terça-feira, setembro 29, 2009

Flores sem Haste - Dr. Bezerrade Menezes







Flores sem haste

Nós temos na colônia Maria de Nazaré, uma freirinha cuja única alegria na
Terra foi cuidar de um pequeno jardim, no convento das Carmelitas em que ela
morava.

Ela não se tornou freira porque quis, a mãe dela ficou muito doente
durante o período da gestação e prometeu que, se ela vivesse e se a filha
nascesse com saúde, seria freira.

Quando a vida começava a explodir em beleza e sonhos, aos quinze anos,
fizeram um enxoval e entregaram-na como esposa de Cristo. Ela chorou sozinha
durante muito tempo, depois se conformou e passou a dedicar às flores um
pouco do seu amor. Ela tinha que orar enquanto fazia pão, tinha que orar
enquanto lavava o pátio, tinha que orar enquanto fazia as refeições, tinha
que orar o dia inteiro. Não aquela oração que saía do coração, mas aquela
oração automática de que reza a Ave Maria, a Salve Rainha e o Pai Nosso. Ela
desencarnou e foi ser voluntária na Colônia Servos Maria de Nazaré, ela se
afeiçoou muito a uma madre e essa madre era uma ex-interna da colônia,
então, ela resolveu ir para essa colônia.

Existe na colônia Maria de Nazaré o jardim das flores sem haste. As flores
são cuidadas por ela, pela nossa pequenina freira. Essa irmãzinha faz flores
belíssimas! Um dia, eu cheguei e perguntei :

- Por que, irmãzinha, você faz flores sem haste? No Nosso Lar, na colônia
Divino Amigo, na colônia Missionários da Luz, em todos os abrigos, temos
jardins belíssimos, todos com hastes, com folhagens... Por que um jardim com
flores sem haste?

Ela me disse:

- Porque é muito difícil guardarmos a essência da fé e do amor com
raízes plantadas profundamente no chão. Achavam, na Terra, que eu era
santificada pela minha reclusão involuntária e a única alegria que eu tinha
eram as flores, que eu justificava que eram cuidadas para serem colocadas
aos pés da Virgem Santíssima.

Mas, quando eu oferecia as flores para Virgem Santíssima, eu não oferecia as
raízes, eu procurava cortar bem rente e oferecer só as flores. Hoje, como eu
posso criar flores fluídicas, eu quero que todas as criaturas aprendam a
caminhar na Terra sem deixar muitas raízes, porque aqui, porque aqui, na
colônia onde sirvo, no hospital Maria de Nazaré, as pessoas que estão
abrigadas plantaram muito mais vezes, espinhos venenosos, raízes tóxicas,
mas só as pétalas são como a face de Maria: suave, perfumada e doce.
Plantaram a haste da minha vida no solo de uma igreja fria, onde meu único
consolo era embelezar os pés de Maria, vendo meus colibris, meus
beija-flores...

Até as migalhas de pão me eram tão difíceis de oferecer aos passarinhos,
mesmo recorrendo a Francisco de Assis como exemplo para a minha atitude...
Fui, uma vez, inclusive, punida, porque diziam que eu via na imagem de
Francisco de Assis a imagem de um homem, quando, na verdade, eu estava
buscando uma fuga para poder olhar as aves do meu céu, como direito que
todas as criaturas têm e o própria Cristo nos Ensinou: "olhai as aves do
céu!" Mas, tudo o que eu dizia representava para mim mais punição...

E quando Bezerra de Menezes me pergunta por que eu faço flores sem haste, eu
repondo como respondi : não é muito mais bela uma flor boiando no infinito
de DEUS?

- Eu segurei as mãos daquela trabalhadora, pedi licença e beijei-as.

Benditas sejam as mãos que amam as flores, bendito seja aquele que em olhos
para ver as aves do céu, para ver os lírios do campo, sem falar no lodo que
alimenta esses lírios, mas na beleza que neles resplandecem!

Ela, realmente, levou para a colônia só as flores e deixou no chão da Terra
as raízes...

**Bezerra de Menezes/ Shyrlene Soares Campos, dia 05/02/1998

Núcleo Servos Maria Nazaré:Cidade Jardim, Uberlândia MG -**

Fonte: http://www.nucleoservosmariadenazare.com.br/mentores.html



domingo, setembro 20, 2009

A importância do sorriso na casa espírita







A importância do sorriso na casa espírita

Joaquim Ladislau Pires Júnior

Outro dia um amigo me confidenciou que estava muito preocupado com a ausência de sorrisos e calor humano no interior das instituições espíritas. E que se nossa Doutrina é otimista, trazendo nova luz para a vida por que é que há tanta gente carrancuda dentro das instituições?

Não pude deixar de concordar com ele.

De fato, tenho percebido que muitas instituições, através de seus dirigentes e trabalhadores, à guisa de manter a seriedade doutrinária comprometem o seu bom humor, a simpatia, o calor humano, como se o mundo se resumisse às suas carrancas, ao sofrimento e ao pessimismo.

Não podemos esquecer que normalmente quem procura o centro espírita está com dificuldades, está desanimado, está sofrendo. Se mantemos uma postura sisuda, com humor fechado, e sem a luz de um sorriso, devemos saber que temos a chance de estarmos contribuindo para influenciar negativamente aqueles que nos procuram, piorando a sua situação.

Talvez por um atavismo judaico-cristão associado com a idéia equivocada de que o sofrimento é enobrecedor e é sinal de evolução (o que está errado, evidentemente) é que esses irmãos e irmãs que preferem a carranca ao sorriso estejam agindo assim.

Que jamais faltem sorrisos nos centros espíritas, pois nada mais animador do que ser recebido com um sorriso e com calor humano. Pois nós não somos máquinas. Somos seres humanos, seres espirituais, tendo o compromisso de transformar o mundo para melhor. Para que sombras em nosso rosto?

Não podemos esquecer que o abismo atrai o abismo e que sorrir sempre é a garantia de espalhar a paz e a alegria a contagiar aqueles que estão ao nosso redor, onde quer que seja.

E a casa espírita detém um papel de fundamental importância como irradiadora da luz, sendo nossa postura a lâmpada a propagar essa boa energia. Se fechamos o nosso rosto, estaremos impedindo o fluxo dessa luz. Pois “cara” fechada não é sinal de evolução.


Enviado gentilmente pela nossa médium Alcilea Medeiros.
(Sorriso com calor humano, isso a T.E.M.O tem bastante, graças a DEUS!!! )


segunda-feira, setembro 14, 2009

Lembrança de Vidas Passadas - Video


Lembrança de vidas passadas







Assista este excelente documentário produzido pelo canal Discovery Channel sobre reencarnação e lembranças de vidas passadas. Não é uma produção espírita, mas imparcial, que busca primeiramente a opinião de pesquisadores.




Os Dragões - Legiões das trevas



Os Dragões - Legiões das trevas



Escrito pela Administração da Revista Cristã de Espiritismo

Entrevista realizada com o médium Wanderley Oliveira, sobre o livro Os dragões – O diamante no lodo não deixa de ser diamante, pelo espírito Maria Modesto Cravo


Qual é o tema central da obra?

O livro, publicado pela Editora Dufaux, é um romance cujo tema central é a história de Matias, uma alma atormentada que serviu durante séculos à comunidade dos dragões.

A autora espiritual tece um enredo leve e comovente no qual Matias, após o arrependimento, reencarna como médium sob orientação do espiritismo.

A cronologia do romance revela fatos ocorridos no movimento espírita brasileiro entre os anos de 1936 a 1964, período em que ocorreu o clímax de uma ação organizada pelos benfeitores no mundo espiritual para reencarnar milhões de corações que foram libertados de um dos mais tristes locais de maldade na erraticidade: o Vale do Poder.

O tema central do livro nos levará a perceber que, a maioria dos seguidores da mensagem do Evangelho, nos mais diversos segmentos cristãos, guardam algum tipo de laço com os dragões.


Quem são os dragões?

É a mais antiga comunidade da maldade que se organizou socialmente nas regiões chamadas subcrostais ou submundo astral. Segundo o romance, ela existe há 10 mil anos.

Essa comunidade, administrada por inteligências do mal, criou a Cidade do Poder e sua hierarquia é composta pelos “dragões” legionários, justiceiros e conselheiros. São espíritos que fazem o mal intencionalmente.

Os dragões podem reencarnar?

Muitos desses espíritos não conseguirão mais reencarnar na Terra devido à sua condição mental desequilibrada. Não haveria como manter uma gestação em tal nível de vibração. Serão deportados para outros mundos onde reiniciarão o seu progresso.

Contudo, muitos deles, quando tomados pelo arrependimento, reencarnam aqui no planeta e se melhoram.

No livro é abordado um modelo de psicologia usado pelas trevas. Que modelo é este?

Os dragões já utilizam um modelo de psicologia há mais de 300 anos para dominar e explorar.

Esse modelo pode ser compreendido da seguinte forma: imagine três círculos, um dentro do outro. No primeiro círculo de dentro escreva baixa autoestima. No círculo a seguir está a idealização. E no último círculo estão o melindre, o perfeccionismo e a intolerância.

Os dragões sabem que a doença psicológica básica em um planeta como a Terra é a escassez de estima pessoal, como um resultado de milênios no egoísmo. Quem tem baixa autoestima, idealiza a vida, as relações, as metas. Vive uma vida muito imaginária e distante do que é real. E quem idealiza em excesso torna-se muito melindroso, perfeccionista e intolerante.

Claro que, colocando de forma tão sintética, talvez surjam muitas dúvidas, mas o livro tece muitas abordagens sobre o assunto.

Costumo dizer que Os Dragões é um romance de autoconhecimento, porque, na verdade, a autora espiritual faz estudos muito profundos e fáceis de entender sobre o psiquismo humano.

Então, a baixa autoestima é o núcleo deste modelo?

Sim. Sob o enfoque espiritual, essa doença não é apenas o resultado de traumas e limitações sofridas na infância. Além disso, Maria Modesto Cravo explica, no livro, que esse estado psicológico caracteriza a maioria esmagadora dos habitantes terrenos, em maior ou menor escala, conforme os compromissos assumidos por cada criatura em sua consciência.

Qual o ponto de maior fragilidade nos centros espíritas que é explorado pelos dragões?

A convivência.

Os dragões sabem muito bem que não lidamos bem com nosso mundo interior e, consequentemente, projetamos isso nos relacionamentos.

As condutas mais exploradas para gerar conflitos na convivência são: maledicência, culpa, mágoa, rigidez, preconceito, irritação, julgamento, entre outras.

Quais os laços entre a comunidade espírita e os dragões?

A obra nos informa que muitos dragões reencarnaram nas religiões cristãs, e deixa claro que inúmeros regressaram ao solo brasileiro, inclusive, no seio do movimento espírita. Reencarnaram arrependidos e ansiosos pelo recomeço. Retornaram e foram iluminados pelo conhecimento espírita para sua remição consciencial.

Depois deste retorno de multidões ao movimento espírita brasileiro, a comunidade dos dragões passou a uma perseguição implacável aos espíritas, no intuito de inviabilizar as noções sobre como o mal organizado pretende dominar as sociedades e impedir o esclarecimento espiritual dos povos.

Fique à vontade para nos dar uma mensagem final sobre o livro Os Dragões.

Gostaria de reproduzir uma pergunta que fiz à autora espiritual, Maria Modesto Cravo, e a sua resposta repleta de sabedoria:

“Vemos muitas pessoas que não conseguem ler livros cujo conteúdo versa sobre as trevas. Nesse sentido, a senhora teria algo a dizer sobre Os Dragões, o trabalho que terminamos há pouco tempo?”

“Nossa reflexão nesta obra é apenas uma pequena fresta para que o homem, iluminado com o conhecimento espírita, perceba a natureza de nossos desafios e compromissos com as esferas subcrostais.

Falamos menos das trevas de fora que daquelas que trazemos por dentro.

Para quem deseja implantar a luz e o bem, é, no mínimo, uma obrigação conhecer nossos laços com as comunidades dos dragões”.


Sugestão de leitura: Os dragões
Psicografia: Wanderley Soares de Oliveira
Pelo espírito: Maria Modesto Cravo

Páginas: 521

O tema central é a história de Matias, uma alma atormentada que serviu durante séculos aos dragões, uma comunidade organizada para o mal.

A autora espiritual tece um enredo leve e comovente no qual Matias, após o arrependimento, reencarna como médium sob orientação do Espiritismo.

A cronologia do romance revela fatos ocorridos no movimento espírita brasileiro entre os anos de 1936 a 1964, período em que ocorreu o clímax de uma ação organizada pelos benfeitores no mundo espiritual, para reencarnar milhões de corações que foram libertados de um dos mais tristes locais de maldade na erraticidade: o Vale do Poder.

Um relato leve e comovente sobre os nossos vínculos com os grupos de espíritos, que integram as organizações do mal no submundo astral.


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Fonte: Revista Cristã de Espiritismo


Espírito Obsessor no Bar






Escrito por Victor Rebelo

Para quem gosta de estudar temas como Viagem Astral e obsessão, vou contar uma experiência que aconteceu comigo.

Anos atrás, quando eu era mais jovem, costumava ir a um bar noturno para ouvir o pessoal tocar blues e rock. Fiz amizade com os músicos e comecei aprender a tocar gaita e cantar blues. Foi uma forma de diversão e expressão artística que vivenciei por poucos meses, mas com bastante intensidade durante essa época da minha vida. Quase todas as noites, de tanto tentar cantar e tocar blues, ao fechar os olhos, deitado em minha cama, começava a escutar melodias maravilhosas. Foi uma época legal, de muita criatividade, mas também de alguns desequilíbrios. Infelizmente, naquele ambiente, o excesso de emanações alcoólicas, de fumaça de cigarro, além da presença, nos “bastidores”, de certas drogas, demonstrava que a atmosfera psico-espiritual era bastante perturbadora. Isso não significa que o rock, o blues ou o barzinho, tão freqüentado por jovens, sejam sinônimos de desequilíbrio. Mas naquele caso, era.

Certa noite, já de madrugada, me vi projetado fora do corpo na porta do bar e logo percebi o que estava ocorrendo. Próximo à entrada havia um grupo de espíritos, alguns desencarnados e outros temporariamente projetados fora do corpo, como eu. Fui me aproximando e, então, vi um espírito, com a aparência de uns vinte e cinco anos, que me chamou a atenção. Ele tinha barba e óculos. Talvez inspirado por algum dos meus amparadores espirituais, cheguei perto dele. Quando ele me viu, fui logo reclamando: - Você é um espírito obsessor! Está me perturbando!

Ele continuou na dele, sem dizer nada, apenas me encarando. Então continuei:

- Por que você faz isso? Por que está fazendo a turma beber até “encher a cara”?

Para meu espanto, ele me respondeu com a maior naturalidade:

- Pare de ser hipócrita! Não sou eu que faço o pessoal beber e fumar! Eles bebem e fumam porque querem, eu apenas “curto” junto... dou uma forcinha!

Foi aí que “caiu a ficha” e percebi o quanto eu estava sendo infantil. É claro que todos somos responsáveis pelos nossos atos, não podemos responsabilizar os outros por isso. Temos que parar com esse “papo” de espírito obsessor. Então perguntei:

- E como você faz isso?

- É simples! Quando alguém fuma, por exemplo, chego bem pertinho da pessoa, quase abraçando-a, e aspiro a fumaça ao mesmo tempo.

Enquanto explicava, foi demonstrando. A impressão que tive, quando ele aspirou a fumaça, é que o perispírito dele se justapôs ao de um jovem que tragava um cigarro naquele momento, quase que “colando” nele.

Após esta curta conversa, voltei ao corpo físico e despertei. Rememorei bem o que ocorreu para não esquecer mais e, após uma prece de agradecimento pela lição recebida, adormeci.

Dias após este fato, parei de frequentar este bar. Ele mudou muito, não está como antes, mas a lição que aprendi me marcou profundamente.

Quantas vezes, numa atitude imatura, culpamos os outros pelos nossos fracassos? Quantos de nós não criamos obsessores imaginários para os responsabilizarmos por nossos vícios? Quando se fala em obsessor, logo vem à mente a imagem de um ser diabólico, malvado. Aquele espírito, que não era exatamente um obsessor, mas um co-participante dos desequilíbrios alheios, era muito inteligente e culto. Um artista e intelectual, só que desencarnado. Precisamos nos libertar dos preconceitos e perceber que um espírito só pode nos induzir com sucesso a fazermos algo se dermos abertura mental, ou seja, se o “mal” já existe dentro de nós. Só assim amadureceremos e assumiremos a direção do barco da nossa vida, não permitindo que ele se afunde nos momentos de tempestade.



Texto publicado na Revista Cristã de Espiritismo, edição 56.


Terra, Intercessão de Umbral e Céu







Vivemos na Terra num corpo denso e lento. Perdemos a maior parte do tempo em tranporte, alimentação, higiene e saúde e o resto é utilizado para sobrevivência. Já que não temos como nos livrar destas coisas por enquanto, podemos qualificá-las mais para viver melhor.

Você pode fazer de sua alimentação um hábito positivo ou negativo, assim como da higiene, saúde e o trabalho também. isto faz a diferença entre ser feliz ou não. Há pessoas que não sabem cuidar do corpo mesmo estando dentro dele, que dirá da alma.

Se as pessoas nãor espeitam nem um objeto que vêem (o corpo), como vão respeitar algo que não vêem? Comor espeitar os bons hábitos e até seus irmão encarnados? Como vão valorizar a ética e sequer a cosmoética?

Apesar do desenvolvimento cerebral da espécie humana ter evoluído muito, a sua moral não a acompanhou. O homem tem o conhecimento e a técnica, mas não possui a sabedoria, a moral, a ética e a cosmoética que são o mais fundamental para a felicidade e evolução humanas. alguns seres evoluídos têm reencarnado discretamente neste planeta a fim de propiciar o desenvolvimento orgânico nervoso avançado nos humanos e deixado descendentes para que estas novas mutações genéticas se perpetuem.

Outros seres igualmente evoluídos tem reencarnado a fim de trazerem a sabedoria em forma de amor e moral através dos milênios. O homem tem todos os recursos, os equipos e ferramentas para ser feliz e se realizar como um todo. Mas o egoísmo de muitos que só percebem a matéria lançam a maioria das massas num sofrimento de privações materiais insanas.

Não importa se é karma, pois afinal tudo é karma. O fato é que o amor poderia diluir todo karma planetário em 24 horas se houvesse um perdão irrestrito e incondicional em todos os seres humanos simultaneamente.

A Terra brilharia das trevas para a luz tão rápido como se liga um interruptor. Mas os egoístas multibilionários não acreditam que seriam mais felizes se repartissem o pão.

Por outro lado, os que se chafurdam nas misérias humanas, teimam no orgulho mesquinho, com dificuldades de se arrepender sinceramente e se perdoarem consciencialmente. A culpa é desculpa para não trabalhar.

O egoísmo e o orgulho são as piores misérias humanas. Enquanto o perdão e a humildade não permearem nossos corações e mentes, teremos uma vida atribulada, cheia de violências, preocupações e com futuro incerto.

É muito fácil esperar um salvador ou algum ET místico, que venha modificar o mundo "para mim", já que não quero modificar a mim mesmo. A preguiça, o comodismo e o orgulho apenas embassam a visão consciencial de seus portadores.

É difícil assumir a responsabilidade da reforma íntima e sentir-se tolo perante os "espertos" que a todos traem, pensando nas vantagens terrenas, que os lançam nos poços de lodo.

Não queremos ser "passados para trás" nesta vida competitiva que nos torna tão infelizes. É duro assumir a responsabilidades de que tudo só depende de nós e nenhum salvador irá aportar por aqui fazendo milagres e movendo montanhas, pois Eles já nos visitaram e ninguém percebeu.

Agora cabe a nós movermos as montanhas de nossos corações a abrir os mares de nossas mentes e fim de merecermos um mundo de paz.


Sanat Khum Maat

Recebido mediunicamente por Dalton Roque



sábado, setembro 12, 2009


A Reencarnação no Plano Social

Eugenio Lara - Novembro de 2002



1. Expiação e Progresso

Segundo a Doutrina Espírita, Deus cria os espíritos na simplicidade e na ignorância, tendo tempo e espaço para progredirem. Para que possam desenvolver suas potencialidades necessitam encarnar num corpo material. As encarnações são sucessivas e sempre muito numerosas, pois “o progresso é quase infinito.” (1)

Os espíritos falam sobre o papel da reencarnação na pergunta 167 de O Livro dos Espíritos, onde Allan Kardec formula a seguinte questão: “Qual é a finalidade da reencarnação? Expiação, melhoramento progressivo da humanidade. Sem isso, onde estaria a justiça?”

Quando os espíritos respondem primeiramente que a reencarnação tem uma finalidade expiatória, eles não querem dizer que ela seja punitiva e condenatória.

A palavra expiação tem várias acepções (castigo, penitência, cumprimento de pena, sofrer conseqüências de, preces para aplacar a divindade etc.) que são comumente associadas à idéia de pecado e mortificação. Idéia essa estranha à concepção espírita. Considerando as várias acepções existentes, a que mais se acomoda ao que os espíritos colocaram é a de “sofrer conseqüências de”, em conformidade com o livre-arbítrio e a Lei de Ação e Reação.

Sobre a finalidade da encarnação, os espíritos respondem que “Deus a impõe com o fim de levá-los à perfeição. Para uns, é uma expiação, para outros, uma missão. Mas, para chegar a essa perfeição, eles devem sofrer todas as vicissitudes da existência corpórea: nisto é que está a expiação.” (2)

O termo expiação, usado constantemente pelos espíritos, aparece acompanhado de uma explicação bem sintética e muito densa, quando analisada com mais cuidado.

O espírito, quando encarnado, acha-se sujeito a uma série de limitações impostas pelo seu corpo físico. Há as dificuldades de comunicação, transporte e a falta de uma série de instrumentos que o corpo não possui. “No físico, o homem é como os animais e menos bem provido que muitos dentre eles; a natureza lhes deu tudo aquilo que o homem é obrigado a inventar com a sua inteligência, para prover às suas necessidades e à sua conservação”. (3)

O ser humano, desde as cavernas até os nossos dias, tem buscado vencer suas limitações como espírito encarnado. Depois de um processo incessante de conhecimento e domínio da natureza, ele hoje exerce sobre ela um controle quase que total. Os transportes, os meios de comunicação, estão bem avançados e há um desenvolvimento das ciências nunca antes presenciado pela humanidade.

As vicissitudes da vida, que os espíritos responderam como sendo uma expiação ou missão, dependendo de cada um, têm levado o ser humano a desenvolver a sua inteligência para prover as suas exigências biológicas que, pela própria natureza humana, extrapolam o plano material, para se colocarem no plano moral e social. Através do contato interpessoal também busca a satisfação de necessidades de ordem psicológica pelo convívio, afeto e troca de emoções. Tais necessidades podem caracterizar uma situação de expiação, dependendo da forma como ele se relaciona e do grau evolutivo em que se encontre.

Para o Espiritismo, expiação, em suma, não tem significado de penitência, condenação ou punição. Seu significado, como os espíritos estabeleceram, é o de desafio à inteligência e à condição moral do espírito. Um desafio constante que visa promover o progresso individual e coletivo.

2. Visão Deturpada

Porém, para muitos, a reencarnação é tida unicamente como punição que o sujeito sofre pelas faltas cometidas em outras existências.

A Lei de Ação e Reação é considerada como uma lei mecanicista, que provoca situações determinadas autoritariamente por espíritos elevados, à revelia do reencarnante. Transparece a idéia de castigo divino, disfarçada por uma visão distorcida de muitos conceitos espíritas.

A influência do cristianismo ainda é muito forte, pois a nossa formação cultural se encontra imersa na idéias cristãs. Isso ocasiona, a priori, uma postura ideológica de rejeição quase que imediata, diante de qualquer conhecimento novo, ou de adaptação, aprisionando determinados conceitos espíritas ao pré-conceito já estabelecido ao longo das existências. É o que vem acontecendo no meio espírita onde a influência, principalmente do catolicismo, é muito marcante.

As visões deturpadas que se têm dos princípios fundamentais do Espiritismo provocam análises ingênuas, permeadas de misticismo e intenções salvacionistas. A Lei de Ação e Reação, aplicada mediante a reencarnação, vem assim fundamentar a idéia de que o nosso planeta seja um local de sofrimento, que viemos aqui para pagar e sofrer, tendo que nos conformar com a nossa situação existencial. E, para enfrentar tal realidade, busca-se a “reforma íntima” para se livrar do expurgo do Terceiro Milênio, transportando para o Espiritismo a idéia de Juízo Final, aceita pelo cristianismo.

3. Reencarnação e Alienação

Esses pensamentos fatalistas e antidoutrinários aprisionam as pessoas num moralismo bitolante, estabelecem um modelo de comportamento inautêntico, que busca mudanças através de um conjunto de regras, onde o mundo passa a ser dividido de forma maniqueísta, entre o que se deve e o que não se deve fazer.

Devido a essas deturpações doutrinárias, efetuadas pelos espíritas desde que o Espiritismo começou a se difundir no Brasil, ele tem sido considerado, por eminentes pensadores de nossa época, como uma religião conformista, que anestesia as consciências, alienando os indivíduos dos problemas atuais, devido à visão de resignação que, segundo eles, é instituída pela idéia da reencarnação.

O Espiritismo é, acima de tudo, uma nova ordem de idéias acerca da vida e da existência do ser humano como criatura imortal e perfectível, tendo todas as condições conceituais para ajudar a promover uma revolução cultural no nosso planeta.

A lei dos renascimentos sucessivos, segundo a visão espírita, abre perspectivas nunca antes contempladas. A imortalidade, exercitada pelo espírito ao longo de suas existências num processo contínuo de evolução infinita, vem elucidar uma série de questões que vão desde o plano biológico, psicológico ao plano social, até então inexplicáveis, tanto pelos espiritualistas como pelos estudiosos das leis que regem o mundo material.

Conforme Allan Kardec, “a encarnação não é uma punição como pensam alguns, mas uma condição inerente à inferioridade do espírito e um meio dele progredir” (4); “a encarnação é necessária ao duplo progresso moral e intelectual do espírito; ao progresso intelectual pela atividade obrigatória do trabalho; ao progresso moral pela necessidade recíproca dos homens entre si. A vida social é a pedra de toque das boas e más qualidades”. (5)

4 - O Social na Visão Reencarnacionista

O retorno à vida corporal demonstra a soberana bondade e justiça do Criador, que sempre oferece uma nova oportunidade de reajuste e continuidade do trabalho não concluído. Faz parte da Lei de Progresso, que ocorre tanto em nível individual como coletivo, onde os planetas e até as galáxias acham-se submetidos à evolução.

O espírito, de posse de seu livre arbítrio, estabelece a sua situação no relacionamento com os companheiros em evolução, frente a problemas que necessita solucionar através do trabalho constante. Estando encarnado, dá continuidade ao seu processo de crescimento em todos os sentidos. Os sofrimentos individuais e coletivos têm, desse modo, a sua razão de ser, pois cada um constrói a sua própria vida e está aqui não para simplesmente sofrer, de forma abnegada e impassível, mas para vencer a si mesmo e superar os problemas causados pelas suas imperfeições, sua inexperiência, seja na família ou na sociedade.

Todos os obstáculos a serem removidos pela nossa atuação não existem ao acaso. Por outro lado, a nossa existência não é projetada arbitrariamente pelo “plano espiritual”. Trata-se de uma condição natural determinada pelo nosso estágio evolutivo.

A injustiça e a opressão sociais estabelecem relações que definem situações existenciais utilizadas pela Natureza para a evolução dos espíritos, que pelas suas necessidades de reajuste educativo, reencarnam em um meio adequado e conveniente para com o gênero de provas no qual aspiram.

A escolha das provas existenciais que desejam experimentar é feita livremente, de acordo com sua capacidade e merecimento, assessorados, segundo a teoria espírita, por espíritos mais elevados, responsáveis pelos renascimentos físicos. As chamadas provas existem para serem enfrentadas e vencidas, constituindo um desafio para o espírito, artífice da sua própria evolução.

O entendimento da lógica da organização social necessita do conhecimento de sua estruturação interna e de como se deu historicamente o estabelecimento das atuais relações econômicas.

A leitura e o estudo de diversos pensadores que se debruçaram sobre as questões sócio-econômicas, como Keynes, Marx, Engels, Weber etc., ao lado da Kardequiana e de seus continuadores, oferece condições para que haja uma interpenetração conceitual, que resultará numa visão fundamentada do fenômeno social segundo o Espiritismo. No entanto, o que se tem notado no movimento espírita é uma reação a qualquer tentativa de se intervir no plano social, cabendo lembrar a pressão e a marginalização que sofreram os integrantes do MUE (Movimento Universitário Espírita) nos anos 60, que marca um deprimente episódio da história do Espiritismo no Brasil.

A problemática social ainda é justificada inocentemente pela Lei de Ação e Reação e se não tomarmos cuidado, repetiremos erros históricos, como no caso da Índia, onde as castas eram justificadas pela reencarnação devido a interesses ideológicos que desfiguram a sua divulgação para as massas.

O social, dentro da perspectiva reencarnacionista, apoiada nas teorias sociológicas, torna-se mais abrangente, abrindo campos de análise ainda desconsiderados pelos cientistas sociais e pelos próprios espíritas. O seu entendimento possibilita condições para se analisar a injustiça e as desigualdades sociais, onde os espíritos encarnados diante de tal quadro, geram conflitos necessários à mudança da ordem social, em busca de seu bem-estar, caracterizando tais conflitos, o que Karl Marx denominou de luta de classes. “As convulsões sociais são a revolta dos espíritos encarnados contra o mal que os oprime, índice de que anseiam por um reino de justiça, do qual têm sede, sem entretanto saberem bem o que querem e os meios de consegui-los.” (6)

“O bem-estar é um desejo natural” (7) que predomina em todos os homens. Se desprovidos das condições essenciais para a sua reprodução e conservação, se revoltam violentamente ou, em outro extremo, devido à ideologia dominante e conservadora, se conformam. A busca do bem-estar, segundo o Espiritismo, é necessária e nunca será um crime se for conquistada sem o prejuízo de alguém.

Os Espíritos sustentam que as desigualdades sociais não são obra de Deus, são obras dos homens e serão eles próprios que através de existências sucessivas irão eliminando essas desigualdades.

Humberto Mariotti, em sua magistral obra Parapsicologia e Materialismo Histórico (Edicel - 2ª edição/cap. XVI) coloca o seguinte:

“A reencarnação, ou lei palingenésica, não justificará, como ainda se pretende, as desigualdades sociais. A lei de causalidade espiritual ou existencial não determina as formas de sociedade, pois o destino individual do homem carece de força histórica para estabelecer um regime social, baseado no sistema de propriedade privada”, e acrescenta ainda que “a lei de renascimento origina destinos individuais, mas não poderá jamais determinar sistemas sociais. Os sistemas ou formas de convivência social, estabelece-os a ciência da sociedade, elaborada pelo mais brilhantes espíritos”.

A existência de comunidades desprovidas de recursos essenciais a sua existência nunca será legitimada pela reencarnação, pois sabemos que, historicamente, os ricos sempre foram minoria, havendo portanto uma desproporção aritmética entre ricos e pobres que, em todos as épocas da humanidade, constituíram a grande massa.

A aceitação conformista dos problemas de natureza econômica e política, concebendo-os como algo estático e insensível a mudanças pelas nossas ações, vem atender aos interesses de uma elite que quer se perpetuar no poder. A necessidade de se transformar a nossa sociedade desigual em uma sociedade igualitária torna-se um dever, implicando numa melhoria do planeta em que vivemos a fim de que todos possamos progredir de forma sadia e adequada.

5. Individual e Coletivo

Através da reencarnação ocorre uma integração constante entre o mundo físico e o extrafísico. Um reage sobre o outro, incessantemente. Tanto os espíritos quanto os homens, que são também espíritos, desempenham um papel imprescindível no aperfeiçoamento da humanidade, pois além de promoverem seu progresso individual, estão colocados “em condições de enfrentar sua parte na obra da criação.” (8)

Afirma o pensador espírita Herculano Pires, com muita propriedade, que “a renovação do homem implica a renovação social, mas desde que o homem renovado se empenhe na transformação do meio que vive, sendo esta, aliás, a sua indeclinável obrigação.” (9)

Essa posição é reafirmada por Herculano nas seguintes palavras: “melhorar apenas o homem numa estrutura imoral equivaleria a melhorar a estrutura com um homem imoral” (10) e “transformar o mundo pela transformação do homem e transformar o homem pela transformação do mundo, eis a dialética do Reino.” (11)

É um equívoco pensar que o Espiritismo propõe a renovação social a partir de uma transformação individualista e que os seus princípios levem o indivíduo a promover a sua transformação na intimidade de sua consciência, sem se politizar e desempenhar o seu papel social como espírita e ser político que é.

Allan Kardec afirma que o “resultado de todos os progressos individuais é o progresso geral” (12) e complementa essa afirmação ao dizer que “a aspiração do homem por uma ordem de coisas melhor que a atual é um indício certo da possibilidade de que chegará a ela. Cabe, pois, aos homens amantes do progresso, ativar este movimento pelo estudo e a prática dos meios que julgam mais eficazes.” (13)

O homem, “concorrendo para a obra geral, também progride” (14). É parte primordial da sociedade e a sociedade, seu espaço de integração. Assim como não pode viver sem a sociedade, a sociedade sem ele deixaria de existir. Um reafirma o outro. “No isolamento o homem se embrutece e se estiola” (15) e a necessidade de sociabilização se impõe como um impulso natural, necessário para o seu progresso e o da coletividade.

Pelos renascimentos sucessivos, o trabalho elaborado em prol de uma sociedade mais fraterna nunca será em vão, pois além de ser uma herança para os que momentaneamente permanecem encarnados, será uma futura recompensa para quem reencontrar a realidade que ajudou a transformar.

Notas Bibliográficas

(1) O Livro dos Espíritos – Allan Kardec - pergunta 169 (Lake - 41ª edição).
(2) Idem – pergunta 132.
(3) Idem – pergunta 592.
(4) A Gênese – Allan Kardec - cap. XI - item 26 (FEB - 20ª edição).
(5) O Céu e o Inferno – Allan Kardec - cap. VIII/&8. (FEB - 22ª edição).
(6) Obras Póstumas – Allan Kardec - 1ª parte/As Expiações Coletivas (Lake - 2ª edição).
(7) O Livro dos Espíritos – pergunta 719.
(8) Idem – pergunta 132.
(9) Espiritismo Dialético – J .Herculano Pires; O Indivíduo e o Meio. (edições A Fagulha - MUE).
(10) O Reino – J.Herculano Pires. Cap. VIII (Edicel - 1ª edição).
(11) Idem – cap. VIII.
(12) Obras Póstumas – Allan Kardec - 2ª parte/Credo Espírita.
(13) Idem – Allan Kardec - 2ª parte/Liberdade, Igualdade e Fraternidade.
(14) O Livro dos Espíritos – pergunta 132.
(15) Idem – pergunta 768.

Texto originalmente publicado no periódico santista Espiritismo e Unificação (maio de 1985).

Fonte: Pense - Pensamento Social Espirita


Novo Código de Umbanda




NOVO CODIGO DE UMBANDA




Escrito por Alex de Oxóssi
22-Jan-2009


Art. 1º - O presente código estabelece normas de condutas aos Umbandistas.

Art. 2º - Umbandista é todo aquele que seja por que caminho for, foi conduzido ao seio da Religião e lá permanece.

Parágrafo Único - Equipara-se à Umbanda, a coletividade de pessoas que de alguma maneira mantém vinculo com a Casa.

Art. 3º - Tratar-se-ão como Irmãos todos os Umbandistas.

Art. 4º - O primeiro Fundamento da Umbanda é a CARIDADE.

Caridade é um sentimento ou uma acção altruísta de ajudar o próximo sem buscar qualquer tipo de recompensa. Amor ao próximo; bondade;

benevolência; compaixão Caridade não tem custo (R$).

Art. 5º - O segundo Fundamento da Umbanda é o AMOR.

AMOR – Pode significar afeição, compaixão, misericórdia, ou ainda,

inclinação.

É tão divino que o ser encarnado tem dificuldade até na compreensão deste

sentimento, é o caminhar na vida levando compaixão, compreensão,

perdão, tolerância, desapego, é não ficar preso a palavras, gestos, fatos,

eventos, situações emocionais; é relevar com compaixão as mágoas, as

injustiças, as decepções vividas no nosso cotidiano, é compreender que tudo

isto é muito pequeno comparado com a grandeza do espírito , com a

grandeza da vida.

É caminharmos fazendo a nossa parte, amando ao próximo como a nós

mesmos, entregando ao CRIADOR, à vida, todas as situações conflitantes,

dolorosas, que momentaneamente possamos estar incapacitados para darmos

a melhor solução, a resposta mais adequada.

É a certeza de que tudo na Terra é ilusório, passageiro, transitório, é só

uma pequena viagem.

Art. 6º - O terceiro Fundamento da Umbanda é a TOLERÂNCIA.

Art. 7º - O quarto Fundamento da Umbanda é a HUMILDADE.

Humildade vem do Latim humus que significa "filhos da terra". Refere-se à

qualidade daqueles que não tentam se projetar sobre as outras pessoas, nem

mostrar ser superior a elas. A Humildade é a virtude que dá o sentimento

exato da nossa fraqueza, modéstia, respeito, pobreza, reverência e

submissão.

Diz-se que a humildade é uma virtude de quem é humilde, quem se vangloria

da sua mostra simplesmente que lhe falta.

Art. 8º - O quinto Fundamento da Umbanda é a HONESTIDADE.

Art. 9º - O sexto Fundamento da Umbanda é a DISCIPLINA.

Art. 10º - O sétimo Fundamento da Umbanda é a sua PLURALIDADE.

Art. 11º - Na Umbanda só existe um CRIADOR. Porem, com diversos nomes,

tipos, denominações; que deverão ser aceitos respeitando-se o sétimo

Fundamento (Art. 10º).

Art. 12º - Na Umbanda cultuaremos os Orixás. Porém com diversos nomes,

tipos, denominações; que deverão ser aceitos respeitando-se o sétimo

Fundamento (Art. 10º).

Art. 13º - A Umbanda é plural e livre, humilde desde sua anunciação, assim

devendo ser praticada.

Art. 14º - Nenhuma corrente de pensamento será discriminada dentro da

Umbanda, todas serão respeitadas e estudadas, cabendo aos Umbandistas

escolherem qual o caminho que desejam seguir, sem que isso implique em

discriminação, menosprezo, e muito menos ainda, seja motivo de discórdia,

perseguição e embates.

Parágrafo Único – Aqueles que desrespeitarem este Artigo serão julgados

apenas e tão somente por suas consciências.

Art. 15º - A nenhuma pessoa encarnada será dado o titulo de Mestre na

Umbanda.

Art. 16º - Todos os Umbandistas são iguais perante o CRIADOR, tendo,

porém cargos dentro das Casas, onde serão respeitados pela sua experiência e

conhecimentos.

Art. 17º - Não haverá cobrança de nenhuma espécie pelos Trabalhos

realizados.

Art. 18º - Não haverá discriminação, intolerância, de nenhuma espécie em

relação às pessoas que buscam auxílios, a demais irmãos de outras Religiões.

Art. 19º - Não haverá discriminação em relação às Entidades que se

apresentam para trabalhar.

Art. 20º - É obrigação do Umbandista procurar aprender sempre as coisas da

Religião, através dos ensinamentos das Entidades pela Casa que freqüenta e

dos estudos direcionados por essas Entidades e ou pelos Dirigentes das

referidas Casas.

Art. 21º - A nenhum Umbandista é dado o direito de julgar as outras Casas

ou Religiões.

Art. 22º - Ao Dirigente de cada Casa é dada a responsabilidade sobre o

desenvolvimento, preparação e ensinamentos aos novos Umbandistas, que

passam a ser seus Filhos e Filhas, assim como também é de sua

responsabilidade as conseqüências deste desenvolvimento, preparação e

ensinamentos.

Parágrafo Único – A consciência é o guia e o juiz do Umbandista, devendo ser

sempre utilizada.

Art. 24º - Este Código entra em vigor na data de sua aceitação.

Art. 25º - Além de não revogar as disposições em contrário, obriga-se o uso

do LIVRE ARBÍTRIO.

Aruanda, 15 de novembro de 2008.

Um espírito irmão e amigo,

Sarava Aruanda!

Sarava Umbanda!

Fonte: Portal Povo de Aruanda



domingo, setembro 06, 2009




GRIPE SUÍNA SOB A ÓTICA ESPIRITUAL


O vírus sob a ótica espiritual

“Infecções surgem como fenômenos secundários, porque já existem as zonas de predisposição à doença por falta de interação equilibrada entre o corpo espiritual e o físico” (Marlene Nobre)

Segundo a ótica espírita, quando analisamos as infecções e as predisposições mórbidas, sejam elas quais forem, é preciso buscar na alma as raízes das doenças. Marlene Nobre, presidenta das Associações Médico-Espíritas do Brasil e Internacional, explica porque a falta de interação equilibrada entre o corpo espiritual e o físico pode causar certas doenças.

FE – Do ponto de vista espiritual, como interpretar os casos de morte por gripe suína?
Marlene
– As pessoas que desencarnam com a gripe suína estão passando por provas necessárias ao aperfeiçoamento de seus espíritos, da mesma forma que aqueles que são vitimados pela gripe comum. Devido a ações cometidas em vidas passadas, as pessoas renascem com a predisposição para determinadas doenças infecciosas, como, por exemplo, a causada por esse novo tipo de vírus. Por meio da doença, expiam as faltas cometidas, obedecendo à lei de causa e efeito.

FE – Por que algumas pessoas são mais predispostas a determinadas infecções que outras?
Marlene
– Segundo a ótica espírita, quando analisamos as infecções e as predisposições mórbidas, sejam elas quais forem, é preciso buscar na alma as raízes das doenças. A mente humana, comandada pela alma, pode gerar tanto as forças equilibrantes e restauradoras para os trilhões de células do organismo físico quanto os raios magnéticos de alto poder destrutivo que as aniquilarão. E o desequilíbrio da mente resulta do complexo de culpa, que reponta naturalmente na consciência da pessoa toda vez que ela transgride a Lei Divina, que é Misericórdia e Amor. As forças mentais desequilibradas, por sua vez, lesam o perispírito ou corpo espiritual, em certas áreas, decretando a fragilidade do corpo físico em relação a certas infecções ou doenças. Assim, conforme sejam as disfunções do perispírito, determinadas zonas do organismo ficam mais vulneráveis, tornando-se passíveis de invasão microbiana.
Desse modo, há pessoas que ficam propensas às mais diversas infecções, como é o caso da tuberculose, da hanseníase, da amebíase, da endocardite bacteriana, a da gripe suína, entre outras. Na verdade, essas infecções surgem como fenômenos secundários, porque já existem as zonas de predisposição à doença por falta de interação equilibrada entre o corpo espiritual e o físico.
Assim, para a Medicina Espiritual, os germes patogênicos são uma ocorrência secundária. O verdadeiro desequilíbrio nasce na mente, porque, ao lesarmos os outros, lesamos primeiramente a nossa própria alma. Por meio da doença e do sofrimento, conseguimos o reajuste, porque expelimos os resíduos do mal que implantamos na vida ou no corpo dos nossos semelhantes.

FE – Mesmo trazendo essa predisposição, a gente não pode se livrar da infecção?
Marlene
– É claro que pode. Como diz Emmanuel, é na alma que reside a fonte primária de todos os recursos medicamentosos definitivos. Tudo vai depender da atitude mental da pessoa em relação à doença. Ela não pode aceitar a própria decadência moral, para não acabar na posição de excelente incubadora de bactérias e sintomas mórbidos.
Para recuperar-se, é preciso que se integre à corrente positiva da vida, cultivando a humildade e a paciência, o espírito de serviço e o devotamento ao bem. Somente assim assimilará as correntes benéficas do Amor Divino que circulam, incessantes, em favor de todas as criaturas.
Como afirma o pneumologista Paulo Zimermann Teixeira, orientador do programa de Pós-Graduação em Ciências Pneumológicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, “as doenças respiratórias ocorrem em perispíritos alterados que induzem o corpo físico a ficar suscetível aos diferentes agentes biológicos, físicos e químicos que, dependendo da capacidade de autodefesa ou autoagressão, desenvolvem alguma doença respiratória. Caso haja retificação do pensamento, o caráter evolutivo se modifica. Caso contrário, novas doenças ocorrerão nos reencarnes sucessivos, pois o perispírito permanece alterado”.

FE – Qual o melhor meio de se combater a fragilidade orgânica?
Marlene
– Não se pode esquecer que somente o bem constante gera o bem constante. Quer dizer, somente o amparo aos outros cria amparo a nós próprios. No futuro, além de vacinas e medicamentos, teremos o apoio efetivo à mente humana, para que consiga superar, através do trabalho construtivo, o próprio remorso. É imprescindível reconhecer que os princípios de Jesus devem ser seguidos, para afastar de vez animalidade e orgulho, vaidade e cobiça, crueldade e avareza. Somente assim conquistaremos simplicidade e humildade, virtudes essenciais para alcançarmos a imunologia perfeita tanto para o corpo físico quanto para o espiritual.




Matéria extraída da Folha Espírita Agosto de 2009 - Edição número 420 - Ano XXXV





Calendário Assistência 2017

TENDA ESPÍRITA MAMÃE OXUM

CALENDÁRIO ASSISTÊNCIA - 2017.

C.E. Miguel Arcanjo e Tenda Espirita Mamãe Oxum-

Rua Francisco Framback, 91 E – Cascatinha - Petrópolis - RJ

ABRIL

MAIO

JUNHO

23 – Reabertura do Terreiro às 20h – Saudação à Ogum

02 – sexta-feira – Pretos Velhos

28 - sexta-feira - Exus

05 - sexta-feira – Pretos Velhos

07 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

10 - quarta-feira- Estudo da Umbanda

09 – sexta-feira – Saúde

12 - sexta-feira – Saúde

13 – terça-feira – Saudação Aos Exus – Bênção dos Pães – 20h

13 – sábado – Saudação aos Pretos Velhos

16 – sexta-feira – Não tem Gira

17 – quarta-feira – Doutrina - Vovó Catarina

21 – quart-feira – Doutrina – Vovó Catarina

19 – sexta-feira – Caboclos

23 – sexta-feira – Caboclos

24 – quarta-feira –Saudação à Sta. Sara,

e Povo Cigano

28 – quarta-feira – Doutrina

26 – sexta-feira - Malandros

30 – sexta-feira - Exus

JULHO

AGOSTO

SETEMBRO

05 – quarta-feira – Doutrina

02 – quarta-feira – Doutrina

01 – sexta-feira – Pretos Velhos

07 – sexta-feira – Pretos Velhos

04 – sexta-feira – Pretos Velhos

06 – quarta-feira – Doutrina

12 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

09 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

08 – sexta-feira – Saúde

14 – sexta-feira – Saúde

11 – sexta-feira – Saúde

13 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

19 – quarta-feira – Doutrina – Vovó Catarina

16 – quarta-feira – Saudação à Obaluaê e Omolu

15 – sexta-feira – Caboclos

21 – sexta-feira – Caboclos

18 – sexta-feira – Caboclos

20 - quarta-feira – Doutrina – Vovó Catarina

26 e 28 – Não funcionaremos

23 – quarta-feira – Doutrina – Vovó Catarina

22 – sexta-feira – Não Tem Gira

30 – Domingo – SEMINÁRIO

25 – sexta-feira – Malandros

24 – Domingo – Saudação à Ibeijada - às 17h

30 – quarta-feira - Doutrina

27 – quarta-feira – Distribuição Doces

29 – sexta - Exus

OUTUBRO

NOVEMBRO

DEZEMBRO

.04 – quarta-feira – Doutrina

01 – quarta-feira – Terreiro Fechado

02 - Confraternização

06 – sexta-feira – Pretos Velhos

03 – sexta-feira – Não tem Gira

08 – sexta-feira – Saudação à Oxum e bênção dos Pretos Velhos – 20h

11 – quarta-feira - Não tem Esudo Umb.

08 – quarta-feira –Doutrina

09 – Oferendas na Praia – saída 17h

12 – quinta-feira – Cachoeira / Mata

10 - sexta-feira – Saúde

13 – sexta-feira – Não tem Gira

15 – Feriado – Saudação aos Malandros

18 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

17 – sexta-feira – Caboclos

20 – sexta-feira – Caboclos

22 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

25 – quarta-feira – Doutrina – Vovó Catarina

24 – sexta-feira – Exus

27 – sexta-feira - Ciganos

29 – quarta-feira – Doutrina – Vovó Catarina

A giras de sextas-feiras têm início às 20 horas. As fichas são distribuídas a partir de 19:45 até as 21:30. As pessoas que chegarem após este horário receberão apenas o passe, sem consulta.

Nossa casa não cobra consultas nem trabalhos, porém aceitamos colaboração de materiais de uso como velas, fósforos, charutos, fumos, etc...

ATENÇÃO: NÃO É PERMITIDO PARA ATENDIMENTO, PESSOAS COM MINI-SAIAS, SHORTS OU BERMUDAS CURTAS, BLUSAS MUITO DECOTADAS OU MINI-BLUSAS, CAMISETAS TIPO MACHÃO.

A CARIDADE NÃO SERÁ NEGADA, PORÉM RESPEITEM O TEMPLO RELIGIOSO.

Baixe o seu Calendário clicando no link abaixo:

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