sábado, dezembro 03, 2011

O Trabalho de Cura




CURAS ESPIRITUAIS NOS TERREIROS UMBANDISTAS

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Com muita freqüência as curas espirituais chamam a atenção de pessoas e dos Templos Umbandistas.

Até onde devemos criar expectativas em torno delas? Seriam físicas, espirituais, paliativas ou psicológicas?

Com o desaparecimento do médico/clínico e da família, os doentes são tratados de forma mecânica. Sendo assim, a atenção e o apoio espiritual/psicológico contribuem consubstancialmente para o ânimo, a esperança e a melhora do doente. A Organização Mundial da Saúde não considera saúde como ausência de doença, mas mostra-a como resultado de fatores biológicos, sociológicos, psicológicos e econômicos, que passam a configurar o quadro de bem estar.

Para um tratamento espiritual, jamais poderemos abrir mão da medicina, mas sim, se complementarem a fim de obter o resultado desejado. As doenças psicossomáticas exteriorizam vivências passadas e fica difícil dizer se existe uma doença mental ou atividade obsessiva espiritual.

Se doente, ou ficar doente, resulta da vibração fora da harmonia, surge do pensamento e é um modo de aprender algo de si mesmo. Ser curado é estar em consonância com o Universo. A Doutrina Umbandista tem muito a contribuir para o bem estar das pessoas.

Fora às “cirurgias espirituais”, o atendimento, o passe, os tratamentos espirituais em geral, aliados a orientação Umbandista, já produzem bons efeitos.

Na mensagem “Nos Serviços de Cura”, psicografado por Chico Xavier, o Dr. Bezerra de Menezes adverte:

“Não basta restaurar simplesmente o corpo físico. É inadiável o dever de buscarmos a cura espiritual para a vida eterna”.

Isso tudo é indispensável a qualquer atividade de cura.

Resolvemos colocar este ícone de “Cura Espiritual nos Terreiros de Umbanda” em nosso site, para que os que estão habilitados para tal mister, tenham subsídios para estudarem e aprenderem um poucos mais, sobre tão maravilhosa e responsável missão. Afinal, Curas Espirituais não é tão somente vestir uma roupa branca, deitar uma pessoa numa maca e gesticular aleatoriamente.

Nos importantes artigos sobre cura espiritual que serão apresentados para o esclarecimento dos Templos Umbandistas que utilizarão de “Trabalhos de Cura”, tudo o que se referir ao Espiritismo, também é válido para a Umbanda, pois, nesse sentido, coadunamos dos mesmos pensamentos.


A LINHA MESTRA DE TRABALHOS ESPIRITUAIS DOS MAGOS BRANCOS DO ORIENTE

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A Linha Mestra de Trabalhos Espirituais dos Magos Brancos do Oriente é a mesma que comumente é chamada de “Linha do Oriente”, e vieram para a Umbanda, na sua implantação, a fim de incrementarem com suas sabedorias e seus conhecimentos, o nascer de uma religiosidade que iria atender a todas as necessidades humanas e espirituais.

Grande parte das doenças tem sua origem no psiquismo e a orientação segura para o desenvolvimento das faculdades mediúnicas se fazia necessária, a fim de atuar com eficiência no atendimento às pessoas aflitas. Para isto, a Linha Mestra de Trabalhos Espirituais dos Magos Brancos do Oriente, dirigida pela Veneranda Kuan Yin e pelo Venerando Mahababa, tendo como patrono para a Umbanda, São João Batista, o Joe como patrono e respons trouxeram consigo milhares de trabalhadores, capazes de auxiliar nesse desenvolvimento, fortalecendo o psiquismo dos médiuns, a fim de guardar-lhes o equilíbrio.

Atualmente buscam as casas que se dedicam a Espiritualidade Maior, calcadas na observância do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, no amor, caridade, fé e fraternidade, para a vigilância e o atendimento às vitimas que se encontram nas garras do baixo astral. São trabalhadores fortes e enérgicos, sempre prontos ao auxílio fraterno. Dedicam-se e em muito à aculturação evangélica e, através dos conhecimentos milenares, vem despertando o mundo para a simplicidade da vivência cristã. Além disso, buscam, por meio da ciência, despertar nas consciências o conhecimento das vidas sucessivas.

São experientes em socorrer e reeducar Espíritos de carrascos e supliciadores; violentados e violentadores, que, abandonando a carne em tão difícil situação, permaneciam na Crosta da Terra, influenciando a humanidade, para que provocassem outros desmandos. Encaminham esses Espíritos para o tratamento adequado para as suas angústias; assim, eles se preparam para novas reencarnações, nas quais procurarão aprender a amar uns aos outros em grupos familiares ou de ideal fraterno. Especializarem-se na desvinculação dos complexos processos obsessivos mentais, onde a gravidade dessas obsessões fica gravada nas matrizes profundas dos corpos espirituais.

Trouxeram todos os conhecimentos milenares, que capacitaria à humanidade no desenvolvimento de suas faculdades interiores, mostrando-nos que a mediunidade é a faculdade que ajuda as criaturas que andam em busca do Divino Criador e só poderão encontrá-lo, quando desenvolverem o sentimento da compreensão e do entendimento, conquistando a paz para os próprios corações, nos orientando na prática e na execução dos dons divinos. São especialistas na prática da espiritualidade superior, bem como no desmanche de magias negras, feitiçarias e atuações espirituais negativas que atinge a nossa mais sublime contextura espiritual.

É uma Linha de Trabalhos Espiritual de atuação muito caridosa, amorosa e trabalhadora, envidando todos os esforços no crescimento dos filhos de fé e de todos que a eles recorrem. A Linha Mestra de Trabalhos Espirituais dos Magos Brancos do Oriente, na Umbanda, atua em processos curativos físicos, atuando grandemente também na cura do nosso Espírito. Portanto, todo o trabalho de cura na Umbanda é supervisionado pela Linha Mestra de Trabalhos Espirituais dos Magos Brancos do Oriente.

A Linha Mestra de Trabalhos Espirituais dos Magos Brancos do Oriente pela sua bondade e misericórdia, durante todo esse processo de amadurecimento necessário aos umbandistas, encontraram guarida em algumas casas, pautadas na evangelização e no amor, onde se fazem presentes na “cura”, até o dia que se abrisse o precedente para que pudessem atuar de forma completa, servindo-se de médiuns maduros e conscientes. Enquanto a “permissão” do Alto não acontecia e enquanto os médiuns não dessem condições de amadurecimento espiritual/mediúnico, ainda assim, sempre se fizeram presentes de modo silencioso, delicado e reservado. Quando os nossos irmãos Magos do Oriente se fazem presentes na fase da incorporação, utilizando a sua própria roupagem fluídica nos dão mensagens de cunho religioso e filosófico dentro de uma pureza e de uma sabedoria impressionantes, usando um linguajar catedrático. Assim o fazem para que os filhos de fé observem que a Umbanda também tem fundamentos, e que não é somente dirigida por Espíritos que não possuem cultura, como muitos pensam. Pela simplicidade no linguajar dos nossos irmãos Guias da Umbanda, muitos filhos de fé, por desconhecimento, não dão a devida atenção aos ensinamentos das nossas entidades, procurando incrementar nos filhos de fé a responsabilidade da reforma íntima.

Muitos Templos Umbandistas não trabalham diretamente com os Povos do Oriente, devido ao total desconhecimento do tipo de atuação desses Guias Espirituais e estes permanecem no campo mediúnico de forma passiva, aguardando o amadurecimento necessário para que possam atuar de modo ativo. A Linha Mestra de Trabalhos Espirituais dos Magos Brancos do Oriente somente atuará de forma incisiva na mediunidade nos Templos Umbandistas, quando seus filhos de fé começarem a absorver a espiritualidade maior, aplicando-a em sua vida material e espiritual, através da Evangelização, Reforma Íntima, Moral, Fé, Amor e Devoção, pois só assim encontrarão guarida mediúnica/espiritual para atuarem de forma luminosa na vida de todos.

Atentem bem para o fato de que os Guias Espirituais pertencentes a Linha Mestra de Trabalhos Espirituais dos Magos Brancos do Oriente manifestam-se na fase de incorporação para os casos especiais já citados em linhas acima (trabalhos de cura e palestras elucidativas); esses Guias Espirituais não realizam atendimentos corriqueiros, como o fazem os Caboclos, os Pretos-Velhos, etc. Se fazem muito presentes através da mediunidade intuitiva, curativa, psicográfica e principalmente através do Araporã (a cura pelo amor) um sistema de imposição de mãos da Umbanda, coordenado pela Confraria dos Magos Brancos do Oriente.

Agora, para os trabalhos de atendimento corriqueiro, a Linha Mestra de Trabalhos Espirituais dos Magos Brancos do Oriente tem a “Linha Auxiliar de Trabalhos Espirituais dos Ciganos” – que atuam nos assuntos terrenos com grande maestria, pois estão muito próximos aos humanos encarnados.

Vejam, que nas aplicações do Araporã não há a necessidade de incorporação mediúnica, pois seus aplicadores estão intimamente ligados a Confraria dos Magos Brancos do Oriente, que atuarão delicadamente e incisivamente nos plexos mediúnicos, mas de forma passiva, canalizando suas energias e suas bênçãos.

Onde houver o Araporã, ali estará à atuação direta dos Magos Brancos do Oriente. Toda Casa Umbandista devotada ao Araporã, contará com a presença de Guias Espirituais da Linha do Oriente que presidirão e darão assistência espiritual nas aplicações. Todos os médiuns pertencentes àquela Casa Umbandista contarão com a presença de Guias Espirituais da Linha do Oriente atuando em sua mediunidade, a fim de se manifestar à presença do amor Divino nas aplicações do Araporã. Lembrem-se que os Guias militantes na Linha Mestra não apreciam consultas corriqueiras, mas atuam nas aplicações do Araporã, e, incorporados em trabalhos caritativos de cura, que são suas manifestações diretas.

A Linha Mestra de Trabalhos Espirituais dos Magos Brancos do Oriente também tem como agregado, a Linha Auxiliar de Trabalhos Espirituais dos Curadores. Todos os Espíritos militantes em trabalhos caritativos de cura, sejam quais forem ou de onde vieram, pertencem à Linha Auxiliar de Trabalhos Espirituais dos Curadores. São os especialistas em curas.

Lembrem-se: tanto os arquétipos Curadores quanto os arquétipos Ciganos, tratam-se de Linhas Auxiliares de Trabalhos Espirituais; portanto, não são Linhas de Trabalhos Raciais e nem Étnicas.

Não pensem que os Guias atuantes na Linha do Oriente são Espíritos que viveram tão somente em terras orientais, mas sim, Espíritos ligados em grau, atividades, moral e trabalho; então, estarão presentes nas aplicações do Araporã, e em trabalhos de cura, Caboclos, Pretos Velhos, Crianças, Baianos, Médicos, Enfermeiras, Sacerdotes, Curandeiros, Pajés, etc., e mais Guias Orientais mesmo, todos interligados nos mesmo ideais. Não nos esqueçamos que Linha de Trabalho Espiritual é uma postura e não agrupamento racial ou étnico regional.

Temos grandes Magos do Oriente como nossos Guias Espirituais, a incrementar nossa espiritualidade como: Maharajah, Mestre Zartú, Pai Jacob, Kuan Shi Yin, Mahababa, Samara, Orí do Oriente, Rabi Kyamansu, Jimbaruê de Aruanda, Mestre Luiz, Inhoarairi, Itaraiaci, Marcos I, Chang Foi Lang, Ling Fo, Maria de Magdala, Swami Hia, Krisna, Hilarion, El Morya, Sêmulo, Razin, Maria de Magdala, Ghandi, Ramatis, Akenaton, Pai Emmanuel do Oriente, Pai João do Tibet, Pai Ramim do Oriente, Pai Samuel dos Himalaias, entre outros.

Daí, vamos entender, que muitos irmãos, Espíritos superiores pertencentes em algumas de suas encarnações a povos do Oriente, ou mesmos usando roupagem fluídica oriental, pertencem a uma Linha específica de trabalho na Umbanda. Esta Linha trouxe para a Umbanda, o auxílio dos Espíritos, que quando encarnados, muitos pertenceram a raças provindas do Oriente, com toda a sua bagagem cultural e religiosa, ou seja, Marroquinos, Caldeus, Beduínos, Assírios, Babilônios, Hindus, Árabes, Japoneses, Chineses, Mongóis, Muçulmanos, Judeus, Tibetanos, Fenícios, etc.

AS CONFRARIAS DA UMBANDA

Aruanda para os Umbandistas é o local de morada dos Espíritos, ou seja, o mesmo Céu dos católicos, dos judeus, dos islâmicos, etc.

Sabemos que cada agremiação religiosa existente no mundo tem sua origem e localização em alguma parte do grande astral, e conseqüentemente tem os Espíritos que a dirigem, controlando, auxiliando, magnetizando, irradiando forcas benéficas, para que essa religião possa se efetivar positivamente no plano terrestre, como via ascensional para Deus.

Portanto estamos intimamente ligados com a religião que professamos (desde que a tenhamos de alma e coração), e estamos ligados a toda espiritualidade regente dessa religião.

Então, como todas as religiões, a Umbanda também têm seu assentamento na espiritualidade e possui locais específicos para o seu trabalho, tendo como moradores Espíritos afins aos seus postulados, todos vivendo harmoniosamente, disciplinados e com o mesmo Espírito de iniciativas e metas.

Aqui trataremos especificamente da Umbanda.

O plano espiritual ostenta-se por toda à parte, em redor de nós ou de espaço delimitado.

Tudo o que existe nas Confrarias espirituais é produto do poder mental de seus habitantes, que moldam a paisagem espiritual pelo pensamento e vontade criadora, moldando vestes etéreas que os cobrem, bem como as habitações e tudo o que existe em que lhe apraz viver.

Existem inúmeras Colônias espirituais no plano astral da Terra. Colônias são cidades espirituais que abrigam os desencarnados temporariamente.

As Colônias podem ser pequenas, medias ou grandes, dependendo do trabalho efetuado perante a espiritualidade.

As Confrarias, por localizarem-se em Camadas Concêntricas Superiores, não são assediadas por Espíritos trevosos, portanto não tem nenhum sistema de defesa a não ser a fé, o amor e a luz de Deus por proteção. Lembre-se que os Espíritos trevosos não adentram de maneira nenhuma as Camadas Superiores de Luz, devido a sua baixa espiritualidade. Se adentrassem, seus corpos mentais não agüentariam a superioridade do local.

Nas Confrarias existem moradias, praças, grandes hospitais, escolas, bibliotecas, jardins, casas de repouso, locais para reuniões e palestras.

Já, as Irmandades são fechadas; têm portões, sistemas de defesa, sentinelas, guardiões, moradias, praças, hospitais, manicômios, biblioteca, casas de repouso, jardins, locais para reuniões e palestras.

As Irmandades sofrem constantemente o assédio dos Espíritos inferiores, devido às constantes mudanças que efetuam, indo de um local para o outro, e podem se locomover desde as Camadas Concêntricas Superiores, até as Camadas Concêntricas Inferiores, menos nas Zonas Sub-Crostais Inferiores.

As Confrarias ligadas a Umbanda são dirigidas por Templos dedicados as Irradiações de Deus, tendo intercambio uma com as outras e com os postos de socorro a elas subordinadas.

Existem as Fraternidades, também comandadas por Templos, que perfazem o conjunto que denominamos de Confraria.

Todas as Fraternidades possuem as “Escolas de Regeneração”, organizadas e dedicadas às varias atividades pertinentes à questão individual do necessitado e geralmente são utilizadas para a recuperação de irmãos mentalmente escravizados no mal, mas já desligados deste mesmo mal.

As Irmandades, subordinadas as Fraternidades, são postos de socorro móveis (transitórios ou rotativos) e são locais em que os Espíritos socorridos têm permanência transitória, sendo amparados e orientados tendo a liberdade de escolher o caminho a seguir.

Somente na “Confraria dos Cavaleiros da Luz Divina”, os Espíritos mais trevosos e renitentes, ficam alojados obrigatoriamente em celas prisionais e/ou manicômios especializados, recebendo tratamento adequado para que seus mentais conturbados sejam apaziguados e possam se libertar de suas viciações, pois se deixassem livres, iriam atormentar os humanos novamente.

A “Confraria dos Cavaleiros da Luz Divina” está localizada nas zonas purgatoriais, ou mais comumente conhecida como Umbral. O Umbral é uma região dolorosa, criada, erguida e cultivada pela mente rebelde e viciosa humana. No Umbral não existe um comando; é cada um por si. É uma espécie de zona purgatorial.

Na espiritualidade, a Umbanda esta ligada às seguintes organizações: Confrarias; Fraternidades Irmandades; Fortalezas; e, Reformatórios.

As Fortalezas e os Reformatórios serão explanados no livro: “Os Guardiões Exús e as Guardiãs Pombas Gira na Umbanda – Seu Simbolismo e Função”.

O QUE SÃO AS CONFRARIAS

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As Confrarias são os agrupamentos direcionadores e delas surgem as Fraternidades, que são “agrupamentos” especializados em diversos tipos de atividades. Os dirigentes das Confrarias são conhecidos como “Venerandos”. As Confrarias ligadas a Umbanda, dão apoio e sustentação a todas as Casas Espiritualistas Cristãs, com base no Evangelho, no Amor e no Perdão.

As Confrarias, para se ter uma idéia do tamanho, se parecem com imensas cidades, algumas chegando até o tamanho aproximado de um estado brasileiro. Dentro das Confrarias existem Templos, fora às habitações, escolas, hospitais, pronto socorros, manicômios, praças, centro de estudos, bibliotecas, centro de palestras, locais para reuniões, etc. Existe toda uma complexidade de habitações necessárias ao trabalho ali realizado.

As palestras realizadas nas Confrarias são disputadíssimas, tendo recursos audio/visuais e seguem um padrão de harmonia impressionante. Quando o Venerando ou a Veneranda vai realizar alguma palestra doutrinaria, falta lugar para se acomodar, pois são esmerados no trato Evangélico e dos assuntos tratados com carinho e amor.

No centro de cada Confraria, existe um grande Templo dedicado ao Poder Reinante do Divino Criador (Orixás) respectivo, e de lá partem as Irmandades que dividem a agremiação em seis partes, tendo outras em oito ou nove partes.

Nos momentos de orações diárias, toda a Confraria se recolhe em preces fervorosas, onde vemos a luz de Deus se irradiar em tudo e em todos. São momentos preciosos.

As Bibliotecas das Confrarias são verdadeiras bênçãos de conhecimentos, todas com imensos volumes maravilhosos na encadernação e no conteúdo espiritual.

O Bosque da Harmonização é de uma beleza sem igual. Todo rodeado por árvores delicadas e flores de um perfume inigualável. Todo Bosque das Confrarias é cortado por um imenso rio de águas caudalosas, serenas, que parte, de uma imensa cachoeira ladeada por pedras esverdeadas e toda cercada por roseiras multicoloridas. A música por lá é constante e não se consegue saber de onde parte. Por todos os lados que se vá ouve-se aquela música inebriante, calmante, que leva nossas almas até os páramos da Luz.

A impressão que se têm é que a qualquer momento, um ser do mais alto padrão espiritual irá entrar em contato visual com todos. A música penetra em nosso ser de uma maneira tal, que somos levados a viagens interiores de onde nunca gostaríamos de sair. Fontes luminosas grassam por toda parte. É indescritível.

O Templo Sede é um Santuário de Bênçãos, onde mentores iluminados, habitantes de regiões mais puras e mais felizes, se fazem presentes, a trazer o amor, o carinho e a palavra amiga.

Assim as agremiações estão divididas em seis, sete, oitos ou nove partes, cada uma delas partindo do Templo Central, configurando-se em centro administrativo.

Em toda a volta do Templo central está à grande praça, de maravilhosos contornos, ostentando imensos jardins e que, para que se avalie o tamanho, está apta para receber, comodamente cerca de um milhão de pessoas. Nesta praça, esta o ponto de convergência das Fraternidades. Nos Templos Sedes vivem os abnegados Venerandos trabalhadores incansáveis.

As Fraternidades também possuem uma praça que as circunda, recebendo também comodamente cerca de 200 mil pessoas cada uma. Todas as construções e pavimentações são simples, mas ricamente elaboradas, contendo bancos ao seu redor, todos sob a sombra de árvores frondosas. Graça por toda a volta jardins, contendo inúmeras espécies de flores delicadas, graciosas e multicoloridas, perfumando todo o local.

Além da praça temos núcleos habitacionais (que são aos milhares), destinados aos trabalhadores de cada Irmandade, sendo que os mais graduados, geralmente moram mais perto do grande Templo.

Existem grandes parques arborizados, onde se erguem grandes construções destinadas ao lazer dos habitantes. São salas de música, relaxamento, etc.

Existe também lagos, cachoeiras, mar, campinas, bosques, ou seja, tudo o que temos na Natureza terrena, lá também existe, só que de forma melhorada. A fauna e a flora são exuberantes e todos vivem harmonicamente. Os bosques são riquíssimos em vegetais floridos, perfumados e toda a fauna é exuberante, com pássaros voando graciosamente, enquanto outros animais se achegam para receberem um afagar carinhoso. São imensamente dóceis e amigos. Existem rios bordados por imensos tapetes de grama viçosa, onde se vislumbram cisnes, patos, peixes, todos em harmonia ambiental. Os rios correm tranqüilamente, refletindo em suas águas todo o firmamento.

Em todas as Confrarias reinam o amor incondicional e em certos ambientes propícios, onde a Natureza parece nos abraçar, constituem locais excelentes para encontros de almas gêmeas, onde fazem juras eternas de amor.

Os móveis existentes em todas as habitações são muito parecidos com os terrenos. Todas as residências são cortadas por amplas avenidas arborizadas, todas indo em direção do grande Templo. Em volta das casas existem grandes jardins floridos e árvores frondosas com sombras abençoadas. O ar é puro e a atmosfera de profunda tranqüilidade espiritual. Nas Confrarias não existe nenhum sinal de inércia ou de ociosidade. Os edifícios são simples, mas de uma beleza sem igual. Em tudo reina a simplicidade, a ordem, a limpeza, a igualdade e a harmonia. Os núcleos residências, destinados aos Espíritos, são adquiridos por méritos caritativos, que como um “salário” é pago ao trabalhador por hora de trabalho prestado a comunidades espiritual ou material. São adquiridas pelo trabalho perseverante, no auxilio ao próximo.

Em toda a Confraria existem campos de cultivo, destinados a alimentação de seus habitantes. À tardinha, quando o sol se põe, ouve-se um leve bater de sinos e os trabalhadores se recolhem em seus lares, enquanto outros continuam suas tarefas. É o momento do reencontro familiar, orações, bênçãos, alimentação e repouso necessário. A disciplina hierárquica e os horários são regiamente cumpridos. Não existem confrontos, dúvidas e questionamentos infelizes. O amor é tudo nas Confrarias.

Dentro da Confraria existem as Fraternidades, que são grupos específicos de trabalho, cada uma com suas atividades e trabalhadores especializados. Os dirigentes das Fraternidades são conhecidos como Mestres. Das Fraternidades surgem as Irmandades, que são “casas da luz” que tem por finalidade o socorro imediato, e se locomovem (toda Irmandade – São como casas transitórias) de um lado para o outro, segundo as necessidades; os dirigentes das Irmandades são conhecidos como Pais e Mães. Cada uma dessas colônias tem trabalhos específicos perante Deus a toda à humanidade. Vale lembrar, que cada uma delas irradiam forças de Deus, e dependendo dos Orixás que a regem, saberemos que tipo de irradiação seria. Isso vale para as Confrarias, Fraternidades e Irmandades. Cada um dos Templos tem um trabalho especifico, dependendo do Orixá regente.

No plano terreno surgem as humanizações das Irmandades, as quais denominamos de “Templos Umbandistas e/ou agremiações religiosas e espiritualistas” e seus trabalhadores são denominados de “Servidores” (médiuns de Umbanda) e são a concretização e o trabalho das Confrarias no plano terreno.

Em todas as Confrarias existem os complexos habitacionais, hospitalares, casas de repouso, bibliotecas, centros de estudos, escolas de conhecimento, casas de recepção e bosques de harmonização, somente modificando os trabalhos realizados, dependendo do tipo de atividade a que se destina a agremiação.

Vamos agora, sucintamente, vislumbrar como é a Confraria dos Magos Brancos do Oriente. Num dia de “arrebatamento”, foi-nos mostrado com detalhes, a grandeza dessa Confraria Espiritual.

Esmiuçaremos todas as Confrarias ligadas à Umbanda no livro: “Os Guias Espirituais Militantes da Umbanda – Seus Simbolismos e Funções” de nossa autoria, no prelo.

CONFRARIA DOS MAGOS BRANCO DO ORIENTE

Na Confraria dos Magos Brancos do Oriente, o Templo central é o “Templo da Irmandade do Grande Oriente”, dedicado ao Senhor da Vida, e a aculturação evangélica e, através dos conhecimentos milenares, vem despertando o mundo para a simplicidade da vivência cristã. Além disso, buscam, por meio da ciência, despertar nas consciências o conhecimento das vidas sucessivas, bem como a benção da mediunidade.

Este Templo é todo confeccionado de um material muito parecido com madrepérola, tal o seu brilho e a sua irradiação. Todas as paredes externas são desenhadas com arabescos, traduzindo trechos espirituais de alto quilate em uma linguagem muito antiga, desconhecido por nós humanos. É todo ladeado por jardins e fontes de extrema beleza.

Muitos animais por ali passeiam livres, e o que mais chama atenção, são belos pavões multicoloridos que dão um toque todo especial ao local. Só para se ter uma idéia, ele é muito parecido com o Taj Mahal da Índia. Como em todas as Confrarias, ali também existem moradias e a disciplina é esmerada. Todo o ar em volta da Confraria tem um leve perfume de sândalo e rosas, que inebria nossa alma e eleva o nosso Espírito. A roupagem de muitos Espíritos ali residentes em muito se assemelha a mesma que tiveram na vida terrena, ou seja, vestes indianas, egípcias, marroquinas, beduínas, chinesas, etc. Existem sete alamedas que partem simetricamente do Templo Central, em linha reta, cada uma terminando numa Fraternidade. Daremos agora o nome da cada Fraternidade e o dirigente de cada uma.

Não daremos os pormenores das atividades das Fraternidades aqui expostas para não criar expectativas, e muito menos desenvolver conceitos fixos para o grandioso trabalho desenvolvido pelos nossos irmãos do Oriente; só passaremos uma breve pincelada de suas atividades. Só podemos dizer que todas, em uníssono, trabalham para o bem geral, nos incitando diuturnamente o bem, o amor, a paz, a fraternidade, a reforma íntima e a caridade.

Fraternidade do Sol Nascente – Mestra Amaterasu Omikami

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Esta Fraternidade tem como tarefa a harmonização na Terra. Mostra-nos que a diferença racial desaparece quando os homens, conscientizando-se de suas atribuições como filhos do Criador, aprendem a respeitar-se mutuamente, através de um ideal superior. Seus trabalhadores cuidam das mulheres desvalidas, sem família, prejudicadas, que peregrinaram sem lar na Terra, mas encontraram no Espaço alguém que lhes ofereceu condições para reconquistarem a dignidade feminina, tornando-se as enfermeiras de quantos vagam por este Vale de Lágrimas, vitimas da obsessão. Libertando as mentes escravizadas no vicio e no erro, elevam-nas, para que, se reencontrado a si mesmas, reencontrem o Criador.

Fraternidade da Paz Celestial – Mestre Lao Tzú

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Dedica-se à aculturação evangélica e, através dos conhecimentos milenares, vem despertando o mundo para a simplicidade da vivencia Cristã. Nessa Fraternidade existe uma biblioteca de grandes proporções, possuidora de documentos raros e obras de suma importância, reveladoras de todo o conhecimento humano, supervisionada pelo próprio Lao Tzú

Esta Fraternidade nos ensina que nenhuma tarefa deveria ser apressada, bastante, e que tudo deve acontecer no seu devido tempo. Que a “simplicidade” é a chave para a verdade e a liberdade. Encorajam-nos para observarmos mais a Natureza do que os acontecimentos de mestres; a observarem e entenderem as leis da Natureza, a desenvolverem a intuição e a construir um poder pessoal a ser usado para se conduzir na vida com carinho e sem imposição da força.

Fraternidade dos Discípulos do Himalaia – Mestre Siddhartha Gautama

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Se fosse preciso reeducar as criaturas encarnadas, necessário também seria socorrer carrascos e supliciados, violentados e violentadores, que, abandonando a carne em tão difícil situação, permaneciam na Crosta da Terra, influenciando a Humanidade, para que provocasse outros desmandos.

Procuram as entidades chamar esses Espíritos desviados para o caminho da verdade e do Amor Cristão, encaminhando-os ao lugar onde recebem o tratamento adequado para as suas angustias; assim, eles se preparam para novas reencarnações, nas quais procurarão aprender a amar uns aos outros em grupos familiares ou de ideal fraterno.

Essa Fraternidade nos auxilia a entendermos e praticarmos as “Quatro Nobres Verdades”:

1. A Natureza do Sofrimento: Esta é a nobre verdade do sofrimento: nascimento é sofrimento, envelhecimento é sofrimento, enfermidade é sofrimento, morte é sofrimento; tristeza, lamentação, dor, angústia e desespero são sofrimentos; a união com aquilo que é desprazeroso é sofrimento; a separação daquilo que é prazeroso é sofrimento; não obter o que queremos é sofrimento; em resumo, os cinco agregados influenciados pelo apego são sofrimento.

2. Origem do Sofrimento: Esta é a nobre verdade da origem do sofrimento: é este desejo que conduz a uma renovada existência, acompanhado pela cobiça e pelo prazer, buscando o prazer aqui e ali; isto é, o desejo pelos prazeres sensuais, o desejo por ser/existir, o desejo por não ser/existir.

3. Cessação do Sofrimento: Esta é a nobre verdade da cessação do sofrimento: é o desaparecimento e cessação sem deixar vestígios daquele mesmo desejo, o abandono e renúncia a ele, a libertação dele, a independência dele.

4. O Caminho para a Cessação do Sofrimento: Esta é a nobre verdade do caminho que conduz à cessação do sofrimento: é este Nobre Caminho Óctuplo: entendimento correto, pensamento correto, linguagem correta, ação correta, modo de vida correto, esforço correto, atenção plena correta, concentração correta.


Fraternidade dos Discípulos do Deserto – Mestre João Batista

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São João Batista é o patrono espiritual, e tem o comando terreno da Linha do Oriente para a Umbanda.

Data Comemorativa : 24 de Junho (é o dia que comemoramos toda a Linha do Oriente)

A relevância do papel de São João Batista reside no fato de ter sido o “precursor” de Cristo, a voz que clamava no deserto e anunciava a chegada do Messias, insistindo para que os judeus se preparassem, pela penitência, para essa vinda. Já no Antigo Testamento encontramos passagens que se referem a João Batista. Ele é anunciado por Malaquias e principalmente por Isaías. Os outros profetas são um prenúncio do Batista e é com ele que a missão profética atingiu sua plenitude. Ele é assim, um dos elos de ligação entre o Antigo e o Novo Testamento. Segundo o Evangelho de Lucas, João, mais tarde chamado o Batista, nasceu numa cidade do reino de Judá, filho do sacerdote Zacarias e de Isabel, parenta próxima de Maria, mãe de Jesus. São João Batista era valoroso pregador, amigo da justiça e da verdade. Operário, é ele o símbolo rude da verdade. Exprimindo a austera disciplina que antecede a espontaneidade. João é o primeiro sinal do cristão ativo, em guerra com as próprias imperfeições do seu mundo interior, a fim de estabelecer com Jesus, o santuário de sua realização. Chamado o Batista porque, por ele, o povo era batizado no rio Jordão, confessando os seus pecados.

Lucas narra as circunstâncias sobrenaturais que precederam o nascimento do menino. Isabel, estéril e já idosa, viu sua vontade de ter filhos satisfeita, quando o anjo Gabriel anunciou a Zacarias que a esposa lhe daria um filho, que devia se chamar João.

Depois disso, Maria foi visitar Isabel. “Ora quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ventre, e Isabel ficou repleta do Espírito Santo. Com um grande grito, exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! Donde me vem que a mãe do meu Senhor me visite?”(Lc 1:41-43). Todas essas circunstâncias realçam o papel que se atribui a João Batista como precursor de Cristo.

Ao atingir a maturidade, o Batista se encaminhou para o deserto e, nesse ambiente, preparou-se, através da oração e da penitência – que significa mudança de atitude, para cumprir sua missão. Através de uma vida extremamente coerente, não cessava jamais de chamar os homens à conversão, advertindo: “Arrependei-vos e convertei-vos, pois o reino de Deus está próximo”. João Batista passou a ser conhecido como profeta. Alertava o povo para a proximidade da vinda do Messias e praticava um ritual de purificação corporal por meio de imersão dos fiéis na água, para simbolizar uma mudança interior de vida. A vaidade, o orgulho, ou até mesmo, a soberba, jamais estiveram presentes em São João Batista e podemos comprová-lo pelos relatos evangélicos. Por sua austeridade e fidelidade cristã, ele é confundido com o próprio Cristo, mas, imediatamente, retruca: “Eu não sou o Cristo” (Jo 3, 28) e “não sou digno de desatar a correia de sua sandália”. (Jo 1,27).

Quando seus discípulos hesitavam, sem saber a quem seguir, ele apontava em direção ao único caminho, demonstrando o Rumo Certo, ao exclamar: “Eis o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”. (Jo 1,29). João batizou Jesus, embora não quisesse fazê-lo, dizendo: “Eu é que tenho necessidade de ser batizado por ti e tu vens a mim?” (Mt 3:14). Mais tarde, João foi preso e degolado por Herodes Antipas, por denunciar a vida imoral do governante. Marcos relata, em seu evangelho (6:14-29), a execução: Salomé, filha de Herodíades, mulher de Herodes, pediu a este, por ordem da mãe, a cabeça do profeta, que lhe foi servida numa bandeja. O corpo de João foi segundo Marcos, enterrado por seus discípulos. São João Batista era primo de Jesus em segundo grau, porque Isabel, sua mãe, era prima/irmã da Mãe Maria Santíssima. Conforme se tem conhecimento Jesus e João eram muito amigos e companheiros, com pouco diferença de idade entre eles. Na verdade João Batista veio como precursor e um dos Espíritos destinados a preparar o ambiente terreno para a reencarnação do mestre Jesus.

Com a implantação do catolicismo, a igreja passou a incentivar seus fieis a acenderam a fogueira para os seus Santos (São João, São Pedro. Santo Antonio) e não mais para suas crenças e rituais pagãos para a comemoração dos solstícios, no continente europeu, surgindo daí a ligação de São João Batista com Xangô, e também por seu temperamento aguerrido e de extrema firmeza.

Observem que João Batista iniciou suas pregações antes de Jesus, portanto, não participou ativamente ou passivamente dos ensinamentos do Mestre. Daí, na acepção da palavra, João Batista não foi um “cristão” converso, mas foi aceito e incorporado pelo catolicismo como Santo Cristão.

É uma das Fraternidades mais dedicadas ao acompanhamento das servidoras da Mãe Maria Santíssima e à proteção daqueles que buscam socorro, vitimas da aflição. Atualmente, buscam nas Casas Cristãs as vibrações condensadas de paz, emitidas pelos corações cristãos, para a vigilância e ao atendimento às vitimas dos desacertos do Oriente. São servidores fortes, enérgicos, sempre prontos ao auxilio fraterno. Deslocam-se com facilidade de um continente ao outro, sempre como mensageiros da ordem e cumpridores de seus deveres.


Fraternidade dos Discípulos da Índia – Mestre Shri Ram

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Veio oferecer sua colaboração no desenvolvimento mediúnico, de modo a auxiliar os sofredores, mostrando-lhes que a mediunidade é a faculdade que ajuda as criaturas que andam em busca do Criador e só poderão encontrá-lo, quando desenvolverem o sentimento da compreensão e do entendimento, conquistando a paz para os próprios corações. Esta Fraternidade nos ensina a meditarmos e orarmos a fim de viajarmos pelos reinos da consciência cósmica, a fim de brilhar o nosso consciencial, permitindo sermos tocados pelo Poder Supremo que a tudo permeia.

Fraternidade dos Discípulos do Nilo – Mestre Akenaton

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Sabendo-se que grande parte das doenças tem origem no psiquismo, não poderia faltar à orientação segura para o desenvolvimento das faculdades mediúnicas, a fim de atuar com eficiência no atendimento às pessoas aflitas. Para isto, apresentou-se a Fraternidade dos Egípcios tem trabalhadores capazes de auxiliar nesse desenvolvimento, fortalecendo o psiquismo dos médiuns, a fim de guardar-lhes o equilíbrio. Akanaton foi faraó egípcio e, desde então, veio se dedicando ao encaminhamento dos médiuns, para que não lhes faltassem ajuda e equilíbrio nas tarefas, bem como a fé inabalável no Divino Criador. Os trabalhadores desta Fraternidade nos auxiliam a entender que todos devemos coexistir em harmonia sem nos destruir e procurando viver em harmonia; que na realidade, não existe nenhuma ruptura entre o aparente e o oculto. Que todos os homens são iguais perante Deus, e que devemos, juntos, nos auxiliar a nos aproximar da fonte divina.

Fraternidade da Cruz e do Triângulo – Mestre Ramatis

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Existe no plano espiritual, uma congregação denominada: “Fraternidade do Triângulo e da Cruz”, que faz parte da Confraria dos Magos Brancos do Oriente. Um de seus dirigentes, Ramatis, é um dos instrutores da Umbanda.

Na dimensão espiritual, Ramatís exerce uma forte atuação junto à Fraternidade da Cruz e do Triângulo e se empenha em divulgar os ensinamentos de Jesus Cristo. Paralelamente, ensina a atuar segundo a antiga tradição espiritualista do Oriente, estabelecendo assim um intercâmbio entre as correntes espiritualistas do Ocidente e do Oriente.

Segundo relatos de vários espiritualistas, no final do século XIX, no Oriente, houve uma fusão entre duas importantes fraternidades. Tratava-se da Fraternidade da Cruz, que divulga os ensinamentos de Jesus, e a Fraternidade do Triângulo, ligada à tradição espiritual oriental.

Após essa união, as duas fraternidades – consideradas Fraternidades Brancas – consolidaram uma série de práticas e trabalhos espirituais que resultaram na formação da Fraternidade da Cruz e do Triângulo. Seus membros usam vestes brancas com cintos e emblemas de tonalidade azul-clara esverdeada.

Sobre o peito, trazem suspensa uma corrente com um triângulo luminoso, no qual se encontra uma cruz, símbolo que exalta a obra de Jesus e da mística oriental. O que os mentores informam é que todos os discípulos da Fraternidade que se encontram reencarnados na Terra são profundamente devotados às duas correntes espiritualistas.

Os discípulos dessa ordem cultuam os ensinamentos de Jesus, que foi o elo definitivo entre todos os instrutores terráqueos, assim como a sabedoria e o trabalho espiritual dos grandes Mestres do Oriente. Esse é um dos motivos pelos quais os seguidores de Ramatís na Terra – embora profundamente devotados ao pensamento cristão – também têm profundo respeito pela espiritualidade do Oriente.

Para entendermos bem o trabalho dos nossos irmãos da Linha do Oriente, leiam com atenção o que nos diz o Guia Espiritual Jimbaruê de Aruanda:

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“Para se atenuar à miséria humana é necessário reconhecer e sanar a saúde moral, antes de ser atacado e enigma doloroso e transcendental das enfermidades físicas do homem.

Assim, irmãos, usai a moral com esforço e estofo, para melhores jornadas.

O Pai ensina-vos no progresso espiritual, trilhando este caminhar deixado, pelo grande luminar deste planeta, o Mestre Jesus”.

Jimbaruê de Aruanda

Sarava a Linha do Oriente.

Vamos apresentar alguns Guias Espirituais da Linha do Oriente muito conhecidos nos meios espiritualistas e umbandistas, que perfazem um trabalho grandioso perante toda a humanidade:

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Mestre Zartú

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Mestre Ling Fo

A3

Mestra Maria de Magdala

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Mestre Sananda

A26

Mestre Khutumi

A27

Mestre Razin

A7

Mestre Serapis Bei

A28

Mestre Hilarion

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Mestre El Morya

A19

Mestre Lanto

A20

Mestre Maha Chohan

A16

Mestre Babaji

A22

Mestre Vaivasvata Manú

B1

Mestre Meishu Sama

B3

Mestre Confúcio

B5

Mestre Mahatma Ghandi

A31

Mestra Ester

A30

Mestre Krishna

B7

Mestre Zoroastro

B8

Mestre Krishnamurti

B9

Pai Emmanuel do Oriente

B11

Pai Ramim do Oriente

B12

Pai Samuel dos Himaláias

B10

Pai João do Tibet

A32

Mestre José de Arimatéia

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Mestre Azur

A34

Mestra Abraão

A4

Mestre Moisés

A5

Vovô Hindu

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Lord Maitreya

A7

Mestre Morgano

A8

Mestre Humaha

A9

Tia Chica do Oriente

B21

Dr. Bezerra de Menezes

B20

Dr. Fritz

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Dr. André Luiz

A10

Dr. Rodolfo

A11

Dr. Rodolfo de Almeida

A12

Dr. Paulo Fernando

A13

Dr. Ralph

A14

Dr. João Correia

A15

Dr. Hernandez

A16

Dr. Carlos de Menezes

A17

Dr. Carlos

A18

Dr. Souza Martins

A19

Dr. Francisco de Assis

A20

Dr. Bezerra

A21

Dr. André

A22

Vovó Maria das Pedreiras

Entre outros tantos...



OS MENTORES DE CURA

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Quem são:

Os mentores de cura trabalham em diversas religiões, inclusive na Umbanda. São muito discretos em sua forma de se apresentar e trabalhar, e estas formas mudam de acordo com a religião ou local em que irão atuar. São Espíritos de grande conhecimento, seriedade e elevação espiritual.

São extremamente práticos, e não são dados a atendimentos corriqueiros, conversas banais ou ficar se estendendo a assuntos que vão além de sua competência ou nos quais não podem interferir, pois não são Guias Espirituais de consulta geral, no sentido ao qual estamos habituados na Umbanda. Em atendimentos, os Mentores de Cura, se dirigem ao raciocínio, buscam fazer o encarnado compreender bem as causas de suas enfermidades e a necessidade de mudança nessas causas, bem como a necessidade de seguirem à risca os tratamentos indicados. Quando precisam passar algum ensinamento o fazem em frases curtas e cheias de significado, daquelas que dão margem a longas meditações.

São Espíritos que quando encarnados foram: Médicos, Enfermeiros, Boticários, Pajés, Curandeiros, Orientais (que exercem sua própria medicina desde bem antes das civilizações ocidentais), Religiosos (monges, freis, padres, freiras, etc.), ou exerceram qualquer outra atividade ligada à cura das enfermidades dos seres humanos, seja por métodos físicos, científicos ou espirituais.

Métodos de trabalho

Cada guia tem sua forma de restituir a saúde aos encarnados. Normalmente se utilizam de meios dos quais já se utilizavam quando encarnados, mas de forma muito mais eficiente, pois após chegarem ao plano espiritual puderam aprimorar tais conhecimentos. Além disso, esses Espíritos aprenderam a desenvolver a visão espiritual, através da qual podem fazer uma melhor anamnese (diagnóstico) dos males do corpo e da alma. Aliados aos seus próprios métodos individuais eles se utilizam de tratamentos feitos pelas equipes espirituais ou ministrados pelos encarnados com auxílio do plano espiritual.

Alguns deles são:

• Cirurgia Espiritual no Corpo Físico: É realizada pelo mentor de cura incorporado num médium. Envolve a manipulação do corpo físico através das mãos do médium, podendo ou não haver a utilização de meios cirúrgicos elementares (cortes, punções, raspagens, etc.). O maior representante deste método de trabalho no Brasil é o Espírito do Dr. Fritz, mas este método é utilizado em diversas culturas e religiões.

• Cirurgia Espiritual no Duplo-Etérico: É realizada pelo mentor incorporado num médium. Envolve a manipulação do Duplo-Etérico através do Corpo-Físico. No Duplo-Etérico está registrado e plasmado todas as doenças que temos ou iremos ter. Nesse tipo de cirurgia, mesmo tendo instrumentos cirúrgicos, não há presença de cortes.

• Cirurgia no Corpo Astral: É realizada diretamente no Corpo Astral do paciente, com ou sem a colaboração de um médium presente. Costuma ser realizada por uma equipe espiritual designada especificamente para cada caso e ser feita em dia e horário pré-determinados.

• Visita Espiritual: É realizada por uma equipe espiritual, que visita o paciente no local onde ele estiver repousando, também com um dia e hora predeterminados. Na visita, darão passes, farão orações, etc.

• Cromoterapia; É indicada pelos mentores de cura e aplicada por médiuns que conheçam o método de aplicação. Atua no Corpo Físico e no Duplo-Etérico. Muito utilizado para males de origem emocional.

• Fluidoterapia: É indicada pelos mentores de cura e aplicada por médiuns que conheçam o método de aplicação. Atua no Corpo Físico e no Corpo Astral.

Outros: Fora estes tratamentos, também podem ser utilizados, florais, cristaloterapia, aromaterapia, etc. Em alguns casos os guias também indicam dietas, alimentos a serem evitados ou ingeridos para melhoria da saúde geral.

Não aconselhamos o uso de remédios alopatas, homeopatas e nem fitoterápicos, por poderem ter complicações na saúde do assistido. Aliás, como nos disse um médico: “Só tome um remédio que tiver bula”. O Uso de remédios, seja qual for, implicará em “curandeirismo”, e se por ventura um simples chá fizer mal a uma pessoa, o dirigente do Terreiro terá que prestas contas à justiça.

Nos tratamentos cirúrgicos espirituais, lidaremos basicamente com a medicina vibracional. Portanto, é de grande valia o uso da água fluidificada em qualquer caso.

Observamos também, Guias Espirituais de Cura utilizarem ínfimas porções de ervas aliadas a água fluidificada com grande êxito. Isso seria o uso vibracional das ervas e não o uso de princípios ativos delas.

Como os Guias de Cura interagem com os médiuns

• Incorporação: É como uma incorporação normal.

• Intuição: Alguns mentores trabalham com seus médiuns apenas pela via intuitiva, indicando as providências a tomar e tratamentos. Neste caso, é necessário um grande equilíbrio e desenvolvimento do médium, para que o mesmo não atrapalhe nas indicações dadas pelo mentor.

• Psicografia (Receitistas): Funciona da mesma forma que na psicografia comum, mas os Espíritos comunicantes costumam psicografar receitas de tratamentos.


Equipes Espirituais

• Cirúrgicas: São formadas da mesma forma que as equipes cirúrgicas do plano material, compostas de cirurgião, assistente, anestesista, instrumentista, enfermeiros, etc. Apenas diferem no que se refere aos instrumentos e tecnologia utilizados. Incluindo também a aplicação de passes e energias associados à intervenção cirúrgica. Utilizam aparelhos, muitas vezes acoplados aos assistidos.

• De oração: Formadas normalmente por Espíritos de religiosos, acostumados às preces quando encarnados. Estas equipes se reúnem junto ao paciente em uma corrente de orações com finalidade de equilibrar o mental e emocional do paciente e também de buscar energias dos planos superiores. Como efeito adicional, a prece tende a elevar a energia geral do ambiente onde está o paciente, assim como dos encarnados que estão atuando junto ao mesmo.

• De proteção: Quando o mal físico está associado a interferência de Espíritos inferiores, essas equipes fazem a proteção do paciente, enquanto o mesmo é tratado nas cirurgias ou visitas, ou enquanto está seguindo as recomendações indicadas pelos mentores de cura.

• De passes (passe espiritual): Seu trabalho é realizado em sua maior parte durante as sessões de cura e durante as visitas espirituais. Dando passes no paciente, nos assistentes e nos médiuns; antes, durante e após a sessão.

• De apoio: Estas equipes atuam levantando o histórico do paciente diretamente no seu campo mental, preparando-o através da intuição para a consulta, estimulando-o através do pensamento a reeducar hábitos nocivos, a mudar as situações que estejam prejudicando a própria saúde, inspirando-os força de vontade para continuar os tratamentos e seguir as recomendações e dietas.

O que curam e o que não curam

• Males Físicos: Todos os males físicos de que os encarnados sofrem, são causados pelos maus hábitos, mentes desequilibradas, falsas crenças, viciações, sedentarismo e má alimentação. Os mentores nestes casos se utilizam das diversas terapias para a cura, mas principalmente esclarecem ao encarnado quanto à origem de tais males, sugerindo dietas, o abandono ou diminuição dos vícios e mudança de hábitos. Nestes casos a cura definitiva só pode ser obtida com a plena conscientização do paciente e com a sua força de vontade e compromisso na obtenção do equilíbrio orgânico.

• Males Mentais: Parte dos males mentais (depressão, angústia, apatia, etc.) são causados por obsessores, mas a maior parte deles tem por origem a própria atitude mental do paciente. Pensamentos negativos atraem energias negativas, que quando se tornam constantes e intensas podem se materializar no corpo físico na forma de doenças. Males como: úlceras, enxaquecas, hipertensão, problemas cardíacos, e até mesmo algumas formas de câncer são provocados pela mente desequilibrada do paciente, quando esta se encontra tomada por pensamentos negativos. Também neste caso os mentores além de indicarem os tratamentos apropriados, esclarecem ao paciente quanto à necessidade de mudar a atmosfera mental, com objetivo de não ficar atraindo continuamente energias desequilibrantes, costumam também sugerir passeios por locais da Natureza e o hábito da prece como forma de atrair energias novas e regeneradoras.

• Males Kármicos: Os males kármicos se caracterizam por doenças incuráveis (fatais ou não) tanto pela medicina oficial, quanto por terapias alternativas ou por meios espirituais. Nestes casos o tratamento visa o alívio do paciente ou ampará-lo emocionalmente para que sua atitude mental não tome o rumo da revolta ou do desespero. As doenças kármicas são males que escolhemos antes de encarnar como forma de resgatarmos erros passados. Típicos males kármicos são: Cegueira de nascença, mudez, Idiotia, Eplepsia, Sindrome de Down, Más-Formações do corpo físico, câncer, etc. Na maior parte são males de nascença, embora algumas doenças possam ter sido “programadas” para surgir em determinada época da encarnação. Nestes casos os mentores não podem curar o corpo, pois através do padecimento deste é que o Espírito está resgatando suas faltas e aprendendo valiosas lições para sua evolução e crescimento.

• Males Espitituais: São aqueles causados pela atuação dos Espíritos (obsessores, vampirizadores, etc.) e que se refletem no corpo físico. Nestes casos os mentores cuidam do corpo físico enquanto o paciente é tratado também em sessões de desobsessão, descarrego, etc. Ou seja os mentores com as terapias à seu alcance minimizam e atenuam os males causados ao corpo físico enquanto o paciente é tratado na origem espiritual do mal de que sofre. Quando o paciente se vê livre da presença espiritual nociva, os mentores costumam ainda continuar com os tratamentos visando reparar os males que já haviam sido causados ao organismo, até que ele retorne ao seu equilíbrio.

(baseado nos apontamento do Núcleo Mata Verde, com adaptações do autor)


A MAGIA DOS ELEMENTAIS DA NATUREZA

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Em primeiro lugar, vamos entender o que seriam os Elementais da Natureza, a fim de compreendermos suas atuações nos trabalhos caritativos de cura espiritual, principalmente trazendo as benesses das ervas.

“Cada planta traz em sua essência um Espírito elemental; portanto o respeito para cada ser é importante, já que estamos aprendendo com eles; sempre deveremos os reverenciá-los”.


A MAGIA DO REINO VEGETAL

A magia do reino vegetal baseia-se nos Espíritos das plantas. Esses Espíritos, chamados de elementais, são ligados aos elementos da Natureza. Temos as Sílfides, que comandam as forças do Ar; as Ondinas, que reinam sobre as Águas; os Gnomos, que dominam a Terra, e as Salamandras, que comandam o Fogo. Todos eles têm a tarefa de proteger e cuidar do reino vegetal.

“Neste orbe denso que habitamos, podemos traçar duas linhas demarcatórias, separando planos de atividades espirituais diferentes: a dos seres elementais e a dos Espíritos humanos. Esta demarcação é um simples recurso de objetivação do assunto, para facilitar sua compreensão, nada havendo de rígido, delimitado, no espaço, porque tudo no Universo se interpenetra e as separações desta espécie são sempre simplesmente vibratórias. Assim, o plano da matéria física possui vibração mais lenta que o da matéria etérea e, dentro do mesmo plano, a mesma lei se manifesta, separando os sub-planos e assim por diante. Cada plano é habitado pela população espiritual que lhe for própria, segundo o estado evolutivo e a afinidade específica vibracional de cada uma; também é sabido que entidades habitantes de um plano não podem invadir planos de vibração diferente, salvo quando de planos superiores, que podem transitar pelos que lhes estão mais abaixo”. (O Reino dos Deuses” de G. Hodson)

OS ELEMENTAIS DA NATUREZA

A existência dos elementais, segundo os antigos anciãos e sábios do passado, explicava a dinâmica do Universo. Como seres reais, eram responsabilizados pelas mudanças climáticas e correntes marítimas, pela precipitação da chuva ou pelo fato de haver fogo, entre muitos outros fenômenos da Natureza. Apesar de ser uma explicação mitológica, própria da maneira pela qual se estruturava o conhecimento na época, eles não estavam enganados. Tanto assim que, apesar de a investigação científica não haver diagnosticado a existência concreta desses seres através de seus métodos, as explicações dadas a tais fenômenos não excluem a ação dos elementais. Pelo contrário.

Os sábios da Antiguidade acreditavam que o mundo era formado por quatro elementos básicos: Terra, Água, Ar e Fogo. Não obstante, com o transcorrer do tempo, a ciência viesse a contribuir com maiores informações a respeito da constituição da matéria, não tornou o conhecimento antigo obsoleto. A medicina milenar da China, por exemplo, que já começa a ser endossada pelas pesquisas científicas atuais, igualmente identifica os quatro elementos. Sob o ponto de vista da magia, os quatro elementos ainda permanecem, sem entrar em conflito com as explicações científicas modernas. Os magistas e ocultistas estabeleceram uma classificação dos elementais sob o ponto de vista desses elementos, considerando-os como forças da Natureza ou tipos de energia.

Então os elementais não possuem consciência de si mesmos? São apenas energia; é isso que entendi?

- Não, meu filho. Os seres elementais, irmãos nossos na criação divina, têm uma espécie de consciência instintiva. Podemos dizer que sua consciência está em elaboração. Apesar disso, eles se agrupam em famílias, assim como os elementos de uma tabela periódica.

Não entendi…

- Preste atenção, meu filho – continuou o Preto-Velho. Os elementais são entidades espirituais relacionadas com os elementos da Natureza. Lá, em meio aos elementos, desempenham tarefas muito importantes. Na verdade, não seria exagero dizer inclusive que são essenciais à totalidade da vida no mundo. Através dos elementais e de sua ação direta nos elementos é que chegam às mãos do homem as ervas, flores e frutos, bem como o oxigênio, a água e tudo o mais que a ciência denomina como sendo forças ou produtos naturais. Na Natureza, esses seres se agrupam, segundo suas afinidades.

Seriam então esses agrupamentos aquilo que você chama de família?

- Isso mesmo! Louvado seja Deus – comemorou Pai João. Essas famílias elementais, como as denominamos, estão profundamente ligadas a este ou aquele elemento: Fogo, Terra, Água e Ar, conforme a especialidade, a natureza e a procedência de cada uma delas.

Os elementais já estiveram encarnados na Terra ou em outros mundos?

- Encarnações humanas, ainda não. Eles procedem de uma larga experiência evolutiva nos chamados reinos inferiores e, como princípios inteligentes, estão a caminho de uma humanização no futuro, que somente Deus conhece. Hoje, eles desempenham um papel muito importante junto à Natureza como um todo, inclusive auxiliando os encarnados nas reuniões mediúnicas e os desencarnados sob cuja ordem servem.

Como podem auxiliar em reuniões mediúnicas?

- Vamos por parte, meu filho, bem devagar. É bom compreender com profundidade a questão dos elementais para assim entender o comportamento da nossa irmã infeliz – disse Pai João, apontando para o Espírito que antes observávamos. Como expliquei, podem-se classificar as famílias dos elementais de acordo com os respectivos elementos. Junto ao ar, por exemplo, temos a atuação dos Silfos ou das Sílfides, que se apresentam em estatura pequena, dotados de intensa percepção psíquica. Eles diferem de outros Espíritos da Natureza por não se apresentarem sempre com a mesma forma, definida, permanente. São constituídos de uma substância etérea, absorvida dos elementos da atmosfera terrestre. Muitas vezes apresentam-se como sendo feitos de luz e lembram pirilampos ou raios. Também conseguem se manifestar, em conjunto, com um aspecto que remete aos efeitos da aurora boreal ou do arco-íris.

Disso se depreende, então, que os Silfos são os mais evoluídos entre todas as famílias de elementais?

- Eu diria apenas, meu filho, que os silfos são, entre todos os elementais, os que mais se assemelham às concepções que os homens geralmente fazem a respeito de anjos ou fadas. Correspondem às forças criadoras do ar, que são uma fonte de energia vital poderosa.

Então eles vivem unicamente na atmosfera?

- Nem todos – respondeu Pai João – Muitos elementais da família dos Silfos possuem uma inteligência avançada e, devido ao grau de sua consciência, oferecem sua contribuição para criar as correntes atmosféricas, tão preciosas para a vida na Terra. Especializaram-se na purificação do ar terrestre e coordenam agrupamentos inteiros de outros elementais. Quanto à sua contribuição nos trabalhos práticos da mediunidade, pode-se ressaltar que os Silfos auxiliam na criação e manutenção de formas pensamentos, bem como na estruturação de imagens mentais. Nos trabalhos de ectoplasmia, são auxiliares diretos, quando há a necessidade de reeducação de Espíritos endurecidos.

E os outros elementais? – perguntei num misto de euforia e curiosidade.

- Vamos com calma, meu filho, vamos com calma – respondeu Pai João – Duas classes de elementais que merecem atenção são as Ondinas e as Ninfas, ambas relacionadas ao elemento água. Geralmente são entidades que desenvolvem um sentimento de amor muito intenso. Vivem no mar, nos lagos e lagoas, nos rios e cachoeiras e, na Umbanda, são associadas à Orixá Oxum. As Ondinas estão ligadas mais especificamente aos riachos, às fontes e nascentes, bem como ao orvalho, que se manifesta próximo a esses locais. Não podemos deixar de mencionar também sua relação com a chuva, pois trabalham de maneira mais intensa com a água doce. As Ninfas, elementais que se parecem com as Nndinas, apresentam-se com a forma espiritual envolvida numa aura azul e irradiam intensa luminosidade.


Sendo assim, qual é a diferença entre as Nndinas e as Ninfas, já que ambas são elementais das águas?

- A diferença básica entre elas é suavidade e a doçura das Ninfas, que voam sobre as águas, deslizando harmoniosamente, como se estivessem desempenhando uma coreografia aquática. Para completar, temos ainda as Sereias, personagens mitológicos que ilustraram por séculos as histórias dos marinheiros. Na realidade, Sereias e Tritões são elementais ligados diretamente às profundezas das águas salgadas. Possuem conotação feminina e masculina, respectivamente. Nas atividades mediúnicas, são utilizados para a limpeza de ambientes, da aura das pessoas e de regiões astrais poluídas por Espíritos do mal.

Eu pensei…

- Eu sei, meu filho – interrompeu-me João Cobú – Você pensou que tudo isso não passasse de lenda.
Mas devo lhe afirmar, Ângelo, que, em sua grande maioria, as lendas e histórias consideradas como folclore apenas encobertam uma realidade do mundo astral, com maior ou menor grau de fidelidade. É que os homens ainda não estão preparados para conhecer ou confrontar determinadas questões.


E as Fadas? Quando encarnado, vi uma reportagem a respeito de fotografias tiradas na Escócia, que mostravam várias Fadas. O que me diz a respeito?

– Bem, podemos dizer que as Fadas sejam seres de transição entre os elementos Terra e Ar. Note-se que, embora tenham como função cuidar das flores e dos frutos, ligados à terra, elas se apresentam com asas. Pequenas e ágeis, irradiam luz branca e, em virtude de sua extrema delicadeza, realizam tarefas minuciosas junto à Natureza. Seu trabalho também compreende a interferência direta na cor e nos matizes de tudo quanto existe no planeta Terra. Como tarefa espiritual, adoram auxiliar na limpeza de ambientes de instituições religiosas, templos e casas espíritas. Especializaram-se em emitir determinada substância capaz de manter por tempo indeterminado as formas mentais de ordem superior. Do mesmo modo, auxiliam os Espíritos superiores na elaboração de ambientes extra-físicos com aparências belas e paradisíacas. E, ainda, quando Espíritos perversos são resgatados de seus antros e bases sombrias, são as Fadas, sob a supervisão de seres mais elevados, que auxiliam na reconstrução desses ambientes. Transmutam a matéria astral impregnada de fluidos tóxicos e daninhos em castelos de luz e esplendor.

Uau! – exclamei. Nunca poderia imaginar coisas assim…

- Mas não acabou ainda, meu filho – tornou Pai João. Temos ainda as Salamandras, que são elementais associados ao fogo. Vivem ligados àquilo que os ocultistas denominaram éter e que os espíritas conhecem como fluido cósmico universal. Sem a ação das Salamandras o fogo material definitivamente não existiria. Como o fogo foi, entre os quatro elementos, o primeiro manipulado livremente pelo homem, e é parte de sua história desde o início da escalada evolutiva, as Salamandras acompanham o progresso humano há eras. Devido a essa relação mais íntima e antiga com o reino hominal, esses elementais adquiriram o poder de desencadear ou transformar emoções, isto é, podem absorvê-las ou inspirá-las. São hábeis ao desenvolver emoções muito semelhantes às humanas e. em virtude de sua ligação estreita com o elemento fogo, possuem a capacidade de bloquear vibrações negativas, possibilitando que o homem usufrua de um clima psíquico mais tranqüilo.

Eu estava atônito. E o pai-velho prosseguia:

- Nas tarefas mediúnicas e em contato com o comando mental de médiuns experientes, as Salamandras são potentes transmutadores e condensadores de energia. Auxiliam sobremaneira na queima de objetos e criações mentais originadas ou associadas à magia negra. Os Espíritos superiores as utilizam tanto para a limpeza quanto para a destruição de bases e laboratórios das trevas. Habitados por inteligências do mal, são locais-chave em processos obsessivos complexos, onde, entre diversas coisas, são forjados aparelhos parasitas e outros artefatos. Objetos que, do mesmo modo, são destruídos graças à atuação das Salamandras.

E os Duendes e Gnomos? Também existem ou são obras da imaginação popular?

- Sem dúvida que existem! Os Duendes e Gnomos são elementais ligados às florestas e, muitos deles, a lugares desertos. Possuem forma anã, que lembra o aspecto humano. Gostam de transitar pelas matas e bosques, dando sinais de sua presença através de cobras e aves, como o melro, a graúna e também o chamado pai-do-mato. Excelentes colaboradores nas reuniões de tratamento espiritual, são eles que trazem os elementos extraídos das plantas, o chamado bioplasma. Auxiliam assim os Espíritos superiores com elementos curativos, de fundamental importância em reuniões de ectoplasmia e de fluidificação das águas.

Tinha a sensação de que um novo mundo se revelava ao meu conhecimento, tamanha a amplitude da ação desses Espíritos da Natureza. E Pai João continuava:

-Temos ainda os elementais que se relacionam à terra, os quais chamamos de Avissais. Geralmente estão associados a rochas, cavernas subterrâneas e, vez ou outra, vêm à superfície. Atuam como transformadores, convertendo elementos materiais em energia. Também são preciosos coadjuvantes no trabalho dos bons Espíritos, notadamente quando há a necessidade de criar roupas e indumentárias para Espíritos materializados. Como estão ligados à terra, trazem uma cota de energia primária essencial para a reconstituição da aparência perispiritual de entidades materializadas, inclusive quando perderam a forma humana ou sentem-se com os membros e órgãos dilacerados.

Nem podia imaginar que esses seres tivessem uma ação tão ampla e intensa.

- Pois bem, meu filho – tornou João Cobú, pacientemente – Repare, portanto, as implicações complexas da ação desta infeliz criatura, que se comprometeu amplamente com o mal. Apontando para o Espírito no leito a nossa frente, que agora gemia, vítima de si mesmo; o velho Pai João relatou: Como médium, foi-lhe concedida a oportunidade de aprender certas lições de magia, no ambiente dos cultos afro-brasileiros. Utilizou mal o conhecimento que adquiriu e deliberadamente viciou muitos elementais com o sacrifício e o sangue de animais. Lançando mão de seu intenso magnetismo pessoal, manipulou o poder das Salamandras e de outros elementais para atormentar muitas vidas, em troca de dinheiro, status e reconhecimento social.

Ela brincou com as forças da Natureza.

- Mais do que isso. Ela desviou os seres elementais do curso normal de sua evolução, comprometendo esses nossos irmãos com seus atos abomináveis.

Mas os elementais dominados por ela não poderiam se rebelar ao seu comando?

- Os elementais são seres que ainda não passaram pela fase de humanidade. Oriundos dos reinos inferiores da Natureza e mais especificamente do reino animal, ainda não ingressaram na espécie humana. Por essa razão trazem um conteúdo instintivo e primário muito intenso. Para eles, o homem é um deus. É habitual, e até natural, que obedeçam ao ser humano e, nesse processo, ligam-se a ele intensamente. Portanto, meu filho, todo médium é responsável não só pelas comunicações dadas por seu interior.

- Que se deve pensar da crença no poder que certas pessoas teriam, de enfeitiçar?

-Algumas pessoas dispõe de grande força magnética, de que podem fazer mau uso, se maus forem seus próprios Espíritos, caso em que possível se torna serem secundados por Espíritos maus.
Não creias, porém, num pretenso poder mágico, que só existe na imaginação de criaturas supersticiosas, ignorantes das verdadeiras leis da Natureza. Os fatos que tem como prova da existência desse poder, são fatos naturais, mal observados e, sobretudo mal compreendidos. (O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec. Poder oculto, talismãs e feiticeiros, item 552)

- É verdade! – observei com admiração. Recordo-me desse trecho, porém não havia feito a conexão daquele ponto com os elementais.

- Quando soar a hora certa no calendário da eternidade, esses seres serão conduzidos aos mundos de transição, adormecidos e, sob a interferência direta do Cristo, acordarão em sua presença, possuidores da chama eterna da razão. A partir de então, encaminhados aos mundos primitivos, vivenciarão suas primeiras encarnações junto às humanidades desses orbes. Esse é o motivo que ocasiona o fracasso da busca dos cientistas: procuram, na Terra, o elo de ligação, o elo perdido entre o mundo animal e o humano. Não o encontrarão jamais. As evidências não estão no planeta Terra, mas pertencem exclusivamente ao plano cósmico, administrado pelo Cristo. O plano da criação é verdadeiramente grandioso, e a compreensão desses aspectos desperta em nós uma reverência profunda ao autor da vida.


(Livro: Aruanda – Robson Pinheiro – pelo Espírito de Ângelo Inácio – Editora: Casa dos Espíritos Editora)


NOVOS ASPECTOS DA SAÚDE E DAS ENFERMIDADES

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1 - Nota de Ramatís: Perdoe-me o leitor mais esta digressão sobre a saúde e a enfermidade, assunto já abordado em nossas obras anteriores, mas o Alto recomenda que devemos insistir em indicar aos terrícolas quais são as causas mórbidas ocultas e responsáveis pela sua própria desventura no mundo físico. Já é tempo de o homem certificar-se e convencer-se de que a saúde do seu Espírito imortal é que regula e mantém o equilíbrio da saúde do corpo físico transitório. Aliás, na velha Grécia, de Sócrates, Apolônio de Tyana, Platão, Pitágoras e outros renomados pensadores helênicos, já se encarava seriamente o conceito de “alma sã em corpo são”, como uma advertência da influência benfeitora ou maléfica, que a mente exerce sobre o organismo carnal.

PERGUNTA: - Que dizeis sobre a saúde física e a saúde espiritual, quanto à sua estreita relação ou dependência recíproca durante a vida do Espírito encarnado?

RAMATÍS: - A Administração Sideral classifica como virtudes todos os pensamentos e atos dignos e nobres que o homem pratique; e como pecados, todos os seus pensamentos e atitudes opostas ou contrárias ao bem.

Considerando, então, que, todos os atos têm como causa ou matriz, o pensamento (do Espírito), torna-se evidente que os pecadores são enfermos da alma. 2 E, ao contrário do que estabelece a ética da maioria das religiões, as suas transgressões não ofendem a Deus; mas a eles próprios exclusivamente. Sob tal contingência, o organismo carnal que a generosidade do Pai faculta ao Espírito para redimir-se, sofre o impacto compulsório de enfermidades cruciantes, pois o corpo humano até mesmo depois de “cadaverizado” é uma espécie de “fio-terra” a descarregar na intimidade da terra a “ganga” de fluidos tóxicos que estava aderida à contextura delicadíssima do perispírito.

2 - Nota do Médium: Vide capítulos “A Saúde e a Enfermidade” e a “Influência do Psiquismo nas Moléstias Digestivas”, da obra Fisiologia da Alma, de Ramatís.

Durante os momentos pecaminosos, o homem mobiliza e atrai, do mundo oculto, os fluidos do instinto animal, os quais, na sua “explosão emocional”, convertem-se num resíduo denso e tóxico, que adere ao corpo astral ou perispírito, dificultando então ao homem estabelecer ligação com os Espíritos do plano superior, devido ao abaixamento da sua vibração mental. E se ele não reage, termina por embrutecer-se. Porém, mais cedo ou mais tarde, a consciência do pecador dá rebate; e então, o Espírito decide recuperar-se e alijar a “carga tóxica” que o atormenta. Mas, nesta emergência, embora o pecador, já arrependido, esteja disposto a uma reação construtiva no sentido de purificar-se, ele não pode subtrair-se aos imperativos da lei cármica (causa e efeito) do Universo Moral, ou seja: - a recuperação da saúde moral do seu Espírito enfermo só poderá ser conseguida mediante aquele esmeril que se chama Dor e o lapidário que se chama Tempo. E, assim, como decorrência de tal determinismo, o corpo físico que ele veste agora, ou outro, em reencarnação futura, terá de ser, justamente, o dreno ou válvula e escape para expurgar os fluidos deletérios que o intoxicam e o impedem de firmar a sua marcha na estrada da evolução.

As toxinas psíquicas, durante a purificação perispiritual, convergem para os tecidos, órgãos ou regiões do corpo; mas insistimos em explicar que esse expurgo deletério, processado do perispírito para a carne, produz as manifestações enfermiças de acordo com a maior ou menor resistência biológica do enfermo. Entretanto, os técnicos do Espaço podem acelerar ou reduzir o descenso dos fluidos mórbidos, podendo também transferi-los para serem expurgados na existência seguinte ou então serem absorvidos nos “charcos” do Além, se assim for de conveniência educativa para o Espírito em prova. De qualquer modo, a provação será condicionada ao velho provérbio de que “Deus não dá um fardo ou uma cruz superior às forças de quem tem de carregá-la”. 3

3 - Nota do Médium: A respeito desse provérbio popular, os Espíritos relatam a história de certa mulher que, depois de admitida à presença do Anjo do Destino, queixou-se amargamente da injustiça de Deus, por fazê-la carregar, na Terra, uma cruz de peso superior às suas forças. Atenciosamente, o Anjo mandou-a entrar no recinto onde se guardavam os modelos de todas as cruzes destinadas aos encarnados e autorizou que ela escolhesse a cruz que mais lhe conviesse. Depois de experimentar diversas cruzes nos seus ombros frágeis, a mulher, satisfeita, escolheu a que ela julgou melhor e mais adequada para carregar dali por diante. Diz a história que o Anjo, em seguida, mandou-a ler o nome da pessoa que deveria carregá-la; e, então, com grande espanto, a mulher identificou nela o seu próprio nome.

PERGUNTA: - Poderíeis explicar-nos mais algumas fases desse expurgo de fluidos psíquicos, que aderem ao perispírito depois dos descontroles do Espírito?

RAMATÍS:
- Embora a tradição católica tenha criado a idéia de um inferno incompatível com a bondade de Deus, mais tarde os próprios autores dessa lenda religiosa amenizaram a punição infernal, criando um purgatório, ou seja, uma estação de fogo expiatório, entre o céu e o inferno.

Conforme explicam os dogmas católicos, os pecadores lançados no inferno jamais se livrarão do fogo eterno, enquanto os condenados às chamas do purgatório são mais felizes, pois gozam de “sursis” concedido por Jesus, depois dos insistentes pedidos e apelos de Nossa Senhora, ou então, se libertam mediante o número de missas rezadas na Terra pelos sacerdotes católicos. Enquanto não há nenhuma possibilidade de fuga ou de perdão para o pecador condenado ao fogaréu infernal, as almas do purgatório terminam alcançando o Céu assim que cumprirem as penalidades de suas sentenças ou se beneficiarem pela recomendação oficial do Clero do mundo terreno.

Embora a mente fantasiosa dos sacerdotes ou líderes católicos considere o inferno e o purgatório locais adrede preparados para as almas dos homens expiarem os seus pecados do mundo, ambos os casos simbolizam as situações e os efeitos que o homem vive em si mesmo depois de pecar, ante a necessidade de expelir para a carne os resíduos psíquicos venenosos, que acumulou no seu perispírito.

Nessa vertência cruciante de venenos para a matéria, que os hindus chamam a “queima do carma”, a dor atroz escalda a carne e a febre ardente incendeia o sangue, criando na mente humana a idéia do purgatório ou do inferno, cujo fogo corresponde ao estado de comburência psíquica durante a purificação perispiritual. Em conseqüência, o Espírito já vive na Terra o seu purgatório, cujo fogo pungente queima-lhe a carne no alastramento da doença, seja o câncer, a morféia, a tuberculose ou o “pênfigo selvagem” provenientes da drenação incessante dos tóxicos nocivos à estrutura da sua personalidade espiritual.

No entanto, há certa equivalência na concepção do purgatório católico, pois, na realidade, o homem que não consegue eliminar toda a carga fluídica deletéria do seu perispírito através do corpo físico, as vezes precisa aceitar o recurso extremo de purgar o saldo pernicioso nos charcos ou pântanos saneadores, de absorvência drástica, que existem no Além-túmulo.

PERGUNTA: - Poderíeis explicar-nos alguns pormenores dessa purgação perispiritual nos pântanos ou charcos absorventes do Além-túmulo?

RAMATÍS:
- Quando o Espírito não consegue expurgar todo o conteúdo venenoso do seu perispírito numa só existência física, ele desperta no Além sobrecarregado de magnetismo primário, denso e hostil. Em tal caso, devido à própria “lei dos pesos específicos”, ele cai nas zonas astralinas pantanosas, ou seja, no reservatório oculto das forças instintivas responsáveis pela vida animal.

Depois de atraído para esses pântanos do astral inferior, onde predominam em continua ebulição as energias primárias criadoras do corpo animal, ele é submetido à terapêutica obrigatória de purgação no lodo absorvente, embora tal processo lhes seja incômodo, doloroso e repugnante. Sob esse tratamento cáustico da lama astralina absorvente, eles se libertam, pouco a pouco, das excrescências, nódoas, venenos e das “crostas fluídicas” que nasceram no seu tecido perispiritual por efeito dos seus atos pecaminosos vividos na matéria. Embora sofram muitíssimo nos charcos astralinos, isso os alivia da carga mefítica acumulada na Terra, assim como o seu psiquismo enfermo, depois de chicoteado pela dor cruciante, desperta e corrige-se para viver existências futuras mais educativas ou menos animalizadas.

Tanto a Terra quanto o mundo astral que a rodeia e a interpenetra por todos os poros, são palcos de redenção espiritual para os Espíritos enfermos livrarem-se dos detritos mórbidos produzidos pelas suas imprudências pecaminosas. Os charcos do astral inferior lembram os recursos de que se servem alguns institutos de beleza, na Terra, quando também usam a lama terapêutica para limpar a pele das mulheres e remover-lhes certas nódoas ou manchas antiestéticas. Há, também, certa analogia desses pântanos astralinos com a natureza absorvente de um tipo de barro e de areia terrena, que habitualmente são usados no processo de imersão dos enfermos para o tratamento do reumatismo. 4

4 - Nota do Revisor: Ramatís provavelmente refere-se às “areias monazíticas” que se acumulam prodigamente nas orlas marítimas do Espírito Santo e realmente têm curado inúmeras enfermidades de natureza reumática.

A verdade é que o homem é o autor exclusivo de sua glória ou desdita. O Céu e o inferno não passam de suas criações íntimas e de acordo com o seu próprio comportamento espiritual. Mas o pecador pode ressarcir-se rapidamente dos pecados de sua vida atual ou pregressa, desde que se devote, em definitivo, à prática das virtudes recomendadas por Jesus, as quais dispensam o uso das energias animais adversas e livram o Espírito das purgações dolorosas que se fazem através do corpo de carne ou nos charcos corretivos do Além-túmulo.

Dai o motivo por que o Evangelho ainda é o compêndio de terapêutica mais certa para o Espírito encarnado recuperar a saúde espiritual, uma vez que Jesus, o seu autor, além do mais sábio dos homens e o mais digno instrutor moral da humanidade terrena, foi, também, o Médico inconfundível das enfermidades do Espírito.

PERGUNTA: - Conforme temos lido em certas obras mediúnicas, os bons Espíritos sempre procuram livrar dos charcos os pecadores que ali sofrem. Porventura isso não elimina a tese de que os pecadores, com saldo de fluidos tóxicos provindos da Terra, precisam submeter-se ao processo do lodo terapêutico absorvente, para sua purificação? Quer-nos parecer que a sua libertação prematura, dos charcos, dispensa-os de tal necessidade levada ao extremo. Não é assim?

RAMATÍS:
- Os Espíritos socorristas só retiram dos charcos purgatoriais os pecadores que já estão condições de uma permanência suportável nos postos e colônias de recuperação perispiritual adjacentes a crosta terráquea. Assim como o homem sujo e encharcado de lama não gozará de conforto entre os lençóis alvos de um leito principesco, os Espíritos saturados de venenos perispirituais também não serão venturosos pela sua transferência prematura dos pântanos repugnantes para as regiões paradisíacas!

PERGUNTA: - Poderíeis mencionar quais os estados pecaminosos mais responsáveis pela convocação de energias primárias e daninhas, que depois enfermam o homem pelas reações do seu perispírito contra a carne?

RAMATÍS:
- São as atitudes e estados mentais “antievangélicos” denominados “pecados”, conforme é da tradição católica ou protestante. Citaremos como principais, o orgulho, avareza, ciúme, vaidade, inveja, calúnia, ódio, vingança, luxúria, cólera, maledicência, intolerância e hipocrisia; ou então de amargura, tristeza, amor-próprio ofendido, fanatismo religioso, ociosidade, prepotência, egoísmo, astúcia, descrença espiritual; ou, ainda, as conseqüências nefastas das paixões ilícitas ou dos vícios perniciosos. 5

5 - Nota do Médium: Observe-se que Ramatís fez questão de mencionar todos os pecados mais graves à nossa integridade espiritual, enquanto, nas entrelinhas e para bom entendedor, ele adverte a cada leitor do seu provável pecado ou defeito, que pode lhe amargurar a existência pela mobilização de fluidos perniciosos e enfermiços. No entanto, em oposição a essa “tabela de pecados”, Ramatís tem-nos elucidado quanto às virtudes que devem ser cultivadas para a nossa melhor graduação espiritual.

Conforme a natureza mais ou menos grave desses pecados, o homem também usa maior ou menor cota de energias provindas das regiões ocultas da vida animal; disso resultam-lhe, também, alterações correspondentes na sua saúde corporal, produzindo-se os surtos enfermiços, agudos ou crônicos. Aquele que ofende a sua própria integridade espiritual, também deve suportar os efeitos indesejáveis do expurgo dos resíduos deletérios provindos de sua infração pecaminosa, assim como o embriagado há de sofrer os efeitos molestos dos venenos alcoólicos que ingere durante a sua imprudência. Em suma: quando o homem peca, ele aciona pensamentos ou emoções de baixa freqüência vibratória e impregnados do magnetismo denso e agressivo das subcamadas do mundo oculto. Depois que tal energia inferior filtra-se pela mente alterada ou flui pelo corpo astral perturbado, ela assume um aspecto mórbido ou constitui-se numa combinação “quimiofluídica” tóxica e ofensiva ao perispírito do homem.

PERGUNTA: - Poderíeis dar-nos um exemplo comparativo extraído da própria vida material, para elucidar melhor esse assunto?

RAMATÍS:
- Em rude analogia, diríamos que os pecados exigem combustível pesado, de odor desagradável e resíduo denso, algo semelhante ao óleo cru usado nos motores de explosão, enquanto as virtudes requerem apenas energia sublimada, de fácil volatilização, tal qual o motorzinho elétrico, que se move com a carga de 110 volts sem deixar vestígios residuais.

Isso também sucede de modo algo parecido com o residual fluídico inferior, que resulta dos pecados do homem, quando, depois de imantar-se à tessitura apurada do perispírito, precisa ser expurgado para a carne. No entanto, a energia dos fluidos ou vibrações emitidas pelas virtudes como o amor, a ternura, a alegria, a mansuetude, a humildade, o perdão, o altruísmo, a benevolência, a filantropia, a castidade e outras, não deixam no perispírito quaisquer resíduos que precisem ser drenados para o corpo, sob o processo doloroso das enfermidades. Já o fluido grosseiro e hostil, procedente dos instintos da vida animal, torna-se virulento; e depois, quando baixa para a carne, aloja-se na pele causando chagas, afecções cutâneas ou eczemas; e se, no seu curso mórbido, depara com órgãos ou região orgânica mais debilitada, então se condensa e se aloja, seja no pulmão, no intestino, no pâncreas, no fígado, rins, estômago, no baço, nos ossos, ou mesmo no sistema linfático, endocrínico ou sanguíneo.

Há criaturas que são vítimas de graves urticárias ou de manifestações eczemáticas após violenta discussão; noutras, a pele se pontilha de manchas escuras ou pretas, a que o povo atribui os efeitos das “doenças do coração”. Em algumas, a pele muda de cor, torna-se úmida, excessivamente seca ou esfarela-se; às vezes, é demasiadamente sensível sob o mais leve toque; doutra feita, a epiderme mostra-se apática a qualquer contacto exterior. Tais sintomas cutâneos também podem depender da diversidade dos estados psíquicos do homem atrabiliário, perverso, ciumento ou colérico. A pele humana é como a tela viva a refletir para o exterior do mundo físico as condições íntimas, do próprio ser.

Aliás, os modernos dermatologistas hindus, familiarizados com os ensinamentos ocultos, já conseguem identificar as causas boas ou más, responsáveis pelas afecções cutâneas dos seus pacientes, motivo por que eles também os doutrinam em Espírito, mostrando-lhes a necessidade de harmonia psíquica para lograrem a cura mais breve.

Em verdade, as energias primárias ou instintivas do mundo animal encontram-se adormecidas na intimidade da própria alma porque se trata do residual de forças que já lhe serviram quando da estruturação do corpo físico.

Os “pecados”, ou seja, as atitudes os pensamentos ou as emoções de ordem animal despertam essas forças e as excitam, fazendo-as aflorar à superfície do perispírito. Embora o termo não se ajuste perfeitamente à nossa idéia, diríamos que esses fluidos vigorosos e elementais terminam por “coagular” na intimidade do perispírito quando inflamados pelos impactos de emoções deprimentes e violentas.

PERGUNTA: - Esse residual psíquico e tóxico do homem e que, depois, adere ao perispírito, é carga proveniente dos seus pecados cometidos na existência atual ou também é herança mórbida de suas vidas pretéritas?

RAMATÍS:
- A carga fluídica nociva aderida ao perispírito, tanto é decorrente da existência atual como também resulta de herança deletéria que o Espírito não pôde expurgar completamente pelos corpos de suas vidas anteriores, nem expelir, de todo, nos charcos absorventes do Além-túmulo. Se os vossos médicos fossem clarividentes, conseguiriam penetrar na intimidade psíquica do homem e certificar-se da presença desses fluidos primários, os quais, excitados por emoções agudas ou desatinadas, podem resultar em conseqüências fatais. 6

6 - Nota do Médium: Em Curitiba, na Travessa Oliveira Belo, tivemos a triste surpresa de ver um nosso amigo cair ao solo, morto por uma síncope devido a uma acalorada discussão com um seu adversário político. Outro caso foi o da Sra. H. S. M., residente em nosso bairro, a qual, após violenta discussão com a sogra, a quem ela odiava, tombou, fulminada por um colapso cardíaco.

Há também o caso dos torcedores fanáticos pelo futebol, fulminados, às vezes, nas próprias arquibancadas dos estádios, conforme sucedeu em 1954 quando o Brasil perdeu o campeonato mundial. Ocorrem-nos ainda diversos casos idênticos quando, há muitos anos, se realizou em New York a luta de boxe entre Joe Louis (a Pantera Negra) e o lutador alemão Schmeling. Entre os espectadores que acompanharam, pela televisão e pelo rádio, esse combate, ocorreram nada menos de 35 mortes por efeito de ataques cardíacos.

O que deixamos referido demonstra que todo o impacto emocional descontrolado e supercarregado de magnetismo efervescente constitui um perigo para a integridade física do homem.

PERGUNTA: - Considerando o que já tendes explicado, deduzimos que existem vírus eletivos para cada espécie de fluido psíquico nocivo; e, por sua vez, cada “tipo” de pecado também produz um fluido mórbido especifico. Não é assim?

RAMATÍS:
- Realmente, cada pecado produz um fluido mórbido específico e também existem vírus eletivos aos mesmos. Por exemplo: - Os fluidos pecaminosos que a alma já traz aderidos ao seu perispírito desde suas existências pregressas, e que são resultantes dos pecados da calúnia, da vingança, do ódio, da crueldade e de atitudes demoníacas, que resultam em desgraças para o próximo, ao serem expurgados para o corpo carnal, são focos deletérios que nutrem o ultravírus causador do câncer, ainda não identificado pela vossa Medicina. Trata-se de um residual fluídico tóxico e avassalante, cuja ação é lenta, mas implacável, pois às vezes fica incubado no perispírito durante séculos até ser expurgado definitivamente através da carne.

É uma “carga” funesta que faz o Espírito sofrer atrozmente no Além-túmulo, requerendo, quase sempre, a intervenção dos psicólogos siderais, no sentido de ser provocado um “despejo” mais intenso, que consiga aliviar o perispírito. Então, quando se processa essa descarga para o corpo físico, o seu impacto ataca o núcleo das células tenras, em crescimento, deformando-lhes a estrutura vital e fisiológica e predispondo-as a deformações horríveis e bastante dolorosas, embora sem denunciar focos parasitários.

Durante o alastramento indiscriminado desse residual, mórbido, que alimenta o ultravírus cancerígeno, surgem ou formam-se tumores malignos, conhecidos da Medicina por sarcomas, epiteliomas ou neoplasmas, porque destroçam o epitelial ou conjuntivo. E se ataca a medula óssea pelo fenômeno da hiperplasia, então, resulta o aumento dos glóbulos brancos no sangue, dando causa a temida leucemia, ainda incurável. No entanto, apesar da diversidade de tais manifestações, é sempre a mesma energia tóxica do vírus cancerígeno, também ainda inacessível às pesquisas e identificação dos vossos laboratórios.

De forma idêntica, o homem que, em existências passadas, mobilizou os fluidos do egoísmo, da cobiça ou da apatia espiritual, alimenta os bacilos de Koch e adquire a moléstia contagiosa da tuberculose, que o obriga a afastar-se da família e a ficar isolado do convívio humano, a fim de sofrer na atual existência, justamente, os efeitos indesejáveis do abandono e do desprezo que também votou ao próximo. A lei é implacável, mas é justa, pois “a cada homem será dado conforme as suas abras”, ou a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória!

PERGUNTA: - Mas é fácil comprovar que a Medicina já liquidou ou venceu diversas enfermidades que eram tidas como incuráveis, não?

RAMATÍS:
- Reconhecemos que, através do extermínio dos vírus identificados pelos vossos laboratórios, a vossa medicina já conseguiu eliminar diversas doenças seculares, e também imunizar o homem contra contágios e recidivas de moléstias perigosas, graças à terapia benfeitora das vacinas. Porém, a cicatrização do terreno mórbido em que o vírus habitualmente se instala e prolifera, isto, só por si, não significa a cura definitiva, caso o enfermo ainda continue a “cultivar” em sua intimidade psíquica os fluidos tóxicos que dão origem à doença. Neste caso, se o enfermo se curar de uma determinada moléstia, os microrganismos patogênicos, enquanto não forem expurgados radicalmente, surgirão de novo, manifestados noutra enfermidade.

Apesar do esforço heróico da vossa Ciência Médica, no sentido de reduzir as doenças que atacam a humanidade, as suas tabelas patológicas anotam o aparecimento de novas moléstias. A “velha doença” já vencida, tempo depois logra a sua “desforra” e surge sob aspectos novos, às vezes, de maior virulência e de curso etiológico diferente devido a minar outros órgãos do corpo, obrigando então o médico a empreender esforços heróicos e pesquisas exaustivas em busca de identificar a nova causa mórbida. Aliás, de acordo com o conceito da terapêutica moderna, de que “o vírus só se estabelece onde encontra “terreno enfermiço”, 7 fica provado que o micróbio é um agente conseqüente, pois a sua proliferação só ocorre depois de aparecer a doença”.

7 - Nota do Revisor: Comunicação apresentada pelo Dr. W P. Mowry à Reunião Centenária do “Instituto Americano de Homeopatia”, realizada em junho de 1944, na qual ele se referia a pesquisas efetuadas pelos”Institutos de Medicina Experimental” da Rússia, financiadas pelo Governo Soviético, com a conclusão incomum de que “os micróbios acompanham, mas não causam a moléstia”. Sobre o assunto, vide o Jornal do Instituto Americano de Homeopatia, de 15 de abril de 1945, e, também, sobre idêntico caso, o British Medical Journal, de 23 de junho de 1945.

Os vírus identificados nos laboratórios e responsabilizados por esta ou aquela enfermidade são microrganismos que também “lutam” pelo seu direito à vida e de procriarem no “seu mundo”, cumprindo, aliás, as próprias leis do Criador. 8 Por conseguinte, a doença, em geral, é apenas uma condição adequada, que possibilita a tais germens proliferarem além de suas “cotas mínimas”, pois eles existem no corpo humano em quantidade inofensiva.

8 - Nota do Médium: Da obra Instruções Psicofônicas, ditada a Chico Xavier pelo Espírito de Lourenço Prado, escritor espiritualista e autor de vários livros publicados pelo “Círculo Esotérico do Pensamento”, extraímos do capítulo 38, páginas 158 e 160, os seguintes trechos: “Saúde é o pensamento em harmonia com a lei de Deus. Doença é processo de retificá-lo, corrigindo erros e abusos perpetrados por nós mesmos, ontem ou hoje”.
Assim como há criaturas que vivem melhor no litoral, outras em zonas montanhosas ou nas matas, os micróbios também buscam estabelecer-se nas zonas ou setores cujo “terreno e clima” atendam plenamente às exigências nutritivas da sua espécie e de sua proliferação. As enfermidades iniciam, pois, o seu curso mórbido na mente, por emoções violentas subvertidas, salvo quando são oriundas de acidentes ou de deficiências fisiológicas ou anatômicas congênitas.


PERGUNTA: - Que nos dizeis quanto aos recém-nascidos que já vêm à luz do mundo estigmatizados por enfermidades ou deformações físicas, sem, no entanto, haverem pecado?

RAMATÍS:
- Já explicamos que certos Espíritos, ao encarnarem-se, já são portadores de “carga fluídica” deletéria acumulada em suas existências pretéritas. Então, ele nasce com o corpo lesado por aleijões ou doenças congênitas, iniciando o seu expurgo saneador desde o berço. Mesmo durante o período uterino e à medida que as energias ocultas se condensam, para materializar o feto na figura humana, pode iniciar-se a “descarga mórbida” do perispírito para o corpo físico ainda tenro, o qual se transforma numa espécie de “mata-borrão” vivo e absorvente das manchas e nódoas existentes no Espírito. Inúmeras doenças constitucionais do homem são válvulas de “despejo” ou purgação violenta de fluidos deletérios, que se processa com o objetivo de possibilitar ao Espírito, ao baixar a Terra, livrar-se, quanto antes, das toxinas perispirituais que o tornam enfermo.

PERGUNTA: - E que dizeis das criaturas abnegadas e virtuosas, que desencarnam torturadas por moléstias atrozes, tendo, no entanto, vivido uma existência digna, sem os pecados que dão origem aos fluidos tóxicos das doenças que as vitimaram?

RAMATÍS:
- Efetivamente, falecem na Terra muitas criaturas boníssimas, serviçais e abnegadas até ao sacrifício e que, no entanto, são vítimas do câncer, morféia, tuberculose e outras moléstias cruciantes. Contudo, embora tais casos pareçam desmentir a tese das toxinas psíquicas baixadas do perispírito para a carne, tais exceções têm uma justificação. Trata-se de Espíritos bastante endividados com a Lei Cármica. E então, atendendo aos conselhos dos seus guias, no sentido de submeterem-se ao sacrifício de uma limpeza drástica dos venenos que lhes intoxicam o perispírito, eles decidem-se a reencarnar, empenhados numa luta de expiação dolorosa na vida carnal, a fim de resgatarem mais depressa as suas dívidas contraídas em existências pretéritas.

Tais criaturas desligam-se dos bens do mundo, geram numerosa prole e, às vezes, até criam filhos alheios, órfãos. Devotam-se febrilmente a tarefas sacrificiais, imolando-se ao holocausto voluntário de servir e amar o próximo sem condições ou interesses secundários. E algumas, mesmo doentes, ainda buscam trabalho ou missões árduas, que causam espanto a quem as observa. Vítimas do câncer ou de quaisquer outras enfermidades cruciantes, tão resignadas e pacientes elas se mostram, que até parecem rejubilar-se ante a sua pesada “via-crucís”. 9

9 - Nota do Médium: Semelhante fato aconteceu com nossa sogra, criatura boníssima, serviçal e devotada ao próximo, mãe de 17 filhos e benfeitora de seus parentes. Vítima de um câncer atroz na bexiga, ela atingiu a sua desencarnação sem pronunciar uma só palavra de rebeldia contra Deus ou a própria vida. À noite, ela sufocava os gemidos para não acordar os familiares que lhe velavam o sofrimento; na hora derradeira de sua desencarnação e depois de tantas dores e padecimentos, só lhe ouvimos, em sinal de queixa contra o seu destino pungente, o seguinte: “Ai, meu Deus! já não suporto mais!” Um mês depois de desencarnada, graças à nossa vidência, pudemos vê-la feliz e radiosa, recortada por extensa aura de um azul-claro translúcido e celestial, cujas fímbrias emitiam reflexos prateados. Sua fisionomia rejuvenescera e o seu físico (obeso) ficara elegante e gracioso. No entanto, mais tarde soubemos que o seu Espírito vinha-se preparando para essa prova severa do expurgo do fluido cancerígeno, que ela também mobilizara, no passado, pelo manuseio das forças negativas da magia, em prejuízo do próximo. No entanto, a sua redenção fora tão excepcional, que, sob a influência do seu Espírito, hoje, sentimos renovar a nossa capacidade de estoicismo para enfrentar as dores do mundo e as vicissitudes morais sem as queixas ou mágoas comuns.

PERGUNTA: - Mas o heroísmo e o sacrifício incondicionais na existência humana, em favor alheio, não beneficia o Espírito atenuando-lhe as provas atrozes?

RAMATÍS:
- Efetivamente, se a criatura, além de enfrentar a sua prova, ainda vive existência digna e laboriosa, dando tudo de si, em sacrifício incondicional a favor do próximo, ela fará jus ao auxílio dos Espíritos assistentes aos que sofrem, os quais lhe amenizarão o sofrimento pela terapêutica magnética, sem, no entanto, anularem a prova a que ela está sujeita, pois trata-se de um resgate cármico. Suavizarão a dor, porém, sem destruir ou impedir o expurgo dos fluidos tóxicos do mal, pois este só pode ser extinto mediante a “limpeza” profilática que o destrua “pela raiz”.

Os fluidos de natureza inferior, densos nocivos, aderidos ao perispírito, são um fardo ou “carga” molesta e perturbadora do metabolismo perispiritual, e têm de ser expurgados através do corpo carnal, que funciona como uma espécie de “mata-borrão” vivo, a absorver esses fluidos venenosos, os quais, dessa forma são despejados depois, no seio da terra, pela decomposição do cadáver.
Mas o homem não deve queixar-se de tais provas dolorosas, pois ele próprio é quem lhes dá motivo. Protestando contra as mesmas, assemelha-se à criança, que, depois de haver atirado brasas incandescentes nos seus companheiros, grita e revolta-se contra o fato de as suas mãos terem ficado queimadas!

A dor e o sofrimento que atormentam o homem durante o período dessa limpeza psíquica não são um castigo determinado por Deus, mas apenas fruto ou efeito da reação natural e própria do tecido carnal afetado pela ação corrosiva de elementos nocivos. No entanto, o objetivo é purificar a alma.

Se o cascalho, a semente de trigo ou os bagos de uva tivessem a faculdade de sentir, decerto também se queixariam ao serem submetidos ao processo de alcançarem melhor pureza ou qualidade, transformando-se, respectivamente, mediante “provas” dolorosas, no cobiçado brilhante, na generosa farinha nutritiva e no vinho delicioso!

A carga fluídica deletéria acumulada no perispírito não se vaporiza mediante um “passe de mágica”. É um expurgo saneador útil ao Espírito enfermo, e do qual não escapam a criança, o velho, o sacerdote, o bandido, a santa, a prostituta, o herói ou o sábio, porquanto, se na sua ficha cármica estiver averbado o débito de tal provação, a solução radical para eliminar a doença e obter saúde é sanear a alma, livrando-a dos venenos psíquicos.

O homem que, num momento de insânia, atira-se ao charco repugnante de um pântano, mesmo que, depois, se arrependa do seu gesto imprudente e se entregue à oração e modifique seu temperamento impulsivo, nem por isso se livra do mau odor do seu corpo enlameado.

E o recurso eficaz para ficar limpo é providenciar um banho salutar! Ora, o lodo fluídico do perispírito lava-se no “tanque de lágrimas” do próprio mundo onde foi produzido.

PERGUNTA: - Por que as mesmas energias provindas do instinto inferior; que causam prejuízos ao Espírito do homem pecador, não afetam os animais?

RAMATÍS:
Já esclarecemos que esses fluidos primários convocados pelo Espírito do homem nos seus momentos pecaminosos são, todavia, energias vitais próprias da vida instintiva ou animal. Elas são condenáveis e nocivas ao homem porque, sendo ele Espírito dotado de razão, que já lhe permite distinguir o bem e o mal, o certo e o errado, deve evitar incorrer em deficiências ou atos paralelos a condição animal. O “pecado”, nesse caso, é conseqüência de o homem ainda mobilizar, num estado de vida superior, as mesmas forças que, nos animais, são um estado natural do seu estado evolutivo ainda elementar. Ao selvagem não é pecado ser antropófago, pois ele ainda não possui o discernimento capaz de compreender a ignomínia da ação que realiza sem requintes de maldade; mas o homem civilizado que praticar a antropofagia será um “pecador” porque esse ato é impróprio e ofensivo ao seu grau espiritual muito mais evoluído, ou seja: - o grau de responsabilidade do indivíduo está na razão direta do seu discernimento intelectual e moral. Sob o mesmo princípio, atualmente, não é pecado os “civilizados” comerem carne, pois o seu instinto biológico, condicionado há milênios, ainda pede essa espécie de alimentação para atender ao seu sustento nutritivo. Entretanto, no futuro, quando o homem tiver adquirido mais alta capacidade moral e espiritual, ele compreenderá que é grave delito devorar a carne de seu irmão inferior.

Eis por que as mesmas forcas genéticas que serviram para modelar o corpo de carne do homem das cavernas, como veículo indispensável ao desenvolvimento da sua consciência espiritual, podem causar-lhe distúrbios e doenças, se ele as utilizar agora, em atitudes contrárias à ética de um ser superior. Assim, é natural o animal encolerizar-se, ser cruel, astucioso ou ferozmente egoísta para manter a sua sobrevivência física, porquanto essa sua tara é instintiva, visto ele não ser ainda dotado de raciocínio. Porém, o homem, já consciente de si mesmo na Vida Cósmica, deve repudiar esses impulsos primários do seu ego, que lhe serviram há milênios para a confecção do seu veículo carnal quando ele ainda era um ser ligado ao “Espírito-grupo” coordenador da sua espécie. 10

10 - Nota do Revisor: Sobre esse assunto algo complexo para os iniciantes do espiritualismo reencarnacionista, vide o seguinte: capítulo 3, “Ciências Especializadas”, pergunta 79, “Como interpretar nosso parentesco com os animais”, da obra o Consolador, de Emmanuel à Chico Xavier, edição da Livraria da Federação Espírita Brasileira; capítulo XI, “Dos Três Reinos”, pergunta 592, “Os Animais e o Homem”, do Livro dos Espíritos de Allan Kardec; capítulo 17, “Sobre os Animais”, da obra Emmanuel, páginas 87 a 92; Sección VIII, pergunta 163 a 170 de Preguntas Concernientes a los animales, principalmente a pergunta: “Que és un Espíritu-grupo, donde está y a que se parece?”, da obra Filosofia Rosacruz en Preguntas y Respuestas, edição da Editorial “Cultura”, Huerfanos 1165, Santiago de Chile.

O homem pecador jamais pode protestar contra o seu sofrimento redentor, pois desde a sua infância sabe que as virtudes pertencem ao mundo angélico e os pecados são próprios do reino instintivo ou animal.
Além disso, em todas as épocas, o Alto tem enviado à Terra diversos líderes da espiritualidade superior a fim de ensinarem ao homem e aos povos os caminhos da paz e da fraternidade, Buda, Confúcio, Lao-Tsé, Hermes, Krishna, Zoroastro, Maomé, João Huss, Gandhi, Ramakrishna, Francisco de Assis, Kardec e acima de todos, o sublime Jesus, há milênios vêm preparando o homem terreno, no sentido de orientá-lo para a sua mais breve libertação da vida animal.

PERGUNTA: - Mas os animais também enfermam de moléstias como a tuberculose; o câncer e afecções eczemáticas, sem que, no entanto, se trate de expurgação de toxinas psíquicas sobre o seu corpo físico. Que dizeis?

RAMATÍS:
- Não há dúvida de que os animais, embora não produzam toxinas psíquicas próprias do raciocínio ou do sentimento humano perturbado, também podem adoecer de câncer, tuberculose ou afecções graves da pele. Porém, isto só acontece aos que são caçados nas matas e domesticados. Porque a alimentação que depois lhes é ministrada é imprópria ao seu tipo biológico milenário; e então, produz-lhes graves carências vitamínicas. Além disso, os maus-tratos e as exigências de comportamento que o homem lhes impõe perturbam-lhes os impulsos naturais do seu instinto. O animal segregado do seu “habitat” selvático é compelido a reações irascíveis de ciúme, inveja e agressividade represada. Os diversos estados contraditórios a que ele fica obrigado, sob o comando do homem, atacam o seu “psiquismo elementar” da consciência em formação. Olhai o cão surrado, de olhar febril, temeroso e farejando as latas de lixo e recuando, em fuga, diante do primeiro homem que lhe surge à frente, pronto a escorraçá-lo a pontapés! Observai os animais de “corte”: - o carneiro derrama lágrimas sob o cutelo do magarefe; a vaca-mãe chora e lambe o solo, lastimosamente, onde ainda palpita o sangue do vitelo sacrificado; os bois e os porcos gemem, inquietos, nos currais e nos chiqueiros, às vésperas da matança encomendada para empanturrar o ventre insaciável do homem!

Os cavalos e os burros servem o ser humano transportando cargas acima de suas forças e vencendo a empreitada compelidos pelo chicote; nas jaulas fétidas dos circos e dos jardins zoológicos, o leão, o tigre, a onça, o urso e o lobo, de olhos torvos, pêlo enfermiço e porte desconexo, giram em círculos, imbecilizados, pisando os alimentos deteriorados e farejando as grades que os separam da desejada liberdade.

Suas energias ocultas e dispostas pela Natureza para uma vida sadia na floresta, perturbam-se sob os impactos antagônicos das adaptações compulsórias, pois o animal domesticado às pressas, sem as graduações coerentes com o seu instinto selvagem, torna-se um desajustado no meio civilizado. Embora concordemos com a necessidade de se domesticarem as feras, beneficiando-as no apressamento evolutivo para condições mais perfeitas, o homem deve desenvolver-lhes essa transformação sem violentar todo o condicionamento biológico do animal. Qualquer mudança “ex-abrupto”, ferindo-lhe o instinto e a própria emotividade em formação, mina-lhe o sustentáculo eletrônico das células e o predispõe ao contágio e à invasão dos miasmas enfermiços, que não existem no ambiente das selvas.

Deste modo, enquanto o homem produz um residual tóxico pela sua imprudência espiritual, o animal, confuso pelo comando atrabiliário do civilizado também agrega fluidos perturbadores à sua estrutura “fisiomagnética”, tornando-se vulnerável às investidas de quaisquer vírus eletivos ao terreno mórbido que surgir na sua carne.

Mas o homem paga bem caro a sua negligência espiritual em subestimar o animal - seu irmão inferior - pois ao devorar-lhe as carnes nas mesas festivas ou nos churrascos epicurísticos, herda ou absorve os miasmas do animal abatido, gerados pelos fluidos selváticos no momento da sua agonia e morte sangrenta!

PERGUNTA: - Qual é a diferença entre a alma ou consciência instintiva do animal, e a consciência espiritual ou psíquica do homem?

RAMATÍS:
- Nenhum ser vivo, na Terra, é “massa” inconsciente absoluta ou pasta nuclear impermeável aos fluidos e às energias do mundo oculto; a sua representação material é apenas uma fugaz aparência da realidade preexistente e modelada no invisível.,Embora as aves, os animais ou os insetos não possuam consciência individual já definida, eles estão subordinados ao comando de uma consciência psíquica coletiva, ou grupal, muito conhecida dos teosofitas, rosa-cruzes, ocultistas e iogues, como o “Espírito-grupo” diretor e coordenador de cada espécie inferior em evolução.

A consciência instintiva aprimora-se pouco a pouco pela seleção e graduação do próprio animal na sua escala ascendente, até merecer o equipo cerebral que lhe favoreça atingir o porte humano. Depois de modelar o duplo etérico situado entre si e o corpo de carne, ela afina-se e apura-se, elaborando o veículo astral, 11 que, depois serve-lhe para manifestar a sua própria emotividade.

11 - Nota do Revisor: O corpo vital ou “duplo etérico”, situado entre o psiquismo e a carne do homem ou do animal, e que depois da morte de ambos dissolve-se no meio etereofísico, encontra-se ligado à altura do baço, através do “chakra esplênico”, o principal centro de forças etéricas responsável pela purificação sanguínea e absorção das energias do ambiente “fisiomagnético”! O corpo astral ou veículo da emoção, fixa-se no fígado do homem; e, juntamente com o corpo mental, forma o conhecido perispírito da terminologia espírita. Daí, pois, o fato de que as angústias, preocupações, aflições, frustrações, a cólera, o ciúme, a inveja, inclusive os descontroles nervosos, afetam a região hepática à altura do plexo solar ou abdominal. Em face dos desatinos habituais da humanidade terrena, a maioria dos homens sofre do fígado e a sua vesícula é preguiçosa, sendo bastante comum o tradicional tipo hipocondríaco, que vive sob tensão emocional ou abatimento moral, escravo do metabolismo hepático. É por isso que os chineses, na antigüidade, antes dos negócios, quanto às preocupações alheias, num gesto de cortesia, indagavam primeiramente, se o competidor encontrava-se bom da “barriga”, ou do fígado!

Transferindo-se da espécie animal mais primitiva para a imediata mais evoluída, o psiquismo do animal sensibiliza-se na sua contínua ascese e progressão para alcançar o cérebro do selvagem, do hotentote ou do homem da caverna. Atuando através de um sistema anatomofisiológico mais evolvido, é possível à alma instintiva centralizar e memorizar as suas ações e reações durante o intercâmbio com os fenômenos da matéria, aprendendo a mobilizar a substância mental e despertando um entendimento ainda infantil, mas já de ordem racional e progressiva. E, à medida que desenvolve a sua consciência individual, desprende-se gradualmente do comando instintivo do “Espírito-grupo” que comanda a sua espécie e que é a fonte primária de sua formação psíquica.

Nesse trabalho árduo, lento e milenário, a consciência instintiva, pouco a pouco, aprende a usar o órgão mental de transição, que no futuro, lhe dará ensejo para treinar a razão incipiente e assim receber certos delineamentos com circunvoluções fisiológicas condicionadas à estrutura ou constituição do futuro cérebro humano.

PERGUNTA: - Há pouco dissestes que desde o nascimento do homem já existem no seu corpo os micróbios de todas as espécies de doenças, porém, em “cotas-mínimas”, ou seja, em quantidade tão reduzida que os torna inofensivos. Poderíeis aclarar-nos melhor o assunto?

RAMATÍS:
- A Medicina explica em seus tratados didáticos que no organismo do homem já existem, desde o seu nascimento físico, os micróbios, vírus ou ultravírus, de produzir todas as espécies de doenças humanas. Porém, graças a essa quantidade ínfima de cada tipo de vírus existente eles não causam incômodo, doenças ou afecções mórbidas, pois ficam impedidos de uma proliferação além da “cota-mínima” que o corpo humano pode suportar sem adoecer. No entanto, quando esses germens ultrapassam o limite de segurança biológica fixado pela sabedoria da Natureza, quer motivado pelo enfraquecimento orgânico, pelas perturbações psíquicas deprimentes, ou pelo contágio mórbido provindo do exterior, eles proliferam e destroem os tecidos do seu próprio “hospedeiro”, resultando então as doenças.

PERGUNTA: - Podeis dar-nos algum exemplo mais específico da ação desses micróbios?

RAMATÍS:
- Por exemplo: quando se reproduzem em demasia os bacilos de Koch, além da “quantidade-teto” normalmente suportável pelo corpo humano, a Medicina então identifica um processo mórbido anormal, destrutivo e incontrolável, conhecido por tuberculose. Mas a verdade é que os bacilos de Koch, nesse caso, só ultrapassam a sua “cota-mínima” de vida permitida no organismo humano, desde que “algo” oculto, sorrateiro e ignorado a tempo, consiga abastecê-los ou apropriar o terreno para eles violarem a “fronteira” de segurança orgânica fixada prudentemente pelo instinto biológico do seu hospedeiro. Embora o médico, depois, faça a diagnose correta de uma doença chamada tuberculose, resultante especificamente da multiplicação patogênica já conhecida dos bacilos de Koch, o certo é que essa identificação clássica da Medicina não basta para eliminar-lhes o alimento oculto, ou seja, o elemento básico responsável pela causa mórbida.

A prova mais evidente de que se trata de uma energia ou fluido mórbido só eletivo ou preferido pelos bacilos de Koch causadores da tuberculose, é que as demais coletividades microbianas continuam a viver no corpo humano em suas “cotas-mínimas” inofensivas, até que também lhes surja o ambiente adequado para proliferarem, dando ensejo a novos quadros enfermiços. Em suma: - o morbo fluídico oculto, que serve para nutrir os bacilos de Koch, é prontamente rejeitado pelos bacilos de Hansen ou pelas espiroquetas de Shaudin; e, por sua vez, o alimento que serve de repasto aos últimos torna-se inócuo ou repudiado pelos primeiros.

Embora a doença tuberculose corresponda rigorosamente às minúcias e às pesquisas etiológicas da Ciência Médica terrena, ela varia em sua virulência e destruição peculiar, de doente para doente; e essa diferença depende muitíssimo do temperamento e das reações emotivas ou do comportamento espiritual do mesmo, inclusive quanto ao seu maior ou menor apego à vida instintiva da matéria.

Há “doentes” e não “doenças”, conforme é o conceito esposado pela própria Medicina, pois enquanto alguns tuberculosos logram sua cura e a rápida calcificação pulmonar, outros menos afetados sucumbem prematuramente, vitimados pelo seu temperamento pessimista e hipocondríaco, que neutraliza ou anula os efeitos benéficos de toda e qualquer medicação curativa. 12

12 - Nota do Médium: Referendando os dizeres de Ramatís, conhecemos dois casos de tuberculose no círculo de nossa amizade, em que tentamos coadjuvar no tratamento médico à base de estreptomicina, hidrazida e outras medicações apropriadas. O confrade SF, espírita inveterado e otimista, aceitava prontamente os nossos passes, e, por vezes, até relaxava o tratamento médico, merecendo as nossas censuras; ele brincava com sua doença e a encarava de modo inofensivo, convicto dos resultados benfeitores para o seu Espírito pecador. Fazia “blague”, apresentando-se como “SF, tuberculoso”, à guisa de cartão de visita. Finalmente, aquilo que nos parecia excessivamente mórbido e digno de um estudo freudiano, conduziu-o a cura tão rápida, que surpreendeu os próprios médicos. Um outro enfermo, Sr. MBR, vítima de tuberculose menos grave, após o diagnóstico médico emagreceu rapidamente 11 quilos, fugiu da circulação, enterrou-se num quarto e, descrente do nosso conforto espiritual, embora abastecido de medicação maciça da Medicina, faleceu 13 meses depois, num estado de abatimento desesperador e sem lograr a mínima calcificação pulmonar!

PERGUNTA: - Em face da complexidade desse assunto, ser-vos-ia possível tecer mais algumas considerações a respeito das causas ocultas, que alimentam especificamente as diversas espécies de micróbios já existentes no corpo humano?

RAMATÍS:
- O homem, nos seus momentos de subversão espiritual e conforme o pecado que o domina, também passa a alimentar um tipo específico de vírus, gerando determinada doença que a Medicina depois classifica em sua tabela patológica conforme as características etiológicas e a presença virulenta identificada. Enquanto a cólera. a irascibilidade, a violência mental ou emotiva, produzem o campo fluídico mórbido para nutrir e alastrar as afecções cutâneas ou eczemáticas, a maledicência, a calúnia ou a magia mental, verbal ou física, geram tóxicos responsáveis pela vida do ultravírus que produz a moléstia cármica do “prejuízo ao próximo”, conhecida como o câncer. Do mesmo modo, a indiferença, a egolatria ou o egoísmo, põem em movimento fluidos perniciosos, que depois adubam o terreno orgânico do homem e o predispõe para as enfermidades contagiosas, tal como a tuberculose.

É óbvio que o doente contagioso é obrigado a isolar-se da própria família e das relações comuns com o público, devendo submeter-se a tratamentos especiais em instituições apropriadas e que o segregam do convívio perigoso para com o próximo. Mas, em verdade, ele apenas colhe os efeitos gerados pelo seu egoísmo e egolatria nas vidas passadas, quando, apesar de boa saúde e posse de suas faculdades normais, preferiu devotar-se com excessivo amor ao seu próprio bem, pouco lhe importando os problemas aflitivos do próximo. De acordo com a lei cármica, de que o “homem colhe conforme a sua semeadura”, o doente contagioso, isolado de suas relações com o resto do mundo, é o mesmo Espírito egocêntrico e frio que, no passado, viveu exclusivamente em favor dele próprio. Considerando-se que o efeito enfermiço de hoje é o resultado exato de igual causa censurável no passado, o doente contagioso de hoje é aquele que vive obrigatoriamente a mesma condição gerada outrora por sua livre vontade e em desobediência à Lei do Amor e da Fraternidade.

No entanto, a mesma enfermidade corretiva ou redentora pode apresentar-se sob diversos aspectos e sem qualquer modificação no seu foco mórbido, porque isso depende muitíssimo do tipo orgânico ou natureza hereditária ou dos ascendentes biológicos, que o Espírito incorpora na sua encarnação purificadora. Assim, o homem que, por efeito de sua herança biológica, nasce com os pulmões enfraquecidos, ou seja, com órgãos físicos mais deficientes, se ele alimentar recalques de egoísmo, egolatria ou fria indiferença para com a dor alheia, também, por equivalência, mobiliza fluidos que se acumulam depois nos pulmões, propiciando o terreno enfermiço para a multiplicação dos bacilos de Koch, além de sua “cota-mínima” inofensiva.

Cada tipo de coletividade microbiana limitada em sua “cota mínima” no corpo humano só prolifera perigosamente depois que recebe o seu alimento oculto predileto e mórbido, baixado do perispírito devido às mazelas psíquicas da alma. Tradicionalmente e por um imperativo cármico, o fluido do egoísmo e da egolatria, isto é, o que serve de repasto nutritivo para os bacilos de Koch, quando se expurga do perispírito para a carne “deveria” represar-se exclusivamente nos pulmões, dando curso à conhecida tuberculose pulmonar. No entanto, caso a vítima dessa incursão mórbida fluídica possua os pulmões perfeitos e resistentes a qualquer expurgo deletério do perispírito, a carga nociva então se desvia da área pulmonar e aloja-se no primeiro órgão, tecido carnal ou ósseo, que se apresente mais enfraquecido no corpo físico. Tem, pois, real fundamento o atual conceito médico de que “os micróbios acompanham, mas não causam a doença”.

PERGUNTA: - Que nos dizeis dessas criaturas sumamente sensíveis e admiráveis artistas, que também são vítimas de tuberculose, como no caso de Chopin? Porventura elas sofrem o expurgo de “fluidos egotistas” baixados do perispírito para a carne, quando nos parecem tão altruístas e desprendidas do mundo material?

RAMATÍS: - Aliás, o tuberculoso típico de outrora consistia numa criatura pálida, febril, que tossia incessantemente; era o doente clássico dos pulmões! Uma espécie de “escolhido” ou predestinado da literatura romântica nos temas prediletos de teatro ou libretos de óperas, como “La Traviata”, e “La Bohème”, cujas heroínas, Violeta e Mimmi, expiram entre cânticos melodramáticos e tosses convulsas.

Chopin, alma hipersensível e de excessiva agudeza espiritual, foi um dos protótipos de tísicos românticos de outrora, cuja música melancólica e estranha, revela a saudade do Espírito exilado ou então o mistério atraente do céu. A sua melodia era como a chama transparente estremecendo sob a brisa triste de um destino amargurado! No entanto, embora Chopin fosse um gênio materializando em sons a linguagem do Éden e a poesia do Além, ele também colhia na tuberculose os efeitos daninhos da excessiva egolatria de suas vidas pregressas, quando, vaidoso do seu talento excepcional, preferiu a “torre e marfim” do egoísmo e repudiou o contacto desagradável com o sofrimento humano! Se ele fosse vítima desse doloroso destino apenas por acidente ou imerecidamente, então Deus seria tão precário na sua justiça quanto a dos imperfeitos códigos humanos.

No entanto, as coletividades microbianas constituem um sustentáculo no seu mundo infinitesimal, para a estruturação da carne, e são também responsáveis pelo próprio vitalismo energético do todo orgânico. Elas encorpam-se, diminuem ou excitam-se, crescem ou adormecem, conforme também varia a conduta psíquica do ser humano, seja ele um Nero ou Chopin, Da Vinci ou Rasputin, Balzac ou Herodes! Cada pecado, já o dissemos, produz ou mobiliza um tipo de fluido mórbido específico, em conformidade com as emoções subvertidas da consciência. Cada homem possui uma virtude dominante sobre as demais virtudes menores, assim como também é vítima de um pecado mais grave que prevalece sobre os demais pecadilhos inofensivos. Deste modo, o Espírito do homem, em sua romagem terrena, pensa, emociona-se e age oscilando entre os extremos da faixa vibratória do “maior pecado” e da “maior virtude”! Sofre, goza, erra, aprende ou corrige-se, conforme o domínio do mais forte pecado que o algema ao “inferno” da consciência torturada, ou o eleva ao “céu” das virtudes angélicas.

PERGUNTA: - No encerramento deste capítulo, gostaríamos que nos explicásseis por que variam as doenças entre os membros da mesma família, quando todos podem ser vítimas de igual deficiência orgânica biológica ou vulnerabilidade congênita?

RAMATÍS:
- Isso é a prova evidente de que a família humana não é apenas um conjunto de organismos instintivos manifestando as mesmas tendências e ancestrais biológicos, mas, sim, uma reunião de Espíritos encarnados no mesmo grupo consanguíneo, diversificando-se pelas virtudes ou pecados, talento ou embrutecimento intelectual, condizentes com os seus graus espirituais. A configuração carnal da parentela humana é a frágil cobertura das “consciências espirituais” tão diferentes entre si, que até as doenças variam conforme os pecados e as virtudes de cada um. Dar-vos-emos um exemplo rudimentar, porém elucidativo, para melhor raciocinardes sobre os nossos dizeres. Suponde três gêmeos nascidos igualmente com a mesma lesão nos rins, isto é, eles são congenitamente portadores de rins deficientes, e tais órgãos são os mais vulneráveis do seu organismo. Os três gêmeos findam sua existência terrena vitimados pela mesma destruição dos rins, porém, inexplicavelmente, um desencarna de tuberculose renal, o outro de câncer renal e o último de “nefropiose” ou “nefrelcose”, isto é, supuração ou ulceração desses órgãos excretores do corpo.

Se os médicos fossem clarividentes e pudessem examinar a estrutura espiritual desses trigêmeos à hora do seu desencarne, eles verificariam surpresos, que o primeiro falecera de tuberculose renal, porque acumulara nos rins os fluidos do egoísmo e da egolatria expurgados do perispírito e nutritivos dos bacilos de Koch; ao segundo, no entanto, acontecera o mesmo com os fluidos daninhos do pecado da maledicência, calúnia ou de prejuízo ao próximo, que alimentam o ultravírus cancerígeno; o terceiro, enfim, freqüentemente dominado por acessos de ira, cólera ou violência mental, descarregou sua carga mórbida e fluídica nos rins, causando ulceração ou supuração, que iriam culminar em eczemas, chagas, erupções e ulcerações na pele, caso o morbo fluídico atingisse a superfície corporal.

Usando ainda da terminologia médica do mundo e para maior elucidação do nosso exemplo, diríamos que os trigêmeos também poderiam falecer de “nefrorragia” sob os impactos dos fluidos do ódio; de “nefrocistose” sob o pecado do sarcasmo ou do deboche, que alimenta os cistos amebianos; de “nefromalacia”, vitimados pelos fluidos da inveja, ou ainda de “nefroplegia”, pelos fluidos da luxúria e de “nefroesclerose” do morbo psíquico do ciúme. 13

13 - Nota do Revisor: Nefrorragia, hemorragia renal; nefrocistose, amebiana renal; nefromalacia, amolecimento dos rins; nefroplegia, paralisia dos rins; nefroesclerose, endurecimento dos rins.

(Trecho do livro: “Mediunidade de Cura” – pelo Espírito de Ramatis – psicografado pelo médium: Hercílio Maez)


NOVOS ASPECTOS DA SAÚDE E DAS ENFERMIDADES


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1 - Nota de Ramatís: Perdoe-me o leitor mais esta digressão sobre a saúde e a enfermidade, assunto já abordado em nossas obras anteriores, mas o Alto recomenda que devemos insistir em indicar aos terrícolas quais são as causas mórbidas ocultas e responsáveis pela sua própria desventura no mundo físico. Já é tempo de o homem certificar-se e convencer-se de que a saúde do seu Espírito imortal é que regula e mantém o equilíbrio da saúde do corpo físico transitório. Aliás, na velha Grécia, de Sócrates, Apolônio de Tyana, Platão, Pitágoras e outros renomados pensadores helênicos, já se encarava seriamente o conceito de “alma sã em corpo são”, como uma advertência da influência benfeitora ou maléfica, que a mente exerce sobre o organismo carnal.

PERGUNTA: - Que dizeis sobre a saúde física e a saúde espiritual, quanto à sua estreita relação ou dependência recíproca durante a vida do Espírito encarnado?

RAMATÍS: - A Administração Sideral classifica como virtudes todos os pensamentos e atos dignos e nobres que o homem pratique; e como pecados, todos os seus pensamentos e atitudes opostas ou contrárias ao bem.

Considerando, então, que, todos os atos têm como causa ou matriz, o pensamento (do Espírito), torna-se evidente que os pecadores são enfermos da alma. 2 E, ao contrário do que estabelece a ética da maioria das religiões, as suas transgressões não ofendem a Deus; mas a eles próprios exclusivamente. Sob tal contingência, o organismo carnal que a generosidade do Pai faculta ao Espírito para redimir-se, sofre o impacto compulsório de enfermidades cruciantes, pois o corpo humano até mesmo depois de “cadaverizado” é uma espécie de “fio-terra” a descarregar na intimidade da terra a “ganga” de fluidos tóxicos que estava aderida à contextura delicadíssima do perispírito.

2 - Nota do Médium: Vide capítulos “A Saúde e a Enfermidade” e a “Influência do Psiquismo nas Moléstias Digestivas”, da obra Fisiologia da Alma, de Ramatís.

Durante os momentos pecaminosos, o homem mobiliza e atrai, do mundo oculto, os fluidos do instinto animal, os quais, na sua “explosão emocional”, convertem-se num resíduo denso e tóxico, que adere ao corpo astral ou perispírito, dificultando então ao homem estabelecer ligação com os Espíritos do plano superior, devido ao abaixamento da sua vibração mental. E se ele não reage, termina por embrutecer-se. Porém, mais cedo ou mais tarde, a consciência do pecador dá rebate; e então, o Espírito decide recuperar-se e alijar a “carga tóxica” que o atormenta. Mas, nesta emergência, embora o pecador, já arrependido, esteja disposto a uma reação construtiva no sentido de purificar-se, ele não pode subtrair-se aos imperativos da lei cármica (causa e efeito) do Universo Moral, ou seja: - a recuperação da saúde moral do seu Espírito enfermo só poderá ser conseguida mediante aquele esmeril que se chama Dor e o lapidário que se chama Tempo. E, assim, como decorrência de tal determinismo, o corpo físico que ele veste agora, ou outro, em reencarnação futura, terá de ser, justamente, o dreno ou válvula e escape para expurgar os fluidos deletérios que o intoxicam e o impedem de firmar a sua marcha na estrada da evolução.

As toxinas psíquicas, durante a purificação perispiritual, convergem para os tecidos, órgãos ou regiões do corpo; mas insistimos em explicar que esse expurgo deletério, processado do perispírito para a carne, produz as manifestações enfermiças de acordo com a maior ou menor resistência biológica do enfermo. Entretanto, os técnicos do Espaço podem acelerar ou reduzir o descenso dos fluidos mórbidos, podendo também transferi-los para serem expurgados na existência seguinte ou então serem absorvidos nos “charcos” do Além, se assim for de conveniência educativa para o Espírito em prova. De qualquer modo, a provação será condicionada ao velho provérbio de que “Deus não dá um fardo ou uma cruz superior às forças de quem tem de carregá-la”. 3

3 - Nota do Médium: A respeito desse provérbio popular, os Espíritos relatam a história de certa mulher que, depois de admitida à presença do Anjo do Destino, queixou-se amargamente da injustiça de Deus, por fazê-la carregar, na Terra, uma cruz de peso superior às suas forças. Atenciosamente, o Anjo mandou-a entrar no recinto onde se guardavam os modelos de todas as cruzes destinadas aos encarnados e autorizou que ela escolhesse a cruz que mais lhe conviesse. Depois de experimentar diversas cruzes nos seus ombros frágeis, a mulher, satisfeita, escolheu a que ela julgou melhor e mais adequada para carregar dali por diante. Diz a história que o Anjo, em seguida, mandou-a ler o nome da pessoa que deveria carregá-la; e, então, com grande espanto, a mulher identificou nela o seu próprio nome.

PERGUNTA: - Poderíeis explicar-nos mais algumas fases desse expurgo de fluidos psíquicos, que aderem ao perispírito depois dos descontroles do Espírito?

RAMATÍS:
- Embora a tradição católica tenha criado a idéia de um inferno incompatível com a bondade de Deus, mais tarde os próprios autores dessa lenda religiosa amenizaram a punição infernal, criando um purgatório, ou seja, uma estação de fogo expiatório, entre o céu e o inferno.

Conforme explicam os dogmas católicos, os pecadores lançados no inferno jamais se livrarão do fogo eterno, enquanto os condenados às chamas do purgatório são mais felizes, pois gozam de “sursis” concedido por Jesus, depois dos insistentes pedidos e apelos de Nossa Senhora, ou então, se libertam mediante o número de missas rezadas na Terra pelos sacerdotes católicos. Enquanto não há nenhuma possibilidade de fuga ou de perdão para o pecador condenado ao fogaréu infernal, as almas do purgatório terminam alcançando o Céu assim que cumprirem as penalidades de suas sentenças ou se beneficiarem pela recomendação oficial do Clero do mundo terreno.

Embora a mente fantasiosa dos sacerdotes ou líderes católicos considere o inferno e o purgatório locais adrede preparados para as almas dos homens expiarem os seus pecados do mundo, ambos os casos simbolizam as situações e os efeitos que o homem vive em si mesmo depois de pecar, ante a necessidade de expelir para a carne os resíduos psíquicos venenosos, que acumulou no seu perispírito.

Nessa vertência cruciante de venenos para a matéria, que os hindus chamam a “queima do carma”, a dor atroz escalda a carne e a febre ardente incendeia o sangue, criando na mente humana a idéia do purgatório ou do inferno, cujo fogo corresponde ao estado de comburência psíquica durante a purificação perispiritual. Em conseqüência, o Espírito já vive na Terra o seu purgatório, cujo fogo pungente queima-lhe a carne no alastramento da doença, seja o câncer, a morféia, a tuberculose ou o “pênfigo selvagem” provenientes da drenação incessante dos tóxicos nocivos à estrutura da sua personalidade espiritual.

No entanto, há certa equivalência na concepção do purgatório católico, pois, na realidade, o homem que não consegue eliminar toda a carga fluídica deletéria do seu perispírito através do corpo físico, as vezes precisa aceitar o recurso extremo de purgar o saldo pernicioso nos charcos ou pântanos saneadores, de absorvência drástica, que existem no Além-túmulo.

PERGUNTA: - Poderíeis explicar-nos alguns pormenores dessa purgação perispiritual nos pântanos ou charcos absorventes do Além-túmulo?

RAMATÍS:
- Quando o Espírito não consegue expurgar todo o conteúdo venenoso do seu perispírito numa só existência física, ele desperta no Além sobrecarregado de magnetismo primário, denso e hostil. Em tal caso, devido à própria “lei dos pesos específicos”, ele cai nas zonas astralinas pantanosas, ou seja, no reservatório oculto das forças instintivas responsáveis pela vida animal.

Depois de atraído para esses pântanos do astral inferior, onde predominam em continua ebulição as energias primárias criadoras do corpo animal, ele é submetido à terapêutica obrigatória de purgação no lodo absorvente, embora tal processo lhes seja incômodo, doloroso e repugnante. Sob esse tratamento cáustico da lama astralina absorvente, eles se libertam, pouco a pouco, das excrescências, nódoas, venenos e das “crostas fluídicas” que nasceram no seu tecido perispiritual por efeito dos seus atos pecaminosos vividos na matéria. Embora sofram muitíssimo nos charcos astralinos, isso os alivia da carga mefítica acumulada na Terra, assim como o seu psiquismo enfermo, depois de chicoteado pela dor cruciante, desperta e corrige-se para viver existências futuras mais educativas ou menos animalizadas.

Tanto a Terra quanto o mundo astral que a rodeia e a interpenetra por todos os poros, são palcos de redenção espiritual para os Espíritos enfermos livrarem-se dos detritos mórbidos produzidos pelas suas imprudências pecaminosas. Os charcos do astral inferior lembram os recursos de que se servem alguns institutos de beleza, na Terra, quando também usam a lama terapêutica para limpar a pele das mulheres e remover-lhes certas nódoas ou manchas antiestéticas. Há, também, certa analogia desses pântanos astralinos com a natureza absorvente de um tipo de barro e de areia terrena, que habitualmente são usados no processo de imersão dos enfermos para o tratamento do reumatismo. 4

4 - Nota do Revisor: Ramatís provavelmente refere-se às “areias monazíticas” que se acumulam prodigamente nas orlas marítimas do Espírito Santo e realmente têm curado inúmeras enfermidades de natureza reumática.

A verdade é que o homem é o autor exclusivo de sua glória ou desdita. O Céu e o inferno não passam de suas criações íntimas e de acordo com o seu próprio comportamento espiritual. Mas o pecador pode ressarcir-se rapidamente dos pecados de sua vida atual ou pregressa, desde que se devote, em definitivo, à prática das virtudes recomendadas por Jesus, as quais dispensam o uso das energias animais adversas e livram o Espírito das purgações dolorosas que se fazem através do corpo de carne ou nos charcos corretivos do Além-túmulo.

Dai o motivo por que o Evangelho ainda é o compêndio de terapêutica mais certa para o Espírito encarnado recuperar a saúde espiritual, uma vez que Jesus, o seu autor, além do mais sábio dos homens e o mais digno instrutor moral da humanidade terrena, foi, também, o Médico inconfundível das enfermidades do Espírito.

PERGUNTA: - Conforme temos lido em certas obras mediúnicas, os bons Espíritos sempre procuram livrar dos charcos os pecadores que ali sofrem. Porventura isso não elimina a tese de que os pecadores, com saldo de fluidos tóxicos provindos da Terra, precisam submeter-se ao processo do lodo terapêutico absorvente, para sua purificação? Quer-nos parecer que a sua libertação prematura, dos charcos, dispensa-os de tal necessidade levada ao extremo. Não é assim?

RAMATÍS:
- Os Espíritos socorristas só retiram dos charcos purgatoriais os pecadores que já estão condições de uma permanência suportável nos postos e colônias de recuperação perispiritual adjacentes a crosta terráquea. Assim como o homem sujo e encharcado de lama não gozará de conforto entre os lençóis alvos de um leito principesco, os Espíritos saturados de venenos perispirituais também não serão venturosos pela sua transferência prematura dos pântanos repugnantes para as regiões paradisíacas!

PERGUNTA: - Poderíeis mencionar quais os estados pecaminosos mais responsáveis pela convocação de energias primárias e daninhas, que depois enfermam o homem pelas reações do seu perispírito contra a carne?

RAMATÍS:
- São as atitudes e estados mentais “antievangélicos” denominados “pecados”, conforme é da tradição católica ou protestante. Citaremos como principais, o orgulho, avareza, ciúme, vaidade, inveja, calúnia, ódio, vingança, luxúria, cólera, maledicência, intolerância e hipocrisia; ou então de amargura, tristeza, amor-próprio ofendido, fanatismo religioso, ociosidade, prepotência, egoísmo, astúcia, descrença espiritual; ou, ainda, as conseqüências nefastas das paixões ilícitas ou dos vícios perniciosos. 5

5 - Nota do Médium: Observe-se que Ramatís fez questão de mencionar todos os pecados mais graves à nossa integridade espiritual, enquanto, nas entrelinhas e para bom entendedor, ele adverte a cada leitor do seu provável pecado ou defeito, que pode lhe amargurar a existência pela mobilização de fluidos perniciosos e enfermiços. No entanto, em oposição a essa “tabela de pecados”, Ramatís tem-nos elucidado quanto às virtudes que devem ser cultivadas para a nossa melhor graduação espiritual.

Conforme a natureza mais ou menos grave desses pecados, o homem também usa maior ou menor cota de energias provindas das regiões ocultas da vida animal; disso resultam-lhe, também, alterações correspondentes na sua saúde corporal, produzindo-se os surtos enfermiços, agudos ou crônicos. Aquele que ofende a sua própria integridade espiritual, também deve suportar os efeitos indesejáveis do expurgo dos resíduos deletérios provindos de sua infração pecaminosa, assim como o embriagado há de sofrer os efeitos molestos dos venenos alcoólicos que ingere durante a sua imprudência. Em suma: quando o homem peca, ele aciona pensamentos ou emoções de baixa freqüência vibratória e impregnados do magnetismo denso e agressivo das subcamadas do mundo oculto. Depois que tal energia inferior filtra-se pela mente alterada ou flui pelo corpo astral perturbado, ela assume um aspecto mórbido ou constitui-se numa combinação “quimiofluídica” tóxica e ofensiva ao perispírito do homem.

PERGUNTA: - Poderíeis dar-nos um exemplo comparativo extraído da própria vida material, para elucidar melhor esse assunto?

RAMATÍS:
- Em rude analogia, diríamos que os pecados exigem combustível pesado, de odor desagradável e resíduo denso, algo semelhante ao óleo cru usado nos motores de explosão, enquanto as virtudes requerem apenas energia sublimada, de fácil volatilização, tal qual o motorzinho elétrico, que se move com a carga de 110 volts sem deixar vestígios residuais.

Isso também sucede de modo algo parecido com o residual fluídico inferior, que resulta dos pecados do homem, quando, depois de imantar-se à tessitura apurada do perispírito, precisa ser expurgado para a carne. No entanto, a energia dos fluidos ou vibrações emitidas pelas virtudes como o amor, a ternura, a alegria, a mansuetude, a humildade, o perdão, o altruísmo, a benevolência, a filantropia, a castidade e outras, não deixam no perispírito quaisquer resíduos que precisem ser drenados para o corpo, sob o processo doloroso das enfermidades. Já o fluido grosseiro e hostil, procedente dos instintos da vida animal, torna-se virulento; e depois, quando baixa para a carne, aloja-se na pele causando chagas, afecções cutâneas ou eczemas; e se, no seu curso mórbido, depara com órgãos ou região orgânica mais debilitada, então se condensa e se aloja, seja no pulmão, no intestino, no pâncreas, no fígado, rins, estômago, no baço, nos ossos, ou mesmo no sistema linfático, endocrínico ou sanguíneo.

Há criaturas que são vítimas de graves urticárias ou de manifestações eczemáticas após violenta discussão; noutras, a pele se pontilha de manchas escuras ou pretas, a que o povo atribui os efeitos das “doenças do coração”. Em algumas, a pele muda de cor, torna-se úmida, excessivamente seca ou esfarela-se; às vezes, é demasiadamente sensível sob o mais leve toque; doutra feita, a epiderme mostra-se apática a qualquer contacto exterior. Tais sintomas cutâneos também podem depender da diversidade dos estados psíquicos do homem atrabiliário, perverso, ciumento ou colérico. A pele humana é como a tela viva a refletir para o exterior do mundo físico as condições íntimas, do próprio ser.

Aliás, os modernos dermatologistas hindus, familiarizados com os ensinamentos ocultos, já conseguem identificar as causas boas ou más, responsáveis pelas afecções cutâneas dos seus pacientes, motivo por que eles também os doutrinam em Espírito, mostrando-lhes a necessidade de harmonia psíquica para lograrem a cura mais breve.

Em verdade, as energias primárias ou instintivas do mundo animal encontram-se adormecidas na intimidade da própria alma porque se trata do residual de forças que já lhe serviram quando da estruturação do corpo físico.

Os “pecados”, ou seja, as atitudes os pensamentos ou as emoções de ordem animal despertam essas forças e as excitam, fazendo-as aflorar à superfície do perispírito. Embora o termo não se ajuste perfeitamente à nossa idéia, diríamos que esses fluidos vigorosos e elementais terminam por “coagular” na intimidade do perispírito quando inflamados pelos impactos de emoções deprimentes e violentas.

PERGUNTA: - Esse residual psíquico e tóxico do homem e que, depois, adere ao perispírito, é carga proveniente dos seus pecados cometidos na existência atual ou também é herança mórbida de suas vidas pretéritas?

RAMATÍS:
- A carga fluídica nociva aderida ao perispírito, tanto é decorrente da existência atual como também resulta de herança deletéria que o Espírito não pôde expurgar completamente pelos corpos de suas vidas anteriores, nem expelir, de todo, nos charcos absorventes do Além-túmulo. Se os vossos médicos fossem clarividentes, conseguiriam penetrar na intimidade psíquica do homem e certificar-se da presença desses fluidos primários, os quais, excitados por emoções agudas ou desatinadas, podem resultar em conseqüências fatais. 6

6 - Nota do Médium: Em Curitiba, na Travessa Oliveira Belo, tivemos a triste surpresa de ver um nosso amigo cair ao solo, morto por uma síncope devido a uma acalorada discussão com um seu adversário político. Outro caso foi o da Sra. H. S. M., residente em nosso bairro, a qual, após violenta discussão com a sogra, a quem ela odiava, tombou, fulminada por um colapso cardíaco.

Há também o caso dos torcedores fanáticos pelo futebol, fulminados, às vezes, nas próprias arquibancadas dos estádios, conforme sucedeu em 1954 quando o Brasil perdeu o campeonato mundial. Ocorrem-nos ainda diversos casos idênticos quando, há muitos anos, se realizou em New York a luta de boxe entre Joe Louis (a Pantera Negra) e o lutador alemão Schmeling. Entre os espectadores que acompanharam, pela televisão e pelo rádio, esse combate, ocorreram nada menos de 35 mortes por efeito de ataques cardíacos.

O que deixamos referido demonstra que todo o impacto emocional descontrolado e supercarregado de magnetismo efervescente constitui um perigo para a integridade física do homem.

PERGUNTA: - Considerando o que já tendes explicado, deduzimos que existem vírus eletivos para cada espécie de fluido psíquico nocivo; e, por sua vez, cada “tipo” de pecado também produz um fluido mórbido especifico. Não é assim?

RAMATÍS:
- Realmente, cada pecado produz um fluido mórbido específico e também existem vírus eletivos aos mesmos. Por exemplo: - Os fluidos pecaminosos que a alma já traz aderidos ao seu perispírito desde suas existências pregressas, e que são resultantes dos pecados da calúnia, da vingança, do ódio, da crueldade e de atitudes demoníacas, que resultam em desgraças para o próximo, ao serem expurgados para o corpo carnal, são focos deletérios que nutrem o ultravírus causador do câncer, ainda não identificado pela vossa Medicina. Trata-se de um residual fluídico tóxico e avassalante, cuja ação é lenta, mas implacável, pois às vezes fica incubado no perispírito durante séculos até ser expurgado definitivamente através da carne.

É uma “carga” funesta que faz o Espírito sofrer atrozmente no Além-túmulo, requerendo, quase sempre, a intervenção dos psicólogos siderais, no sentido de ser provocado um “despejo” mais intenso, que consiga aliviar o perispírito. Então, quando se processa essa descarga para o corpo físico, o seu impacto ataca o núcleo das células tenras, em crescimento, deformando-lhes a estrutura vital e fisiológica e predispondo-as a deformações horríveis e bastante dolorosas, embora sem denunciar focos parasitários.

Durante o alastramento indiscriminado desse residual, mórbido, que alimenta o ultravírus cancerígeno, surgem ou formam-se tumores malignos, conhecidos da Medicina por sarcomas, epiteliomas ou neoplasmas, porque destroçam o epitelial ou conjuntivo. E se ataca a medula óssea pelo fenômeno da hiperplasia, então, resulta o aumento dos glóbulos brancos no sangue, dando causa a temida leucemia, ainda incurável. No entanto, apesar da diversidade de tais manifestações, é sempre a mesma energia tóxica do vírus cancerígeno, também ainda inacessível às pesquisas e identificação dos vossos laboratórios.

De forma idêntica, o homem que, em existências passadas, mobilizou os fluidos do egoísmo, da cobiça ou da apatia espiritual, alimenta os bacilos de Koch e adquire a moléstia contagiosa da tuberculose, que o obriga a afastar-se da família e a ficar isolado do convívio humano, a fim de sofrer na atual existência, justamente, os efeitos indesejáveis do abandono e do desprezo que também votou ao próximo. A lei é implacável, mas é justa, pois “a cada homem será dado conforme as suas abras”, ou a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória!

PERGUNTA: - Mas é fácil comprovar que a Medicina já liquidou ou venceu diversas enfermidades que eram tidas como incuráveis, não?

RAMATÍS:
- Reconhecemos que, através do extermínio dos vírus identificados pelos vossos laboratórios, a vossa medicina já conseguiu eliminar diversas doenças seculares, e também imunizar o homem contra contágios e recidivas de moléstias perigosas, graças à terapia benfeitora das vacinas. Porém, a cicatrização do terreno mórbido em que o vírus habitualmente se instala e prolifera, isto, só por si, não significa a cura definitiva, caso o enfermo ainda continue a “cultivar” em sua intimidade psíquica os fluidos tóxicos que dão origem à doença. Neste caso, se o enfermo se curar de uma determinada moléstia, os microrganismos patogênicos, enquanto não forem expurgados radicalmente, surgirão de novo, manifestados noutra enfermidade.

Apesar do esforço heróico da vossa Ciência Médica, no sentido de reduzir as doenças que atacam a humanidade, as suas tabelas patológicas anotam o aparecimento de novas moléstias. A “velha doença” já vencida, tempo depois logra a sua “desforra” e surge sob aspectos novos, às vezes, de maior virulência e de curso etiológico diferente devido a minar outros órgãos do corpo, obrigando então o médico a empreender esforços heróicos e pesquisas exaustivas em busca de identificar a nova causa mórbida. Aliás, de acordo com o conceito da terapêutica moderna, de que “o vírus só se estabelece onde encontra “terreno enfermiço”, 7 fica provado que o micróbio é um agente conseqüente, pois a sua proliferação só ocorre depois de aparecer a doença”.

7 - Nota do Revisor: Comunicação apresentada pelo Dr. W P. Mowry à Reunião Centenária do “Instituto Americano de Homeopatia”, realizada em junho de 1944, na qual ele se referia a pesquisas efetuadas pelos”Institutos de Medicina Experimental” da Rússia, financiadas pelo Governo Soviético, com a conclusão incomum de que “os micróbios acompanham, mas não causam a moléstia”. Sobre o assunto, vide o Jornal do Instituto Americano de Homeopatia, de 15 de abril de 1945, e, também, sobre idêntico caso, o British Medical Journal, de 23 de junho de 1945.

Os vírus identificados nos laboratórios e responsabilizados por esta ou aquela enfermidade são microrganismos que também “lutam” pelo seu direito à vida e de procriarem no “seu mundo”, cumprindo, aliás, as próprias leis do Criador. 8 Por conseguinte, a doença, em geral, é apenas uma condição adequada, que possibilita a tais germens proliferarem além de suas “cotas mínimas”, pois eles existem no corpo humano em quantidade inofensiva.

8 - Nota do Médium: Da obra Instruções Psicofônicas, ditada a Chico Xavier pelo Espírito de Lourenço Prado, escritor espiritualista e autor de vários livros publicados pelo “Círculo Esotérico do Pensamento”, extraímos do capítulo 38, páginas 158 e 160, os seguintes trechos: “Saúde é o pensamento em harmonia com a lei de Deus. Doença é processo de retificá-lo, corrigindo erros e abusos perpetrados por nós mesmos, ontem ou hoje”.
Assim como há criaturas que vivem melhor no litoral, outras em zonas montanhosas ou nas matas, os micróbios também buscam estabelecer-se nas zonas ou setores cujo “terreno e clima” atendam plenamente às exigências nutritivas da sua espécie e de sua proliferação. As enfermidades iniciam, pois, o seu curso mórbido na mente, por emoções violentas subvertidas, salvo quando são oriundas de acidentes ou de deficiências fisiológicas ou anatômicas congênitas.


PERGUNTA: - Que nos dizeis quanto aos recém-nascidos que já vêm à luz do mundo estigmatizados por enfermidades ou deformações físicas, sem, no entanto, haverem pecado?

RAMATÍS:
- Já explicamos que certos Espíritos, ao encarnarem-se, já são portadores de “carga fluídica” deletéria acumulada em suas existências pretéritas. Então, ele nasce com o corpo lesado por aleijões ou doenças congênitas, iniciando o seu expurgo saneador desde o berço. Mesmo durante o período uterino e à medida que as energias ocultas se condensam, para materializar o feto na figura humana, pode iniciar-se a “descarga mórbida” do perispírito para o corpo físico ainda tenro, o qual se transforma numa espécie de “mata-borrão” vivo e absorvente das manchas e nódoas existentes no Espírito. Inúmeras doenças constitucionais do homem são válvulas de “despejo” ou purgação violenta de fluidos deletérios, que se processa com o objetivo de possibilitar ao Espírito, ao baixar a Terra, livrar-se, quanto antes, das toxinas perispirituais que o tornam enfermo.

PERGUNTA: - E que dizeis das criaturas abnegadas e virtuosas, que desencarnam torturadas por moléstias atrozes, tendo, no entanto, vivido uma existência digna, sem os pecados que dão origem aos fluidos tóxicos das doenças que as vitimaram?

RAMATÍS:
- Efetivamente, falecem na Terra muitas criaturas boníssimas, serviçais e abnegadas até ao sacrifício e que, no entanto, são vítimas do câncer, morféia, tuberculose e outras moléstias cruciantes. Contudo, embora tais casos pareçam desmentir a tese das toxinas psíquicas baixadas do perispírito para a carne, tais exceções têm uma justificação. Trata-se de Espíritos bastante endividados com a Lei Cármica. E então, atendendo aos conselhos dos seus guias, no sentido de submeterem-se ao sacrifício de uma limpeza drástica dos venenos que lhes intoxicam o perispírito, eles decidem-se a reencarnar, empenhados numa luta de expiação dolorosa na vida carnal, a fim de resgatarem mais depressa as suas dívidas contraídas em existências pretéritas.

Tais criaturas desligam-se dos bens do mundo, geram numerosa prole e, às vezes, até criam filhos alheios, órfãos. Devotam-se febrilmente a tarefas sacrificiais, imolando-se ao holocausto voluntário de servir e amar o próximo sem condições ou interesses secundários. E algumas, mesmo doentes, ainda buscam trabalho ou missões árduas, que causam espanto a quem as observa. Vítimas do câncer ou de quaisquer outras enfermidades cruciantes, tão resignadas e pacientes elas se mostram, que até parecem rejubilar-se ante a sua pesada “via-crucís”. 9

9 - Nota do Médium: Semelhante fato aconteceu com nossa sogra, criatura boníssima, serviçal e devotada ao próximo, mãe de 17 filhos e benfeitora de seus parentes. Vítima de um câncer atroz na bexiga, ela atingiu a sua desencarnação sem pronunciar uma só palavra de rebeldia contra Deus ou a própria vida. À noite, ela sufocava os gemidos para não acordar os familiares que lhe velavam o sofrimento; na hora derradeira de sua desencarnação e depois de tantas dores e padecimentos, só lhe ouvimos, em sinal de queixa contra o seu destino pungente, o seguinte: “Ai, meu Deus! já não suporto mais!” Um mês depois de desencarnada, graças à nossa vidência, pudemos vê-la feliz e radiosa, recortada por extensa aura de um azul-claro translúcido e celestial, cujas fímbrias emitiam reflexos prateados. Sua fisionomia rejuvenescera e o seu físico (obeso) ficara elegante e gracioso. No entanto, mais tarde soubemos que o seu Espírito vinha-se preparando para essa prova severa do expurgo do fluido cancerígeno, que ela também mobilizara, no passado, pelo manuseio das forças negativas da magia, em prejuízo do próximo. No entanto, a sua redenção fora tão excepcional, que, sob a influência do seu Espírito, hoje, sentimos renovar a nossa capacidade de estoicismo para enfrentar as dores do mundo e as vicissitudes morais sem as queixas ou mágoas comuns.

PERGUNTA: - Mas o heroísmo e o sacrifício incondicionais na existência humana, em favor alheio, não beneficia o Espírito atenuando-lhe as provas atrozes?

RAMATÍS:
- Efetivamente, se a criatura, além de enfrentar a sua prova, ainda vive existência digna e laboriosa, dando tudo de si, em sacrifício incondicional a favor do próximo, ela fará jus ao auxílio dos Espíritos assistentes aos que sofrem, os quais lhe amenizarão o sofrimento pela terapêutica magnética, sem, no entanto, anularem a prova a que ela está sujeita, pois trata-se de um resgate cármico. Suavizarão a dor, porém, sem destruir ou impedir o expurgo dos fluidos tóxicos do mal, pois este só pode ser extinto mediante a “limpeza” profilática que o destrua “pela raiz”.

Os fluidos de natureza inferior, densos nocivos, aderidos ao perispírito, são um fardo ou “carga” molesta e perturbadora do metabolismo perispiritual, e têm de ser expurgados através do corpo carnal, que funciona como uma espécie de “mata-borrão” vivo, a absorver esses fluidos venenosos, os quais, dessa forma são despejados depois, no seio da terra, pela decomposição do cadáver.
Mas o homem não deve queixar-se de tais provas dolorosas, pois ele próprio é quem lhes dá motivo. Protestando contra as mesmas, assemelha-se à criança, que, depois de haver atirado brasas incandescentes nos seus companheiros, grita e revolta-se contra o fato de as suas mãos terem ficado queimadas!

A dor e o sofrimento que atormentam o homem durante o período dessa limpeza psíquica não são um castigo determinado por Deus, mas apenas fruto ou efeito da reação natural e própria do tecido carnal afetado pela ação corrosiva de elementos nocivos. No entanto, o objetivo é purificar a alma.

Se o cascalho, a semente de trigo ou os bagos de uva tivessem a faculdade de sentir, decerto também se queixariam ao serem submetidos ao processo de alcançarem melhor pureza ou qualidade, transformando-se, respectivamente, mediante “provas” dolorosas, no cobiçado brilhante, na generosa farinha nutritiva e no vinho delicioso!

A carga fluídica deletéria acumulada no perispírito não se vaporiza mediante um “passe de mágica”. É um expurgo saneador útil ao Espírito enfermo, e do qual não escapam a criança, o velho, o sacerdote, o bandido, a santa, a prostituta, o herói ou o sábio, porquanto, se na sua ficha cármica estiver averbado o débito de tal provação, a solução radical para eliminar a doença e obter saúde é sanear a alma, livrando-a dos venenos psíquicos.

O homem que, num momento de insânia, atira-se ao charco repugnante de um pântano, mesmo que, depois, se arrependa do seu gesto imprudente e se entregue à oração e modifique seu temperamento impulsivo, nem por isso se livra do mau odor do seu corpo enlameado.

E o recurso eficaz para ficar limpo é providenciar um banho salutar! Ora, o lodo fluídico do perispírito lava-se no “tanque de lágrimas” do próprio mundo onde foi produzido.

PERGUNTA: - Por que as mesmas energias provindas do instinto inferior; que causam prejuízos ao Espírito do homem pecador, não afetam os animais?

RAMATÍS:
Já esclarecemos que esses fluidos primários convocados pelo Espírito do homem nos seus momentos pecaminosos são, todavia, energias vitais próprias da vida instintiva ou animal. Elas são condenáveis e nocivas ao homem porque, sendo ele Espírito dotado de razão, que já lhe permite distinguir o bem e o mal, o certo e o errado, deve evitar incorrer em deficiências ou atos paralelos a condição animal. O “pecado”, nesse caso, é conseqüência de o homem ainda mobilizar, num estado de vida superior, as mesmas forças que, nos animais, são um estado natural do seu estado evolutivo ainda elementar. Ao selvagem não é pecado ser antropófago, pois ele ainda não possui o discernimento capaz de compreender a ignomínia da ação que realiza sem requintes de maldade; mas o homem civilizado que praticar a antropofagia será um “pecador” porque esse ato é impróprio e ofensivo ao seu grau espiritual muito mais evoluído, ou seja: - o grau de responsabilidade do indivíduo está na razão direta do seu discernimento intelectual e moral. Sob o mesmo princípio, atualmente, não é pecado os “civilizados” comerem carne, pois o seu instinto biológico, condicionado há milênios, ainda pede essa espécie de alimentação para atender ao seu sustento nutritivo. Entretanto, no futuro, quando o homem tiver adquirido mais alta capacidade moral e espiritual, ele compreenderá que é grave delito devorar a carne de seu irmão inferior.

Eis por que as mesmas forcas genéticas que serviram para modelar o corpo de carne do homem das cavernas, como veículo indispensável ao desenvolvimento da sua consciência espiritual, podem causar-lhe distúrbios e doenças, se ele as utilizar agora, em atitudes contrárias à ética de um ser superior. Assim, é natural o animal encolerizar-se, ser cruel, astucioso ou ferozmente egoísta para manter a sua sobrevivência física, porquanto essa sua tara é instintiva, visto ele não ser ainda dotado de raciocínio. Porém, o homem, já consciente de si mesmo na Vida Cósmica, deve repudiar esses impulsos primários do seu ego, que lhe serviram há milênios para a confecção do seu veículo carnal quando ele ainda era um ser ligado ao “Espírito-grupo” coordenador da sua espécie. 10

10 - Nota do Revisor: Sobre esse assunto algo complexo para os iniciantes do espiritualismo reencarnacionista, vide o seguinte: capítulo 3, “Ciências Especializadas”, pergunta 79, “Como interpretar nosso parentesco com os animais”, da obra o Consolador, de Emmanuel à Chico Xavier, edição da Livraria da Federação Espírita Brasileira; capítulo XI, “Dos Três Reinos”, pergunta 592, “Os Animais e o Homem”, do Livro dos Espíritos de Allan Kardec; capítulo 17, “Sobre os Animais”, da obra Emmanuel, páginas 87 a 92; Sección VIII, pergunta 163 a 170 de Preguntas Concernientes a los animales, principalmente a pergunta: “Que és un Espíritu-grupo, donde está y a que se parece?”, da obra Filosofia Rosacruz en Preguntas y Respuestas, edição da Editorial “Cultura”, Huerfanos 1165, Santiago de Chile.

O homem pecador jamais pode protestar contra o seu sofrimento redentor, pois desde a sua infância sabe que as virtudes pertencem ao mundo angélico e os pecados são próprios do reino instintivo ou animal.
Além disso, em todas as épocas, o Alto tem enviado à Terra diversos líderes da espiritualidade superior a fim de ensinarem ao homem e aos povos os caminhos da paz e da fraternidade, Buda, Confúcio, Lao-Tsé, Hermes, Krishna, Zoroastro, Maomé, João Huss, Gandhi, Ramakrishna, Francisco de Assis, Kardec e acima de todos, o sublime Jesus, há milênios vêm preparando o homem terreno, no sentido de orientá-lo para a sua mais breve libertação da vida animal.

PERGUNTA: - Mas os animais também enfermam de moléstias como a tuberculose; o câncer e afecções eczemáticas, sem que, no entanto, se trate de expurgação de toxinas psíquicas sobre o seu corpo físico. Que dizeis?

RAMATÍS:
- Não há dúvida de que os animais, embora não produzam toxinas psíquicas próprias do raciocínio ou do sentimento humano perturbado, também podem adoecer de câncer, tuberculose ou afecções graves da pele. Porém, isto só acontece aos que são caçados nas matas e domesticados. Porque a alimentação que depois lhes é ministrada é imprópria ao seu tipo biológico milenário; e então, produz-lhes graves carências vitamínicas. Além disso, os maus-tratos e as exigências de comportamento que o homem lhes impõe perturbam-lhes os impulsos naturais do seu instinto. O animal segregado do seu “habitat” selvático é compelido a reações irascíveis de ciúme, inveja e agressividade represada. Os diversos estados contraditórios a que ele fica obrigado, sob o comando do homem, atacam o seu “psiquismo elementar” da consciência em formação. Olhai o cão surrado, de olhar febril, temeroso e farejando as latas de lixo e recuando, em fuga, diante do primeiro homem que lhe surge à frente, pronto a escorraçá-lo a pontapés! Observai os animais de “corte”: - o carneiro derrama lágrimas sob o cutelo do magarefe; a vaca-mãe chora e lambe o solo, lastimosamente, onde ainda palpita o sangue do vitelo sacrificado; os bois e os porcos gemem, inquietos, nos currais e nos chiqueiros, às vésperas da matança encomendada para empanturrar o ventre insaciável do homem!

Os cavalos e os burros servem o ser humano transportando cargas acima de suas forças e vencendo a empreitada compelidos pelo chicote; nas jaulas fétidas dos circos e dos jardins zoológicos, o leão, o tigre, a onça, o urso e o lobo, de olhos torvos, pêlo enfermiço e porte desconexo, giram em círculos, imbecilizados, pisando os alimentos deteriorados e farejando as grades que os separam da desejada liberdade.

Suas energias ocultas e dispostas pela Natureza para uma vida sadia na floresta, perturbam-se sob os impactos antagônicos das adaptações compulsórias, pois o animal domesticado às pressas, sem as graduações coerentes com o seu instinto selvagem, torna-se um desajustado no meio civilizado. Embora concordemos com a necessidade de se domesticarem as feras, beneficiando-as no apressamento evolutivo para condições mais perfeitas, o homem deve desenvolver-lhes essa transformação sem violentar todo o condicionamento biológico do animal. Qualquer mudança “ex-abrupto”, ferindo-lhe o instinto e a própria emotividade em formação, mina-lhe o sustentáculo eletrônico das células e o predispõe ao contágio e à invasão dos miasmas enfermiços, que não existem no ambiente das selvas.

Deste modo, enquanto o homem produz um residual tóxico pela sua imprudência espiritual, o animal, confuso pelo comando atrabiliário do civilizado também agrega fluidos perturbadores à sua estrutura “fisiomagnética”, tornando-se vulnerável às investidas de quaisquer vírus eletivos ao terreno mórbido que surgir na sua carne.

Mas o homem paga bem caro a sua negligência espiritual em subestimar o animal - seu irmão inferior - pois ao devorar-lhe as carnes nas mesas festivas ou nos churrascos epicurísticos, herda ou absorve os miasmas do animal abatido, gerados pelos fluidos selváticos no momento da sua agonia e morte sangrenta!

PERGUNTA: - Qual é a diferença entre a alma ou consciência instintiva do animal, e a consciência espiritual ou psíquica do homem?

RAMATÍS:
- Nenhum ser vivo, na Terra, é “massa” inconsciente absoluta ou pasta nuclear impermeável aos fluidos e às energias do mundo oculto; a sua representação material é apenas uma fugaz aparência da realidade preexistente e modelada no invisível.,Embora as aves, os animais ou os insetos não possuam consciência individual já definida, eles estão subordinados ao comando de uma consciência psíquica coletiva, ou grupal, muito conhecida dos teosofitas, rosa-cruzes, ocultistas e iogues, como o “Espírito-grupo” diretor e coordenador de cada espécie inferior em evolução.

A consciência instintiva aprimora-se pouco a pouco pela seleção e graduação do próprio animal na sua escala ascendente, até merecer o equipo cerebral que lhe favoreça atingir o porte humano. Depois de modelar o duplo etérico situado entre si e o corpo de carne, ela afina-se e apura-se, elaborando o veículo astral, 11 que, depois serve-lhe para manifestar a sua própria emotividade.

11 - Nota do Revisor: O corpo vital ou “duplo etérico”, situado entre o psiquismo e a carne do homem ou do animal, e que depois da morte de ambos dissolve-se no meio etereofísico, encontra-se ligado à altura do baço, através do “chakra esplênico”, o principal centro de forças etéricas responsável pela purificação sanguínea e absorção das energias do ambiente “fisiomagnético”! O corpo astral ou veículo da emoção, fixa-se no fígado do homem; e, juntamente com o corpo mental, forma o conhecido perispírito da terminologia espírita. Daí, pois, o fato de que as angústias, preocupações, aflições, frustrações, a cólera, o ciúme, a inveja, inclusive os descontroles nervosos, afetam a região hepática à altura do plexo solar ou abdominal. Em face dos desatinos habituais da humanidade terrena, a maioria dos homens sofre do fígado e a sua vesícula é preguiçosa, sendo bastante comum o tradicional tipo hipocondríaco, que vive sob tensão emocional ou abatimento moral, escravo do metabolismo hepático. É por isso que os chineses, na antigüidade, antes dos negócios, quanto às preocupações alheias, num gesto de cortesia, indagavam primeiramente, se o competidor encontrava-se bom da “barriga”, ou do fígado!

Transferindo-se da espécie animal mais primitiva para a imediata mais evoluída, o psiquismo do animal sensibiliza-se na sua contínua ascese e progressão para alcançar o cérebro do selvagem, do hotentote ou do homem da caverna. Atuando através de um sistema anatomofisiológico mais evolvido, é possível à alma instintiva centralizar e memorizar as suas ações e reações durante o intercâmbio com os fenômenos da matéria, aprendendo a mobilizar a substância mental e despertando um entendimento ainda infantil, mas já de ordem racional e progressiva. E, à medida que desenvolve a sua consciência individual, desprende-se gradualmente do comando instintivo do “Espírito-grupo” que comanda a sua espécie e que é a fonte primária de sua formação psíquica.

Nesse trabalho árduo, lento e milenário, a consciência instintiva, pouco a pouco, aprende a usar o órgão mental de transição, que no futuro, lhe dará ensejo para treinar a razão incipiente e assim receber certos delineamentos com circunvoluções fisiológicas condicionadas à estrutura ou constituição do futuro cérebro humano.

PERGUNTA: - Há pouco dissestes que desde o nascimento do homem já existem no seu corpo os micróbios de todas as espécies de doenças, porém, em “cotas-mínimas”, ou seja, em quantidade tão reduzida que os torna inofensivos. Poderíeis aclarar-nos melhor o assunto?

RAMATÍS:
- A Medicina explica em seus tratados didáticos que no organismo do homem já existem, desde o seu nascimento físico, os micróbios, vírus ou ultravírus, de produzir todas as espécies de doenças humanas. Porém, graças a essa quantidade ínfima de cada tipo de vírus existente eles não causam incômodo, doenças ou afecções mórbidas, pois ficam impedidos de uma proliferação além da “cota-mínima” que o corpo humano pode suportar sem adoecer. No entanto, quando esses germens ultrapassam o limite de segurança biológica fixado pela sabedoria da Natureza, quer motivado pelo enfraquecimento orgânico, pelas perturbações psíquicas deprimentes, ou pelo contágio mórbido provindo do exterior, eles proliferam e destroem os tecidos do seu próprio “hospedeiro”, resultando então as doenças.

PERGUNTA: - Podeis dar-nos algum exemplo mais específico da ação desses micróbios?

RAMATÍS:
- Por exemplo: quando se reproduzem em demasia os bacilos de Koch, além da “quantidade-teto” normalmente suportável pelo corpo humano, a Medicina então identifica um processo mórbido anormal, destrutivo e incontrolável, conhecido por tuberculose. Mas a verdade é que os bacilos de Koch, nesse caso, só ultrapassam a sua “cota-mínima” de vida permitida no organismo humano, desde que “algo” oculto, sorrateiro e ignorado a tempo, consiga abastecê-los ou apropriar o terreno para eles violarem a “fronteira” de segurança orgânica fixada prudentemente pelo instinto biológico do seu hospedeiro. Embora o médico, depois, faça a diagnose correta de uma doença chamada tuberculose, resultante especificamente da multiplicação patogênica já conhecida dos bacilos de Koch, o certo é que essa identificação clássica da Medicina não basta para eliminar-lhes o alimento oculto, ou seja, o elemento básico responsável pela causa mórbida.

A prova mais evidente de que se trata de uma energia ou fluido mórbido só eletivo ou preferido pelos bacilos de Koch causadores da tuberculose, é que as demais coletividades microbianas continuam a viver no corpo humano em suas “cotas-mínimas” inofensivas, até que também lhes surja o ambiente adequado para proliferarem, dando ensejo a novos quadros enfermiços. Em suma: - o morbo fluídico oculto, que serve para nutrir os bacilos de Koch, é prontamente rejeitado pelos bacilos de Hansen ou pelas espiroquetas de Shaudin; e, por sua vez, o alimento que serve de repasto aos últimos torna-se inócuo ou repudiado pelos primeiros.

Embora a doença tuberculose corresponda rigorosamente às minúcias e às pesquisas etiológicas da Ciência Médica terrena, ela varia em sua virulência e destruição peculiar, de doente para doente; e essa diferença depende muitíssimo do temperamento e das reações emotivas ou do comportamento espiritual do mesmo, inclusive quanto ao seu maior ou menor apego à vida instintiva da matéria.

Há “doentes” e não “doenças”, conforme é o conceito esposado pela própria Medicina, pois enquanto alguns tuberculosos logram sua cura e a rápida calcificação pulmonar, outros menos afetados sucumbem prematuramente, vitimados pelo seu temperamento pessimista e hipocondríaco, que neutraliza ou anula os efeitos benéficos de toda e qualquer medicação curativa. 12

12 - Nota do Médium: Referendando os dizeres de Ramatís, conhecemos dois casos de tuberculose no círculo de nossa amizade, em que tentamos coadjuvar no tratamento médico à base de estreptomicina, hidrazida e outras medicações apropriadas. O confrade SF, espírita inveterado e otimista, aceitava prontamente os nossos passes, e, por vezes, até relaxava o tratamento médico, merecendo as nossas censuras; ele brincava com sua doença e a encarava de modo inofensivo, convicto dos resultados benfeitores para o seu Espírito pecador. Fazia “blague”, apresentando-se como “SF, tuberculoso”, à guisa de cartão de visita. Finalmente, aquilo que nos parecia excessivamente mórbido e digno de um estudo freudiano, conduziu-o a cura tão rápida, que surpreendeu os próprios médicos. Um outro enfermo, Sr. MBR, vítima de tuberculose menos grave, após o diagnóstico médico emagreceu rapidamente 11 quilos, fugiu da circulação, enterrou-se num quarto e, descrente do nosso conforto espiritual, embora abastecido de medicação maciça da Medicina, faleceu 13 meses depois, num estado de abatimento desesperador e sem lograr a mínima calcificação pulmonar!

PERGUNTA: - Em face da complexidade desse assunto, ser-vos-ia possível tecer mais algumas considerações a respeito das causas ocultas, que alimentam especificamente as diversas espécies de micróbios já existentes no corpo humano?

RAMATÍS:
- O homem, nos seus momentos de subversão espiritual e conforme o pecado que o domina, também passa a alimentar um tipo específico de vírus, gerando determinada doença que a Medicina depois classifica em sua tabela patológica conforme as características etiológicas e a presença virulenta identificada. Enquanto a cólera. a irascibilidade, a violência mental ou emotiva, produzem o campo fluídico mórbido para nutrir e alastrar as afecções cutâneas ou eczemáticas, a maledicência, a calúnia ou a magia mental, verbal ou física, geram tóxicos responsáveis pela vida do ultravírus que produz a moléstia cármica do “prejuízo ao próximo”, conhecida como o câncer. Do mesmo modo, a indiferença, a egolatria ou o egoísmo, põem em movimento fluidos perniciosos, que depois adubam o terreno orgânico do homem e o predispõe para as enfermidades contagiosas, tal como a tuberculose.

É óbvio que o doente contagioso é obrigado a isolar-se da própria família e das relações comuns com o público, devendo submeter-se a tratamentos especiais em instituições apropriadas e que o segregam do convívio perigoso para com o próximo. Mas, em verdade, ele apenas colhe os efeitos gerados pelo seu egoísmo e egolatria nas vidas passadas, quando, apesar de boa saúde e posse de suas faculdades normais, preferiu devotar-se com excessivo amor ao seu próprio bem, pouco lhe importando os problemas aflitivos do próximo. De acordo com a lei cármica, de que o “homem colhe conforme a sua semeadura”, o doente contagioso, isolado de suas relações com o resto do mundo, é o mesmo Espírito egocêntrico e frio que, no passado, viveu exclusivamente em favor dele próprio. Considerando-se que o efeito enfermiço de hoje é o resultado exato de igual causa censurável no passado, o doente contagioso de hoje é aquele que vive obrigatoriamente a mesma condição gerada outrora por sua livre vontade e em desobediência à Lei do Amor e da Fraternidade.

No entanto, a mesma enfermidade corretiva ou redentora pode apresentar-se sob diversos aspectos e sem qualquer modificação no seu foco mórbido, porque isso depende muitíssimo do tipo orgânico ou natureza hereditária ou dos ascendentes biológicos, que o Espírito incorpora na sua encarnação purificadora. Assim, o homem que, por efeito de sua herança biológica, nasce com os pulmões enfraquecidos, ou seja, com órgãos físicos mais deficientes, se ele alimentar recalques de egoísmo, egolatria ou fria indiferença para com a dor alheia, também, por equivalência, mobiliza fluidos que se acumulam depois nos pulmões, propiciando o terreno enfermiço para a multiplicação dos bacilos de Koch, além de sua “cota-mínima” inofensiva.

Cada tipo de coletividade microbiana limitada em sua “cota mínima” no corpo humano só prolifera perigosamente depois que recebe o seu alimento oculto predileto e mórbido, baixado do perispírito devido às mazelas psíquicas da alma. Tradicionalmente e por um imperativo cármico, o fluido do egoísmo e da egolatria, isto é, o que serve de repasto nutritivo para os bacilos de Koch, quando se expurga do perispírito para a carne “deveria” represar-se exclusivamente nos pulmões, dando curso à conhecida tuberculose pulmonar. No entanto, caso a vítima dessa incursão mórbida fluídica possua os pulmões perfeitos e resistentes a qualquer expurgo deletério do perispírito, a carga nociva então se desvia da área pulmonar e aloja-se no primeiro órgão, tecido carnal ou ósseo, que se apresente mais enfraquecido no corpo físico. Tem, pois, real fundamento o atual conceito médico de que “os micróbios acompanham, mas não causam a doença”.

PERGUNTA: - Que nos dizeis dessas criaturas sumamente sensíveis e admiráveis artistas, que também são vítimas de tuberculose, como no caso de Chopin? Porventura elas sofrem o expurgo de “fluidos egotistas” baixados do perispírito para a carne, quando nos parecem tão altruístas e desprendidas do mundo material?

RAMATÍS: - Aliás, o tuberculoso típico de outrora consistia numa criatura pálida, febril, que tossia incessantemente; era o doente clássico dos pulmões! Uma espécie de “escolhido” ou predestinado da literatura romântica nos temas prediletos de teatro ou libretos de óperas, como “La Traviata”, e “La Bohème”, cujas heroínas, Violeta e Mimmi, expiram entre cânticos melodramáticos e tosses convulsas.

Chopin, alma hipersensível e de excessiva agudeza espiritual, foi um dos protótipos de tísicos românticos de outrora, cuja música melancólica e estranha, revela a saudade do Espírito exilado ou então o mistério atraente do céu. A sua melodia era como a chama transparente estremecendo sob a brisa triste de um destino amargurado! No entanto, embora Chopin fosse um gênio materializando em sons a linguagem do Éden e a poesia do Além, ele também colhia na tuberculose os efeitos daninhos da excessiva egolatria de suas vidas pregressas, quando, vaidoso do seu talento excepcional, preferiu a “torre e marfim” do egoísmo e repudiou o contacto desagradável com o sofrimento humano! Se ele fosse vítima desse doloroso destino apenas por acidente ou imerecidamente, então Deus seria tão precário na sua justiça quanto a dos imperfeitos códigos humanos.

No entanto, as coletividades microbianas constituem um sustentáculo no seu mundo infinitesimal, para a estruturação da carne, e são também responsáveis pelo próprio vitalismo energético do todo orgânico. Elas encorpam-se, diminuem ou excitam-se, crescem ou adormecem, conforme também varia a conduta psíquica do ser humano, seja ele um Nero ou Chopin, Da Vinci ou Rasputin, Balzac ou Herodes! Cada pecado, já o dissemos, produz ou mobiliza um tipo de fluido mórbido específico, em conformidade com as emoções subvertidas da consciência. Cada homem possui uma virtude dominante sobre as demais virtudes menores, assim como também é vítima de um pecado mais grave que prevalece sobre os demais pecadilhos inofensivos. Deste modo, o Espírito do homem, em sua romagem terrena, pensa, emociona-se e age oscilando entre os extremos da faixa vibratória do “maior pecado” e da “maior virtude”! Sofre, goza, erra, aprende ou corrige-se, conforme o domínio do mais forte pecado que o algema ao “inferno” da consciência torturada, ou o eleva ao “céu” das virtudes angélicas.

PERGUNTA: - No encerramento deste capítulo, gostaríamos que nos explicásseis por que variam as doenças entre os membros da mesma família, quando todos podem ser vítimas de igual deficiência orgânica biológica ou vulnerabilidade congênita?

RAMATÍS:
- Isso é a prova evidente de que a família humana não é apenas um conjunto de organismos instintivos manifestando as mesmas tendências e ancestrais biológicos, mas, sim, uma reunião de Espíritos encarnados no mesmo grupo consanguíneo, diversificando-se pelas virtudes ou pecados, talento ou embrutecimento intelectual, condizentes com os seus graus espirituais. A configuração carnal da parentela humana é a frágil cobertura das “consciências espirituais” tão diferentes entre si, que até as doenças variam conforme os pecados e as virtudes de cada um. Dar-vos-emos um exemplo rudimentar, porém elucidativo, para melhor raciocinardes sobre os nossos dizeres. Suponde três gêmeos nascidos igualmente com a mesma lesão nos rins, isto é, eles são congenitamente portadores de rins deficientes, e tais órgãos são os mais vulneráveis do seu organismo. Os três gêmeos findam sua existência terrena vitimados pela mesma destruição dos rins, porém, inexplicavelmente, um desencarna de tuberculose renal, o outro de câncer renal e o último de “nefropiose” ou “nefrelcose”, isto é, supuração ou ulceração desses órgãos excretores do corpo.

Se os médicos fossem clarividentes e pudessem examinar a estrutura espiritual desses trigêmeos à hora do seu desencarne, eles verificariam surpresos, que o primeiro falecera de tuberculose renal, porque acumulara nos rins os fluidos do egoísmo e da egolatria expurgados do perispírito e nutritivos dos bacilos de Koch; ao segundo, no entanto, acontecera o mesmo com os fluidos daninhos do pecado da maledicência, calúnia ou de prejuízo ao próximo, que alimentam o ultravírus cancerígeno; o terceiro, enfim, freqüentemente dominado por acessos de ira, cólera ou violência mental, descarregou sua carga mórbida e fluídica nos rins, causando ulceração ou supuração, que iriam culminar em eczemas, chagas, erupções e ulcerações na pele, caso o morbo fluídico atingisse a superfície corporal.

Usando ainda da terminologia médica do mundo e para maior elucidação do nosso exemplo, diríamos que os trigêmeos também poderiam falecer de “nefrorragia” sob os impactos dos fluidos do ódio; de “nefrocistose” sob o pecado do sarcasmo ou do deboche, que alimenta os cistos amebianos; de “nefromalacia”, vitimados pelos fluidos da inveja, ou ainda de “nefroplegia”, pelos fluidos da luxúria e de “nefroesclerose” do morbo psíquico do ciúme. 13

13 - Nota do Revisor: Nefrorragia, hemorragia renal; nefrocistose, amebiana renal; nefromalacia, amolecimento dos rins; nefroplegia, paralisia dos rins; nefroesclerose, endurecimento dos rins.

(Trecho do livro: “Mediunidade de Cura” – pelo Espírito de Ramatis – psicografado pelo médium: Hercílio Maez)


A ASSISTÊNCIA TERAPÊUTICA DOS ESPÍRITOS E A ASSISTÊNCIA OFICIAL DA TERRA

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PERGUNTA: - Diversas vezes tendes afirmado que a principal finalidade do Espiritismo é “curar” o Espírito. Assim, indagamos o seguinte: - Porventura os males do corpo físico não merecem que os bons Espíritos nos ajudem a curar as doenças que afetam a nossa saúde?

RAMATÍS: - O Espiritismo não tem como finalidade principal e urgente curar as doenças do corpo. Embora, sem alarde, coopere nesse setor de ordem humana, o seu objetivo relevante é ensinar, é orientar o Espírito, no sentido de libertar-se de seus recalques ou instintos inferiores até alcançar a “saúde moral” da angelitude. Por conseguinte, não pretende competir deliberadamente com a medicina do mundo, conforme pressupõem alguns médiuns e neófitos espíritas. Se esse objetivo fosse o essencial, então, os mentores que orientaram Allan Kardec na codificação da doutrina espírita certamente ter-lhe-iam indicado todos os recursos e métodos técnicos que assegurassem aos médiuns seguro êxito terapêutico no combate às doenças que afetam a Humanidade.

O Alto inspira e coopera nas atividades terapêuticas utilizando os médiuns, mas sem qualquer intenção de deprimir ou enfraquecer a nobre profissão dos médicos, cujos direitos acadêmicos devem prevalecer acima da atuação dos leigos. Se assim não fora, então, a medicina teria de retomar à velha prática do curandeirismo supersticioso do tempo em que se exercia uma terapêutica empírica e um tanto rude.

Embora os Espíritos benfeitores auxiliem por intuição os médicos dignos e piedosos, que se devotam a curar o ser humano, deveis considerar que os profissionais da Medicina também constituem uma legião de missionários dos mais úteis à humanidade. Mesmo porque tais cientistas, além das suas funções comuns, ainda se dedicam a pesquisar elementos terapêuticos que vençam as moléstias rebeldes, de conseqüências fatais.

Além disso, a montagem de seus consultórios, dispensários ou laboratórios, que exigem gastos vultosos, confere-lhes o direito de se remunerarem de acordo com os seus préstimos e investimentos que são obrigados a fazer, em benefício dos próprios enfermos.

Eis por que o Espiritismo não é destinado a concorrer com os médicos terrícolas, nem tem a pretensão de sobrepor-se à sua capacidade profissional. O alívio, o reajuste físico ou as curas conseguidas por intermédio da faculdade mediúnica têm por objetivo principal sacudir o ateísmo do enfermo, despertando-lhe o entendimento para os ensinamentos da vida espiritual.

Aliás, quando Jesus curava os doentes e iam ao seu encontro, o seu objetivo era curar os corpos para, indiretamente despertar ou “curar” as almas. E a mediunidade de cura tem, igualmente, essa finalidade. Diversos Espíritos e médicos desencarnados continuam do “lado de cá”, exercendo a sua função mediante assistência telepática aos seus colegas encarnados. E muitas vezes o êxito da sua atuação profissional teve a cooperação de um colega já desencarnado. Deste modo, muitos médicos, embora inconscientes do fenômeno, agem também como “médiuns”. E, neste caso, conseguem obter maior êxito e eficiência de resultados do que o médium leigo em medicina. Mesmo porque o médico, ainda que não capte, com fidelidade, a intuição do Espírito que o assiste, está habilitado a prescrever ao enfermo a medicação justa, devido aos seus conhecimentos fisiológicos e patológicos.

Além disso, os médicos, em geral, também são homens de consciência, pois, muitas vezes, sofrem angústia dolorosa ao perceberem que se está extinguindo a vida do paciente que se empenham em salvar com o mais devotado esforço que lhes é possível. Razão por que, embora lhes cumpra o dever de se empenharem em salvar a saúde e a vida dos seus doentes, a sua função de benfeitores da Humanidade faz que eles sejam sempre assistidos pelo Alto.

Em tais condições, seria injusto que os médicos terrícolas tivessem de renunciar, cedendo à “competência gratuita” dos seus colegas já “falecidos”.

A mediunidade de cura mediante o Espiritismo, em sua profundidade, é uma cooperação de objetivo crístico condicionada à evangelização do homem...

... PERGUNTA: - Dizem alguns Espíritos que há médicos materialistas bem melhor assistidos do que muitos médiuns de cura. Isso é verdade?

RAMATÍS:
- O médico bondoso, honesto, criterioso e desapegado do preconceito acadêmico, quer e seja espírita, católico, protestante ou ateu, é sempre acessível às boas intuições e a ajuda dos Espíritos benfeitores, que então o orientam favoravelmente para tratar com êxito os seus pacientes.
O auxílio do Alto não se restringe exclusivamente aos espíritas ou médiuns, mas, em particular, a todas as criaturas de bom caráter e devotadas aos objetivos espirituais superiores. Por isso, o médico não precisa aderir ao Espiritismo, para só então merecer a assistência dos bons Espíritos.

No entanto, os médiuns presunçosos, atrabiliários, avessos ao estudo ou mercenários, vivem cercados de almas inferiores e perturbados em suas intuições, o que os faz cometer os piores e ridículos desacertos. Quer eles trabalhem junto à mesa espírita ou participem dos Terreiros ruidosos de Umbanda, não passam de antenas vivas atraindo os Espíritos gozadores, perversos ou mistificadores, enquanto os homens e os médicos bons e prestativos têm sempre a cooperação do Alto.

Infelizmente, certas criaturas mercenárias ainda usam a sua faculdade mediúnica para os negócios escusos, aliando a prática da caridade na seara espírita com a remuneração fácil da moeda do mundo!...

PERGUNTA: - Porventura o médico também não pode desempenhar junto ao doente as mesmas funções mediúnicas que caracterizam o médium? Ambos não são seres humanos, e, por isso, Espíritos encarnados, com a vantagem de o primeiro possuir um curso especializado na arte de curar?

RAMATÍS:
- O médico, em geral, firma o seu diagnóstico na dependência dos diversos exames de laboratório e através de aparelhamento especial, como o estetoscópio, o eletrocardiógrafo, o encefalógrafo ou as chapas radiográficas, podendo mesmo incidir em algum equívoco pela deficiência técnica dos mesmos, ou devido ao seu material em uso. Não há dúvida de que também existem médicos intuitivos de muita sensibilidade, com um certo “quid” espiritual, que os torna antenas vivas aguçadas e lhes permite captar as sugestões mais certas dos Espíritos terapeutas, sem precisar mesmo do exame sintomatológico habitual.

Mas o médium digno e experimentado em boa sintonia espiritual é um receptor sensibilíssimo do mundo oculto, alcançando louvável sucesso em suas atividades caritativas, embora sem expor as minúcias e os pormenores próprios da terminologia médica. O médico ou o médium transformam-se em instrumentos abençoados, quando junto aos enfermos preocupam-se mais em aliviá-los de sua dor, do que auferir qualquer vantagem material. Em conseqüência, o médico também pode desempenhar junto aos enfermos as funções de médium e atender às intenções dos Espíritos benfeitores, caso seja criatura afetiva, sensível, e mais um sacerdote do que um negociante....

... PERGUNTA: - Mas os médicos também não merecem censuras graves quando erram em prejuízo dos seus pacientes? Porventura não é algo criticável esse orgulho acadêmico de negar, “a priori” a possibilidade do mundo espiritual socorrer e curar os enfermos da Terra?

RAMATÍS:
- Realmente, caso o Alto assim o queira, os enfermos podem curar-se facilmente das doenças tradicionais do corpo físico. Que seria dos animais, se o instinto ou a Natureza não os atendesse tão carinhosamente, amparando-os desde o nascimento até à morte e guiando-os mesmo para encontrarem o vegetal medicamentoso que lhes alivia as dores e lhes cura as doenças? 1 Essa proteção misteriosa e oculta que mantém a sobrevivência de todas as aves, animais e seres, que a tudo provê, atende e corrige, cuida desde o filhote do pássaro dentro de um ninho pendurado precariamente na forquilha do arvoredo, até do filho do elefante nascido nas furnas da floresta e já onerado por severos problemas de alimentação.

1 - Nota do Médium: É o caso dos cães, que, acometidos de cólicas intestinais, procuram um tipo de capim apropriado para aliviar suas dores, assim como os elefantes, que, pressentindo grave epidemia em sua espécie, viajam semanas a fio em busca de uma erva especial, cuja ingestão funciona à guisa de excelente vacina, livrando-os das doenças epidêmicas.

Por que o homem também não poderia gozar dessa graça sublime da Vida, desde pressentir o alimento ou o remédio natural que lhe seja mais útil e proveitoso para mantê-lo fisicamente sadio na face do orbe terráqueo? Mas, infelizmente, em face de sua anomalia psíquica, fruto do truncamento do sentido harmonioso e progressista da existência humana, a maioria dos homens é obrigada a socorrer-se doutra minoria, com a responsabilidade de velar pela saúde sempre perturbada. Paradoxalmente, esta minoria encarregada da saúde dos demais também não logra muito êxito quando precisa curar-se a si mesma!

Em conseqüência, não se pode culpar os médicos pejos seus equívocos no desempenho de sua profissão terapeuta porque, na realidade, os homens ainda não fazem jus à saúde física em absoluto, ante o desvio psíquico que exercem sobre si mesmos, no trato das paixões e dos vícios perniciosos e perturbam a contextura delicada o perispírito. Aliás, os fatos provam que é inútil a mobilização dos mais espetaculares e avançados recursos da terapêutica do mundo, caso o homem ainda não faça jus à saúde física, pois se a Medicina tem prolongado a vida, ela ainda não pôde vencer a morte!

PERGUNTA: - Entretanto, a medicina acadêmica, em face do seu progresso e recursos modernos, não deveria ser tão eficiente e sedativa como os tratamentos que, por vezes, os médiuns espíritas realizam com absoluto êxito? 2

2 - Nota do Médium: É o caso das operações espíritas, em que os pacientes sofrem as mais complexas intervenções cirúrgicas por parte dos Espíritos desencarnados, sem manifestar qualquer dor ou reação incômoda. Aliás, em Congonhas do Campo, em Minas Gerais, tivemos oportunidade de assistir a diversas operações efetuadas pelo médium Arigó, sem que os operados manifestassem quaisquer sofrimentos, além do espanto e da surpresa.

RAMATÍS: - O tratamento médico do mundo terreno ainda é bastante contraditório, sendo exercido à base de substâncias indesejáveis, da mutilação cirúrgica, das cauterizações cruciantes e perfurações nos músculos ou nas veias pelas agulhas hipodérmicas porque os terrícolas ainda são criaturas cujo primarismo espiritual as torna passíveis de uma terapêutica severa e aflitiva. A medicina terrena não é culpada pela impotência em não curar todos os pacientes, ou pela impossibilidade de exercer a sua missão de modo suave indolor e infalível.

Tais contingências são uma decorrência psicomagnética oriunda dos recalques morais que residem no perispírito dos terrícolas, pois o corpo dos orgulhosos, egoístas, avarentos, vingativos, vaidosos, ciumentos, cruéis, hipócritas, maledicentes e lascivos ainda precisa sentir reações violentas e dolorosas, que repercutam no seu próprio Espírito, de modo a condicioná-lo a uma reforma interior, que os sensibilize, no sentido de lhes despertar os sentimentos superiores, que são fundamentais para a sua evolução espiritual.

Mesmo as criaturas mansas de coração e até bondosas, mas que, no entanto, se encontram subjugadas por sentimentos atrozes, como sejam os cancerosos, não passam de almas delituosas no seu passado, e ainda em transe de purificação perispiritual. Infelizmente, a Terra ainda é povoada por homens que matam pássaros à guisa de distração e “passatempo”; massacram os cães amigos e afogam os gatos nascidos em excesso, subtraindo-lhes o direito sagrado de viver.

Há, ainda, os que criam rebanhos de suínos, bois e carneiros, para arrancar-lhes a banha, a carne, o couro e a lã; depois, assam-lhes os restos mortais e os devoram epicuristicamente nos banquetes pantagruélicos!... Matam o cabritinho amigo na véspera de Natal ou alimentam de modo exagerado e mórbido os gansos, para enlatarem as pastas do seu fígado hipertrofiado!

E quando sua voracidade e sede de sangue não se satisfaz no extermínio dos “irmãos menores”, eis que os terrícolas massacram-se entre si mesmos, transformando também em “pasta sangrenta”, os mais jovens e os mais sadios, sob a metralha assassina! Criminosamente, escolhem a primavera para as ofensivas monstruosas ou transformam em fogo líquido milhares e milhares de crianças, moços, mulheres e velhos, sob o impacto da bomba atômica, embora estes últimos nada tenham a ver com essa luta fratricida! 3

3 - Nota do Médium: Em aditamento às palavras de Ramatís, podemos comprovar quão perverso e cruel ainda é o homem terreno. Vejamos a seguinte passagem descrita pelo testemunho do Dr. Paulo Nagai, médico japonês vitimado pela leucemia produzida pela radioatividade da bomba atômica lançada pelos americanos sobre Nagasaki. Eis a sua observação, “in loco”, de uma parte dos acontecimentos pavorosos da crueldade humana: “A pressão imediata foi tamanha que, no raio de um quilômetro, todo ser humano que se encontrava do lado de fora ou num local aberto, morreu instantaneamente ou dentro de minutos. A 500 metros da explosão, uma jovem mãe foi encontrada com o ventre aberto e o futuro bebê entre as pernas. Muitos cadáveres perderam suas entranhas. A 700 metros, cabeças foram arrancadas, e, por vezes, os olhos saltavam das órbitas. Alguns, em conseqüência das hemorragias internas, estavam brancos como folhas de papel, os crânios fraturados deixavam destilar o sangue pelos ouvidos. O calor chegou a tal violência, que, a 500 metros, os rostos atingidos ficaram irreconhecíveis. A um quilômetro, as queimaduras atômicas tinham dilacerado a pele, fazendo-a cair, em tiras, deixando à vista a carne sangrenta. A primeira impressão não foi, segundo parece, a de calor, mas, sim, a de dor intensa, seguida de frio excessivo. A maioria das vítimas morria com rapidez”. (Página 96 da obra Os Sinos de Nagasaki, autobiografia do Dr. Paulo Nagai).

No entanto, o Alto ainda se penaliza das criaturas humanas tão perversas e animalizadas, e, por isso, patrocina no mundo material a organização benfeitora da Medicina, que assim cumpre o sagrado dever de aliviar a dor humana tanto quanto possível, solucionando também os efeitos malignos das causas subversivas que o Espírito enfermo verte para o seu corpo de carne. Graças, pois, aos médiuns devotados e benfeitores, os homens ainda conseguem movimentar-se no mundo material apresentando certo equilíbrio fisiológico, apesar de seu constante auto-massacre mental e emotivo, em que o organismo físico funciona à guisa de depósitos de lixo e miasmas tóxicos drenados do perispírito.

O médico, portanto, não merece censuras porque também comete equívocos na tentativa justa de curar o seu paciente; mas este é que, em geral, por força da lei sideral que o disciplina sob o grilhão da doença, ainda não merece o alívio da dor ou a solução definitiva para a sua doença.

Certos de que sois convictos e cientes do processo cármico retificador do Espírito, o qual se exerce através das reencarnações expiatórias no mundo material, tereis de admitir que, em face das tropelias, desmandos, crueldades das hordas famélicas e perversas do passado, esses mesmos Espíritos belicosos precisam retomar sucessivamente à Terra, para a devida retificação de sua consciência espiritual ainda tão brutalizada. E também é óbvio que ainda não merecem um tratamento suave, indolor e benfeitor por parte da medicina do mundo; e assim, os seus males físicos agravam-se tanto quanto eles mais procuram eliminá-los mediante drogas ou intervenções cirúrgicas. A nova existência, obedecendo aos princípios construtivos e justos das recuperações espirituais brinda-os também com a mesma crueza que adotaram em suas vidas anteriores no seio da Humanidade.

Tais Espíritos ainda não merecem o socorro médico indolor, pois, em suas vidas pregressas, foram fanáticos inquisidores do Santo Ofício, torturadores do Oriente, tiranos na Pérsia, católicos no massacre de São Bartolomeu, perseguidores de cristãos nos circos romanos, bárbaros senhores de escravos, soldados sanguinários das hostes de César, de Tamerlão, de Atila, de Gêngis Khan, de Aníbal; e há pouco tempo, assassinos dos judeus e dos povos indefesos sob o comando de Hitler. É evidente que esses impiedosos homens do passado encontram-se atualmente em provas acerbas, reencarnados na figura de cidadãos comuns, operários, médicos, militares, artistas, comerciantes, motoristas, advogados, enfermeiros ou participantes de diversas religiões e credos espiritualistas.

A sua dívida cármica é para com o orbe terráqueo, onde vazaram sua crueldade nas correrias turbulentas contra as populações e criaturas indefesas: e, por isso, a Lei inflexível, mas equânime, os obriga a pagar até o “último ceitil”, colhendo os efeitos dolorosos das causas malignas semeadas no pretérito. Não há favorecimento sob a Lei Divina em abrir precedentes censuráveis, assim como a injustiça também é impossível se o processo é de angelização do homem.

Sem dúvida, a doença cruel é a terapêutica mais adequada para esses Espíritos algo embrutecidos e refratários ao sentimento espiritual. Embora eles vos pareçam pacíficos e bondosos, ainda conservam no âmago da alma o potencial da violência e da falta de compaixão. Assemelham-se às sementes virulentas que jazem humilhadas no solo ressequido, mas não tardarão em expelir com violência o seu tóxico logo que surja o clima apropriado. Deste modo, eles fazem jus à alopatia intoxicante, ao cautério cruciante, ao curativo doloroso e à cirurgia mutiladora, cumprindo a sua “via-crucis” como reparação às suas crueldades no passado.

Vivem de consultório para consultório, de hospital para hospital, decepcionados com a farmacologia do mundo, desiludidos pela terapêutica homeopática ou ervanária, assim como desatendidos pelos próprios Espíritos desencarnados. Abatidos, cansados e profundamente humilhados pela vida que os maltrata, atingem a cova do cemitério e os seus corpos de carne transformam-se na “ponte viva”, que depois intercambia para o subsolo os venenos do ódio, da raiva, da perversidade, da violência, do orgulho, da prepotência e cupidez gerados no barbarismo dos estímulos animais.

PERGUNTA: - Mas é evidente que muitos homens curam-se realmente pela homeopatia, pela terapêutica espiritista ou mesmo através dos préstimos do caboclo curandeiro, sem sofrimento ou aflição. Há alguma razão nessa diferença de cura, ou algum merecimento dos que assim são beneficiados?

RAMATÍS:
- As pessoas de melhor graduação espiritual, ou que se encontram no fim de suas provas cármicas dolorosas pelos sofrimentos ou vicissitudes morais já sofridas nas vidas anteriores, realmente, são eletivas e beneficiadas pela homeopatia, irradiações fluídicas, passes mediúnicos ou água fluidificada, dispensando a medicina cruciante das reações tóxicas. Eis por que há tanta decepção e variedade quanto ao êxito do tratamento dos homens, na Terra, pois a terapêutica salvadora de determinada criatura é completamente inócua aplicada a outro enfermo nas mesmas condições físicas. 4

4- Nota do Médium: Vide o capítulo “O Tipo do Enfermo e o Efeito Medicamentoso”, da obra Fisiologia da Alma, de Ramatís, onde o assunto é desenvolvido com minúcias mais elucidativas.

É o motivo por que também há grande sucesso na terapêutica médica e na terapêutica espírita mediúnica. No entanto, ambas também fracassam em certos casos, quando os pacientes não fazem jus à cura, qualquer que seja o tipo de tratamento.

(Trecho do livro: “Mediunidade de Cura” – pelo Espírito de Ramatis – psicografado pelo médium: Hercílio Maez)


OS MÉDIUNS DE CURA E OS CURANDEIROS

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PERGUNTA: - Como poderemos distinguir os verdadeiros médiuns de cura e aqueles outros que são apenas ignorantes, palpiteiros ou interesseiros, e que, sob a legenda de Espiritismo, exploram o sofrimento alheio? Às vezes, tais aventureiros astuciosos receitam com tal presteza e habilidade, à guisa de médiuns espíritas, que se torna bastante difícil distingui-los dos médiuns idôneos ou verdadeiros. Que dizeis?

RAMATÍS:
- A mediunidade também obedece a um roteiro progressista que se impõe e aperfeiçoa tanto pela experimentação como pelo estudo sensato. Deste modo, é difícil, no princípio de sua manifestação, alcançar-se o êxito e a clareza desejada, pois em sua fase inicial ela se manifesta envolvendo o médium em dúvidas e confusões. E, assim, esse período é propício a que o médium incipiente, pela sua inexperiência e invigilância, incorra na distorção da ética rígida exigida no desempenho de tal função. No entanto, efetivamente, há os que se dizem receitistas, mas que, de fato, são curandeiros mercenários.

E os sucessos que, em alguns casos, lhes atribuem, é apenas aparente, pois os doentes que os procuram já estão, quase sempre, cumprindo prescrições médicas ou sentiriam melhoras em sua saúde independente de qualquer remédio.

As enfermidades, em sua maior porcentagem, são estados transitórios de reajuste fisiológico ou uma espécie de reação do metabolismo orgânico, no sentido de resguardar e evitar que o corpo sofra conseqüências mais graves, tal como a morte súbita; assim como também se destina a apurar o grau espiritual do ser na sua resistência moral contra a dor.

Existem determinadas metamorfoses na vida animal, cujas manifestações também se assemelham a enfermidades, embora se trate apenas de fenômenos destinados a revigorar o equipamento orgânico. Citamos, por exemplo, o caso da “muda” das penas, nas aves, da pele, nos répteis, do pêlo, nos animais, ou da lã, nos carneiros. Mudanças físicas de aparência enfermiça, que são apenas transições processadas em épocas próprias. E graças a essa sábia disposição da Natureza, a “muda” resulta sempre num reajuste mantenedor de saúde mais vigorosa.

Notai que, no homem, à medida que ele cresce e se desenvolve, ocorrem certas crises fisiológicas produzidas no seu corpo, as quais, embora sejam naturais, também se manifestam com aparência de “moléstias”. Referimo-nos ao período da puberdade nos jovens, à menopausa nas mulheres ou à inatividade das glândulas sexuais, nos velhos. Muitos sintomas desagradáveis ou incomuns, no ser humano, têm seu ciclo, sua curva ascendente ou descendente, mas desaparecem na época apropriada, sem qualquer interferência estranha. No entanto, se as manifestações e o desaparecimento desses incômodos coincidirem durante o tratamento receitado por algum curandeiro, certamente que o resultado seria tido como invulgar sucesso do mesmo.

Os enfermos que, por coincidência ou espontaneamente, se livram de seus incômodos, quando sob o cuidado de algum charlatão, acabam sempre por gabar virtudes terapêuticas que tais aventureiros não possuem. E são-lhes gratos porque se acreditam realmente curados por eles.

Ditos curandeiros, quando a sua terapêutica resulta em fracasso, alegam negligência dos pacientes quanto ao tratamento prescrito; ou, então, censuram-lhes a falta de fé na medicação. E quase sempre eles se saem bem, pois o homem comum não entende, a contento, o que seja a fé, nem sabe mobilizá-la em seu próprio benefício. Sendo do feitio humano que um acontecimento espetacular suplanta dezenas de outros sem sucesso, uma só cura de aparência miraculosa é suficiente para propiciar fama a qualquer de tais charlatões.

Há pouco tempo, certa instituição médica (dos Estados Unidos da América do Norte), ao efetuar autópsias e pesquisas em centenas de indigentes, comprovou que mais de um terço deles havia contraído doenças graves e resistido às mesmas durante longos anos, curando-se, até, espontaneamente, sem precisar de tratamentos médicos ou de medicamentos específicos, de ação fundamental. Esses indigentes recuperaram-se mobilizando suas próprias defesas e reservas orgânicas, sem necessidade de qualquer intervenção ou disciplina médica. Em alguns casos, as úlceras tinham cicatrizado, sumiram-se as metástases cancerígenas, os pulmões lograram sua calcificação espontânea e o pâncreas recuperara-se de graves atrofias.

Residuais de tumores provaram que eles foram drenados naturalmente pelas vias emunctórias, assim como a circulação sangüínea vencera profundas anemias e o coração restaurara-se, evitando enfartos perigosos. Em dois casos de alcoólatras, o tecido conjuntivo hepático revelava indícios de cirrose regredida; e quatro por cento traíam vestígios de pronunciada amebíase nas paredes do cólon intestinal, espontaneamente restabelecido.

PERGUNTA: - Haverá alguma correlação entre os casos desses indigentes e os dos curandeiros, charlatões ou falsos médiuns, que também promovem curas tidas como surpreendentes?

RAMATÍS:
- É evidente que, se algum curandeiro ou médium houvesse tratado desses doentes curados de forma espontânea, ele seria consagrado como famoso terapeuta que poderia devolver a saúde aos desenganados da medicina oficial. E, em breve, a imaginação exaltada do povo crédulo o tomaria como um ser possuidor de virtudes ou poderes sobrenaturais, atraindo multidões de sofredores.

O homem astuto e experimentado também pode simular a prática da mediunidade e até receitar com acerto, caso conheça a ação terapêutica dos medicamentos, orientando-se mediante as bulas e pela leitura dos “mementos farmacêuticos”. Há indivíduos ledores de revistas médicas, que chegam a formular diagnósticos aceitáveis, em contraste com certos médiuns anímicos, incultos ou supersticiosos, cuja ignorância constitui sério obstáculo, que anula as benéficas intuições do seu guia.

Esse é um dos motivos que nos levam a insistir em concitar os médiuns a integrarem-se conscientemente nos postulados do Espiritismo e estudar o mecanismo da mediunidade, assim como assimilar os ensinamentos básicos da própria ciência profana do mundo material. Só assim ser-lhes-á possível cooperarem com êxito no serviço terapêutico, em favor do próximo, e sanear o ambiente espírita, afastando os aventureiros e os pseudomédiuns.

PERGUNTA: - Gostaríamos de ressaltar a necessidade de se fazer a seleção na seara espírita, a fim de que o serviço mediúnico se livrasse dos pseudomédiuns e dos charlatões que oneram as tarefas dos médiuns dignos!

RAMATÍS:
- É muito difícil distinguir, de início, o charlatão na seara espírita, pois o fenômeno mediúnico, principalmente o intuitivo, não demonstra sinais visíveis que comprovem a sua falsidade. Também não existe uma fiscalização oficial por parte do mundo espiritual a esse respeito, afora a advertência de que será dado a “cada um segundo suas obras”! Não há dúvida de que tanto o médium mercenário que negocia com o dom mediúnico, como o charlatão que o mistifica, igualam-se pelo serviço deficiente, censurável e interesseiro.

Malgrado o protesto dos mais sentimentalistas, que não se conformam com o fato de a doutrina espírita sofrer a fiscalização da própria ciência terrena, no futuro, realmente, esta muito ajudará a demarcação definitiva dos trabalhadores espiríticos, definindo serviços mediúnicos reais e justos, em confronto com os que invadem a seara espírita para encetar o comércio perigoso com os mefistófeles do mundo oculto, ou prostituírem o dom mediúnico concedido para sua própria redenção espiritual.

O médium intuitivo, bom, honesto e benfeitor, ainda é instrumento preferido para o intercâmbio com os Espíritos superiores, antes de qualquer médium sonambúlico ou mecânico excepcional, mas subvertido em sua conduta moral pelo ganho capcioso. Raras criaturas detiveram no mundo faculdade tão poderosa quanto Rasputin; e, no entanto, o seu intercâmbio com o mundo oculto foi apenas um serviço inferior e egotista. Malgrado ele ter sido utilizado pelo Alto com a finalidade de apressar a demolição do império russo faustoso e cristalizado pela cupidez, vaidade, orgulho e impiedade de uma aristocracia viciosa explorando o povo esfomeado, o dom mediúnico excepcional manejado por Rasputin não é o que mais beneficia o gênero humano. Qualquer tarefa comum e sem manifestações espetaculares é sempre superior a tal poder, caso esteja garantida pela assistência sublime de Jesus!

A faculdade mediúnica intuitiva, só em casos raríssimos oferece alguns resultados integralmente autênticos, pois os médiuns, durante o seu contacto com os Espíritos, não abdicam de sua vontade, nem abandonam a bagagem de virtudes ou de pecados das suas existências pregressas. O médium intuitivo, evangelizado, repetimos, embora seja tecnicamente incipiente para transmitir a realidade do mundo oculto para os encarnados, pode revelar mensagem superior desde que a mesma mereça a chancela angélica.

PERGUNTA: - E que dizeis do curandeirismo que infesta o interior do país, onde pontificam criaturas completamente ignorantes dos preceitos mais elementares de medicina e de higiene e que, no entanto, conseguem promover curas impressionantes?

RAMATÍS
: - Não condenamos a preta-velha, benzedeira, a mulher do “responso”, o homem das “simpatias” ou o caboclo analfabeto que, no meio do sertão, produzem benefícios receitando infusões de ervas, xaropes de raízes, emplastros ou pomadas “cura-tudo”. Eles também podem ser médiuns autênticos, embora servindo noutras faixas vibratórias mais primitivas; e, pela vontade do Alto, socorrer as criaturas menos felizes, moradoras em lugares ermos, sem qualquer assistência médica. Seria absurdo exigirem-se desses curandeiros inocentes conhecimentos acadêmicos ou profilaxia rigorosa no seu modo de socorrer o próximo, pois é evidente que eles já fazem o melhor que podem dentro do pouco que sabem.

No entanto, os médiuns autênticos e ligados à seara da Codificação Espírita superam os aventureiros ou curandeiros anímicos, porque estes não possuem a faculdade mediúnica, enquanto os primeiros progridem no exercício positivo e incomum, impondo-se ao respeito público pelo desinteresse de proventos materiais. Alguns pseudomédiuns exploram o curandeirismo lucrativo à guisa de magnetismo, mas não tardam a trair-se no seu mistifório censurável, pela falta de assistência benfeitora, que não pactua com a venalidade...

(Trecho do livro: “Mediunidade de Cura” – pelo Espírito de Ramatis – psicografado pelo médium: Hercílio Maez)


COMO SURGEM AS DOENÇAS

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Será que, ao nos sintonizarmos com energias e atitudes negativas não estamos abrindo caminho para ficarmos doentes?

Antes de se falar em cura espiritual, é importante definirmos o que é uma doença. Seria ela um mal de fato? No livro “Mãos de Luz”, a curadora norte-americana Bárbara Ann Brennan apresenta um raciocínio muito interessante: “Toda doença é uma mensagem direta dirigida a você, dizendo-lhe que não tem amado quem você é e nem se tratado com carinho, a fim de ser quem você é”. De fato, todas as vezes que nosso corpo apresentar alguma “doença”, isto deve ser tomado como um sinal de que alguma coisa não está bem. A doença não é uma causa, é uma conseqüência proveniente das energias negativas que circulam por nossos organismos espirituais e materiais. O controle das energias é feito através dos pensamentos e dos sentimentos, portanto, possuímos energias que nos causam doenças porque somos indisciplinados mentalmente e emocionalmente. Em “Nos Domínios da Mediunidade”, André Luiz explica que “assim como o corpo físico pode ingerir alimentos venenosos que lhe intoxicam os tecidos, também o organismo perispiritual absorve elementos que lhe degradam, com reflexos sobre as células materiais”.

Permanentemente, recebemos energia vital que vem do cosmo, da alimentação, da respiração e da irradiação das outras pessoas e para elas imprimimos a energia gerada por nós mesmos. Assim, somos responsáveis por emitir boas ou más energias às outras pessoas. A energia que irradiamos aos outros estará impregnada com nossa carga energética, isto é, carregada das energias de nossos pensamentos e de nossos sentimentos, sendo necessário que vigiemos o que pensamos e sentimos.

Tipos de doenças

Podemos classificar as doenças em três tipos: físicas, espirituais e atraídas ou simbióticas. As doenças físicas são distúrbios provocados por algum acidente, excesso de esforço ou exagero alimentar, entre outros, que fazem um ou mais órgãos não funcionarem como deveriam, criando uma indisposição orgânica.

As doenças espirituais são aquelas provenientes de nossas vibrações. O acúmulo de energias nocivas em nosso perispírito gera a auto-intoxicação fluídica. Quando estas energias descem para o organismo físico, cria um campo energético propício para a instalação de doenças que afetam todos os órgãos vitais, como coração, fígado, pulmões, estômago etc., arrastando um corolário de sofrimentos. As energias nocivas que provocam as doenças espirituais podem ser oriundas de reencarnações anteriores, que se mantêm no perispírito enfermo enquanto não são drenadas. Em cada reencarnação, já ao nascer ou até mesmo na vida intra-uterina, podemos trazer os efeitos das energias nocivas presentes em nosso perispírito, que se agravam à medida que acumulamos mais energia negativa na reencarnação atual. Enquanto persistirem as energias nocivas no perispírito, a cura não se completará.

Já as doenças atraídas ou simbióticas são aquelas que chegam por meio de uma sintonia com fluidos negativos.

O que uma criatura colérica vibrando sempre maldades e pestilências pode atrair senão as mesmas coisas? Essa atração gera uma simbiose energética que, pela via fluídica, causa a percepção da doença que está afetando o organismo do Espírito que está imantado energeticamente na pessoa, provocando a sensação de que a doença está nela, pois passa a sentir todos os sintomas que o Espírito sente. Aí, a pessoa vai ao médico e este nada encontra. André Luiz afirma que “se a mente encarnada não conseguiu ainda disciplinar e dominar suas emoções e alimenta paixões (ódio, inveja, idéias de vingança), ela entrará em sintonia com os irmãos do plano espiritual, que emitirão fluidos maléficos para impregnar o perispírito do encarnado, intoxicando-o com essas emissões mentais podendo levá-lo a doença”.

O surgimento das doenças

A cada pensamento, emoção, sensação ou sentimento negativo, o perispírito imediatamente adquire uma forma mais densa e sua cor fica mais escura, por causa da absorção de energias nocivas. Durante os momentos de indisciplina, o homem mobiliza e atrai fluidos primários e grosseiros, os quais se convertem em um resíduo denso e tóxico. Devido à densidade, estas energias nocivas não conseguem descer de imediato ao corpo físico e vão se acumulando no perispírito. Com o passar do tempo, as cargas energéticas nocivas que não forem dissolvidas ou não descerem ao corpo físico formam manchas e placas que aderem à superfície do perispírito, comprometendo seu funcionamento e se agravando quando a carga deletéria acumulada é aumentada com desatinos da existência atual. Em seus tratados didáticos, a medicina explica que, no organismo do homem, desde seu nascimento físico existem micróbios, bacilos, vírus e bactérias capazes de produzirem várias doenças humanas. Graças à quantidade ínfima de cada tipo de vida microscópica existente, eles não causam incômodos, doenças ou afecções mórbidas, pois ficam impedidos de terem uma proliferação além da “cota mínima” que o corpo humano pode suportar sem adoecer. No entanto, quando esses germes ultrapassam o limite de segurança biológica fixado pela sabedoria da natureza, motivados pela presença de energias nocivas no corpo físico, eles se proliferam e destroem os tecidos de seu próprio “hospedeiro”.

Partindo das estruturas energéticas do perispírito na direção do corpo, em ondas sucessivas, essas radiações nocivas criam áreas específicas nas quais podem se instalar ou se desenvolver as vidas microscópicas encarregadas de produzir os fenômenos compatíveis com os quadros das necessidades morais para o indivíduo. Elas se alimentam destas energias nocivas que chegam ao físico, conseguindo se multiplicar mais rapidamente e, em conseqüência, causando as doenças.

A recuperação do Espírito enfermo só poderá ser conseguida mediante a eliminação da carga tóxica que está impregnada em seu perispírito. Embora o pecador já arrependido esteja disposto a uma reação construtiva no sentido de purificar, ele não pode se subtrair dos imperativos da Lei de Causa e Efeito. Para cada atitude corresponde um efeito de idêntica expressão, impondo uma retificação de aprimoramento na mesma proporção, ou seja, a pessoa tem que despender um esforço para repor as energias positivas da mesma maneira que despende esforços para produzir as energias negativas que se acumulam em seu perispírito.

Eliminando as energias tóxicas

Assim, como decorrência de tal determinismo, o corpo físico que veste agora ou outro, em reencarnação futura, terá de ser justamente o dreno ou a válvula de escape para expurgar os fluidos deletérios que o intoxicam e impedem de firmar sua marcha na estrada da evolução. Durante a purificação perispiritual, as toxinas psíquicas convergem para os tecidos, órgãos ou regiões do corpo, disfunções orgânicas que conhecemos doença.

Quando o Espírito não consegue expurgar todo o conteúdo venenoso de seu perispírito durante a existência física, ele desperta no além sobrecarregado de energia primária, densa e hostil. Em tal caso, devido à própria “Lei dos pesos específicos”, ele pode cair nas zonas umbralinas pantanosas, onde é submetido à terapêutica obrigatória de purgação no lodo absorvente. Assim, pouco a pouco vai se libertando das excrescências, nódoas, venenos e “crostas fluídicas” que nasceram em seu tecido perispiritual por efeito de seus atos de indisciplina vividos na matéria.

Os charcos pantanosos do umbral inferior são do mesmo nível vibratório das manchas e placas, por isso servem para drenar essas energias nocivas. Embora sofram muito nesses cais, isso os alivia da carga tóxica acumulada na Terra, assim como seu psiquismo enfermo, depois de sofrer pela dor cruciante, desperta e se corrige para viver existências futuras mais educativas ou menos animalizadas.

Os Espíritos socorristas só retiram dos charcos purgatoriais os “pecadores” que já estão em condições de recuperação perispiritual adjacentes à crosta terrestre. Cada um tem certo limite que pode agüentar em meio a estes charcos, então eles são resgatados mesmo que ainda não tenham expurgado todas as placas, reencarnado em corpos onde permanecerão expurgando e drenando essas energias através das doenças que se manifestarão no corpo físico.

Ajuda da medicina

A doutrina espírita (nota do autor: e umbandista) não prega o conformismo, por isso é lícito procurar a medicina terrena, que pode aliviar muito e curar onde for permitido. Se a misericórdia divina colocou os medicamentos ao nosso alcance é porque podemos e devemos utilizá-los para combater as energias nocivas que migraram do perispírito para o corpo físico, mas não devemos esquecer que os medicamentos alopáticos combatem somente os efeitos da doença. Isto quer dizer que, quando as doenças estão presentes no corpo físico, devemos combatê-la, buscar alívio. Muitas vezes, estas doenças, exigem tratamentos prolongados, outras vezes necessitamos até de cirurgia, mas tudo faz parte da “Lei de Causa e Efeito”, que tenta despertar para uma reforma moral através deste processo doloroso. Qualquer medida profilática em relação às doenças tem que se iniciar na conduta mental, exteriorizando-se na ação moral que reflete o velho conceito latino: “mens sana in corpore sano”.

Estados de indisciplina são os maiores responsáveis pela convocação de energias primárias e daninhas que adoecem o homem pelas reações de seu perispírito contra o corpo físico. Sentimentos como orgulho, avareza, ciúme, vaidade, inveja, calúnia, ódio, vingança, luxúria, cólera, maledicência, intolerância, hipocrisia, amargura, tristeza, amor próprio ofendido, fanatismo religioso, bem como as conseqüências nefastas das paixões ilícitas ou dos vícios perniciosos, são também geradores das energias nocivas.

Ou seja, as causas das doenças estão na própria leviandade no trato com a vida. Analisando criteriosamente o comportamento, ver-se-á que os males que atormentam as pessoas persistirão enquanto não forem destruídas as causa. Portanto, soluções superficiais são enganosas. É preciso lutar contra todas as aflições, mas jamais de forma milagrosa. Procuremos sempre pensar e agir dentro dos ensinamentos cristãos, a fim de alcançarmos a cura integral.

(Por Edvaldo Kulcheski)


CURAS ESPIRITUAIS


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De modo geral, denomina-se como cura espiritual o restabelecimento da saúde por métodos executados não pela medicina oficial, mas por meios paranormais. É de muito tempo que o trabalho do homem, crente, ou não, tem influído na saúde de seu próximo. As tribos, os povos não desenvolvidos e os sacerdotes e pitonisas da antigüidade restabeleciam a saúde de seus semelhantes por meios desconhecidos até por eles mesmos. Só com a vinda de Jesus é que estes atos foram executados de forma consciente. No Brasil, em 1900, Leopoldo Cirne fez o primeiro relato escrito sobre o assunto, a fim de levá-lo para Paris, no IV Congresso Espírita. Na Europa, naquela época, já se realizavam tratamentos de doenças através de magnetização praticada por espíritas, martinistas, rosas-cruz, positivistas, teosofistas etc., que defendiam a imortalidade da alma, o intercâmbio entre vivos e mortos e a reencarnação.

Constituição perturbada

Depois de Allan Kardec, apareceram os médiuns, curadores, até que, em 1888, os espíritas da Espanha fizeram demonstrações práticas na presença de cientistas e investigadores. Estes trabalhos foram realizados por J. Fernandes, discípulo de Kardec. Em 1889, nas comemorações do primeiro centenário da Revolução Francesa, reuniu-se em Paris o II Congresso Espírita, agora representado por espíritas e espiritualistas em geral.

É de conhecimento geral que os sacerdotes faziam sessões de cura em seus conventos, invocando o Espírito Santo. Porém, perde-se na noite dos tempos o momento em que a cura por processos não médicos foi utilizada, como benzeduras, mesinhas, sacrifícios de animais e outros tantos processos usados pelo homem para socorrer seus semelhantes. Vemos isto principalmente entre tribos brasileiras e africanas, fatos que deram lugar à expressão irônica de Bocage: “Unta-se num instante, a perna torna a crescer e fica melhor que dantes”. Isto fere o princípio de minha querida ortopedia.

Condições necessárias

Antes de tudo, há que se ter uma fé sincera, atuante, não vacilante. Um dos motivos pelo qual, muitas vezes, a cura espiritual não se realiza é simplesmente a falta de fé. Entenda-se aqui que esta fé é a convicção, não o fanatismo. Foi o próprio Jesus quem sentenciou: “Tudo é possível para aquele que crê”.

Não é somente fé em quem pratica o ato da cura, mas também em quem recebe. As vibrações fecundas de um e de outro se traduzem em um ajustamento energético que, mesmo fora do campo espiritual, produz resultados prodigiosos.

A medicina oficial está cheia de processos psicossomáticos e de placebos, todavia, o médium curador não deve se entusiasmar demais, para não ser vítima de animismo e nem da empolgação de que ele é agente. Todos sabemos que mesmo na cura por métodos puramente físicos, somos intermediários. Este conceito ainda não está arraigado nos médicos, o que tiraria deles a empáfia de curadores e salvadores. Falta a muitos a humildade de compreender que não obteremos sucesso sem a presença de Deus e a intermediação dos bons companheiros.

É justamente isso que tem feito o fracasso de um lado e de outro do tratamento, quer espiritual, quer medicamentoso. É este conceito de fé que prova o tratamento e o diagnóstico à distância nas curas espirituais, o que alguns rotulam de tratamento por ausência.

Além disso, exige-se do médium de cura uma conduta ilibada, alimentação adequada, pontualidade, humildade, senso de autocrítica, instrução espiritual precisa, renovação de seus conhecimentos espirituais, disciplina, bom relacionamento com outros médiuns e respeito afetuoso com quem vai curar. Sem essas qualidades, um médium curador não obtém êxito.

Sucesso e fracasso na cura espiritual

Existe sucesso na cura espiritual mais do que pensamos ou sabemos. Em nosso modo de ver, o merecimento é o elemento primordial para uma cura espiritual, além da harmonia mental do médium e do doente, a assistência espiritual requerida ou apresentada, a correta manipulação dos fluidos, a vontade e o desejo de se curar. Baseado no harmonioso conjunto mente e corpo, traduz uma possibilidade indiscutível de êxito.

Essa harmonia justifica muitas vezes o tratamento à distância, confirma o valor mental do médium e assegura a confiança do doente. Isto se confirma inúmeras vezes nas doenças tidas como incuráveis, nas quais até a recomposição de órgãos está provada através de exames específicos. Diagnósticos imediatos, tratamento espetacular, informes dos pacientes e atestados de observadores e de profissionais da área comprovam firme¬mente o sucesso das curas espirituais e a sobrevida dos beneficiados. As operações realizadas em condições precárias e inadequadas, assistidas por quem entende, provam esses sucessos e consolidam a crença de quem se dedica a elas.

Entretanto, há fracassos e muitos na cura espiritual. A descrença, a impontualidade e a desídia concorrem muito para isto. É preciso saber e conveniente dizer que as leis cósmicas não podem ser superadas pelos homens. Logo, em uma doença cármica, só Deus pode curar. Ambrósio Paré, que não era espírita, dizia aos seus doentes: “Eu te operei, Deus te curará”. Se ele, que fazia uma amputação de coxa em sete minutos, tinha humildade, avaliamos hoje que, com todo conhecimento de que dispomos, não temos nem podemos ter a pretensão de curar. Somos instrumentos da vontade de Deus, pois se não fosse assim, se a cura se realizasse só por nosso saber, todas as doenças seriam curáveis.

Há outros fatores que concorrem para o fracasso da cura espiritual, como o ambiente desarmonioso, a falta de compostura do médium, a indisciplina do doente e o defeito na reforma íntima.

É indiscutível que quem se aventura a fazer cura espiritual tem que se precaver com uma série de cuidados, a fim de não ser surpreendido por chantagens, simulações, ciladas e tantos outros recursos daqueles que descrêem e acusam o Espiritismo de mistificação. As¬sim, necessitamos de um bom diagnóstico científico, tanto quanto possível, da assistência de um médico espírita e de provas necessárias de doenças verídicas.

As doenças psicossomáticas, mesmo que possam parecer duvidosas, têm respaldo científico e orientação espiritual, para que o médium não seja chantageado.

A presença de pessoas discordantes, obsediadas ou inconvenientes é outro motivo de precaução para o tratamento espiritual. Somos partidários de um ambiente reservado exclusivamente para este mister. O médium curador deve evitar a todo custo a recompensa espiritual, principalmente a pecuniária, para não misturar indesejavelmente as coisas. “Dar de graça o que se recebe de graça” deve ser uma constante na cabeça de quem faz cura espiritual. O amor de Deus e a presença de Jesus são recompensas maiores que o ouro do mundo.

Quem deve fazer cura espiritual?

Todo ser dotado de fé, forrado de boa vontade e conhecedor do predomínio do Espírito sobre a matéria tem condição de fazer cura espiritual. Porém, como em matemática, isto é necessário, mas não é o suficiente.

A aptidão para realizar tal atividade vem com o indivíduo desde o nascimento e desenvolvê-la é indispensável quando há vontade de se dedicar a este trabalho. Assim, o médium que é instruído, esclarecido, informado ou treinado para isto não deve se eximir desta missão.

Alguns centros espíritas preparam certos médiuns para a cura. E necessário muito critério por parte do próprio dirigente e dos médiuns que vão se dedicar a isto, pois o fato de querer não justifica a indicação, é preciso poder, ter aptidão, ser preparado. Há centros que exigem cursos de até quatro anos, exigência que revela o escrúpulo e o respeito que estes locais têm pelo trabalho de seus médiuns e de sua reputação. Portanto, precisamos ser exigentes na prática da cura espiritual.

O que ocorre sempre é que um médico desencarnado incorpora em um médium, que geralmente não é diplomado, para a realização da cura espiritual. Comumente também, não é somente um, mas um grupo de médicos desencarnados que se une a fim de levar ao doente a influência de seus conhecimentos e apresentar a habilidade de transmitir ao médium a possibilidade de ser utilizado para este fim.

A água fluidificada e o próprio magnetismo do médium colaboram de maneira eficiente na realização do ato de cura, principalmente quando este é operatório.

Não se infira dai que isto não possa acontecer à distância. Pode sim, pois o transporte da equipe curadora não tem obstáculo para ir onde é necessário o benefício da cura. O ritmo e o número de vezes que isso tem ocorrido prova tal afirmativa.

Uma outra condição para o poder da cura é a facilidade de saber manejar o ectoplasma, porque este deverá ser usado como substituto de um órgão ou de parte dele e isto quem vai doar é o próprio médium.

Convencendo-se da utilização da cura

Todos sabemos que a cura espiritual é um recurso ao qual a criatura humana recorre comumente quando perdeu a esperança de recuperação pela medicina oficial. O paciente, em muitos casos, procura os Centros Espiritualistas quando está desiludido e, às vezes, são leva¬dos a eles até com descrença, por insistência de amigos. Todavia, é forçoso confessar que o tratamento pela cura espiritual é tão eficiente e seguro que um grande espírita brasileiro afirmou: “Se não fossem as curas espirituais, coitados dos doentes do Rio de Janeiro”. O que precisamos é difundir entre os profissionais de medicina os casos cientificamente comprovados de cura para convencê-los a respeitar o tratamento espiritual.

Aqueles que lidam com o Espiritismo sabem que a cura se dá através dos fluidos magnéticos que o médium transmite ao doente, porque o magnetismo simples pode fazer curas, mas estas não são duradouras e são feitas para espetáculos públicos. A influência do médium curador preparado suficientemente consegue, dizem os entendidos, afastar um pouco o perispírito, que é onde justamente reside a doença, para melhor agir nele e, por uma ação reflexa, agir no corpo.

Assim sendo, atuando sobre o perispírito, o médium vai alterar sua constituição perturbada, restabelecendo sua organização natural e fazendo com que a justaposição do perispírito ao corpo restabeleça a harmonia necessária para a recuperação da saúde do paciente.

É sabido que não há doença que não deixe de agir no perispírito e não há doença do corpo físico que não se reflita naquele. Para isto, basta que o vidente desdobre a aura de seu paciente. Quando se faz uma operação espiritual em um órgão ou se retira um tumor deste, o ectoplasma do médium é enviado para aquela região para recompor o órgão e restabelecer toda a sua função. É por isto que a cura é definitiva, a função é recuperada e o aspecto do paciente é modificado.

A imposição das mãos revela a transmissão do flui¬do curador para seu paciente e Jesus fez isto muitas vezes, ensinando este modo de agir. Entretanto, temos confirmado a cura à distância ou a chamada cura por ausência, na qual as mãos do médium não chegam lá, mas chegam os fluidos conduzidos por sua força mental e pelos mensageiros do bem através do Fluido Universal. O mundo está cheio de médiuns que realizam tais façanhas...

(Associação Médico-Espírita do Brasil – Oswaldo de Souza)


OS MECANISMOS DA CURA ESPIRITUAL


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A mediunidade de cura oferece ao médium a possibilidade de curar um ser doente, buscando fluidos em fontes energéticas da natureza. Mas será que doenças kármicas também podem ser curadas espiritualmente?

A mediunidade de cura é a capacidade possuída por certos médiuns de curarem moléstias por si mesmos, provocando re¬ações reparadoras de tecidos e órgãos do corpo humano, inclusive as oriundas de influenciação espiritual. Assim como existem médiuns que emitem fluidos próprios para a produção de efeitos físicos concretos (ectoplasmia), temos igualmente os médiuns que emitem fluidos que operam todas as reparações acima referidas. Na essência, o fluido é sempre o mesmo, uma substância cósmica fundamental. Mas suas propriedades e efeitos variam imensamente, conforme a natureza da fonte geradora imediata, da vibração específica e, em muitos casos (como este de cura, por exemplo), do sentimento que precedeu o ato da emissão. A diferença entre os dois fenômenos é que no primeiro caso (ec¬toplasmia), o fluido é pesado, denso, próprio para elaboração de for¬mas ou produção de efeitos objetivos por condensação, ao passo que no segundo (curas), ele é sutilizado, radiante, próprio para alterar condições vibratórias já existentes.

Médium curador

Além do magnetismo próprio, o médium curador goza da aptidão de captar esses fluidos leves e benignos nas fontes energéticas da natureza, irradiando-os em seguida sobre o doente, revigorando órgãos, normalizando funções, destruindo placas e quistos fluídicos produzidos tanto por auto-obsessão como por influenciação direta.

O médium se coloca em conta¬to com essas fontes ao orar e se concentrar, animado pelo desejo de fazer uma caridade evangélica. Como a Lei do Amor é a que preside todos os atos da vida espiritual superior, ele se coloca em condições de vibrar em consonância com todas as atividades universais da criação, encadeando forças de alto poder construtivo que vertem sobre ele e se transferem ao doente. Por sua vez, este se colocou na mesma sintonia vibratória por meio da fé ou da esperança.

Os fluidos radiantes interpenetram o corpo físico, atingem o campo da vida celular, bombardeiam os átomos, elevam-lhes a vibração íntima e injetam nas células uma vitalidade mais intensa. Em conseqüência, acelera as trocas (assimilação, eliminação), resultando em uma alteração benéfica que repara lesões ou equilibra funções no corpo físico.

Nas operações cirúrgicas feitas diretamente no corpo físico, os Espíritos operadores incorporam no próprio médium que dispõe desta faculdade. Este, como autômato, opera o paciente com os mesmos instrumentos da cirurgia terrena, porém sem anestesia e dispensando qualquer precaução de assepsia.

Em certos casos, embora raros, o Espírito incorporado logra o mesmo resultado cirúrgico utilizando objetos de uso doméstico (facas, tesouras, garfos ou estiletes comuns) como instrumentos operatórios, igualmente sem quais¬quer cuidados anti-sépticos.

O cirurgião invisível incorporado no médium corta as carnes do paciente, extirpa excrescências mórbidas, drena tumores, desata atrofias, desimpede a circulação obstruída, reduz estenoses ou elimina órgãos irrecuperáveis. Semelhantes intervenções, além de seu absoluto êxito, são realizadas em um espaço de tempo exíguo, muito acima da capa¬cidade do mais abalizado cirurgião do mundo físico. Em tais casos, os médicos desencarnados fazem seus diagnósticos rapidamente, com ab¬soluta exatidão e sem necessidade de chapas radiográficas, eletrocardiogramas, hemogramas, encefalogramas ou quaisquer outras pesquisas de laboratório.

Nessas operações mediúnicas processadas diretamente na carne, os pacientes operados tanto podem apresentar cicatrizes ou estigmas operatórios como ficarem livres de quaisquer sinais cirúrgicos. Em seguida à operação, eles se erguem lépidos e sem qualquer embaraço ou dor, manifestando-se surpreendidos por seu alívio inesperado e a eliminação súbita de seus males.

Quando opera incorporado no médium, o Espírito sempre é auxiliado por companheiros experimenta¬dos na mesma tarefa, que cooperam e ajudam no controle da intervenção cirúrgica, no diagnóstico seguro e rápido e no exame antecipado das anomalias dos enfermos a serem operados. Entidades experimentadas na ciência química transcendental preparam os fluidos anestesiantes e cicatrizantes, transferindo-os depois do mundo oculto para o cenário físico através da materialização na forma liquida ou gasosa, conforme seja necessário.

Cirurgias à distância

Embora o êxito das operações mediúnicas dependa especialmente do ectoplasma a ser fornecido por um médium de efeitos físicos e controlado pelos Espíritos de médicos desencarnados, há circunstâncias em que, devido ao teor sadio dos próprios fluidos do enfermo, as operações produzem resultados miraculosos no corpo físico, apesar de processadas somente no perispírito.

O processo de “refluidificação”, com o aproveitamento dos fluidos do próprio doente, lembra algo do recurso de cura adotado na hemoterapia praticada pela medicina terrena, na qual o médico incentiva o energismo da pessoa debilitada extraindo-lhe algum sangue e, em seguida, injetando-o novamente nela, em um processo que acelera a dinâmica do sistema circulatório.

No entanto, mesmo que se tratem de operações mediúnicas feitas diretamente na carne do paciente ou mediante fluidos irradiados à distância pelas pessoas de magnetismo terapêutico, o sucesso operatório exige sempre a interferência de Espíritos desencarnados, técnicos e operadores, que submetem os fluidos irradiados pelos “vivos” a um avançado processo de química transcendental nos laboratórios do lado espiritual.

E quais são as diferenças entre as cirurgias realizadas com a presença do paciente e as realizadas à distância? No primeiro caso, os técnicos desencarnados utilizam o ectoplasma do médium de efeitos físicos e também os fluidos nervosos emitidos pelas pessoas presentes. Esta aglutinação polarizada sobre o enfermo presente possibilita resultados mais eficientes e imediatos. No segundo caso, os Espíritos operadores procuram reunir e projetar sobre o doente os fluidos magnéticos obtidos pelas pessoas que se encontram reunidas à distância, no centro espírita. Porém, como se tratam de fluidos bem mais fracos do que os fornecidos pelo médium de fenômenos físicos, eles são submetidos a um tratamento químico especial pelos operadores invisíveis, a fim de se obterem resultados positivos. Mesmo assim, os fluidos transmitidos à distância servem apenas para as intervenções de pouco vulto, pois, sendo fluidos heterogêneos, exigem a “purificação” à qual nos referimos.

Existem alguns fatores que impedem as cirurgias à distância de serem tão eficazes e seguras como as intervenções diretas. Para muitos desses voluntários doadores de fluidos, faltam a vontade disciplinada e a vibração emotiva fervorosa, que potencializam as energias espirituais. Além disso, alguns deles não gozam de boa saúde, fumam em demasia, in¬gerem bebidas alcoólicas em excesso ou abusam de alimentação carnívora. Aliás, nos dias destinados a esses trabalhos espirituais, os médiuns deveriam se submeter a uma alimentação sóbria, já que, depois de uma refeição por vezes indigesta, o indivíduo não tem disposição para tomar parte em uma tarefa que exige concentração mental segura.

Dificuldades para os Espíritos curadores

Durante o tratamento fluídico operado à distância, a cura depende muito das condições psíquicas em que os doentes forem encontrados durante a recepção dos fluidos. Os Espíritos terapeutas enfrentam sérias dificuldades no serviço de socorro aos pacientes cujos nomes estão inscritos nas listas dos centros espíritas, pois além das dificuldades técnicas resultantes de certo desequilíbrio mental do ambiente onde eles atuam, outros empecilhos os aguardam, em virtude do estado psíquico dos próprios doentes.

Às vezes, o enfermo tem a mente saturada de fluidos sombrios, em face de conversas maledicentes, in¬trigas, calúnias e fofocas. Em outros casos, lá está ele em excitação nervosa por causa de alguma violenta discussão política ou desportiva, bem como é encontrado envolto na fumarada intoxicante do cigarro ou na bebericagem de um alcoólatra. Outras vezes, os fluidos irradiados das sessões espíritas penetram nos lares enfermos, mas encontram o ambiente carregado de fluidos agressivos, provenientes de discussões ocorridas entre seus familiares. É evidente que os desencarnados têm pouco êxito em sua tarefa abnegada de socorrerem os enfermos quando estes vibram recalques de ódio, vingança, luxúria, cobiça ou quaisquer outros sentimentos negativos.

Cirurgias durante o sono

As operações cirúrgicas realizadas no perispírito durante o sono só atingem a causa mórbida no tecido etérico deste, porém, depois de algum tempo, começam a desaparecer seus efeitos mórbidos na carne, pelo mesmo fenômeno de repercussão vibratória. Neste caso, como os enfermos operados ignoram o que lhes aconteceu durante o sono ou mesmo em momento de vigília e repouso, opõem dúvidas quanto a essa possibilidade.

Uma vez que esses doentes, ten¬do sido operados no perispírito, não comprovam de imediato qualquer alteração benéfica em seu corpo físico, geralmente supõem terem sido vítimas de uma fraude ou um completo fracasso quanto à intervenção feita. Acontece que a transferência reflexa das reações produzidas por essas operações se processa muito lentamente, levando semanas ou até meses para manifestarem seus efeitos benéficos no organismo. Além disso, há casos em que o enfermo recebe assistência de seus guias espirituais devido à circunstância de emergência, que não altera o determinismo de seu resgate kármico.

Toda cura se dá pela ação fluídica, já que o Espírito age através dos fluidos. Tanto o perispírito como o corpo físico são de natureza fluídica, embora em diferentes estados, ha¬vendo relação entre eles. O agente da cura pode ser encarnado ou desencarnado e nela podem ser utiliza¬dos ou não processos como passes, água fluidificada e outros, além da intervenção no perispírito ou no corpo.

Na cura por efeitos físicos, a alteração orgânica no corpo físico é imediatamente visível ou passível de constatação pelos sentidos ou aparelhamentos materiais.

Na ação fluídica sobre o perispírito, a cura será avaliada depois, pelos efeitos posteriores no corpo físico. Agindo através dos centros anímicos, órgãos de ligação com o perispírito, atinge-se este, que tam¬bém se beneficia ao se purificar pela aceleração vibratória, tornando-se, assim, incompatível com as de mais baixo padrão.

É desta forma que se operam as curas de perturbações espirituais, na parte que se refere ao perturbado propriamente dito. Sabemos que a maior parte das moléstias de fundo grave e permanente não podem ser curadas porque representam resgates kármicos em desenvolvimento, salvo quando há permissão do Alto para curá-las. Entretanto, há benefícios para o doente em todos os casos, porque se conseguirá, no mínimo, uma atenuação do sofrimento.

A cura na mão de todos

A faculdade de curar pela influência fluídica é muito comum e pode se desenvolver por exercício. Todos nós, estando saudáveis e equilibrados, podemos beneficiar os doentes com passes, irradiações, água fluidificada etc. Aprendendo e exercitando, desenvolvemos nosso potencial de ação sobre os fluidos.

O poder curativo está na razão direta da pureza dos fluidos produzidos, como qualidades morais ou pureza de intenções, da energia da vontade, quando o desejo ardente de ajudar provoca maior força de penetração, e da ação do pensamento, dirigindo os fluidos em sua aplicação.

A mediunidade, porém, é bem mais rara, espontânea e se caracteriza pela energia e instantaneidade da ação. O médium de cura age pelo simples contato, pela imposição das mãos, pelo olhar, por um gesto, mesmo sem o uso de qualquer medicamento. No evangelho, existem numerosos relatos onde Jesus ou seus seguidores curam por ação fluídica, alguns deles examinados por Allan Kardec no livro A Gênese, capítulo XV.

Condições fundamentais para a cura

É lícito buscar a cura, mas não se pode exigi-la, pois ela dependerá da atração e fixação dos fluidos curadores por parte daqueles que devem recebê-los. A cura se processa conforme nossa fé, merecimento ou necessidade. Quando uma pessoa tem merecimento, sua existência precisa continuar ou as tarefas a seu cargo exigem boa saúde, a cura poderá ocorrer em qualquer tempo e lugar, até mesmo sem intermediários (aparentemente, porque ajuda espiritual sempre haverá).

No entanto, às vezes, o bem do doente está em continuar sofrendo aquela dor ou limitação, que o reajusta e equilibra espiritualmente, o que nos faz pensar que nossa prece não foi ouvida.

Para tanto, vejamos o que diz Emmanuel no livro Seara dos Médiuns, no capítulo “Oração e Cura”: “Lembremo-nos de que lesões e chagas, frustrações e defeitos em nossa forma externa são remédios da alma que nós mesmos pedimos à farmácia de Deus. A cura só se dará em caráter duradouro se corrigirmos nossas atuais condições materiais e espirituais. A verdadeira saúde e equilíbrio vêm da paz que em Espírito soubermos manter onde, quando, como e com quem estivermos. Empenhemo-nos em curar males físicos, se possível, mas lembremos que o Espiritismo cura, sobretudo as moléstias morais”.

De uma maneira primorosa, Allan Kardec nos situa sobre o assunto: “A cura se opera mediante a substituição de uma molécula mal sã por uma molécula sã. O poder curativo está, pois, na razão direta da pureza da substância inoculada, mas depende também da energia da vontade, que, quanto maior for, mais abundante emissão fluídica provocará e tanto maior for, mais abundante emissão fluídica provocará e tanto maior força de penetração dará ao fluido. Depende ainda das intenções daquele que deseje realizar a cura, seja homem ou Espírito”.

Daí então se depreende que são quatro as condições fundamentais das quais depende o êxito de cura: o poder curativo do fluido magnético animalizado do próprio médium, a vontade do médium na doação de sua força, a influenciação dos Espíritos para dirigir e aumentar a força do homem e as intenções, méritos e fé daqueles que deseja se curar.

(Por Edvaldo Kulcheski)


AS CURAS ESPIRITUAIS E A MEDICINA

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A principal finalidade do Espiritismo (nota do autor: e da Umbanda) é “curar” o Espírito e não as doenças do corpo. Embora coopere nesse setor de ordem humana sem alarde, seu objetivo relevante é ensinar, orientar o Espírito no sentido de se libertar de seus recalques ou instintos inferiores até alcançar a “saúde moral” da angelitude.

Por conseguinte, a doutrina não pretende competir deliberadamente com a medicina do mundo, conforme pressupõem alguns médiuns e neófitos espíritas. Se esse objetivo fosse o essencial, então os mentores que orientaram Allan Kardec na codificação da doutrina espírita certa¬mente teriam indicado todos os re¬cursos e métodos técnicos que assegurassem aos médiuns o êxito terapêutico no combate às doenças que afetam a humanidade.

Os Espíritos inspiram e cooperam nas atividades terapêuticas através dos médiuns, mas sem qualquer intenção de enfraquecer a nobre profissão dos médicos, cujos direitos acadêmicos devem prevalecer acima da atuação dos leigos.

Embora os Espíritos benfeitores auxiliem os médicos dignos e piedosos que se devotam a curar o ser humano por meio da intuição, deve-se considerar que os profissionais da medicina também constituem uma legião de missionários dos mais úteis à humanidade. Mesmo porque, além de suas funções comuns, tais cientistas ainda se dedicam a pesquisar elementos terapêuticos que vençam as moléstias rebeldes, de conseqüências fatais. Fica claro, assim, porque ao Espiritismo não é destinado a concorrer com os médicos terrenos e nem tem a pretensão de se sobrepor à sua capacidade profissional.

As curas obtidas por meio da mediunidade têm como objetivo principal chamar a atenção do enfermo. O alívio, o reajuste físico ou as curas conseguidas sacodem o ateísmo do doente, despertando nele o entendimento para os ensinamentos da vida espiritual.

Espiritismo: Hospital de alma

Os espíritas aceitam, sem laivos de dúvidas, que, além de escola na qual se aprende o mecanismo da vida desvendado pela codificação kardequiana, o centro espírita é também um hospital, onde “as feridas do sentimento encontram medicação e todas as inquietudes recebem repouso”.

Quando transformados em hospitais de almas, os centros ministram passes, oferecem água fluidificada, favorecem a desobsessão, abrem canais de ajuda espiritual por meio da força da prece e do esclarecimento, revigoram a esperança através da veiculação das promessas de Jesus e tornam a fé inabalável, com os alicerces racionais que o Espiritismo outorga a quem deseja a reconstrução de uma nova vida.

Deve-se lembrar que a Doutrina Espírita não veio competir com a ciência. “Não devemos trazer para o Espiritismo o que pertence aos outros ramos do conhecimento. A missão de curar é do médico. O Espiritismo não veio competir com a ciência médica. Não devemos pretender transformar a casa espírita em nosso consultório médico”.

Esta recomendação nos conduz a concluir que o Centro Espírita é um hospital para a alma e não para o corpo. A cura deste poderá vir por conseqüência, pois não desconhecemos as origens das doenças que nos afligem. Se a finalidade do hospital é curar o doente, então, quando isto acontece, ele alcançou o seu fim, o paciente recebe alta e vai embora, agradecendo a Deus por não ser preciso continuar ali. No entanto, tal fato não deve acontecer em um centro espírita.

A função do Espiritismo é esclarecer. A cura do mal físico ou espiritual deve oferecer ao paciente os motivos e as condições para que permaneça na casa, buscando entender as razões pelas quais a doença o trouxe até ali e o porquê da cura.

Nesta linha de raciocínio, compete aos espíritas compreender a missão verdadeira da doutrina e a função real do Templo. Aquela é chamada com propriedade de “consoladora”, destinada à reforma intima do homem, enquanto que devemos dar ao centro o epíteto de “célula moderna do cristianismo”, com a tarefa de interpretar a essência dos ensinamentos evangélicos à luz do Espiritismo e divulgá-los ao mundo inteiro, viabilizando a implantação do reino de amor e fraternidade.

Quando Jesus curava os doentes que iam ao seu encontro, seu objetivo era curar os corpos para, indiretamente, despertar ou curar as almas. E a mediunidade de cura também possui essa finalidade. Muitos médicos, embora inconscientes do fenômeno, agem também como médiuns. A mediunidade de cura, em sua profundidade, é uma cooperação do objetivo crístico condiciona¬da à evangelização do homem.

Nosso intuito é esclarecer quanto ao lamentável equivoco de mui¬tos adeptos espíritas, que confundem a finalidade precípua do Espiritismo, que é a de “curar o Espírito enfermo”, com o estabelecimento de uma única organização mundial de assistência médica, de caráter espírita, destinada a cuidar essencialmente da saúde do corpo dos habitantes da Terra. Infelizmente, certas criaturas mercenárias ainda usam sua faculdade mediúnica para negócios escusos, aliando a prática da caridade na seara espírita com a remuneração fácil da moeda do mundo!

Intromissão na medicina

Muitos médicos alegam que a cura espiritual é uma intromissão desleal que afeta sua esfera profissional. No entanto, uma vez que a medicina acadêmica ainda não consegue curar todas as enfermidades do corpo físico e se mostra incapacitada para solucionar as doenças psíquicas de origem obsessiva, é evidente que os médicos não podem censurar os esforços das curas mediúnicas, que tentam suprir as próprias deficiências médicas no tratamento das moléstias espirituais.

A medicina oficial, malgrado o seu protesto à intrusão do médium ou do curandeiro em sua área profissional, fracassa diante dos casos de obsessões, quando pretende tratá-los de modo diferente da técnica tradicional adotada pelos espíritas. Nem o médico ou o médium lograrão qualquer sucesso junto aos enfermos se eles, em virtude do cumprimento inapelável da Lei do Carma, já estiverem condenados a abandonar o corpo físico na cova terrena.

O médico ou o médium transformam-se em instrumentos abençoa¬dos quando, junto aos enfermos, preocupam-se mais em aliviá-los de sua dor do que auferir qualquer vantagem material. Em conseqüência, o médico também pode desempenhar as funções de médium e atender às intenções dos Espíritos benfeitores caso seja uma criatura afetiva e sensível, mais um sacerdote do que um homem de negócios.

Despertar para o lado espiritual

As curas espirituais têm a finalidade de despertar e atrair para o Espiritismo aqueles que ainda se encontram com sua mente distante de entender o lado espiritual. As curas incomuns chamam a atenção dos homens ateus, dos médicos ortodoxos, dos religiosos dogmáticos e até dos indiferentes para a doutrina espírita, os quais, depois de abalados em sua velha atitude mental, não podem deixar de respeitar e mesmo se interessar pelos ensinamentos valiosos da vida imortal.

Muitas pessoas, depois de exaustas com sua “via-crucis” pelos consultórios médicos, hospitais cirúrgicos ou pelas estações terapêuticas, já decepcionadas e descrentes das chapas radiográficas, dos eletrocardiogramas, das radioterapias, dos encefalogramas ou mutiladas por cirurgias, aceitam incondicionalmente os princípios morais e espirituais da doutrina depois de serem curadas extraordinariamente pela água fluidificada, pelos passes mediúnicos ou medicamentos receitados pelos Espíritos desencarnados.

Embora o Espiritismo não seja um movimento com o intuito de competir com a medicina oficial, ele corresponde a promessa abençoada do Cristo de enviar o consolador, no momento oportuno, para curar os enfermos de Espírito. Apesar de nem todos os familiares dos doentes beneficiados simpatizarem inicialmente com os preceitos espíritas, muitas vezes os mais sensíveis acabam aceitando a tese da reencarnação e a ação cármica da Lei de Causa e Efeito, que rege os destinos da alma em prova educativa na matéria.

Eis os motivos pelos quais os mentores espirituais ainda endossam o receituário mediúnico sob o patrocínio do Espiritismo, apesar das receitas inócuas, esdrúxulas ou completamente anímicas que são produtos da precipitação, da ignorância ou do puro animismo dos incipientes. O bem espiritual, conseguido no serviço benfeitor do receituário mediúnico sob a égide espírita, supera satisfatoriamente os equívocos e as imprudências de uma mediunidade de urgência, mais preocupada com a cura do corpo físico do que com a saúde do Espírito imortal.

Na realidade, os homens ainda não fazem jus à saúde física em absoluto, ante o desvio psíquico que exercem sobre si mesmos no trato das paixões e dos vícios perniciosos que perturbam a textura delicada do perispírito.

As pessoas de melhor graduação espiritual ou que se encontram no fim de suas provas cármicas dolorosas, em virtude de sofrimentos ou vicissitudes morais já sofridas nas vidas anteriores, realmente são eletivas e beneficiadas pela homeopatia, irradiações fluídicas, passes mediúnicos ou água fluidificada, dispensando a medicina crucificante das reações tóxicas. Aí está a razão de tanta decepção e variedade quanto ao êxito do tratamento do ser humano na Terra, pois a terapêutica salvadora de determinada criatura é completamente inócua quando aplicada em outro enfermo nas mesmas condições físicas.

(Edvaldo Kulcheski)


REMÉDIOS ESPIRITUAIS

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Por meio da fluidoterapia, o médium tem os elementos necessários para agir nas doenças perispirituais, causadoras de algumas doenças físicas

Os remédios espirituais são elementos que atuam diretamente sobre as manchas perispirituais, onde se encontram os focos das doenças. As manchas perispirituais são provocadas por fluidos impuros assimilados pelo organismo ou que se produziram nele, causados por pensamentos e sentimentos afins, gerando focos que se instalam no perispírito e formam doenças ou pioram as enfermidades cármicas.

O remédio material cura o corpo e não o perispírito. Desta forma, se a doença tem sua origem no perispírito, a cura será apenas momentânea. Enquanto persistir a mancha de fluidos impuros, a doença sempre se manifestará, de uma forma ou de outra. Já o remédio espiritual se dirige especialmente ao perispírito, pois se este está curado, necessariamente o corpo material também estará. Ou seja: um corpo espiritual saudável é igual a um corpo material saudável, enquanto que um corpo espiritual doente é igual a um corpo material doente.

Os remédios espirituais consistem em fluidos, que são ministrados aos doentes por meio do passe, da prece, da irradiação e da água fluidificada. O passe é uma transfusão de fluidos, a irradiação é uma transmissão mental de fluidos à distância e a água fluidificada é uma água comum fortemente impregnada com fluidos. Na prece, ocorre uma concentração fluídica.

Os doentes incuráveis encontrarão alivio e resignação para a prova ou expiação que estão enfrentando por meio da calma interior que passarão a desfrutar. Alguns deles precisam de uma reencarnação dolorosa, a fim de que as manchas cármicas possam ser curadas.

O ambiente familiar fica impregnado pelos resíduos de pensamentos emitidos pelos moradores, os quais podem ser bons e maus. Além disso, vivemos assistidos por entidades atraídas pela lei de afinidade. Assim, as entidades que trazem perturbações no ambiente podem ser retiradas através da mudança vibratória, conseguida por meio de pensamentos bons, leituras sadias, compreensão, entendimento, tolerância entre os familiares etc. Um método eficaz de melhorar o ambiente familiar é a prática do Evangelho no Lar.

Vivendo na atmosfera psíquica criada

Estamos mergulhados em uma atmosfera fluídica da qual absorvemos energias automaticamente, as quais metabolizamos e damos características particulares, conforme nossos pensamentos e sentimentos.

Sendo assim, existem variadas categorias de fluidos, pois cada uma serve como vestimenta dos sentimentos, pensamentos e ações de cada um de nós. Portanto, vivemos na atmosfera psíquica que criamos. Todavia, é preciso salientar que não vivemos isolados, mas que agimos e reagimos uns sobre os outros. Essa ação, porém, se subordina à lei de afinidade, segundo a qual os semelhantes se atraem e os contrários se repudiam.

Cada um de nós é um dínamo-psiquismo emissor e perceptor permanente. Assim, não apenas recebemos influências dos outros, mas mantemos sobre eles nossas influenciações. Como absorvemos automática e involuntariamente as energias que estão à nossa volta, temos que aprender a aceitar as que nos fazem bem e repelir as que nos fazem mal. Para isso, temos que perceber os tipos de energia que estão ao nosso redor. Entre perceber e absorver existe uma diferença muito grande e é esta diferença que nos possibilita ter o controle de nossa harmonia fluídica. Perceber é sentir o tipo de vibração à nossa volta, enquanto que absorver não é apenas perceber, mas atrair para si a corrente fluídica.

Devemos sempre avaliar as vibrações com as quais nos sintonizamos, absorvendo-as quando positivas e rechaçando-as quando negativas. Esse rechaçamento se faz de maneira automática ou voluntária, lembrando-se que forças contrárias se repelem e forças afins se atraem e se somam.

Quando estamos impregnados de fluidos perniciosos, estes neutralizam a ação dos fluidos salutares. Então, são desses fluidos maus que nos importa ficarmos livres. Um fluido mau não pode ser eliminado por outro igualmente mau, é preciso expelir um fluido mau com o auxílio de um fluido melhor. A fluidoterapia, como o próprio nome indica, é o tratamento feito com fluidos, ou seja, através da prece, do passe, da irradiação e da água fluidificada.

A prece

A prece é uma manifestação da alma em busca da presença divina e deve ser despida de todo e qualquer formalismo, pois se trata de uma conversa com Deus ou seus prepostos. Ela terá mais eficácia se partir de uma criatura de bons sentimentos.

É necessário que nos despojemos da ignorância e da perturbação que o mal engendra em nós para descobrirmos que, pela prece, conseguiremos muita coisa para o benefício espiritual próprio e de nossos semelhantes, que acionaremos com naturalidade o mecanismo do auxilio que ela nos propicia.

Por depender fundamentalmente da sinceridade e da elevação com que é feita, devemos encarar a prece como uma manifestação espontânea e pura da alma, não apenas como uma repetição formal de termos alinhados convencionalmente, de peditório interminável ou de fórmula mágica para afastar o sofrimento e o problema que nos atinge.

O passe

O passe é uma transfusão de energias espirituais e vitais, isto é, a passagem de energias de um indivíduo para o outro. A transfusão se dá através da imposição das mãos sobre a cabeça do paciente, sem a necessidade de tocar o corpo, pois a força energética se projeta de uma aura para outra, estabelecendo uma verdadeira ponte de ligação. O fluxo energético se mantém e se projeta pela vontade do médium passista, como também de entidades espirituais que auxiliam na composição dos fluidos necessários ao paciente.

A aplicação do passe é um ato de amor em sua expressão mais sublimada. É uma doação ao paciente daquilo que o médium passista tem de melhor, enriquecido com os fluidos dos Espíritos benfeitores, o que forma uma única vontade e expressa o mesmo sentimento de amor. Por isso, ele traz benefício imediato. O doente, sentindo-se aliviado mesmo por alguns momentos, terá condições de lutar na parte que lhe compete no tratamento. Aos poucos, a constância da aplicação da fluidoterapia propiciará ao enfermo as energias de que carece e o alivio que tanto busca.

A atividade de passes é um serviço de conjunto. Os fluidos vitais dos médiuns se associam aos flui¬dos espirituais, beneficiando as criaturas em nível material, emocional e espiritual. Porém, é importante lembrarmos que é a disposição psíquica de quem recebe o passe que garantirá uma maior ou menor assimilação das energias. À vontade e a disciplina mental são à base do fenômeno de transfusão e absorção de energias.

Quando a pessoa que vai receber o passe está no clima de meditação e de prece, permite um afrouxamento dos laços vitais que unem o Espírito ao corpo.

Em conseqüência disso, experimenta a expansibilidade do perispírito ou corpo espiritual, que se utiliza da inerente propriedade de absorção para assimilar os fluidos, como uma esponja em contato com um liquido qualquer. Como o perispírito está unido ao corpo físico, essas energias também alcançam a roupagem orgânica, propiciando-lhe um grande alívio.

A absorção dos fluidos ocorre particularmente através dos centros vitais ou centros de força, onde a ligação do perispírito ao corpo acontece de uma forma mais intensa e completa.

Irradiação

Na irradiação, transmitimos a carga de força vital que dispomos para doar ao paciente através do mecanismo da força mental. A irradiação se faz à distância, projetando nosso pensamento e sentimento em favor de alguém, movimentando as forças psíquicas através da vontade.

A pessoa que irradia fluidos deve cultivar bons sentimentos, pensa¬mentos e atos. Isto vai formar uma atmosfera espiritual positiva, criando uma tonalidade vibratória e uma quantidade de fluidos agradáveis e salutares, que poderão ser dirigidos para outras pessoas através da vontade. A pessoa deve focalizar mentalmente o paciente para quem vai fazer a irradiação e transmitir para ele aquilo que deseja, como paz, conforto, coragem, saúde, equilíbrio, paciência etc.

Todas as nossas ações e atitudes refletem nossas disposições mentais e emocionais. Quando escrevemos, não apenas alinhamos no papel nossas idéias, mas grafamos também nossas disposições íntimas. Isto significa que podemos escrever com a luz dos sentimentos nobres ou com as tintas escuras do negativismo. Portanto, quando escrevermos os nomes de irmãos que necessitam de ajuda, que façamos isto movidos pelo desejo sincero de auxiliar e socorrer e não apenas com o propósito de se libertar do dever de orar em beneficio do semelhante.

Água fluidificada

A água é um condutor fluídico por excelência, refletindo o teor e as vibrações normais daqueles que dela se servem para todos os fins. A própria ciência terrestre reconhece que a água é um excelente condutor de energias. Sua simbologia está presente em quase todas as iniciações religiosas, com o significado de limpar o homem da capa de seus pecados e torná-lo um novo ser.

Um dos corpos mais simples e receptivos da Terra, a água é como uma base pura, na qual a medicação espiritual pode ser impressa através de recursos substanciais de assistência ao corpo e à alma. O processo é invisível aos olhos mortais, por isso, a confiança e a fé do paciente são essenciais para os bons efeitos do tratamento.

Atualmente, estamos mais livres de atos ou gestos ritualísticos, pois conhecemos mais as propriedades efetivas da água, muitas das quais já comprovadas em laboratório. A água fluidificada expande os átomos físicos, ocasionando a entrada de átomos espirituais ainda desconhecidos e que servem para auxiliar em nos-sa cura. Essa noção racional é que permitiu sua utilização nos templos do Espiritismo como um meio condutor de energias de saúde e harmonia orgânica.

Mas como a água pode ser fluidificada? Recebendo-a para fluidificar, basta ao médium colocá-la na câmara de passes e os Espíritos magnetizadores, utilizando-se dos recursos dos próprios médiuns passistas e da natureza vegetal e fluídica, vão imprimir nela combinações medicamentosas para aliviar e até curar enfermidades. No entanto, havendo um médium dotado com o dom da cura no grupo, ele também poderá fluidificar a água, bastando direcionar suas mãos em direção ao recipiente e projetar os próprios fluidos ou, melhor ainda, captar pela prece os fluidos espirituais e projetá-los sobre a água.

Não é necessário abrir os recipientes para fluidificação, já que, para as energias radiantes, a matéria não representa obstáculo e, portanto, os fluidos salutares manipulados pelos Espíritos podem atravessá-la com facilidade. Lembremo-nos que a ciência terrestre já demonstrou que a matéria compacta é a junção de diversas moléculas e entre essas existe sempre um espaço, embora invisível aos olhos humanos. Se os Espíritos podem agir na intimidade de corpos físicos, impregnando seus órgãos com os fluidos e estabelecendo o equilíbrio orgânico, o que os impediria de agir em uma pequena garrafa lacrada por uma tampa de cortiça ou material plástico?

Todos os recipientes colocados para fluidificação recebem os eflúvios balsâmicos e revigorantes, que atuarão como um tônico reconstituinte nas organizações somáticas dos que fizerem uso da água. Quando for destinada a um determinado enfermo, é jus¬to que dela só se sirva a pessoa indicada, a fim de que os Espíritos magnetizadores possam combiná-la ao caso particular em tratamento.

Quando não houver um motivo especial, seu uso poderá ser generalizado entre todos os familiares, sem qualquer tipo de inconveniência.

Atendimento fraterno

O atendimento fraterno consiste em receber fraternalmente a pessoa que busca o centro espírita, proporcionando-lhe oportunidade de expor livremente suas dificuldades em caráter privativo. O que denominamos como atendimento fraterno nada mais é do que um verdadeiro gabinete de análises psico-espirituais para auxiliar as criaturas.

Quase todos que buscam orientação amiga desejam, antes de tudo, falar de suas lutas e aflições, desabafar com alguém. Por isso mesmo, muitas vezes a tarefa do médium que está nesta atividade é ofertar atenção e carinho, ouvindo os dramas humanos. Muitas pessoas, ao narrarem seus conflitos existenciais, realizam uma catarse que, em psicanálise, significa uma “técnica psicoterápica através da exteriorização verbal e emocional dos conflitos”, daí a sensação de bem-estar que elas sentem após a entrevista. Não podemos esquecer que, durante a conversa, a assistência espiritual é muito efetiva.

O orientador fraterno, após ouvir atentamente à pessoa que está sendo atendida, deverá orientar e transmitir os estímulos que ela está precisando, podendo até, conforme o caso, oferecer-lhe ligeiras noções doutrinárias para a compreensão de seus problemas. Ele deve ser simples e objetivo ao falar, lembrando-se do exemplo de Jesus, que, com poucas palavras bem colocadas, trazia ensinamentos profundos. Não se deve querer fazer um resumo de toda a codificação espírita em poucos minutos, nem falar de tudo o que está contido no evangelho. O remédio se dá em doses, tomá-lo todo de uma vez pode matar. Pense nisto!

O Evangelho no Lar deve ser uma pratica adotada como regra salutar e higienizadora do ambiente familiar, porque é ali, no seio da família, que se encontra “o cadinho redentor das almas endividadas”, como diz Emmanuel. É um momento de confraternização entre os familiares e os Espíritos afins sob a bandeira do Cris-to, sendo uma atividade muito importante para melhorar o clima espiritual dentro de casa.

Dificuldade na cura das doenças

Ao estar doente, a pessoa deve, acima de qualquer medicação, aprender a orar, entender, auxiliar e preparar o coração para a mudança. As doenças físicas são as que causam menos sofrimentos e que apresentam mais facilidade para se obter a cura.

Já as enfermidades morais são as mais graves, causam os maiores sofrimentos e são as mais difíceis e demoradas de curar, porque elas precisam ser resolvidas de dentro para fora, ou seja, deve-se primeiro curar a causa que está no Espírito.

O ensinamento de Jesus em relação às curas se resume em duas afirmações: “A tua fé te curou”, ou seja, você acreditou e mudou, eliminou a causa, e “Vai e não peques mais”, isto é, agora não repita os erros que te levaram à doença. Desta forma, é indispensável que o paciente, por sua parte, faça o necessário para destruir em si mesmo a causa da atração de maus fluidos.

Que gênio milagroso doará o equilíbrio orgânico se a pessoa não sabe calar nem desculpar, não ajuda nem compreende, não se humilha e nem procura harmonia com os outros? A moralização é condição essencial para se libertar das aflições, porque, se nada fizer para eliminar a causa de seus males, não haverá tratamento que cure. É a própria pessoa que tem de fazer sua parte, dedicando-se com vontade à sua reforma moral.

(Por Edvaldo Kulcheski)


A IMPORTÂNCIA DOS BONS SENTIMENTOS PARA A SAÚDE

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Existem relações entre o corpo e a alma e diz que, por se acharem em dependência mútua, importa que se cuide de ambos.

“Amai, pois, a vossa alma, porém, cuidai igualmente do vosso corpo, instrumento daquela. Desatender as necessidades que a própria Natureza indica, é desatender a Lei de Deus” (Evangelho – Sede Perfeitos Cap. XVII).

Pesquisas científicas

Reportagem publicada no Jornal Gazeta do Povo, de Curitiba, em 25/05/1999 sob o título “Pesquisa revela que o perdão faz bem para a saúde”, diz o seguinte: Pesquisadores do Hope College, em Michigan, garantem que perdoar as ofensas é uma forma de manter a saúde. Eles compararam os batimentos cardíacos, taxa de suor e outras reações de pessoas que expostas a sofrimento ou raiva que conseguiram ou não perdoar e chegaram a esta conclusão. O perdão pode ser até mesmo crucial para a sobrevivência das espécies. “Em um sistema cooperativo, é possível que seu maior rival hoje seja alguém de quem você precisará amanhã”, diz Frans De Waal, da Universidade Emory.

Outra pesquisa que circula nos meios de comunicação sob o título “Ciência revela os benefícios do perdão”, diz o seguinte: Um estudo feito pela Universidade do Tennessee mostrou que, entre outras coisas, perdoar faz bem à saúde. O universo da pesquisa envolveu estudantes que haviam sofrido algum tipo de traição. Os que superaram o problema e perdoaram apresentaram maior equilíbrio na pressão arterial do que os que guardavam mágoas e rancores.

Até há pouco tempo, falar de amar a si mesmo cabia de forma exclusiva aos religiosos, no entanto, na atualidade, amar-se tem se tornado uma medida de bom senso. Pessoas não religiosas têm descoberto que amar a si e ao próximo é terapêutico.

Mágoa, no sentido figurado significa tristeza, desgosto, pesar, amargura. Assim como após um trauma físico que gera uma “marca roxa” no corpo, após uma ofensa, pode ficar uma “marca mental” de tristeza e pesar, que é a mágoa. O ressentimento alimenta sentimentos passados, preservando a mágoa.

O Dr. Fred Luskin, diretor do projeto perdão, da Universidade de Stanford, em seu livro “O poder do perdão”, afirma que carregar a bagagem da amargura é muito tóxico. Nos estudos que realizou com voluntários, constatou que a ação de perdoar lhes melhorou os níveis de energia, de humor, a qualidade do sono e a vitalidade física geral. Nas ocasiões em que passamos uma tensão em virtude de uma discussão, um susto, um acidente, o corpo libera os hormônios do estresse – adrenalina e cortisol – acelerando o coração, a respiração e fazendo a mente disparar.

Ao mesmo tempo, a liberação de açúcar estimula os músculos e os fatores de coagulação aumentam no sangue. Se isso for breve é inofensivo, contudo, a raiva e o ressentimento que não têm fim, transformam em toxinas os hormônios que deveriam nos salvar.

O efeito depressor do cortisol e da adrenalina no sistema imunológico está relacionado a doenças graves. Eles esgotam o cérebro, causando atrofia celular e perda de memória. Ainda mais, provocam doenças cardíacas por elevar a pressão sangüínea, os níveis de açúcar no sangue, enrijecendo as artérias. É aí que entra os bons sentimentos, que parecem interromper a circulação desses hormônios.

O bem estar emocional e espiritual ajuda o corpo a produzir hormônios, anticorpos e vacinas naturais que reforçam o sistema imunológico, combatem a doença e promovem a saúde. Guardar ressentimento prejudica a saúde, sendo a maior causa de depressão, problemas cardíacos, respiratórios, digestivos, pressão alta, artrite, cálculos renais e até câncer.

Com a inteligência e a capacidade de raciocinar, pensar, o homem passou a decidir (livre-arbítrio) de forma mais lúcida e plena os caminhos que deveria seguir para sustentar-se na vida. Essa capacidade fê-lo imergir nos excessos de toda a ordem, como primeira experimentação das sensações novas. Entre os animais todas as sensações presentes nos homens dormitam em estados menos intensos, ou menos abrangentes. No homem, ao contrário, as sensações derivadas do sentimento de orgulho que surge após a conscientização do seu Eu, extrapola os limites do necessário à sobrevivência avançando rumo aos terrenos alheios de modo a dificultar suas convivências, se mantidos nos patamares originais.

Segundo o Espírito Hammed, no livro “Renovando Atitudes”, capítulo 43, diz: “ ... Não podemos separar a natureza de nós mesmos, pois também somos natureza, já que pertencemos aos mesmos departamentos da vida. Um animal luta pelo seu território físico determinado por limites físicos, naturais, objetivos; e, de regra, respeita o território do outro, atendendo a Lei do Determinismo. Todas as suas ações são pautadas na necessidade de sobrevivência física. Em razão disso, tudo o que constitui ameaça à esta sobrevivência física é por ele combatido.

Em comparação direta, o Ser Humano luta pelo seu território egóico, cujo limite torna-se imprevisível. Todas as suas ações são pautadas na necessidade de sobrevivência mental. Em razão disso, tudo o que constituiu ameaça à esta sobrevivência do Ego é por ele combatida. Sentir medo ou raiva, quando houver necessidades autênticas, seja para transpor algum obstáculo, seja para vencer barreiras naturais, é perfeitamente compreensível, porque a energia da raiva é um importante “fator de defesa”, e o medo é um prudente mediador em “situações perigosas” Destruição e construção, isto é, raiva e prazer, são os grandes impulsos de onde derivam todos os demais. A exaltação, irritação, melindre, raiva, ódio, violência ou crueldade fazem parte da mesma família desse impulso natural, bem como coragem, persistência, determinação, audácia, valentia. Na contenção da raiva no adulto, notamos o escoamento do instinto para outros órgãos do corpo físico, surgindo assim a somatização com o aparecimento neles dos primeiros sinais de doença, pois é para lá que a energia reprimida se transferiu e se localizou. Esse impulso natural (raiva) possibilita à nossa mente uma maior oportunidade de elaboração, percepção e raciocínio, deixando-nos alertas para enfrentar e sustentar as mais diversas dificuldades. Podemos sentir essas mesmas emoções, em níveis diversos de intensidade, de conformidade com o nosso grau de evolução, conceituando esse ímpeto com nomenclaturas diversificadas. Sua importância positiva: ativa nossos desejos de realização, impulsiona ações determinantes para rompermos a timidez e constrangimentos; encoraja a nossa inserção no meio social, estimula-nos à defesa-fuga diante de situações de risco. Na Natureza tudo foi criado com um objetivo e função, porque nada do que está em nós está errado.

Emmanuel, no livro, Caminho, Verdade e Vida - item 173, diz: “Os melindres pessoais, as falsas necessidades, os preconceitos cristalizados, operam muita vez a cegueira do espírito. Procedem daí imensos desastres para todos os que guardam a intenção de bem fazer, dando ouvidos, porém, ao personalismo inferior”. O melindre é baixo limiar à contrariedade. Segundo o Espírito da benfeitora Ermance Dufaux – livro “Laços de Afeto” pág. 142: “As criaturas educadas emocionalmente têm sempre respostas adequadas ao teste do melindre. Reagir com equilíbrio, elaborar soluções criativas aos impasses e agir com espontâneo amor são respostas de quem é dotado de farta inteligência emotiva, lograda em refregas nas vivências do espírito que amadureceu para a vida, o melindre é a pobre resposta do sentimento agredido”.

No livro Sob a Luz do Espiritismo, Ramatis, no capítulo 7, “A Mente”, esclarece:

A Mente Instintiva é a Manifestação Cósmica mais elementar, e sua primeira atuação se dá no reino mineral, dando forma aos cristais. Do reino mineral, passa para o vegetal ordenando o crescimento em direção à luz ou à água, chamado “tropismo”, atuando nos processos de germinação e fecundação. No animal, rege o instinto de sobrevivência. Ensina as aves a construírem ninhos, aos animais a fugirem das tempestades, ao cão a nutrir-se de ervas curativas para indigestão ou reencontrar seu lar, depois de abandonados à quilômetros de distância. No homem, surge a razão ou o discernimento superior, que diferenciam o homem do animal irracional.

A Mente Instintiva é realmente a sede ou o lugar, na intimidade do homem, onde permanecem em estado latente as paixões, emoções, sensações, apetites, impulsos e instintos de natureza grosseira e violenta, porque são provindos da época de sua formação animal.

Cabe ao homem domar e disciplinar essas forças que herdou da “fase animal” e lhe fazem pressão interior.No entanto, as coisas do mundo instintivo não devem ser condenadas porque todas são úteis e boas em seu devido tempo e lugar. O mal provém de o homem usar, exageradamente, ou fora de tempo, as coisas já superadas da fase animal. Assim, a brutalidade, a malícia, a violência, a desforra, a astúcia, ou a voracidade, são um bem necessário à sobrevivência dos animais, mas um grande mal, quando usadas a serviço do homem, que já possui o discernimento superior do raciocínio. Daí, a curiosa identificação de alguns pecados com certos tipos de animais, pois, a traição é instinto do tigre, a perfídia é da cobra, o orgulho é do pavão, a glutonice é do porco, a crueldade é da hiena, o egoísmo é do chacal, a libidinosidade é do macaco, a fúria é do touro, a brutalidade é do elefante e a astúcia é da raposa. No homem, a Mente Instintiva transforma estas coisas necessárias para a sobrevivência em “tarefas modelos”. Por isso, o homem não precisa pensar para andar, respirar, digerir, crescer e nem para ativar as defesas orgânicas. Quando a Mente Espiritual principia a influir no homem, ele não demora a reconhecer em si que ainda é joguete dos impulsos animais, pois logo se arrepende de suas precipitações ou decisões egoístas, coléricas ou hostis. Jesus foi muito hábil, aconselhando o “Orai e Vigiai”, ou seja, “Clareai a vossa consciência e vigiai os instintos inferiores de vossa herança animal.”

O instinto de violência, por exemplo, pode ser graduado na forma de energia que, depois, alimenta uma arte ou um ideal digno; o orgulho disciplinado estimula o heroísmo, a vaidade controlada desenvolve o bom gosto para a limpeza e o capricho pessoal; a avareza esclarecida pode nortear o princípio de segurança econômica para o futuro e a astúcia, a serviço do intelecto, pode transformar-se em elevado instinto de precaução.”


Problemas biológicos ocasionados por sentimentos negativos

Ramatis, no livro “Fisiologia da Alma” nos descreve a influência do psiquismo nas moléstias orgânicas. Descreve o sistema nervoso vagossimpático (também chamado de sistema nervoso autônomo), como poderosa rede de neurônios sensibilíssimos, que se originam no hipotálamo e que se estendem desde o encéfalo por todas as vísceras e tecidos do corpo humano, até atingirem as extremidades dos dedos.

Dos centros nervosos partem dois tipos de cadeias nervosas distintas: as células nervosas simpáticas que enviam estímulos excitantes e as células nervosas parassimpáticas, ou Nervo Vago (X par craniano), que emite impulsos frenadores ou inibidores do organismo.O organismo deveria estar sempre em equilíbrio entre o estímulo ao trabalho pelo Simpático e o descanso pelo parassimpático.

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Figura Esquemática do Sist. Simpático e Sist. Parassimpático ( nervo X) e suas funções.


O Sistema Nervoso Autônomo (Simpático e Parassimpático) estende-se do Sistema Nervoso Central (Encéfalo) para o Sistema Nervoso Periférico, formando núcleos e gânglios ( agrupamento de neurônios com as mesmas funções). No caso do parassimpático os gânglios estão no tronco cerebral, dentro do encéfalo e na porção sacral da medula. E no caso do simpático os gânglios estão distribuídos em cadeias ganglionares em torno da coluna torácica e lombar.

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Fig. 2 Nervos cranianos


Ramatís explica que o corpo astral ou “corpo dos desejos”, muito conhecido pelos ocultistas e fiel tradutor das emoções do espírito para o corpo carnal, encontra-se apoiado nesse sistema nervoso vagossimpático, que ocupa e penetra os plexos nervosos. Em conseqüência, toda emoção, desejo ou sensação do espírito repercute imediatamente nos plexos nervosos. O plexo solar, também chamado de “segundo cérebro” ou “cérebro abdominal”, é a subestação nervosa mais importante do corpo humano, depois do cérebro. Quando a mente do espírito encarnado emite impactos violentos e agressivos, quer devido à sua irrascibilidade, ciúme, ódio ou medo, perturbam-se as funções dos órgãos, principalmente a digestão. A repercurssão altera a drenagem de bile pela vesícula biliar, altera os sucos gástricos, que são produzidos em excesso, altera-se a produção de enzimas pancreáticas, insulina, atividade hepática, perturbando todo o processo digestório. Há alteração do ritmo intestinal (movimentos peristálticos) abrindo terreno pouco a pouco para as doenças, como as úlceras, colites, atrofias, fístulas e hemorróidas. A mansuetude, o perdão, o amor, a ternura, a humildade, a paciência e a renúncia, ensinados por Jesus, não alteram a harmonia mental nem fustigam o perispírito, assim como não bombardeiam o sistema vagossimpático! A familiaridade cristã e o Culto Salvador do Evangelho dinamizam a energia nervosa e angelizam o psiquismo do homem, assim como a prece eleva o “quantum” vibratório de defesa da alma, finaliza Ramatis.

Os neurotransmissores intermediam as informações que trafegam pelo Sistema Nervoso Central e Periférico. Quando temos substâncias que trafegam pelo sangue levando informações e ordens de um órgão para outro, esta substância é chamada de hormônio. Muitas das substâncias produzidas pelo nosso organismo são neurotransmissores e também hormônios. Exemplo: cortisol, que será melhor explicado posteriormente.

Sabe-se que a tristeza causa aumento do hormônio adrenocorticotrófico ou ACTH (que é produzido no Hipotálamo), age na hipófise e nas supra-renais e aumentando o cortisol. O cortisol inibe o sistema imunitário, então a tristeza inibe a defesa do organismo.

Atualmente sabe-se que a depressão está relacionada a alterações nos níveis de neurotransmissores hormonais (principalmente serotonina, acetilcolina, dopamina, epinefrina e norepinefrina), este distúrbio hormonal leva o indivíduo a ter susceptibilidade para depressão. O depressivo normalmente apresenta atrofias em certas áreas do cérebro (particularmente no lobo pré-frontal) responsável pelo controle das emoções e produção de serotonina.

Hoje também já está demonstrado que as pessoas com ressentimentos, melindres, mágoas são mais vulneráveis a doenças graves, particularmente os tumores cancerosos.

O câncer nada mais é que células que passam a ter defeitos, que se multiplicam, criando um corpo estranho no organismo, um invasor letal. Normalmente, essas células são facilmente eliminadas pelos mecanismos imunológicos, tão logo surgem. Quando o ressentimento se prolonga, esses mecanismos são bloqueados e o câncer evolui. Apenas porque a pessoa não consegue ter bons sentimentos…

Ação de alguns hormônios que fazem bem para a nossa saúde

Ocitocina ou Oxitocina – Hormônio do Amor

Existem evidências rigorosamente científicas de que a generosidade, a cordialidade e o amor fraterno são fatores geradores de saúde e longevidade. Muitos estudos realizados em várias partes do mundo têm mostrado que indivíduos que desenvolvem tarefas altruístas, como voluntários em grupos religiosos ou ONGs preocupadas com o bem-estar dos mais necessitados, adoecem menos e vivem mais.

Pesquisas recentes têm mostrado a possibilidade de um hormônio, denominado oxitocina, ser o responsável pelos efeitos positivos das qualidades morais sobre a saúde humana.

A oxitocina é um hormônio produzido pelo hipotálamo. Até recentemente, se pensava que a oxitocina fosse um hormônio cuja única função fosse estimular as contrações do útero durante o parto e a liberação de leite durante a lactação. Recentemente descobriu-se que a oxitocina age influenciando várias funções orgânicas e psíquicas. Ela inibe dois sistemas importantes, o Sistema nervoso simpático (reduzindo a liberação de Noradrenalina e Adrenalina) e a produção de cortisol pelas glândulas supra-renais.

As conseqüências dessa inibição são:

• Dilatação dos vasos sangüíneos,

• Diminuição do trabalho cardíaco,

• Queda da pressão arterial,

• Relaxamento muscular,

• Diminuição da tensão e

• Sensação de bem-estar

Isso é tudo o que nós precisamos para viver mais e melhor.

A oxitocina definitivamente deixou de ser apenas um hormônio associado à lactação e parto. Suas funções pró-sociais já incluem a formação de laços afetivos entre mães e filhos e entre namorados, o que tem levado alguns pesquisadores a denominá-lo de HORMÔNIO DO AMOR.

Serotonina – Hormônio da Paz

Agir com serenidade, sabedoria, calma, indulgência, benevolência, promovem secreção de Serotonina. … enquanto que agir com ressentimento, raiva, rancor, repressão, resistências, facilitam a secreção de Cortisol, um hormônio corrosivo para as células, que deteriora a saúde e acelera o envelhecimento.

Condutas positivas geram atitudes de ânimo, amor, apreço, amizade, aproximação. As condutas negativas pelo contrário geram atitudes de desânimo, desespero, desolação, afastamento.

Viver emocionalmente de forma positiva, viveremos mais tempo e melhor, porque o “sangue bom” (muita serotonina e pouco cortisol) é a chave da vida saudável. Viver de forma negativa, pelo contrário, porque o “sangue ruim” (muito cortisol e pouca serotonina) deteriora a saúde, oportuniza as doenças e mais uma vez citando, acelera o envelhecimento.

Endorfina – Hormônio do Prazer

Endorfina é um neuro-transmissor e hormônio produzido na hipófise e liberado para o sangue juntamente com outros hormônios. Endorfina é produzida depois de uma atividade física e quando fazemos algo que nos dá prazer, regula a emoção e a percepção da dor, ajuda a relaxar e gera a sensação de bem estar. A endorfina é considerada um analgésico natural, reduzindo o estresse e a ansiedade, aliviando as tensões, euforia e bem-estar. É também chamada de “morfina interna” – endo: interno. A endorfina age inibindo a dor nas áreas cerebrais do sist. Simpático. Age na melhora da depressão e da ansiedade.

Efeitos da Endorfina no organismo:

• Melhora a memória;

• Melhora o estado de espírito (bom humor);

• Aumenta a resistência;

• Aumenta a disposição física e mental;

• Melhora o nosso sistema imunológico;

• Bloqueia as lesões dos vasos sangüíneos;

• Têm efeito antienvelhecimento;

• Alivia as dores.

O organismo produz Endorfina nas seguintes situações:

• Ao fazer exercícios físicos;

• Ao praticar hábitos saudáveis;

• Ao fazer o que nos dá prazer;

• Quando amamos ao próximo;

• Ao perdoar;

• Ao praticar a paciência;

• Ao dar e receber atenção;

• Ao fazer relaxamento;

Cortisol – Hormônio do Estresse

Quando sua ação é breve é inofensivo, contudo, sua ação prolongada prejudica o funcionamento do organismo físico. Cortisol é um hormônio secretado pelas glândulas adrenais (supra-renais). O cortisol é secretado quando o corpo entra em estresse. É um hormônio produzido normalmente no nosso organismo tendo um pico máximo de produção pela manhã, para nos mantermos despertos para as atividades no começo do dia e vai caindo a produção à noite.Estimula o catabolismo, ou seja, a produção de energia a partir de proteína e gordura armazenada para um esforço físico e mental que exija energia naquele determinado instante, de forma imediata e urgente. Qualquer situação que deixe uma pessoa estressada física ou mentalmente já é o suficiente para gerar cortisol: brigas, problemas familiares, financeiros, ansiedade, excesso de exercícios.

É impossível anular a ação do cortisol totalmente, porque o corpo precisa dele para continuar funcionando nestas situações citadas. Porém, podemos abaixar os níveis e deixá-los em um patamar aceitável evitando sentimentos negativos e excessos físicos.

Enquanto que a secreção de cortisol desempenha papel importante na resposta do stress e da fadiga a sua ação prolongada, pode ter efeitos prejudiciais no funcionamento do organismo físico. O uso crônico de cortisona ou estresse crônico podem levar à perda muscular, hiperglicemia, emagrecimento, inchaço e baixa imunidade.

Alguns efeitos da ação prolongada do Cortisol no organismo:

• O aumento de cortisol inibe a produção de proteínas, o que explica o mal-estar físico que sentimos durante o estresse;

• O excesso de cortisol mata as células cerebrais;

• Acredita-se, que a toxicidade do cortisol é uma das principais causas do mal de Alzheimer;

• O cortisol diminui a formação óssea;

• O cortisol provoca doenças cardíacas por elevar a pressão sangüínea e os níveis de açúcar no sangue, enrijecendo as artérias.

• Ação antinflamatória diminuindo a atividade dos glóbulos brancos e imunoglobulinas ( defesas do organismo) e pode diminuir a atividade bactericida dos leucócitos e a febre, aumentando o risco de infecções.

Adrenalina ou Epinefrina: Hormônio do Estresse

Quando sua ação é breve é inofensivo, contudo, quando sua ação é prolongada transforma-se em toxinas que prejudicam a nossa saúde.

A adrenalina é um hormônio e também um neurotransmissor produzido pelas glândulas supra-renais e prepara o organismo para realizar atividades físicas e esforços físicos . Age nos receptores periféricos cutâneos e dos vasos sanguíneos ( receptores alfa) causando vasoconstricção – pele fria e pálida, no coração e pulmões ( receptores beta) causando taquicardia e acelera a respiração e os receptores renais que estimulam a diminuição da função renal de excretar urina e estimula a bexiga no reflexo de micção. Assim como age em todo o sistema digestório inibindo os processos digestivos. Nas situações de verdadeiro perigo esses sistemas são todos ativados para o ancestral mecanismo chamado em fisiologia de “Luta ou Fuga”. O corpo se prepara para correr e fugir, irrigando os músculos com mais sangue, levando mais sangue ao cérebro, acelerando as funções respiratórias e cardíacas para uma maior oferta de oxigênio para os músculos e para o cérebro. A visão se amplia para longe, para fugir, com a dilatação pupilar e todos os reflexos estão mais ativos. Isso acontece naturalmente nos animais que estão sendo caçados, por exemplo. Todos já passamos por situações de estresse nas quais houve vontade involuntária de evacuar e/ou defecar. Isso tudo provocado pelo sistema nervoso simpático e as catecolaminas ( hormônios do estresse: cortisol e adrenalina). A adrenalina prepara o organismo a enfrentar situações emotivas como medo ou perigo, a situações de stress. Paradoxalmente os animais podem tomar uma atitude de “morto vivo”,ou seja, ao invés de lutar ou fugir, pela ação hormonal descrita, parece um cadáver vivo e praticamente entra no dito “estado vegetativo” no qual, muitas vezes o predador perde o interesse na caça, e ao verificar que o oponente “morreu” vai embora. Quando o predador já está longe a presa “volta à vida” e foge ilesa.


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Fig. 3 – Ação periférica dos neurotransmissores na junção sináptica – transmitindo informação entre neurônios diferentes

Nos momentos de excitação (medo, euforia) ou estresse emocional, uma grande quantidade de adrenalina é secretada para atuar sobre determinadas partes do corpo (nervos, músculos, pernas, braços), com o objetivo de prepará-lo para um esforço físico (correr, pular e movimentos que exigem reflexos de forma rápida).

Enquanto que a secreção de adrenalina desempenha papel importante para realização de atividades físicas e enfrentar situações emotivas a sua ação prolongada, pode ter efeitos prejudiciais no funcionamento do organismo físico. Alguns dos efeitos negativos da resposta do organismo prolongada ao estresse são obstipação – o intestino fica “preso” por inibição dos processos digestórios e pode haver perda de apetite( anorexia), disfunções urinárias e eréteis por supressão do parassimpático e estímulo prolongado do simpático. Pode afetar o sistema imunológico e abrir a porta para infecções. A chamada “Síndrome do Pânico” também é causada por reações orgânicas de estresse pós-traumático.

Efeitos da ação prolongada Adrenalina no organismo:

• Aumenta a freqüência dos batimentos cardíacos;

• Aumenta o volume de sangue por batimento cardíaco;

• Aumenta a freqüência respiratória;

• Eleva o nível de açúcar no sangue;

• Eleva a pressão arterial

• Provoca contrações musculares (dor muscular),

• Aumenta a ansiedade.

Como eliminar o excesso de adrenalina e do cortisol no organismo

O melhor caminho, é mudar alguns hábitos que nos fazem mal e substituí-los por bons hábitos:

• Viver positivamente, ter atitudes mentais positivas diante de obstáculos;

• Optar por alimentação saudável;

• Ter mais contato com a natureza;

• Acreditar mais em si;

• Ter bons pensamentos e sentimentos.

A forma que vivemos tem muito a ver com os hormônios que produzimos em nosso organismo. Se tivermos uma vida saudável, se fazemos o que gostamos produzimos hormônios que nos fazem bem. Se tivermos uma vida desregrada, se fazemos o que não gostamos produzimos hormônios que podem estar prejudicando a nossa saúde.

Tudo isto pode ser resumido em poucas palavras: BUSCAR SER FELIZ.

Para que ter ressentimentos, ser uma pessoa nervosa, frustrada, com raiva se tudo. Isto nos levará a um quadro de stress de conseqüências desastrosas. Quando estamos bem interiormente, produzimos endorfina, oxitoxina, e serotonina que são os hormônio da alegria, da paz e da felicidade. E se estamos de baixos astral, produzimos adrenalina e cortisol. Enquanto a endorfina é 400 vezes mais poderosa que a morfina, a adrenalina e o cortisol em níveis elevados levam a sérios distúrbios emocionais. Álcool, fumo e drogas potencializam a produção de adrenalina e cortisol, ao passo que a cordialidade, o sorriso, o contato humano, o amor resultam na produção de endorfina oxitoxina e serotonina.

Resta a cada um optar pelo que considera melhor para sua vida a partir do princípio de que ser feliz depende única e exclusivamente de atitudes mentais e ações positivas no cotidiano.

Estabilidade emocional

É importante manter uma atitude positiva perante a vida, procurando sempre ver o lado bom das coisas. Devem-se reservar alguns momentos para reflexão sobre nossas prioridades, naquilo que queremos alcançar de fato na vida.

Muitas vezes, nos perdemos em detalhes sem importância deixando de lado coisas realmente relevantes.

Controlar a pressa, a corrida contra o relógio também é importante, além disso, se recomenda que a pessoa passe a curtir o processo do “ser”, do “existir” em si, em vez de só se preocupar com o “fazer” e o “ter”.

O equilíbrio humano é semelhante à estrutura de um prédio, se a pressão for superior à resistência, aparecerão rachaduras (doenças e lesões, por exemplo).

Viva feliz fazendo as pessoas que convivem com você felizes.

Estudos recentes mostram que a oração estimula o chamado “centro da fé” cerebral que é o Sistema Límbico,localizado no Hipotálamo, região onde se originam o Simpático e o Parassimpático. O Sistema Límbico é o responsável por nossas emoções. Há então estímulo dos sistemas nervosos simpático e parassimpático, que se harmonizam e há também estimulação da imunidade com um todo.

Técnicas como o Pranayama da Hatha Yoga harmonizam e equilibram todo o sistema nervoso autônomo – simpático e parassimpático.

A glândula pineal está associada aos chacras coronário e frontal e os chacras estão associados aos plexos nervosos do corpo físico ( simpático e parassimpático). Através destas conecções a pineal contribui como pólo receptor nos processos da mediunidade em associação com os chacras e plexos nervosos.

“A Ciência sem Religião é paralítica e a Religião sem Ciência é cega”. (Albert Einstein)

(por Edvaldo Kulcheski, complementado pela Drª Cintia Fernandes).


A IMPORTÂNCIA DA ÁGUA FLUIDIFICADA NOS PROCESSOS DE CURA

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Quantidade e composição da água

A água ocupa 70% da superfície da Terra. A maior parte, 97%, é salgada. Apenas 3% do total é água doce e, desses, 0,01% vai para os rios, ficando disponível para uso. O restante está em geleiras, icebergs e em subsolos muito profundos. Ou seja, o que pode ser potencialmente consumido é uma pequena fração.

Há muita coisa, a saber, a respeito da água. Ela está presente nos menores movimentos do nosso corpo, como no piscar de olhos. Afinal, somos compostos basicamente de água.

Esse líquido precioso está nas células, nos vasos sangüíneos e nos tecidos de sustentação. Nossas funções orgânicas necessitam da água para o seu bom funcionamento. Em média, um homem tem aproximadamente 47 litros de água em seu corpo. Diariamente, ele deve repor cerca de 2 litros e meio. Todo o nosso corpo depende da água, por isso, é preciso haver equilíbrio entre a água que perdemos e a água que repomos.

Quando o corpo perde líquido, aumenta a concentração de sódio que se encontra dissolvido na água. Ao perceber esse aumento, o cérebro coordena a produção de hormônios que provocam a sede. Se não beber água, o ser humano entra em processo de desidratação e pode morrer de sede em cerca de dois dias.

A água é composta por dois elementos químicos: Hidrogênio e Oxigênio, representados pela fórmula H2O. Como substância, a água pura é incolor, não tem sabor nem cheiro. Quimicamente, nada se compara à água. É um composto de grande estabilidade, um solvente universal e uma fonte poderosa de energia química. A água é capaz de absorver e liberar mais calor que todas as demais substâncias comuns.

Quando congelada, ao invés de se retrair, como acontece com a maioria das substâncias, a água se expande e, assim, flutua sobre a parte líquida, por ter se tornado “mais leve”. De acordo com leis da física, isso não deveria acontecer. Por causa dessa propriedade incomum da água é que os rios, lagos e oceanos, ao congelarem, formam uma camada de gelo na superfície enquanto o fundo permanece líquido. No que diz respeito a uma série de propriedades físicas e químicas, a água é uma verdadeira exceção à regra.

A Terra está a uma distância do sol que permite a existência dos três estados da água: sólido, líquido e gasoso.

As propriedades da água que a tornam fundamental para os seres vivos se relacionam com sua estrutura molecular que é constituída por dois átomos de hidrogênio ligados a um átomo de oxigênio por ligações covalentes. Embora a molécula como um todo seja eletricamente neutra, a distribuição do par eletrônico em cada ligação covalente é assimétrica, deslocada para perto do átomo de oxigênio.
Assim, a molécula tem um lado com predomínio de cargas positivas e outro com predomínio de cargas negativas. Moléculas assim são chamadas polares.

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Quando os átomos de hidrogênio da molécula de água (com carga positiva) se colocam próximos ao átomo de oxigênio de outra molécula de água (com carga negativa), se estabelece uma ligação entre eles, denominada ligação de hidrogênio (ponte de hidrogênio).

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Essa ligação garante a coesão entre as moléculas, o que mantém a água fluida e estável nas condições habituais de temperatura e pressão. Algumas das mais importantes propriedades da água se relacionam com suas ligações de hidrogênio.

Água mineral

É aquela proveniente de fontes naturais ou de fontes artificialmente captadas que possua composição química ou propriedades físicas ou físico-químicas distintas das águas comuns, com características que lhe confira uma ação medicamentosa” (Decreto-Lei Nº 7.841, de 08/08/1945). Sais, compostos de enxofre e gases estão entre as substâncias que podem estar dissolvidas na água. Não deve ser confundida com a água de mesa, que é uma água de composição normal, proveniente de fontes naturais ou de fontes artificialmente captadas, que preenche tão-somente as condições de potabilidade para a região. Algumas águas minerais são originárias de regiões com alguma atividade vulcânica.

Os diversos tipos de águas minerais são classificados segundo a composição química, origem da fonte, temperatura e gases presentes. Estes aspectos determinam a forma de uso: consumo como bebida, apenas para banhos e se são terapêuticas ou não. As águas minerais subterrâneas retornam à superfície através de fontes naturais ou são extraídas através de poços perfurados.

O ELEMENTO ÁGUA

A Água é um elemento da Natureza considerado passivo e feminino. O conceito de Água estende-se de maneira geral a toda a matéria em estado líquido. Símbolo universal do princípio feminino, das emoções do inconsciente; de todas as substâncias, a água é a de mais complexa interpretação. Este elemento está sempre ligado aos conceitos de fertilização, de maternidade e de geração. A Água consiste num fluido denso e numa essência potencial de natureza fluídica; manifesta-se de modo bem visível no mundo da forma, e seu valor é incontestável.

Em nosso planeta, a Água segue um círculo de transformação com quatro etapas, as quais se completam: o Sol aquece as águas da superfície do mar, que evaporam e sobem como vapor para formar as nuvens; as massas frias de vento originárias dos pólos entram em contato com as nuvens (que são vapor) e a água se condensa, precipitando-se para o solo em forma de gotas; uma vez no solo, a Água penetra na terra e, em seu interior, sofre transformações e é impulsionada para cima pela força da pressão, saindo nas fontes para formar os rios que, por gravidade, correm de volta para o mar.

Na Umbanda, a Água é considerada com os seus valores de cada etapa do ciclo das águas. Assim, cada etapa está ligada a um determinado Orixá ou força da Natureza, todas de origem feminina.

A água do mar, salgada, relaciona-se a Orixá Yemanjá. O sal sempre teve importância e valor mágico devido à sua propriedade de conservar e evitar a putrefação e, como símbolo, acompanha a água. Sua presença é sempre marcante nas cerimônias de exorcismo. Por isso, o mar se investe da propriedade de receber os detritos físicos e espirituais, bem como os objetos de trabalhos feitos. Colocar objetos no mar significa remetê-los ao caos primordial representado pelas águas marinhas.

A Água doce e representa o amor, a bondade, a doçura, a beleza e a riqueza material e espiritual. Serve como elemento condutor da energia vibratória, como agente mágico que religa o ser humano a Deus pelo batismo. No corpo humano, aliás, ela se manifesta como o elemento líquido que representa cerca de 70% do volume do corpo. É esse tipo de água que utilizaremos para fluidificar e tomar.

As águas paradas (lagos, represas, mangues, etc.), representam à calma, a ponderação, a sabedoria e os momentos que necessitamos parar para melhor analisarmos sobre o que esta acontecendo em nossas vidas, pois muitas vezes necessitamos de reflexão, para sabermos como melhor conduzir nossos caminhos. Representa a decantação necessária para que obtenhamos sabedoria.

A água é o elemento da purificação, da mente subconsciente, do amor e todas as emoções. Assim como a água é fluida, constantemente mudando, fluindo de um nível a outro, também são assim nossas emoções, constantemente se movimentando. A água é o elemento da absorção e germinação. O subconsciente é simbolizado por este elemento, pois está sempre em movimento, como o mar que nunca descansa quer seja noite ou dia. É o poder da sensibilidade e das emoções.

Os Elementais das águas são as Ondinas, Sereias e Ninfas.

Sereias (Tritões e Netunos): São Elementais conhecidos como metade mulher e metade peixe, delicados e sutis, com o poder de encantar e hipnotizar o homem com seu canto.

Ondinas: Vivem nos riachos, nas fontes, no orvalho das folhas sobre as águas e nos musgos. São reconhecidos por terem o poder de retirar das águas a energia suficiente para a sua luminosidade, o que permite ao homem, por muitas vezes, percebê-los em forma de um leve "facho de luz".

Ninfas: São Elementais que se assemelham às ondinas, porém um pouco menores e de água doce. Apresentam-se geralmente com tons azulados, e como as ondinas maiores, emitem suas vibrações através de sua luminosidade. A diferença básica entre uma e outra, encontra-se na docilidade e beleza das ninfas, que parecem "voar" levitando sobre as águas em um balé singular.

As Ondinas e as Ninfas perfazem o todo das águas doces. São elas que movimentam todo o energismo presente nas águas doces.

A ÁGUA FLUÍDA

“E qualquer que tiver dado só que seja um copo d´agua fria por ser meu discípulo, em verdade vos digo que, de modo algum, perderá o seu galardão”. (Mateus – 10:42).

Meu amigo; quando Jesus se referiu à benção do copo de água fria, em seu nome, não apenas se reportava à compaixão rotineira que sacia a sede comum. Detinha-se o Mestre no exame de valores espirituais mais profundos. A água é dos corpos o mais simples e receptivos da Terra. É como que a base pura, em que a medicação do Céu pode ser impressa através de recursos substanciais de assistência ao corpo e à alma, embora em processo invisível aos olhos mortais.

A oração intercessória e o pensamento de bondade representam irradiações de nossas melhores energias. A criatura que ora ou medita exterioriza poderes, emanações e fluídos que, por enquanto, escapam à análise da inteligência vulgar e a linha potável recebe-nos a influenciação, de modo claro, condensando linhas de força magnética e princípios elétricos, que aliviam e sustentam, ajudam e curam.

A fonte que procede do coração da Terra e a rogativa que flui do imo d´alma, quando se unem na difusão do bem, operam milagres. O Espírito que eleva na direção do Céu é antena viva, captando potencias de natureza superior podendo distribuí-los a benefício de todos os que lhes seguem a marcha.

Ninguém existe órfão de semelhante amparo. Para auxiliar a outrem e a si mesmo, bastam a boa vontade e a confiança positiva.

Reconheçamos, pois, que o Mestre, quando se referiu à água simples, doada em nome da sua memória, reportava-se ao valor real da providência, a beneficio da carne e do Espírito, sempre que estacionem através de zonas enfermiças.

Se desejares, portanto, o concurso dos Amigos Espirituais, na solução de tuas necessidades fisiológicas ou nos problemas de saúde e equilíbrio dos companheiros, coloca o teu recipiente de água cristalina, à frente de tuas orações, espera e confia. O orvalho do Plano Divino magnetizará o líquido, com raios de amor, em forma de benção e estarás, então, consagrando o sublime ensinamento do copo de água pura, abençoado nos Céus.

(do livro “Segue-me” – Francisco Cândido Xavier)

Segundo o Espírito de Emmanuel: “A água é um dos corpos mais simples e receptivos da Terra”. Por isso absorve com facilidades, os fluidos, as vibrações, sendo base pura em que a medicação provinda da Espiritualidade Superior, pode ser empregada.

“De todos os corpos da Natureza, a água é o que mais completamente recebe o fluido magnético e o recebe de maneira a chegar facilmente ao estado de saturação (...)”; “é o agente da Natureza que mais rápida e completamente absorve os fluidos. Daí o grande valor terapêutico da água magnetizada, tanto para as moléstias internas como para as externas” (do livro: Magnetismo Espiritual, de Michaelus, Editora FEB).

Os Espíritos ensinam que a água é um dos principais condutores de energia que existe e dela se utilizam para transmitir aos enfermos as energias de que necessitam para obterem alívio de suas dores físicas e espirituais. Assim, a fluidificação da água é um recurso de tratamento muito utilizado pelos Espíritos.

Entende-se por água fluida ou fluidificada aquela em que fluidos medicamentosos são adicionados na água. Em geral, são os Espíritos desencarnados que, durante trabalhos espirituais, orações, rezas, etc., fluidificam a água.

Quem faz a fluidificação da água?

Em geral, são os Espíritos desencarnados que, durante as sessões, fluidificam a água.

Tipos de fluidificação de água

25 Fluidificação magnética: é aquela em que fluidos medicamentosos são adicionados na água por ação magnética do médium dotado do dom da cura, que coloca suas mãos sobre o recipiente com água e projeta seus próprios fluidos.
26 Fluidificação Espiritual: é aquela em que os Espíritos aplicam fluidos, sem intermediários, diretamente sobre os frascos com água. Na Fluidificação Espiritual a água não recebe fluidos magnéticos do médium, mas somente os trazidos pelos Espíritos. A Fluidificação Espiritual é a mais comumente utilizada.
27 Fluidificação Mista: É uma modalidade de Fluidificação onde se misturam os fluidos do médium com os fluidos trazidos pelos Espíritos.

“O processo de fluidificação da água, independe da presença de médiuns curadores. A água é um dos corpos mais simples e receptivos da Terra. É como que a base pura, em que a medicação Espiritual pode ser impressa, através de recursos substanciais de assistência ao corpo e à alma. O processo é invisível aos olhos mortais, por isso, a confiança e a fé do paciente são partes essenciais nos efeitos do tratamento. A água é um ótimo condutor de forca eletro-magnética e absorverá os fluidos sobre ela projetados, conservá-los-á e os transmitirá ao organismo doente, quando ingerida. As informações energéticas do medicamento ficariam gravadas na memória quântica da molécula da água”. (Revista Cristã do Espiritismo).

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Como é feita a fluidificação da água?

A água é um dos corpos mais simples e receptivos da Terra. É como que a base pura, em que a medicação Espiritual pode ser impressa, através de recursos substanciais de assistência ao corpo e à alma. O processo é invisível aos olhos mortais, por isso, a confiança e a fé do paciente são partes essenciais nos efeitos do tratamento. A água é um ótimo condutor de forca eletro-magnética e absorverá os fluidos sobre ela projetados, conserva-los-á e os transmitirá ao organismo doente, quando ingerida.

Água fluidificada expande os átomos físicos, ocasionando a entrada de átomos espirituais ainda Água fluidificada expande os átomos físicos, ocasionando a entrada de átomos espirituais ainda desconhecidos e que servem para ajudar na nossa cura.

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Essa noção racional é que permitiu a sua utilização nos Templos umbandistas como um meio condutor de energias de saúde e harmonia orgânica, depois de fluidificada. Informações energéticas do medicamento ficam gravadas na memória quântica da molécula da água. Veja na imagem abaixo uma figuração de como os átomos físicos da água ficam:

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“A água, em face da sua constituição molecular, é elemento que absorve e conduz a bioenergia que lhe é ministrada. Quando magnetizada e ingerida, produz efeitos orgânicos compatíveis com o fluido de que se faz portadora”. (Dr. Bezerra de Menezes)

No livro “Nosso Lar”, o Espírito André Luiz registra que: “… a água é veículo dos mais poderosos para os fluidos de qualquer natureza. Aqui (em Nosso Lar), ela é empregada, sobretudo como alimento e remédio”.

O fato é que o corpo humano é composto em sua maioria de água (os índices variam de 70 a 90%) e que a qualidade de nossos pensamentos e sentimentos, de nossas falas e emoções influenciam para adoecer ou curar nosso corpo. Claro que a água fluidificada ajuda, mas a cura se faz de dentro para fora do indivíduo através de seu autoconhecimento, autotransformação e o exercício da compaixão no encontro com o outro, como fez Jesus, o Cristo, por exemplo. A água fluidificada é um remédio importante para o corpo que está doente. Um dia a medicina ainda irá estudar e demonstrar o valor benéfico da água fluidificada. Isso chegará a seu tempo – tudo chega no tempo certo. E, nesse dia, a humanidade verá que, ao invés de se gastar uma fortuna com medicamentos devastadores, será muito melhor tomar simplesmente um copo de água fluidificada.

Muito provavelmente, o principal fator que gera ceticismo sobre as propriedades terapêuticas da água fluidificada, seja a falta de um embasamento científico que justifique tal poder. Mas, essa demonstração científica pode não estar tão longe assim de acontecer.

Assim, pesquisas científicas recentes têm revelado propriedades surpreendentes para a própria água pura, que poderiam até ajudar a explicar os efeitos da água fluidificada. A estrutura da água pode ser alterada pela interferência da Natureza e do homem.

A água pela sua própria natureza já é um fluído saturado de energia, sais e minerais, necessários à espécie humana. Ao mesmo tempo a água é imensamente absorvente de energia, proveniente das pessoas ou do local em que está depositada. Na água podemos pela vontade e ação magnética de qualquer pessoa, ou por ajuda dos Mentores Espirituais, serem impregnados fluídos medicamentosos.

Em nossa caminhada espiritual, observamos que a água em si é tão somente um “veiculo carreador”; ela por si só não se carrega de nenhum tipo de magnetismo. Pensamentos e emoções positivas ou negativas, poluição, música relaxante ou pesada, tudo isso é refletido na eficácia da água. Vejam bem, que na água existe uma grande quantidade de partículas de cristais e esses cristais é que recebem as influências à volta, guardando em sua memória o sentimento a que foi submetido.

A água é uma substância líquida importante para os seres vivos e pode ser encontrada dentro do organismo dos mesmos e fora do organismo, no meio externo. É formada por dois átomos de hidrogênio e um átomo de oxigênio que se dispõem num formato angular estabelecendo um contraste entre os lados, onde um lado há a formação das zonas positivas e de outro lado há a formação das zonas negativas.

As moléculas de água tendem a se unirem a outras moléculas, pois estas sofrem atrações motivadas pelas cargas elétricas, o que origina a formação de pontes de hidrogênio, porém não se unem a qualquer molécula, pois as moléculas apolares que são formadas por gorduras, óleos e ceras não são solúveis à água.

A água é considerada um líquido de dissolução universal, pois em contato com outras moléculas polares consegue envolvê-las e separá-las, o que também é possível com sais minerais. Por este fato, a água apresenta sais minerais em sua composição que podem ser bicarbonato, cloreto e sulfato, sódio, magnésio, potássio, flúor, ferro, cálcio, como outros, que foram dissolvidos pela água ao entrarem em contato com a mesma.

Aí está o segredo de podermos magnetizar a água. Sabemos que na Natureza os elementos minerais são os únicos que podem ser “programados” segundo nosso poder mental magnético, e passam a refletir por um tempo, àquilo a que foram “condicionados” a fazerem por magnetização mental; ou seja, os minerais refletem intermitentemente, por um tempo, as determinações programadas neles pela nossa vontade. Os minerais são os responsáveis pela água ficar magnetizada, e cada um desses minerais, responderá especificamente pela programação, indo se depositar nos órgãos específicos, refletindo neles os seus condicionamentos.

Talvez esteja ai uma explicação do porque ao emitirmos pensamentos negativos, vamos programando os minerais carreados pelo sangue, e cada um deles é programado negativamente, indo se depositar em órgãos específicos, refletindo o condicionamento negativo, adoecendo o órgão. Do mesmo modo, ao condicionarmos os minerais da água com pensamentos e determinações positivas, estes se depositarão positivamente em nossos órgãos da mesma forma.

Ao estabelecermos contato, através das irradiações, com o Astral Superior, aliado ao magnetismo humano, mais os fluidos da Natureza terrena, é formado um campo magnético propício que induz vibrações e emissão de fluidos vivificadores. Portanto, poderíamos dizer que a água fluidificada é uma água magnetizada que contém fluidos lançados por tudo o que nos cerca, mas, principalmente, é hiper-magnetizada pela ação do pensamento dirigido a ela, em orações.

Na hora das nossas orações, podemos aproveitar esse momento sagrado para fluidificar a água que será utilizada para cura ou mesmo equilíbrio dos corpos sutis e físico. A água utilizada para ser fluidificada poderá ser pessoal, ou seja, só pode ser tomada pela pessoa a quem foi endereçada (aqui, especialmente em casos de doenças), como também pode ser fluidificada para um grupo, tipo família.

Numa questão do livro “O Consolador”, pelo Espírito de Emmanuel, diz o seguinte: Pergunta:

No tratamento ministrado pelos Espíritos amigos, a água fluidificada, para um doente, terá o mesmo efeito em outro enfermo? Resposta: A água pode ser fluidificada, de modo geral, em benefício de todos; todavia, pode sê-lo em caráter particular para determinado enfermo, e, neste caso, é conveniente que o uso seja pessoal e exclusivo.

Podemos, e devemos orar em favor de alguém doente, e fluidificar um vasilhame de água, para, posteriormente darmos ao enfermo. A eficácia é grande.

Veja o que nos diz o Espírito de André Luiz, no livro: “Entre a Terra e o Céu”, no capítulo 31:

“O menino recitou o Pai-Nosso, e, em seguida, pediu a Jesus a saúde da irmãzinha doente, com enternecedora súplica. Vimos o nosso orientador acercar-se do recipiente de água cristalina, magnetizando-a, em favor da enferma que parecia expressivamente confortada, ante a oração ouvida”.

A água fluidificada através de orações seja para qual uso for, também poderá ser “determinada” para o porquê e quais os fluidos que desejamos que sejam impregnados naquela água.

A fluidificação da água pode ser efetuada em recipientes tampados ou destampados, pois nada disso impede a penetração de fluidos. Evite utilizar água de torneira para ser fluidificada, e nunca utilize água fervida; é preferível utilizar água mineral, por estar em seu estado natural, saturada e óligo-elementos importantes para o corpo (Observem que em diversas mensagens espirituais, os Espíritos sempre se referem a “água cristalina”, ou seja, seria a mesma que chamamos de água mineral, saturadas com aglomerados de cristais).

Ao orar, exteriorizamos poderes e emanamos bons fluidos, possibilitando que a água receba esta influência. Assim a água pode ser fluidificada por nós mesmos. Pela prece atraímos os bons Espíritos, que então nos ajudam na fluidificação. A água passa a ser mais profunda e benéfica.

Vejamos a opinião abalizada de um cientista: Pergunta: Uma vez que uma certa vibração é apresentada à água, por quanto tempo a água se “lembra” dessa estrutura cristalina? Resposta: Isso será diferente, dependendo da estrutura original da água. A água de torneira perde a sua memória rapidamente. Nós nos referimos às estruturas de água cristalina como “aglomerados”. Quanto menor o aglomerado, mais tempo a água retém a memória. Se existe muito espaço entre os aglomerados, outra informação pode facilmente se infiltrar nesse espaço, tornando difícil para os aglomerados manterem a integridade da informação. Outros microorganismos também podem entrar nesse espaço. Uma estrutura mais próxima mantém melhor a integridade da informação. (Dr. Masaru Emoto)

Quando a água for terminando, não completar o recipiente com outra água; providencie outra.

Fluidificação da água à distância

Se formos orar em intenção de alguém distante, no mesmo momento, peça para que que providencie um recipiente com água mineral (se possível, acenda uma vela branco do lado), e por alguns instantes fique vibrando em oração. Essa água será fluidificada a distância e terá os mesmos fluidos como se estivesse sendo fluidificada pessoalmente. Mais uma vez, vamos a opinião do cientista: Pergunta: Você descobriu se a distância fez alguma diferença quando as pessoas oraram para a água? Por exemplo, se as pessoas no Japão fossem orar para a água na Rússia, isso seria diferente das pessoas rezando para a água que está bem diante delas? Resposta: Nós só experimentamos isso uma vez para o livro. Mas, nesse experimento, a distância não pareceu importar. A intenção e as orações das pessoas continuam influenciando a água. Nós ainda não tentamos mais experimentos de longa distância. Porém, imagino que a distância não faria muita diferença. O que faria a diferença é a pureza da intenção da pessoa que está fazendo a oração. Quanto maior for a pureza da intenção, menor será a diferença que fará a distância. (Dr Masaru Emoto).

O processo de energismo (fluidificação) da água

Apresentaremos agora a visão sutil da água, ou seja, como apresentam-se as moléculas em seu estado natural, e posteriormente, com a fluidificação.

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Existem elementos básicos próprios de toda a criação. Permeiam todos os seres vivos e não vivos, materiais e imateriais. As vibrações emitidas por qualquer coisa são dependentes do componente predominante sutil de base. Esses elementos também influenciam o comportamento de todas as coisas. A proporção desses componentes, só podem ser alteradas pela prática espiritual.

Na figura acima está à água comum de torneira, com uma mistura sutil de elementos agregados durante todo o seu percurso até chegar a nossa casa. Repare que existem alguns componentes básicos, formados pelas influências do meio onde essa água passou. Portanto, existem componentes negativados (as ondulações escuras) agregadas do meio ambiente, e os componentes positivos (células prânicas aquáticas – de cor amarela tendo o núcleo vermelho), agregadas naturalmente à água, em descanso. As águas minerais, além de possuírem células prânicas em maior quantidade e mais puramente agregadas, ainda possuem minerais, que serão amplamente condicionados pela fluidoterapia.

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Na figura acima iniciou-se um processo da água fluidificada eficaz. Observem que os componentes negativos dissolveram-se, e que as células prânicas começam a se expandir luminosamente, iniciando um processo de agregação, onde todas se juntarão e formarão um só núcleo de força.

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No meio da fluidificação eficaz, as células prânicas já agregadas, iniciam um movimento centrípeto cada vez mais rápido no sentido horário, fazendo com que as células divinas fundam-se, transformando-se num núcleo celular gerador, iniciando um processo poderoso de aspersão molecular, formando uma energia curadora, que flui até para fora dos limites do vasilhame.

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No final da fluidificação eficaz, as células prânicas fundem-se num só núcleo vibracional rotatório, transformando a água num imenso reservatório de energias curativas, emanando para fora do vasilhame em grande medida. Esta água está abençoada; está carregada de fluidos regeneradores; é a água fluidificada. Esta pronta para ser usada.

AÇÃO DA ÁGUA FLUIDIFICADA NO ORGANISMO

A água é uma molécula polar composta e é facilmente absorvida no nosso organismo. Por isso e aproveitando-se de algumas de suas propriedades (tensão superficial, condutividade elétrica e susceptibilidade magnética), é usada como agente do tratamento de fluidoterapia. Todas as reações que acontecem no nosso organismo são em soluções aquosas, e as proteínas, membranas, enzimas, mitocôndrias e hormônios somente são funcionais na presença desta substância (água).

A ciência denomina a água de “Líquido Vital”. Uma vez fluidificada e ingerida, a água pode provocar os seguintes efeitos:

• Inibição da formação de radicais livres, ou seja, diminuição dos processos oxidativos celulares, diminuição da taxa de produção de gás carbônico, aceleração dos processos de fagocitose, incremento na produção de linfócitos (células de defesa); • Observa-se na membrana celular uma maior mobilidades de íons Sódio e Potássio, melhorando o processo de osmose celular, tendo um efeito rejuvenescedor no organismo. Há uma distribuição no mecanismo de transporte de vários tipos de cátions, como é o caso do cálcio;

• Efeitos sobre os hormônios receptores, ativação dos linfócitos por antígenos e várias lecitinas. O processo de polarização magnética induzida (imantação) da água no organismo produz a captura e precipitação do cálcio em excesso no meio celular;

• Reposição da energia espiritual, renovando a estrutura perispiritual.

A terapêutica com a água fluidificada traz muitos benefícios ao organismo, apesar de não poder parar ou regredir as doenças geradas por resgates, doenças crônicas e degenerativas, porém facilita a ação medicamentosa e tem se mostrado eficiente na cura das doenças psicossomáticas.

Conclusão

A água fluidificada, portanto, é uma água magnetizada, principalmente, pelos Espíritos, contendo, assim, alterações ocasionadas pelos fluidos salutares ali colocados e direcionados para o equilíbrio de alguma enfermidade física ou espiritual. Para cada paciente o fluido medicamentoso será específico não só para a sua enfermidade física, mas também para as necessidades espirituais de cada um.

Deve ser usada como um medicamento. Manda o bom senso que não se utilize remédios sem necessidade, portanto, da mesma maneira, só deve usar a água fluidificada quem de fato estiver necessitando dela. Tudo em excesso faz mal.

(Fonte: Mediunidade Sem Preconceito. Autor: Edvaldo Kulcheski)

Importante

• Embora a água esteja fervida, podemos igualmente fluidifica-la em forma de chá. Nesse caso estaremos amplificando o poder etérico bem como os princípios ativos contidos nas plantas utilizadas no composto. É de grande importância o chá ser fluidificado. O poder de ação dessa medicação especifica será grandemente favorável na melhora do paciente.

• Também poderemos fluidificar (benzer) os remédios que fazemos uso. Eles serão maximizados em suas potencialidades, bem como, no momento da fluidificação, podemos pedir que sejam minorados os efeitos maléficos (efeitos colaterais) que esses medicamentos possam produzir. Será de grande valia esse ato, para uma melhor absorção, bem como os efeitos serem mais efetivos em nosso organismo.

Em todos os processos de fluidificação, nunca deveremos esquecer de agradecer a Deus Pai e a Espiritualidade Superior, pelos benefícios requeridos nesse abençoado “medicamento fluídico”.

Vejamos agora a opinião abalizada do Espírito de Ramatis, retirada do livro “Mediunidade de Cura” – psicografada pelo médium Hercílio Mães:

PERGUNTA: - Que dizeis sobre as qualidades terapêuticas da água fluidificada pelos médiuns?

RAMATÍS: - A água fluidificada é a medicina ideal para os espíritas e médiuns receitistas, pois, embora seja destinada a fins terapêuticos, sua aplicação não deve ser censurada pelos médicos, pois não infringe as posturas do Código Penal do mundo e sua prescrição não constitui prática ilegal de medicina. Quando a água é fluidificada por médiuns ou pessoas de físico e psiquismo sadios, ela se potencializa extraordinariamente no seu energismo etérico natural, tornando-se um medicamento salutar, capaz de revitalizar os órgãos físicos debilitados e restabelecer as funções orgânicas comprometidas.

A água é elemento energético e ótimo veículo para transmitir fluidos benéficos ao organismo humano. Ela é sensível aos princípios radioativos emanados do Sol e também ao magnetismo áurico do perispírito humano. 1

1 - Nota do Revisor: Ainda como elucidação quanto aos benefícios da água magnetizada, transcrevemos o que diz o esclarecido Espírito Emmanuel:

“A água é um dos elementos mais receptivos da Terra e no qual a medicação do Céu pode ser impressa através de recursos substanciais de assistência ao corpo e à alma.

A prece intercessória, como veículo de bondade, emite irradiações de fluidos que, por enquanto, são invisíveis aos olhos humanos e escapam à análise das vossas pesquisas comuns. A água recebe-nos a influenciação ativa de força magnética e princípios terapêuticos que aliviam e sustentam, que ajudam e curam.

A rogativa que flui do imo d'alma e a linfa que procede do coração da Terra, unidas na função do bem, operam milagres. Quando o Mestre advertiu que o doador de um simples copo de água ofertado em nome de sua memória, fazia jus à sua bênção, Ele reporta-se ao valor real da providência, a benefício do corpo e do Espírito, sempre que estejam enfermiços.

Se desejas, portanto, o concurso dos Amigos espirituais na solução de tuas necessidades fisiopsíquicas ou nos problemas de saúde e equilíbrio dos companheiros, coloca o teu recipiente de água cristalina, à frente de tuas orações, espera e confia. O orvalho do Plano Divino magnetizará o líquido com raios de amor, em forma de bênçãos, e estarás então consagrando o sublime ensinamento do copo de água pura, abençoado nos Céus”.


Por conseguinte, se o indivíduo que lhe transfundir os seus fluidos for de físico enfermiço, depauperado, ou que, em sua mente, estejam em efervecência emoções nocivas, neste caso, a água que ele fluidificar transformar-se-á em elemento deletério.

Porém, não se deduza que o doador de fluidos tenha de ser um santo; mas, sim, que o seu Espírito esteja com “boa saúde”, pois se, por exemplo, em sua mente ainda estiverem em ebulição às toxinas de uma explosão de ciúme que o tomou na véspera, torna-se evidente que os seus fluidos não podem ser benéficos. A água fluidificada é medicação eficaz sem a toxidez das drogas e produtos da farmacologia moderna, os quais algumas vezes são fabricados por industriais que, pela avidez de maiores lucros, não atendem a um escrúpulo rigoroso quanto aos fatores qualidade e técnicas irrepreensíveis. Embora seja raro, há casos em que a água potencializada ou fluidificada por médiuns poderosos e de sadia vitalidade chega a alcançar o “quantum” energético e benfeitor da homeopatia na sua 100.000 dinamização infinitesimal.

Os médiuns vegetarianos, sem vícios deprimentes e, libertos de paixões violentas, são capazes de produzir curas prodigiosas pelo emprego da água fluidificada, a qual ainda é superativada pelo energismo mobilizado pelos Espíritos desencarnados em serviços socorristas aos encarnados.

PERGUNTA: - Qual é, enfim, o verdadeiro processo que torna a água fluidificada superior à água comum, a ponto de transformá-la em medicamento com propriedade curativa?

RAMATÍS:
- Em verdade, é o próprio organismo do homem que oferece as condições eletivas para então manifestar-se em sua intimidade orgânica a ação terapêutica da água fluidificada! Conforme os conceitos modernos firmados pela ciência terrena, o corpo humano é apenas um aspecto ilusório de “matéria”, na qual predomina um número inconcebível de espaços vazios denominados “interatômicos” prevalecendo sobre uma quantidade microscópica de massa realmente absoluta.

Caso fosse possível comprimirem-se todos esses espaços vazios que existem na intimidade da substância material do corpo físico, até ele se transformar no que os cientistas chamam de “pasta nuclear”, resultaria dessa desagregação químico-física apenas um punhado de pó compacto representando a massa real existente, do homem, mas cabível numa caixa de fósforos, continuando, porém, a manter o mesmo peso conhecido.

Comprova-se, assim, que um homem cujo peso normal é de 60 quilos, caso pudesse reduzir-se à condição dessa “pasta nuclear” compacta em absoluto, do tamanho de uma caixa de fósforos, para surpresa geral e, embora assim reduzida, continuaria a pesar os mesmos 60 quilos da sua estatura normal.

Em conseqüência, o organismo humano, na realidade, constitui um portentoso acumulador ou rede de energia, que a precariedade dos sentidos humanos distingue sob forma aparente de um corpo de carne ou matéria. Porém a sua individualidade intrínseca e preexistente é o Espírito eterno cujo “habitat” adequado é o plano espiritual onde ele utiliza os seus atributos de pensar e agir sem precisar de um corpo físico.

Quando o homem se alimenta, ele apenas ingere massa ilusória, repleta de espaços vazios ou interatômicos, nos quais a energia cósmica prevalece sustentando a figura provisória do ser. Embora a alimentação comum do homem se componha de substância material, ela se destina essencialmente a nutrir os espaços vazios do “campo magnético” do homem. O corpo físico, na verdade, funciona como um desintegrador atômico que extrai todo o energismo existente nas substâncias que absorve em sua nutrição.

Ele libera completamente a energia atômica que existe em sua própria alimentação, ou nos medicamentos que a medicina terrena prescreve para defesa da sua saúde orgânica. Na verdade, tudo se resume em “revitalizacão magnética”, isto é, aquisição de energia e não propriamente de substância. Os alimentos, o ar, a energia solar ou demais fluidos oculto do orbe terráqueo estão saturados de princípios similares aos da eletricidade, os quais, na realidade, é que asseguram a estabilidade da forma humana em sua aparência física.

O médium é um ser humano e, portanto, um receptáculo dessa eletricidade biológica, transformando-se num acumulador vivo que absorve as energias de todos os tipos e freqüências vibratórias, a fim de prover às necessidades do seu próprio metabolismo carnal. Desde que ele possa potencializar essas energias e conjugá-las numa só direção, comandando-as pela sua vontade desperta e ativa, poderá fluir ou dinamizar a água e transformá-la em líquido vitalizante capaz de produzir curas miraculosas.

É evidente que o corpo humano dos enfermos, quais outros acumuladores de carga mais debilitados, absorvem tanto quanto possível o “quantum” de energia que lhes carreia a água fluidificada pelos médiuns. E assim que esse energismo provindo do socorro mediúnico penetra na organização perispiritual do enfermo, distribui-se por todos os espaços interatômicos e eleva o “tônus-vital” pela dinamização de sua estrutura eletrobiológica.

PERGUNTA: - Como poderemos entender que a água potencializada pelos fluidos magnéticos dos médiuns incomuns pode mesmo superar certos medicamentos poderosos da nossa medicina?

RAMATÍS:
- Já dissemos que o médium, tanto quanto o enfermo, não passam de acumuladores vivos com diferença de carga energética em comum, cujos corpos reduzidos em sua estrutura e espaços interatômicos cabem perfeitamente numa caixa de fósforos. Ao ingerir a água fluidificada, isto é, um conteúdo potencializado de modo incomum no seu energismo, o homem absorve diretamente e em estado de pureza, essa carga de forças vitalizadoras. Mas no caso dos medicamentos fabricados, ele, extraindo deles o “quantum” de energia de que necessita, também absorve desses elementos as impurezas e substâncias tóxicas da sua natural composição química.

Sabem os médicos que a eliminação dos sintomas enfermiços do corpo físico nem sempre significa a cura da moléstia, porquanto neutralizar os efeitos mórbidos não induz à extinção da sua causa.

No entanto, essas drogas excitantes, antiespasmódicas, dilatadoras, sedativas ou térmicas, embora benfeitoras na eliminação de sintomas dolorosos, são compostas, geralmente, de tintura de vegetais agressivos, minerais cáusticos, substâncias tóxicas extraídas de insetos e répteis e que, se fossem ministradas na sua forma química natural causariam a morte imediata. Essa é a grande diferença entre a água fluidificada e a medicação medicinal. Enquanto a primeira é energia pura transmitida através dum veículo inofensivo, como é a água comum, a segunda, embora ofereça também proveitoso energismo para o campo magnético do homem, utiliza substâncias nocivas, que obrigam o perispírito a uma exaustiva reação de defesa contra a sua toxidez. Enquanto tais drogas ou medicamentos extinguem sintomas enfermiços do corpo carnal, o seu eterismo oculto e desconhecido da ciência comum ataca o perispírito, porque esse eterismo origina-se do duplo etérico de minerais, vegetais, insetos e répteis do mundo astral primário, próprio dos reinos inferiores do orbe.

A água é, pois, naturalmente um bom “condutor” de eletricidade, e que depois de fluidificada ainda eleva o seu padrão energético comum para um nível vibratório superior Assim operam-se verdadeiros milagres 2 pelo seu uso terapêutico adequado, igual ao passe mediúnico ou magnético que, aplicado por médiuns ou pessoas de fé viva e sadios, transforma-se em veículo de energias benéficas para a contextura atômica do corpo físico. A matéria, conforme explicou Einstein é “energia condensada”, o que ficou comprovado pela própria desintegração atômica conseguida pela ciência moderna. transformando novamente a matéria em energia! Deste modo, o que nos parece substância sólida, absoluta, é um campo dinâmico em continua ebulição, cuja forma é apenas uma aparência resultante desse fenômeno admirável do movimento vibratório. Não há estaticidade absoluta no Cosmo, uma vez que no seio da própria pedra há vida dinâmica, incessante, condicionada a atingir freqüências cada vez mais altas e perfeitas.

2 - Nota do Revisor: Como exemplo e prova de tais “milagres”, obtidos mediante a aplicação de água fluidificada e passes magnéticos, Ramatís nos permitiu deixar consignado nesta obra o seguinte fato: - Há muitos anos, um casal de nossa amizade se lastimava e se considerava infeliz porque, tendo-se consorciado havia seis anos, ainda não tinham obtido a graça de lhes nascer um filho. Inconformados com a dita provação, o marido decidiu levar a esposa a um médico especialista, a fim de ser identificada a causa e adotarem as providências adequadas. Então, feito o exame ginecológico, ficou constatado que, além do distúrbio específico causador da omissão e escassez do fluxo mensal, a infecundidade era devida a um atrofiamento das trompas uterinas, por anomalia congênita. E o médico aconselhou o recurso de uma intervenção cirúrgica. Ficou marcado o dia em que deveria ser efetuada a operação.

Aconteceu, no entanto, que dito casal, tomando conhecimento de um caso idêntico, cuja operação não dera o resultado previsto, ficou receoso e desistiu da intervenção cirúrgica.Nessa emergência, lembraram-se de vir ao nosso encontro solicitar que fizéssemos uma “consulta aos Espíritos”. Em face da angústia que os dominava, decidimos fazer a dita consulta. E a resposta foi a seguinte: - “Durante vinte dias aplicar passes magnéticos (resolutivos e de dispersão), no baixo-ventre; e em seguida, uma lavagem interna, com um litro de água fria fluidificada. Após esse tratamento, a paciente ficará curada e em condições de conceber”. O tratamento prescrito foi efetuado rigorosamente. Porém, decorridos três meses, o esposo, ao certificar que a mulher estava com o ventre inchado, ficou bastante apreensivo e atribuiu o caso a uma inflamação interna produzida (segundo sua convicção) pelas lavagens de água fria. E, então, lamentava haver concordado com semelhante tratamento.

Tendo sido informado dessa nova angústia doméstica, decidimos ir a sua casa para dizer-lhe apenas o seguinte: - “Meu irmão”: o guia ou Espírito que formulou o tratamento asseverou, conforme dissemos, que “após vinte dias, sua esposa ficaria em condições de conceber”. Por conseguinte, a fim de identificar a causa dessa “inchação” ventral, aconselho que a leve a um médico ginecologista.Assim se fez; e o diagnóstico foi o seguinte: - “Sua esposa está grávida!” Efetivamente, no prazo certo nasceu o primeiro filho; e nos cinco anos seguintes nasceram mais cinco. Porém, infelizmente, logo a seguir, a dita senhora enviuvou. E como era pobre, teve de travar grande luta para manter-se com os seis filhos.


Assim é que, na intimidade do corpo físico, o perfeito equilíbrio gravitacional das órbitas microeletrônicas, governadas pelas forças de atração e repulsão, é que lhe dá a aparência ilusória de matéria compacta.

A anulação recíproca da lei de gravidade no mundo infinitesimal, e que permite a cada elétron manter-se em órbita em torno do seu núcleo, é também conseguida pela sua maior ou menor velocidade, tal como acontece com os satélites artificiais lançados pelos cientistas terrenos, os quais, de acordo com sua velocidade, mantêm-se em rotação em torno da Terra entre determinado apogeu e perigeu.

PERGUNTA: - Toda água fluidificada pelos médiuns produz sempre resultados terapêuticos benéficos aos doentes?

RAMATÍS:
- Não é bastante os médiuns fluidificarem a água, ministrarem passes mediúnicos ou extraírem receitas para, com isso, alcançar resultados positivos. Eles precisam melhorar sua saúde física e sanar os seus desequilíbrios morais. A simples operação de estender as mãos sobre um recipiente contendo água e fluidificá-la para que ela se torne em um veículo de magnetismo curador, exige, também do médium, o fiel cumprimento das leis de higiene física e espiritual, a fim de elevar o padrão qualitativo das suas irradiações vitais.

Embora as forças do Espírito sejam autônomas e se manifestem independentemente das condições físicas ou da saúde corporal, o êxito mediúnico de passes e fluidificação da água é afetado, quando os médiuns ou passistas negligenciam a sua higiene física e mental.

PONDERAÇÕES A RESPEITO DO MÉDIUM ENFERMO

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PERGUNTA: - O médium enfermo “deve” ou pode transmitir passes?

RAMATÍS:
- Não recomendamos a ninguém que receba passes mediúnicos ou magnéticos de criaturas com moléstias contagiosas, de moral duvidosa ou de costumes viciosos e censuráveis. É tão absurdo alguém pretender dar aquilo que ainda não possui em si mesmo, qual seja a saúde física ou espiritual, quanto ensinar aquilo que desconhece.

E isso ainda se torna mais grave no caso do passe mediúnico ou magnético, pois desde que o médium se encontra enfermo, a sua tarefa mediúnica se torna contraproducente, uma vez que ele projetará algo de suas próprias condições enfermiças sobre os pacientes que se sintonizarem passivamente à sua faixa vibratória “psicofísica”. Nos contágios acidentais entre pessoas sadias e enfermas, que ocorrem na vida cotidiana, aquelas que são assaltadas pelos germens, às vezes, ainda conseguem mobilizar à última hora as suas energias defensivas e então reagir em tempo, eliminando o potencial virulento alheio.

Conforme há milênios ensina a velha filosofia oriental, “aquilo que está em cima também está embaixo”, ou então, “assim é o macrocosmo, assim é o microcosmo”, ou seja, a mesma coisa ou a mesma verdade está no infinitamente grande e da mesma forma no infinitamente pequeno. As leis que regem as atividades do mundo físico são equivalentes das leis semelhantes do mundo oculto, tal como no caso do equilíbrio dos líquidos nos vasos comunicantes, em que o vasilhame mais cheio flui o seu conteúdo para o mais vazio. Entre o médium enfermo e o paciente mais vitalizado, a lei dos vasos comunicantes do mundo “etereoastral” transforma o primeiro num vampirizador das forças magnéticas que porventura sobram no segundo, ou seja, inverte-se o fenômeno.

Em vez de o médium transmitir fluidos terapêuticos ou vitalizantes, ele termina haurindo as energias alheias, em benefício do seu equilíbrio vital. Assim acontece quando certas pessoas sentem-se mais enfraquecidas depois de se submeterem aos passes mediúnicos ou magnéticos, ignorando que, em vez de absorverem os fluidos vitalizantes para recuperar a saúde, terminaram alimentando a própria fonte doadora de passes, pois esta encontrava-se mais debilitada.

Deste modo, seria absolutamente contraproducente o fato de uma criatura submeter-se aos passes magnéticos ou fluídicos do médium tuberculoso, epiléptico, variolado ou com febre tifóide, malgrado justificar-se a mística de que “a fé remove montanhas”. O próprio Jesus assegurou que não viera derrogar ou subverter as leis do mundo material, por cujo motivo não basta uma atitude emotiva de fé ou confiança incomuns para essas leis serem alteradas e semearem a perturbação na estrutura íntima do próprio homem.

PERGUNTA: - Mas existem provas de que a fé pura e inabalável, como fator capaz de provocar acontecimentos miraculosos, já conseguiu salvar moribundos?

RAMATÍS:
- Sem dúvida, quando na criatura domina essa convicção sincera e pura lembrada por Jesus no exemplo do grão de mostarda”, ou da “fé que remove montanhas”, ela mesma já pode dispensar o curandeiro, o médico famoso ou o médium curador, e assim recuperar-se completamente.
Desde que possua a convicção irredutível de que as energias terapêuticas palpitam dentro de si mesma e com todos os recursos essenciais para sua cura, evidentemente, não necessita requerer a qualquer intermediário para ser o “élan” produtor do “milagre”.

A cada um conforme suas obras” ou então, “Buscai e achareis”, são as fórmulas da “química” espiritual deixadas por Jesus, a fim de que o homem necessitado do socorro angélico mobilize suas próprias energias ocultas e sublimes, em vez de recorrer a outrem.

Mas não é segura a fé que ainda necessita da interferência alheia para uma ação miraculosa, pois, em geral, o intermediário ainda é o menos credenciado em Espírito para conseguir o êxito desejado porque, faltando-lhe a fé para curar-se a si mesmo, obviamente não possui forças para curar o próximo. Aliás, uma simples afirmação de fé mobilizada à última hora pelo médium ou paciente de passes não é bastante para destruir as coletividades microbianas exacerbadas no organismo físico, pois elas também obedecem às mesmas leis da Criação, que no seu mundo infinitesimal coordenam-lhes desde a gestação, o crescimento, a procriação e a velhice microbiana. Na verdade, elas garantem o sustentáculo da vida orgânica do homem, pois é de suas trocas e renovações incessantes de átomos, moléculas, células e tecidos que se compõe a maquinaria viva do corpo carnal. Disse-vos certa entidade do “lado de cá” que “a matéria, que nos obedece ao impulso mental, é o conjunto das vidas inferiores que vibram e sentem, a serviço das vidas superiores que vibram, sentem e pensam”. 1

1 - Nota do Médium: Ramatís refere-se à mensagem do Espírito de Lourenço Prado, em comunicação pelo médium Chico Xavier. É o capítulo “O Pensamento”, inserto na obra Instruções Psicofônicas publicado pela Livraria da Federação Espírita Brasileira.

Malgrado a fé sincera e pura do médium doente, desleixado ou irresponsável, ele não evita contaminar os seus pacientes com os germens nocivos de que é portador. Não duvidamos de criaturas que, desde o berço de nascimento, são imunes à tuberculose, ao tifo, à varíola e às demais moléstias graves e contagiosas; mas isso significa exceções próprias da qualidade intrínseca e defensiva do seu perispírito, e que não devem servir de encorajamento para os trabalhos mediúnicos dos médiuns enfermos em prejuízo da saúde do próximo. O próprio milagre ainda é um fenômeno submisso às leis imutáveis que no mundo invisível regem os acontecimentos de química ou física transcendental.

PERGUNTA: - Explicam alguns espíritas que é bastante a presença de um Espírito superior junto ao médium, mesmo quando este se encontra enfermo, para então eliminar-lhe todo o morbo psíquico ou físico existente e neutralizar os perigos do contágio. Que dizeis?

RAMATÍS:
- Não há dúvida de que todos nós podemos haurir na Fonte Divina e Criadora dos fluidos curadores de que necessitamos para a nossa saúde. E os médiuns, justamente por serem criaturas hipersensíveis, ainda são os mais credenciados para absorver o “quantum” de fluidos terapêuticos de que precisam para transmitir aos seus pacientes. Mas não devem esquecer que, embora sejam intermediários entre o mundo espiritual e o físico, a sua função é parecida ao que acontece com a água na mistura da homeopatia, em que, quanto mais água é adicionada à medicação infinitesimal, tanto mais se enfraquece o energismo da dosagem terapêutica.

Da mesma forma, os médiuns também poluem ou enfraquecem, pela sua estrutura “psicofísica”, humana e energismo ou a pureza dos fluidos que lhes são transmitidos do mundo superior, e que depois eles doam aos pacientes encarnados. Embora Deus seja Onipotente, Onisciente e Onipresente, o certo é que na intimidade espiritual de todos os médiuns, sejam doentes ou sadios, germinam micróbios que podem enfermar a carne. Malgrado a presença da Divindade no âmago de nossas almas, os micróbios proliferam tanto no mundo físico quanto no astral, destroem-nos pela moléstia humana, quando lhes proporcionamos as condições eletivas para se multiplicarem. Os médiuns, pois, não devem fiar-se, exclusivamente, nos fluidos puros que lhes podem transferir os guias invisíveis, pois a sua própria natureza perispiritual pode poluí-los. E os micróbios, repetimos, não produzem, especificamente, a enfermidade, mas proliferam depois que se manifestam no homem as condições eletivas e vulneráveis para eles viverem! 2

2 - Vide a obra “Fisiologia da Alma” (Editora do Conhecimento), de Ramatís, capítulo “As Moléstias do Corpo e a Medicina”.

Aliás, seria um precedente muito censurável o caso de os Guias submeterem os seus médiuns a urgente profilaxia médica e purificação fluídica à última hora, só porque se encontram enfermos e pretendem dar passes.

Na certeza de serem saneados pelos Espíritos superiores, que lhes anulariam as doenças físicas, as mazelas espirituais e as desarmonias emotivas prejudiciais ao serviço mediúnico, então raríssimos médiuns teriam cuidados ou preocupações com a higiene física ou moral para o melhor desempenho de suas obrigações socorristas.

PERGUNTA: - Considerando-se que o médium enfermo não deve dar passes, a fim de não contagiar os seus pacientes, não poderia ele, no entanto, receitar ou comunicar a palavra dos Espíritos desencarnados aos doentes?

RAMATÍS:
- Em verdade, não devemos esquecer que muitas criaturas cuja saúde física é exuberante não passam de Espíritos gravemente enfermos. No entanto, outras que a Medicina já condenou por fisicamente incuráveis, além do seu louvável otimismo construtivo são capazes de mobilizar as forças ocultas do Espírito para amparar os sadios de corpo. Há leitos de sofrimento que se transformam na tribuna de estímulo e do estoicismo espiritual, pois conseguem reanimar os visitantes saudáveis de corpo, mas ainda doentes da alma. Nesse caso os papéis se invertem, pois os enfermos da carne passam a doutrinar os doentes do Espírito porquanto, se a tuberculose, a lepra, o câncer, o pênfigo ou o diabetes são doenças da carne, a crueldade, a ambição, a avareza, o ódio, o orgulho ou ciúme são moléstias da alma.

Desde que o corpo físico é o instrumento fiel que pode transmitir para o mundo exterior a safra boa ou má do Espírito, é evidente que a cura definitiva de qualquer enfermidade humana deve primeiramente processar-se na intimidade da própria alma. Assim, os médiuns prudentes e sensatos, embora evitem dar passes, praticar o sopro magnético ou fluidificar a água porque estão enfermos, podem no entanto transmitir o conselho espiritual benfeitor, o estimulo que levanta o ânimo daqueles que se encontram moralmente abatidos. Embora convictos de que os seus guias hão de ministrar-lhes fluidos balsâmicos ou curativos para eliminarem sua doença, mesmo quando só endefluxados, os médiuns ainda deveriam moderar a transmissão de seus passes ou fluidificar a água, uma vez que o contágio é mais fácil porque os seus pacientes também se apresentam debilitados em suas defesas orgânicas. Nem sempre o médium está em condições psíquicas ou morais dignas, para recepcionar com êxito os fluidos sadios enviados pelos seus protetores desencarnados, por cujo motivo, em tal circunstância, assemelha-se a um vasilhame poluído.

É certo que os Espíritos benfeitores tudo fazem para elevar o padrão vibratório e psíquico dos seus intermediários, enquanto processam longas e exaustivas técnicas de purificação ou ionização nos ambientes de trabalho mediúnico. Mas eles não podem “impor” ou “insuflar” à força, nos encarnados, as energias curativas a que eles se mostram refratários, quando ainda estão envolvidos por verdadeiros cartuchos de fluidos daninhos absorvidos nos seus descontroles emotivos e desatinos mentais cotidianos.

PERGUNTA: - Mas não basta o apelo ao Alto e o desejo sincero de o médium servir ao próximo, para que ele também seja bem assistido?

RAMATÍS:
- Se só isso bastasse para os Espíritos benfeitores substituírem os fluidos ruins dos encarnados por seus fluidos bons, obviamente também poderiam dispensar a intervenção dos próprios médiuns no serviço de socorro espiritual. Seria suficiente a presença das entidades terapeutas junto aos homens enfermos, para fazê-los recuperar imediatamente a sua saúde física, apesar de suas costumeiras insânias mentais e descontroles emotivos.

Assim como não se coloca água limpa em vasilhame sujo, quem pretende gozar da saúde psíquica ou física pela assistência dos bons Espíritos deve também esforçar-se por modificar os seus pensamentos e abandonar os costumes viciosos, a fim de ficar mais apto a captar os fluidos transmitidos do mundo espiritual.

O médium enfermo, que não vive cotidianamente os princípios da doutrina que esposa e divulga, também não é receptivo ao socorro da luz sideral, cujos “fótons” impregnados das emanações curativas do Alto extinguem facilmente a flora microbiana patogênica.

Conseqüentemente, ele é quem melhor sabe quando está em condições favoráveis para cumprir o seu dever mediúnico com o máximo aproveitamento, sem prejudicar o próximo. Embora, até certo ponto, seja louvável o anseio dinâmico de os médiuns “fazerem caridade” a todo o transe, nem por isso eles devem causar danos alheios nessa luta ou campanha em busca da sua salvação. Tentar curar meia dúzia de enfermos, com risco de contaminar cinqüenta, não é prova de sensatez espírita.

O médium, quando enfermo, contente-se em ser o intérprete fiel dos conselhos e intuições superiores para transmiti-las aos seus companheiros menos esclarecidos, orientando-os nos atalhos difíceis da estrada da vida humana.

Devemos ainda, ressaltar que o serviço mediúnico de caridade é de proveito quase exclusivo para quem o pratica e pouquíssimo vantajoso para a criatura que o recebe. O pedinte é sempre uma espécie de novo cliente solicitando à “Contabilidade Divina” abertura de crédito ou prorrogação de prazo para liquidar o seu débito pretérito. Assim, quando recebe favores do próximo, ele contrai “nova conta” ou compromisso a ser resgatado mais tarde com serviços compensadores, que beneficiem a Humanidade.

(Trecho do livro: “Mediunidade de Cura” – pelo Espírito de Ramatis – psicografado pelo médium: Hercílio Maez)


Fonte: http://www.umbanda.com.br (nossos agradecimentos)


6 comentários:

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Calendário Assistência 2017

TENDA ESPÍRITA MAMÃE OXUM

CALENDÁRIO ASSISTÊNCIA - 2017.

C.E. Miguel Arcanjo e Tenda Espirita Mamãe Oxum-

Rua Francisco Framback, 91 E – Cascatinha - Petrópolis - RJ

ABRIL

MAIO

JUNHO

23 – Reabertura do Terreiro às 20h – Saudação à Ogum

02 – sexta-feira – Pretos Velhos

28 - sexta-feira - Exus

05 - sexta-feira – Pretos Velhos

07 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

10 - quarta-feira- Estudo da Umbanda

09 – sexta-feira – Saúde

12 - sexta-feira – Saúde

13 – terça-feira – Saudação Aos Exus – Bênção dos Pães – 20h

13 – sábado – Saudação aos Pretos Velhos

16 – sexta-feira – Não tem Gira

17 – quarta-feira – Doutrina - Vovó Catarina

21 – quart-feira – Doutrina – Vovó Catarina

19 – sexta-feira – Caboclos

23 – sexta-feira – Caboclos

24 – quarta-feira –Saudação à Sta. Sara,

e Povo Cigano

28 – quarta-feira – Doutrina

26 – sexta-feira - Malandros

30 – sexta-feira - Exus

JULHO

AGOSTO

SETEMBRO

05 – quarta-feira – Doutrina

02 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

01 – sexta-feira – Pretos Velhos

07 – sexta-feira – Pretos Velhos

04 – sexta-feira – Pretos Velhos

06 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

12 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

09 – quarta-feira – Doutrina

08 – sexta-feira – Saúde

14 – sexta-feira – Saúde

11 – sexta-feira – Saúde

13 – quarta-feira – Doutrina

19 – quarta-feira – Doutrina – Vovó Catarina

16 – quarta-feira – Saudação à Obaluaê e Omolu

15 – sexta-feira – Caboclos

21 – sexta-feira – Caboclos

18 – sexta-feira – Caboclos

20 - quarta-feira – Doutrina – Vovó Catarina

28 – sexta-feira - Exus

23 – quarta-feira – Doutrina – Vovó Catarina

22 – sexta-feira – Não Tem Gira

25 – sexta-feira – Malandros

24 – Domingo – Saudação à Ibeijada - às 17h

30 – quarta-feira – Doutrina ou Palestra

27 – quarta-feira – Distribuição Doces

29 – sexta - Exus

OUTUBRO

NOVEMBRO

DEZEMBRO

.04 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

01 – quarta-feira – Terreiro Fechado

02 - Confraternização

06 – sexta-feira – Pretos Velhos

03 – sexta-feira – Não tem Gira

08 – sexta-feira – Saudação à Oxum e bênção dos Pretos Velhos – 20h

11 – quarta-feira - Não tem Doutrina

08 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

09 – Oferendas na Praia – saída 17h

12 – quinta-feira – Cachoeira / Mata

10 - sexta-feira – Saúde

13 – sexta-feira – Não tem Gira

15 – Feriado – Saudação aos Malandros

18 – quarta-feira – Doutrina – Vovó Catarina

17 – sexta-feira – Caboclos

20 – sexta-feira – Caboclos

22 – quarta-feira – Doutrina

25 – quarta-feira – Doutrina – Doutrina ou Palestra

24 – sexta-feira – Exus

27 – sexta-feira - Ciganos

29 – quarta-feira – Doutrina – Vovó Catarina

A giras de sextas-feiras têm início às 20 horas. As fichas são distribuídas a partir de 19:45 até as 21:30. As pessoas que chegarem após este horário receberão apenas o passe, sem consulta.

Nossa casa não cobra consultas nem trabalhos, porém aceitamos colaboração de materiais de uso como velas, fósforos, charutos, fumos, etc...

ATENÇÃO: NÃO É PERMITIDO PARA ATENDIMENTO, PESSOAS COM MINI-SAIAS, SHORTS OU BERMUDAS CURTAS, BLUSAS MUITO DECOTADAS OU MINI-BLUSAS, CAMISETAS TIPO MACHÃO.

A CARIDADE NÃO SERÁ NEGADA, PORÉM RESPEITEM O TEMPLO RELIGIOSO.

(Baixe o seu calendário em PDF, clicando aqui)

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