

“...Nessa abençoada tarefa de espiritualização, o Brasil caminha na vanguarda. O material a empregar nesse serviço não vem das fontes de produção originariamente terrena e sim do plano invisível, onde se elaboram todos os ascendentes construtores da Pátria e do Evangelho...”

Emmanuel, endossando as informações de Humberto de Campos, no prefácio da obra, informa:

“...O Brasil não está somente destinado a suprir as necessidades materiais dos povos mais pobres do planeta, mas, também, a facultar ao mundo inteiro uma expressão consoladora de crença e de fé raciocinada e a ser o maior celeiro de claridades espirituais do orbe inteiro...

...Se outros povos atestaram o progresso, pelas expressões materialistas e transitórias, o Brasil terá a sua expressão imortal na vida do espírito, representando a fonte de um pensamento novo, sem as ideologias de separatividade, e inundando todos os campos das atividades humanas com uma nova luz...”

Como prova de aplicação prática desse sagrado dever cristão de nosso país para com os demais povos do orbe, registramos, ao ensejo, o caso abaixo, do livro Inesquecível Chico, de Romeu Grisi e Gerson Sestini” (Edição GEEM, 2008, às páginas 136/137), obra biográfica a que já me referi neste jornal, em outro artigo:

“Perguntei ao médium, em certa ocasião, algo que sempre me vinha à mente, aguçando a curiosidade:

— Chico, em nossas reuniões mediúnica, na época da 2ª Guerra Mundial, recebíamos entidades que haviam desencarnado nos combates.

Minha mãe, de modo especial, tinha mais facilidade de atraí-las para serem socorridas.

Sabemos que André Luiz se refere, em uma de suas obras, a esse tipo de socorro naquele período. Contudo, depois de certo tempo, estas comunicações cessaram por completo.

Qual seria o motivo?

— Existem razões para você relacionar esse fato, Romeu. Depois de desencarnado o conflito, os centros espíritas do Brasil foram convocados pela Espiritualidade a prestar socorro às entidades que desencarnavam aos milhares na Europa, que sabemos ter fortes laços espirituais com o nosso País, sobrecarregando a atmosfera espiritual daquele continente.

As
barreiras espirituais que separam as nações de então foram abertas e os médiuns, nas sessões, serviram de instrumentos para que tais comunicações se dessem

É notável destacar, contudo, que muitas casas espíritas só tiveram conhecimento da simultaneidade do trabalho realizado, através de comentários que se seguiram entre os confrades.

Passado o tempo necessário para que essas atividades se realizassem, as barreiras espirituais entre as nações se fecharam, motivo pelo qual as comunicações deixaram de ocorrer, como você queria saber.”

Weimar Muniz de Oliveira- Juiz de Direito é presidente do Lar de Jesus, vice-presidente da Abrame – Associação Brasileira dos Magistrados Espíritas – e diretor da Federação Espírita do Estado de Goiás – Feego Missão espiritual no Brasil


Profecias para o Brasil

A FUNÇÃO HISTÓRICA DO BRASIL NO MUNDO

... Qual é a função histórica do Brasil no mundo, especialmente em relação à esperada nova civilização do Terceiro Milênio? ...

O Brasil não precisa de expansões nem imperialismo, porque seu território já é vasto como um império, e só espera ser povoado. Não tem, pois, razões de rivalidade com nenhum país.

É, finalmente, o lugar em que há espaço para todos, e em que não há necessidade de guerras para conquistar um lugar ao sol, nem precisa garantir-se contra vizinhos perigosos, que andem atrás de espaço, dado que para todos há lugar de sobra.

Acha-se, pois, o Brasil em condições pacíficas naturais, e é esta sua posição natural no mundo. ...Um verdadeiro sentido de pacifismo pode vir desta grande terra da América do Sul. A função histórica do Brasil no mundo só pode ser, portanto, neste nosso tempo, uma função de paz. Esta é sua posição atual no pensamento da História, esta é a missão que lhe foi confiada.

... O Brasil, como indicam as condições de fato, personifica essa função biológica ou missão de pacifismo no mundo. Quem é verdadeiramente honesto, não vai a cada passo apregoando que é honesto. Os não-honestos é que procuram esconder seu rosto verdadeiro e defender-se.

Assim, o povo verdadeiramente pacífico e pacifista é o que menos se faz paladino oficial de pacifismo, o que faz menos campanhas publicitárias com esse escopo. E o Brasil é assim.

Pacifista até o âmago, naturalmente, e não precisa dizer muito por que o é. Ora, se aplicarmos a esta nação os conceitos acima expostos, poderemos dizer que, nesta direção do pacifismo, o Brasil personifica uma força em ação, segundo a vontade de Deus e da História. A conseqüência disto, é que ele é protegido pela vida, que lhe oferecerá os meios, para que a realização desta função ou missão de pacifismo realmente se complete.

O Brasil acha-se, portanto, numa posição particular de privilégio, embora ainda em forma não manifesta, porque é uma realização de amanhã, ou seja, acha-se com uma grande riqueza em estado latente. E esta espera ser explorada e utilizada em benefício de todos; uma mina de caráter espiritual, que espera o trabalho dos homens, os quais, com sua boa vontade, poderão tirar proveito, para a expansão da vida, da mesma forma que as tirarão de tantas outras riquezas ainda inexploradas no Brasil.

Eis a atual posição do Brasil na História.

A vida lhe oferece uma função a executar, a qual faz parte de seu plano de expansão e de evolução do planeta. É um oferecimento, é a investidura de uma grande missão.

Cabe agora ao povo brasileiro corresponder ao oferecimento, compreendendo-o e aceitando-o. Os momentos históricos jamais se repetem idênticos e esses oferecimentos não são feitos duas vezes. Perdida uma oportunidade, ela não volta mais. Cabe, além disso, ao povo brasileiro compreender que a natureza desta missão é manter-se na linha do pacifismo, isto é, que a função biológica que a vida confia ao Brasil, é função de paz e amor. Segue-se daí que, se esta é a vontade da História, e se o Brasil quiser caminhar nessa direção, aceitando a missão, ser-lhe-ão concedidos todos os auxílios; mas, se ao contrário, o Brasil se colocar, como primordial posição, no terreno da força bélica ou como potência ávida de supremacia, então a vida lhe retirará todos os auxílios e assim tudo será perdido, no sentido de que a função e a missão lhe são tiradas, e a oportunidade de exercer um papel mundial se esfumará. Quem vai de encontro à vontade da História, é cortado de suas fontes vitais, e não recebe mais ajuda.

Ora, tudo isso corresponde perfeitamente as condições atuais do Brasil; é um estado de fato já existente e nada é preciso fazer para prepará-lo. Esta concordância automática entre o que é a realidade atual e a natureza da missão oferecida, confirma a verdade de nosso raciocínio.

Assumir hoje o Brasil, no mundo, uma função diferente, seria coisa de difícil realização.

Seria bem estranho um Brasil imperialista e expansionista, se já de per si é maior que um império e não chega a povoar sua própria terra ilimitada. Seria bem estranho um Brasil que quisesse levantar-se como grande potência militar, quando não tem inimigos próximos para combater. Seria bem estranho que um país, definido como coração do mundo e pátria do Evangelho, se pusesse a fazer guerras de conquista ou de defesa, de que absolutamente não necessita. É claro, pois, que a função histórica do Brasil no mundo só pode ser a de abraçar a humanidade com o seu amor, em seu imenso território, à espera de ser povoado. Deixemos ... a função histórica do Brasil é bondade, tolerância, amor.

O Brasil é o país da máxima liberdade, em que todas as ideologias, suportáveis com o mínimo da ética e da ordem indispensável, são toleradas. O Brasil é crente e espiritualista, qualquer que seja a religião que se professe. O Brasil é o país pacífico por excelência, que não pensa, absolutamente, fazer guerra a ninguém. E então, poderemos concluir também, que a função do Brasil poderá ser a de criar com a religião do amor.

Não é este o temperamento deste país, em que pacificamente se misturam todas as raças, com seu sentimentalismo tolerante, com seu espírito antiexclusivista e anti-racista?

Estas qualidades espontâneas, que já achamos existentes de fato, correspondem perfeitamente à missão que deve ter o Brasil, e a provam.

Tudo concorda em cheio. É natural que a História escolha, para cada determinada tarefa, os indivíduos dotados das qualidades mais adequadas para executá-las, justamente porque a vida quer realizar, alcançando no terreno prático, todos os seus objetivos.

E o Brasil pode fazer-se representante da vontade da vida, no terreno da bondade e do amor. Este é um setor vazio do equilíbrio de todas as funções do organismo social da humanidade, e que outro povo poderia preenchê-lo? Não digo que não haja outros povos bons no mundo. Mas estão empenhados em outros trabalhos. Muitas vezes, mesmo, é pelo fato de serem melhores, que estão mais sujeitos às opressões e às dores, porque na humanidade há também os destinados à expiação e à prova do sofrimento.

Tudo o que diz respeito ao Brasil, parece feito sob medida, de propósito para torná-lo apto a essa função. Trata-se, sobretudo, de amar, ou seja, de abrir os braços, evangelicamente. São tantas as ideologias propagadas no mundo...

Por que deve parecer tão absurda a de um Evangelho verdadeiramente vivido?

Abrir os braços ao mundo! E pode acontecer que o mundo, amanhã, com a infernal destruição que hoje se está preparando, tenha inadiável necessidade de um refúgio, onde encontrar paz; de uma terra em que não viva o ódio ou o interesse, mas o amor.

...A civilização emigrou do Egito para a Grécia, da Grécia para Roma, de Roma para a Europa e da Europa para as Américas. A raça anglo-saxônia criou a civilização do dólar nas Estados Unidos.

Por que a raça latina, herdeira de Roma, não poderia criar a civilização do Evangelho no Brasil?

Há também uma razão de caráter moral e, para a História, têm poder, outrossim, as forças desse tipo, mesmo se a política não as leve em conta. E esta razão pode ter maior valor hoje, porque esta é a hora do juízo, a hora apocalíptica, em que será liquidado um velho mundo indigno, para que nasça outro melhor.

Ora, a América do Sul é inocente das últimas guerras e a raça latina é inocente da criação e do uso da bomba atômica. Esta inocência, diante da justiça de Deus, imanente nas leis da vida, forma uma base e um direito de ser salvo. Tudo, pois, parece concordar para uma missão do Brasil no mundo, que o faça, em grande parte, herdeiro especialmente da civilização latina.

O Brasil é a terra clássica das fusões de raças, é o "melting-pot" em que tudo se mistura. E sabemos que a natureza se regenera na fusão de tipos diversos, ao passo que o princípio racista isolacionista é antivital. Prova-o o esgotamento das aristocracias muito puras e selecionadas.

E já se pode dizer que todas as nações do mundo tenham, hoje, seus representantes no Brasil. Este, dessa forma, já as concentra todas em síntese, como modelos, num todo que as funde juntamente numa raça nova, que pode ser chamada a síntese de todas as outras. Por isso, o Brasil, com este seu universalíssimo, que o coloca nos antípodas das cisões nacionalistas européias, está apto a ser o berço de uma nova civilização, cujo primordial caráter será a universalidade. O mundo caminha hoje para as grandes unidades, e os patriotismos, em sentido exclusivista e agressivo, da velha Europa, tendem hoje a ser rapidamente liquidados pelas leis da vida, porque são contraproducentes para seus objetivos evolutivos.

Mas outras qualidades ainda possui o Brasil, para desempenhar a função histórica que a vida lhe oferece. É ele um país jovem. O fato de não estar carregado de milênios de história, isto é, de lutas e de dores, de fadigas pelas conquistas de tantos valores de todo o gênero, o torna mais ágil. E a história do Brasil, assim como ocorre para os jovens, está mais no futuro que no passado. Este povo tem a vantagem de poder colher, ainda em idade juvenil, os produtos de uma longa civilização, já confeccionados e prontos para o uso, pela Europa já velha, que suportou e sente o cansaço, produzido pelo esforço de quem os teve que criar por si mesmos. É uma vantagem poder dispor de tais meios; porque isso permite enfrentar a vida mais rico e armado de recursos.

Diga-se o mesmo para as idéias. O Brasil é terreno desimpedido, pronto para assimilar o que é novo. Na Europa, tudo está encadeado, cada idéia já foi lixada na vida em formas concretas, que constituem hoje uma barreira ao que é novo, e criam um obstáculo a cada passo. Sua filosofia tem todo o requinte do sofisma e do bizantinismo, enquanto que a vida nova pulsa com idéias simples, fortes e grandes.

Mas, a grande qualidade do Brasil, a que estabelece sua função vital, é o sentimento, o coração. Nesta terra estão as raízes daquela expansividade de afetos, que é a qualidade humana que, mais tarde, evoluindo, é a mais apta a sublimar-se no amor evangélico.

A inteligência é o caminho para chegar a compreender a utilidade individual e coletiva de ser bons e honestos; e o sentimento é a estrada mestra para alcançar essa fusão de almas, sem o que não poderão surgir os futuros organismos das grandes coletividades sociais.

No Brasil, antes de tudo, o temperamento é menos frio, menos fechado, mais expansivo. Poucos, na Europa, se abraçam em público, mesmo entre os íntimos, e todas as expressões de afeto são controladas e sopesadas. No Brasil, a luta menos dura e a virgindade maior de espírito ainda não fizeram fechar-se as portas da alma, nem as manifestações dos próprios sentimentos, pela desconfiança necessária aos povos mais experimentados pela calamidade inimiga. O tipo biológico do Brasil é levado mais a religião espontânea, numa expansão livre, de amor e de fé, do que a uma religião já rigidamente codificada, em que o pensamento e o sentimento permanecem enregelados nas formas. Ora, este primitivo estado espiritual incandescente, ainda que, pelo europeu, possa ser olhado com um sorriso de compaixão, é o estado mais apto aos futuros desenvolvimentos. Aqui as almas são virgens e receptivas e pode criar-se o novo.

Assim, não há apenas, no Brasil, um estado de sentimentalismo dominante, que dulcifica os homens, mas prevalece uma disposição à religiosidade e ao misticismo. Este é um povo religioso por excelência esse seu tipo biológico. Não importa que as religiões e as formas sejam muitas.

Encontram-se no Brasil quase todas as religiões do mundo, vivendo juntas na mesma terra. Os grandes santos surgiram, mais freqüentemente, dos grandes pecadores passionais do que dos frios e ortodoxos pensadores. No Brasil há o estado passional que, embora no estado caótico, representa a matéria prima da fé, da religiosidade, do misticismo. Condena-se justamente a sexualidade quando é animalesca, entretanto, representa ela a primeira porta, embora a mais baixa, pela qual começa a alma a irromper ao egoísmo frígido (naturalmente calculador e que acumula para si, sexualmente neutro) para dar de si mesmo aos outros. Por esta porta passarão mais tarde, com a evolução, todas as sublimações deste primeiro e grosseiro movimento de expansão altruísta, que aos poucos se irá cada vez mais desmaterializando, até o amor aos pais pelos filhos, do homem evangélico ao próximo, do filantropo à humanidade, do místico à Divindade.

É provável que o mundo se ache, brevemente, com uma necessidade tão premente de paz e de bondade, que se valorizem de modo extraordinário os poucos lugares em que seja possível encontrá-las. E o Brasil poderá ser o primeiro entre estes. É provável que os conflitos do Hemisfério Norte terminem com grandes destruições, após as quais a vida terá imperiosa necessidade, para sua reconstituição, de paz, amor, compreensão e colaboração, e de um lugar tranqüilo onde possa repousar e recomeçar sobre essas bases. A carência crescente desses elementos e a progressiva elevação da procura, os valorizará cada vez mais, tornando-os buscados e preciosos.

A humanidade, traída pela força e pela riqueza, nas quais unicamente acreditou, enregelada por um egoísmo da qual só terá recebido desolação, procurará, para não morrer, um sentimento de bondade em que possa viver com mais calor, e que termine de uma vez com as lutas. Eis a grande função histórica do Brasil, se este souber preparar-se desde já; eis sua missão, se ele quiser desempenhá-la amanhã, pois que a História está pronta para confiar-lha.

Então, poderemos dizer que o Brasil poderá ser a sede da primeira realização da terceira idéia, que funda, num todo, o que há de melhor nas duas atualmente em luta mortal, ou seja, a liberdade dum lado e a justiça econômica do outro, no amor evangélico, sem o que nada é aplicável, em paz, nem pode dar fruto algum. Isso tudo é possível, porque, como diz Victor Hugo:

"há uma coisa mais poderosa que todos os exércitos: é uma idéia, cujo tempo tenha chegado".

Então, poderemos dizer, que o Brasil poderá ser verdadeiramente o berço da nova civilização do espírito e do Evangelho, da nova civilização do terceiro milênio.

[66] PROFECIAS - 5ª edição - 2000 - Pietro Ubaldi


Credito: Carlos Eduardo Cennerelli

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Calendário Assistência 2017

TENDA ESPÍRITA MAMÃE OXUM

CALENDÁRIO ASSISTÊNCIA - 2017.

C.E. Miguel Arcanjo e Tenda Espirita Mamãe Oxum-

Rua Francisco Framback, 91 E – Cascatinha - Petrópolis - RJ

ABRIL

MAIO

JUNHO

23 – Reabertura do Terreiro às 20h – Saudação à Ogum

02 – sexta-feira – Pretos Velhos

28 - sexta-feira - Exus

05 - sexta-feira – Pretos Velhos

07 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

10 - quarta-feira- Estudo da Umbanda

09 – sexta-feira – Saúde

12 - sexta-feira – Saúde

13 – terça-feira – Saudação Aos Exus – Bênção dos Pães – 20h

13 – sábado – Saudação aos Pretos Velhos

16 – sexta-feira – Não tem Gira

17 – quarta-feira – Doutrina - Vovó Catarina

21 – quart-feira – Doutrina – Vovó Catarina

19 – sexta-feira – Caboclos

23 – sexta-feira – Caboclos

24 – quarta-feira –Saudação à Sta. Sara,

e Povo Cigano

28 – quarta-feira – Doutrina

26 – sexta-feira - Malandros

30 – sexta-feira - Exus

JULHO

AGOSTO

SETEMBRO

05 – quarta-feira – Doutrina

02 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

01 – sexta-feira – Pretos Velhos

07 – sexta-feira – Pretos Velhos

04 – sexta-feira – Pretos Velhos

06 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

12 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

09 – quarta-feira – Doutrina

08 – sexta-feira – Saúde

14 – sexta-feira – Saúde

11 – sexta-feira – Saúde

13 – quarta-feira – Doutrina

19 – quarta-feira – Doutrina – Vovó Catarina

16 – quarta-feira – Saudação à Obaluaê e Omolu

15 – sexta-feira – Caboclos

21 – sexta-feira – Caboclos

18 – sexta-feira – Caboclos

20 - quarta-feira – Doutrina – Vovó Catarina

28 – sexta-feira - Exus

23 – quarta-feira – Doutrina – Vovó Catarina

22 – sexta-feira – Não Tem Gira

25 – sexta-feira – Malandros

24 – Domingo – Saudação à Ibeijada - às 17h

30 – quarta-feira – Doutrina ou Palestra

27 – quarta-feira – Distribuição Doces

29 – sexta - Exus

OUTUBRO

NOVEMBRO

DEZEMBRO

.04 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

01 – quarta-feira – Terreiro Fechado

02 - Confraternização

06 – sexta-feira – Pretos Velhos

03 – sexta-feira – Não tem Gira

08 – sexta-feira – Saudação à Oxum e bênção dos Pretos Velhos – 20h

11 – quarta-feira - Não tem Doutrina

08 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

09 – Oferendas na Praia – saída 17h

12 – quinta-feira – Cachoeira / Mata

10 - sexta-feira – Saúde

13 – sexta-feira – Não tem Gira

15 – Feriado – Saudação aos Malandros

18 – quarta-feira – Doutrina – Vovó Catarina

17 – sexta-feira – Caboclos

20 – sexta-feira – Caboclos

22 – quarta-feira – Doutrina

25 – quarta-feira – Doutrina – Doutrina ou Palestra

24 – sexta-feira – Exus

27 – sexta-feira - Ciganos

29 – quarta-feira – Doutrina – Vovó Catarina

A giras de sextas-feiras têm início às 20 horas. As fichas são distribuídas a partir de 19:45 até as 21:30. As pessoas que chegarem após este horário receberão apenas o passe, sem consulta.

Nossa casa não cobra consultas nem trabalhos, porém aceitamos colaboração de materiais de uso como velas, fósforos, charutos, fumos, etc...

ATENÇÃO: NÃO É PERMITIDO PARA ATENDIMENTO, PESSOAS COM MINI-SAIAS, SHORTS OU BERMUDAS CURTAS, BLUSAS MUITO DECOTADAS OU MINI-BLUSAS, CAMISETAS TIPO MACHÃO.

A CARIDADE NÃO SERÁ NEGADA, PORÉM RESPEITEM O TEMPLO RELIGIOSO.

(Baixe o seu calendário em PDF, clicando aqui)

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