terça-feira, fevereiro 23, 2016

Porque nos esquecemos das nossas vidas passadas?




Porque nos esquecemos das nossas vidas passadas?

 O Livro dos Espíritos (LE) possui um capítulo intitulado “Retorno à Vida Corporal”. Neste capítulo são respondidas várias perguntas; inclusive uma pergunta básica: se reencarnamos, por que não nos lembramos das outras encarnações? A resposta é que “o esquecimento do passado”(1) é um grande benefício para facilitar a evolução dos espíritos encarnados no planeta Terra.
 O esquecimento do passado é uma proteção para o ser humano que encarna. “A encarnação é uma nova oportunidade de desenvolver habilidades, desenvolver recursos e fazer boas escolhas. A encarnação com menos influência do passado é uma nova oportunidade facilitada. As decisões e as experiências nesta nova encarnação servirão de contraponto às experiências de outras encarnações”, diz o livro Nascer Várias Vezes (2). Ou seja, ao reencarnar,somente algumas informações do passado influenciam a nova encarnação; isto evita que a mente seja inundada por influências do passado.
 Do total de memórias do espírito, somente algumas fazem parte e influenciam a encarnação atual. As outras memórias do espírito ficam dissociadas; não influenciam a vida encarnada. De um modo bem simplificado podemos dizer: ao invés de encarnar com “milhares” de problemas para resolver, o espírito encarna com a missão de vida de resolveralguns problemas (3).
 O capítulo citado do Livro dos Espíritos (LE) diz: “o homem não pode nem deve saber de tudo” (pergunta 392). Um espírito com milhares e milhares de anos possui uma história tão rica e diversa que seria exagero querer saber tudo sobre ela. Além de exagero, desperdício de tempo e perda de foco da sua real missão de vida. Por isto, existe a dissociação da memória que mantém a imensa maioria das memórias do espírito sem ascendência sobre esta encarnação.
 Existem, por outro lado, uma minoria de memórias que ajudam a formar o novo corpo/mente desde a concepção. A vida que temos hoje é uma continuidade da vida espiritual e das encarnações passadas. Para que exista estacontinuidade é necessário que muitos conteúdos de encarnações passadas (“vidas passadas”) façam parte desta vida atual. Ou seja, somos formados primeiramente por experiências e memórias de encarnações passadas e do plano espiritual que se armazenam em nossa mente a partir da vida intra-uterina.
 Qual a função da encarnação? Propiciar a evolução (desenvolvimento moral e intelectual do ser). Cada um nasce com suas missões de vida, ou seja, com metas evolutivas prioritárias. As memórias de vidas passadas que continuam a atuar na vida atual estão, principalmente, relacionadas a estas missões de vida.
 "Os conteúdos do espírito são filtrados quando da encarnação, isto permite o foco nos objetivos traçados como a missão de vida. Nascemos com objetivos evolutivos bem determinados, e nascemos com boas condições para atingi-los. Este filtro favorece a realização da missão de vida”, diz o livro Nascer Várias Vezes. (4)
 Existem três tipos de memórias do espírito: aquela que ficou dissociada e a que está ativa na vida encarnada (a terceira será abordada mais a frente no texto). A memória ativa está relacionada com os desafios evolutivos que o espírito tem que enfrentar.
 Acontece que a memória que está ativa também está “esquecida”, porque ela está no inconsciente. Somente podemos percebê-las pelos resultados de sua influência.Algumas vezes elas aparecem como medos irracionais, outras vezes como tendência a se cortar (5), como interesses por algo, ou como um traço da personalidade, ou outra particularidade qualquer. Enquanto o sintoma ou característica da personalidade está presente na consciência, a origem (história) permanece no inconsciente influenciando a mente total. Este não é um esquecimento verdadeiro. É mais uma ignorância.Ignoramos parte da nossa verdade interior. Ignoramosparte do motivo de sermos como somos. A verdade é esta: o ser humano ignora o que está no seu inconsciente e que ajudou a formá-lo como ele é. A terapia de vidas passadas lida com estas memórias que ignoramos. São memórias ativas, presentes e que nos fazem sofrer (ou nos favorecem com suas qualidades e experiências). A maioria destas memórias inconscientes é de encarnações passadas e do plano espiritual – e fazem parte desta encarnação.
 Observe esta situação: uma pessoa era muito egoísta. Fazia seus familiares sofrerem e sempre gerava confusão. Fazendo terapia de vidas passadas ele descobriu e RESOLVEU alguns traumas relacionados com traições e perdas originados em encarnações passadas. Estas memórias estavam ativas no seu inconsciente, gerando uma personalidade egoísta e ineficiente. Com a ajuda da Terapia de Vidas Passadas (TVP) ele melhorou, amadureceu, passou a ser cooperativo e deixou de gerar sofrimento nas pessoas ao seu redor. Ele nasceu com a missão de melhorar neste ponto – fazia parte de sua missão de vida superar estes traumas; por isto, as memórias relacionadas aos traumas de traições e perdas entraram no seu inconsciente durante a gestação/infância. Estas memórias estavam ativas e, como eram ignoradas, não eram resolvidas. TVP permitiu que a pessoa tomasse conhecimento da sua verdade interior e evoluísse (6). 
 Podemos dizer que a TVP é uma forma a mais de ajuda para que todos possam evoluir e superar os desafios da vida. É uma forma de caridade, de compaixão e de facilitar o cumprimento das missões de vida.
 Existem quatro tipos de memórias no ser humano: as que são conscientes, as que ignoramos (que estão no inconsciente), as que são próprias do espírito (que estão dissociadas da mente encarnada) e as memórias transpessoais.
 No livro “A Gênese”, Kardec escreve que existem idéias intuitivas e inatas ao ser. Estas idéias inatas foram desenvolvidas antes do nascimento (7), em parte são originadas de “memórias” que vão além da história do espírito. Por exemplo, há uma capacidade inata de o espírito escolher “o bem ao invés do mal”. Esta capacidade não foi desenvolvida pelo espírito, e sim “dada” por Deus como um recurso a ser utilizado para facilitar a evolução. C.G.Jung deu o nome de arquétipo a um tipo de “memória” inata que todos os humanos possuem e que serve de referência para a mente desenvolver.
 A importância da memória transpessoal para a evolução do espírito advém do fato de que é um dos recursos mais poderosos que existem à disposição de cada um para aprender, amadurecer e progredir. A existência desta memória é um dado lógico. Deus, ao criar espíritos destinados a evoluir, lhes deu condição (desde a primeira encarnação) de fazer boas escolhas. Estas condições presentes desde o início são memórias presentes no espírito e, portanto, em cada ser humano.
 “Conheça a verdade, e esta vos libertará”, diz o ditado. O ser humano, espírito encarnado, pode evoluir mais facilmente quando busca a origem dos seus problemas em memórias que ele ignora e que estão guardadas no seu inconsciente. Ele supera sofrimentos e, acima de tudo, pode contribuir mais efetivamente para o progresso da sociedade e dos seus familiares.

(1) cap. VII,  perguntas 392 à 399, parte 2 do Livro dos Espíritos
 (2) Livro Nascer Várias Vezes, pag. 74
 (3)  “se todos os traumas e condicionamentos de outras encarnações nos influenciassem de uma só vez, haveria tantos problemas, tanta confusão e tantos sofrimentos que ninguém conseguiria viver razoavelmente para poder evoluir”.  Livro Nascer Várias Vezes, pag. 76
 (4) Livro Nascer Várias Vezes, pag. 77
 (5) Ver: "Medo de se machucar com faca originado em trauma de vidas passadas"http://www.nascervariasvezes.com/2013/01/medo-de-se-machucar-com-faca.html
 (6) No livro “O Homem Integral”, psicografado por Divaldo Franco, é expresso a opinião de que a Terapia de Vidas Passadas é muito importante para ajudar pessoas que estão sofrendo, minimizando o sofrimento.
 (7) “O Espírito sobrevive, mas preexiste ao corpo; não é um ser novo; quando nasce, traz as ideias, as qualidades e as imperfeições que possuía; assim se explicam as ideias, as aptidões e as tendências inatas. O pensamento é, pois, preexistente e sobrevivente ao organismo”. (Revista Espírita – março de 1867, pág. 2, Da Homeopatia nas Doenças Morais.)
Autor: Regis Mesquita

Fonte: nascervariasvezes.com

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