Natal se aproximando

segunda-feira, novembro 09, 2009

II - A Obsessão Espiritual como doença da Alma, já é reconhecida pela Medicina - II



A Obsessão Espiritual como doença da Alma, já é reconhecida pela Medicina - II


Medicina reconhece obsessão espiritual

Ciência Médica se aproximando e corroborando a Ciência Espiritual
Uma nova postura da medicina frente aos desafios da espiritualidade.
Vejam que interessante a palestra sobre a glândula pineal do Dr.
Sérgio Felipe de Oliveira, médico que coordena a cadeira de Medicina e
Espiritualidade na USP:

A Obsessão Espiritual como doença da Alma, já é reconhecida pela Medicina

Em artigos anteriores, escrevi que a Obsessão espiritual, na qualidade
de doença da alma, ainda não era catalogada nos compêndios da
Medicina, por esta se estruturar numa visão cartesiana, puramente
organicista do ser e, com isso, não levava em consideração a
existência da alma, do espírito.
No entanto, quero retificar, atualizar os leitores de meus artigos
essa informação, pois desde 1998, a Organização Mundial da Saúde (OMS)
incluiu o bem-estar espiritual como uma das definições de saúde, ao
lado do aspecto físico, mental e social.

Antes, a OMS definia saúde como o estado de completo bem-estar
biológico, psicológico e social do ser humano e desconsiderava o bem
estar espiritual, isto é, o sofrimento da alma; tinha, portanto, uma
visão reducionista, organicista da natureza humana, não a vendo em sua
totalidade: mente corpo e espírito.
Mas, após a data mencionada acima, ela passou a definir saúde como o
estado de completo bem-estar do ser humano integral: biológico,
psicológico e espiritual. Desta forma, a Obsessão espiritual
oficialmente passou a ser conhecida na Medicina como possessão e
estado de transe, que é um item do CID -O Código Internacional de
Doenças- que permite o diagnóstico da interferência espiritual
obsessora.

O CID 10, item F.44.3 - define estado de transe e possessão como a
perda transitória da identidade com manutenção de consciência do
meio-ambiente, fazendo a distinção entre os normais, ou seja, os que
acontecem por incorporação ou atuação dos espíritos, dos que são
patológicos, provocados por doença. Os casos, por exemplo, em que a
pessoa entra em transe durante os cultos religiosos e sessões
mediúnicas não são considerados doença. Neste aspecto, a alucinação é
um sintoma que pode surgir tanto nos transtornos mentais psiquiátricos
-nesse caso, seria uma doença, um transtorno dissociativo psicótico ou
o que popularmente se chama de loucura- bem como na interferência de
um ser desencarnado das trevas, a Obsessão espiritual.

Portanto, a Psiquiatria já faz a distinção entre o estado de transe
normal e o dos psicóticos que seriam anormais ou doentios. O manual de
estatística de desordens mentais da Associação Americana de
Psiquiatria - DSM IV - alerta que o médico deve tomar cuidado para não
diagnosticar de forma equivocada como alucinação ou psicose, casos de
pessoas de determinadas comunidades religiosas que dizem ver ou ouvir
espíritos de pessoas mortas, porque isso pode não significar uma
alucinação ou loucura.

Na Faculdade de Medicina da USP, o Dr. Sérgio Felipe de Oliveira,
médico, coordena a cadeira (hoje obrigatória) de Medicina e
Espiritualidade.

Na Psicologia, Carl Gustav Jung, discípulo de Freud, estudou o caso de
uma médium que recebia espíritos por incorporação nas sessões
espíritas.

Na prática, embora o Código Internacional de Doenças (CID) seja
conhecido no mundo todo, lamentavelmente o que se percebe ainda é
muitos médicos rotularem todas as pessoas que dizem ouvir vozes ou ver
espíritos como psicóticas e tratam-nas com medicamentos pesados pelo
resto de suas vidas. Em minha prática clínica, a grande maioria de
meus pacientes, que são rotulados pelos psiquiatras de "psicóticos"
por ouvirem vozes (clariaudiência) ou verem espíritos (clarividência),
na verdade, são médiuns com desequilíbrio mediúnico e não com um
desequilíbrio mental, psiquiátrico.

Muitos desses pacientes poderiam se curar a partir do momento que
tivermos uma Medicina que leva em consideração o ser integral.

Portanto, a obsessão espiritual como uma enfermidade da alma, merece
ser estudada de forma séria e aprofundada para que possamos melhorar a
qualidade de vida do enfermo.

Texto de Osvaldo Shimoda

Fonte: http://somostodosum.ig.com.br

Palestra Completa

Glândula Pineal - Dr. Sérgio Felipe de Oliveira

Veremos confirmado aqui o que André Luiz nos disse, através de Chico
Xavier, há setenta anos, sobre a glândula pineal (epífise).

Vídeos

http://br.youtube.com/watch?v=4walu-hO9fQ&feature=related
http://br.youtube.com/watch?v=bnLUOfFaEFE&feature=related
http://br.youtube.com/watch?v=BRY41_pvIxI&feature=related
http://br.youtube.com/watch?v=3Gl6unmMbz8&feature=related
http://br.youtube.com/watch?v=HpZoni-LQic
http://br.youtube.com/watch?v=HTgiJjBumD4&feature=related
http://br.youtube.com/watch?v=r7HGTdp7tsM&feature=related



I - A Obsessão Espiritual como doença da Alma, já é reconhecida pela Medicina - I



A Obsessão Espiritual como doença da Alma, já é reconhecida pela Medicina - I

Em artigos anteriores, escrevi que a Obsessão espiritual, na qualidade de doença da alma, ainda não era catalogada nos compêndios da Medicina, por esta se estruturar numa visão cartesiana, puramente organicista do ser e, com isso, não levava em consideração a existência da alma, do espírito.
No entanto, quero retificar, atualizar os leitores de meus artigos essa informação, pois desde 1998, a Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu o bem-estar espiritual como uma das definições de saúde, ao lado do aspecto físico, mental e social.

Antes, a OMS definia saúde como o estado de completo bem-estar biológico, psicológico e social do ser humano e desconsiderava o bem estar espiritual, isto é, o sofrimento da alma; tinha, portanto, uma visão reducionista, organicista da natureza humana, não a vendo em sua totalidade: mente corpo e espírito.

Mas, após a data mencionada acima, ela passou a definir saúde como o estado de completo bem-estar do ser humano integral: biológico, psicológico e espiritual. Desta forma, a Obsessão espiritual oficialmente passou a ser conhecida na Medicina como possessão e estado de transe, que é um item do CID -O Código Internacional de Doenças- que permite o diagnóstico da interferência espiritual obsessora.

O CID 10, item F.44.3 - define estado de transe e possessão como a perda transitória da identidade com manutenção de consciência do meio-ambiente, fazendo a distinção entre os normais, ou seja, os que acontecem por incorporação ou atuação dos espíritos, dos que são patológicos, provocados por doença. Os casos, por exemplo, em que a pessoa entra em transe durante os cultos religiosos e sessões mediúnicas não são considerados doença. Neste aspecto, a alucinação é um sintoma que pode surgir tanto nos transtornos mentais psiquiátricos -nesse caso, seria uma doença, um transtorno dissociativo psicótico ou o que popularmente se chama de loucura- bem como na interferência de um ser desencarnado das trevas, a Obsessão espiritual.

Portanto, a Psiquiatria já faz a distinção entre o estado de transe normal e o dos psicóticos que seriam anormais ou doentios. O manual de estatística de desordens mentais da Associação Americana de Psiquiatria - DSM IV - alerta que o médico deve tomar cuidado para não diagnosticar de forma equivocada como alucinação ou psicose, casos de pessoas de determinadas comunidades religiosas que dizem ver ou ouvir espíritos de pessoas mortas, porque isso pode não significar uma alucinação ou loucura.

Na Faculdade de Medicina da USP, o Dr.Sérgio Felipe de Oliveira, médico, coordena a cadeira (hoje obrigatória) de Medicina e Espiritualidade.
Na Psicologia, Carl Gustav Jung, discípulo de Freud, estudou o caso de uma médium que recebia espíritos por incorporação nas sessões espíritas.

Na prática, embora o Código Internacional de Doenças (CID) seja conhecido no mundo todo, lamentavelmente o que se percebe ainda é muitos médicos rotularem todas as pessoas que dizem ouvir vozes ou ver espíritos como psicóticas e tratam-nas com medicamentos pesados pelo resto de suas vidas. Em minha prática clínica, a grande maioria de meus pacientes, que são rotulados pelos psiquiatras de "psicóticos" por ouvirem vozes (clariaudiência) ou verem espíritos (clarividência), na verdade, são médiuns com desequilíbrio mediúnico e não com um desequilíbrio mental, psiquiátrico.

Muitos desses pacientes poderiam se curar a partir do momento que tivermos uma Medicina que leva em consideração o ser integral.

Portanto, a obsessão espiritual como uma enfermidade da alma, merece ser estudada de forma séria e aprofundada para que possamos melhorar a qualidade de vida do enfermo.

Por conta disso, escrevi um artigo em meu site, cujo título é "Terapia Médica e Terapia Espiritual: Por que dividir se podemos somar" , a importância de agregarmos as duas abordagens terapêuticas.

Neste aspecto, a Terapia Regressiva Evolutiva (TRE) - A Terapia do Mentor Espiritual - Abordagem psicológica e espiritual breve, canalizada por mim através dos Espíritos Superiores do Astral, foi criada; não para substituir a medicina, mas, sim, complementá-la. Melhor explicando: a medicina cuida do organismo físico e a TRE da alma, do espírito. Essa é a minha esperança, que as duas possam um dia caminhar lado a lado, formando uma parceria e quem sai ganhando é a população.

Caso Clínico:
Por que nunca namorei, não consigo me firmar, ter um relacionamento duradouro?
Mulher de 31 anos, solteira.

Veio ao meu consultório querendo entender o por quê de nunca ter namorado, ter tido um relacionamento duradouro.

Apesar de ser uma mulher bonita, não despertava interesse nos homens. E, quando despertava esporadicamente, só apareciam homens casados e estrangeiros, mas logo se desinteressavam e sumiam de sua vida.

Sentia também muita tristeza e não conseguia dormir no escuro.
Na academia de ginástica, com freqüência, via uma sombra, uma forte impressão de ter alguém atrás dela.

Na 1ª sessão de regressão, ao pedir à paciente atravessar o portão (é um recurso técnico utilizado nessa terapia, que funciona como um portal da espiritualidade, e que separa o passado do presente, o mundo espiritual do mundo terreno), ela me relatou:

"Vejo uma névoa esbranquiçada, cerrada (ao atravessar o portal, é freqüente os pacientes regredirem trazendo lembranças de uma vida passada em forma de cenas, imagens, névoas esbranquiçadas, acinzentadas ou escuras - que correspondem, respectivamente, às regiões intermediárias do astral superior e inferior).

Estou pairando, flutuando... Vejo um homem nitidamente, usa uma túnica branca, que lembra a figura de Jesus Cristo. Ele também usa barba e cabelos compridos. Na verdade, eu o vi antes de atravessar o portal. Vi também uma imagem feia, assustadora -era o rosto de um homem-, depois sumiu (nessa terapia, o obsessor espiritual dos pacientes, costuma se manifestar mostrando o rosto ou partes dele; um olho ou um par de olhos)".

- Pergunte ao homem de túnica branca quem é ele, peça para se identificar - sugiro à paciente.
"Ele diz que é o meu mentor espiritual (ser desencarnado diretamente responsável pela nossa evolução espiritual, também chamado de anjo da guarda pela Igreja Católica, e guia espiritual pelo Candomblé e Umbanda).

O meu mentor espiritual estava me dizendo que ia me levar a um lugar e aí apareceu outra imagem, um olho de um rosto feio... mas desapareceu. Agora ele fala que vai me levar onde preciso ir (pausa).

Vejo uma estrada escura... Ele me diz: 'É isso que você precisa saber'.
Na estrada deveriam estar passando carros, mas está vazia e é noite.
Parece ser uma rodovia... agora ele me chamou para ir com ele novamente, diz que vai me mostrar outra coisa (pausa).

Parece um acidente... e tem uma mulher. Ela usa um lenço na cabeça, mas não está nessa rodovia. Eu a vejo em outro lugar. Ela chora de desespero... parece que perdeu alguém, acho que foi nesse acidente.

Eu vejo também um carro prata todo destruído, contorcido. Ela perdeu alguém nesse acidente".

- Busque saber quem ela perdeu - peço à paciente.
"É o filho dela... e continuo vendo a rodovia".

Na segunda sessão de regressão, antes de iniciarmos, a paciente comentou que a cena daquela rodovia não saiu de sua cabeça, ainda via nitidamente aquelas imagens. Comentou também que quando dirige tem a tendência de correr bastante. As pessoas sempre falaram que ela corria muito, mas ela nunca admitiu. No entanto, ao sair da primeira sessão de regressão, quando estava dirigindo, percebeu pela primeira vez que realmente corria bastante.

Ao regredir a paciente relatou:
"Vejo novamente aquela névoa esbranquiçada. Estou no meio dela... vejo o meu mentor espiritual. Ele sorri e me diz: 'Vamos, você precisa se curar! Aquele acidente foi você que provocou em vida passada'.

- Pergunte ao seu mentor por que você provocou esse acidente? - Peço à paciente.
"Vejo dois carros naquela rodovia correndo em sentido oposto, com os faróis altos.
Eu corria demais, era noite naquela rodovia (pausa). Agora eu e o meu mentor espiritual estamos num caminho, tem mato dos dois lados. Está amanhecendo... a gente caminha olhando para o chão de terra (pausa).

Apareceu a imagem de uma morena, cabelos compridos. Vejo-a de mãos dadas com uma pessoa... é um rapaz, aparece cabisbaixo para mim. Eu não o conheço (na verdade, a paciente não o reconhece por conta do 'véu do esquecimento' do passado que a impede de lembrar a experiência dessa existência passada).

Ele veste uma camiseta preta, calça jeans, tem cabelo liso, tem entre 20 e 25 anos. Esse rapaz está deitado nesse chão de terra, com os olhos fechados.
Estou em pé, próximo da cabeça dele.

Ele está deitado e não se mexe, nesse lugar de mato onde o meu mentor espiritual me levou. Eu vejo o corpo dele em preto e branco e a imagem do local é colorida. (pausa).
Agora vejo-o de bruços; sinto (paciente intui) que ele está ferido, mas não vejo sangue".

- Descubra quem é esse rapaz - peço à paciente.

"O meu mentor me responde: 'Ele era noivo, tinha planos e você os interrompeu. Aquela senhora de lenço na cabeça que você viu na primeira sessão de regressão era a mãe dele.
Portanto, foi esse rapaz que morreu no acidente, na colisão de carros. A moça que você viu de mãos dadas com ele era a sua noiva, eles iam se casar (pausa)'.

Dr. Osvaldo, eu ouço o rapaz me dizendo que preciso pagar por isso. O meu mentor diz que preciso me arrepender pelo que fiz, e que a minha cura depende disso. Esclarece que esse rapaz, meu obsessor espiritual, me acompanha onde quer que eu vá. É ele que está provocando o meu insucesso amoroso, porque não se conforma por ter tirado a vida dele no acidente de carro dessa vida passada. Ele está caído no chão, mas vejo o rosto dele olhando para mim com ira.

O meu mentor espiritual me diz que nesse acidente saí ilesa, não me aconteceu nada. Diz também que esse rapaz estava sem cinto de segurança e, com isso, foi arremessado para fora de seu carro e caiu nesse mato, que fica à margem da rodovia. Ele ia ser médico e era filho único. A mãe dele ainda hoje cultua (reza) a sua imagem".

- Pergunte ao seu mentor espiritual em que época ocorreu esse acidente - peço à paciente.
"Ele diz que foi duas vidas antes da atual. Fala que antes de ocorrer o acidente, estava dirigindo o meu carro em alta velocidade, mexendo no rádio e, com isso, acabei me distraindo".

- Você era homem ou mulher nessa vida passada? - Pergunte ao seu mentor espiritual.

"Ele diz que era homem, e que eu estava embriagado, por isso estava correndo demais. Portanto, as causas do acidente foram a velocidade em excesso, a distração e a embriaguez (pausa).
O rapaz está me dizendo que me quer para ele porque se sente sozinho, pois perdeu o amor dele".

- Pergunte se o seu mentor espiritual tem mais alguma coisa a lhe dizer - peço à paciente.
"Ele diz novamente: 'Você precisa se arrepender, esse rapaz quer que você fique sozinha, igual a ele'.
Ele esperou a sua encarnação atual para fazer isso, e a mãe dele alimenta o seu espírito".

- Como ela faz isso? - Peço à paciente para perguntar ao seu mentor.

"Mantendo a sua ira, a vontade de se vingar de mim... vejo-a num quartinho rezando. O meu mentor diz que na vida anterior à atual, eu ainda reencarnei como homem. Então, esse rapaz esperou que eu viesse como mulher na vida atual porque como não podia ter a sua noiva de volta, me quis para substituí-la.
Portanto, ele sabia que na encarnação atual eu iria sofrer tanto quando ele se ficasse sozinha, sem nenhum namorado".

Ao final desta sessão pedi para que ela fizesse a oração do perdão para esse rapaz.

Na sessão seguinte (terceira e última), a paciente comentou que em dois momentos, quando estava fazendo a oração do perdão, levantou as mãos -em imposição- irradiando a luz dourada de Cristo para esse rapaz, mas sentiu suas mãos tremerem e os braços pesados, como se alguém estivesse impedindo a irradiação.

Num outro momento, sentiu que não era ela que estava lendo a oração. Esclareci dizendo à paciente que é comum ao ler a oração do perdão, o obsessor espiritual participar da oração.

Na última sessão, ao regredir, a paciente me relatou:
"Vejo novamente aquele névoa branca, visto uma túnica dourada, estou descalça, com a mesma aparência física da vida atual (pausa).

Vejo agora um jardim vasto, bem verde, com gramados, não têm árvores, é dia, tem sol. Eu me sinto bem, é um lugar bonito (pausa).

Vejo um homem, mas ele está bem longe, não consigo me aproximar dele".

- Veja quem é esse homem - pergunto à paciente.

"O meu mentor espiritual me diz que esse rapaz é um presente, que ele está destinado a mim (é comum também nessa terapia, além da regressão de memória, o mentor fazer uma progressão, ou seja, uma revelação futura, caso ache necessário). Mas afirma que só depende de mim me aproximar desse rapaz.

Ele me esclarece que não estou conseguindo me aproximar desse rapaz porque tenho que fazer a minha parte, que é guiar o meu obsessor espiritual à luz. Diz também que o obsessor espiritual está se sentindo mais calmo, mas que preciso continuar com a oração do perdão.
Reforça me dizendo: 'Você precisa se arrepender'.

Eu lhe pergunto de que forma posso me arrepender... como se dá isso?

Ele fala que o arrependimento vem da alma, e que vou sentir isso. Quando me arrepender do fundo de minha alma, de meu coração, tudo vai mudar em minha vida e que só assim, definitivamente, vou me libertar de meu obsessor".

- Pergunte ao seu mentor de onde vem à sua tristeza - peço à paciente.
"Ele diz que essa tristeza em grande parte vem do obsessor, mas vem de mim também".

- Pergunte-lhe por que você dúvida; se tudo isso não é imaginação sua, uma fantasia... (paciente me perguntou no final da sessão anterior se tudo o que trouxe até agora, como conteúdo da regressão, não era uma fantasia, produto de sua imaginação).

"Ele diz que no fundo sei que tudo isso não é uma fantasia, e que não é de hoje que ele conversa comigo (pausa).

Concordo com ele, realmente escuto uma voz dentro da minha cabeça que fala comigo. Eu achava que era algo do meu pensamento".

- Pergunte ao seu mentor espiritual como você pode diferenciar o que é pensamento seu de um pensamento que vem dele - pedi à paciente.

"Ele responde que é através dos sentimentos; portanto, diz que eu sinto quando é ele. Esclarece que quando é o meu pensamento, não tem um diálogo. E quando é ele, há um diálogo muito claro, inconfundível".

- Por que então você questionou na terapia se foi uma fantasia, uma imaginação esse diálogo com ele? - Pergunto à paciente.

"Ele diz que é porque ainda não tinha despertado a minha consciência. Mas afirma que agora eu despertei".

- Pergunte ao seu mentor se devemos ou não continuar com o tratamento - peço à paciente.

"Ele diz que não precisa, foi o suficiente, pois o que tinha que saber nessa terapia eu soube. Agora sei de onde vem o meu problema. Ele está se despedindo, indo embora".

Fonte: http://somostodosum.ig.com.br/


quinta-feira, outubro 29, 2009



Desmistificando Pomba Gira

Fonte: Exus e Pomba Gira na Umbanda – Simbolismo e Função – Autoria do Pai Juruá.



QUEM É A POMBA GIRA

Quem são as Guardiãs Pombas Gira?

Vamos falar bem reduzidamente o que seriam as Guardiãs Pombas Gira:

Se os Guardiões Exus são marginalizados, mais ainda são as senhoras Guardiãs Pombas Gira.

Há muitas pessoas que as associam com prostitutas, ou simplesmente, mulheres que gostam de se expor aos homens e sedentas por sexo. As distorções e preconceitos são características dos seres humanos quando eles não entendem corretamente algo, querendo trazer ou materializar conceitos abstratos, distorcendo-os. Essas nossas irmãs em Deus nada mais são que espíritos desencarnados, que como os Exus, viveram na Terra e hoje, por afinidade fluídica, militam como mais uma corrente de trabalho portentosa dentro da Umbanda.

Não temos culpa se certos “médiuns” medíocres dão passividade para quiumbas ou mesmo fingem uma incorporação de uma Guardiã Pomba Gira, para serem aceitos e terem suas opiniões e mesmo trejeitos aceitos pela comunidade religiosa. Com certeza, exteriorizam somente aquilo que suas mentes doentias acham serem certos.

Dentro da hierarquia das Guardiãs Pombas Gira, estão divididas em níveis diversas outras Pombas Gira, da mesma forma que as demais legiões. É claro que em alguns casos podem ocorrer que uma delas em alguma encarnação tivesse passado pela experiência dolorosa de ser uma prostituta, mas, isso não significa que as Guardiãs Pombas Gira tenham sido todas prostitutas e que assim agem. As que foram, hoje estão integradas na Umbanda, a fim de realizarem a grande reforma íntima através da caridade e do mediunismo redentor.

Não se torna uma Guardiã Pomba Gira pelo simples fato de se ter errado perante as Leis Divinas. Afinal, quem nunca errou na vida? Ser uma Guardiã Pomba Gira exige preparo, conhecimento, magia, discernimento e muito amor. É mais uma corrente de trabalho espiritual na Umbanda, onde espíritos seletos atuam na faixa vibratória que mais se afinizam.

As Guardiãs Pombas Gira não são a representação da sexualidade e nem da sensualidade, mas sim frenam os desvios sexuais dos seres humanos e direcionam essas energias para a construção da espiritualização, evitando a destruição espiritual e material de cada ser.

A sensualidade desenfreada destrói o homem: a volúpia. Este vício moral é alimentado pelos encarnados e desencarnados pela invigilância das Leis de Deus, criando um ciclo ininterrupto, caso as Pombas Gira não atuem neste campo emocional, frenando-o e redirecionando-o.

As Guardiãs Pombas Gira são grandes magas e conhecedoras das fraquezas humanas. São executoras da Lei.

Cabem as Guardiãs Pombas Gira esgotar os vícios ligados ao sexo, equilibrando o ser humano.

Gostaríamos de salientar que as Guardiãs Pombas Gira não são Exus fêmeas como dizem muitas das literaturas encontradas, mas sim, é mais uma das hierarquias de Deus;

Tudo que se refere ao estudo sobre os Guardiões Exus vale também para as Guardiãs Pombas Gira, ou seja, elas se manifestam na Umbanda através de espíritos incorporados as suas hierarquias. Elas são elementos mágicos ativados através de oferendas e elementos religiosos quando ativados num Templo. Também são agentes da Lei de Deus que podem ser ativadas pela Lei Maior. Os Guardiões Exus vitalizam/desvitalizam, as Guardiãs Pombas Gira esgotam o emocional ou despertam o desejo.

As Guardiãs Pombas Gira de Trabalho são tão maravilhosas quanto os Guardiões Exus. Elas realizam curas até mesmo de enfermidades dadas como incuráveis, desmancham trabalhos de magia negra, resolvem problemas, nos dão conselhos preciosos de como bem dirigir nossas vidas, enfim, fazem tudo pelas pessoas bem intencionadas que as procuram para a prática da caridade. È uma pena que ainda existam pessoas que as procuram somente para desmanchar relacionamentos amorosos ou conquistar alguém.

Como nossos irmãos Guias Espirituais, os Guardiões Exus, e as Guardiãs Pombas Gira, quando terminarem o círculo de trabalhos espirituais e permanência nas correntes de trabalho na Umbanda irão para uma faixa de espiritualidade superior, e serão conduzidas pelas Leis do Eterno Amor para o seu verdadeiro destino, a sua perfectibilidade e a verdadeira e eterna felicidade nas moradas do Senhor. Por isso, considerando que as Guardiãs Pombas Gira são criaturas como nós, filhos de Deus, considerando que bem orientadas por Orixás, e Guardiãs Pombas Giras de Lei trabalhem somente para o bem, devemos tratá-las com todo carinho, respeito, procurar compreendê-las e conduzi-las (as não esclarecidas. As que estão iniciando o seu caminho rumo a espiritualidade maior) para o caminho da redenção.

A Legião das Guardiãs Pombas Gira atuam:

• Nas descargas para neutralizar correntes de elementares/elementais vampirizantes, bem conhecidos como súcubus e íncubos, que atuam negativamente, por meio do sexo, fazendo de suas vitimas verdadeiros escravos das distorções sensuais.

• Cortando trabalhos de magia sexual negativa e as ditas “amarrações”, pois ninguém deve se ligar a ninguém a força. Isto é considerado pelos tribunais do astral como desvio de carma e as sanções para aqueles que realizam tais trabalhos são as mais sérias possíveis.

• Cortando trabalhos de magia negra, pois não é permitido pela Lei Divina que as pessoas ou espíritos possam fazer o que bem entenderem, ainda mais ferindo o Livre Arbítrio alheio.

• Neutralizando correntes e trabalhos feitos para desmanchar casamentos.

• Trabalham incansavelmente no combate as hostes infernais, quando estas procuram atingir injustamente quem não merece.

• Trabalham no combate das viciações que escravizam os médiuns, protegendo-os das investidas do baixo astral, quando se fazem merecedores.

• Fazem à proteção dos Templos onde habita a Espiritualidade Maior, principalmente onde se pautam pelo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.

• Combatem a leviandade, promovendo a firmeza que trás o respeito através do poder da palavra. Tais atributos e a harmonia de seus efeitos combinados, trazem a serenidade mental, onde os Sagrados Orixás atuam, pois quem não sabe o que pensa, não sabe o que diz.

• Trabalham incansavelmente fazendo de um tudo para que seus médiuns possam galgar graus conscienciais luminosos perante a espiritualidade maior, equilibrando-os, auxiliando-os, mas jamais são coniventes com os desmandos de seus pupilos, corrigindo-os, às vezes, implacavelmente, para que possam enxergar seus erros e retomarem a senda da Luz.

• A Guardiã Pomba Gira, como entidade de trabalho, não são e nunca foram espíritos lascivos, tenebrosos, viciados, atrasados e maldosos, como muitos querem doutrinar.

• A Guardiã Pombas Gira atuam no combate aos quiumbas (na medida do possível ajudando-os a evoluir) e no combate das energias desvairadas e viciantes; nas cobranças e nos reajustamentos emotivos e passionais; nas cobranças da Lei Divina (carma); nas emoções e nas ações dos indivíduos.

• As Guardiãs Pombas Giras conhecem profundamente os mais íntimos segredos dos seres humanos e que apesar dos absurdos em seus nomes, ainda assim, nos auxiliam a evoluir, esperando pacientemente à hora de nossa maturidade.

• A Guardiã Pombas Gira são valorosas Guardiãs da Antiga Sabedoria, da Tradição da Umbanda. Não são vulgares. São guerreiras, heroínas, protetoras e grandes magas.

Lembre-se que nenhuma Guardiã Pomba Gira jamais atua negativamente na vida de qualquer ser, promovendo desuniões, feitiçarias, magias negras, fofocas, maledicências e toda sorte de coisas ruins. Infelizmente a maldade é um imperativo humano. Quando um ser humano, negativamente invoca o poder da Guardiã Pomba Gira, não é a entidade em si que vai atender ao seu pedido maléfico, mas sim, a força Pomba Gira, força magnética ígnea telúrica, que vai ser acionada e utilizada. Seria a mesma coisa que utilizarmos à força elétrica; podemos usá-la para o bem ou para o mal. A força é a mesma, mas não tem vontade própria.
Vamos agora usar de um artigo maravilhoso (de autor desconhecido), adaptando-o, e encontraremos que é a fiel imagem da uma mulher. E isso é ser a Senhora Guardiã Pomba Gira:
SER GUARDIÃ POMBA GIRA….
• Ser Guardiã Pomba Gira é viver mil vezes em apenas uma vida, é lutar por causas perdidas e sempre sair vencedora, é estar antes do ontem e depois do amanhã, é desconhecer a palavra recompensa apesar dos seus atos.

• Ser Guardiã Pomba Gira é caminhar na dúvida cheia de certezas, é correr atrás das nuvens num dia de sol e alcançar o sol num dia de chuva.

• Ser Guardiã Guardiã Pomba Gira é chorar de alegria e muitas vezes sorrir com tristeza, é cancelar sonhos em prol de terceiros, é acreditar quando ninguém mais acredita, é esperar quando ninguém mais espera.

• Ser Guardiã Pomba Gira é identificar um sorriso triste e uma lágrima falsa, é ser enganada e sempre dar mais uma chance, é cair no fundo do poço e emergir sem ajuda.

• Ser Guardiã Pomba Gira é estar em mil lugares de uma só vez, é fazer mil papéis ao mesmo tempo, é ser forte e fingir que é frágil pra ter um carinho.

• Ser Guardiã Pomba Gira é se perder em palavras e depois perceber que se encontrou nelas, é distribuir emoções que nem sempre são captadas.

• Ser Guardiã Pomba Gira é comprar, emprestar, alugar, vender sentimentos, mas jamais dever, é construir castelos na areia, vê-los desmoronados pelas águas e ainda assim amá-las.

• Ser Guardiã Pomba Gira é saber dar o perdão, é tentar recuperar o irrecuperável, é entender o que ninguém mais conseguiu desvendar.

• Ser Guardiã Pomba Gira é estender a mão a quem ainda não pediu, é doar o que ainda não foi solicitado.

• Ser Guardiã Pomba Gira é não ter vergonha de chorar por amor, é saber a hora certa do fim, é esperar sempre por um recomeço.

• Ser Guardiã Pomba Gira é ter a arrogância de viver apesar dos dissabores, das desilusões, das traições e das decepções.

• Ser Guardiã Pomba Gira é ser mãe dos seus filhos e dos filhos dos outros e amá-los igualmente.

• Ser Guardiã Pomba Gira é ter confiança no amanhã e aceitação pelo ontem, é desbravar caminhos difíceis em instantes inoportunos e fincar a bandeira da conquista.

• Ser Guardiã Pomba Gira é entender as fases da lua por ter suas própria fases. É ser “nova” quando o coração está a espera do amor, ser “crescente” quando o coração está se enchendo de amor, ser “cheia” quando ele já está transbordando de tanto amor e “minguante” quando esse amor vai embora.

• Ser Guardiã Pomba Gira é hospedar dentro de si o sentimento de perdão, é voltar no tempo todos os dias e viver por poucos instantes coisas que nunca ficaram esquecidas.
• Ser Guardiã Pomba Gira é cicatrizar feridas de outros e inúmeras vezes deixar as suas próprias feridas sangrando.

• Ser Guardiã Pomba Gira é ser princesa aos 20, rainha aos 30, imperatriz aos 40 e especial a vida toda.

• Ser Guardiã Pomba Gira é conseguir encontrar uma flor no deserto, água na seca e labaredas no mar.

• Ser Guardiã Pomba Gira é chorar calada as dores do mundo e em apenas um segundo já estar sorrindo.

• Ser Guardiã Pomba Gira é subir degraus e se os tiver que descer não precisar de ajuda, é tropeçar, cair e voltar a andar.

• Ser Guardiã Pomba Gira é saber ser super-homem quando o sol nasce e virar cinderela quando a noite chega.

• Ser Guardiã Pomba Gira é acima de tudo um estado de espírito, é ter dentro de si um tesouro escondido e ainda assim dividi-lo com o mundo.

REVELAÇÃO DE UMA GUARDIÃ POMBA GIRA
Mensagem psicofônica da Senhora Pomba Gira Sete Encruzilhadas – Médium: Luely Figueiró

Nós andamos agitadas nas encruzilhadas, não estamos gostando do que certos escritores mal informados, que apenas cruzam pelos terreiros e que nem possuem a experiência de incorporação ou de trabalhos dentro da curimba de uma Pomba Gira, se arvoram em falar sobre nossa corrente, sobre nossos trabalhos.

Nos comentam como se fossemos lixo do astral ou menos espíritos apaixonados. Como se bastasse apenas nos oferecer elementos físicos, grosseiros materiais, para fazermos a vontade de todas as criaturas da face da Terra.

Pessoas que escrevem sem possuir o menor gabarito espiritual para comentar os mistérios da hierarquia de um espírito.

Nós estamos realmente agitadas no espaço que ocupamos e muito trabalhamos para formar a corrente deste aparelho, para que ela pudesse verdadeiramente receber a vibração e o ensinamento de todo o trabalho de uma Pomba Gira. Vocês não duvidem e não confundam as coisas que vocês vêem por aí. Aprendam se quiserem a ter o merecimento da proteção e do trabalho de uma Pomba Gira, seus giras.

Pomba Gira é gente já com gabarito de incorporação no exército divino, e quem já se encontra incorporado, como elemento deste exército, para a elaboração de evoluções maiores; não é sofredor nem lixo do espaço e nem desavisado e muito menos apegado a elementos tão físicos e baixos como querem nos apregoar.

Tenham mais humildade para aceitar as coisas do grandioso Senhor, que elabora no dia-a-dia a evolução dos universos siderais e não só o vosso.

Não pensais, pois, que sois o centro do universo, porque não sois não. Em todas as horas, em todos os momentos, o grande Senhor nos envia provas através, até mesmo, de aparelhos mediúnicos que nos deixam perplexos, bestializados com os que eles fazem como simples aparelhos e nada mais.

Porque eles são meros veículos de forças maiores; aqui, neste planeta, somos espíritos de certa envergadura, com milênios de aprendizado; nos chamam de Pomba Gira; poderiam ter-nos colocado outros nomes, não importam os nomes que nos tenham colocado.

Nós vos saudamos aqui na Terra, com esta indumentária; respeiteis e saibais compreender nossa natureza espiritual, para que não sejam publicadas aberrações que visem apenas ao comércio medíocre sobre o trabalho sagrado e santificante que traçamos para evolução de todos os paranormais em comunicação conosco.

Isto é de rara importância para todos aqueles que dirigem seus médiuns, seus filhos.

É de rara importância, queridos, que coloqueis sempre a vossa destra sobre os nossos enviados, filhos de Santo, com uma certa humildade e conhecimento de que todos os irmãos que se comunicam através de sua coroa são espíritos já incorporados num exército divino para elaborar uma tarefa de amor e fraternidade e de respeito por vossas vidas e não de desrespeito, porque este sempre parte de vós e não de nós.

Se existem nos planos do baixo astral desrespeitosos Eguns, é porque daqui partiram assim sem o merecimento de serem incorporados em nossas milícias. São esses pobres vagabundos do astral menor que necessitam mais de orações e caridade.

Vós, como chefes de terreiro e guias menores da Terra, que colocais sobre o peito montões de colares para assim serem reconhecidos, pois sois vós que devereis organizar os trabalhos. Sim, de mãos interpostas conosco, os irmãos do outro lado.

Para estes Eguns e sofredores, estes vagabundos, desairosos e desvairados dos espaços, sejam socorridos e não enlameados com vossos propósitos mesquinhos.
Muitas vezes, tomados por vossas vaidades, não sabeis reconhecer quem pisa dentro de vosso terreiro.

Aquele que é sofredor, aquele que é um mistificador de uma Pomba Gira verdadeira.

Porque a vossa vaidade vos cobre os olhos e vosso peito envergado de tantas “guias” não vos permite ver; cuidado…

Por hoje é só.

Dona Sete.

Fonte: Texo cedido gentilmente por Pai Juruá.
Trecho extraído do livro: Exus e Pomba Gira na Umbanda – Simbolismo e Função – Autoria do Pai Juruá.

estudoreligioso.wordpress.com



domingo, outubro 25, 2009

segunda-feira, outubro 19, 2009







O Encontro de Zé Pelintra com Lampião



FERNADO SEPE

Um dia desses, passeando por Aruanda, escutei um conto muito interessante. Uma história sobre o encontro de Zé Pelintra com Lampião…
Dizem que tudo começou quando Zé Pelintra, malandro descolado na vida, tentou aproximar – se de Maria Bonita, pois a achava uma mulher muito atraente e forte, como ele gostava. Virgulino, ou melhor, Lampião, não gostou nada da história e veio tirar satisfação com o Zé:
_Então você é o tal do Zé Pelintra? Olha aqui cabra, devia te encher de bala, mas não adianta…Tamo tudo morto já! Mas escuta bem, se tu mexer com a Maria Bonita de novo, vou dá um jeito de te mandar pro inferno…
_Inferno? Hahahaha, eu entro e saiu de lá toda hora, num vai ser novidade nenhuma pra mim!_ respondeu o malandro _ Além do mais, eu nem sabia que a gracinha da “Maria” tinha um “esposo”! Então é por isso que ela vive a me esnobar!
_Gracinha? Olha aqui cabra safado, tu dobre a língua pra falar dela, se não tu vai conhecer quem é Lampião! _ disse Virgulino puxando a peixeira, já que não era e nunca seria, um homem de muita paciência.
_Que isso homem, tá me ameaçando? Você acha que aqui tem bobo?_ e Zé Pelintra estralou os dedos, surgindo toda uma falange de espíritos amigos do malandro, afinal ele conhecia a fama de Lampião e sabia que a parada era dura.
Mas Lampião que também tinha formado toda uma falange, ou bando, como ele gostava de chamar, assoviou como nos tempos de sertão e toda um “bando” de cangaceiros chegaram para participar da briga. A coisa parecia já não ter jeito, quando um espírito simples, com um chapéu na cabeça, uma camisa branca, cabelos enrolados, chegou dizendo:
_Oooooooxxxxxx! Mas o que que é isso aqui? Compadre Lampião põe essa peixeira na bainha! Oxente Zé, tu não mexeu com Maria Bonita de novo, foi? Mas eu num tinha te avisado, ooooxx, recolhe essa navalha, vamo conversar camaradas…
_Nada de conversa, esse cabra mexeu com a minha honra, agora vai ter! _ Disse Lampião enfurecido!
_To te esperando olho de vidro! _ respondeu Zé Pelintra.
_Pera aí! Pela amizade que vocês dois tem por mim, “Severino da Bahia”, vamo baixar as armas e vamo conversar, agora!
Severino era um antigo babalorixá da Bahia, que conhecia os dois e tinha muita afeição por ambos. Os dois por consideração a ele, afinal a coisa que mais prezavam entre os homens era a amizade e lealdade, baixaram as armas. Então Severino disse:
_Olha aqui Zé, esse é o Virgulino Ferreira da Silva, o compadre Lampião, conhecido também como o “Rei do Cangaço”. Ele foi o líder de um movimento, quando encarnado, chamado Banditismo ou Cangaço, correndo todo o sertão nordestino com sua revolta e luta por melhores condições de vida, distribuição de terras, fim da fome e do coronelismo, etc. Mas sabe como é, cometeu muitos abusos, acabou no fim desvirtuando e gerando muita violência…
_É, isso é verdade. Com certeza a minha luta era justa, mas os meios pelo qual lutei não foram, nem de longe, os melhores. Tem gente que diz que Lampião era justiceiro, bem…Posso dizer que num fui tão justo assim_ disse Lampião assumindo um triste semblante.
_ Eu sei como é isso. Também fui um homem que lutou contra toda exploração e sofrimento que o pobre favelado sofria no Rio de Janeiro. Nasci no Sertão do Alagoas, mas os melhores e piores momentos da minha vida foram no Rio de Janeiro mesmo. Eu personificava a malandragem da época. Malandragem era um jeito esperto, “esguio”, “ligeiro”, de driblar os problemas da vida, a fome, a miséria, as tristezas, etc. Mas também cometi muitos excessos, fui por muitas vezes demais violento e, apesar de morrer e terem me transformado em herói, sei que não fui lá nem metade do que o povo diz_ dessa vez era Zé Pelintra quem perdia seu tradicional sorriso de canto de boca e dava vazão a sua angústia pessoal…
_Ooxx, tão vendo só, vocês tem muitas semelhanças, são heróis para o povo encarnado, mas, aqui, pesando os vossos atos, sabem que não foram tão bons assim. Todos têm senso de justiça e lealdade muito grande, mas acabaram por trilhar um caminho de dor e sangue que nunca levou e nunca levará a nada.
_É verdade, bem, acho que você não é tão ruim quanto eu pensava Zé. Todo mundo pode baixar as armas, de hoje em diante nós cangaceiros vamo respeitar Zé Pelintra, afinal, lutou e morreu pelos mesmos ideias e com a mesma angústia no coração que nós!
_ O mesmo digo eu! Aonde Lampião precisar Zé Pelintra vai estar junto, pois eu posso ser malandro, mas não sou traíra e nem falso. Gostei de você, e quem é meu amigo eu acompanho até na morte.
_Oooooxxxxx! Hahahaha, mas até que enfim! Tamo começando a nos entender. Além do mais, é bom vocês dois estarem aqui, juntos com vossas falanges, porque eu queria conversar a respeito de uma coisa! Sabe o que é…
E Severino falou, falou e falou… Explicando que uma nova religião estava sendo fundada na Terra, por um tal de Caboclo das Sete Encruzilhadas, uma religião que ampararia todos os excluídos, os pobres, miseráveis e onde todo e qualquer espírito poderia se manifestar para a caridade. Explicou que o culto aos amados Pais e Mães Orixás que ele praticava quando estava encarnado iria se renovar, e eles estavam amparando e regendo todo o processo de formação da nova religião, a Umbanda…
_…é isso! Estamos precisando de pessoas com força de vontade, coragem, garra para trabalhar nas muitas linhas de Umbanda que serão formadas para prestar a caridade. E como eu fui convidado a participar, resolvi convidar vocês também! Que acham?
_Olha, eu já tenho uma experiência disso lá no culto a Jurema Sagrada, o Catimbó! Tô dentro, pode contar comigo! Eu, Zé Pelintra, vou estar presente nessa nova religião chamada Umbanda, afinal, se ela num tem preconceito em acolher um “negô” pobre, malandro e ignorante como eu, então nela e por ela eu vou trabalhar. E que os Orixás nos protejam!
_Bem, eu num sô homem de negar batalha não! Também vou tá junto de vocês, eu e todo o meu bando. Na força de “Padinho” Cícero e de todos os Orixás, que eu nem conheço quem são, mas já gosto deles assim mesmo…
E o que era pra transformar – se em uma batalha sangrenta acabou virando uma reunião de amigos. Nascia ali uma linha de Umbanda, apadrinhada pelo baiano “Severino da Bahia”, pelo malandro mestre da Jurema “Zé Pelintra” e pelo temido cangaceiro “Lampião”.
Junto deles vinham diversas falange. Com o malandro Zé Pelintra vinham os outros malandros lendários do Rio de Janeiro com seus nomes simbólicos: “Zé Navalha”, “Sete Facadas”, “Zé da Madrugada”, “7 Navalhadas”, “Zé da Lapa”, “Nego da Lapa”, entre muitos e muitos outros.
Junto com Lampião vinha a força do cangaço nordestino: Corisco, Maria Bonita, Jacinto, Raimundo, Cabeleira, Zé do Sertão, Sinhô Pereira, Xumbinho, Sabino, etc.
Severino trazia toda uma linha de mestres baianos e baianas: Zé do Coco, Zé da Lua, Simão do Bonfim, João do Coqueiro, Maria das Graças, Maria das Candeias, Maria Conga, vixi num acaba mais…
Em homenagem ao irmão Severino, o intermediador que evitou a guerra entre Zé Pelintra e Lampião, a linha foi batizada como “Linha dos Baianos”, pois tanto Severino como seus principais amigos e colaboradores eram “Baianos”.
E uma grande festa começou ao som do tambor, do pandeiro e da viola, pois nascia ali a linha mais alegre, mais divertida e “humana” da Umbanda. Uma linha que iria acolher a qualquer um que quisesse lutar contra os abusos, contra a pobreza, a injustiça, as diferenças sociais, uma linha que teria na amizade e no companheirismo sua marca registrada. Uma linha de guerreiros, que um dia excederam – se na força, mas que hoje lutavam com as mesmas armas, agora guiados pela bandeira branca de Oxalá.
E, de repente, no meio da festa, raios, trovões e uma enorme tempestade começaram a cair. Era Iansã que abençoava todo aquele povo sofrido e batalhador, igualzinho ao povo brasileiro. A Deusa dos raios e dos ventos acolhia em seus braços todas aqueles espíritos, guerreiros como ela, que lutavam por mais igualdade e amor no nosso dia – dia.
E assim acaba a história que eu ouvi, diretamente de um preto – velho, um dia desses em Aruanda. Dizem que Zé Pelintra continua tendo uma queda por “Maria Bonita”, mas deixou isso de lado devido ao respeito que tem pelo irmão Lampião. Falam, ainda, que no momento ele “namora” uma Pombagira, que conheceu quando começou a trabalhar dentro das linhas de Umbanda. Por isso é que ele “baixa”, às vezes, disfarçado de Exu…
“Oxente eu sou baiano, oxente baiano eu sou
Oxente eu sou baiano, baiano trabalhador
Venho junto de Corisco, Maria Bonita e Lampião
Trabalhar com Zé Pelintra
Pra ajudar os meus irmãos…!”


Fonte: http://povodearuanda.wordpress.com


terça-feira, setembro 29, 2009

Flores sem Haste - Dr. Bezerrade Menezes







Flores sem haste

Nós temos na colônia Maria de Nazaré, uma freirinha cuja única alegria na
Terra foi cuidar de um pequeno jardim, no convento das Carmelitas em que ela
morava.

Ela não se tornou freira porque quis, a mãe dela ficou muito doente
durante o período da gestação e prometeu que, se ela vivesse e se a filha
nascesse com saúde, seria freira.

Quando a vida começava a explodir em beleza e sonhos, aos quinze anos,
fizeram um enxoval e entregaram-na como esposa de Cristo. Ela chorou sozinha
durante muito tempo, depois se conformou e passou a dedicar às flores um
pouco do seu amor. Ela tinha que orar enquanto fazia pão, tinha que orar
enquanto lavava o pátio, tinha que orar enquanto fazia as refeições, tinha
que orar o dia inteiro. Não aquela oração que saía do coração, mas aquela
oração automática de que reza a Ave Maria, a Salve Rainha e o Pai Nosso. Ela
desencarnou e foi ser voluntária na Colônia Servos Maria de Nazaré, ela se
afeiçoou muito a uma madre e essa madre era uma ex-interna da colônia,
então, ela resolveu ir para essa colônia.

Existe na colônia Maria de Nazaré o jardim das flores sem haste. As flores
são cuidadas por ela, pela nossa pequenina freira. Essa irmãzinha faz flores
belíssimas! Um dia, eu cheguei e perguntei :

- Por que, irmãzinha, você faz flores sem haste? No Nosso Lar, na colônia
Divino Amigo, na colônia Missionários da Luz, em todos os abrigos, temos
jardins belíssimos, todos com hastes, com folhagens... Por que um jardim com
flores sem haste?

Ela me disse:

- Porque é muito difícil guardarmos a essência da fé e do amor com
raízes plantadas profundamente no chão. Achavam, na Terra, que eu era
santificada pela minha reclusão involuntária e a única alegria que eu tinha
eram as flores, que eu justificava que eram cuidadas para serem colocadas
aos pés da Virgem Santíssima.

Mas, quando eu oferecia as flores para Virgem Santíssima, eu não oferecia as
raízes, eu procurava cortar bem rente e oferecer só as flores. Hoje, como eu
posso criar flores fluídicas, eu quero que todas as criaturas aprendam a
caminhar na Terra sem deixar muitas raízes, porque aqui, porque aqui, na
colônia onde sirvo, no hospital Maria de Nazaré, as pessoas que estão
abrigadas plantaram muito mais vezes, espinhos venenosos, raízes tóxicas,
mas só as pétalas são como a face de Maria: suave, perfumada e doce.
Plantaram a haste da minha vida no solo de uma igreja fria, onde meu único
consolo era embelezar os pés de Maria, vendo meus colibris, meus
beija-flores...

Até as migalhas de pão me eram tão difíceis de oferecer aos passarinhos,
mesmo recorrendo a Francisco de Assis como exemplo para a minha atitude...
Fui, uma vez, inclusive, punida, porque diziam que eu via na imagem de
Francisco de Assis a imagem de um homem, quando, na verdade, eu estava
buscando uma fuga para poder olhar as aves do meu céu, como direito que
todas as criaturas têm e o própria Cristo nos Ensinou: "olhai as aves do
céu!" Mas, tudo o que eu dizia representava para mim mais punição...

E quando Bezerra de Menezes me pergunta por que eu faço flores sem haste, eu
repondo como respondi : não é muito mais bela uma flor boiando no infinito
de DEUS?

- Eu segurei as mãos daquela trabalhadora, pedi licença e beijei-as.

Benditas sejam as mãos que amam as flores, bendito seja aquele que em olhos
para ver as aves do céu, para ver os lírios do campo, sem falar no lodo que
alimenta esses lírios, mas na beleza que neles resplandecem!

Ela, realmente, levou para a colônia só as flores e deixou no chão da Terra
as raízes...

**Bezerra de Menezes/ Shyrlene Soares Campos, dia 05/02/1998

Núcleo Servos Maria Nazaré:Cidade Jardim, Uberlândia MG -**

Fonte: http://www.nucleoservosmariadenazare.com.br/mentores.html



domingo, setembro 20, 2009

A importância do sorriso na casa espírita







A importância do sorriso na casa espírita

Joaquim Ladislau Pires Júnior

Outro dia um amigo me confidenciou que estava muito preocupado com a ausência de sorrisos e calor humano no interior das instituições espíritas. E que se nossa Doutrina é otimista, trazendo nova luz para a vida por que é que há tanta gente carrancuda dentro das instituições?

Não pude deixar de concordar com ele.

De fato, tenho percebido que muitas instituições, através de seus dirigentes e trabalhadores, à guisa de manter a seriedade doutrinária comprometem o seu bom humor, a simpatia, o calor humano, como se o mundo se resumisse às suas carrancas, ao sofrimento e ao pessimismo.

Não podemos esquecer que normalmente quem procura o centro espírita está com dificuldades, está desanimado, está sofrendo. Se mantemos uma postura sisuda, com humor fechado, e sem a luz de um sorriso, devemos saber que temos a chance de estarmos contribuindo para influenciar negativamente aqueles que nos procuram, piorando a sua situação.

Talvez por um atavismo judaico-cristão associado com a idéia equivocada de que o sofrimento é enobrecedor e é sinal de evolução (o que está errado, evidentemente) é que esses irmãos e irmãs que preferem a carranca ao sorriso estejam agindo assim.

Que jamais faltem sorrisos nos centros espíritas, pois nada mais animador do que ser recebido com um sorriso e com calor humano. Pois nós não somos máquinas. Somos seres humanos, seres espirituais, tendo o compromisso de transformar o mundo para melhor. Para que sombras em nosso rosto?

Não podemos esquecer que o abismo atrai o abismo e que sorrir sempre é a garantia de espalhar a paz e a alegria a contagiar aqueles que estão ao nosso redor, onde quer que seja.

E a casa espírita detém um papel de fundamental importância como irradiadora da luz, sendo nossa postura a lâmpada a propagar essa boa energia. Se fechamos o nosso rosto, estaremos impedindo o fluxo dessa luz. Pois “cara” fechada não é sinal de evolução.


Enviado gentilmente pela nossa médium Alcilea Medeiros.
(Sorriso com calor humano, isso a T.E.M.O tem bastante, graças a DEUS!!! )


segunda-feira, setembro 14, 2009

Lembrança de Vidas Passadas - Video


Lembrança de vidas passadas







Assista este excelente documentário produzido pelo canal Discovery Channel sobre reencarnação e lembranças de vidas passadas. Não é uma produção espírita, mas imparcial, que busca primeiramente a opinião de pesquisadores.




Os Dragões - Legiões das trevas



Os Dragões - Legiões das trevas



Escrito pela Administração da Revista Cristã de Espiritismo

Entrevista realizada com o médium Wanderley Oliveira, sobre o livro Os dragões – O diamante no lodo não deixa de ser diamante, pelo espírito Maria Modesto Cravo


Qual é o tema central da obra?

O livro, publicado pela Editora Dufaux, é um romance cujo tema central é a história de Matias, uma alma atormentada que serviu durante séculos à comunidade dos dragões.

A autora espiritual tece um enredo leve e comovente no qual Matias, após o arrependimento, reencarna como médium sob orientação do espiritismo.

A cronologia do romance revela fatos ocorridos no movimento espírita brasileiro entre os anos de 1936 a 1964, período em que ocorreu o clímax de uma ação organizada pelos benfeitores no mundo espiritual para reencarnar milhões de corações que foram libertados de um dos mais tristes locais de maldade na erraticidade: o Vale do Poder.

O tema central do livro nos levará a perceber que, a maioria dos seguidores da mensagem do Evangelho, nos mais diversos segmentos cristãos, guardam algum tipo de laço com os dragões.


Quem são os dragões?

É a mais antiga comunidade da maldade que se organizou socialmente nas regiões chamadas subcrostais ou submundo astral. Segundo o romance, ela existe há 10 mil anos.

Essa comunidade, administrada por inteligências do mal, criou a Cidade do Poder e sua hierarquia é composta pelos “dragões” legionários, justiceiros e conselheiros. São espíritos que fazem o mal intencionalmente.

Os dragões podem reencarnar?

Muitos desses espíritos não conseguirão mais reencarnar na Terra devido à sua condição mental desequilibrada. Não haveria como manter uma gestação em tal nível de vibração. Serão deportados para outros mundos onde reiniciarão o seu progresso.

Contudo, muitos deles, quando tomados pelo arrependimento, reencarnam aqui no planeta e se melhoram.

No livro é abordado um modelo de psicologia usado pelas trevas. Que modelo é este?

Os dragões já utilizam um modelo de psicologia há mais de 300 anos para dominar e explorar.

Esse modelo pode ser compreendido da seguinte forma: imagine três círculos, um dentro do outro. No primeiro círculo de dentro escreva baixa autoestima. No círculo a seguir está a idealização. E no último círculo estão o melindre, o perfeccionismo e a intolerância.

Os dragões sabem que a doença psicológica básica em um planeta como a Terra é a escassez de estima pessoal, como um resultado de milênios no egoísmo. Quem tem baixa autoestima, idealiza a vida, as relações, as metas. Vive uma vida muito imaginária e distante do que é real. E quem idealiza em excesso torna-se muito melindroso, perfeccionista e intolerante.

Claro que, colocando de forma tão sintética, talvez surjam muitas dúvidas, mas o livro tece muitas abordagens sobre o assunto.

Costumo dizer que Os Dragões é um romance de autoconhecimento, porque, na verdade, a autora espiritual faz estudos muito profundos e fáceis de entender sobre o psiquismo humano.

Então, a baixa autoestima é o núcleo deste modelo?

Sim. Sob o enfoque espiritual, essa doença não é apenas o resultado de traumas e limitações sofridas na infância. Além disso, Maria Modesto Cravo explica, no livro, que esse estado psicológico caracteriza a maioria esmagadora dos habitantes terrenos, em maior ou menor escala, conforme os compromissos assumidos por cada criatura em sua consciência.

Qual o ponto de maior fragilidade nos centros espíritas que é explorado pelos dragões?

A convivência.

Os dragões sabem muito bem que não lidamos bem com nosso mundo interior e, consequentemente, projetamos isso nos relacionamentos.

As condutas mais exploradas para gerar conflitos na convivência são: maledicência, culpa, mágoa, rigidez, preconceito, irritação, julgamento, entre outras.

Quais os laços entre a comunidade espírita e os dragões?

A obra nos informa que muitos dragões reencarnaram nas religiões cristãs, e deixa claro que inúmeros regressaram ao solo brasileiro, inclusive, no seio do movimento espírita. Reencarnaram arrependidos e ansiosos pelo recomeço. Retornaram e foram iluminados pelo conhecimento espírita para sua remição consciencial.

Depois deste retorno de multidões ao movimento espírita brasileiro, a comunidade dos dragões passou a uma perseguição implacável aos espíritas, no intuito de inviabilizar as noções sobre como o mal organizado pretende dominar as sociedades e impedir o esclarecimento espiritual dos povos.

Fique à vontade para nos dar uma mensagem final sobre o livro Os Dragões.

Gostaria de reproduzir uma pergunta que fiz à autora espiritual, Maria Modesto Cravo, e a sua resposta repleta de sabedoria:

“Vemos muitas pessoas que não conseguem ler livros cujo conteúdo versa sobre as trevas. Nesse sentido, a senhora teria algo a dizer sobre Os Dragões, o trabalho que terminamos há pouco tempo?”

“Nossa reflexão nesta obra é apenas uma pequena fresta para que o homem, iluminado com o conhecimento espírita, perceba a natureza de nossos desafios e compromissos com as esferas subcrostais.

Falamos menos das trevas de fora que daquelas que trazemos por dentro.

Para quem deseja implantar a luz e o bem, é, no mínimo, uma obrigação conhecer nossos laços com as comunidades dos dragões”.


Sugestão de leitura: Os dragões
Psicografia: Wanderley Soares de Oliveira
Pelo espírito: Maria Modesto Cravo

Páginas: 521

O tema central é a história de Matias, uma alma atormentada que serviu durante séculos aos dragões, uma comunidade organizada para o mal.

A autora espiritual tece um enredo leve e comovente no qual Matias, após o arrependimento, reencarna como médium sob orientação do Espiritismo.

A cronologia do romance revela fatos ocorridos no movimento espírita brasileiro entre os anos de 1936 a 1964, período em que ocorreu o clímax de uma ação organizada pelos benfeitores no mundo espiritual, para reencarnar milhões de corações que foram libertados de um dos mais tristes locais de maldade na erraticidade: o Vale do Poder.

Um relato leve e comovente sobre os nossos vínculos com os grupos de espíritos, que integram as organizações do mal no submundo astral.


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Fonte: Revista Cristã de Espiritismo


Espírito Obsessor no Bar






Escrito por Victor Rebelo

Para quem gosta de estudar temas como Viagem Astral e obsessão, vou contar uma experiência que aconteceu comigo.

Anos atrás, quando eu era mais jovem, costumava ir a um bar noturno para ouvir o pessoal tocar blues e rock. Fiz amizade com os músicos e comecei aprender a tocar gaita e cantar blues. Foi uma forma de diversão e expressão artística que vivenciei por poucos meses, mas com bastante intensidade durante essa época da minha vida. Quase todas as noites, de tanto tentar cantar e tocar blues, ao fechar os olhos, deitado em minha cama, começava a escutar melodias maravilhosas. Foi uma época legal, de muita criatividade, mas também de alguns desequilíbrios. Infelizmente, naquele ambiente, o excesso de emanações alcoólicas, de fumaça de cigarro, além da presença, nos “bastidores”, de certas drogas, demonstrava que a atmosfera psico-espiritual era bastante perturbadora. Isso não significa que o rock, o blues ou o barzinho, tão freqüentado por jovens, sejam sinônimos de desequilíbrio. Mas naquele caso, era.

Certa noite, já de madrugada, me vi projetado fora do corpo na porta do bar e logo percebi o que estava ocorrendo. Próximo à entrada havia um grupo de espíritos, alguns desencarnados e outros temporariamente projetados fora do corpo, como eu. Fui me aproximando e, então, vi um espírito, com a aparência de uns vinte e cinco anos, que me chamou a atenção. Ele tinha barba e óculos. Talvez inspirado por algum dos meus amparadores espirituais, cheguei perto dele. Quando ele me viu, fui logo reclamando: - Você é um espírito obsessor! Está me perturbando!

Ele continuou na dele, sem dizer nada, apenas me encarando. Então continuei:

- Por que você faz isso? Por que está fazendo a turma beber até “encher a cara”?

Para meu espanto, ele me respondeu com a maior naturalidade:

- Pare de ser hipócrita! Não sou eu que faço o pessoal beber e fumar! Eles bebem e fumam porque querem, eu apenas “curto” junto... dou uma forcinha!

Foi aí que “caiu a ficha” e percebi o quanto eu estava sendo infantil. É claro que todos somos responsáveis pelos nossos atos, não podemos responsabilizar os outros por isso. Temos que parar com esse “papo” de espírito obsessor. Então perguntei:

- E como você faz isso?

- É simples! Quando alguém fuma, por exemplo, chego bem pertinho da pessoa, quase abraçando-a, e aspiro a fumaça ao mesmo tempo.

Enquanto explicava, foi demonstrando. A impressão que tive, quando ele aspirou a fumaça, é que o perispírito dele se justapôs ao de um jovem que tragava um cigarro naquele momento, quase que “colando” nele.

Após esta curta conversa, voltei ao corpo físico e despertei. Rememorei bem o que ocorreu para não esquecer mais e, após uma prece de agradecimento pela lição recebida, adormeci.

Dias após este fato, parei de frequentar este bar. Ele mudou muito, não está como antes, mas a lição que aprendi me marcou profundamente.

Quantas vezes, numa atitude imatura, culpamos os outros pelos nossos fracassos? Quantos de nós não criamos obsessores imaginários para os responsabilizarmos por nossos vícios? Quando se fala em obsessor, logo vem à mente a imagem de um ser diabólico, malvado. Aquele espírito, que não era exatamente um obsessor, mas um co-participante dos desequilíbrios alheios, era muito inteligente e culto. Um artista e intelectual, só que desencarnado. Precisamos nos libertar dos preconceitos e perceber que um espírito só pode nos induzir com sucesso a fazermos algo se dermos abertura mental, ou seja, se o “mal” já existe dentro de nós. Só assim amadureceremos e assumiremos a direção do barco da nossa vida, não permitindo que ele se afunde nos momentos de tempestade.



Texto publicado na Revista Cristã de Espiritismo, edição 56.


Terra, Intercessão de Umbral e Céu







Vivemos na Terra num corpo denso e lento. Perdemos a maior parte do tempo em tranporte, alimentação, higiene e saúde e o resto é utilizado para sobrevivência. Já que não temos como nos livrar destas coisas por enquanto, podemos qualificá-las mais para viver melhor.

Você pode fazer de sua alimentação um hábito positivo ou negativo, assim como da higiene, saúde e o trabalho também. isto faz a diferença entre ser feliz ou não. Há pessoas que não sabem cuidar do corpo mesmo estando dentro dele, que dirá da alma.

Se as pessoas nãor espeitam nem um objeto que vêem (o corpo), como vão respeitar algo que não vêem? Comor espeitar os bons hábitos e até seus irmão encarnados? Como vão valorizar a ética e sequer a cosmoética?

Apesar do desenvolvimento cerebral da espécie humana ter evoluído muito, a sua moral não a acompanhou. O homem tem o conhecimento e a técnica, mas não possui a sabedoria, a moral, a ética e a cosmoética que são o mais fundamental para a felicidade e evolução humanas. alguns seres evoluídos têm reencarnado discretamente neste planeta a fim de propiciar o desenvolvimento orgânico nervoso avançado nos humanos e deixado descendentes para que estas novas mutações genéticas se perpetuem.

Outros seres igualmente evoluídos tem reencarnado a fim de trazerem a sabedoria em forma de amor e moral através dos milênios. O homem tem todos os recursos, os equipos e ferramentas para ser feliz e se realizar como um todo. Mas o egoísmo de muitos que só percebem a matéria lançam a maioria das massas num sofrimento de privações materiais insanas.

Não importa se é karma, pois afinal tudo é karma. O fato é que o amor poderia diluir todo karma planetário em 24 horas se houvesse um perdão irrestrito e incondicional em todos os seres humanos simultaneamente.

A Terra brilharia das trevas para a luz tão rápido como se liga um interruptor. Mas os egoístas multibilionários não acreditam que seriam mais felizes se repartissem o pão.

Por outro lado, os que se chafurdam nas misérias humanas, teimam no orgulho mesquinho, com dificuldades de se arrepender sinceramente e se perdoarem consciencialmente. A culpa é desculpa para não trabalhar.

O egoísmo e o orgulho são as piores misérias humanas. Enquanto o perdão e a humildade não permearem nossos corações e mentes, teremos uma vida atribulada, cheia de violências, preocupações e com futuro incerto.

É muito fácil esperar um salvador ou algum ET místico, que venha modificar o mundo "para mim", já que não quero modificar a mim mesmo. A preguiça, o comodismo e o orgulho apenas embassam a visão consciencial de seus portadores.

É difícil assumir a responsabilidade da reforma íntima e sentir-se tolo perante os "espertos" que a todos traem, pensando nas vantagens terrenas, que os lançam nos poços de lodo.

Não queremos ser "passados para trás" nesta vida competitiva que nos torna tão infelizes. É duro assumir a responsabilidades de que tudo só depende de nós e nenhum salvador irá aportar por aqui fazendo milagres e movendo montanhas, pois Eles já nos visitaram e ninguém percebeu.

Agora cabe a nós movermos as montanhas de nossos corações a abrir os mares de nossas mentes e fim de merecermos um mundo de paz.


Sanat Khum Maat

Recebido mediunicamente por Dalton Roque



sábado, setembro 12, 2009


A Reencarnação no Plano Social

Eugenio Lara - Novembro de 2002



1. Expiação e Progresso

Segundo a Doutrina Espírita, Deus cria os espíritos na simplicidade e na ignorância, tendo tempo e espaço para progredirem. Para que possam desenvolver suas potencialidades necessitam encarnar num corpo material. As encarnações são sucessivas e sempre muito numerosas, pois “o progresso é quase infinito.” (1)

Os espíritos falam sobre o papel da reencarnação na pergunta 167 de O Livro dos Espíritos, onde Allan Kardec formula a seguinte questão: “Qual é a finalidade da reencarnação? Expiação, melhoramento progressivo da humanidade. Sem isso, onde estaria a justiça?”

Quando os espíritos respondem primeiramente que a reencarnação tem uma finalidade expiatória, eles não querem dizer que ela seja punitiva e condenatória.

A palavra expiação tem várias acepções (castigo, penitência, cumprimento de pena, sofrer conseqüências de, preces para aplacar a divindade etc.) que são comumente associadas à idéia de pecado e mortificação. Idéia essa estranha à concepção espírita. Considerando as várias acepções existentes, a que mais se acomoda ao que os espíritos colocaram é a de “sofrer conseqüências de”, em conformidade com o livre-arbítrio e a Lei de Ação e Reação.

Sobre a finalidade da encarnação, os espíritos respondem que “Deus a impõe com o fim de levá-los à perfeição. Para uns, é uma expiação, para outros, uma missão. Mas, para chegar a essa perfeição, eles devem sofrer todas as vicissitudes da existência corpórea: nisto é que está a expiação.” (2)

O termo expiação, usado constantemente pelos espíritos, aparece acompanhado de uma explicação bem sintética e muito densa, quando analisada com mais cuidado.

O espírito, quando encarnado, acha-se sujeito a uma série de limitações impostas pelo seu corpo físico. Há as dificuldades de comunicação, transporte e a falta de uma série de instrumentos que o corpo não possui. “No físico, o homem é como os animais e menos bem provido que muitos dentre eles; a natureza lhes deu tudo aquilo que o homem é obrigado a inventar com a sua inteligência, para prover às suas necessidades e à sua conservação”. (3)

O ser humano, desde as cavernas até os nossos dias, tem buscado vencer suas limitações como espírito encarnado. Depois de um processo incessante de conhecimento e domínio da natureza, ele hoje exerce sobre ela um controle quase que total. Os transportes, os meios de comunicação, estão bem avançados e há um desenvolvimento das ciências nunca antes presenciado pela humanidade.

As vicissitudes da vida, que os espíritos responderam como sendo uma expiação ou missão, dependendo de cada um, têm levado o ser humano a desenvolver a sua inteligência para prover as suas exigências biológicas que, pela própria natureza humana, extrapolam o plano material, para se colocarem no plano moral e social. Através do contato interpessoal também busca a satisfação de necessidades de ordem psicológica pelo convívio, afeto e troca de emoções. Tais necessidades podem caracterizar uma situação de expiação, dependendo da forma como ele se relaciona e do grau evolutivo em que se encontre.

Para o Espiritismo, expiação, em suma, não tem significado de penitência, condenação ou punição. Seu significado, como os espíritos estabeleceram, é o de desafio à inteligência e à condição moral do espírito. Um desafio constante que visa promover o progresso individual e coletivo.

2. Visão Deturpada

Porém, para muitos, a reencarnação é tida unicamente como punição que o sujeito sofre pelas faltas cometidas em outras existências.

A Lei de Ação e Reação é considerada como uma lei mecanicista, que provoca situações determinadas autoritariamente por espíritos elevados, à revelia do reencarnante. Transparece a idéia de castigo divino, disfarçada por uma visão distorcida de muitos conceitos espíritas.

A influência do cristianismo ainda é muito forte, pois a nossa formação cultural se encontra imersa na idéias cristãs. Isso ocasiona, a priori, uma postura ideológica de rejeição quase que imediata, diante de qualquer conhecimento novo, ou de adaptação, aprisionando determinados conceitos espíritas ao pré-conceito já estabelecido ao longo das existências. É o que vem acontecendo no meio espírita onde a influência, principalmente do catolicismo, é muito marcante.

As visões deturpadas que se têm dos princípios fundamentais do Espiritismo provocam análises ingênuas, permeadas de misticismo e intenções salvacionistas. A Lei de Ação e Reação, aplicada mediante a reencarnação, vem assim fundamentar a idéia de que o nosso planeta seja um local de sofrimento, que viemos aqui para pagar e sofrer, tendo que nos conformar com a nossa situação existencial. E, para enfrentar tal realidade, busca-se a “reforma íntima” para se livrar do expurgo do Terceiro Milênio, transportando para o Espiritismo a idéia de Juízo Final, aceita pelo cristianismo.

3. Reencarnação e Alienação

Esses pensamentos fatalistas e antidoutrinários aprisionam as pessoas num moralismo bitolante, estabelecem um modelo de comportamento inautêntico, que busca mudanças através de um conjunto de regras, onde o mundo passa a ser dividido de forma maniqueísta, entre o que se deve e o que não se deve fazer.

Devido a essas deturpações doutrinárias, efetuadas pelos espíritas desde que o Espiritismo começou a se difundir no Brasil, ele tem sido considerado, por eminentes pensadores de nossa época, como uma religião conformista, que anestesia as consciências, alienando os indivíduos dos problemas atuais, devido à visão de resignação que, segundo eles, é instituída pela idéia da reencarnação.

O Espiritismo é, acima de tudo, uma nova ordem de idéias acerca da vida e da existência do ser humano como criatura imortal e perfectível, tendo todas as condições conceituais para ajudar a promover uma revolução cultural no nosso planeta.

A lei dos renascimentos sucessivos, segundo a visão espírita, abre perspectivas nunca antes contempladas. A imortalidade, exercitada pelo espírito ao longo de suas existências num processo contínuo de evolução infinita, vem elucidar uma série de questões que vão desde o plano biológico, psicológico ao plano social, até então inexplicáveis, tanto pelos espiritualistas como pelos estudiosos das leis que regem o mundo material.

Conforme Allan Kardec, “a encarnação não é uma punição como pensam alguns, mas uma condição inerente à inferioridade do espírito e um meio dele progredir” (4); “a encarnação é necessária ao duplo progresso moral e intelectual do espírito; ao progresso intelectual pela atividade obrigatória do trabalho; ao progresso moral pela necessidade recíproca dos homens entre si. A vida social é a pedra de toque das boas e más qualidades”. (5)

4 - O Social na Visão Reencarnacionista

O retorno à vida corporal demonstra a soberana bondade e justiça do Criador, que sempre oferece uma nova oportunidade de reajuste e continuidade do trabalho não concluído. Faz parte da Lei de Progresso, que ocorre tanto em nível individual como coletivo, onde os planetas e até as galáxias acham-se submetidos à evolução.

O espírito, de posse de seu livre arbítrio, estabelece a sua situação no relacionamento com os companheiros em evolução, frente a problemas que necessita solucionar através do trabalho constante. Estando encarnado, dá continuidade ao seu processo de crescimento em todos os sentidos. Os sofrimentos individuais e coletivos têm, desse modo, a sua razão de ser, pois cada um constrói a sua própria vida e está aqui não para simplesmente sofrer, de forma abnegada e impassível, mas para vencer a si mesmo e superar os problemas causados pelas suas imperfeições, sua inexperiência, seja na família ou na sociedade.

Todos os obstáculos a serem removidos pela nossa atuação não existem ao acaso. Por outro lado, a nossa existência não é projetada arbitrariamente pelo “plano espiritual”. Trata-se de uma condição natural determinada pelo nosso estágio evolutivo.

A injustiça e a opressão sociais estabelecem relações que definem situações existenciais utilizadas pela Natureza para a evolução dos espíritos, que pelas suas necessidades de reajuste educativo, reencarnam em um meio adequado e conveniente para com o gênero de provas no qual aspiram.

A escolha das provas existenciais que desejam experimentar é feita livremente, de acordo com sua capacidade e merecimento, assessorados, segundo a teoria espírita, por espíritos mais elevados, responsáveis pelos renascimentos físicos. As chamadas provas existem para serem enfrentadas e vencidas, constituindo um desafio para o espírito, artífice da sua própria evolução.

O entendimento da lógica da organização social necessita do conhecimento de sua estruturação interna e de como se deu historicamente o estabelecimento das atuais relações econômicas.

A leitura e o estudo de diversos pensadores que se debruçaram sobre as questões sócio-econômicas, como Keynes, Marx, Engels, Weber etc., ao lado da Kardequiana e de seus continuadores, oferece condições para que haja uma interpenetração conceitual, que resultará numa visão fundamentada do fenômeno social segundo o Espiritismo. No entanto, o que se tem notado no movimento espírita é uma reação a qualquer tentativa de se intervir no plano social, cabendo lembrar a pressão e a marginalização que sofreram os integrantes do MUE (Movimento Universitário Espírita) nos anos 60, que marca um deprimente episódio da história do Espiritismo no Brasil.

A problemática social ainda é justificada inocentemente pela Lei de Ação e Reação e se não tomarmos cuidado, repetiremos erros históricos, como no caso da Índia, onde as castas eram justificadas pela reencarnação devido a interesses ideológicos que desfiguram a sua divulgação para as massas.

O social, dentro da perspectiva reencarnacionista, apoiada nas teorias sociológicas, torna-se mais abrangente, abrindo campos de análise ainda desconsiderados pelos cientistas sociais e pelos próprios espíritas. O seu entendimento possibilita condições para se analisar a injustiça e as desigualdades sociais, onde os espíritos encarnados diante de tal quadro, geram conflitos necessários à mudança da ordem social, em busca de seu bem-estar, caracterizando tais conflitos, o que Karl Marx denominou de luta de classes. “As convulsões sociais são a revolta dos espíritos encarnados contra o mal que os oprime, índice de que anseiam por um reino de justiça, do qual têm sede, sem entretanto saberem bem o que querem e os meios de consegui-los.” (6)

“O bem-estar é um desejo natural” (7) que predomina em todos os homens. Se desprovidos das condições essenciais para a sua reprodução e conservação, se revoltam violentamente ou, em outro extremo, devido à ideologia dominante e conservadora, se conformam. A busca do bem-estar, segundo o Espiritismo, é necessária e nunca será um crime se for conquistada sem o prejuízo de alguém.

Os Espíritos sustentam que as desigualdades sociais não são obra de Deus, são obras dos homens e serão eles próprios que através de existências sucessivas irão eliminando essas desigualdades.

Humberto Mariotti, em sua magistral obra Parapsicologia e Materialismo Histórico (Edicel - 2ª edição/cap. XVI) coloca o seguinte:

“A reencarnação, ou lei palingenésica, não justificará, como ainda se pretende, as desigualdades sociais. A lei de causalidade espiritual ou existencial não determina as formas de sociedade, pois o destino individual do homem carece de força histórica para estabelecer um regime social, baseado no sistema de propriedade privada”, e acrescenta ainda que “a lei de renascimento origina destinos individuais, mas não poderá jamais determinar sistemas sociais. Os sistemas ou formas de convivência social, estabelece-os a ciência da sociedade, elaborada pelo mais brilhantes espíritos”.

A existência de comunidades desprovidas de recursos essenciais a sua existência nunca será legitimada pela reencarnação, pois sabemos que, historicamente, os ricos sempre foram minoria, havendo portanto uma desproporção aritmética entre ricos e pobres que, em todos as épocas da humanidade, constituíram a grande massa.

A aceitação conformista dos problemas de natureza econômica e política, concebendo-os como algo estático e insensível a mudanças pelas nossas ações, vem atender aos interesses de uma elite que quer se perpetuar no poder. A necessidade de se transformar a nossa sociedade desigual em uma sociedade igualitária torna-se um dever, implicando numa melhoria do planeta em que vivemos a fim de que todos possamos progredir de forma sadia e adequada.

5. Individual e Coletivo

Através da reencarnação ocorre uma integração constante entre o mundo físico e o extrafísico. Um reage sobre o outro, incessantemente. Tanto os espíritos quanto os homens, que são também espíritos, desempenham um papel imprescindível no aperfeiçoamento da humanidade, pois além de promoverem seu progresso individual, estão colocados “em condições de enfrentar sua parte na obra da criação.” (8)

Afirma o pensador espírita Herculano Pires, com muita propriedade, que “a renovação do homem implica a renovação social, mas desde que o homem renovado se empenhe na transformação do meio que vive, sendo esta, aliás, a sua indeclinável obrigação.” (9)

Essa posição é reafirmada por Herculano nas seguintes palavras: “melhorar apenas o homem numa estrutura imoral equivaleria a melhorar a estrutura com um homem imoral” (10) e “transformar o mundo pela transformação do homem e transformar o homem pela transformação do mundo, eis a dialética do Reino.” (11)

É um equívoco pensar que o Espiritismo propõe a renovação social a partir de uma transformação individualista e que os seus princípios levem o indivíduo a promover a sua transformação na intimidade de sua consciência, sem se politizar e desempenhar o seu papel social como espírita e ser político que é.

Allan Kardec afirma que o “resultado de todos os progressos individuais é o progresso geral” (12) e complementa essa afirmação ao dizer que “a aspiração do homem por uma ordem de coisas melhor que a atual é um indício certo da possibilidade de que chegará a ela. Cabe, pois, aos homens amantes do progresso, ativar este movimento pelo estudo e a prática dos meios que julgam mais eficazes.” (13)

O homem, “concorrendo para a obra geral, também progride” (14). É parte primordial da sociedade e a sociedade, seu espaço de integração. Assim como não pode viver sem a sociedade, a sociedade sem ele deixaria de existir. Um reafirma o outro. “No isolamento o homem se embrutece e se estiola” (15) e a necessidade de sociabilização se impõe como um impulso natural, necessário para o seu progresso e o da coletividade.

Pelos renascimentos sucessivos, o trabalho elaborado em prol de uma sociedade mais fraterna nunca será em vão, pois além de ser uma herança para os que momentaneamente permanecem encarnados, será uma futura recompensa para quem reencontrar a realidade que ajudou a transformar.

Notas Bibliográficas

(1) O Livro dos Espíritos – Allan Kardec - pergunta 169 (Lake - 41ª edição).
(2) Idem – pergunta 132.
(3) Idem – pergunta 592.
(4) A Gênese – Allan Kardec - cap. XI - item 26 (FEB - 20ª edição).
(5) O Céu e o Inferno – Allan Kardec - cap. VIII/&8. (FEB - 22ª edição).
(6) Obras Póstumas – Allan Kardec - 1ª parte/As Expiações Coletivas (Lake - 2ª edição).
(7) O Livro dos Espíritos – pergunta 719.
(8) Idem – pergunta 132.
(9) Espiritismo Dialético – J .Herculano Pires; O Indivíduo e o Meio. (edições A Fagulha - MUE).
(10) O Reino – J.Herculano Pires. Cap. VIII (Edicel - 1ª edição).
(11) Idem – cap. VIII.
(12) Obras Póstumas – Allan Kardec - 2ª parte/Credo Espírita.
(13) Idem – Allan Kardec - 2ª parte/Liberdade, Igualdade e Fraternidade.
(14) O Livro dos Espíritos – pergunta 132.
(15) Idem – pergunta 768.

Texto originalmente publicado no periódico santista Espiritismo e Unificação (maio de 1985).

Fonte: Pense - Pensamento Social Espirita


Novo Código de Umbanda




NOVO CODIGO DE UMBANDA




Escrito por Alex de Oxóssi
22-Jan-2009


Art. 1º - O presente código estabelece normas de condutas aos Umbandistas.

Art. 2º - Umbandista é todo aquele que seja por que caminho for, foi conduzido ao seio da Religião e lá permanece.

Parágrafo Único - Equipara-se à Umbanda, a coletividade de pessoas que de alguma maneira mantém vinculo com a Casa.

Art. 3º - Tratar-se-ão como Irmãos todos os Umbandistas.

Art. 4º - O primeiro Fundamento da Umbanda é a CARIDADE.

Caridade é um sentimento ou uma acção altruísta de ajudar o próximo sem buscar qualquer tipo de recompensa. Amor ao próximo; bondade;

benevolência; compaixão Caridade não tem custo (R$).

Art. 5º - O segundo Fundamento da Umbanda é o AMOR.

AMOR – Pode significar afeição, compaixão, misericórdia, ou ainda,

inclinação.

É tão divino que o ser encarnado tem dificuldade até na compreensão deste

sentimento, é o caminhar na vida levando compaixão, compreensão,

perdão, tolerância, desapego, é não ficar preso a palavras, gestos, fatos,

eventos, situações emocionais; é relevar com compaixão as mágoas, as

injustiças, as decepções vividas no nosso cotidiano, é compreender que tudo

isto é muito pequeno comparado com a grandeza do espírito , com a

grandeza da vida.

É caminharmos fazendo a nossa parte, amando ao próximo como a nós

mesmos, entregando ao CRIADOR, à vida, todas as situações conflitantes,

dolorosas, que momentaneamente possamos estar incapacitados para darmos

a melhor solução, a resposta mais adequada.

É a certeza de que tudo na Terra é ilusório, passageiro, transitório, é só

uma pequena viagem.

Art. 6º - O terceiro Fundamento da Umbanda é a TOLERÂNCIA.

Art. 7º - O quarto Fundamento da Umbanda é a HUMILDADE.

Humildade vem do Latim humus que significa "filhos da terra". Refere-se à

qualidade daqueles que não tentam se projetar sobre as outras pessoas, nem

mostrar ser superior a elas. A Humildade é a virtude que dá o sentimento

exato da nossa fraqueza, modéstia, respeito, pobreza, reverência e

submissão.

Diz-se que a humildade é uma virtude de quem é humilde, quem se vangloria

da sua mostra simplesmente que lhe falta.

Art. 8º - O quinto Fundamento da Umbanda é a HONESTIDADE.

Art. 9º - O sexto Fundamento da Umbanda é a DISCIPLINA.

Art. 10º - O sétimo Fundamento da Umbanda é a sua PLURALIDADE.

Art. 11º - Na Umbanda só existe um CRIADOR. Porem, com diversos nomes,

tipos, denominações; que deverão ser aceitos respeitando-se o sétimo

Fundamento (Art. 10º).

Art. 12º - Na Umbanda cultuaremos os Orixás. Porém com diversos nomes,

tipos, denominações; que deverão ser aceitos respeitando-se o sétimo

Fundamento (Art. 10º).

Art. 13º - A Umbanda é plural e livre, humilde desde sua anunciação, assim

devendo ser praticada.

Art. 14º - Nenhuma corrente de pensamento será discriminada dentro da

Umbanda, todas serão respeitadas e estudadas, cabendo aos Umbandistas

escolherem qual o caminho que desejam seguir, sem que isso implique em

discriminação, menosprezo, e muito menos ainda, seja motivo de discórdia,

perseguição e embates.

Parágrafo Único – Aqueles que desrespeitarem este Artigo serão julgados

apenas e tão somente por suas consciências.

Art. 15º - A nenhuma pessoa encarnada será dado o titulo de Mestre na

Umbanda.

Art. 16º - Todos os Umbandistas são iguais perante o CRIADOR, tendo,

porém cargos dentro das Casas, onde serão respeitados pela sua experiência e

conhecimentos.

Art. 17º - Não haverá cobrança de nenhuma espécie pelos Trabalhos

realizados.

Art. 18º - Não haverá discriminação, intolerância, de nenhuma espécie em

relação às pessoas que buscam auxílios, a demais irmãos de outras Religiões.

Art. 19º - Não haverá discriminação em relação às Entidades que se

apresentam para trabalhar.

Art. 20º - É obrigação do Umbandista procurar aprender sempre as coisas da

Religião, através dos ensinamentos das Entidades pela Casa que freqüenta e

dos estudos direcionados por essas Entidades e ou pelos Dirigentes das

referidas Casas.

Art. 21º - A nenhum Umbandista é dado o direito de julgar as outras Casas

ou Religiões.

Art. 22º - Ao Dirigente de cada Casa é dada a responsabilidade sobre o

desenvolvimento, preparação e ensinamentos aos novos Umbandistas, que

passam a ser seus Filhos e Filhas, assim como também é de sua

responsabilidade as conseqüências deste desenvolvimento, preparação e

ensinamentos.

Parágrafo Único – A consciência é o guia e o juiz do Umbandista, devendo ser

sempre utilizada.

Art. 24º - Este Código entra em vigor na data de sua aceitação.

Art. 25º - Além de não revogar as disposições em contrário, obriga-se o uso

do LIVRE ARBÍTRIO.

Aruanda, 15 de novembro de 2008.

Um espírito irmão e amigo,

Sarava Aruanda!

Sarava Umbanda!

Fonte: Portal Povo de Aruanda



Calendário Assistência 2017

TENDA ESPÍRITA MAMÃE OXUM

CALENDÁRIO ASSISTÊNCIA - 2017.

C.E. Miguel Arcanjo e Tenda Espirita Mamãe Oxum-

Rua Francisco Framback, 91 E – Cascatinha - Petrópolis - RJ

ABRIL

MAIO

JUNHO

23 – Reabertura do Terreiro às 20h – Saudação à Ogum

02 – sexta-feira – Pretos Velhos

28 - sexta-feira - Exus

05 - sexta-feira – Pretos Velhos

07 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

10 - quarta-feira- Estudo da Umbanda

09 – sexta-feira – Saúde

12 - sexta-feira – Saúde

13 – terça-feira – Saudação Aos Exus – Bênção dos Pães – 20h

13 – sábado – Saudação aos Pretos Velhos

16 – sexta-feira – Não tem Gira

17 – quarta-feira – Doutrina - Vovó Catarina

21 – quart-feira – Doutrina – Vovó Catarina

19 – sexta-feira – Caboclos

23 – sexta-feira – Caboclos

24 – quarta-feira –Saudação à Sta. Sara,

e Povo Cigano

28 – quarta-feira – Doutrina

26 – sexta-feira - Malandros

30 – sexta-feira - Exus

JULHO

AGOSTO

SETEMBRO

05 – quarta-feira – Doutrina

02 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

01 – sexta-feira – Pretos Velhos

07 – sexta-feira – Pretos Velhos

04 – sexta-feira – Pretos Velhos

06 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

12 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

09 – quarta-feira – Doutrina

08 – sexta-feira – Saúde

14 – sexta-feira – Saúde

11 – sexta-feira – Saúde

13 – quarta-feira – Doutrina

19 – quarta-feira – Doutrina – Vovó Catarina

16 – quarta-feira – Saudação à Obaluaê e Omolu

15 – sexta-feira – Caboclos

21 – sexta-feira – Caboclos

18 – sexta-feira – Caboclos

20 - quarta-feira – Doutrina – Vovó Catarina

28 – sexta-feira - Exus

23 – quarta-feira – Doutrina – Vovó Catarina

22 – sexta-feira – Não Tem Gira

25 – sexta-feira – Malandros

24 – Domingo – Saudação à Ibeijada - às 17h

30 – quarta-feira – Doutrina ou Palestra

27 – quarta-feira – Distribuição Doces

29 – sexta - Exus

OUTUBRO

NOVEMBRO

DEZEMBRO

.04 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

01 – quarta-feira – Terreiro Fechado

02 - Confraternização

06 – sexta-feira – Pretos Velhos

03 – sexta-feira – Não tem Gira

08 – sexta-feira – Saudação à Oxum e bênção dos Pretos Velhos – 20h

11 – quarta-feira - Não tem Doutrina

08 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

09 – Oferendas na Praia – saída 17h

12 – quinta-feira – Cachoeira / Mata

10 - sexta-feira – Saúde

13 – sexta-feira – Não tem Gira

15 – Feriado – Saudação aos Malandros

18 – quarta-feira – Doutrina – Vovó Catarina

17 – sexta-feira – Caboclos

20 – sexta-feira – Caboclos

22 – quarta-feira – Doutrina

25 – quarta-feira – Doutrina – Doutrina ou Palestra

24 – sexta-feira – Exus

27 – sexta-feira - Ciganos

29 – quarta-feira – Doutrina – Vovó Catarina

A giras de sextas-feiras têm início às 20 horas. As fichas são distribuídas a partir de 19:45 até as 21:30. As pessoas que chegarem após este horário receberão apenas o passe, sem consulta.

Nossa casa não cobra consultas nem trabalhos, porém aceitamos colaboração de materiais de uso como velas, fósforos, charutos, fumos, etc...

ATENÇÃO: NÃO É PERMITIDO PARA ATENDIMENTO, PESSOAS COM MINI-SAIAS, SHORTS OU BERMUDAS CURTAS, BLUSAS MUITO DECOTADAS OU MINI-BLUSAS, CAMISETAS TIPO MACHÃO.

A CARIDADE NÃO SERÁ NEGADA, PORÉM RESPEITEM O TEMPLO RELIGIOSO.

(Baixe o seu calendário em PDF, clicando aqui)

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