Natal se aproximando

domingo, abril 05, 2015

Primeira Manifestação do espírito Bezerra de Menezes, um dia após a sua desencarnação,no dia 12/04/1900





MANIFESTAÇÃO DE BEZERRA

(SESSÃO DE QUINTA-FEIRA SANTA, 
A 12 DE ABRIL DE 1900)





O Grupo Ismael, tendo assistido, às 2 horas da tarde do dia acima referido, à inumação do involucro carnal do seu amado companheiro Bezerra de Menezes, reuniu-se, às 7 horas da noite, para comemorar a Ceia do Senhor.

Lembrado foi então que a Ceia Pascoal representava o sacrifício do Mestre, o Manso Cordeiro Imaculado que, para salvação da humanidade, tinha de ser imolado e que, para simbolizar essa imolação, Ele, celebrando-a, fê-lo de modo a mais uma vez dar o significado real do seu sacrifício. Assim foi que a realizou como símbolo da fraternidade e da união entre as criaturas de Deus, como símbolo, pois, da lei de amor, que Ele viera trazer ao mundo.

Também foi lembrado que a desencarnação constitui verdadeira graça, visto que por ela o Espírito se liberta do instrumento que lhe fora dado, para nele passar pelas provas que curam as enfermidades da alma, devendo, conseguintemente, constituir motivo de alegria e não de
dor, motivo para se agradecer ao Pai do Céu as misericórdias de que usa com as suas criaturas.

Entretanto, os membros do Grupo, sentindo no coração os pungentes golpes da saudade, pelo passamento do companheiro, do mestre, do amigo, que lhes prodigalizava exemplos vivos de amor, de bondade, de humildade e de resignação, vertiam lágrimas. E foi com elas a lhes correrem pelas faces que comemoraram, naquela data, a festa das Endoenças.

Depois de feitas as preces e recebidas as comunicações dos Guias e Protetores, o companheiro Frederico, sonambulizado, disse:

Ajudem-me! Não há tristezas. Tudo quanto vejo revela alto júbilo.
Quadro soberbo, que deslumbra!

Sob uma espécie de dossel, cercado dos mais eminentes Espíritos, presidindo ao nosso trabalho, está Santo Agostinho.1914Como se diz na Terra, a elite celestial aqui se acha representada: os Apóstolos, a Madalena, todos os nossos Guias e Protetores. Imaginem, é a comparação de 
18 Solenidades religiosas da quinta-feira santa
19 Guia do irmão Bezerra. (Nota constante do texto original.)

que me posso servir, uma avenida de luz, onde se enfileiram de ambos os lados anjos formosíssimos. Juncam-na flores, que não existem na Terra, flores de luz, trazendo todas as crianças açafates cheios delas e, pendente dos pescocinhos, a cruz! “Acalma-te”, diz-me Bittencourt - “Observa e dize o que vês”. Fora dessa estrada, vejo muitos Espíritos sofredores, entre os quais se encontram, como pastores em meio de um rebanho, Bittencourt e Romualdo. ─ “Observa mais”. ─ Ah! É a nossa Estrela. Como um sol radioso, ela espalha seus raios sobre todo esse quadro! “Acalma-te, sobe.”


Eu já sabia:


Celina e Bezerra! Ei-la que o traz pela mão, em triunfo.

Parece que a corte celeste o acompanha, tal a multidão que segue a Enviada de Nossa Mãe Santíssima. Oh! Feliz Espírito! Vamos, desce, vem ter com os teus saudosos amigos e ainda uma vez alentá-los com a tua palavra.

Não é surpresa para mim. Eu o adivinhava. Deixa que o último dos teus admiradores venha nesse bando divino.

Ele entra na avenida, como eu disse, sorridente. É o mesmo: calmo, para todos um sorriso e um ósculo. Ei-lo entre, nós, ajoelhado aos pés de Santo Agostinho. Levanta-se. Ah! Ismael lhe depõe um ósculo na fronte e diz: ─ “Sê bem vindo. Fala. Não? Por quê? Obedecei ao programa;
lêde as sacratíssimas páginas do Evangelho, para comemorarmos as Endoenças.”

Continua o médium:

Meu Frederico, como agradecer a Deus? Povoa o meu espírito um mundo de ideias que não sei como exprimir a vocês, porque não encontro palavras com que o faça. Ouçam a leitura os meus bons amigos.

Esperarei.

Procede-se à leitura dos Caps. 13, 14, 15, 16, 17 do Evangelho de João, depois do que Frederico, em estado sonambúlico, diz:

Paz. Quanta ventura gozas, oh! minha alma! Quando sonhei, eu, alma pecadora, filha dos vícios e do crime, no dia em que os meus companheiros, discípulos do Evangelho, comemoram as Endoenças, relendo, para melhor o gravarem nos seus corações, o testamento de Jesus,
vir, em espírito, assistir a essa comemoração!

Mãe Santíssima, puro abrigo de todos os infortúnios, manancial celeste, que dessedenta todas as almas, foste tu decerto, meiga Mãe, foste tu decerto, celeste Esposa, que, dirigindo ao Senhor essa oração que só a Virgem Imaculada pode formular, despiste minha alma das fezes do mundo que acabo de deixar e me restituíste ao teu amado Filho, como se eu houvera sido na Terra verdadeiro discípulo seu; como se tivesse direito a sentar-me à mesa do banquete divino, para comer o sagrado pão e beber o generoso vinho! Mãe Santíssima, abrigaste-me
sob o teu manto celestial, aqueceste o meu espírito no teu amantíssimo e luminoso seio. Sê bendita, oh! Virgem Gloriosa! Também são teus filhinhos eles, como eu, que aflito gemi e padeci na Terra, sempre com os olhos cravados em ti. Dá que eles possam compreender, oh! Virgem Imaculada, esse ensinamento, em que se vê o teu amado Filho, o rei absoluto deste planeta, curvado diante dos humildes pecadores, como servo humilde, a lhes tirar dos pés o pó da estrada que, peregrinos, palmilhavam! Que eles possam compreender esse ─ amai-vos uns aos outros, certos, convencidos de que o amor que deixarem transbordar de suas almas para as de seus irmãos se evolará aos páramos onde está o teu Filho amado, porque é o amor puro que dele nos vem.

Meus caros companheiros, meus amigos, é demasiada a recompensa!
Saudades! Ouvi de mais de um de vós essa palavra. Mas, saudade por quê? Vê tu, meu velho amigo (dirige-se a Sayão) e vejam todos vocês, como é fraco o espírito do homem! Vocês, espíritas, meus companheiros, que podem falar a todo momento comigo, têm saudades e choram! Eu também choro a minha fraqueza. Oh! Deus! Oh! Jesus Cristo, quando, pelo elo santo da amizade, pela verdadeira compreensão dos teus ensinos, serão estancadas as nossas lágrimas e essa palavra ─ saudade ─ deixará de ter qualquer sentido na linguagem das criaturas, por se acharem todas sempre juntas e ligadas pelo coração? Estou junto de vocês, meus caros companheiros. Peço-lhes: não quebrem a cadeia sagrada.

Como isto é belo, como isto enleva as nossas almas!

Obrigado a todos vocês, a todos vocês obrigado. O Bezerra estará sempre unido aos vossos corações. O Bezerra pede a Deus e Deus há de permitir que ele continue trabalhando com vocês na seara bendita.

Meu velho (dirige-se a Sayão), hoje conheço o peso das tuas responsabilidades. Já tinhas aqui muitos que te auxiliavam: o Bittencourt, o velho camarada; o teu Frei José dos Mártires, a quem vim encontrar satisfeito contigo. Tens agora mais um. Coragem, filho, que viver é sofrer, é morrer para viver, mas viver amando. Amar é viver sofrendo como verdadeiro cristão, alma sempre aberta ao bem. Deixa que as aves do Céu queiram roubar as boas sementes que te foram dadas: não o conseguirão; os frutos não tardam. A todos vós: Dizei à minha velha companheira, aos meus filhos, que eu tinha razão de lhes aconselhar que não chorassem por mim.

Sou feliz, muito feliz. O futuro deles a Deus pertence. São segredos de amor, coisas que só o Bom Jesus conhece. Não temo o porvir. Que eles leiam o Evangelho e meditem as palavras de Jesus, quando disse: as aves não semeiam, não segam e vivem. Há uma sementeira celeste sempre abundante de frutos, para aqueles que volvem os olhos ao semeador divino.

José (o nosso irmão José Ramos), toma o meu lugar. Jesus há de  permitir que eu te possa auxiliar nos trabalhos da caridade. Frederico, ajuda o teu Bittencourt, ajuda o teu Bezerra, a todos que te querem tanto bem. Vem trabalhar. Não viste? Há pouco ainda, estava eu entre
vocês e de momento parti! Sabes quantos sejam os teus dias? Queres ter surpresas? Tu, espírita, tu o médium do Bom Ismael? Presta os teus serviços a Jesus. Deves tanto a Jesus, meu Frederico! Quantas lágrimas com a tua boa vontade enxugas! Quantos amigos ganhas nesta vida em que estou agora. Vem, foge aos pretextos fúteis, que não são teus. Dãot’os e tu, como médium, aceitas, não faças isto. És doente, vem buscar aqui o remédio, vem adoçar a tua alma no Evangelho.

A todos vocês: assiduidade no trabalho, dedicação. O velho companheiro os estará sempre esperando.

Fala o Espírito do médium, em estado sonambúlico:

Deus, que mansidão! É o mesmo que quando homem! Sim, vi e ouvi os teus conselhos. Estou vendo que mereces. Mas, sim, tanto melhor.
Oh! Quem me dera!... Isso pertence às almas boas.

O médium fica como que deslumbrado e estende a mão. Outro médium, o irmão Mattos, diz que lhe deem um lápis e o médium Frederico escreve:

Deus vos abençoe ─ JESUS.

Continua o mesmo médium:

Divino Mestre e Senhor: Obrigado por eles. Que a tua bênção, vindo lá das celestes alturas, purifique as almas dos pequenos e humildes discípulos teus. Jesus, divino Cordeiro, assim como outrora penetraste na casa dos publicanos a levar a tua palavra sacratíssima, também te dignaste de penetrar no humilde templo onde o teu servo Ismael procura incutir nas almas boas o amor à tua santa doutrina. Eles são enfermos, meu Jesus, dá-lhes o remédio; cura, Senhor, as enfermidades das pobres almas que para ti se voltam cheias de esperança, no dia das tuas endoenças. Senhor, sobre os teus ombros carregaste todo o peso das nossas iniquidades, perdoa-nos.

Oh! Bom Jesus, que os teus piedosos olhos enviem sempre seus raios luminosos e divinos sobre as suas cabeças, iluminando-lhes o caminho da cruz, para que eles, que ainda ficam sobre a Terra, possam, como o filho pródigo que acaba de voltar para o abrigo divino, gozar das alegrias da Bemaventurança.

Pai misericordioso, o teu humilde servo te agradece. Recebestes a benção de Jesus, caminhemos.

Ismael

Sayão pergunta ao médium Frederico: que vês ainda?
Diz-lhe Frederico:

Estou vendo essa glorificação. O nosso Bittencourt está tão satisfeito!
Acham-se aqui Isabel Sampaio e todos os nossos velhos companheiros.

Diz, depois: Sim, vou breve.
Responde-lhe Bittencourt:

Isso queres tu; mas, e o nosso livro, e os nossos compromissos?
Não tenhas pressa. Sim, desperta.
Despertado o médium e feitas as preces de ação de graças, encerrou-se a sessão.




Pesquisa: Carlos Eduardo Cennerelli

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Calendário Assistência 2017

TENDA ESPÍRITA MAMÃE OXUM

CALENDÁRIO ASSISTÊNCIA - 2017.

C.E. Miguel Arcanjo e Tenda Espirita Mamãe Oxum-

Rua Francisco Framback, 91 E – Cascatinha - Petrópolis - RJ

ABRIL

MAIO

JUNHO

23 – Reabertura do Terreiro às 20h – Saudação à Ogum

02 – sexta-feira – Pretos Velhos

28 - sexta-feira - Exus

05 - sexta-feira – Pretos Velhos

07 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

10 - quarta-feira- Estudo da Umbanda

09 – sexta-feira – Saúde

12 - sexta-feira – Saúde

13 – terça-feira – Saudação Aos Exus – Bênção dos Pães – 20h

13 – sábado – Saudação aos Pretos Velhos

16 – sexta-feira – Não tem Gira

17 – quarta-feira – Doutrina - Vovó Catarina

21 – quart-feira – Doutrina – Vovó Catarina

19 – sexta-feira – Caboclos

23 – sexta-feira – Caboclos

24 – quarta-feira –Saudação à Sta. Sara,

e Povo Cigano

28 – quarta-feira – Doutrina

26 – sexta-feira - Malandros

30 – sexta-feira - Exus

JULHO

AGOSTO

SETEMBRO

05 – quarta-feira – Doutrina

02 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

01 – sexta-feira – Pretos Velhos

07 – sexta-feira – Pretos Velhos

04 – sexta-feira – Pretos Velhos

06 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

12 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

09 – quarta-feira – Doutrina

08 – sexta-feira – Saúde

14 – sexta-feira – Saúde

11 – sexta-feira – Saúde

13 – quarta-feira – Doutrina

19 – quarta-feira – Doutrina – Vovó Catarina

16 – quarta-feira – Saudação à Obaluaê e Omolu

15 – sexta-feira – Caboclos

21 – sexta-feira – Caboclos

18 – sexta-feira – Caboclos

20 - quarta-feira – Doutrina – Vovó Catarina

28 – sexta-feira - Exus

23 – quarta-feira – Doutrina – Vovó Catarina

22 – sexta-feira – Não Tem Gira

25 – sexta-feira – Malandros

24 – Domingo – Saudação à Ibeijada - às 17h

30 – quarta-feira – Doutrina ou Palestra

27 – quarta-feira – Distribuição Doces

29 – sexta - Exus

OUTUBRO

NOVEMBRO

DEZEMBRO

.04 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

01 – quarta-feira – Terreiro Fechado

02 - Confraternização

06 – sexta-feira – Pretos Velhos

03 – sexta-feira – Não tem Gira

08 – sexta-feira – Saudação à Oxum e bênção dos Pretos Velhos – 20h

11 – quarta-feira - Não tem Doutrina

08 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

09 – Oferendas na Praia – saída 17h

12 – quinta-feira – Cachoeira / Mata

10 - sexta-feira – Saúde

13 – sexta-feira – Não tem Gira

15 – Feriado – Saudação aos Malandros

18 – quarta-feira – Doutrina – Vovó Catarina

17 – sexta-feira – Caboclos

20 – sexta-feira – Caboclos

22 – quarta-feira – Doutrina

25 – quarta-feira – Doutrina – Doutrina ou Palestra

24 – sexta-feira – Exus

27 – sexta-feira - Ciganos

29 – quarta-feira – Doutrina – Vovó Catarina

A giras de sextas-feiras têm início às 20 horas. As fichas são distribuídas a partir de 19:45 até as 21:30. As pessoas que chegarem após este horário receberão apenas o passe, sem consulta.

Nossa casa não cobra consultas nem trabalhos, porém aceitamos colaboração de materiais de uso como velas, fósforos, charutos, fumos, etc...

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