quarta-feira, janeiro 26, 2011

Ode aos Malandros









ODE AOS MALANDROS

Mensagem do Sr Zé Navalha

Boa Noite senhores da noite e do dia, das ruas vazias e das avenidas lotadas,

Que ganham a vida balançando nos coletivos,

Em meio à pobreza aparente que é material, Mas nunca de espirito.

Andamos nos meios onde somos chamados

Desde a Encruzilhada até o Campo Santo,

Da Ferrovia até a Ladeira.

Da rua asfaltada à estrada de terra,

Sou Malandro e quem não é,

Viver é malandragem pura, no bom sentido,

Na Fé da Oração a Nossa Senhora à Mironga do Candomblé,

Sentado à beira do Cruzeiro oro pelas almas que estão a pé,

Sem rumo na vida depois da vida,

No meu paletó branco, no lenço vermelho,

Enxugo uma lágrima sofrida e meu chapéu tiro àqueles que lutam,

À mãe solteira, à mãe abandonada, pela criança órfã,

Aos doentes que se curam na Fé,

Aos que vivem nas periferias na Fé da labuta na noite e no dia,

Tiro meu chapéu àqueles que na sua Fé fazem o bem onde quer que seja:

Sou Zé,

Sou Maria,

Sou Negro,

Sou Branco,

De Punhal, de Navalha e até Rosa e Cravo na mão,

Estou na luta no lado de lá, não facilito nada, apenas gingo,

Pra lá e pra cá e passo no jogo de cintura pela vida apertada.

Estou aqui para te escutar, te entender e mostrar que rumo tomar

Vou na Fé, na sua, na minha, na de Deus, mas vou, sempre...

Mensagem ditada por Sr Zé Navalha

Recebida por Rafael Martins Marcondes e dedicado a todos

aqueles que Malandramente vivem, lutam e ajudam.

Alciléa Medeiros






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