sexta-feira, janeiro 22, 2010

Reencarnação - Histórias de Vidas Passadas



Reencarnação - Histórias de Vidas Passadas

O que acontece conosco depois da morte? É possível voltar? Dois terços das população de todo o mundo, pessoas das mais distintas religiões, acreditam que sim. Mas, a ciência moderna persiste em rejeitar essa idéia. Existem evidências científicas sobre vidas passadas? A resposta pode estar em um grupo de crianças que cientistas de diferentes áreas vêm estudando. Essas crianças, ainda muito jovens, manifestaram memórias extremamente vivas de existências e mortes experiência das anteriormente à vida que levam atualmente. Elas forneceram detalhes surpreendente sobre pessoas que jamais conheceram, lugares em que nunca estiveram e fatos que não presenciaram, pelo menos não nesta vida



segunda-feira, janeiro 18, 2010

A Deus, Zilda Arns




A Deus, Zilda Arns



Catarinense que fundou a Pastoral da Criança e do Idoso levou a missão solidária até o fim de sua vida

Os tremores de terra que devastaram o Haiti na tarde de terça-feira podem ter deixado mais de 100 mil mortos. Até ontem, 12 brasileiros inauguravam a lista de vítimas, que vai crescer na velocidade em que se removerem os escombros da capital, Porto Príncipe. Destes, 11 eram militares da missão de paz das Nações Unidas. E uma, a mulher que ensinou o Brasil a conjugar o verbo ajudar.O terremoto silenciou a voz de uma catarinense ilustre: a médica pediatra e sanitarista Zilda Arns Neumann, que estava no país havia três dias, disseminando o trabalho da Pastoral da Criança. O corpo de Zilda será trazido do Haiti em avião da Força Aérea Brasileira. O velório e enterro serão em Curitiba, onde ela morou por mais de cinco décadas.A tragédia na América Central roubou das crianças o sorriso que lhes garantia vida e esperança desde 1983, quando Zilda fundou a Pastoral da Criança, instituição ligada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.As notícias sobre o local onde a missionária estava no momento do terremoto ainda são desencontradas. Em uma das versões, ela caminhava pelas ruas de Porto Príncipe ao lado de soldados brasileiros quando foi atingida por destroços de um prédio. A sobrinha de Zilda, Lilian Arns Topanotti, que mora em Forquilhinha, no Sul do Estado, tem outra informação: a médica estaria palestrando para 150 religiosos, dentro de uma igreja, quando parte da estrutura teria ruído.O site da Pastoral da Criança divulgou a agenda de Zilda Arns no Haiti. De fato, para a tarde de terça-feira, estava prevista uma reunião com os religiosos do país. O corpo da missionária foi encontrado sob os escombros pela embaixatriz do Brasil em Porto Príncipe, Roseana Teresa Aben-Athar Kipman.Com um sorriso sempre no rostoAos 75 anos, Zilda estava sempre pronta a sorrir quando falava de seus projetos para as crianças. Ria como os pequenos costumam fazer. Essa identidade, transformada em números ao longo dos últimos 26 anos, estabeleceu uma rede de esperança fantástica, que reúne milhares de voluntários e estende suas artérias por milhões de comunidades carentes e suas crianças pobres, levando a elas informação, recursos técnicos e alimentação.O cérebro que concebeu essa rede de boa vontade recebeu a missão do irmão cardeal na volta de uma conferência sobre a miséria da qual ele participou em Genebra, em 1982. A questão proposta ao religioso era como a Igreja poderia ajudar a reverter o quadro de mortalidade infantil no Brasil.Dom Paulo tinha bons motivos para lembrar da irmã. Cuidar de crianças era algo natural para Zilda desde pequena. Já estudante de Medicina, ao fazer treinamento cirúrgico em cães, percebeu que a salvação dos que estavam ao seu encargo se dava mais pelos cuidados posteriores, como a alimentação, do que pelo ato cirúrgico. Foi um sinal poderoso que a fez enveredar pela pediatria e perceber que a sobrevivência infantil dependia de uma cadeia de providências.Trabalho não tinha lugar nem horaO primeiro teste da Pastoral foi feito em Florestópolis, recordista na taxa de mortalidade infantil do Paraná, com 127 mortes a cada mil nascimentos. Em dois anos, os óbitos desabaram para 20 por mil. Zilda estava na trilha certa. Hoje, são cerca de 260 mil voluntários, que acompanham 1,8 milhão de crianças de até seis anos, além de 94 mil gestantes em 42 mil comunidades pobres em mais de quatro mil municípios.O caminho da médica formada em 1959, em Curitiba, e mãe de cinco filhos que teve com o marido, Aloísio Neumann, nunca teve lugar nem hora. A Pastoral atua nos bolsões de miséria por meio de voluntários que residem nas comunidades e mobilizam as famílias para os cuidados dos filhos. O programa inclui apoio às gestantes, controle de doenças e prevenção, remédios caseiros, projetos de geração de renda e alfabetização de adultos. Um universo de alternativas a serem postas em prática e providências a tomar que tornaram por todo esse tempo curtos demais os dias de Zilda.Seu escritório? Muitas e muitas vezes os aviões, que a levaram aos diversos continentes e a tornaram uma personalidade conhecida e respeitada pela comunidade internacional, a ponto de ser indicada três vezes seguidas (2001, 2002 e 2003) para o Prêmio Nobel da Paz. Os resultados de seu trabalho garantiam-lhe o respaldo necessário.Um dos principais projetos da Pastoral é o da Alimentação Enriquecida, que consiste em educar as populações carentes sobre meios de enriquecer a alimentação do dia a dia com produtos disponíveis na região.Seu trabalho na Pastoral da Criança contribuiu para reduzir drasticamente os índices de mortalidade infantil no Brasil, o que deixa o país bem próximo de alcançar pelo menos um dos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio: diminuir a taxa de morte de crianças até cinco anos em dois terços até 2015.Pastoral dos Idosos, mais uma conquistaApesar disso, Zilda encontrava forças para ainda se dedicar a outra pastoral que construiu, a dos Idosos, fundada em 2004. O projeto beneficia mais de 30 mil pessoas, mas, segundo dizia a coordenadora, a falta de solidariedade por parte da sociedade ainda é uma barreira a ser vencida por quem tem mais de 60 anos.Em 2008, quando esteve em Tubarão para receber da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul) o título de Professora Honoris Causa, Zilda, orgulhosa, contou que a pastoral já contava com cerca de 15 mil voluntários.– É um trabalho de muito amor e dedicação. Em algumas residências, os voluntários até auxiliam na higiene do ambiente e roupas de cama, mas o que falta ainda é a solidariedade – disse.O último discurso, dirigido às criançasZilda havia viajado domingo para o país caribenho, onde participaria de algumas conferências pela missão de paz do Exército Brasileiro. Seu tema, claro, seriam as crianças, razão de suas únicas queixas. Também eram a razão de sua vida: em cada 10 palavras suas, uma se referia às crianças. Não por coincidência, portanto, o final de sua última palestra, dada na terça-feira em que morreu, foi dirigido a elas:– Como os pássaros, que cuidam de seus filhos ao fazer um ninho no alto das árvores e nas montanhas, longe dos predadores, das ameaças e dos perigos, e mais perto de Deus, devemos cuidar de nossas crianças como um bem sagrado, promover o respeito a seus direitos e protegê-las.Brasil de luto em homenagem à médicaOs governos de Santa Catarina e do Paraná decretaram ontem luto oficial de três dias pela morte de Zilda Arns. O presidente Lula divulgou nota de pesar e de “total solidariedade à família de Zilda Arns e ao povo haitiano. Segundo o presidente, o Brasil está vinculado fraternalmente ao Haiti, em razão de sua presença da força da paz das Nações Unidas no país, a Minustah, coordenada por militares brasileiros.– A morte de Zilda em plena ação missionária, no Haiti, tem a dimensão trágica e poética do artista que morre em cena – complementou o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto.– Ela morreu de uma maneira muito bonita, na causa que sempre acreditou – disse Dom Paulo Evaristo Arns.No final da tarde, a família de Zilda foi informada que o corpo já estava em poder do Exército Brasileiro no Haiti, mas ainda não havia data confirmada para o traslado até o Brasil.Zilda era viúva. Perdeu o marido, Aloysio Bruno Neumann, em 1978, quando ela tinha 44 anos, e não se casou mais. Dedicou-se aos cinco filhos – Nelson, Rubens, Heloísa, Rogério e Silvia (já falecida), todos residentes em Curitiba – e ao trabalho humanitário.Ontem à tarde, o filho Rubens Arns disse que a morte da mãe foi um choque para todos:– Ela ainda tinha muita saúde. Ela morreu do jeito que queria (trabalhando) e isso nos conforta um pouco. Para os catarinenses, gostaríamos de dizer que ela sempre amou muito essa terra e tinha orgulho de dizer que era de Forquilhinha. Queremos que ela seja lembrada por ter sido uma pessoa que lutou pelo que acreditava.



Colaborou Mayara Nunes





Terremoto no Haiti – Expiações Coletivas segundo o Espiritismo

Pergunta. – O Espiritismo nos explica perfeitamente a causa dos sofrimentos individuais, como conseqüência imediata de faltas cometidas na existência presente, ou expiação do passado; mas, uma vez que cada um não deve ser responsável senão pelas suas próprias faltas, explicam-se menos as infelicidades coletivas que atingem as aglomerações de indivíduos, como, por vezes, toda uma família, toda uma cidade, toda uma nação ou toda uma raça, e que atingem os bons como os maus, os inocentes como os culpados.

Resposta. – Todas as leis que regem o Universo, quer sejam físicas ou morais, materiais ou intelectuais, foram descobertas, estudadas, compreendidas, procedendo do estudo e da individualidade, e do da família à de todo o conjunto, generalizando-as gradualmente, e constatando-lhe a universalidade dos resultados.
Ocorre o mesmo hoje para as leis que o estudo do Espiritismo vos faz conhecer; podeis aplicar, sem medo de errar, as leis que regem a família, a nação, as raças, o conjunto de habitantes dos mundos, que são individualidades coletivas. As faltas dos indivíduos, as da família, as da nação, e cada uma, qualquer que seja o seu caráter, se expiam em virtude da mesma lei. O carrasco expia para com a sua vítima, seja achando-se em sua presença no espaço, seja vivendo em contato com ela numa ou várias existências sucessivas, até à reparação de todo o mal cometido, Ocorre o mesmo quando se trata de crimes cometidos solidariamente, por um certo número; as expiações são solidárias, o que não aniquila a expiação simultânea das faltas individuais.
Em todo homem há três caracteres: o do indivíduo, do ser em si mesmo: o de membro de família, e, enfim, o de cidadão; sob cada uma dessas três faces pode ser criminoso ou virtuoso, quer dizer, pode ser virtuoso como pai de família, ao mesmo tempo que criminoso como cidadão, e reciprocamente; daí as situações especiais que lhe são dadas em suas existências sucessivas. Salvo exceção, pode-se admitir como regra geral que todos aqueles que têm uma tarefa comum reunidos numa existência, já viveram juntos para trabalharem pelo mesmo resultado, e se acharão reunidos ainda no futuro, até que tenham alcançado o objetivo, quer dizer, expiado o passado, ou cumprido a missão aceita.
Graças ao Espiritismo, compreendeis agora a justiça das provas que não resultam de atos da vida presente, porque já vos foi dito que é a quitação de dívidas do passado; por que não ocorreria o mesmo com as provas coletivas? Dissestes que as infelicidades gerais atingem o inocente como o culpado; mas sabeis que o inocente de hoje pode ter sido o culpado de ontem? Que tenha sido atingido individualmente ou coletivamente, é que o mereceu. E, depois, como dissemos, há faltas do indivíduo e do cidadão; a expiação de umas não livra da expiação das outras, porque é necessário que toda dívida seja paga até o último centavo. As virtudes da vida privada não são as da vida pública; um, que é excelente cidadão, pode ser muito mau pai de família, e outro, que é bom pai de família, probo e honesto em seus negócios, pode ser um mau cidadão, ter soprado o fogo da discórdia, oprimido o fraco, manchado as mãos em crimes de lesa-sociedade. São essas faltas coletivas que são expiadas coletivamente pelos indivíduos que para elas concorreram, os quais se reencontram para sofrerem juntos a pena de talião, ou ter a ocasião de repararem o mal que fizeram, provando o seu devotamento à coisa pública, socorrendo e assistindo aqueles que outrora maltrataram. O que é incompreensível, inconciliável com a justiça de Deus, sem a preexistência da alma, se torna claro e lógico pelo conhecimento dessa lei.
A solidariedade, que é o verdadeiro laço social, não está, pois, só para o presente; ela se estende no passado e no futuro, uma vez que as mesmas individualidades se encontraram, se reencontram e se encontrarão para subirem juntas a escala do progresso, prestando-se concurso mútuo. Eis o que o Espiritismo faz compreender pela equitativa lei da reencarnação e a continuidade das relações entre os mesmos seres.

Clélie DUPLANTIER.

Nota. – Se bem que esta comunicação entre nos princípios conhecidos da responsabilidade do passado, e da continuidade das relações entre os Espíritos, ela encerra uma idéia de alguma sorte nova e de grande importância. A distinção que estabelece entre a responsabilidade das faltas individuais ou coletivas, as da vida privada e da vida pública, dá a razão de certos fatos ainda pouco compreendidos, e mostra, de maneira mais precisa, a solidariedade que liga os seres uns aos outros, e as gerações entre si.
Assim, freqüentemente, renascem na mesma família, ou pelo menos os membros de uma mesma família renascem juntos para nela constituírem uma nova, numa outra posição social, a fim de estreitarem os seus laços de afeição, ou repararem os seus erros recíprocos. Pelas considerações de uma ordem mais geral, freqüentemente, se renasce no mesmo meio, na mesma nação, na mesma raça, seja por simpatia, seja para continuar, com os elementos já elaborados, os estudos que se fizeram, se aperfeiçoar, prosseguir os trabalhos começados, que a brevidade da vida, ou as circunstâncias, não permitiram terminar. Essa reencarnação no mesmo meio é a causa do caráter distintivo de povos e de raças; tudo melhorando, os indivíduos conservam a nuança primitiva, até que o progresso os haja transformado completamente.
Os Franceses de hoje são, pois, os do último século, os da Idade Média, os dos tempos druídicos; são os cobradores de impostos ou as vítimas do feudalismo; aqueles que serviram os povos e aqueles que trabalharam pela sua emancipação, que se reencontram na França transformada, onde uns expiam no rebaixamento de seu orgulho de raça, e onde os outros gozam o fruto dos seus trabalhos. Quando se pensa em todos os crimes desses tempos em que a vida dos homens e a honra das famílias eram contadas por nada, em que o fanatismo erguia fogueiras em honra da divindade, em todos os abusos de poder, em todas as injustiças que se cometiam com desprezo dos mais sagrados direitos, quem pode estar certo de nisso não ter, mais ou menos, manchado as mãos, e deve-se admirar de ver as grandes e terríveis expiações coletivas?
Mas dessas convulsões sociais sai sempre uma melhora; os Espíritos se esclarecem pela experiência; a infelicidade é o estímulo que os impele a procurar um remédio para o mal; eles refletem na erraticidade, tomam novas resoluções, e quando retornam, fazem melhor. É assim que se realiza o progresso, de geração em geração.
Não se pode duvidar de que haja famílias, cidades, nações, raças culpadas porque, dominadas pelos instintos do orgulho, do egoísmo, da ambição, da cupidez, caminham em má senda e fazem coletivamente o que um indivíduo faz isoladamente; uma família se enriquece às expensas de uma outra família; um povo subjuga um outro povo, e leva-lhe a desolação e a ruína; uma raça quer aniquilar uma outra raça. Eis por que há famílias, povos e raças sobre os quais cai a pena de talião.
“Quem matou pela espada perecerá pela espada,” disse o Cristo; estas palavras podem ser traduzidas assim: Aquele que derramou sangue verá o seu derramado; aquele que passeou a tocha do incêndio em casa de outrem, verá a tocha do incêndio passear em sua casa; aquele que despojou, será despojado; aquele que subjugou e maltratou o fraco, será fraco, subjugado e maltratado, por sua vez, quer seja um indivíduo, uma nação ou uma raça, porque os membros de uma individualidade coletiva são solidários do bem como do mal que se faz em comum.
Ao passo que o Espiritismo alarga o campo da solidariedade, o materialismo o reduz às mesquinhas proporções da existência efêmera do homem; faz dela um dever social sem raízes, sem outra sanção senão a boa vontade e o interesse pessoal do momento; é uma teoria, uma máxima filosófica, da qual nada impõe a prática; para o Espiritismo, a solidariedade é um fato que se assenta sobre uma lei universal e natural, que liga todos os seres do passado, do presente e do futuro, e às conseqüências da qual ninguém pode se subtrair. Eis o que todo homem pode compreender, por pouco letrado que seja.
Quando todos os homens compreenderem o Espiritismo, compreenderão a verdadeira solidariedade e, em conseqüência, a verdadeira fraternidade. A solidariedade e a fraternidade não serão mais deveres circunstanciais que cada um prega, muito freqüentemente, mais em seu próprio interesse do que no de outrem. O reino da solidariedade e da fraternidade será, forçosamente, o da justiça para todos, e o reino da justiça será o da paz e da harmonia entre os indivíduos, as famílias, os povos e as raças. Ali se chegará? Duvidar disso seria negar o progresso. Comparando-se a sociedade atual, entre as nações civilizadas, ao que era na Idade Média, certamente, a diferença é grande; se, pois, os homens caminharam até aqui, por que se deteriam? Ao ver o caminho que fizeram num século somente, pode-se julgar daquele que farão daqui a um outro século.
As convulsões sociais são as revoltas dos Espíritos encarnados contra o mal que os oprime, o indício de suas aspirações com relação a esse mesmo reino de justiça do qual têm sede, sem, todavia, se darem uma conta bem nítida do que querem e dos meios para a isso chegar; é por que se movimentam, se agitam, destroem a torto e a direito, criam sistemas, propõem remédios mais ou menos utópicos, cometem mesmo mil injustiças, supostamente pelo espírito de justiça, esperando que desse movimento sairá talvez alguma coisa. Mais tarde, definirão melhor as suas aspirações, e o caminho se lhes clareará.

Quem vai ao fundo dos princípios do Espiritismo filosófico, considera os horizontes que descobre, as idéias que faz nascer e os sentimentos que desenvolve, não poderia duvidar da parte preponderante que ele deve ter na regeneração, porque conduz precisamente, e pela força das coisas, ao objetivo aspirado pela Humanidade: o reino de justiça pela extinção dos abusos que lhe detiveram o progresso, e pela moralização das massas. Se aqueles que sonham com a manutenção do passado não o julgam assim, não se obstinariam tanto junto dele; deixá-lo-iam morrer de morte natural, como ocorreu com muitas utopias. Só isso deveria dar a pensar a certos zombadores que devem nele ver alguma coisa de mais séria do que não imaginam. Mas há pessoas que riem de tudo, que ririam de Deus se o vissem sobre a Terra. Depois, há aqueles que têm medo de se erguer, diante deles, a alma que se obstinam em negar.
Qualquer que seja a influência que o Espiritismo deva exercer sobre o futuro das sociedades, isso não quer dizer que substituirá sua autocracia por uma outra autocracia, nem que não imporá leis; primeiro, porque, proclamando o direito absoluto de liberdade de consciência e do livre exame em matéria de fé, como crença ele quer ser livremente aceito, por convicção e não por constrangimento; pela sua natureza, não pode e nem deve exercer nenhuma pressão; proscrevendo a fé cega, quer ser compreendido; para ele, nunca há mistérios, mas uma fé raciocinada, apoiada sobre os fatos, e que quer a luz; não repudia nenhuma das descobertas da ciência, tendo em vista que a ciência é a compilação das leis da Natureza, e que, sendo essas leis de Deus, repudiar a ciência seria repudiar a obra de Deus.
Em segundo lugar, a ação do Espiritismo , estando em seu poder moralizador, não pode assumir nenhuma forma autocrática, porque então faria o que condena. Sua influência será preponderante pelas modificações que trará nas idéias, nas opiniões, no caráter, nos hábitos dos homens e nas relações sociais; essa influência será tanto maior quanto ela não for imposta. O Espiritismo, poderoso como filosofia, não poderia senão perder, neste século de raciocínio, transformando-se em poder temporal. Não será, pois, ele que fará as instituições do mundo regenerado; serão os homens que as farão sob o império das idéias de justiça, de caridade, de fraternidade e de solidariedade melhor compreendidas, por efeito do Espiritismo.
O Espiritismo, essencialmente positivo em suas crenças, repele todo misticismo, a menos que se não estenda esse nome, como o fazem aqueles que não crêem em nada, a toda idéia espiritualista, à crença em Deus, na alma e na vida futura. Leva, certamente, os homens a se ocuparem seriamente da vida espiritual, porque é a vida normal, e que é lá que devem cumprir sua destinação, uma vez que a vida terrestre não é senão transitória e passageira; pelas provas que dá da vida espiritual, lhes ensina a não darem, às coisas deste mundo, senão uma importância relativa, e por aí lhes dá a força e a coragem para suportarem, pacientemente, as vicissitudes da vida terrestre; mas ensinando-lhes que, morrendo, não deixam este mundo sem retorno; que podem aqui voltar a aperfeiçoar a sua educação intelectual e moral, a menos que não estejam bastante avançados para merecerem ir para um mundo melhor; que os trabalhos e os progressos que aqui realizam, ou aqui fazem realizar, lhes aproveitarão a si mesmos, melhorando a sua posição futura, e mostrar-lhes que têm todo o interesse em não o negligenciarem; se lhes repugna aqui voltar, como têm o seu livre arbítrio, depende deles fazer o que é necessário para ir alhures; mas que não se iludam sobre as condições que podem lhes merecer uma mudança de residência! Não será com a ajuda de algumas fórmulas, em palavras ou em ações, que a obterão, mas por uma reforma séria e radical de suas imperfeições; é se modificando, se despojando de suas más paixões, adquirindo cada dia novas qualidades; ensinando a todos, pelo exemplo, a linha de conduta que deve conduzir solidariamente todos os homens para a felicidade, pela fraternidade, pela tolerância e pelo amor.
A Humanidade se compõe de personalidades que constituem as existências individuais, e de gerações que constituem as existências coletivas. Ambas caminham para o progresso, por fases variadas de provas que são, assim, individuais para as pessoas e coletivas para as gerações. Do mesmo modo que, para o encarnado, cada existência é um passo à frente, cada geração marca uma etapa de progresso para o conjunto; é esse progresso do conjunto que é irresistivel, e arrasta as massas ao mesmo tempo que modifica e transforma em instrumento de regeneração os erros e os preconceitos de um passado chamado a desaparecer. Ora, como as gerações são compostas de indivíduos que já viveram nas gerações precedentes, o progresso das gerações é, assim, a resultante do progresso dos indivíduos.
Mas quem me demonstrará, dir-se-á talvez, a solidariedade que existe entre a geração atual e as gerações que a precederam, ou que a seguirão? Como se poderia me provar que já vivi na Idade Média, por exemplo, e que retornarei a tomar parte nos acontecimentos que se cumprirão na continuação dos tempos?
O princípio da pluralidade das existências, freqüentemente, foi bastante demonstrado na Revista, e nas obras fundamentais da Doutrina, para que não nos detenhamos aqui sobre ele; a experiência e a observação dos fatos da vida diária fornecem provas físicas e de uma demonstração quase matemática. Convidamos somente os pensadores a se prenderem às provas morais resultantes do raciocínio e da indução.
É absolutamente necessário ver uma coisa para nela crer? Vendo os efeitos, não se pode ter a certeza material da causa?
Fora da experimentação, o único caminho legítimo que se abre, a essa procura, consiste em remontar do efeito à causa. A justiça nos oferece um exemplo muito notável desse princípio, quando se aplica em descobrir os indícios dos meios que serviram para a perpretação de um crime, as intenções que contribuem para a culpabilidade do malfeitor. Não se tomou esta última sobre o fato e, entretanto, ele é condenado sobre esses indícios.
A ciência, que não pretende caminhar senão pela experiência, afirma, todos os dias, princípios que não são senão induções das causas das quais ela não viu senão os efeitos.
Em geologia determina-se a idade das montanhas; os geólogos assistiram ao seu erguimento, viram se formar as camadas de sedimentos que determinaram essa idade?
Os conhecimentos astronômicos, físicos e químicos permitem apreciar o peso dos planetas, sua densidade, seu volume, a velocidade que os anima, a natureza dos elementos que os compõem; entretanto, os sábios não puderam fazer experiência direta, e é à analogia e à indução que nós devemos tantas descobertas belas e preciosas.
Os primeiros homens, sobre o testemunho de seus sentidos, afirmaram que é o Sol que gira ao redor da Terra. Todavia, esse testemunho os enganava e o raciocínio prevaleceu.
Ocorrerá o mesmo com os princípios preconizados pelo Espiritismo, desde que se queira bem estudá-los, sem idéia preconcebida, e será então que a Humanidade entrará, verdadeira e rapidamente, na era de progresso e de regeneração, porque os indivíduos, não se sentindo mais isolados entre dois abismos, o desconhecido do passado e a incerteza do futuro, trabalharão com ardor para aperfeiçoar e para multiplicar os elementos de felicidade, que são a sua obra; porque reconhecerão que não devem ao acaso a posição que ocupam no mundo, e que eles mesmos gozarão, no futuro, e em melhores condições, dos frutos de seus labores e de suas vigílias. É que, enfim, o Espiritismo lhes ensinará que, se as faltas cometidas coletivamente são expiadas solidariamente, os progressos realizados em comum são igualmente solidários, e é em virtude desse princípio que desaparecerão as dissenções de raças, de famílias e dos indivíduos, e que a Humanidade, despojada das faixas da infância, caminhará, rápida e virilmente, para a conquista de seus verdadeiros destinos.

Allan Kardec

Fonte: http://www.batuiranet.com.br/











O senhor não merece representar o povo do Haiti


por Rosiane Rodrigues


AVossa Excelência

Sr. Samuel AntoineCônsul Geral do Haiti


Os sentimentos de revolta e indignação são poucos para expressar a real sensação dos religiosos brasileiros. Sim, Excelência! Muito poucos. Primeiro, queremos saber a que “Deus” o senhor atribui a tragédia ocorrida em seu país. É vergonhoso que o senhor afirme que a “macumba” e a “maldição de africanos” sejam fatores para a ocorrência de uma tragédia como esta que assolou o Haiti.Excelência, sua postura é incompatível com alguém que se diz desolado com uma catástrofe que atinge o país que há 35 anos paga o seu salário – com todas as vantagens relativas a representação internacional – acreditando que o senhor é, no mínimo, capaz de – diplomaticamente! – manter relações políticas e institucionais com o Governo e o povo do Brasil.Em segundo lugar, não poderíamos esperar coisa muito diferente de Vossa Excelência. Pelas entrevistas que o senhor concedeu à imprensa brasileira - pedindo desculpas pela forma grosseira, racista e intolerante a qual se referiu ao seu próprio povo - o senhor revelou que descende de uma família que governou o Haiti no século XIV. Não é difícil deduzir que sua ascendência é de uma família escravista, que durante séculos torturou seres humanos e enriqueceu explorando a mão-de-obra deste mesmo povo. Portanto, o senhor traz em sua estirpe “tão elevada” a mancha dos sofrimentos impostos ao povo haitiano.Se o senhor fosse uma pessoa de princípios (?!?!) teria desenvolvido algum tipo de “culpa social”, que mesmo sendo um motivo rasteiro e pouco nobre, serviria para que o senhor – de verdade! – se mobilizasse em prol da população haitiana. Mas, ao contrário, nos parece que o senhor gostaria muito que os “africanos amaldiçoados, que mexem com macumba” voltassem a ser escravos dos representantes do seu país... Talvez isso explique a sua frase “A desgraça de lá está sendo uma boa pra gente, fica conhecido”.Em terceiro lugar, a “macumba” a qual o senhor se refere é a característica cultural mais acentuada do Haiti. É claro que a sua ignorância em relação ao seu povo é totalmente explicada: o senhor vive há 35 anos no Brasil e nem mesmo aprendeu a falar o português. Então, nós vamos explicar – sem desenhos! – um pouco sobre a religião do seu povo. O Vodu, Excelência, é a marca do Haiti que mesmo a colonização e a escravidão não apagou. O Vodu, do ponto de vista religioso, foi o que sustentou a luta pela independência do seu país e funciona como resistência cultural desses milhares de homens, mulheres e crianças que – hoje - choram seus mortos e sentem fome.É triste – para não usarmos o mesmo palavrão que o senhor utilizou para se referir aos “lugares que têm africanos” - que nós, brasileiros, descendentes e produtos da força de trabalho, da cultura e da religiosidade africanas tenhamos que conviver com um ser humano do seu tipo. Não somos amaldiçoados, NÃO! Excelência. Ao contrário do senhor, nos orgulhamos de nossas origens. E da resistência que nos foi ensinada por nossos antepassados.
Comissão de Combate à Intolerância Religiosa
Tel: (21) 2232.7077 / (21) 2273.3974 / (21) 9290.5933

Fonte: http://www.eutenhofe.org.br


Terremoto no Haiti e Justiça Divina




Terremoto no Haiti e Justiça Divina



As notícias da tremenda catástrofe ocorrida esta noite no Haiti estão a tocar os corações de toda a gente. Uns resignam-se ao curso dos fenómenos naturais, outros oram pelas vítimas e pelos familiares, todos se prontificam a dar o que puderem para ajudar e alguns vêem nestes acontecimentos uma prova da não existência de Deus.
Todos os dias morrem pessoas, é a lei natural. Mas quando morrem muitas de uma vez, e em condições tão aparatosas e assustadoras, a Razão humana é fortemente questionada. Foi assim aquando to Terramoto de Lisboa, em 1755. os filósofos da época discorreram longamente sobre o sucedido, e ainda hoje se sentem os ecos desse acontecimento brutal. Nos motores de busca da Internet, por exemplo, basta começar a digitar "ter" e aparecem imediatamente algumas dezenas de milhar de resultados para "Terramoto de 1755".
Para quem crê em Deus e imortalidade da alma, apesar de ser doloroso assistir a tanto sofrimento, existe o consolo da crença de que todos, mais tarde ou mais cedo, continuaremos a nossa vida no mundo espiritual, e, segundo a nossa conduta na Terra, em condições de menor ou maior felicidade.
Ainda assim é natural que surjam perguntas:
Porque é que morreu gente tão jovem? Porque é que há quem viva uma vida longa e sem sobressaltos e a outros acontecem estas e outras graves dificuldades? O que sucede, no Além, aos que morreram demasiado novos para colherem recompensas ou castigos?
Sem a reencarnação torna-se difícil, ou mesmo impossível, responder a tais questões. A filosofia espírita crê na reencarnação porque faz sentido do ponto de vista filosófico, moral e científico. A reencarnação fazia parte dos dogmas dos Primeiros Cristãos e é crença da maior parte da Humanidade terrena.
Para a filosofia espírita, as desencarnações (mortes) em massa, permitem acelerar o progresso moral do planeta, permitindo a umas pessoas o regresso à Pátria Espiritual, e a outras uma nova experiência de aprendizagem na Terra. Como a morte não existe, o que se passa em casos como os do terramoto do Haiti ou o de Lisboa, é que temos em poucos minutos o que é habitual acontecer no espaço de anos.
Os seres cujo corpo morreu são acolhidos no mundo espiritual e prontamente confortados e integrados. O modo como os que partiram e os que ficaram aceitam a ocorrência reverte a favor da sua evolução espiritual. A resignação às Leis de Deus é fruto de provas como esta. A dada altura das nossas vidas sucessivas todos experimentamos diferentes acontecimentos, estilos de vida, condição económica, etc.. O planeta Terra é uma escola gigantesca em que aprendemos a substituir o egoísmo primário pela partilha, o ódio pelo amor ao próximo, a inércia pela acção solidária.
Justiça não é sinónimo de castigo. A Justiça Divina expressa-se pela equidade das leis que nos governam a todos. No longo ciclo da nossa evolução, experiências que na altura se nos afiguram terríveis, redundam em nosso proveito pelas lições que colhemos delas.
Que os que partiram possam ter um regresso feliz ao mundo espiritual. Que os que ficaram saibam aceitar com esperança a ausência física dos entes queridos. Que o exemplo dos que ajudam os sobreviventes possa tocar corações e despertar-nos para o que verdadeiramente interessa nesta vida: sermos felizes e fazermos os outros felizes.

sábado, janeiro 09, 2010

Oxossi - Nossa homenagem em Slide







Espiritismo: Eles criticaram, pesquisaram e o confirmaram.








O Além é simplesmente o que não alcançam os nossos sentidos, que, como se sabe, são muito pobres, não nos permitindo, por isso, perceber senão as formas mais grosseiras da vida universal.

As formas sutis lhes escapam absolutamente. Que é que a Humanidade, durante longo tempo, soube do Universo? Quase nada! O telescópio e o microscópio alargaram em sentidos opostos o campo de suas percepções. Àquele que, antes de inventado o microscópio, falasse dos infusórios, dessa vida exuberante que desabrocha em miríades de seres nos ares e nas águas, houveram certamente respondido com um encolher de ombros.

Eis que, porém, novas perspectivas se descerram e ignorados domínios da Natureza se revelam. Pode-se dizer que a infância do século XX assinala uma nova fase do pensamento e da ciência. Esta se afasta cada vez mais das linhas acanhadas em que esteve encerrada por tão largo tempo, a fim de levantar o vôo, de desenvolver seus meios de investigação e de apreciação e explorar os vastos horizontes do desconhecido. A psicologia, notadamente, enveredou por outros caminhos. O estudo do eu, da personalidade humana, passou do terreno da metafísica para o da observação e da experiência. Entre as ciências nascidas deste movimento figura o espiritualismo experimental.

[...] Não é isto bastante singular? Nunca talvez se vira um conjunto de fatos, considerados a princípio como impossíveis, que não despertavam, no pensamento da maioria dos homens, senão antipatia, desconfiança, desdém; que eram alvo da hostilidade de muitas instituições seculares, acabar por se impor à atenção e mesmo à convicção de eminentes cientistas, de sábios competentes, cheios de autoridade por suas funções e seus caracteres! Esses homens, anteriormente cépticos, chegaram, por via de estudos, de pesquisas, de experiências, a reconhecer e a afirmar a realidade da maior parte dos fenômenos espíritas.

Sir William Crookes, o mais notável físico dos tempos modernos, depois de ter observado, durante três anos, as materializações do Espírito de Katie King e de as haver fotografado, declarou:

“Não digo: isto é possível; digo: isto é real.”

Pretendeu-se que W. Crookes se retratara. Ora, à semelhante insinuação ele próprio respondeu no discurso que proferiu por ocasião da abertura do Congresso de Bristol, como presidente da Associação Britânica para o Adiantamento das Ciências. Falando dos fenômenos que descrevera, acrescentou:

“Nada vejo de que me deva retratar; mantenho minhas declarações já publicadas.

Poderia mesmo aditar-lhes muita coisa.”

Russel Wallace, da Academia Real de Londres, na obra intitulada: O Milagre e o Moderno Espiritualismo, descreve:

“Eu era um materialista tão completo e experimentado que não podia, nesse tempo, achar lugar no meu pensamento para a concepção de uma existência espiritual... Os fatos, entretanto, são obstinados: os fatos me convenceram."

O professor Hyslop, da Universidade de Colúmbia, Nova Iorque, em seu relatório sobre a mediunidade de Mrs. Piper, médium de transe, disse:

“A julgar pelo que eu próprio vi, não sei como poderia furtar-me à conclusão de que a existência de uma vida futura está absolutamente demonstrada.”

F. Myers, professor em Cambridge, na bela obra: A Personalidade Humana, chega à conclusão de que vozes e mensagens nos vêm de além-túmulo”.

Falando de Mrs. Thompson, acrescenta:

“Creio que a maioria dessas mensagens parte de Espíritos que se servem temporariamente do organismo dos médiuns, para no-las transmitir.”

Richard Hodgson, presidente da Sociedade Americana de Pesquisas Psíquicas, escrevia nos Proceedings of Society Psychical Research:

“Acredito, sem a menor sombra de dúvida, que os Espíritos que se comunicam são de fato as personalidades que dizem ser; que sobreviveram à mutação conhecida pelo nome de morte e que se comunicaram diretamente conosco, pretensos vivas, por intermédio do organismo de Mrs. Piper adormecida.”

O mesmo Richard Hodgson, falecido em dezembro de 1906, se comunicou depois com seu amigo James Hyslop, entrando em minúcias acerca das experiências e dos trabalhos da Sociedade de Pesquisas Psíquicas. Explica como, para ficar absolutamente provada a sua identidade, deviam as experiências ser conduzidas.[i]

Essas comunicações são feitas por diferentes médiuns que não se conhecem reciprocamente e umas confirmam as outras. Notam-se as palavras e as frases familiares, em vida, aos que se comunicam depois de mortos.

Sir Oliver Lodge, reitor da Universidade de Birmingham e membro da Academia Real, escreveu em The Hilbert Journal o seguinte, que o Light de 8 de julho de 1911 reproduziu:

“Falando por conta própria e com pleno sentimento de minha responsabilidade, dou testemunho de que, como resultado das investigações que fiz no terreno do psiquismo, adquiri por fim, mas de modo inteiramente gradual, a convicção em que me mantenho após vinte anos de estudo, não só de que a continuação da existência pessoal é um fato, como também de que uma comunicação pode ocasionalmente, embora com dificuldade e em condições especiais, chegar-nos através do espaço.”

E na conclusão do seu recente livro A Sobrevivência Humana,[ii] acrescentou:

“Não vimos anunciar uma verdade extraordinária; nenhum novo meio de comunicação trazemos, mas apenas uma coleção de provas de identidade cuidadosamente colhidas, por métodos desenvolvidos, ainda que antigos, mais exatos e mais vizinhos da perfeição talvez do que os empregados até hoje. Digo ‘provas cuidadosamente colhidas’, pois que os estratagemas empregados para a sua obtenção foram postos em prática de um e de outro lado da barreira que separa o mundo visível do invisível; houve distintamente cooperação dos que vivem na matéria e dos que já se libertaram dela.”

O professor W. Barrett, da Universidade de Dublin, declara (Anais das Ciências Psíquicas, novembro e dezembro de 1911):

“Sem dúvida, por nossa parte acreditamos haver alguma inteligência ativa operando por detrás do automatismo (escrita mecânica, transe e incorporação) e fora deste, uma inteligência que mais provavelmente é a pessoa morta que a mesma inteligência afirma ser do que qualquer outra coisa que possamos imaginar... Dificilmente se encontrará solução para o problema dessas mensagens e das ‘correspondências’ de cooperação inteligente entre certos Espíritos desencarnados e os nossos.”

O célebre Lombroso, professor da Universidade de Turim, escrevia na Lettura:

“Sinto-me forçado a externar a convicção de que os fenômenos espíritas são de uma importância enorme e que é dever da Ciência dirigir sem mais demora sua atenção para essas manifestações.”

Mr. Boutroux, membro do Instituto e professor da Faculdade de Letras de Paris, se exprime assim no Matin de 14 de março de 1908:

“Um estudo amplo, completo do psiquismo não comporta unicamente um interesse de curiosidade, mesmo científica; interessa também muito diretamente à vida e ao destino do indivíduo e da Humanidade.”

O sábio Duclaux, diretor do Instituto Pasteur, em uma conferência que fez no Instituto Geral Psicológico, há alguns anos, dizia:

“Não sei se sois como eu, mas esse mundo povoado de influências que experimentamos sem as conhecermos, penetrado desse quid divinum que adivinhamos sem lhe apreendermos as minúcias, ah! esse mundo do psiquismo é mais interessante do que este outro em que até agora se encarcerou o nosso pensamento. Tratemos de abri-lo às nossas pesquisas. Há nele, por se fazerem, imensas descobertas que aproveitarão à Humanidade.”



[i] Ver os “Proceedings of Society Psychical Research.

[ii] A Sobrevivência Humana, por Sir Oliver Lodge, traduzida do inglês pelo Dr. Bourbon, Paris, 1912. Félix Alcan, editor.

Extraído do Livro O Além e a Sobrevivência do Ser, Léon Denis.

Carlos Eduardo Cennerelli

cennerelli@terra.com.br






Calendário Assistência 2017

TENDA ESPÍRITA MAMÃE OXUM

CALENDÁRIO ASSISTÊNCIA - 2017.

C.E. Miguel Arcanjo e Tenda Espirita Mamãe Oxum-

Rua Francisco Framback, 91 E – Cascatinha - Petrópolis - RJ

ABRIL

MAIO

JUNHO

23 – Reabertura do Terreiro às 20h – Saudação à Ogum

02 – sexta-feira – Pretos Velhos

28 - sexta-feira - Exus

05 - sexta-feira – Pretos Velhos

07 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

10 - quarta-feira- Estudo da Umbanda

09 – sexta-feira – Saúde

12 - sexta-feira – Saúde

13 – terça-feira – Saudação Aos Exus – Bênção dos Pães – 20h

13 – sábado – Saudação aos Pretos Velhos

16 – sexta-feira – Não tem Gira

17 – quarta-feira – Doutrina - Vovó Catarina

21 – quart-feira – Doutrina – Vovó Catarina

19 – sexta-feira – Caboclos

23 – sexta-feira – Caboclos

24 – quarta-feira –Saudação à Sta. Sara,

e Povo Cigano

28 – quarta-feira – Doutrina

26 – sexta-feira - Malandros

30 – sexta-feira - Exus

JULHO

AGOSTO

SETEMBRO

05 – quarta-feira – Doutrina

02 – quarta-feira – Doutrina

01 – sexta-feira – Pretos Velhos

07 – sexta-feira – Pretos Velhos

04 – sexta-feira – Pretos Velhos

06 – quarta-feira – Doutrina

12 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

09 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

08 – sexta-feira – Saúde

14 – sexta-feira – Saúde

11 – sexta-feira – Saúde

13 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

19 – quarta-feira – Doutrina – Vovó Catarina

16 – quarta-feira – Saudação à Obaluaê e Omolu

15 – sexta-feira – Caboclos

21 – sexta-feira – Caboclos

18 – sexta-feira – Caboclos

20 - quarta-feira – Doutrina – Vovó Catarina

26 e 28 – Não funcionaremos

23 – quarta-feira – Doutrina – Vovó Catarina

22 – sexta-feira – Não Tem Gira

30 – Domingo – SEMINÁRIO

25 – sexta-feira – Malandros

24 – Domingo – Saudação à Ibeijada - às 17h

30 – quarta-feira - Doutrina

27 – quarta-feira – Distribuição Doces

29 – sexta - Exus

OUTUBRO

NOVEMBRO

DEZEMBRO

.04 – quarta-feira – Doutrina

01 – quarta-feira – Terreiro Fechado

02 - Confraternização

06 – sexta-feira – Pretos Velhos

03 – sexta-feira – Não tem Gira

08 – sexta-feira – Saudação à Oxum e bênção dos Pretos Velhos – 20h

11 – quarta-feira - Não tem Esudo Umb.

08 – quarta-feira –Doutrina

09 – Oferendas na Praia – saída 17h

12 – quinta-feira – Cachoeira / Mata

10 - sexta-feira – Saúde

13 – sexta-feira – Não tem Gira

15 – Feriado – Saudação aos Malandros

18 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

17 – sexta-feira – Caboclos

20 – sexta-feira – Caboclos

22 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

25 – quarta-feira – Doutrina – Vovó Catarina

24 – sexta-feira – Exus

27 – sexta-feira - Ciganos

29 – quarta-feira – Doutrina – Vovó Catarina

A giras de sextas-feiras têm início às 20 horas. As fichas são distribuídas a partir de 19:45 até as 21:30. As pessoas que chegarem após este horário receberão apenas o passe, sem consulta.

Nossa casa não cobra consultas nem trabalhos, porém aceitamos colaboração de materiais de uso como velas, fósforos, charutos, fumos, etc...

ATENÇÃO: NÃO É PERMITIDO PARA ATENDIMENTO, PESSOAS COM MINI-SAIAS, SHORTS OU BERMUDAS CURTAS, BLUSAS MUITO DECOTADAS OU MINI-BLUSAS, CAMISETAS TIPO MACHÃO.

A CARIDADE NÃO SERÁ NEGADA, PORÉM RESPEITEM O TEMPLO RELIGIOSO.

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