domingo, janeiro 27, 2013

Como se processa a ajuda espiritual




A CIÊNCIA DO ESPÍRITO


            Facilmente se reconhece o esforço coletivo de aprendizado no campo da vida humana.
            Incontáveis legiões de criaturas dedicam-se, disciplinadamente, na conquista de vastos conhecimentos intelectuais ou no aperfeiçoamento de patrimônios culturais aos quais se afinam nas variadas escolas da terra.
            Reconhecemo-los todos pelo afinco justo com que se consagram ao estudo, preparando-se para galgar degraus mais elevados de compreensão nas relações sociais das coletividades.

  
            A receita do sucesso pessoal é uma só e está presente na vida de cada um desses irmãos considerados "vencedores" perante a sociedade.
1.       Ter firme a vontade de progredir;
2.       Buscar com denodo a conquista dos próprios ideais;
3.       Devotar-se ao estudo sistemático das disciplinas a que se afeiçoa;
4.       Aplicar-se na prática probatória dos conhecimentos adquiridos, com esforço constante.
Somente assim procedendo atingirá o companheiro dedicado os lauréis do reconhecimento público ao próprio esforço de superação de si mesmo.
       
  
     Galgará ele então novos patamares da vida social, incorporando-se com eficiência aos quadros mais altos da inteligência ou da cultura do mundo.
            É o atleta que levanta a taça almejada diante do aplauso da multidão.
            É o magistrado que assume as nobres funções com louvor, honrando o justo lugar obtido em concurso público.
            É o médico que após anos de sacrificiais estudos está apto a assumir a tarefa de facultativo no hospital que lhe aceita o concurso.
            É o engenheiro que ingressa pelos próprios méritos nas atividades produtivas ou construtivas da civilização.
            É o educador abraçando a condução da infância ou da juventude na cátedra que conquistou merecidamente.
            Se isto se aplica tão lógica e claramente diante dos mais comuns deveres da vida humana, por que é que seria diferente em matéria de espiritualidade?
            A ciência do espírito segue a mesma lúcida orientação.
            Que se busque com firmeza de vontade o progresso espiritual.
            Que se tenha em causa o ideal da vida superior.
            Que se estude com devotamento as matérias que nos remetem ao conhecimento da espiritualidade.
            Que se aplique à prática do amor e da caridade enobrecendo a vida.
            Este o roteiro básico à disposição do discípulo da ciência do espírito na face da terra.
            A madureza desta ciência já se atingiu há 20 séculos com a mensagem de libertação da Boa Nova de Jesus Cristo.
            E já se vão 150 anos do advento do Consolador que veio ao mundo completar-lhe a venerável obra.
            Espíritas, meus caros condiscípulos, não descuremos de nossa grave responsabilidade de elevar o pensamento e o coração na direção da vida mais alta.
            É fato que já progredimos muito no campo dos conhecimentos materiais, na intelectualidade ou na cultura do mundo.
            Mas a verdade, entretanto, nos bate à face a vergonha de nosso milenar descuidado com as coisas do espírito.
            É por isso que os Espíritos Superiores, respondendo à pergunta de número 402 de "O Livro dos Espíritos" de Allan Kardec, disseram, lamentando-nos a preguiça espiritual:
"Pobres homens, que tão pouco conhecem ainda sobre os mais corriqueiros fenômenos da vida!"


                                           Ephigênio de Salles Victor

MENSAGEM PSICOGRAFADA EM REUNIÃO PÚBLICA NO CENTRO ESPÍRITA LUZ, AMOR E CARIDADE NA NOITE DE 12 DE NOVEMBRO DE 2007, POR GERALDO LEMOS NETO.




 Como se Processa a Ajuda Espiritual - (Os Mensageiros)
  

OS MENSAGEIROS
Autor Espiritual: André Luiz
Psicografia: Francisco Cândido Xavier

  
Aprendendo sempre – Na reunião mediúnica estavam trinta e cinco encarnados e mais de duzentos desencarnados(!). É alertado o alto preço que terão que pagar os que usam o intercâmbio espiritual levianamente.

  
Aprendendo sempre

Segundo informações de Aniceto, faltava mais de uma hora para o início da preleção evangélica, sob a responsabilidade do senhor Bentes, na esfera dos freqüentadores encarnados, mas o movimento de serviço espiritual tornara-se intensíssimo.
Reuniam-se ali, para olhos humanos, trinta e cinco individualidades terrestres e, no entanto, em nosso círculo, o número de necessitados excedia de duas centenas, porqüanto, agora, a assembléia es­tava acrescida de muitas entidades que formavam o séquito perturbador da maioria dos aprendizes ali congregados. Para elas, organizou-se uma di­visão especial, que me pareceu constituída por ele­mentos de maior vigilância, visto chegarem, quase obrigatóriamente, acompanhando os que buscavam o socorro espiritual, sem a indicação dos orienta-dores em serviço nas vias públicas.
A movimentação era enorme e o tempo era escasso para qualquer observação, sem movimento ativo. Todos os servidores da casa se mantinham a postos, desenvolvendo a melhor atenção.
Reparei que num ângulo da grande mesa havia numerosas indicações de receituário e assistência. Os mais variados nomes ali se enfileiravam. Muitas pessoas pediam conselhos médicos, orientação, assis­tência e passes. Quatro facultativos espirituais se moviam diligentes, e, secundando-lhes o esforço hu­manitário, quarenta cooperadores diretos iam e vinham, recolhendo informações e enriquecendo por­menores.
Aproximamo-nos do grande número de papéis nominados, e, enquanto curiosamente buscava exa­miná-los, Aniceto explicou:
—      Temos aqui a indicação das pessoas que se afirmam necessitadas de amparo e socorro ime­diato.
—      Mas recebem elas tudo quanto pedem? —indagou Vicente, curioso.
Nosso mentor sorriu e respondeu:
—      Recebem o que precisam. Muitos solicitam a cura do corpo, mas somos forçados a estudar até que ponto lhes podemos ser úteis, no particularismo dos seus desejos; outros reclamam orientações vá­rias, obrigando-nos a equilibrar nossa cooperação, de modo a lhes não tolher a liberdade individual. A existência terrestre é um curso ativo de prepara­ção espiritual e, quase sempre, não faltam na escola os alunos ociosos, que perdem o tempo ao invés de aproveitá-lo, ansiosos pelas realizações mentirosas do menor esforço. Desse modo, no capítulo das orientações, a maior parte dos pedidos são desas­sisados. A solicitação de terapêutica para a manu­tenção da saúde física, pelos que de fato se inte­ressem pelo concurso espiritual, é sempre justa; todavia, no que concerne a conselhos para a vida normal, é imprescindível muita cautela de nossa parte, diante das requisições daqueles que se negam voluntàriamente aos testemunhos de conduta cristã.
O    Evangelho está cheio de sagrados roteiros espi­rituais e o discípulo, pelo menos diante da pró­pria consciência, deve considerar-se obrigado a co­nhecê-los.
O       instrutor amigo fêz pequena pausa, mudou a inflexão de voz, como para acentuar fortemente as palavras, e considerou:
— Possivelmente, vocês objetarão que toda pergunta exige resposta e todo pedido merece solução; entretanto, nesse caso de esclarecer determi­nadas solicitações dos companheiros encarnados, devemos recorrer, muitas vezes, ao silêncio. Como recomendar humildade àqueles que a pregam para os outros; como ensinar a paciência aos que a acon­selham aos semelhantes, e como indicar o bálsamo do trabalho aos que já sabem condenar a ociosidade alheia? Não seria contra-senso? Ler os regulamen­tos da vida para os cegos e para os ignorantes é obra meritória, mas, repeti-los aos que já se encon­tram plenamente informados, não será menosprezo ao valor do tempo? Alma alguma, nas diversas confissões religiosas do Cristianismo, recebe noti­cias de Jesus, sem razão de ser. Ora, se toda con­dição de trabalho edificante traduz compromisso da criatura, todo conhecimento do Cristo traduz responsabilidade. Cada aprendiz do Mestre, portanto, está no dever de observar a consciência, conferin­do-lhe os alvitres profundos com as disposições evangélicas.

Vicente, que escutava com grande interesse, aventou:
—      No entanto, ousaria lembrar os que formu­lam semelhantes pedidos levianamente...
—      Sim — elucidou Aniceto, sorrindo —, mas nós não poderemos copiar-lhes o impulso. Os desen­carnados e os encarnados, que ainda abusam das possibilidades do intercâmbio entre as esferas visí­veis e invisíveis ao homem comum, pagarão alto preço pela invigilância.
—      Neste caso — perguntei, respeitoso —, como corresponder aos pedidos de orientação?
—      Alguns, raros — esclareceu nosso orienta­dor —, merecem o concurso da nossa elucidação ver­bal, na hipótese de se referirem aos interesses eternos do espírito, quando isso nos seja possível; entretanto, quase sempre é indispensável nada res­ponder de maneira direta, auxiliando os interessa­dos na pauta de nossos recursos, em silêncio, mesmo porque, não temos grande tempo para relembrar a irmãos encarnados certas obrigações que lhes não deviam escapar da memória, para felicidade de si mesmos.
Calou-se por momentos o bondoso instrutor, considerando em seguida, interessado em nos sub­trair quaisquer dúvidas:
—      Muitas entidades desencarnadas estimam o fornecimento de palpites para as diversas situações e dificuldades terrestres, mas esses pobres amigos estacionam desastradamente em questões subalter­nas, incapazes de uma visão mais alta, em face dos horizontes infinitos da vida eterna, convertendo-se em meros escravos de mentalidades inferiores, en­carnadas na Terra. Esquecem que o nosso interesse imediato, agora, deve ser, acima de todos, aquele que se refira à espiritualidade superior. Nossos irmãos inquietos, que forneçam palpites a preguiço­sas mentes encarnadas, sobre assuntos referentes à responsabilidade justa e necessária do homem, de­vem fazê-lo de própria conta.
—      Que acontece, então? — perguntou Vicente, curioso.
Nosso mentor, contudo, respondeu com outra pergunta:
—      Que acontece ao homem de responsabilidade que se põe a brincar?
Nesse instante, um dos clínicos espirituais, aproximando-se, foi gentilmente saudado por Aniceto, que lhe disse, depois de apresentar-nos:
—      Disponha da nossa colaboração humilde. Aqui estamos na qualidade de médicos itinerantes, prontos ao concurso ativo.
—      Vêm de “Nosso Lar”? — indagou o novo companheiro, respeitosamente.
—      Sim — respondeu Aniceto, prestativo.
—      Pois bem — considerou ele —‘ se possível, estimarei receber-lhes o auxílio, após a reunião, para dois casos urgentes. Trata-se de uma jovem desencarnada hoje e de um agonizante, meu amigo.
—      Sem dúvida — acentuou nosso orientador, solícito —, aguardaremos suas indicações.

43 - Antes da reunião

      Cap 43 – Antes da reunião – É mostrada a movimentação espiritual que antecede a uma reunião mediúnica, estabelecendo faixas magnéticas nas dependências físicas. Há um alerta quanto à hipocondria (afecção mental, obsessiva: mania de doenças).
      Os preparativos espirituais para a reunião eram ativos e complexos.
Chegamos de regresso a residência de Dona Isabel, quando faltavam poucos minutos para as dezoito horas e já o salão estava repleto de traba­lhadores em movimento.
Observando, com estranheza, determinadas ope­rações, fiz algumas perguntas ao nosso orientador, que me esclareceu com bondade:
— Realizar uma sessão de trabalhos espiri­tuais eficientes não é coisa tão simples. Quando encontramos companheiros encarnados, entregues ao serviço com devotamento e bom ânimo, isentos de preocupação, de experiências malsãs e inquieta­ções injustificáveis, mobilizamos grandes recursos a favor do êxito necessário. Claro que não podemos auxiliar atividades infantis, nesse terreno. Quem não deseje cuidar de semelhantes obrigações, com a seriedade devida, poderá esperar fatalmente pelos espíritos menos sérios, porqüanto a morte física não significa renovação para quem não procurou renovar-se. Onde se reúnam almas levianas, ai es­tará igualmente a leviandade. No caso de Isabel, porém, há que lhe auxiliar o esforço edificante. Em todos os setores evolutivos, é natural que o traba­lhador sincero e eficiente receba recursos sempre mais vastos. Onde se encontre a atividade do bem, permanecerá a colaboração espiritual de ordem su­perior.
Calara-se o bondoso amigo.
Continuei reparando as laboriosas atividades de alguns irmãos que dividiam a sala, de modo singular, utilizando longas faixas fluídicas. Aniceto veio em socorro da minha perplexidade, explicando, atencioso:
— Estes amigos estão promovendo a obra de preservação e vigilância. Serão trazidas aos tra­balhos de hoje algumas dezenas de sofredores e torna-se imprescindível limitar-lhes a zona de in­fluenciação neste templo familiar. Para isso, nos­sos companheiros preparam as necessárias divisões magnéticas.
Observei, admirado, que eles magnetizavam o próprio ar.
Nosso instrutor, porém, informou, gentil:
— Não se impressione, André. Em nossos ser­viços, o magnetismo é força preponderante. Somos compelidos a movimentá-lo em grande escala.
E, sorrindo, concluiu:
— Já os sacerdotes do antigo Egito não igno­ravam que, para atingir determinados efeitos, é indispensável impregnar a atmosfera de elementos espirituais, saturando-a de valores positivos da nossa vontade. Para disseminar as luzes evangéli­cas aos desencarnados, são precisas providências variadas e complexas, sem o que, tudo redundaria em aumento de perturbações. Este núcleo é peque­nino, considerado do ponto de vista material, mas apresenta grande significação para nós outros. É preciso vigiar, não o esqueçamos.
      Enquanto as atividades de preparação espiri­tual seguiam intensas, Dona Isabel e Joaninha, nou­tra ordem de serviço, chegaram ao salão, dispondo arranjos diferentes. Usaram, largamente, a vas­soura e o espanador. Revestiram a mesa de toalha muito alva e trouxeram pequenos recipientes de água pura.
A uma ordem de um dos superiores daquele templo doméstico, espalharam-se os vigilantes, em derredor da moradia singela. Nos menores detalhes. estava a nobre supervisão dos benfeitores. Em tudo a ordem, o serviço e a simplicidade.
Logo após alguns minutos além das dezoito horas, começaram a chegar os necessitados da es­fera invisível ao homem comum.
Se fosse concedida à criatura vulgar uma vista de olhos, ainda que ligeira, sobre uma assembléia de espíritos desencarnados, em perturbação e sofri­mento, muito se lhes modificariam as atitudes na vida normal. Nessa afirmativa, devemos íncluir, igualmente, a maioria dos próprios espiritistas, que freqüentam as reuniões doutrinárias, alheios ao esforço auto-educativo, guardando da espirituali­dade uma vaga idéia, na preocupação de atender ao egoísmo habitual, O quadro de retificações indi­viduais, após a morte do corpo, é tão extenso e va­riado que não encontramos palavras para definir a imensa surpresa.
Aqueles rostos esqueléticos causavam compai­xão. Chegavam ao recinto aquelas entidades per­turbadas, em pequenos magotes, seguidas de orien­tadores fraternais. Pareciam cadáveres erguidos do leito de morte. Alguns se locomoviam com grande dificuldade. Tínhamos diante dos olhos uma autên­tica reunião de “coxos e estropiados”, segundo o símbolo evangélico.
    - Em maioria — esclareceu Âniceto — são irmãos abatidos e amargurados, que desejam a re­novação sem saber como iniciar a tarefa. Aqui, poderemos observar apenas sofredores dessa natureza, porque o santuário familiar de Isidoro e Isabel não está preparado para receber entidades delibera­damente perversas. Cada agrupamento tem seus fins.
Com efeito, os recém-chegados estampavam profunda angústia na expressão fisionômica. As senhoras em pranto eram numerosas. O quadro consternava. Algumas entidades mantinham as mãos no ventre, calcando regiões feridas. Não eram poucas as que traziam ataduras e faixas.
— Muitos — disse-nos o mentor — não con­cordam ainda com as realidades da morte corporal. E toda essa gente, de modo geral, está prisioneira da ideia de enfermidade. Existem pessoas, e vocês, como médicos, as terão conhecido largamente, que cultivam as moléstias com verdadeira volúpia. Apaixonam-se pelos diagnósticos exatos, acompa­nham no corpo, com indefinível ardor, a manifes­tação dos indícios mórbidos, estudam a teoria da doença de que são portadoras, como jamais ana­lisam um dever justo no quadro das obrigações diárias, e quando não dispõem das informações nos livros, estimam a longa atenção dos médicos, os minuciosos cuidados da enfermagem e as compridas dissertações sobre a enfermidade de que se cons­tituem voluntárias prisioneiras. Sobrevindo a de­sencarnação, é muito difícil o acordo entre elas e a verdade, porqüanto prosseguem mantendo a ideia dominante. Ás vezes, no fundo, são boas almas, dedicadas aos parentes do sangue e aprovei­táveis na esfera restrita de entendimento a que se recolhem, mas, no entanto, carregadas de viciação mental por muitos séculos consecutivos.
E num gesto diferente, nosso instrutor con­siderou:
— Demoramo-nos todos a escapar da velha concha do individualismo. A visão da universalidade custa preço alto e nem sempre estamos dis­postos a pagá-lo. Não queremos renunciar ao gosto antigo, fugimos aos sacrifícios louváveis. Nessas circunstâncias, o mundo que prevalece para a alma desencarnada, por longo tempo, é o reino pessoal de nossas criações inferiores. Ora, desse modo, quem cultivou a enfermidade com adoração, submeteu-se-lhe ao império. E’ lógico que devemos, quando encarnados, prestar toda a assistência ao corpo físi­co, que funciona, para nós, como vaso sagrado, mas remediar a saúde e viciar a mente são duas atitudes essencialmente antagônicas entre si.
A palestra era magnificamente educativa; en­tretanto, o número crescente de entidades necessitadas chamava-nos à cooperação. Muitas choravam baixinho, outras gemiam em voz mais alta.  Depois de longa pausa, Aniceto advertiu:
— Vamos ao serviço. Para nós, cooperadores espirituais, os trabalhos já começaram. A prece e o esforço dos companheiros encarnados represen­tarão o termo desta reunião de assistência e ilumi­nação em Jesus Cristo.


47
No trabalho ativo
No trabalho ativo Mostra como médiuns novatos em conhecimentos evangélicos causam desarmonia na reunião mediúnica. A concentração em trabalhos de natureza espiritual é definida e porque alguns pedidos nem sempre devem ser atendidos... para o bem do próprio necessitado
A interpretação de Bentes, obedecendo à ins­piração de um emissário de nobre posição, presente à assembléia, era recebida com respeito geral, no circulo das entidades desencarnadas.
Na esfera dos encarnados, porém, não se no­tava o mesmo traço de harmonia. Observava-se apreciável instabilidade de pensamento. A expecta­tiva ansiosa dos presentes perturbava a corrente vibratória. De quando em quando, surpreendiamos determinados desequilíbrios, que afetavam, parti­cularmente, a organização mediúnica de Dona Isabel e a posição receptiva do comentarista, que pare­cia perder “o fio das idéias”, tal qual se diria na linguagem comum. Colaboradores ativos restabe­leciam o ritmo, quanto possível. Reparamos que alguns irmãos encarnados se mantinham irrequie­tos, em demasia. Mormente os mais novos em conhecimentos doutrinários exibiam enorme irres­ponsabilidade. A mente lhes vagava muito longe dos comentários edificantes. Viam-se-lhes, distintamente, as imagens mentais. Alguns se prendiam aos quefazeres domésticos, outros se impacientavam por não lograrem a realização imediata dos propó­sitos que os haviam levado até ali.
Aniceto, que não perdia ocasião de prestar-nos esclarecimentos novos, considerou, discreto:
— Muitos estudiosos do Espiritismo se preo­cupam com o problema da concentração, em traba­lhos de natureza espiritual. Não são poucos os que estabelecem padrão ao aspecto exterior da pessoa concentrada, os que exigem determinada atitude corporal e os que esperam resultados rápi­dos nas atividades dessa ordem. Entretanto, quem diz concentrar, forçosamente se refere ao ato de congregar alguma coisa. Ora, se os amigos encarnados não tomam a sério as responsabilidades que lhes dizem respeito, fora dos recintos de prática espiritista, se, porventura, são cultores da levian­dade, da indiferença, do erro deliberado e inces­sante, da teimosia, da inobservância interna dos conselhos de perfeição cedidos a outrem, que pode­rão concentrar nos momentos fugazes de serviço espiritual? Boa concentração exige vida reta. Para que os nossos pensamentos se congreguem uns aos outros, fornecendo o potencial de nobre união para o bem, é indispensável o trabalho preparatório de atividades mentais na meditação de ordem supe­rior. A atitude íntima de relaxamento, ante as lições evangélicas recebidas, não pode conferir ao crente, ou ao cooperador, a concentração de forças espirituais no serviço de elevação, tão só porque estes se entreguem, apenas por alguns minutos na semana, a pensamentos compulsórios de amor cris­tão. Como vêem, o assunto é complexo e demanda longas considerações e ensinamentos.
Reparei com mais atenção os circunstantes en­carnados. Não fosse o devotamento dos colabora­dores do nosso plano, tornar-se-ia impossível qual­quer proveito concreto.
Isidoro e outros amigos devotados trabalhavam com ardor, despertando alguns dorminhocos e rea­justando o pensamento dos invigilantes, para neu­tralizar determinadas influências nocivas.
Eu reconhecia que os benefícios imediatos da doutrinação de Bentos eram muito mais visíveis entre os desencarnados. No grupo destes, não havia um só que não recebesse consolações diretas e sublime conforto.
Finda a interpretação, pouco antes de se en­tregar Dona Isabel ao trabalho do receituário, observei que uma senhora desencarnada se apro­ximara de Isidoro, pedindo, emocionada:
—      Ser-lhe-á possível, meu irmão, entender-se por mim com os nossos orientadores quanto à pos­sibilidade de me comunicar diretamente com a mi­nha filha, presente à reunião? Estou certa de que, com a permissão devida, nossa Isabel me atenderá a angústia materna.
O       interpelado mostrou sincero desejo de ser útil, mas, depois de trocar algumas palavras com
o instrutor mais graduado da reunião, que se co­locara entre a médium e o doutrinador, veio trazer
a resposta, algo constrangido, com grande surpresa para mim:
—      Minha irmã — disse ele —, o nosso nobre Anselmo não julga viável o seu pedido. Asseverou que sua filhinha ainda não está em condições de receber essa bênção. Ela tem necessidade de teste­munhar, agora, o que aprendeu do seu exemplo, no mundo, e precisa permanecer no campo da opor­tunidade, sem repousar indevidamente nos seus braços.
E como a senhora. denotasse tristeza, Isidoro continuou em tom fraternal:
— Não somente por isso, minha amiga, nosso instrutor se vê forçado a desatender. A medida traria inconveniente grave para o seu Sentimento maternal. No estado evolutivo em que se encontra, e considerando o velho hábito adquirido, a filhinha se agarraria excessivamente ao seu auxílio. Pren­der-se-ia à mãezinha afetuosa e sensível, e talvez a irmã se visse perturbada em sua nova carreira espiritual. Ela precisa estar mais livre para tes­temunhar, enquanto o seu coração deve perma­necer em liberdade, por nobre merecimento conquistado ao preço do seu suor e lágrimas, quando na Terra. Considerando, embora, o caráter sagrado do amor em sua feição maternal, nossos orienta-dores não podem conceder à sua filha o direito de perturbá-la. Compreende? Não se atormente com esta impossibilidade transitória. Lembre-se de que todos somos filhos de Deus. O Senhor terá recur­sos para atender à jovem, em seu lugar. Quanto ao mais, alegremo-nos em nossos serviços. Recorde que o auxílio não se verificará pelo processo direto, mas podemos recorrer ao método indireto. Quem sabe? Amanhã, possivelmente, poderá encontrar-se com sua filha, em sonho.
A interpelada sorriu, confortada, e obtemperou:
—      É verdade. Devo compreender a nova si­tuação.
Nesse instante, acercou-se de Isidoro uma en­tidade amiga, que solicitou:
—      Meu caro, estimaria suas providências junto dos receitistas, para que forneçam novas indicações ao Amaro. Meu sobrinho necessita de amparo à saúde física.
O       esposo espiritual de Isabel tomou uma ex­pressão significativa e respondeu:
       — Não posso, meu amigo, não posso. Se Amaro pedir e os receitistas cederem, tudo estará muito bem; mas você não ignora que o nosso doente émuito rebelde. Já lhe providenciei a obtenção de conselhos médicos do nosso plano, por cinco vezes, sem que ele correspondesse aos nossos esforços. Não se resolve a adquirir os remédios indicados, e quando os obtém, por obséquio de amigos, despreza os horários e julga-se superior ao método. Critica mordazmente as indicações obtidas e serve-se delas com desprezo. Naturalmente não estou agastado com isso, como adulto que se não aborrece com as brincadeiras de uma criança; mas você compreende que estamos lidando com um material muito sa­grado e não há tempo para conviver com os que estimam a brincadeira. Além disso, não será cari­dade o ato de dar aos que não querem receber.
Isidoro falava com uma inflexão de bondade fraternal, que afastava todos os característicos da franqueza contundente. Compreendi que, para aten­der a tanta gente e movimentar-se entre tantos pro­pósitos heterogêneos, não seria possível tratar os assuntos de outro modo.
O       serviço prosseguia com enorme demonstra­ção educativa para Vicente e para mim. O esforço dos clínicos espirituais, aliado à abnegação da inter­mediária, comovia-me o coração. Era necessário, de fato, grande renúncia para atender ao trabalho compacto e numeroso, no setor de assistência aos encarnados, porque poucos freqüentadores do grupo pareciam manter atitude correspondente à sublime dedicação fraternal em nome do Mestre.
Aniceto, porém, adivinhando meus pensamen­tos, falou com bondade:—   Um dia, André, você compreenderá, com Jesus, que melhor é servir que ser servido; mais belo é dar que receber




Desligamento perispiritual de um agonizante


OBREIROS DA VIDA ETERNA
Autor Espiritual: André Luiz
Psicografia: Francisco Cândido Xavier
Sinopse: Eurípedes Kühl
Realização: Instituto André Luiz

Cap 49 – Máquina divina – O desligamento perispiritual de um agonizante é detalhado de forma impressionante, mostrando como todos os movimentos do corpo são administrados pela mente.


Máquina divina

Não se passaram muitos minutos e estávamos ao lado do agonizante, cuja situação preocupava o clínico espiritual.
Era um cavalheiro de sessenta anos presumíveis, que a leucemia aniquilava morosamente.
— Há muitos dias se encontra em coma — explicou o facultativo —, mas temos necessidade de mais forte auxílio magnético, para facilitar o desprendimento.
No aposento, além de duas senhoras desencarnadas — a mãe do agonizante e uma parenta próxima —, viam-se familiares encarnados, dando mostras de grande aflição.
Nosso orientador examinou o enfermo detidamente e sentenciou:
— Nada resta senão a necessidade de concurso para o desligamento final.
Aniceto, a seguir, recomendou observássemos o moribundo com atenção.
Concentrando todas as minhas possibilidades, fixei o enfermo prestes a desencarnar. Notei, com minúcias, que a alma se retirava lentamente através de pontos orgânicos insulados. Assombrado, verifiquei que, bem no centro do crânio, havia um foco de luz mortiça, candelabro aceso às ondulações brandas  do vento. Enchia toda a região encefálica, despertando-me profunda admiração.

— A luz que você observa — disse o instrutor amigo — é a mente, para cuja definição essencial não temos, por agora, conceituação humana.
Notando minha estranheza, Aniceto colocou-me a destra na fronte, transmitindo-me vigoroso influxo magnético, e acentuou:
— Repare a máquina divina do homem, o tabernáculo sagrado que o Senhor permitiu Se formasse na Terra para sublime habitação temporária do espírito. Agora, André, não está você diante duma demonstração anatômica da ciência terrestre, examinando carne morta e músculos enrijecidos.
Observe agora! O olho mortal não poderá contemplar o que se encontra à sua vista neste instante. O microscópio é ainda pobre, não obstante representar uma nobre conquista para a limitada visão humana.
A cooperação magnética do querido mentor modificara a cena e fui compelido a concentrar todas as minhas energias, a fim de não inutilizar a observação pelo golpe do espanto.
A luz mental, embora fosca, tornara-se mais nítida e o corpo do moribundo agigantou-se, oferecendo-me espetáculo surpreendente aos olhos ansiosos.
Parecia-me o corpo, agora, maravilhosa usina nos mais íntimos detalhes. O quadro científico era simplesmente estupefativo. Identificava, em grandes proporções, os nove sistemas de órgãos da máquina humana; o arcabouço ósseo, a musculatura, a circulação sangüínea, o aparelho de purificação do sangue consubstanciado nos pulmões e nos rins, o sistema linfático, o maquinismo digestivo, o sistema nervoso, as glândulas hormonais e os órgãos dos sentidos. Tal revelação histológica era diferente de tudo que eu poderia sonhar nos meus trabalhos de medicina. A circulação do Sangue semelhava-se a movimento de canais vitalizadores daquele pequeno mundo de ossos, carne, água e resíduos. Milhões de organismos microscópicos iam e vinham na corrente empobrecida de glóbulos vermelhos. Presenciava a passagem de formas esquisitas, à maneira de minúsculas embarcações carregadas de bactérias mortíferas. Elementos maiores da flora microbiana transformavam-se em pequeninos barcos hospedando feras minúsculas, às centenas. Invadiam todos os núcleos organizados. Os órgãos, como os pulmões, o fígado e os rins, estavam sendo assaltados, irremediável-mente, por incalculável quantidade de sabotadores infinitesimais. E à medida que se consolidavam os micróbios invasores, em determinadas regiões celulares, alguma coisa se destacava, lentamente, da zona atacada, como se um molde sempre novo fôsse expulso da forma gasta e envelhecida, reconhecendo eu, desse modo, que a desencarnação se operava através de processo parcial, facultando-me ilações preciosas. Reparei que algumas glândulas faziam desesperado esforço para enviar aos centros invadidos determinadas porções de hormônioS, que eram incontinenti absorvidos pelos elementos letais. O plasma sanguíneo figurava-se líquido estranho e gangrenoso.
Pela excessiva movimentação da onda mental, observei que o moribundo tentava readquirir a direção dos fenômenos orgânicos, mas em vão. Todos os complexos celulares atritavam entre si e as bactérias pareciam gozar o direito de multiplicação crescente e festiva.
— Está vendo a máquina divina, formada pelo molde espiritual preexistente? — perguntou Aniceto, ompreendendo-me a profunda admiração. O corpo do homem encarnado é um tabernáculo e uma bênção.
Nesta hecatombe angustiosa de uma existência, pode você reparar que todos os movimentos do corpo estão subordinados à administração da mente. O organismo vivo, André, representa uma conquista laboriosa da Humanidade terrestre, no quadro de concessões do Eterno Pai. Pode você, agora, identificar os movimentos da matéria viva. Cada órgão é um departamento autônomo na esfera celular, subordinado ao pensamento do homem. Cada glândula é um centro de serviços ativos. Há muita afinidade entre o corpo físico e a máquina moderna. São ambos impulsionados pela carga de combustível, com a diferença de que no homem a combustão química obedece ao senso espiritual que dirige a vida organizada. É na mente que temos o governo dessa usina maravilhosa. Não possuímos, aí, tão sômente o caráter, a razão, a memória, a direção, o equilíbrio, o entendimento; mas, também, o controle de todos os fenômenos da expressão corpórea. Na sede mental e, conseqüentemente, no cérebro, temos todos os registros de distribuição dos principios vitais aos núcleos celulares, inclusive a água e o açúcar, Os centros metabólicos são grandes oficinas de trabalho incessante.
A mente humana, ainda que indefinível pela conceituação científica limitada, na Terra, é o centro de toda manifestação vital no planeta. Cada órgão, cada glândula, meu amigo, integra o quadro de serviço da máquina sublime, construída no molde sutil do corpo espiritual preexistente e, por isso mesmo, chegará o tempo em que a ciência reconhecerá qualquer abuso do homem como ofensa causada a si mesmo. A usina humana é repositório de forças elétricas de alto teor construtivo ou destrutivo. Cada célula éminúsculo motor, trabalhando ao impulso mental.
Aniceto calou-se por momentos, e, enquanto eu via, aterrado, os mais estranhos fenômenos microbianos no corpo do moribundo, volveu ele à palavra educativa:
— Vemos aqui um irmão no momento da retirada. Repare a incapacidade dele para governar as células em conflito. Á corrente sangüínea transformou-se em veículo de invasores mortíferos, que não encontraram qualquer fortificação na defensiva. Observe e identificará milhões de unidades da tuberculose, da  lepra, da difteria, do câncer, que até agora estavam contidos nos porões da atividade fisiológica, pela defesa organizada, e que se multiplicam assustadoramente, de par com outros micróbios tão prolíferos quão terríveis. A nutrição foi interrompida. Não há possibilidade de novos suprimentos hormonais. O agonizante retrai-se aos poucos e ainda não abandonou totalmente a carne, por falta de educação mental. Vê-se pelo excesso de intemperança das células, sobre as quais não exerce nem mesmo um controle parcial, que este homem viveu bem distante da disciplina de si mesmo. Seus elementos fisiológicos são demasiadamente impulsivos, atendendo muito mais ao instinto que ao movimento da razão concentrada. A falar verdade, este nosso amigo não se está desencarnando, está sendo expulso da divina máquina, onde, pelo que vemos, não parece ter prezado bastante os sublimes dons de Deus.


NO MUNDO MAIOR

PREFÁCIO

Vários companheiros de ideal estranham a cooperação de André Luiz, que nos tece  informações sobre alguns setores das esferas mais próximas ao comum dos mortais.


Iludidos na teoria do menor esforço, inexistente nos círculos elevados, contavam com preeminência pessoal, sem nenhum testemunho de serviço e distantes do trabalho digno, em um céu de gozos con¬templativos, exuberante de conforto melifico. Prefeririam a despreocupação das galerias, em beatitude permanente, onde a grandeza divina se limitaria a prodigioso. espetáculos, cujos números mais sur¬preendentes estariam a cargo dos Espíritos Superiores, convertidos em jograis de vestidura brilhante.


A missão de André Luiz é, porém, a de revelar os tesouros de que somos herdeiros felizes na Eter¬nidade, riquezas imperecíveis; em cuja posse jamais entraremos sem a Indispensável aquisição de Sabe¬doria e de Amor.

Para isto, não lidamos em milagrosos laboratórios de felicidade improvisada, onde se adquiram dotes de vil preço e ordinárias asas de cera. Somos filhos de Deus, em crescimento. Sela nos campos de forças condensadas, quais os da luta física, seja nas esferas de energias sutis, quais as do plano superior, os ascendentes que nos presidem os destinos são de ordem evolutiva, pura e simples, com indefectível justiça a seguirmos de perto, à claridade gloriosa e com passiva do Divino Amor.


A morte a ninguém propiciará passaporte gratuito para a ventura celeste. Nunca promoverá compulsoriamente homens a anjos. Cada criatura transporá essa aduana da eternidade com a exclusiva bagagem do que houver semeado, e aprenderá que a ordem e a hierarquia, a paz do trabalho edifican¬te, são característicos imutáveis da Lei, em toda parte.

Ninguém, depois do sepulcro, gozará de um descanso a que não tenha feito jus, porque "o Reino do Senhor não vem com aparências externas".


É natural, porém: cada lavrador respira o ar do campo que escolheu.

Para todos, contudo, exoramos a bênção do Eterno: tanto para eles, quanto para nós.



EMMANUEL

Pedro Leopoldo, 25 de março de 1947.


 Fonte: Carlos Eduardo Cenerelli




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02 – sexta-feira – Pretos Velhos

28 - sexta-feira - Exus

05 - sexta-feira – Pretos Velhos

07 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

10 - quarta-feira- Estudo da Umbanda

09 – sexta-feira – Saúde

12 - sexta-feira – Saúde

13 – terça-feira – Saudação Aos Exus – Bênção dos Pães – 20h

13 – sábado – Saudação aos Pretos Velhos

16 – sexta-feira – Não tem Gira

17 – quarta-feira – Doutrina - Vovó Catarina

21 – quart-feira – Doutrina – Vovó Catarina

19 – sexta-feira – Caboclos

23 – sexta-feira – Caboclos

24 – quarta-feira –Saudação à Sta. Sara,

e Povo Cigano

28 – quarta-feira – Doutrina

26 – sexta-feira - Malandros

30 – sexta-feira - Exus

JULHO

AGOSTO

SETEMBRO

05 – quarta-feira – Doutrina

02 – quarta-feira – Doutrina

01 – sexta-feira – Pretos Velhos

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12 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

09 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

08 – sexta-feira – Saúde

14 – sexta-feira – Saúde

11 – sexta-feira – Saúde

13 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

19 – quarta-feira – Doutrina – Vovó Catarina

16 – quarta-feira – Saudação à Obaluaê e Omolu

15 – sexta-feira – Caboclos

21 – sexta-feira – Caboclos

18 – sexta-feira – Caboclos

20 - quarta-feira – Doutrina – Vovó Catarina

26 e 28 – Não funcionaremos

23 – quarta-feira – Doutrina – Vovó Catarina

22 – sexta-feira – Não Tem Gira

30 – Domingo – SEMINÁRIO

25 – sexta-feira – Malandros

24 – Domingo – Saudação à Ibeijada - às 17h

30 – quarta-feira - Doutrina

27 – quarta-feira – Distribuição Doces

29 – sexta - Exus

OUTUBRO

NOVEMBRO

DEZEMBRO

.04 – quarta-feira – Doutrina

01 – quarta-feira – Terreiro Fechado

02 - Confraternização

06 – sexta-feira – Pretos Velhos

03 – sexta-feira – Não tem Gira

08 – sexta-feira – Saudação à Oxum e bênção dos Pretos Velhos – 20h

11 – quarta-feira - Não tem Esudo Umb.

08 – quarta-feira –Doutrina

09 – Oferendas na Praia – saída 17h

12 – quinta-feira – Cachoeira / Mata

10 - sexta-feira – Saúde

13 – sexta-feira – Não tem Gira

15 – Feriado – Saudação aos Malandros

18 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

17 – sexta-feira – Caboclos

20 – sexta-feira – Caboclos

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A giras de sextas-feiras têm início às 20 horas. As fichas são distribuídas a partir de 19:45 até as 21:30. As pessoas que chegarem após este horário receberão apenas o passe, sem consulta.

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