Natal se aproximando

terça-feira, fevereiro 01, 2011

O Anjo do cólera







O Anjo do cólera


Estamos colocando a autoria do artigo junto à este porque à primeira vista parece um informação anti doutrinária. Leia e entenda.

Revista Espírita, maio de 1861

Um dos nossos correspondentes de Varsóvia nos escreveu o que se segue.

"....Ouso chamar a vossa atenção para um fato de tal modo extraordinário, que seria necessário classificá-lo na categoria do absurdo, se o caráter da pessoa que mo narrou não fosse uma garantia de sua realidade. Nós todos que conhecemos do Espiritismo tudo o que, por vós, foi tão judiciosamente tratado, o que quer dizer que cremos bem compreendê-lo, não encontramos explicação para esse fato, e o entrego à vossa apreciação, rogando-vos me perdoar o tempo que vos faço perder em lê-lo, se não o julgardes digno de um exame mais sério.

Eis do que se trata:

"A pessoa da qual falei mais acima se encontrava, em 1852, em Wilna, cidade da Lituânia que, nesse momento, era assolada pelo cólera. A sua filha, encantadora menina de doze anos, era dotada de todas as qualidades que constituem as naturezas superiores. Desde sua tenra idade, ela se fez notar por uma inteligência excepcional, uma bondade de coração e uma candura verdadeiramente angélicas. Ela foi uma das primeiras, em nosso país, a gozar da faculdade medianímica, e sempre assistida pelos Espíritos de uma ordem muito elevada. Frequentemente, e sem ser sonâmbula, tinha o pressentimento do que ia acontecer, e o predizia sempre com justeza. Essas informações não me parecem inúteis para julgar de sua sinceridade. Uma noite, no momento em que as velas vinham de ser apagadas, a jovem, ainda completamente desperta, viu se levantar diante de seu leito a figura lívida e sanguinolenta de uma velha mulher, cuja única visão a fez estremecer. Essa mulher se aproximou do leito da menina e lhe disse: "Eu sou o cólera, e venho te pedir um beijo; se tu me abraçares, retornarei para os lugares que deixei, e a cidade estará livre da minha presença." A jovem não recuou diante do sacrifício: ela aplicou os seus lábios sobre o rosto gelado e humilde da velha; e a visão, se era uma visão, desapareceu. A criança, apavorada, não se acalmou senão no seio de seu pai que, nada compreendendo da coisa, estava, no entanto, convencido de que sua filha disse a verdade; mas disso não falou a ninguém. Pelo meio-dia, recebeu a visita de um médico, amigo da família: "Trago-vos uma boa nova, disse ele; esta noite nenhum doente chegou ao hospital dos coléricos, que venho de visitar." E desde esse dia, com efeito, deixou de maltratar. Mais ou menos três anos mais tarde, essa pessoa e a sua família fizeram uma outra viagem para a mesma cidade. Durante a sua permanência, o cólera por ali reapareceu, e já se lhe contavam as vítimas por centenas, quando, uma noite, a mesma velha apareceu junto ao leito da jovem, sempre perfeitamente desperta, e lhe fez a mesma pergunta, acrescentando que, se a sua prece fosse atendida, esta vez ela deixaria a cidade para ali não mais retornar. A jovem não recuou, não mais do que na primeira vez; logo ela viu um sepulcro se abrir e se fechar sobre a mulher. O cólera se acalmou como por milagre, e não é do meu conhecimento que haja reaparecido depois em Wilna. Isso era uma alucinação ou uma visão real? Eu o ignoro; tudo o que posso certificar é que não posso duvidar da sinceridade da jovem e de seus pais."
Esse fato é, com efeito, muito singular; os incrédulos não faltarão para dizerem que é uma alucinação; mas lhes seria, provavelmente, mais difícil explicar essa coincidência com um fato material que nada podia fazer prever. Uma primeira vez, isso poderia ser colocado por conta do acaso, essa maneira tão cômoda de se passar sobre o que não se compreende; mas as duas repetições diferentes, e em condições idênticas, era mais extraordinária. Em admitindo o fato da aparição, resta saber o que era essa mulher; era realmente o anjo exterminador do cólera? Os flagelos estariam personificados em certos Espíritos encarregados de provocá-los ou de acalmá-los? Poder-se-ia crê-lo vendo aquele desaparecer pela vontade dessa mulher; mas, então, por que dirigir-se a essa criança, estranha à cidade, e como um beijo de sua parte poderia ter essa influência? Embora o Espiritismo já nos haja dado a chave de muitas coisas, ainda não nos disse a sua última palavra, e, no caso que se trata, a última hipótese nada tinha de positivamente absurda; confessamos que, à primeira vista, pendemos bastante desse lado, não vendo no fato o caráter de uma verdadeira alucinação; mas com uma palavra os Espíritos vieram derrubar a nossa suposição. Eis a explicação, muito simples e muito lógica, que dele deu São Luís na sessão da Sociedade de 19 de abril de 1861.

P. O fato que acaba de ser narrado parece muito autêntico; desejaríamos ter, a esse respeito, algumas explicações. Poderíeis, de início, nos dizer quem era essa mulher que apareceu à jovem e disse ser o cólera?

R. Não era o cólera; um flagelo material não reveste aparência humana; era o Espírito familiar da jovem que experimentava a sua fé, e fazia coincidir essa prova com o fim do flagelo. Essa prova era salutar para a criança que a suportava; ela fortalecia, idealizando-as, as virtudes em germe nesse ser protegido e bendito. As naturezas de elite, as que trazem, vindo para o mundo, a lembrança dos bens adquiridos, frequentemente, sofrem essas advertências, que seriam perigosas para uma alma não depurada, e não preparada pelas migrações anteriores aos grandes devotamentos do amor e da fé.

P. O Espírito familiar dessa jovem tinha bastante poder para prever o futuro e o fim do flagelo?

R. Os Espíritos são os instrumentos da vontade divina e, frequentemente, eles são elevados à altura de mensageiros celestes.

P. Os Espíritos não têm nenhuma ação sobre os flagelos como agentes produtores?

R. Neles não estão absolutamente para nada, não mais do que as árvores não atuam sobre o vento, nem os efeitos sobre as causas.

Na previsão de respostas conformes com o nosso pensamento primeiro, preparamos uma série de perguntas que, consequentemente, se tornaram inúteis; isso prova, uma vez mais, que os médiuns não são o reflexo do pensamento do interrogador. De resto, devemos dizer que não tínhamos sobre esse assunto nenhuma ideia fixa; na falta de melhor, pendemos para aquela que emitimos, porque ela não nos pareceu impossível; mas a explicação dada pelo Espírito, sendo mais simples e mais racional, consideramo-la infinitamente preferível.

Pode-se, de resto, tirar desse fato uma outra instrução. O que ocorreu com essa jovem deve ter-se produzido, em outras circunstâncias, e mesmo na antiguidade, uma vez que os fenômenos espíritas são de todos os tempos. Não seria essa uma das causas que levaram os Antigos a tudo personificar e a ver, em cada coisa, um gênio particular? Não pensamos que falhe em procurar a fonte somente no gênio poético, porque se vê essas ideias nos povos menos avançados.
Suponhamos que um fato análogo àquele que narramos tivesse se produzido entre um povo supersticioso e bárbaro, e mais não seria necessário para acreditar a ideia de uma divindade malfazeja que não se poderia acalmar senão sacrificando vítimas. Já o dissemos, todos os deuses do paganismo não têm outra origem senão as manifestações espíritas; o cristianismo veio derrubar os seus altares, mas estava reservado ao Espiritismo fazer conhecer a sua verdadeira natureza, e lançar luz sobre esses fenômenos desnaturados pela superstição, ou explorados pela cupidez.


Fonte : Revista Espírita Maio 1861

Quem lê uma história como esta e desconhece a Doutrina dos Espíritos; duvida, questiona e diz simplesmente: Não acreditar! Mas Jesus prometeu: O Consolador, vos esclarecerá todas estas coisas. Não acreditando, pura e simplesmente, corremos o risco de permanecer ignorantes e de nos decepcionarmos ao acreditar em algo que, por desconhecermos, não pudemos discernir. Se quer aprender a estudar o Espiritismo, antes de ler esta história, estude o Livro dos Espíritos - Livro Segundo Cap.VIII. Depois, leia a história e conclua: É ou não é "Segundo o Espiritismo"? Foi desta forma que Allan Kardec escreveu as demais obras após O Livro dos Espíritos.


Concordância dos Espíritos


Quem lê uma história como esta e desconhece a Doutrina dos Espíritos; duvida, questiona e diz simplesmente: Não acreditar! Mas Jesus prometeu: O Consolador, vos esclarecerá todas estas coisas. Não acreditando, pura e simplesmente, corremos o risco de permanecer ignorantes e de nos decepcionarmos ao acreditar em algo que, por desconhecermos, não pudemos discernir.
Se quer aprender a estudar o Espiritismo, antes de ler esta história, estude o Livro dos Espíritos - Livro Segundo Cap.VIII. Depois, leia a história e conclua: É ou não é "Segundo o Espiritismo"? Foi desta forma que Allan Kardec escreveu as demais obras após O Livro dos Espíritos.


Nenhum comentário:

Calendário Assistência 2017

TENDA ESPÍRITA MAMÃE OXUM

CALENDÁRIO ASSISTÊNCIA - 2017.

C.E. Miguel Arcanjo e Tenda Espirita Mamãe Oxum-

Rua Francisco Framback, 91 E – Cascatinha - Petrópolis - RJ

ABRIL

MAIO

JUNHO

23 – Reabertura do Terreiro às 20h – Saudação à Ogum

02 – sexta-feira – Pretos Velhos

28 - sexta-feira - Exus

05 - sexta-feira – Pretos Velhos

07 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

10 - quarta-feira- Estudo da Umbanda

09 – sexta-feira – Saúde

12 - sexta-feira – Saúde

13 – terça-feira – Saudação Aos Exus – Bênção dos Pães – 20h

13 – sábado – Saudação aos Pretos Velhos

16 – sexta-feira – Não tem Gira

17 – quarta-feira – Doutrina - Vovó Catarina

21 – quart-feira – Doutrina – Vovó Catarina

19 – sexta-feira – Caboclos

23 – sexta-feira – Caboclos

24 – quarta-feira –Saudação à Sta. Sara,

e Povo Cigano

28 – quarta-feira – Doutrina

26 – sexta-feira - Malandros

30 – sexta-feira - Exus

JULHO

AGOSTO

SETEMBRO

05 – quarta-feira – Doutrina

02 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

01 – sexta-feira – Pretos Velhos

07 – sexta-feira – Pretos Velhos

04 – sexta-feira – Pretos Velhos

06 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

12 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

09 – quarta-feira – Doutrina

08 – sexta-feira – Saúde

14 – sexta-feira – Saúde

11 – sexta-feira – Saúde

13 – quarta-feira – Doutrina

19 – quarta-feira – Doutrina – Vovó Catarina

16 – quarta-feira – Saudação à Obaluaê e Omolu

15 – sexta-feira – Caboclos

21 – sexta-feira – Caboclos

18 – sexta-feira – Caboclos

20 - quarta-feira – Doutrina – Vovó Catarina

28 – sexta-feira - Exus

23 – quarta-feira – Doutrina – Vovó Catarina

22 – sexta-feira – Não Tem Gira

25 – sexta-feira – Malandros

24 – Domingo – Saudação à Ibeijada - às 17h

30 – quarta-feira – Doutrina ou Palestra

27 – quarta-feira – Distribuição Doces

29 – sexta - Exus

OUTUBRO

NOVEMBRO

DEZEMBRO

.04 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

01 – quarta-feira – Terreiro Fechado

02 - Confraternização

06 – sexta-feira – Pretos Velhos

03 – sexta-feira – Não tem Gira

08 – sexta-feira – Saudação à Oxum e bênção dos Pretos Velhos – 20h

11 – quarta-feira - Não tem Doutrina

08 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

09 – Oferendas na Praia – saída 17h

12 – quinta-feira – Cachoeira / Mata

10 - sexta-feira – Saúde

13 – sexta-feira – Não tem Gira

15 – Feriado – Saudação aos Malandros

18 – quarta-feira – Doutrina – Vovó Catarina

17 – sexta-feira – Caboclos

20 – sexta-feira – Caboclos

22 – quarta-feira – Doutrina

25 – quarta-feira – Doutrina – Doutrina ou Palestra

24 – sexta-feira – Exus

27 – sexta-feira - Ciganos

29 – quarta-feira – Doutrina – Vovó Catarina

A giras de sextas-feiras têm início às 20 horas. As fichas são distribuídas a partir de 19:45 até as 21:30. As pessoas que chegarem após este horário receberão apenas o passe, sem consulta.

Nossa casa não cobra consultas nem trabalhos, porém aceitamos colaboração de materiais de uso como velas, fósforos, charutos, fumos, etc...

ATENÇÃO: NÃO É PERMITIDO PARA ATENDIMENTO, PESSOAS COM MINI-SAIAS, SHORTS OU BERMUDAS CURTAS, BLUSAS MUITO DECOTADAS OU MINI-BLUSAS, CAMISETAS TIPO MACHÃO.

A CARIDADE NÃO SERÁ NEGADA, PORÉM RESPEITEM O TEMPLO RELIGIOSO.

(Baixe o seu calendário em PDF, clicando aqui)

Printfriendly