domingo, dezembro 14, 2014

Porque não nos lembramos




Porque não nos lembramos da vida passada?


Porque não nos lembramos da vida passada?

Não nos lembramos das vidas passadas e nisso está a sabedoria de Deus.

Se lembrássemos do mal que fizemos ou dos sofrimentos que passamos, dos inimigos que nos prejudicaram ou
 daqueles a quem prejudicamos, não teríamos condições de viver entre eles atualmente.

Pois, muitas vezes, os inimigos do passado hoje são os nossos filhos, nossos irmãos, nossos pais, nossos amigos,
 que presentemente se encontram junto de nós para a reconciliação. Por isso, existe a reencarnação.

Certamente, hoje estamos corrigindo erros praticados contra alguém, sofrendo as consequências de crimes perpetrados,
ou mesmo sendo amparados, auxiliados por aqueles que, no pretérito, nos prejudicaram.

Daí a importância da família, onde se costumam reatar os laços cortados em existências anteriores.

A reencarnação, desta forma, é a oportunidade de reparação, como também, oportunidade de devotarmos nossos
 esforços pelo bem dos outros, apressando nossa evolução espiritual.

Quando reencarnamos, trazemos um "plano de vida", compromissos assumidos perante a espiritualidade e perante
nós mesmos, e que dizem respeito à reparação do mal e à prática de todo o bem possível.

“Se a provação te aflige, Deus te conceda paz. Se o cansaço te pesa, Deus te sustente em paz. Se te falta a esperança,
Deus te acrescente a paz.

Se alguém te ofende ou fere, Deus te renove em paz. Sobre as trevas da noite, O Céu fulgura em paz. Ama, serve e confia.
 Deus te mantém em paz.“

Emmanuel / Chico Xavier



PASSOS PARA A SAÚDE
DIVALDO FRANCO



Natal de Saudade


Quanta saudade!!!!
Recordo-me dos Natais do passado.
A família, com abastança, toda reunida.
Aqueles momentos enriquecedores, o qual não percebia e não valoriza a sua importância, pois achava que sempre teria outros Natais.

Hoje, recordo-me, minha querida mamãe advertir-me, para que procurasse ver a vida sem os simbolismos materialistas que a data representava.

Eu, que nascera em berço rico, atingira a juventude com as facilidades que o dinheiro possibilita.
Tornei-me, em decorrência dos negócios da família, empresário com grande faro para oportunidades, algumas não muita idôneas.

Achava que a vida se constituía de gozar os prazeres que o dinheiro proporciona.

Entretanto, minha mãezinha, sempre ela, a falar-me de Jesus, de nos aproximar dele e, eu a ridicularizava silenciosamente.

Coitado de mim. Na minha ignorância não percebia o que estava desprezando...

Assim foi a minha breve existência na Terra.

Hoje, em que mais um Natal se aproxima, retorno ao passado, à infância querida. Vejo a casa repleta. Todos presentes e com muitos presentes...

Meus pais e meus irmãos, demais familiares e serviçais.

Recordo mamãe orando em agradecimento a Jesus.

Supunha ser meu direito fazer o tempo parar. Não considerava as palestras familiares de minha querida mãezinha, narrando as passagens de Jesus.

Achava tudo aquilo enfadonho mas por respeito silenciava.

Entretanto, o tempo, ó tempo, este mestre que tudo coloca em seu devido lugar, reduziu aqueles momentos inesquecíveis do Natal em família a apenas lembranças, recordações doloridas pelo não atendimento as recomendações maternas.

Neste Natal não está sendo diferente dos últimos desde que voltei à espiritualidade. Encontro-me novamente em solidão devido em grande parte pelo orgulho e prepotência.

Num misto de pesar e admiração, vejo do lado de cá, as movimentações dos espíritos felizes pelo dia de Jesus.

Movimentam-se alegres para receber a visita Dele.
Nesta época, em que a receptividade a ele é maior, ele se aproxima da Terra para envolve-la em amor e paz.

Eu, que nunca soube doar, intento dar finalmente neste Natal, novo rumo a minha vida, procurando alistar-me no serviço ao bem.

Conscientizo-me do tempo perdido em atividades e conversas fúteis, levianas.

Observo, dos dois lados da vida, o ir e vir dos trabalhadores de Jesus, organizando os preparativos para noite dele...

Ainda que de mãos vazias no serviço, extasio-me com as tarefas de consolo para com os solitários, enfermos, desanimados, angustiados e tristes..

Sinto prorromper dentro de mim a necessidade de juntar-me a eles.
Sinto Jesus pulsar dentro de mim.
Torno, sem cessar, a recordar de mamãe a falar dele e quero estar com ele para sempre.

Jesus, querido Jesus, sustenta-me em teus braços..

Hoje, finalmente, concluo que a minha família, de que sinto saudades de outrora, nada mais é que a grande família universal que reclama serviço, atenção e solidariedade..

Senhor Jesus, que este seja o Natal de minha transformação. Que eu não cogite de ser servido mas em servir.

Que na tua data Senhor, Tu possas me encontrar na trabalho de assistência aos mais necessitados do que eu.

Que Tu me vejas de mãos arregaçadas na tua seara.

Mestre querido, que tu permitas que no teu dia eu possa te presentear com a minha transformação intima.

Estrela sublime, por piedade, faze que neste Natal eu possa lembrar-me dos natais do passado com alegria.

Anjo de Luz, permita-me seguir-te, ainda que a dor e o sofrimento sejam minhas habituais companhias...

Amado Senhor, que neste Natal seja marcado pela minha identificação plena contigo, juntando-me a ti por todo o sempre.

Feliz transformação.

  
  

Programa Transição - Mensagem de Natal - Divaldo Franco 1ª Parte



DIVALDO FRANCO - NATAL - PARTE 2










Nossos Natais

Toda vez que o Natal retorna, cantando Hosanas, aciono as lembranças dos Natais da minha infância.
Na tela do pensamento, repasso imagens daqueles dias vividos, no seio da família: pais, avós, irmãos.
Dias tão diversos dos atuais. Dias em que a TV ainda não chegara ao nosso lar e o que nos ligava ao mundo, naquele distante rincão, eram as ondas radiofônicas.
Recordo que os dias que antecediam o Natal eram de agitação. Minha irmã era muito criativa e, juntas, fazíamos a decoração da casa.
Laços de fita colorida se mesclavam ao verde de pequenos ramos que retirávamos das árvores do quintal.
Os presentes eram escassos: um para cada criança. Éramos cinco.
No entanto, de forma miraculosa, quando a família adentrava a sala, para a troca tão esperada, havia pacotes e mais pacotes.
Pacotes coloridos, de tamanhos e formas diversas. Leves, pesados, pequenos, grandes.
Era o nosso milagre particular. Tomávamos, minha irmã e eu, de pequenos mimos, esquecidos em gavetas e armários, lavávamos, políamos e providenciávamos embrulhos.
O momento da distribuição era de surpresas contínuas. A pessoa tomava do pacote e tentava adivinhar o que continha.
Seria um presente de verdade ou uma brincadeira? Por vezes, colocávamos algo minúsculo em caixas de variados tamanhos.
E lá ficava um de nós, entre a emoção e a ansiedade de todos, desembrulhando e desembrulhando.
No final, havia sempre risos. Às vezes, era apenas um seixo liso, colhido em passeio familiar e zelosamente guardado para a ocasião.
Ou então, era uma concha sui generis, fruto de uma ida à praia. Um livro emprestado, lido e que retornava, dessa forma, às mãos do dono.
Surpresas e mais surpresas. As crianças participávamos com risos, gritos, exclamações!
A figura de Papai Noel jamais adentrou a nossa casa. Desde muito cedo, aprendemos que nossos pais e avós faziam grandes sacrifícios para conseguir brindar a cada um de nós com um brinquedo.
E nós lhes dávamos lembranças, feitas por nós, entre o carinho e a inabilidade de nossas mãos.
Depois, era a ceia, servida em baixelas de porcelana, especialmente reservadas para dias importantes como o Natal.
Presente de casamento! – Informava nossa mãe, para atestar da importância de todos aqueles pratos.
E bebíamos em copos de cristal, que nos requeriam todo cuidado.
Todos brindávamos, com guaraná, cujas bolhas, provocando cócegas, mais nos faziam rir.
Dias felizes. Natais passados em que não faltava o momento de oração ao Divino Aniversariante, o mais importante convidado. Porque, afinal, só se tinha festa, porque Ele estava aniversariando.
Hoje, quando os anos se transformaram em décadas, agradeço a Deus pelos Natais de tantas venturas familiares.
Agradeço pelos amores que me deram alegrias, tantas e multiplicadas para recordar.
E lhes digo, desejando ouçam no mundo espiritual, onde se encontram: Feliz Natal, vovô, vovó, pai, mãe, irmãos queridos da minha alma saudosa!

Redação do Momento Espírita.






“Certa vez, alguém me contou que havia sido perseguido e injuriado, por muitos anos, por um ferrenho adversário de suas ideias. Ele vivia sonhando com o dia em que seu opositor, reconhecendo os equívocos cometidos, o procurasse para pedir perdão...
Imaginava, finalmente, ter o referido adversário aos seus pés, dando a mão à palmatória. Acalentava essas ideias de triunfo em que justiça lhe seria feita.
Pois bem. Quando já estava com os cabelos quase todos brancos, o adversário de muito tempo, também de cabelos brancos, inesperadamente o procura para o tão aguardado entendimento.

Confessou-lhe os seus excessos, pediu a ele que o desculpasse na inveja e no ciúme que sempre o haviam motivado no combate acirrado, falou de suas lutas pessoais e de ordem íntima semelhantes àqueles que exatamente criticara no companheiro...
Conversaram longamente, sem ninguém por perto para testemunhar o diálogo. O amigo injuriado, que tinha tantas respostas na ponta da língua, que havia decorado o que dizer justamente para quando chegasse a hora inevitável daquele confronto, percebeu, segundo ele próprio me confidenciou, que ele também inutilmente perdera tempo...

De repente, sentiu que não havia qualquer razão para o revide... Ambos haviam envelhecido naquela disputa que ninguém saberia identificar como teria começado.

–‘Chico – disse-me ele -, eu não tive vontade nenhuma de reagir; é verdade que ele se prevalecera de todas as artimanhas para me prejudicar, mas eu também mentalizara aquele momento, no dia em que, face a face comigo, ele se sentisse humilhado...

Ele estava tendo a grandeza de me pedir perdão se eu não lhe perdoasse, ele estaria triunfando sobre mim... Eu nunca tido ido a ele; ele é que estava tomando a iniciativa de vir a mim... Eu, que anelava fazer uma publicação no jornal, tornando pública aquela hora de retratação, não tive ânimo de contar isso a quem quer que fosse.

Você é a primeira pessoa que está sabendo – ele desencarnou há mais de um mês!...
Hoje, sinto por ele uma afeição que não sei explicar. Reconheci que em muita coisa ele tinha razão a meu respeito...

Feliz daquele que, na hora de dar o troco, perde a vontade! Esses encontros com os nossos desafetos mais cedo ou mais tarde acontecerão; se não for nesta vida, será na Vida Espiritual. Os que nos perseguem, com razão ou sem razão, nos auxiliam a identificar o nosso próprio lugar... Às vezes, nos é muito mais útil um adversário sincero que um amigo bajulador.”

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“... No futuro, os homens cogitarão de se prepararem, em bases de educação raciocinada, sobre o que lhes acontecerá depois da morte no Plano Físico, porque, efetivamente, ninguém vai morrer, no sentido de desaparecer, de vez que nos achamos todos, queiramos ou não, diante de nossa própria imortalidade, além do corpo que usamos atualmente.”


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de “O EVANGELHO DE CHICO XAVIER” – Carlos A. Baccelli

“Quem compreende o espírito da Doutrina não se sente animado à discussão... O Espiritismo nos auxilia a identificar tão claramente as nossas necessidades, que, quando delas tomamos consciência, não encontramos, no sentido de nos melhorarmos um pouco, outra alternativa que não seja a do trabalho aliado ao silêncio.”


“Quem não tem  razão no que me critica, não merece resposta; quem tem, está falando a verdade, e contra a verdade ninguém pode. É o que Emmanuel tem me ensinado. Por este motivo, a vida inteira procurei ouvir em silêncio as verdades e as mentiras que têm sido ditas a meu respeito.”


“À Igreja Católica dedico o meu respeito, sem compartilhar-lhe da militância, na atualidade. Será, talvez, por isso que, entregue às tarefas da mediunidade, na Doutrina Espírita, qual me vejo há muito tempo, não conheço o movimento que se nomeia por ‘Teologia da Libertação’. Posso apenas dizer que considero a Doutrina Espírita, na face religiosa, na condição de Cristianismo Redivivo, acessível a todos, sem distinção de faixas sociais. Com este esclarecimento, permitam-me que me recorde do ensinamento de Jesus: ‘Conhecereis a Verdade, e a Verdade vos fará livres’, acentuando que na teologia simples do Evangelho temos nós todos, os cristãos, o enunciado inesquecível dos princípios divinos: A cada um, segundo as suas obras.”

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Do livro “O EVANGELHO DE CHICO XAVIER”/Carlos A. Baccelli

Os Vinte e Sete Zeros de Chico Xavier
Livro: Chico Xavier O Apóstolo da Fé
Carlos Baccelli
Uma companheira comentava com Chico sobre um concurso, de âmbito estadual, a que se submetera. Era professora e almejava a efetivação no cargo. Classificara-se, no entanto não se conformava com a nota obtida na prova de redação.
Chico disse-lhe então:
- Console-se comigo, minha filha...
E, em seguida, contou-lhe curiosa historia:
- Eu tinha ido ao Rio de Janeiro para fazer um concurso, objetivando promoção. Ganhava muito pouco e, realmente, estava precisando melhorar os vencimentos, pois a minha família era muito grande. Em Belo Horizonte, já foram reprovado em dois concursos. Era o terceiro. O Sr. Rômulo Joviano me acompanhava ao DASP - Departamento do Serviço Público. A prova seria no Colégio Pedro II. Para que eu fosse aprovado, precisaria totalizar 40 pontos. Pois bem, fui reprovado outra vez... Consegui apenas 13 pontos, tirando 27 zeros!... Os oito companheiros, aos quais havia ensinado, passaram e eu fiquei... Eu me sentia muito triste, pois tinha certeza de que estava preparado, mas os examinadores sempre me marcaram muito. Você sabe, eu era espírita, médium... O Diretor do DASP me chamou: - "O senhor é que é Chico Xavier?!... pois a sua incompetência é tamanha, que o seu caso está me chamando para a fé religiosa. A minha esposa tem lido os seus livros e está encantada; não pode ser o senhor quem os escreve de fato..." À noite, tive um sonho - prossegue o Chico com sua pitoresca narrativa -, tive um sonho e nele me vi diante de um palácio muito bonito. Embora não visse Emmanuel, sentia que ele estava por perto, me acompanhando. Aproximei-me mais daquela majestosa construção e percebi uma sigla: DASP. Então, muito assustado, exclamei:
- "Meu Deus, aqui também existe DASP!..." foi aí que ouvi a voz de Emmanuel, me falando:
- "Mas o DASP daqui é diferente, Chico. O DASP aqui significa: Departamento de Assistência aos Servidores do Pai!..."
e Chico completa:
- Daí em diante, jamais faltou dinheiro para as necessidades primeiras.
Nossa irmã ficou muito edificada com a experiência de Chico, mas ainda lamentava-se, argumentando ter se esforçado muito. E dizia: - As minhas coisas são conseguidas com muita dificuldade, Chico! Sempre com muita luta!...
- Mas isso é bom, minha filha - prosseguiu o médium -, porque, quando a gente está de mais idade, olha para trás, vê as dificuldades superadas e sente satisfação intima enorme! Diz Emmanuel assim: "Você esteja certo de que, na Terra, os felizes não tem história."
O assunto terminou por ali, mas todos permanecemos meditando na beleza das palavras de Chico, nas suas provas ao longa da vida e... nos seus 27 zeros!...




ORAÇÃO NO NATAL

Jesus, que neste Natal, Seu olhar de luz penetre nossa alma, como a brisa morna da primavera, e acorde a esperança adormecida sob as folhas secas das ilusões, dos medos, da indiferença, do desespero...
        Que Seu perfume, suave como a ternura, envolva todo o nosso ser, confortando-nos e despertando a alegria que jaz esquecida por trás das lamúrias e distrações do caminho...
        Que o bálsamo do Seu amor acalme as nossas dores, silencie as nossas queixas, socorra a nossa falta de fé.
        Que, neste Natal, o calor da Sua bondade se derrame sobre o nosso Espírito e derreta o gelo milenar do egoísmo que nos infelicita e faz infelizes nossos semelhantes...
        Que Seu coração generoso afine as cordas da harpa viva que vibra em nossa intimidade, e possamos cantar e dançar, até que o preconceito fuja, envergonhado, e não mais faça morada em nós...
        Que o Seu canto de paz seja ouvido por todos os povos, do Oriente e do Ocidente, e as guerras nunca mais sejam possíveis entre a raça humana...
        Que, neste Natal, Suas mãos invisíveis e firmes sustentem as nossas, e nos arranquem dos precipícios dos vícios, da ira, dos ódios que tanto nos infelicitam...
        Que a água cristalina da Sua misericórdia percorra nossa alma e remova o lodo do ciúme, da inveja, do desejo de vingança, e de tantos outros vermes que nos corroem e nos matam lentamente...
        Que o bisturi do Seu afeto extirpe a mágoa que se aloja em nosso íntimo e nos turva as vistas, impedindo-nos de ver as flores ao longo do caminho...
        Que, neste Natal, a pureza da Sua amizade faça com que possamos ver apenas as virtudes dos nossos amigos, e os abracemos sem receio, sem defesas, sem prevenções...
        Que Seu canto de liberdade ecoe em nós, para que sejamos livres como as falenas que brincam na brisa morna, penetrada pela suavidade da luz solar...
        Que o sopro da Sua fé nos impulsione na direção das estrelas que cintilam no firmamento, onde não mais se ouvem gemidos de dor, e onde a felicidade plena já é realidade.
        Ensine-nos, Jesus, a amar, a fazer desabrochar em nossa alma esse sol interior que nos fará luz por inteiro...
        Ajude-nos a desenvolver o gosto pelo conhecimento, para que possamos encontrar a verdade que nos libertará da ignorância pertinaz...
        E, por fim, Jesus, que neste Natal cada ser humano possa sentir a Sua presença sábia e amiga, convidando a todos a uma vida mais feliz...
        Tão feliz que Sua mensagem não mais seja um tímido eco repercutindo em almas vacilantes, mas que seja uma grande melodia que vibra o amor em todos os cantos da Terra...

Redação do Momento Espírita.





A  ORDEM  DO  MESTRE Humberto de Campos
Avizinhando-se o Natal, havia também no Céu um rebuliço de alegrias suaves. Os Anjos acendiam estrelas nos cômoros de neblinas douradas e vibravam no ar as harmonias misteriosas que encheram um dia de encantadora suavidade a noite de Belém. Os pastores do paraíso cantavam e, enquanto as harpas divinas tangiam suas cordas sob o esforço caricioso dos zéfiros da imensidade, o Senhor chamou o Discípulo Bem-Amado ao seu trono de jasmins matizados de estrelas.
O vidente de Patmos não trazia o estigma da decrepitude como nos seus últimos dias entre as Espórades. Na sua fisionomia pairava aquela mesma candura adolescente que o caracterizava no princípio do seu apostolado.
- João – disse-lhe o Mestre – lembras-te do meu aparecimento na Terra?
- Recordo-me, Senhor. Foi no ano 749 da era romana, apesar da arbitrariedade de frei Dionísios, que colocou erradamente o vosso natalício em 754, calculando no século io em 754, calculando no ste o vosso natalromana, apesar da arbitrariedade de frei Dions z encantadora suavidade a noite de BeVI da era cristã.
- Não, meu João – retornou docemente o Senhor – não é a questão cronológica que me interessa em te argüindo sobre o passado. É que nessas suaves comemorações vem até mim o murmúrio doce das lembranças!...
- Ah! sim, Mestre Amado – retrucou pressuroso o Discípulo – compreendo-vos. Falais da significação moral do acontecimento. Oh!...se me lembro... a manjedoira, a estrela guiando os poderosos ao estábulo humilde, os cânticos harmoniosos dos pastores, a alegria ressoante dos inocentes, afigurando-se-nos que os animais vos compreendiam mais que os homens, aos quais ofertáveis a lição da humildade com o tesouro da fé e da esperança. Naquela noite divina, todas as potências angélicas do paraíso se inclinaram sobre a Terra cheia de gemidos e de amargura para exaltar a mansidão e a piedade do Cordeiro. Uma promessa de paz desabrochava para todas as coisas com o vosso aparecimento sobre o mundo. Estabelecera-se um noivado meigo entre a Terra e o Céu e recordo-me do júbilo com que Vossa Mãe vos recebeu nos seus braços feitos de amor e de misericórdia. Dir-se-ia, Mestre, que as estrelas de ouro do paraíso fabricaram, naquela noite de aromas e de radiosidades indefiníveis um mel divino no coração piedoso de Maria!...
Retrocedendo no tempo, meu Senhor bem-amado, vejo o transcurso da vossa infância, sentindo o martírio de que fostes objeto; o extermínio das crianças de Vossa idade, a fuga nos braços carinhosos da Vossa progenitora, os trabalhos manuais em companhia de José, as vossas visões maravilhosas no Infinito, em comunhão constante com o Vosso e nosso Pai, preparando-Vos para o desempenho da missão única que Vos fez abandonar por alguns momentos os palácios de sol da mansão celestial para descer sobre as lamas da Terra.
- Sim, meu João, e, por falar nos meus deveres, como seguem no mundo as coisas atinentes à minha doutrina?
- Vão mal, meu Senhor. Desde o concílio ecumênico de Nicéia, efetuado para combater o cisma de Ario em 325, as vossas verdades são deturpadas. Ao arianismo seguiu-se o movimento dos inconoclastas em 787 e tanto contrariaram os homens o Vosso ensinamento de pureza e de simplicidade, que eles próprios nunca mais se entenderam na interpretação  dos textos evangélicos.
- Mas não te recordas, João, que a minha doutrina era sempre acessível a todos os entendimentos? Deixei aos homens a lição do caminho, da verdade e da vida sem lhes haver escrito uma só palavra.
- Tudo isso é verdade, Senhor, mas logo que regressastes aos vossos impérios resplandecentes, reconhecemos a necessidade de legar à posteridade os vossos ensinamentos. Os evangelhos constituem a vossa biografia na Terra; contudo, os homens não dispensam, em suas atividades, o véu da matéria e do símbolo. A todas as coisas puras da espiritualidade adicionam a extravagância de suas concepções. Nem nós e nem os evangelhos poderíamos escapar. Em diversas basílicas de Rávena e de Roma, Mateus é representado por um jo0vem, Marcos por um leão, Lucas por um touro e eu, Senhor, estou ali sob o símbolo estranho de uma águia.
- E os meus representante, João, que fazem eles?
- Mestre, envengonho-me de o dizer. Andam quase todos mergulhados nos interesses da vida material. Em sua maioria, aproveitam-se das oportunidades para explorar o vosso nome e, quando se voltam para o campo religioso, é quase que apenas para se condenarem uns aos outros, esquecendo-se de que lhes ensinastes a se amarem como irmãos.
- As discussões e os símbolos, meu querido – disse-lhe suavemente o Mestre – não me impressionam tanto. Tiveste, como eu, necessidade destes últimos, para as predicações e, sobre a luta das idéias, não te lembras quanta autoridade fui obrigado a despender, mesmo depois da minha volta da Terra, para que Pedro e Paulo não se tornassem inimigos? Se entre meus apóstolos prevaleciam semelhantes desuniões, como poderíamos eliminá-las do ambiente dos homens, que não me viram, sempre inquietos nas suas indagações? ... O que me contrista é o apego dos meus missionários aos prazeres fugitivos do mundo!
- É verdade, Senhor.
- Qual o núcleo de minha doutrina que detém no momento maior força de expressão?
- É o departamento dos bispos romanos, que se recolheram dentro de uma organização admirável pela sua disciplina, mas altamente perniciosa pelos seus desvios da verdade. O Vaticano, Senhor, que não conheceis, é um amontoado suntuoso das riquezas das traças e dos vermes da Terra. Dos seus palácios confortáveis e maravilhosos irradia-se todo um movimento de escravização das consciências. Enquanto vós não tínheis uma pedra onde repousar a cabeça, dolorida os vossos representantes dormem a sua sesta sobre almofadas de veludo e de ouro; enquanto trazíeis os vossos pés macerados nas pedras do caminho escabroso, quem se inculca como vosso embaixador traz a vossa imagem nas sandálias matizadas de pérolas e de brilhantes. E junto de semelhantes superfluidades e absurdos, surpreendemos os pobres chorando de cansaço e de fome; ao lado do luxo nababesco das basílicas suntuosas, erigidas no mundo como um insulto à glória da vossa humildade e do vosso amor, choram as crianças desamparadas, os mesmos pequeninos a quem estendíeis os vossos braços compassivos e misericordiosos. Enquanto sobram as lágrimas e os soluços entre os infortunados, nos templos, onde se cultua a vossa memória, transbordam moedas em mãos cheias, parecendo, com amarga ironia, que o dinheiro é uma defecação do demônio no chão acolhedor da vossa casa.
- Então, meu Discípulo, não poderemos alimentar nenhuma esperança?
- Infelizmente, Senhor, é preciso que nos desenganemos. Por um estranho contraste, há mais ateus benquistos no Céu do que aqueles religiosos que falavam em vosso nome na Terra.
- Entretanto – sussurraram os lábios divinos docemente – consagro o mesmo amor à humanidade sofredora. Não obstante a negativa dos filósofos, as ousadias da ciência, o apodo dos ingratos, a minha piedade é inalterável... Que sugeres, meu João, para solucionar tão amargo problema?
- Já não dissestes, um dia, Mestre, que cada qual tomasse a sua cruz e vos seguisse?
- Mas prometi ao mundo um Consolador em tempo oportuno!...
E os olhos claros e límpidos, postos na visão piedosa do amor de seu Pai Celestial, Jesus exclamou:
- Se os vivos nos traíram, meu Discípulo Bem-Amado, se traficam com o objeto sagrado da vossa casa, profligando a fraternidade e o amor, mandarei que os mortos falem na Terra em meu nome. Deste Natal em diante, meu João, descerrarás mais um fragmento dos véus misteriosos que cobrem a noite triste dos túmulos para que a verdade ressurja das mansões silenciosas da Morte. Os que já voltaram pelos caminhos ermos da sepultura retornarão à Terra para difundirem a minha mensagem, levando aos que sofrem, coma esperança posta no Céu as claridades benditas do meu amor!...
E desde essa hora memorável, há mais de cinqüenta anos, o Espiritismo veio, com as suas lições prestigiosas, felicitar e amparar na Terra a todas as criaturas.
Humberto de Campos
(Recebida em Pedro Leopoldo a 20 de dezembro de 1935)
Do livro Crônico de Além Túmulo. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.



Madrugada Exuberante
Amélia Rodrigues (espírito)
A noite esplendente de círios estrelares banhava-se de suave luar, que se refletia sobre as águas tranqüilas do mar espelho.
O dia havia sido caracterizado por amena temperatura, enriquecido simultaneamente por incontáveis emoções.
Sucediam-se as experiências no convívio com as massas humanas, incessantes, com suas aflições que recordavam ondas contínuas espraiando-se nas areias imensas salpicadas de seixos e conchas variadas.
O hinário da Boa Nova era cantado na região por quase todas as bocas, mas, as interpretações variavam de acordo com as necessidades de cada qual.
Tinha-se a impressão que os Céus haviam descido à Terra e se fundiram umas nas outras as canções de amor e os lamentos clamorosos, que logo após silenciaram suas vozes desesperadas.
Jesus constituía, sem dúvida, o divisor das águas e daqueles dias turbulentos...
Os discípulos haviam acompanhado o Mestre durante o aconselhamento à uma desesperada mãe, que Lhe buscara o socorro, face à perda do filho amado que o anjo da morte arrebatara.
O desespero da suplicante logo se transformara em tranqüila e dúlcida alegria que lhe colocara luz brilhante nos olhos antes amortecidos pela aflição.
Como a morte sempre era temida e certamente detestada, utilizando-se da noite harmoniosa, na qual o Amigo parecia aguardar as inquietações dos discípulos, sentado diante do mar ornado da luz da lua, musicada pelos ventos suaves e pelo espreguiçar das vagas macias nas areias úmidas, formou-se o grupo gentil, cujo silêncio foi quebrado pela voz de João, o jovem que O amava com arrebatamento.
Havia uma doce magia no ar, que bailava no velário das sombras salpicadas de pingentes de prata...
— Como entender a morte, Mestre querido – indagou o discípulo ansioso – que sempre nos ameaça e apavora? Ante a sua inexorável fatalidade, nossos dias perdem a cor e a beleza, quase tirando-nos a razão de existir. Como entender a hedionda mensageira da sombra?
O nobre Guia desenhou tranqüilo sorriso na face banhada pelo argênteo luar, e respondeu com doçura:
A morte não é mensageira da sombra, nem do pavor, mas a missionária da vida imperecível. É a incompreendida intermediária entre Deus e os seres sencientes, encarregada de reconduzir os homens ao verdadeiro lar, após terem encerrado os seus compromissos na escola terrestre. Suavemente ou mediante ação abrupta, sem agressão nem receio, convoca reis e vassalos, mendigos e poderosos, crianças e anciãos, sadios ou enfermos ao despertar do sono fisiológico, fazendo-os volver ao país da consciência desperta, ao Grande Lar.
Portadora de alta responsabilidade, apresenta-se com a mesma nobreza a todos os seres, desvestindo-os das pesadas roupagens da ilusão, para a vivência da realidade inevitável. Sem o seu árduo trabalho a vida não teria qualquer sentido e o corpo se decomporia durante a existência, que se alongaria sem limite com tormentos inimagináveis... Para uns, todavia, é a misericórdia que chega em momento máximo, para outros, trata-se da libertação do cativeiro. Alguns a tomam como cruel inimiga, enquanto diversos a odeiam com rebeldia. Não obstante, impávida, faz-se instrumento da Vida para a grandeza do ser indestrutível.
— E o sofrimento, Senhor, que ela impõe – voltou, à carga, o discípulo receoso -, não dilacera a alma daqueles que ficam?! Morrer, afinal, dói?
O incomparável Benfeitor alongou o olhar pela noite feliz, e após breve reflexão, elucidou:
— A Casa de meu Pai tem infinitas moradas. Cada flor de luz que brilha ao longe é um pouso feliz que nos aguarda após vencidas as batalhas terrenas. Para alcançá-lo é necessário descer aos vales humanos nas roupas densas da matéria, a fim de tecer as delicadas asas de luz que nos erguerão aos seus planos quase divinos. Sem a morte compassiva e misericordiosa, isso não seria possível. Passo a passo, o viajante vence as distâncias no mundo físico. Da mesma forma, graças à morte-vida, à vida-após-a-morte desaparecem os abismos que medeiam entre os sublimes lares que voam na amplidão e a pequenina Terra onde nos encontramos.
Silenciando novamente por breves segundos, com específica entonação de voz, prosseguiu:
— Morrer não dói. O desprendimento é suave para os justos e inquietante para aqueles que são portadores de consciência culpada. O trânsito que leva à liberdade entre o cárcere e o horizonte largo, sem barreira, é sempre rico de expectativa e não de sofrimento. A marcha, porém, de cada qual, é resultado da conduta vivenciada no período do cativeiro. Quem considera o corpo como a única realidade, sofre decepção e angústia, medo de o abandonar e apego à forma em decomposição, fenômeno que se alonga por largo período, enquanto dure a alucinação. No entanto, quem o utilizou como educandário de iluminação para o espírito, deixa-o, qual borboleta ditosa que abandona o casulo pesado para flutuar na leve brisa do dia... A morte após o dever cumprido transforma-se em madrugada iridescente, que é o pórtico da imortalidade ditosa, onde o amor inunda o recém-liberto de alegria, sem dor nem saudade da caminhada terrestre.
É necessário viver de maneira que a morte lhe signifique prosseguimento, sem qualquer interrupção, conduzindo o ser no rumo da plenitude, da paz inefável.
Fez novo silêncio repassado de emoção, que igualmente dominava os ouvintes, logo dando continuidade:
— Eu vim para que todos tenhais vida em abundância no meu reino, que se amplia além das fronteiras da morte. Sem ela, não o alcançareis. Superando os desafios e vencidas as paixões, o ser se sutiliza e passa a habitar em mundo feliz, sem angústia ou ansiedade alguma.... A fim de o conseguir, torna-se indispensável que o amor e o dever diluam as sombras da ignorância que encarceram nas masmorras da carne o desavisado, sem permitir-lhe os vôos libertadores que anela realizar.
Quando se calou, os amigos tinham lágrimas que não se atreviam a descer da comporta dos olhos. Saudades de seres amados e gratidão pelo que lhes haviam oferecido, esperanças de vitórias futuras sobre as pesadas algemas dos desejos, das falsas necessidades e sonhos de felicidade, mesclavam-se nos seus sentimentos, e eles entenderam que o corpo é meio, é veículo de condução, mas o Espírito é o imperecível instrumento do Pai Criador, que nos aguarda nos penetrais do Infinito, e que a morte libera da injunção penosa.
A noite harmônica e perfumada, então dominada pelo lucilar dos astros e as ânsias da Natureza, insculpiu no ádito daqueles corações a mensagem da imortalidade, enquanto o Mestre os preparava para a madrugada resplandecente do futuro reino dos Céus.
(Página psicografada pelo médium Divaldo P. Franco, na sessão da noite de 14 de março de 2001, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia.)
(Jornal Mundo Espírita de Junho de 2001)









A Estrela de Belém
Cristãos decididos e sinceramente interessados na elucidação do fenómeno que produziu a estrela de Belém, à semelhança dos investigadores materialistas, hão recorrido, através da História, a matemáticos e astrónomos capacitados, ansiosos por resposta perfeitamente lógica e racional sobre o inusitado aparecimento do astro a que se referem os escritores evangélicos.
E, de quando em quando, fiéis às pesquisas feitas nos mapas celestes, aqueles estudiosos tentam traçar directrizes que clarifiquem, em definitivo, o insuspeito acontecimento, na noite santa em que ocorreu o Natal de Jesus, e posteriormente vista pelos Magos do Oriente, que por ela foram guiados.
Segundo alguns observadores, fora o Cometa de Halley que naquele dia e àquele período se fazia visível por toda a Galiléia e parte oriental do país.
Para outros era uma conjunção oportuna de astros que produziram refração na atmosfera, incidindo o facho luminoso sobre a manjedoura singela, que Ele dignificou com o Seu nascimento.
Conquanto possamos admitir uma ou outra hipótese, Jesus é, em síntese, a constelação dos astros divinos ergastulados temporariamente na forma humana para conviver com os homens, deixando pela atmosfera envolvente do Planeta o rasto luminescente da sua imersão, como mensagem de advertência reveladora.
REI DIVINO - e não obstante, submeteu-se às conjunturas da transitória convivência humana para, sublime, lecionar humildade.
CONSTRUTOR DA TERRA - todavia, deixou-se experimentar pelas circunstâncias ocasionais do ministério entre as criaturas, para ensinar a grandeza da renúncia.
LEGISLADOR SUBLIME - entretanto, aquiesceu sofrer as imposições da ignorância religiosa de Israel e os padrões arbitrários da política do Império Romano, facultando-se a decisão no jogo odioso da ética vulgar, a fim de que se cumprissem as Leis e os Profetas, na integridade das previsões n'Ele, todo amor!
Em toda a sua jornada, à semelhança de astro que se arrebenta em luz na imensidão escura da noite, clareou os destinos dos homens, como obreiro infatigável, acendendo lâmpadas de esperança nos corpos alquebrados e nos tecidos gastos das almas, pelas constrições das paixões esmagadoras de todos os tempos.
Misturou-se à caterva dos que viviam a Sua hora e caminhou com os pés da aflição, sem permitir-se consumir ou contaminar pelas querelas mesquinhas, pelas imposições tradicionais ou pelas suspeitas manifestações da idiossincrazia a que se aferravam os que O cercavam continuamente.
Por um minuto sequer se rebelou contra a miserabilidade que defrontava em toda a parte...
Arquiteto das estrelas, dobrou-se, sereno, na marcenaria humilde para que o pão fosse honrado com o suor da Sua face, e a estrutura da Nova Humanidade pudesse alicerçar-se no trabalho edificante, que é a mola mestra do progresso e da felicidad humana.
Mantendo incessante quão ininterrupto contacto com o Pai e servindo pela aquiescência dos anjos que se Lhe submetiam, dialogou, pulcro, demoradamente, com os Espíritos das sombras , abrindo-lhes os ouvidos e acendendo a luz nos seus olhos apagados, com a inteireza moral das Suas conquistas incomparáveis.
Antes, todavia, de descer aos homens, fez que Avatares do Seu Reino viessem ampliar as dimensões das fronteiras terrenas, preparando o solo do futuro.
E eles floresceram como superior manifestação da vida, ora na Índia, disseminando o reencarnacionismo e perfumando com toda uma filosofia de paz e renúncia os continentes dos Espíritos;
ora na China, empreendendo os audaciosos vôos da política sob as bases seguras da família, no lar e na sociedade, de modo a traduzir a porvindoura fraternidade entre os homens, com inequívoca força de amor e respeito ao dever;
ora no Egito reacendendo os subtis aromas da Imortalidade, nos santuários dos Templos e na intimidade das Escolas de Iniciação, mantendo acesas as flamas da verdade, mediante as comunicações entre os dois planos da vida;
ora na Caldeia ou na Pérsia, favorecendo com a esperança milhares de vidas estioladas sob o clangor da guerra;
ora na Helade ou em Roma, criando a conceituação da beleza, da justiça, da legislação equilibrada e do ideal do bem.
Assim também por Israel, que por longos séculos de dor se fez depositária da Mensagem do Deus Único, transitaram esses Embaixadores Sublimes, irrigando com a linfa preciosa, decorrente do intercâmbio espiritual, os solos crestados dos Espiritos sofridos, a fim de que Ele próprio viesse oportunamente imular-se, para ensinar a libertação total das limitações físicas e da opressão do barro humano...
Por isso, todos os Seus feitos empalidecem ante os Seus ditos , pois que as realizações no corpo são menores do que a vitalização da alma em considerando que ninguém jamais vivera conforme Ele o fazia, transformando-se, Ele próprio, no caminho por onde deveriam rumar todos os homens na direcção da Vida e da Verdade, que em suma Ele representava na Terra.

Mesmo assim, quando contemplava com lágrimas as dores do porvir do mundo e via o homem imerso na fragilidade do corpo carnal prometeu voltar, através do Consolador , que seria o liame perene de união com Ele até ao fim dos tempos...
O mergulho que começou em Belém não terminou no Gólgota, nem desapareceu após a visão da Jerusalém libertada, que o vidente de Patmos prelodiou...

Em Jesus, o Herói Invencível, que na Sua grandeza superou a astúcia de Cambises, rei dos persas, a violência de Alexandre Magno, da Macedónia, audácia de Cipião, o africano, e a estratégia de Júlio César, o divino Imperador, as armas foram a mansidão e o amor, a abnegação e a misericórdia, entretecendo com esses fios de luz a túnica nupcial do noivado intérmino com a Humanidade de todos os tempos, pela qual espera desde o princípio, até ao instante da boda sublime, para a reunião numa grande família, em pleno reinado da paz!
A viagem fora longa para aquele casal, principalmente para aquela mulher grávida, durante quatro ou cinco dias, sacudida pelo trote da montaria...
Sucederam-se abismos e montes, subidas e descidas, quase às portas da Cidade Santa, chegando por fim a Belém...
... E em pleno fastígio do Império Romano, indicado por uma estrela, anunciado pelos anjos, nasceu Jesus!
Antes, e desde então, a Sua vida deverá ser examinada, em "espírito e verdade" , para ser compreendida e penetrada pelos olhos imateriais, os únicos capazes de vislumbrar o Seu Reino.
Seja qual for a hipótese respeitável sobre a estrela de Belém , a união dos Espíritos da Luz que mantinham o intercâmbio entre as duas Esferas formou um facho poderoso que indicava o lugar da tradição, em que Ele deveria começar o ministério entre os homens.
... Pastores e reis magos, todos videntes, convidados pelas Entidades Celestes, seguiram-na, cada um a seu turno, enquanto os cantores sublimes proclamavam:
"GLÓRIA A DEUS NAS ALTURAS E PAZ NA TERRA ENTRE OS HOMENS DE BOA VONTADE."
Bibliografia :


Amélia Rodrigues "A Luz do Mundo" - Item 2 , Editora: LEAL , 9 ed. PL-Salvador




Indagação de Natal
Joanna de Ângelis
Estes são outros tempos, não muito diferentes daqueles, os tempos nos quais Ele nasceu.
Há também predomínio da força e do esmagamento dos ideais, ganância e loucura nos quais os homens se locupletam, vitimados em si mesmos.
Não obstante, há glórias do amor e do sacrifício, da abnegação e da renúncia.
Milhões de vidas que se estiolam na fome, na miséria moral e econômica, aguardam que Jesus volte a nascer, a fim de poderem respirar e viver, adquirindo a dignidade que lhes têm sido negada pelos enganados-enganadores, ora guindados ao poder temporal.
Imprescindível que cada homem se pergunte o que tem feito em favor de si mesmo, no sentido da sua realidade eterna e em relação ao seu próximo.


FRANCO, Divaldo Pereira pelo Espírito Joanna de Ângelis.

















CELEBRAÇÃO DO NATAL

A prepotência da força gerara a arbitrariedade do poder. O mundo era, então, um espólio fácil nas garras dos insaciáveis esbulhadores.
Homens, mulheres e crianças facilmente transitavam de mão em mão sob a canga de vil cativeiro, cujas rédeas eram conduzidas pela impiedade triunfante no carro da guerra...
A ostentação e a miséria, a opulência e a sordidez, a exuberância do desperdício e a escassez de recursos constituíam contrastes aparvalhantes naqueles dias...
Dominadores de uma hora tombavam, logo depois, desfilando como hilotas ou sucumbiam asfixiados nos rios de sangue em que se compraziam...
Intrigas na política de César, desídias nas hostes poderosas, desmandos criminosos e conciliábulos argentários confraternizavam disfarçados com as tricas religiosas, as disputas pela primazia e as ambições desmedidas, fazendo que a alma dos povos sofresse o jugo do pulso férreo dos títeres do mundo e a mão veludosa, porém, traiçoeira, dos mandatários da fé.
A felicidade se consubstanciava na fortuna enganosa de um dia, no sorriso de um momento, logo convertidos em miséria de largo período e esgar de contínua contração facial.
Nenhuma fanfarra apregoadora. Festividade alguma entoando alvíssaras.
Nem palácio, nem berço de ouro.
Anunciado por profetas e anjos, Ele era esperado como o Justiçador.

Os que O aguardavam transferiam para Ele os métodos da violência e da subjugação com que esperavam submeter os outros homens, vencendo os povos e os humilhando vergonhosamente.

...Ele, todavia, elegeu o altar de uma lapa e o império imensurável da Natureza para apresentar-se aos homens.

Somente alguns poucos ouviram a melodia angélica e perceberam o lucilar da estrela indicadora, saudando o Seu advento e a Sua jornada.

Sua vida, no entanto, modificou a estrutura moral e espiritual da Humanidade desde então.

Esperança dos infelizes, fez-se porto de segurança dos desesperados. A partir daquele momento, em quaisquer conjunturas, Jesus é o alfa e o ômega das criaturas terrenas, apontando as direções seguras para a paz e a felicidade.

* * *

De certo modo, ante a semelhança destes tempos com aqueles dias, não te distraias nas exterioridades frívolas com que recordam o nascimento do Senhor.
Esparze em derredor a luz da alegria, o bálsamo do consolo e o pão da bondade, celebrando o Natal com as mãos da caridade e os tesouros do amor, de modo a transformares o coração num altar e a alma na sede do Seu reino, donde Ele possa novamente apresentar-se, por teu intermédio, aos desditosos, reconstruindo a vida sob a excelsa sinfonia dos anjos a repetirem:
Glória a Deus nas alturas; paz aos homens de boa vontade!

Joanna de Ângelis (espírito), psicografia de Divaldo Franco



Ressonâncias do Natal
Na paisagem fria e sem melhor acolhimento, a única hospedaria à disposição era a gruta modesta onde se guardavam os animais.
Não havia outro lugar que O pudesse receber.
O mundo, repleto de problemas e de vidas inquietas, preocupava-se com os poderosos do momento e reservava distinções apenas para os que se refestelavam no luxo, bem como no prazer.
Aos simples e desataviados sempre se dedicavam a indiferença, o desrespeito, fechando-lhes as portas, dificultando-lhes os passos.
Mas hoje, tudo permanece quase que da mesma forma.
Não obstante, durante aquela noite de céu transparente e estrelado, entre os animais domésticos, em uma pequena baia, usada como berço acolhedor, nasceu Jesus, que transformou a estrebaria num cenário de luzes inapagáveis que prosseguem projetando claridade na noite demorada dos séculos, em quase dois mil anos...
Inaugurando a era da humildade e da renúncia, Jesus elegeu a simplicidade, a fim de ensinar engrandecimento íntimo como condição única para a felicidade real.
O Seu reino, que então se instalou naquela noite de harmonias cósmicas, permanece ensejando oportunidades de redenção a todos quantos se resolvam abrigar nas suas dependências.
E o Seu nascimento modesto continua produzindo ressonâncias históricas, antes jamais previstas.
Homens e mulheres, que tomaram contato com Sua notícia e mensagem, transformaram-se, mudando-se-lhes o roteiro de vida e o comportamento, convertendo-se, a partir de então, em luzeiros que apontam rumos felizes para a Humanidade.
Guerreiros triunfadores passaram pelo mundo desde aquela época, inumeráveis.
Governantes poderosos estabeleceram reinos e impérios, que pareciam preparados para a eternidade, e ruíram dolorosamente.
Artistas e técnicos, de rara beleza e profundo conhecimento, criaram formas e aparelhagens sofisticadas para tornarem a Terra melhor, e desapareceram.
Ditadores indomáveis e aristocratas incomuns surgiram no proscênio terrestre, envergando posição, orgulho e superioridade, que o túmulo silenciou.
...Estiveram, por algum tempo, deixando suas pegadas fortes, que tornaram alguns odiados, outros rechaçados e sob o desprezo das gerações posteriores.
Jesus, porém, foi diferente.
Incompreendido, o Cantor do Amor aceitou a cruz, para não anuir com o crime, e abraçou a morte para não se mancomunar com os mortos.
Por isso, ressurgiu, em triunfo e grandeza, permanecendo o Ser mais perfeito que jamais esteve na Terra, como modelo que Deus nos ofereceu para Guia.
Quando a Humanidade experimenta dores superlativas, quando a miséria sócio-econômica assassina milhões de vidas que estertoram ao abandono; quando enfermidades cruéis demonstram a fragilidade orgânica das criaturas; quando a violência enlouquece e mata; quando os tóxicos arruínam largas faixas da juventude mundial, ao lado de outros males que atestam a falência do materialismo, ressurge a figura impoluta de Jesus, convidando à reflexão, ao amor e à paz, enquanto as ressonâncias do Seu Natal falam em silêncio: Ele, que tem salvo vidas incontáveis, pede para que tentes fazer algo, amando e libertando do erro pelo menos uma pessoa.

Lembrando-te dEle, na noite de Natal, reparte bondade, insculpe-O no coração e na mente, a fim de que jamais te separes dEle.

* * *

Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Momentos Enriquecedores.
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.
Salvador, BA: LEAL, 1994.



O Conquistador Diferente
Os conquistadores aparecem no mundo, desde as recuadas eras da selvageria primitiva. E, há muitos séculos, postados sem soberbos carros de triunfo, exibem troféus sangrentos e abafam, com aplausos ruidosos, o cortejo de misérias e lágrimas que deixam à distância. Sorridentes e felizes, aceitaram as ovações do povo e distribuem graças e honrarias, cobertos de insígnias e incensados pelas frases lisonjeiras da multidão. Vasta fileira de escritores congrega-se-lhes em torno, exaltando-lhes as vitórias no campo de batalha. Poemas épicos e biografias romanceadas surgem no caminho, glorificando-lhes a personalidade que se eleva, perante os homens falíveis, à dourada galeria dos semideuses.
Todavia, mais longe, na paisagem escura, onde choram os vencidos, permanecem as sementeiras de dor que aguardarão os improvisados heróis na passagem implacável do tempo. Muitas vezes, contudo, não chegam a conduzir para o túmulo as medalhas que lhes brilham no peito dominador, porque a própria vida humana se incumbe de esclarece-los, através das sombras da derrota, dos espinhos da enfermidade e das amargas lições da morte.
Dario, filho de Histaspes, reis dos persas, após fixar o poderio dos seus exércitos, impôs terríveis sofrimentos à Índia, a Trácia e à Macedônia, conhecendo, em seguida, a amargura e a derrota, à frente dos gregos.
Alexandre Magno, por tantos motivos admirado na história do mundo, titulou-se generalíssimo dos helenos, em plena mocidade e, numa série de movimentos militares que o celebrizaram para sempre, infligiu inomináveis padecimentos aos lares gregos, egípcios e persas; todavia, apesar das glórias bélicas com que desafiava cidades e guerreiros, fazendo-se acompanhar de incêndios e morticínios, rendeu-se à doença que lhe imobilizou os ossos em Babilônia.
Aníbal, o grande chefe cartaginês, espalhou o terror e a humilhação entre os romanos, em sucessivas ações heróicas que lhe imortalizaram o nome, na crônica militar do Planeta; contudo, em seguida à bajulação dos aduladores e à falsa concepção de poder, foi vencido por Cipião, transformando-se num foragido sem esperança, suicidando-se, por fim, num terrível complexo de vaidade e loucura.
Júlio César, o famoso general que pretendia descender de Vênus e de Anquises, constitui um dos maiores expoentes do engenho humano; submeteu a Gália e desbaratou os adversários em combates brilhantes, governando Roma, na qualidade de magnífico triunfador; no entanto, quando mais se lhe dilatava a ambição, o punhal de Bruto, seu protegido e comensal, assassinou-o, sem comiseração, em pleno Senado.
Napoleão Bonaparte, o imperador dos franceses, depois de exercer no mundo uma influência de que raros homens puderam dispor na Terra, morre, melancolicamente, numa ilha apagada, ao longo da vastidão do mar.
Ainda hoje, os conquistadores modernos, depois dos aplausos de milhões de vozes, após a dominação em que se fazem sentir, magnânimos para os seus amigos e cruéis para os adversários, espalhando condecorações e sentenças condenatórias, caem ruidosamente dos pedestais de barro, convertendo-se em malfeitores comuns, a serem julgados pelas mesmas vozes que lhes cantavam louvores na véspera.
Todos eles, dominadores e tiranos, passam no mundo, entre as púrpuras do poder, a caminho os mistérios do sofrimento e dos desencantos da morte. Em verdade, sempre deixam algum bem no campo das relações humanos, pelas novas estradas abertas e pelas utilidades da civilização, cujo aparecimento aceleram; todavia, o progresso amaldiçoa-lhes a personalidade, porque as lágrimas das mães, os soluços dos lares desertos, as aflições da orfandade, a destruição dos campos e o horror da natureza ultrajada, acompanham-nos, por toda parte, destacando-os com execráveis sinais.
Um só conquistador houve no mundo, diferente de todos pela singularidade de sua missão entre as criaturas. Não possuía legiões armadas, nem poderes políticos, nem mantos de gala. Nunca expediu ordens e soldados, nem traçou programas de dominação. Jamais humilhou e feriu. Cercou-se de cooperadores aos quais chamou "amigos". Dignificou a vida familiar, recolheu crianças desamparadas, libertou os oprimidos, consolou os tristes e sofredores, curou cegos e paralíticos. E, por fim, em compensação aos seus trabalhos, levados a efeito com humildade e amor; aceitou acusações para que ninguém as sofresse, submeteu-se à prisão para que outros não experimentassem a angústia do cárcere, conheceu o abandono dos que amava, separou-se dos seus, recebeu, sem revolta, ironias e bofetadas, carregou a cruz em que foi imolado e na sua morte passou por ser a de um ladrão.
Mas, desde a última vitória no madeiro, tecida em perdão e misericórdia, consolidou o seu infinito poder sobre as almas, e, desde esse dia, Jesus Cristo, o conquistador diferente, começou a estender o seu divino império no mundo, prosseguindo no serviço sublime da edificação espiritual, no Oriente e no Ocidente, no Norte e no Sul, nas mais cariadas regiões do Planeta, erguendo uma Terra aperfeiçoada e feliz, que continua a ser construída, em bases de amor e concórdia, fraternidade e justiça, acima da sombria animalidade do egoísmo e das ruínas geladas da morte.
Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Antologia Mediúnica do Natal. Ditado pelo Espírito Irmão X. 5a edição. Capítulo 3. Rio de Janeiro, RJ: FEB. 2002.
Natal
Aquele nascimento, nas especiais circunstâncias em que ocorreu, deveria assinalar, conforme sucedeu, o período de renovação humana e social, alterando, por definitivo, os fastos históricos.
Antes dele, o tumulto galopava o corcel da violência e a barbárie solucionava as disputas, favorecendo o perverso que elaborava as próprias leis.
É certo que, depois, por um largo período continuou predominando a força da estupidez e o desequilíbrio dos crimes hediondos na governança das nações.
Mergulhou, naquela oportunidade, Jesus, nas vestes humanas, a fim de conviver com os seres terrestres.
Ele, porém, dividiu as épocas, em face da significação de que se revestiu a Sua vida.
Renunciando ao sólio do Altíssimo, Ele entregou-se às atividades próprias daqueles que estagiavam nas faixas primárias da evolução moral.
Naquele período, a guerra alterava, a cada instante, o mapa terrestre; os impérios sucediam-se uns aos outros, reduzidos sempre a escombros após os breves períodos de esplendor, enquanto a crueldade se encarregava de estabelecer os seus impositivos.
Reduzidos à condição de animália de carga, os pobres e esquecidos nada representavam no cenário convulsionado em que reinavam os execrandos dominadores.
Os exércitos alucinados sucediam-se sob comandos perversos, varrendo o planeta conhecido e a tudo transformando.
Suas glórias de efêmera duração cediam lugar a sofrimentos inomináveis.
Os triunfadores de um dia logo cediam lugar a outros, não menos ensandecidos, posteriormente passando à servidão ou sendo consumidos por mortes vergonhosas...
Foi nesse clima que nasceu Jesus e um mundo novo se iniciou...
É certo que ainda vigem o abuso do poder, os crimes covardes, as dominações arbitrárias, a arrogância dos poderosos, o horror dos extermínios em massa, a crueza do terrorismo...
Nada obstante, as leis, mesmo que não cumpridas por enquanto, bafejadas pelas Suas diretrizes vêm-se humanizando, enquanto se alargam as possibilidades para a vigência do amor, da solidariedade, do respeito pelos direitos humanos e pela Natureza...
Desenvolveram-se os sentimentos da compaixão e o anjo da caridade passou a cuidar dos réprobos, dos oprimidos, dos considerados excluídos, que eram descartados sem consideração, tidos como peso negativo na economia da sociedade que os ignorava.
Certamente ainda ocorrem as lamentáveis execuções grupais, o olvido dos países miseráveis, o exclusivismo que se permite o poder... No entanto, periodicamente tomam forma humana estrelas espirituais fulgurantes em nome do Seu amor, iluminando as sendas sombrias, diminuindo a amargura generalizada e ensejando esperança e paz.
Sucede que a evolução é um processo muito lento, em razão das fixações perturbadoras que são trazidas das experiências primitivas.
A vinculação com a força predomina em a natureza humana durante muito tempo em detrimento dos valores morais, o que faz retardar a marcha do progresso.
Aquele nascimento insculpiu na memória dos tempos a grandeza do amor, então desconhecido ou ignorado.
Mediante os ensinamentos de Jesus, porém, ocorreram significativas alterações em favor do mais rápido desenvolvimento espiritual dos seres humanos.
A misericórdia, que era desconsiderada, passou a assinalar as consciências, ensejando visão diferente a respeito dos párias e dos deserdados.
Ele próprio entregou-se ao ministério de exemplificar, tomando-se a Sua vida um evangelho de feitos.
O Seu inefável amor renovou a face do planeta com a palavra libertadora, musical, severa e nobre.
Não amado, porfiou amando.
Não compreendido, manteve-se compreensível.
Não aceito, perseverou nos ensinamentos sublimes.
Jesus entre as criaturas humanas é o momento culminante no processo histórico da evolução.
Não mais se repetirão aquele nascimento, aqueles dias, aquelas bênçãos. Nem serão necessários, porquanto os acontecimentos permanecem indeléveis na consciência dos tempos idos, assinalando os porvindouros...
Estes são igualmente dias muito difíceis.
Durante a larga transição que se opera na Terra, atinge-se; neste momento, o ponto culminante das provações e dores acerbas, invitando à reflexão e à mudança de atitude comporta mental para melhor.
Não te desesperes em vão, se te sentes excruciado por problemas e dores.
Recorda-te de Jesus e deixa-te por Ele conduzir.
Na data evocativa do Seu nascimento, faze uma reflexão mais profunda e verifica se Ele já nasceu em teu coração.
Após a constatação da Sua presença ou não em ti, sai do desconforto moral ou da comodidade, da indiferença ou do erro e deixa que este seja um sublime Natal em tua vida, passando a viver feliz e dedicado ao Bem de que Ele se fez vexilário.
Franco, Divaldo Pereira. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis. Página psicografada pelo médium Divaldo P. Franco, na reunião mediúnica da noite de 21 de setembro de 2005, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia.

No Caminho do Amor  IRMÃO – X
Em Jerusalém, nos arredores do Templo, adornada mulher encontrou um nazareno, de olhos fascinantes e lúcidos, de cabelos delicados e melancólicos sorriso, e fixou-o estranhamente.
Arrebatada na onda de simpatia a irradiar-se dele, corrigiu as dobras da túnica muito alva; colocou no olhar indizível expressão de doçura e, deixando perceber, nos meneios do corpo frágil, a visível paixão que a possuíra de súbito, abeirou-se do desconhecido e falou, ciciante:
-Jovem, as flores de Séforis encheram-me a ânfora do coração com deliciosos perfumes. Tenho felicidade ao teu dispor, em minha loja de essências finas...
Indicou extensa vila, cercada de rosas, à sombra de arvoredo acolhedor, e ajuntou:
-Inúmeros peregrinos cansados me buscam a procura do repouso que reconforta. Em minha primavera juvenil, encontram o prazer que representa a coroa da vida. E' que o lírio do vale não tem a carícia dos meus braços e a romã saborosa não possui o mel de meus lábios. Vem e vê! Dar-te-ei leito macio, tapetes dourados e vinho capitoso ... Acariciar-te-ei a fronte abatida e curar-te-ei o cansaço da viagem longa! Descansarás teus pés em água de nardo e ouvirás, feliz, as harpas e os alaúdes de meu jardim. Tenho a meu serviço músicos e dançarinas, exercitados em palácios ilustres!...
Ante a incompreensível mudez do viajor, tornou, súplice, depois de leve pausa:
-Jovem, porque não respondes? Descobri em teus olhos diferentes chama e assim procedo por amar-te. Tenho sede de afeição que me complete a vida. Atende! atende!...
Ele parecia não perceber a vibração febril com que semelhantes palavras eram pronunciadas e, notando-lhe a expressão fisionômica indefinível, a vendedora de essências acrescentou uma tanto agastada:
-Não virás?
Constrangido por aquele olhar esfogueado, o forasteiro apenas murmurou:
-Agora, não. Depois, no entanto, quem sabe?!...
A mulher, ajaezada de enfeites, sentindo-se desprezada, prorrompeu em sarcasmos e partiu.
Transcorridos dois anos, quando Jesus levantava paralítico, ao pé do Tanque de Betesda, venerável anciã pediu-lhe socorro para infeliz criatura, atenazada de sofrimento.
O Mestre seguiu-a, sem hesitar.
Num pardieiro denegrido, um corpo chagado exalava gemido angustioso.
A disputada marcadora de aromas ali se encontrava carcomida de úlceras, de pele enegrecida e rosto disforme. Feridas sanguinolentas pontilhavam-lhe a carne, agora semelhante ao esterco da terra. Exceção dos olhos profundos e indagadores, nada mais lhe restava da feminilidade antiga. Era uma sombra leprosa, de que ninguém ousava aproximar.
Fitou o Mestre e reconheceu-o.
Era o mesmo mancebo nazareno, de porte sublime e atraente expressão.
O Cristo estendeu-lhe os braços, tocados de intraduzível ternura e convidou:
-Vem a mim, tu que sofres! Na Casa de Meu Pai, nunca se extingue a esperança.
A interpelada quis recuar, conturbada de assombro, mas não conseguiu mover os próprios dedos, vencida de dor.
O Mestre, porém, transbordando compaixão, prosternou-se fraternal, e conchegou-a, de manso...
A infeliz reuniu todas as forças que lhe sobravam e perguntou, em voz reticenciosa e dorida
-Tu?... o Messias nazareno?... O Profeta que cura, reanima e alivia?!... Que viste fazer, junto de mulher tão miserável quanto eu?
Ele, contudo, sorriu benevolente, retrucando apenas:
-Agora, venho satisfazer-te os apelos.
E, recordando-lhe a palavra do primeiro encontro, acentuou, compassivo:
-Descubro em teus olhos diferentes chama e assim procedo por amar-te.
(Mensagem recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier)
Fonte: Reformador nº12 – Dezembro/1950

Jesus e a mulher atormentada - Divaldo Pereira


Na solidão da vida, nos declaramos carentes de afeto, de compreensão, de reconhecimento. Buscamos adquirir companhias quando o mais correto seria buscarmos servir de companhia. Muitas vezes pagamos por momentos de companhia, como se conseguíssemos tirar desses momentos os valores da felicidade buscada. A frustração é a eterna companheira daquele que busca comprar e receber do mundo aquilo de que pensa necessitar.
Aquele que se sente carente diante da solidão devia antes perceber que se mantém isolado em si mesmo. A verdadeira carência não é aquela que pensamos experimentar. A verdadeira necessidade é vivermos fazendo diferença pelo serviço que prestamos, é amarmos como gostaríamos de sermos amado, e não o contrário. Somente nossas ações e doações serão capazes de vencer as angústias e as aflições da solidão. Só é solitário aquele que se esconde do mundo, que não age na vida, que não dá de si.
O nível de sofrimento que experimentamos está diretamente ligado ao valor que damos ao ato de receber do mundo. Quanto mais esperarmos receber, mais infelizes nos sentiremos, e mais responsabilizaremos os outros pelas nossas mazelas. Quanto mais nos dispusermos a dar, mais seremos capazes de compreender e menor será o sentimento de frustração, angústia e sofrimento diante  das experiências da vida.
“Dar para receber”.
Amar para ser amado”.
“Compreender para ser compreendido”.
“Negar-se para ser reconhecido”
“Humilhar-se para ser exaltado”.
Todas estas afirmações são interpretações da Lei de Deus. Quando formos capazes de, usando nossa razão, vencer a emoção e a ilusão do orgulho e do egoísmo, aí teremos o progresso moral requerido, até nos tornarmos reais cidadãos do mundo e Filhos de Deus. Neste dia, quem sabe, poderemos dizer como Jesus: “Nós e o Pai somos um, pois sua vontade é a minha vontade”.
Assim, caro companheiro de ideal espírita, se hoje sentes carência de afeto, de compreensão, e te deixas levar pela tristeza, pela angústia, pela frustração e pela dor; se hoje não és capaz de ver o caminho da felicidade; medita nesta história que o Irmão X nos proporcionou.
Quando fores procurado e convidado a receber do mundo, imuniza-te, prepara-te para servir e coloca-te à disposição da vontade de Deus para dar de ti. Aí, caro amigo, caro irmão, encontrarás a felicidade que tanto procuras, pois estarás trilhando o verdadeiro caminho do amor.





RESSONÂNCIAS do Natal
Na paisagem fria e sem melhor acolhimento, a única hospedaria à disposição era a gruta modesta onde se guardavam os animais.
Não havia outro lugar que O pudesse receber.
O MUNDO, REPLETO DE PROBLEMAS E DE VIDAS INQUIETAS, PREOCUPAVA-SE COM OS PODEROSOS DO MOMENTO E RESERVAVA DISTINÇÕES APENAS PARA OS QUE SE REFESTELAVAM NO LUXO, BEM COMO NO PRAZER.
Aos simples e desataviados sempre se dedicavam a indiferença, o desrespeito, fechando-lhes as portas, dificultando-lhes os passos.
Mas hoje, tudo permanece quase que da mesma forma.
Não obstante, durante aquela noite de céu transparente e estrelado, entre os animais domésticos, em uma pequena baia, usada como berço acolhedor, nasceu Jesus, que transformou a estrebaria num cenário de luzes inapagáveis que prosseguem projetando claridade na noite demorada dos séculos, em quase dois mil anos...
Inaugurando a era da humildade e da renúncia, Jesus elegeu a simplicidade, a fim de ensinar engrandecimento íntimo como condição única para a felicidade real.
O Seu reino, que então se instalou naquela noite de harmonias cósmicas, permanece ensejando oportunidades de redenção a todos quantos se resolvam abrigar nas suas dependências.
E o Seu nascimento modesto continua produzindo ressonâncias históricas, antes jamais previstas.
Homens e mulheres, que tomaram contato com Sua notícia e mensagem, transformaram-se, mudando-se-lhes o roteiro de vida e o comportamento, convertendo-se, a partir de então, em luzeiros que apontam rumos felizes para a Humanidade.
GUERREIROS TRIUNFADORES PASSARAM PELO MUNDO DESDE AQUELA ÉPOCA, INUMERÁVEIS.
GOVERNANTES PODEROSOS ESTABELECERAM REINOS E IMPÉRIOS, QUE PARECIAM PREPARADOS PARA A ETERNIDADE, E RUÍRAM DOLOROSAMENTE.
ARTISTAS E TÉCNICOS, DE RARA BELEZA E PROFUNDO CONHECIMENTO, CRIARAM FORMAS E APARELHAGENS SOFISTICADAS PARA TORNAREM A TERRA MELHOR, E DESAPARECERAM.
DITADORES INDOMÁVEIS E ARISTOCRATAS INCOMUNS SURGIRAM NO PROSCÊNIO TERRESTRE, ENVERGANDO POSIÇÃO, ORGULHO E SUPERIORIDADE, QUE O TÚMULO SILENCIOU.
...ESTIVERAM, POR ALGUM TEMPO, DEIXANDO SUAS PEGADAS FORTES, QUE TORNARAM ALGUNS ODIADOS, OUTROS RECHAÇADOS E SOB O DESPREZO DAS GERAÇÕES POSTERIORES.
Jesus, porém, foi diferente.
Incompreendido, o Cantor do Amor aceitou a cruz, para não anuir com o crime, e abraçou a morte para não se mancomunar com os mortos.
Por isso, ressurgiu, em triunfo e grandeza, permanecendo o Ser mais perfeito que jamais esteve na Terra, como modelo que Deus nos ofereceu para Guia.
QUANDO A HUMANIDADE EXPERIMENTA DORES SUPERLATIVAS, QUANDO A MISÉRIA SÓCIO-ECONÔMICA ASSASSINA MILHÕES DE VIDAS QUE ESTERTORAM AO ABANDONO; QUANDO ENFERMIDADES CRUÉIS DEMONSTRAM A FRAGILIDADE ORGÂNICA DAS CRIATURAS; QUANDO A VIOLÊNCIA ENLOUQUECE E MATA; QUANDO OS TÓXICOS ARRUÍNAM LARGAS FAIXAS DA JUVENTUDE MUNDIAL, AO LADO DE OUTROS MALES QUE ATESTAM A FALÊNCIA DO MATERIALISMO, RESSURGE A FIGURA IMPOLUTA DE JESUS, CONVIDANDO À REFLEXÃO, AO AMOR E À PAZ, ENQUANTO AS RESSONÂNCIAS DO SEU NATAL FALAM EM SILÊNCIO: ELE, QUE TEM SALVO VIDAS INCONTÁVEIS, PEDE PARA QUE TENTES FAZER ALGO, AMANDO E LIBERTANDO DO ERRO PELO MENOS UMA PESSOA.

Lembrando-te dEle, na noite de Natal, reparte bondade, insculpe-O no coração e na mente, a fim de que jamais te separes dEle.

* * *

Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Momentos Enriquecedores.
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.
Salvador, BA: LEAL, 1994.




História de um Bonequinho de Pano
Conto de Natal
José Brígido
Zequinha era filho de papais ricos. Sempre tivera todos os seus caprichos satisfeitos o que de certo modo estava influindo desfavoravelmente no seu caráter ainda em formação.
Uma tarde, quando passeava com a bá ele avistou um garotinho muito pobre, sujo e esfarrapado, que parecia feliz, imensamente feliz com um bonequinho de pano, já desbotado e sem forma. Chorou, gritou, esperneou tanto que a ama, sem refletir no que fazia, arrancou bruscamente o boneco das mãos do garotinho sujo para atender à impertinência de Zequinha. O menino pobre; surpreendido pela brutalidade do gesto, empalideceu, levou os dedinhos imundos à boca e, depois, fez beicinho como se desejasse chorar. Mas não chorou. Enquanto isso, o outro se afastou, alegre, empolgado pela sensação nova que lhe proporcionava o brinquedo alheio.
Tão castigada pelo infortúnio era a alminha de Luís, o guri esfarrapado, que ele não pôde desfazer-se em lágrimas Sentiu o peito opresso e se deteve, paralisado, perplexo, acompanhando de longe, com o olhar ansioso, o seu querido bonequinho de pano, a sua riqueza, o único enlevo da sua infância dolorosa. Dirigiu-se tristemente para o cortiço que lhe servia de lar, onde dominava a madrasta rude, egoísta e indiferente à sua sorte. Seu pai, homem simples, saía bem cedo para o trabalho e voltava sempre muito tarde. Todavia, ensinara o filho à não se deitar sem se dirigir ao Alto. Assim, antes de repor o corpinho débil nos trapos que lhe davam como leito, no chão duro e húmido, Luisinho murmurava sempre
-Papai do Céu: eu quelo mamãe! Eu quelo ficá cum ela, Papaizinho do Céu!. ..
E depois dormia tranqüilamente um sono só.
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Na noite que sucedeu ao episódio do bonequinho de pano reclamado pelo menino rico, Luisinho, antes de dormir, pôs-se de joelhos, juntou as mãozinhas à altura do peito e balbuciou timidamente, como se estivesse fazendo algo de censurável:
-Papai do Céu: eu quelo minha mamãezinha, Papaizinho do Céu! Eu quelo meu bunequinho de pano qui mamãe me deu!
E dando à voz uma inflexão de súplica rematou, quase soluçando:
- Num isquece de mim, não... Sim Papaizinho do Céu?! . . .
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Jamais aquele menino pobre tivera um sono tão calmo e uma noite tão linda! Seu rostinho sujo se enfeitou de estranha claridade. Sua cabecinha emoldurada de luz semelhava à obra mestra de prodigioso pintor divino. Luisinho despertou mais cedo que de costume. Saiu. Havia grande alvoroço lá fora, pois algumas crianças menos desafortunadas exibiam, contentes, humildes presentinhos de Natal que havia ganhado.
Luisinho olhava para tudo aquilo sem inveja e se lembrava do seu bonequinho de pano. Não se mostrava propriamente triste. Se leve sombra de melancolia lhe velava o gracioso semblante, es olhos testemunhavam secreta confiança, o que lhe permitia contemplar serenamente a justa alegria dos outros pequeninos.
Eis, porém, que, em dado momento, Luisinho olha para o meio da rua e vê seu querido boneco de pano, abandonado, tão desprezado quanto ele, ambos irmanados no destino cruel e áspero. Bateu as mãozinhas e seus olhos, agora lacrimejantes, brilhavam de satisfação intensa. Correu, pressuroso, para apanhar aquela jóia tão grata ao seu coraçãozinho sofredor, justamente quando um automóvel surge, célere, sobre ambos...
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Naquela noite de Natal, as estrelas brilharam mais fortemente e duas delas refulgiam de modo assaz extraordinário em tão maravilhoso conjunto de beleza celestial. Cá em baixo, a brisa agitava suavemente o arvoredo e o ruído das folhas parecia dizer com infinita ternura
Obrigado, Papaizinho do Céu! Agola tou tão contente com a minha mamãezinha!...
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Foi esse o melhor Natal do garotinho pobre, sujo e esfarrapado, que amava tanto um bonequinho de pano, tão infeliz quanto ele, na infelicidade da vida terrena...
Fonte: Reformador nº12 – Dezembro/1950
Responsável pela transcrição: Wadi Ibrahim



NATAL
Emmanuel
"Glória a Deus nas Alturas, paz na Terra e boa vontade parai com os Homens."
Lucas, 2:14.

As legiões angélicas, junto à Manjedoura, anunciando o Grande Renovador, não apresentaram qualquer ação de reajuste violento.
Glória a Deus no Universo Divino.
Paz na Terra.
Boa vontade para com os homens.
O Pai Supremo, legando a nova era de segurança e tranqüilidade ao mundo, não declarava o Embaixador Celeste investido de poderes para ferir ou destruir.
Nem castigo ao rico avarento.
Nem punição ao pobre desesperado.
Nem desprezo aos fracos.
Nem condenação aos pecadores.
Nem hostilidade para com o fariseu orgulhoso.
Nem anátema contra o gentio inconsciente.
Derramava-se o Tesouro Divino, pelas mãos de Jesus, para o serviço da Boa Vontade. .
A justiça do "olho por olho" e do "dente por dente" encontrara, enfim, o Amor disposto à sublime renúncia até à cruz.
Homens e animais, assombrados ante a luz nascente na estrebaria, assinalaram júbilo inexprimível...
Daquele inolvidável momento em diante a Terra se renovaria.
O algoz seria digno de piedade.
O inimigo converter-se-ia em irmão transviado.
O criminoso passaria à condição de doente.
Em Roma, o povo gradativamente extinguiria a matança nos circos. Em Sídon, os escravos deixariam de ter os olhos vazados pela crueldade dos senhores. Em Jerusalém, os enfermos não mais sofreriam relegados ao abandono nos vales de imundície.
Jesus trazia consigo a mensagem da verdadeira fraternidade e, revelando-a, transitou, vitorioso, do berço de palha ao madeiro sanguinolento.
Irmão, que ouves no Natal os ecos suaves do cântico milagroso dos anjos, recorda que o Mestre veio até nós para que nos amemos uns aos outros.
Natal! Boa Nova! Boa Vontade!...
Estendamos a simpatia a todos e comecemos a viver realmente com Jesus, sob os esplendores de um novo dia.

(Página recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier)
Fonte: Reformador nº12 – Dezembro/1950

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Calendário Assistência 2017

TENDA ESPÍRITA MAMÃE OXUM

CALENDÁRIO ASSISTÊNCIA - 2017.

C.E. Miguel Arcanjo e Tenda Espirita Mamãe Oxum-

Rua Francisco Framback, 91 E – Cascatinha - Petrópolis - RJ

ABRIL

MAIO

JUNHO

23 – Reabertura do Terreiro às 20h – Saudação à Ogum

02 – sexta-feira – Pretos Velhos

28 - sexta-feira - Exus

05 - sexta-feira – Pretos Velhos

07 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

10 - quarta-feira- Estudo da Umbanda

09 – sexta-feira – Saúde

12 - sexta-feira – Saúde

13 – terça-feira – Saudação Aos Exus – Bênção dos Pães – 20h

13 – sábado – Saudação aos Pretos Velhos

16 – sexta-feira – Não tem Gira

17 – quarta-feira – Doutrina - Vovó Catarina

21 – quart-feira – Doutrina – Vovó Catarina

19 – sexta-feira – Caboclos

23 – sexta-feira – Caboclos

24 – quarta-feira –Saudação à Sta. Sara,

e Povo Cigano

28 – quarta-feira – Doutrina

26 – sexta-feira - Malandros

30 – sexta-feira - Exus

JULHO

AGOSTO

SETEMBRO

05 – quarta-feira – Doutrina

02 – quarta-feira – Doutrina

01 – sexta-feira – Pretos Velhos

07 – sexta-feira – Pretos Velhos

04 – sexta-feira – Pretos Velhos

06 – quarta-feira – Doutrina

12 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

09 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

08 – sexta-feira – Saúde

14 – sexta-feira – Saúde

11 – sexta-feira – Saúde

13 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

19 – quarta-feira – Doutrina – Vovó Catarina

16 – quarta-feira – Saudação à Obaluaê e Omolu

15 – sexta-feira – Caboclos

21 – sexta-feira – Caboclos

18 – sexta-feira – Caboclos

20 - quarta-feira – Doutrina – Vovó Catarina

28 – Sexta feira - Exus

23 – quarta-feira – Doutrina – Vovó Catarina

22 – sexta-feira – Não Tem Gira


25 – sexta-feira – Malandros

24 – Domingo – Saudação à Ibeijada - às 17h

30 – quarta-feira - Doutrina

27 – quarta-feira – Distribuição Doces

29 – sexta - Exus

OUTUBRO

NOVEMBRO

DEZEMBRO

.04 – quarta-feira – Doutrina

01 – quarta-feira – Terreiro Fechado

02 - Confraternização

06 – sexta-feira – Pretos Velhos

03 – sexta-feira – Não tem Gira

08 – sexta-feira – Saudação à Oxum e bênção dos Pretos Velhos – 20h

11 – quarta-feira - Não tem Esudo Umb.

08 – quarta-feira –Doutrina

09 – Oferendas na Praia – saída 17h

12 – quinta-feira – Cachoeira / Mata

10 - sexta-feira – Saúde

13 – sexta-feira – Não tem Gira

15 – Feriado – Saudação aos Malandros

18 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

17 – sexta-feira – Caboclos

20 – sexta-feira – Caboclos

22 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

25 – quarta-feira – Doutrina – Vovó Catarina

24 – sexta-feira – Exus

27 – sexta-feira - Ciganos

29 – quarta-feira – Doutrina – Vovó Catarina

A giras de sextas-feiras têm início às 20 horas. As fichas são distribuídas a partir de 19:45 até as 21:30. As pessoas que chegarem após este horário receberão apenas o passe, sem consulta.

Nossa casa não cobra consultas nem trabalhos, porém aceitamos colaboração de materiais de uso como velas, fósforos, charutos, fumos, etc...

ATENÇÃO: NÃO É PERMITIDO PARA ATENDIMENTO, PESSOAS COM MINI-SAIAS, SHORTS OU BERMUDAS CURTAS, BLUSAS MUITO DECOTADAS OU MINI-BLUSAS, CAMISETAS TIPO MACHÃO.

A CARIDADE NÃO SERÁ NEGADA, PORÉM RESPEITEM O TEMPLO RELIGIOSO.

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