Natal se aproximando

terça-feira, maio 29, 2012

Suicídio





SUICÍDIO - Richard Simonetti







1 - Existe o carma do suicídio?
O problema do suicídio não é de carma. Decorre da falta de calma quando não aceitamos as provações humanas.

2 - E se a pessoa tem uma depressão tão forte que não consegue viver, enxergando no suicídio sua única saída?
Seria uma boa saída se a vida terminasse no túmulo. Como não termina, o suicídio apenas abre a porta para um mergulho com sofrimentos maiores.

3 - Aqueles que enfrentam graves depressões parecem não se importar muito com essa perspectiva. Consideram que não pode existir situação pior do que a que estão enfrentando.
Enganam-se. Não há na Terra sofrimento que se compare ao do suicida. O Espírito Camilo Castelo Branco deixa isso bem claro no livro “Memórias de um Suicida”, psicografia de Yvonne A. Pereira, onde descreve suas experiências no Vale dos Suicidas.

4 - É possível alguém ser induzido ao suicídio por um Espírito obsessor?
Sim. Mas é preciso lembrar que os obsessores apenas exploram nossas tendências. Dificilmente conseguirão induzir ao suicídio um coração confiante em Deus, habituado a cultivar otimismo e bom ânimo.

5 - Não há casos de subjugação em que o obsessor sobrepõe-se às reações do obsidiado, precipitando-o no auto-aniquilamento?
Aparentemente, sim. Tenho observado casos de suicídio que mais parecem assassinatos cometidos por Espíritos.

6 - Nesse caso o suicida estaria isento de responsabilidade?
É difícil ajuizar até que ponto ele estava impedido de reagir. De qualquer forma a responsabilidade é compatível com seu grau de maturidade e informação. Há circunstâncias atenuantes, como numa obsessão; ou agravantes, como o fato de estarmos perfeitamente conscientes do que fazemos e das conseqüências.

7 -Como confortar as pessoas que passam pela desdita de um suicídio na família?
É preciso ter sempre presente que o suicida não perde a condição de filho de Deus, nem é confinado em tormentos irremissíveis. Deus não desampara nenhum de seus filhos. O suicida aprende da forma mais dolorosa, mas segundo sua própria escolha, que a Vida deve ser respeitada.

8 -O que podemos fazer pelos suicidas?
Em princípio, cessar o questionamento, deixando de cultivar reminiscências (lembranças) que repercutem dolorosamente neles. E, sobretudo, orar em seu beneficio. Dizem os suicidas que este é o seu refrigério.






Suicídio



É possível amenizar os sofrimentos de suas vítimas?“A bênção de um corpo, ainda que mutilado ou disforme, na Terra, é como preciosa oportunidade de aperfeiçoamento espiritual, o maior de todos os dons do nosso Planeta”.
“Qual o primeiro de todos os direitos naturais do homem”? O de viver
“Por isso é que ninguém tem o de atentar contra a vida de seu semelhante, nem de fazer o que quer que possa comprometer-lhe a existência corporal.” Se o homem não tem o direito de tirar a vida do próximo, e sim dever de amá-lo "como a si mesmo", muito menos tem o de eliminar a própria vida. Sobretudo para respeitar o quinto mandamento, que preceitua: "não matarás"!
No momento de desespero, os suicidas não entendem que não há mal que o tempo não cure. E acolhem obsessores cruéis, implacáveis, que os conduzem à queda e, aos poucos, os submetem à sua vontade doentia, rancorosa. Não refletem sobre a dor que seu gesto extremo causará naqueles que os amam, não levam em conta seus desdobramentos sobre os que ficam e que são outras tantas vítimas de seu ato impensado: familiares e amigos, dos dois planos da Vida. Só tardiamente lamentam esse esquecimento. No entanto imaginamos quão pungentes dores advêm a essas almas, quando sensíveis e amorosas: para os corações das mães, dos pais, esposos, filhos, irmãs, irmãos, ou dos diletos amigos! É dor amarga, atroz, de todos os momentos, que só o tempo, a prece, a prática do bem e a ação de Espíritos nobres conseguem suavizar. A Doutrina Espírita é, também para eles, farta em consolações, indicando meios que aliviam sofrimentos, abreviam provas, serenam as almas dos que foram e dos que ficaram. Todos eles podem, "aviando as receitas" que o espiritismo prega ajudarem-se, eliminando do coração, da mente, a angústia; e amparar os que partiram. Abre ela os caminhos à fé e à misericórdia infinita de Deus, pela oração sincera e a prática do bem incessante - enfim, da Caridade, melhor prece que se eleva da Terra aos Céus!
É-nos informado por um mentor espiritual (Espírito Camilo Cândido Botelho, pela médium Yvonne A. Pereira, no livro "Memórias de um Suicida") “Consola saber que a doce mãe de Jesus é o Espírito sublime que se compadece dos suicidas e lhes estende as mãos; que a "Legião dos Servos de Maria" socorre os Espíritos enfermos que partiram voluntariamente da Terra, conduzindo-os ao "Hospital Maria de Nazaré", onde são medicados, reeducados e preparados para reencarnações reparadoras! A agressão ao corpo físico lesa também o corpo espiritual, denominado pelo Apóstolo Paulo de "corpo celestial" que Allan Kardec chamou de perispírito. É ele a matriz que vai registrar, nos corpos das encarnações subseqüentes, o resultado dessas lesões, na forma de enfermidades dificilmente curáveis. É preço a pagar pela rebeldia aos desígnios celestes, pelo mau uso do livre-arbítrio.
No livro "Religião dos Espíritos", Emmanuel, comentando no capítulo Suicídio a questão 957 de "O Livro dos Espíritos", assinala que "os resultados dos suicídios não se circunscrevem aos fenômenos de sofrimento íntimo, porque surgem os desequilíbrios com impositivos de reajuste em existências próximas." E relaciona enfermidades que, como conseqüência do suicídio, a Lei impõe aos rebeldes. Como se segue na continuidade. Quem lê os livros assinalados ou a obra &quo";O Céu e o Inferno" (no Capitulo V da 2ª Parte há depoimentos de Espíritos suicidas, comentados por Kardec), ou, ainda, "O Livro dos Espíritos", sobretudo as questões de números 943 a 957, jamais pensará em atentar contra a própria vida. Ao contrário, passará a oferecer preces e a praticar o bem, em favor daqueles que caíram nesse erro lastimável.
Se a muitos assusta a revelação dos sofrimentos atrozes porque passam os suicidas, não apenas no plano espiritual, mas nas reencarnações reparadoras - especialmente àqueles que, ingenuamente, alimentam a ilusão de que o perdão de Deus tudo suprime de forma mágica, instantânea -, também nos conscientiza, a todos, do dever que nos cabe de valorizar o corpo de carne, de evitar o suicídio, divulgando a Verdade, consolando e encorajando os aflitos, salientando o valor da prece como sustentáculo nas provas ou como recurso e lenitivo intercessores, em favor dos que caíram, consumando o ato trágico, doloroso. Os Espíritos nos advertem das provações a que são conduzidos os que, frágeis, tentam fugir da vida. Mas Deus sempre nos dá os meios de superar dificuldades, por maiores sejam elas. Se, extraordinários esses sofrimentos, maior ainda é o amor de Deus, que renova a todos oportunidades de reconstrução do equilíbrio.
Um espírito consolando um suicida, afirma-lhe:
“Nos maiores abismos, há sempre lugar para a esperança”. Não se deixe dominar pela idéia da impossibilidade. Pense na renovação de sua oportunidade, medite na grandeza de Deus. Transforme o remorso em propósito de regeneração.
“Os trabalhos de auxílio fraterno geralmente são iniciados através de orações de parentes desolados.”
Vamos ter animo. Se essas idéias nos vierem à mente; ou se familiar ou amigo partiu da Terra por esse meio, que não elimina a vida, mas acarreta dores atrozes e o remete a provas superiores àquelas de que tenta fugir, recorramos à oração sincera e à prática do bem. Resignemos e aprendamos a confiar-agindo-orando-amando-renunciando-abatendo o orgulho e aceitando a pobreza, se perdermos a fortuna, ou a pessoa amada, por morte, abandono, ou outro motivo; submetendo-nos às provações, que breve passam. Todas as circunstâncias se modificam. No próximo minuto ou no amanhã, surgem oportunidades para superar obstáculos aparentemente intransponíveis e as rudes provas. Confiar, fazendo o melhor de nós.
Oremos pelos suicidas, e por outros sofredores, compadecendo-nos de suas dores, sem condená-los. É o que nos diz o amoroso mentor Emmanuel, na obra "Escrínio de Luz”, estimulando-nos, encorajando-nos a superar provas, que são "material educativo do templo em que nos asilamos”.
Esclarecimentos
"Todos os suicidas, sem exceção, lamentam o erro praticado e são acordes na informação de que só a prece alivia os sofrimentos em que se encontram e que lhes pareciam eternos." A prece é instrumento que atrai alívios celestes, que descem dos Céus à Terra, aliviando,banindo dores! A prece e a fé são alavancas que alevantam os caídos nos caminhos da evolução. Recorram, pois, aqueles que sofrem esse drama, à prece e, sobretudo, à amorosa intercessão da Mãe Celestial!
Santo Agostinho
"Se soubésseis quão grande bem faz a fé ao coração e como induz a alma ao"arrependimento e à prece! A prece! Ah! Como são tocantes as palavras que saem da boca daquele que ora! A prece é o orvalho divino que aplaca o calor excessivo das paixões. Filha primogênita da fé, ela nos encaminha para a senda que conduz a Deus”.
Há seguimentos religiosos, que se apõem a posição de que tudo aquilo que nos recomenda a Doutrina de Jesus, que negam a prece aos "mortos" - conforme ensina lacrada está para sempre a sua sorte: esquecidas de que a misericórdia do Pai estimula a fraternidade e se compadece dos caídos e os busca, para os erguer; outras se recusam a orar pelos suicidas - sofredores dos mais necessitados e aos quais a prece alivia - ou, mesmo, a sepultá-los no "campo santo", como se houvesse no Universo região que não seja obra do Pai de Amor e, portanto, sagrada -; ou que as sábias Leis Divinas se submetessem à ignorância, ao arbítrio dos homens. "Deus é Amor" e esse Amor é expresso em tudo. A Doutrina Espírita esclarece as mentes e evita o suicídio, além de contribuir para a recuperação do equilíbrio tanto daqueles que está com a idéia de tentar fugir à vida, quanto daqueles que realizaram esse ato dramático, além de consolar as 'vítimas' que ficaram: Conhecer, estudar, divulgar seus ensinamentos, é a melhor forma de se evitar suicídios; de orientar e consolar familiares e amigos; pois fala aos corações com o depoimento vivo dos que tentaram fugir de problemas, mergulhando em dores inimagináveis; assim como daquilo que os alivia e favorece: a oração. Em nenhuma hipótese se justifica o gesto impensado de atentar contra a própria vida. Só a ignorância, a falta de fé em Deus, na Sua bondade, pode levar a criatura a se rebelar contra seus desígnios.
Mentores da Espiritualidade afirmam que suicidas continuam experimentando os padecimentos físicos da última hora terrestre , em seu corpo somático, indefinidamente. Anos a fio , sentem as impressões terríveis do tóxico que lhes aniquilou as energias , a perfuração do cérebro pelo corpo estranho partido da arma usada no gesto supremo, o peso das rodas pesadas sob as quais se atiraram na ânsia de desertar da vida, a passagem pelas águas silenciosas e tristes sobre os seus despojos, onde procuraram o olvido criminoso de suas tarefas no mundo e , comumente, a pior emoção do suicida é a de acompanhar , minuto a minuto , o processo da decomposição do corpo abandonado no seio da terra , verminado e apodrecido.
De todos os desvios da vida humana o suicídio é, talvez, o maior deles pela sua característica de falso heroísmo, de negação absoluta da lei do amor e de suprema rebeldia à vontade de Deus, cuja justiça nunca se fez sentir, junto aos homens, sem a luz da misericórdia.


Fonte:  http://www.lema.not.br



sábado, maio 26, 2012

SALVE POVO CIGANO DA UMBANDA!







Ciganos gostam de estar nas colinas para sentir a brisa perfumada, ouvir a revoada dos pássaros canoros e absorver o calor do Sol.
Ciganos gostam de deixar no deserto pegadas incontáveis, no ritmo dos dromedários, nas cores rutilantes de suas vestes, nas trilhas para os caminhos secretos, nos átrios de velhas ruínas impregnadas de história.
Ciganos gostam do mar, do cheiro marinho, das ondas sobrepostas, das estrelas iluminando o negro firmamento, do frio da noite, da clara Lua refletindo sua prata.
O valor da vida para os ciganos nos chega como um brinde abençoado. Eles nos mostram o poder do aqui, do agora, e o momento, como o mais precioso tempo das nossas vidas. Um cigano beija a sua amada ou uma cigana beija seu amado na testa, por profundo respeito, e olha em seus olhos selando seu amor e vínculo. Palavras não traduzem estes momentos e estes ficam guardados nos registros reencarnatórios, tal profundidade de compromisso que se estabelece.
E assim, ensinam o apreço pela vida em sociedade, respeitando seus iguais, as tradições, a famiília, sua hierarquia, lições de solidariedade, força, zêlo. Os Ciganos do astral, tal como no passado, gostam de fitas multicoloridas, dos pandeiros, lenços, xales, bailam em fogueiras mágicas, ciganas rodopiando sob as palmas e compassos dos ciganos à beira da roda. Usam as cartas, as moedas, borra de café, tiram a sorte, tilintam suas pulseiras ao comando das carroças engalanadas e daqui do outro lado às vezes conseguimos ouvi-los.
Há muitas lendas sobre o “Povo das Estrelas”. Alguns dizem que surgiram há mais de 3.000 anos, ao Norte da Índia, numa região chamada Gujaratna, localizada à margem direita do rio Send. Durante o primeiro milênio da era cristã, dispersaram-se pelo mundo e se dividiram em dois ramos: o Pechen que atingiu a Europa através da Grécia; e o Beni que chegou até a Síria, o Egito e a Palestina.
Outros dizem que vieram do interior da Terra e esperam que um dia possam regressar ao seu lugar de origem, num mito que nos parece incompreensível, mas há uma lenda do povo de Shamballa e de uma cidade chamada Agartha. Leiamos o que um autor descreve:
“Diz-se que, debaixo da terra, de todo o mundo existem cerca de 100 cidades, das quais a maior é Agartha. O Mundo subterrâneo seria conhecido como Shamballa. Os habitantes deste mundo, como sabemos a partir dos documentos, deixaram a superfície do mundo, 100.000 anos atrás, depois da catastrófica guerra entre atlantes e lemurianos, as duas grandes civilizações que dominaram a Terra naquele tempo” (www.curaeascensao.com.br)

O Povo Cigano tem um dom, de saber olhar profundamente nos olhos, e ler a mente e a alma do outro. A partir daí, e com o conhecimento da quiromancia, conseguem se integrar ao campo vibracional e lê o passado e o futuro do consulente. Quem começa a ler a mãos dos outros apenas a partir de um estudo das linhas da mão, não conseguirá acessar toda verdade a ser dita. Por outro lado, a cigana não terá permissão do astral para falar tudo o que sabe. Esta arte, é muito útil para os ciganos que já tem seus espíritos esclarecidos para trabalhar no astral junto com os Benfeitores da Luz, e inclusive na Umbanda, em geral chegando na vibração do Povo de Oriente, quando evoca-se o Orixá Xangô, ou Almas, caminhando frequentemente com os Pretos Velhos da Umbanda, e ainda na que se chama Linha da Esquerda, na vibração dos Exus. Esta falange abençoada integrou-se perfeitamente à Umbanda, porque milenarmente aprendeu a respeitar a Mãe Natureza e os seus ciclos, sua Energia, sua vibração.
Quem tem em sua coroa um cigano ou cigana, acaba absorvendo um pouco, ou muito, do modo de ser do cigano. Pois um guia cigano conduz o médium a dançar na alegria e na tristeza, ensinando-lhe a observar e apreciar todos os momentos como ensinamentos que não podem ser desperdiçados. Acabam refletindo na vida as atitudes, a passionalidade, o vínculo com a família, da mesma forma que refletirá as qualidades de um espírito cigano esclarecido, como possuir um código de ética, honra e justiça, seu amor à liberdade, que muitas vezes acaba incomodando o sistema.
O Povo Cigano reverencia com todo seu coração à Santa Sara Kali. Interessante é que esta santa católica, não foi canonizada como os outros santos católicos. Na verdade ela incorporou-se à história do catolicismo, entrando como uma serva núbia que teria acompanhado as três Marias: Jacobina, Salomé e Madalena, e, junto com José de Arimatéia fugido da Palestina numa pequena barca, transportando o Santo Graal (o cálice sagrado), que seria levado por elas para um mosteiro da antiga Bretanha. Diz o mito que a barca teria perdido o rumo durante o trajeto e atracado no porto de Camargue, às margens do Mediterrâneo, que por sua vez ficou conhecido como “Saintes Maries de La Mer” . Interessante ressaltar, que há outras lendas onde o Santo Graal realmente aportou na Grã Bretanha, e está profundamente ligado às lendas de Avalon e do Rei Arthur. Lembrando que a história de Avalon conta sobre uma ordem de sacerdotisas de origem céltica e com conhecimento druidico. Os druidas por sua vez, foi outro povo que tinha como Lei Máxima as forças da Natureza, respeitando-a profundamente e realizando todo o tipo de magia a partir da manipulação das energias da mesma. Os ciganos também estão ligados à Kali – a deusa negra da mitologia hindu, da qual parece ter vindo o sincretismo católico associada a figura de Santa Sara.
O fato é que, embora tenhamos profunda reverência e admiração por este Povo, cujas origens infelizmente vão se apagando na atualidade da Terra, eles continuam muito vivos em sua atuação no astral, mas sempre rodeados de muitos mistérios aos quais ainda não foi dada a explicação. Mas serão sempre caminhantes e nossos companheiros, ligados por compromissos cármicos e evolutivos, nos auxiliando, nos dando apoio e Força, em sua maneira peculiar de nos mostrar o caminho e nos fazer observar, muito mais que proferir muitas palavras.
Aproximando-se a data em que se comemora e reverencia-se Santa Sara Kali, deixamos nosso apreço, nossa admiração, nossa crença a esta maravilhosa entidade, que vem de muito longe nos auxiliar, nós, humildes médiuns de Umbanda ainda entrelaçados na ambiência pesada deste orbe. Que sua Luz afaste de nós toda confusão e clareie, como uma alvorada magnífica em nossos corações, os conceitos de Bem, de retidão, de Esperança e de Fé. Não nos permita fechar o senho, deixar fugir o sorriso de nossas faces seja diante qualquer adversidade, pois temos de dar o exemplo ante o mundo, que acreditamos num amanhã melhor, na evolução dos espíritos e na superação da matéria. Deixamos nossa súplica sincera, que possamos ter as melhores qualidades dos ciganos, e burilar nossas próprias personalidades, sempre respeitando o outro, mas mantendo a noção de fraternidade, solidariedade, de amor, tecendo do lado de lá e do de cá, uma rede mágica, inquebrantável, de vibrações positivas, construtivas e luminosas.

Salve Ciganos da nossa Umbanda amada!

Salve Santa Sara que sempre vela por nos!

Opchá! Opchá!

Saravá Umbanda!


Fonte:  http://povodearuanda.wordpress.com



TRABALHOS ESPIRITUAIS DOS MAGOS BRANCOS DO ORIENTE


A LINHA EXCELSA DE TRABALHOS ESPIRITUAIS
DOS MAGOS BRANCOS DO ORIENTE
ARAPORA4  

A Linha Excelsa de Trabalhos Espirituais dos Magos Brancos do Oriente é a mesma que comumente é chamada de “Linha do Oriente”, e vieram para a Umbanda, na sua implantação, a fim de incrementarem com suas sabedorias e seus conhecimentos, o nascer de uma religiosidade que iria atender a todas as necessidades humanas e espirituais.
Grande parte das doenças tem sua origem no psiquismo e a orientação segura para o desenvolvimento das faculdades mediúnicas se fazia necessária, a fim de atuar com eficiência no atendimento às pessoas aflitas. Para isto, a Linha Excelsa de Trabalhos Espirituais dos Magos Brancos do Oriente, dirigida pela Veneranda Kuan Yin e pelo Venerando Mahababa, tendo como patrono para a Umbanda, São João Batista, o Joe como patrono e respons trouxeram consigo milhares de trabalhadores, capazes de auxiliar nesse desenvolvimento, fortalecendo o psiquismo dos médiuns, a fim de guardar-lhes o equilíbrio.
Atualmente buscam as casas que se dedicam a Espiritualidade Maior, calcadas na observância do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, no amor, caridade, fé e fraternidade, para a vigilância e o atendimento às vitimas que se encontram nas garras do baixo astral. São trabalhadores fortes e enérgicos, sempre prontos ao auxílio fraterno. Dedicam-se e em muito à aculturação evangélica e, através dos conhecimentos milenares, vem despertando o mundo para a simplicidade da vivência cristã. Além disso, buscam, por meio da ciência, despertar nas consciências o conhecimento das vidas sucessivas.
São experientes em socorrer e reeducar Espíritos de carrascos e supliciadores; violentados e violentadores, que, abandonando a carne em tão difícil situação, permaneciam na Crosta da Terra, influenciando a humanidade, para que provocassem outros desmandos. Encaminham esses Espíritos para o tratamento adequado para as suas angústias; assim, eles se preparam para novas reencarnações, nas quais procurarão aprender a amar uns aos outros em grupos familiares ou de ideal fraterno. Especializarem-se na desvinculação dos complexos processos obsessivos mentais, onde a gravidade dessas obsessões fica gravada nas matrizes profundas dos corpos espirituais.
Trouxeram todos os conhecimentos milenares, que capacitaria à humanidade no desenvolvimento de suas faculdades interiores, mostrando-nos que a mediunidade é a faculdade que ajuda as criaturas que andam em busca do Divino Criador e só poderão encontrá-lo, quando desenvolverem o sentimento da compreensão e do entendimento, conquistando a paz para os próprios corações, nos orientando na prática e na execução dos dons divinos. São especialistas na prática da espiritualidade superior, bem como no desmanche de magias negras, feitiçarias e atuações espirituais negativas que atinge a nossa mais sublime contextura espiritual.
É uma Linha de Trabalhos Espiritual de atuação muito caridosa, amorosa e trabalhadora, envidando todos os esforços no crescimento dos filhos de fé e de todos que a eles recorrem. A Linha Excelsa de Trabalhos Espirituais dos Magos Brancos do Oriente, na Umbanda, atua em processos curativos físicos, atuando grandemente também na cura do nosso Espírito. Portanto, todo o trabalho de cura na Umbanda é supervisionado pela Linha Excelsa de Trabalhos Espirituais dos Magos Brancos do Oriente.
A Linha Excelsa de Trabalhos Espirituais dos Magos Brancos do Oriente pela sua bondade e misericórdia, durante todo esse processo de amadurecimento necessário aos umbandistas, encontraram guarida em algumas casas, pautadas na evangelização e no amor, onde se fazem presentes na “cura”, até o dia que se abrisse o precedente para que pudessem atuar de forma completa, servindo-se de médiuns maduros e conscientes. Enquanto a “permissão” do Alto não acontecia e enquanto os médiuns não dessem condições de amadurecimento espiritual/mediúnico, ainda assim, sempre se fizeram presentes de modo silencioso, delicado e reservado. Quando os nossos irmãos Magos do Oriente se fazem presentes na fase da incorporação, utilizando a sua própria roupagem fluídica nos dão mensagens de cunho religioso e filosófico dentro de uma pureza e de uma sabedoria impressionantes, usando um linguajar catedrático. Assim o fazem para que os filhos de fé observem que a Umbanda também tem fundamentos, e que não é somente dirigida por Espíritos que não possuem cultura, como muitos pensam. Pela simplicidade no linguajar dos nossos irmãos Guias da Umbanda, muitos filhos de fé, por desconhecimento, não dão a devida atenção aos ensinamentos das nossas entidades, procurando incrementar nos filhos de fé a responsabilidade da reforma íntima.
Muitos Templos Umbandistas não trabalham diretamente com os Povos do Oriente, devido ao total desconhecimento do tipo de atuação desses Guias Espirituais e estes permanecem no campo mediúnico de forma passiva, aguardando o amadurecimento necessário para que possam atuar de modo ativo. A Linha Excelsa de Trabalhos Espirituais dos Magos Brancos do Oriente somente atuará de forma incisiva na mediunidade nos Templos Umbandistas, quando seus filhos de fé começarem a absorver a espiritualidade maior, aplicando-a em sua vida material e espiritual, através da Evangelização, Reforma Íntima, Moral, Fé, Amor e Devoção, pois só assim encontrarão guarida mediúnica/espiritual para atuarem de forma luminosa na vida de todos.
Atentem bem para o fato de que os Guias Espirituais pertencentes a Linha Excelsa de Trabalhos Espirituais dos Magos Brancos do Oriente manifestam-se na fase de incorporação para os casos especiais já citados em linhas acima (trabalhos de cura e palestras elucidativas); esses Guias Espirituais não realizam atendimentos corriqueiros, como o fazem os Caboclos, os Pretos-Velhos, etc. Se fazem muito presentes através da mediunidade intuitiva, curativa, psicográfica e principalmente através do Araporã (a cura pelo amor) um sistema de imposição de mãos da Umbanda, coordenado pela Confraria dos Magos Brancos do Oriente.
Agora, para os trabalhos de atendimento corriqueiro, a Linha Excelsa de Trabalhos Espirituais dos Magos Brancos do Oriente tem a “Linha Auxiliar de Trabalhos Espirituais dos Ciganos” – que atuam nos assuntos terrenos com grande maestria, pois estão muito próximos aos humanos encarnados.
Vejam, que nas aplicações do Araporã não há a necessidade de incorporação mediúnica, pois seus aplicadores estão intimamente ligados a Confraria dos Magos Brancos do Oriente, que atuarão delicadamente e incisivamente nos plexos mediúnicos, mas de forma passiva, canalizando suas energias e suas bênçãos.
Onde houver o Araporã, ali estará à atuação direta dos Magos Brancos do Oriente. Toda Casa Umbandista devotada ao Araporã, contará com a presença de Guias Espirituais da Linha do Oriente que presidirão e darão assistência espiritual nas aplicações. Todos os médiuns pertencentes àquela Casa Umbandista contarão com a presença de Guias Espirituais da Linha do Oriente atuando em sua mediunidade, a fim de se manifestar à presença do amor Divino nas aplicações do Araporã. Lembrem-se que os Guias militantes na Linha Excelsa não apreciam consultas corriqueiras, mas atuam nas aplicações do Araporã, e, incorporados em trabalhos caritativos de cura, que são suas manifestações diretas.
A Linha Excelsa de Trabalhos Espirituais dos Magos Brancos do Oriente também tem como agregado, a Linha Auxiliar de Trabalhos Espirituais dos Curadores. Todos os Espíritos militantes em trabalhos caritativos de cura, sejam quais forem ou de onde vieram, pertencem à Linha Auxiliar de Trabalhos Espirituais dos Curadores. São os especialistas em curas.
Lembrem-se: tanto os arquétipos Curadores quanto os arquétipos Ciganos, tratam-se de Linhas Auxiliares de Trabalhos Espirituais; portanto, não são Linhas de Trabalhos Raciais e nem Étnicas.
Não pensem que os Guias atuantes na Linha do Oriente são Espíritos que viveram tão somente em terras orientais, mas sim, Espíritos ligados em grau, atividades, moral e trabalho; então, estarão presentes nas aplicações do Araporã, e em trabalhos de cura, Caboclos, Pretos Velhos, Crianças, Baianos, Médicos, Enfermeiras, Sacerdotes, Curandeiros, Pajés, etc., e mais Guias Orientais mesmo, todos interligados nos mesmo ideais. Não nos esqueçamos que Linha de Trabalho Espiritual é uma postura e não agrupamento racial ou étnico regional.
Temos grandes Magos do Oriente como nossos Guias Espirituais, a incrementar nossa espiritualidade como: Maharajah, Mestre Zartú, Pai Jacob, Kuan Shi Yin, Mahababa, Samara, Orí do Oriente, Rabi Kyamansu, Jimbaruê de Aruanda, Mestre Luiz, Inhoarairi, Itaraiaci, Marcos I, Chang Foi Lang, Ling Fo, Maria de Magdala, Swami Hia, Krisna, Hilarion, El Morya, Sêmulo, Razin, Maria de Magdala, Ghandi, Ramatis, Akenaton, Pai Emmanuel do Oriente, Pai João do Tibet, Pai Ramim do Oriente, Pai Samuel dos Himalaias, entre outros.
Daí, vamos entender, que muitos irmãos, Espíritos superiores pertencentes em algumas de suas encarnações a povos do Oriente, ou mesmos usando roupagem fluídica oriental, pertencem a uma Linha específica de trabalho na Umbanda. Esta Linha trouxe para a Umbanda, o auxílio dos Espíritos, que quando encarnados, muitos pertenceram a raças provindas do Oriente, com toda a sua bagagem cultural e religiosa, ou seja, Marroquinos, Caldeus, Beduínos, Assírios, Babilônios, Hindus, Árabes, Japoneses, Chineses, Mongóis, Muçulmanos, Judeus, Tibetanos, Fenícios, etc.

O ARAPORÃ NOS TEMPLOS UMBANDISTAS
ARAPORA14


A prática do Araporã nos Templos Umbandistas deve-se tornar prática rotineira, haja vista a eficiência das aplicações, bem como a utilização de membros ativos (servidores) incorporantes ou não incorporantes.

Lembre-se que o Passe Mediúnico só pode ser efetuado por alguém incorporado e na aplicação do Araporã não haverá a incorporação, mas sim, a participação dos mentores espirituais, através do aplicador.

O uso desse tipo de purificação já era corriqueiro nas práticas Cristãs primitivas, obedecendo às assertivas importantes de Jesus: “... imporão as mãos nos enfermos e estes sararão” (Marcos, 16:18), ou “E curai os enfermos que nele houver e dizei-lhes: É chegado a vós o Reino de Deus” (Lucas, 10:9).

No dia-a-dia do Templo Umbandista, o Araporã é mais acessível de ser praticado pelos servidores, possibilitando a formação de equipes preparadas para tal. Basta ter boa vontade, animo de servir ao próximo, saúde física razoável, saúde mental, reforma íntima e meta de moral elevada.

Haverá a necessidade de se estudar as orientações doutrinárias sobre as emanações de Fluidos Cósmicos Universais, dos Fluidos Magnéticos e dos Fluidos da Mãe Natureza, a mecânica das irradiações, ação do pensamento e a maneira de se aplicar o Araporã.

A aplicação do Araporã será efetuada com movimentos ligeiros e precisos sobre o corpo do paciente, dispensado barulhos, exercícios complicados, etc. Somente, em cada chacra, enquanto dura a aplicação, são efetuadas rezas. O Araporã, embora também magnético, não se baseia tão somente em regras e orientações puras do magnetismo humano, mas também em transferências de Fluidos Cósmicos Espirituais e dos Fluidos da Mãe Natureza, captados e emanados pelos Guias Espirituais que sempre estarão ao nosso lado, quando a intenção for puramente caritativa, facilitando bastante à atuação dos Espíritos benfeitores. Juntando-se a necessidade do assistido, oportunidade da aplicação e merecimento de ambos, a aplicação certamente se efetuará numa junção magnética/espiritual (misto).

Recomenda-se que as aplicações do Araporã devam ser efetuadas em locais reservados ou no próprio salão de trabalhos espirituais. Antes das aplicações do Araporã é importante se somar à leitura e a palestra preparatória a fim de se elevar os sentimentos de todos os presentes, preparando o ambiente mental e espiritual.
Os temas da leitura e palestra preparatória devem ser claros e objetivos, focalizando questões sobre a imortalidade da alma, amor, perdão, lei de causa e efeito e o significado da dor e do sofrimento. Faz-se necessário periodicamente o esclarecimento sobre o passe e como a pessoa deve portar-se para um melhor aproveitamento desse recurso. Além do passe, o importante é que o Templo Umbandista não se transforme somente o ponto-socorro, mas que se caracterize como escola que introduz as possibilidade da oficina de trabalho e isso só será conquistado através das palestras elucidativas e dos aconselhamentos proferidos pelos Guias Espirituais.

O emprego de locais reservados a prática do Araporã tem a vantagem do recolhimento de todos, criando condições mais discretas para a prática, facilitando a opção para aqueles que queiram ou não receber o Araporã. Todavia, a impossibilidade de se dispor de um local reservado, não invalida as aplicações efetuadas no próprio salão de atividades mediúnicas, só tomando o cuidado de, no mínimo se ter uma cortina separando as atividades com o contato visual (curiosidade) da assistência. Deve-se tomar o cuidado de bem dispor as cadeiras, a fim de facilitar o deslocamento dos aplicadores sem incomodar os assistidos.

Muitos podem perguntar: Mas porque da necessidade de aplicação do Araporã se os Guias Espirituais podem nos dar os passes?

•    Os Guias Espirituais tem muitas ocupações no Plano Espiritual e não estão a nossa disposição a hora que queremos, principalmente incorporando.

•    Quando os Guias vêm num trabalho espiritual, com horários pré-determinados, já se organizam anteriormente para efetuarem seus trabalhos. Não há necessidade de se esperar até um trabalho espiritual, geralmente efetuado somente uma vez por semana e a noite, para podermos efetuar o socorro abençoado da aplicação de Fluidos, mas sim utilizarmos as aplicações do Araporã como recurso eficaz de bênçãos e cura de quem deles necessitam. Poderemos até abrir as portas de nossos Templos durante o dia, todos os dias, para as aplicações do Araporã.

•    O Araporã será um trabalho de reforço energético necessário, efetuado após os atendimentos mediúnicos (em dias separados).

•    Os médiuns que não tem o dom paranormal mediúnico de incorporação, também poderão participar efetivamente dos trabalhos caritativos, doando energias salutares e não ficando somente passivos nos trabalhos espirituais.

Não devemos transformar o momento das aplicações do Araporã em trabalho de desenvolvimento mediúnico ou mesmo incorporações para Descarregos (desobsessões) e outras atividades concernentes a um trabalho mediúnico espiritual. O assistido estará no ambiente somente para aplicaçoes do Araporã.

O Araporã é um eficiente recurso a ser utilizado nos Templos Umbandistas e pelos médiuns, a fim de dar socorro e conforto necessário a quem nos procura. O Araporã representa uma simplificação e um eficaz método de bênçãos para que, também, durante o dia possamos dar atendimento especializado aos necessitados que nos procuram. O Araporã preenche uma grande lacuna e resolve inúmeras dificuldades de assistência ao público em geral, com a circunstância relevante de que se pode ter a certeza de que a assistência dada será a mais perfeita possível, por vir diretamente dos Guias Espirituais.

Inclusive, o aplicador, ao invés de proceder a um trabalho espiritual de incorporação em sua casa (o que é totalmente não recomendável), poderá fazer uso da aplicação do Araporã, aos que possivelmente o procurarem, só tomando o devido cuidado de não transformar sua residência em local de aplicações, mas simplesmente atender a alguém que realmente esteja necessidade de um socorro imediato.

O Araporã também pode ser aplicado nos Templos Umbandistas não somente pelos médiuns, mas também por freqüentadores, desde que capacitados, sem precisarem fazer parte efetiva do corpo mediúnico, suas atribuições e obrigações.


André Trigueiro - Espiritismo e Ecologia




André Trigueiro é jornalista com Pós-graduação em Gestão Ambiental pela COPPE/UFRJ onde hoje leciona a disciplina “Geopolítica Ambiental”, professor e criador do curso de Jornalismo Ambiental da PUC/RJ, autor do livro “Mundo Sustentável - "Abrindo Espaço na Mídia para um Planeta em transformação", coordenador editorial e um dos autores do livro "Meio Ambiente no século XXI", e “Espiritismo e Ecologia”, lançado na Bienal Internacional do Livro, no Rio, pela Editora FEB, 2009. É apresentador do Jornal das Dez e editor-chefe do programa Cidades e Soluções, da Globo News. É também comentarista da Rádio CBN e colaborador voluntário da Rádio Rio de Janeiro.











quinta-feira, maio 24, 2012

A Espiritualidade dos Animais


O médico veterinário paulista Marcel Benedetti, que desencarnou em 2010, foi pioneiro no atendimento espiritual aos animais. Benedetti também foi um dos idealizadores da ASSEAMA (Associação Espírita Amigos dos Animais) que realiza um trabalho relevante de conscientização. Leia entrevista exclusiva ao portal Nova Era, realizada em 2009.
cachorro_ceuPergunta: A iniciativa sofre ou sofreu algum tipo de resistência do movimento espírita e/ou dos espíritas e espiritualistas? 
Resposta: (...) As pessoas contrárias aos tratamentos espirituais em animais não levam em consideração os resultados nem o consolo preconizado pelo Espiritismo. Pois, embora os animais não entendam integralmente o que lhes acontece, as pessoas que se preocupam com eles sentem-se aliviadas também quando o sofrimento de seus amigos animais minora.
Entre os espiritualistas encontramos mais apoio do que dentro do próprio movimento espírita. Parece estranho, mas é a realidade, e é possível que aconteça algo de que talvez o movimento se arrependa depois, isto é, eu creio que outras doutrinas possam vir a acolher o tratamento espiritual aos animais enquanto algumas pessoas do movimento espírita se distraem com seu orgulho. Sabemos que não importa quem trabalhará com eles, os animais, a fim de lhes aliviar o sofrimento, mas seria interessante que o Espiritismo fizesse isso, uma vez que a iniciativa partiu de dentro do movimento espírita.
Mas percebo que aos poucos a resistência está cedendo. Ha instituições que abominavam nossos livros, agindo como se fossem a Igreja de outrora. Isso me dava a impressão de que se recriaria o Index proibitorum. Exageros à parte, percebo que logo as coisas devem mudar para melhor...
Pergunta: Quais são os casos e/ou sintomas dos animais que são levados à ASSEAMA? Comente, por favor. 
Resposta: Em geral, aparecem animais que são levados depois de terem passado por diversos tratamentos físicos, sem sucesso. Os mais comuns são os cânceres e problemas ortopédicos graves, em que a eutanásia já havia sido aventada pelos médicos que os tratavam. Mas surgem animais com problemas dos mais diversos, incluindo os de origem emocional, gerados por energias adversas criadas no ambiente doméstico. Estes são os mais difíceis de tratar, pois envolvem mudanças energéticas do ambiente em que as pessoas, necessariamente, precisam mudar os seus modos de pensar e agir.
Pergunta: Animal sofre a chamada obsessão?
Resposta: Não como acontece com as pessoas, mas como uma forma indireta de atingir as pessoas do ambiente em que vive o animal, o qual, comumente, é
muito querido pelas pessoas atingidas. Em geral, os espíritos de baixas vibrações contaminam o ambiente doméstico com energias muito densas,  que
atingem os animais como se fossem petardos que os ferem profundamente, a ponto de adoecerem. É por isso que o ideal seria que as pessoas realmente se comprometessem com o tratamento, que tem muito a ver com elas também. Algumas não aceitam que haja uma parcela de responsabilidade nos processos patológicos que acometem os animais domésticos ou próximos.
Então, de modo indireto acabam por sofrer obsessões, mas não acontece como se fossem escudos protetores de seus tutores (chamamos de tutores os que antes eram chamados de donos), poupando sofrimentos. Na verdade todos sofrem, incluindo o animal, que é a mais inocente das vítimas.
Pergunta: Qual a história mais interessante, ou mais de uma, de que você se lembra, sobre o trabalho de tratamento espiritual desenvolvido pela ASSEAMA?
Resposta: A mais interessante e a mais comentada é a que se refere à cadelinha Natasha, porque foi a primeira que se sobressaiu e chamou a atenção das autoridades científicas para o fato das curas espirituais. Natasha foi encontrada abandonada, com diversas enfermidades, incluindo um câncer, que, segundo um professor de uma universidade importante de São Paulo, não lhe permitiria uma sobrevida de mais de uma semana. O animal se curou do câncer (há comprovação laboratorial) em 3 meses, e viveu ainda mais um ano, quando morreu repentinamente, sem estar doente. Acho que era sua missão chamar a atenção da ciência.
Assim como a história dela há inúmeras outras interessantes, como a de uma cadelinha que, também indicada para eutanásia, se recuperou da paraplegia e andou, contrariando todas as expectativas médicas. Poderíamos ficar horas relatando casos.
Pergunta: Em sua opinião, por que ainda existe um desrespeito tão grande em relação aos animais e, por parte dos espiritualistas, uma falta de compreensão maior a respeito da alma dos animais?
Resposta: Apesar de o assunto não ser novo, isto é – o assunto “espiritualidade dos animais” não é novo – as pessoas o encaram dessa forma porque os animais são considerados seres de segunda categoria. Ainda assim, creio que a consciência em relação a eles, no que se refere a serem nossos irmãos, está alcançando patamares mais elevados em menos tempo do que aconteceu, por exemplo, com as mulheres, negros e escravos, que eram considerados seres de segunda categoria e, portanto, descartáveis.
Em 1866, Kardec precisou publicar um artigo na Revista Espírita para explicar que as mulheres e os negros tinham alma, assim como qualquer homem branco. Os negros e as mulheres ainda eram considerados como se fossem animais, e os animais eram considerados como objetos (ainda são assim considerados legalmente). Não é triste saber disso? Entretanto, as pessoas, apesar dos pesares, começam a perceber as coisas, pois a própria ciência está demonstrando que os animais não são tão diferentes de nós como pensávamos. O DNA dos chimpanzés é apenas 1,2% a menor que o nosso. As seis barreiras que nos separavam dos animais a ponto de considerá-los irracionais se romperam, pois se sabe, hoje, que os animais pensam, sentem e são conscientes quanto ao que acontece ao seu redor. Eles transmitem cultura aos seus descendentes. Além disso, a ciência mostrou que eles captam nossos pensamentos por telepatia. Imagine o sofrimento de um animal que está prestes a ser abatido, ao ler o pensamento de seu algoz.
Creio que em breve a ciência – e não a doutrina ou as doutrinas espiritualistas – promoverá os animais a ponto de considerar que eles merecem o melhor de nós, e que deveríamos cuidar deles como irmãos mais velhos que somos, e não explorá-los como mercadorias.
Pergunta: Para um público leigo, já que esta entrevista é publicada em vários meios, como você pode explicar a existência da alma dos animais, para que não exista confusão com a metempsicose? 
Resposta: O termo metempsicose se refere à possibilidade de a alma de um ser humano que morreu retomar um corpo físico em alguma categoria inferior da evolução, em um corpo de animal, por exemplo. Seria como se as águas de um rio pudessem subir contra a corrente e voltar à nascente. Isso vai contra diversas leis naturais. Seria como se um estudante de medicina que fosse reprovado em Fisiologia tivesse que voltar ao curso primário, para começar tudo outra vez até aprender Fisiologia. Seria perda de tempo. O ideal seria repetir apenas a matéria de Fisiologia e estacionar no curso, temporariamente.
A alma do animal é semelhante a qualquer outra, de qualquer outro ser do Universo. Nada nos diferencia desses espíritos, que hoje estagiam na fase de animalidade, exceto pelo fato de que temos consciência de Deus e eles ainda não a têm.
Mas somos todos espíritos em evolução. Poderíamos fazer uma comparação com os estudantes: nós somos aqueles que estão no curso superior (no meio do curso, pois ainda falta muito para nos formarmos), enquanto esses outros espíritos – hoje na fase de animais – estão talvez no curso médio. Os vegetais, talvez no curso básico; e os minerais, no “prezinho”. Um dia seremos arcanjos, e os outros seguirão os mesmos caminhos que nós. Se os auxiliarmos, estaremos não somente ajudando-os a evoluir, mas também a nós, pois estaremos pondo em prática o que aprendemos sobre caridade e amor ao próximo. Jesus disse para amarmos o nosso próximo, e os animais são nossos irmãos (filhos do mesmo Pai), e Gandhi disse que tudo o que vive é nosso irmão. 
(*Fonte: Revista Cristã de Espiritismo, Edição 102, www.rcespiritismo.com.br. Ao reproduzir este artigo ou parte dele, é necessário mencionar o autor e a Fonte, em respeito aos Direitos Autorais.*)

quarta-feira, maio 02, 2012

As Vidas de Jésus Gonçalves



As Vidas de Jésus Gonçalves
 
 

Alarico,
O Grande, Rei dos Visigodos

Século IV
Alarico, O Grande, general e chefe maior dos Visogodos, esmagou Roma no início do século V. Treinado nas técnicas da guerra dentro do Império Romano, devastou a Trácia, a Grécia e a Itália, marcando o fim de uma Era.
Acreditava ter o mundo aos seus pés.
Em encontro com Santo Agostinho, então bispo de Hipona, no ano 410 D.C., diz quando este vai pedir humildemente ao cruel general que não seja impiedoso na invasão a Roma, oferecendo em troca a sua própria vida em favor do povo romano: "Eu sou o teu Deus, não me fale em nome de outro Deus..."
No entanto, o encontro com o Sacerdote Santificado, suas palavras inspiradas nos ideais cristãos, marcaram de alguma forma a alma do guerreiro, como semente de misericórdia que só viria a amadurecer séculos e vidas mais tarde. Naquele tempo, apesar de todo ódio e sede de poder e de conquista do general, ocorreu que durante a sangrenta invasão a Roma os Templos Cristãos da cidade foram misteriosamente poupados e o povo da cidade, inclusive os pagãos, pôde buscar proteção naqueles Templos.
Após o saque, Alarico ficou pouco tempo em Roma. Seu fascínio pelo poder leva-o a tentar dar o último golpe no Império e ele parte em direção a África. Com essa conquista ele seria confirmado como o mais poderoso imperador da Terra, naquele tempo.
No entanto, uma forte tempestade destrói seu exército e Alarico morre pouco depois, em Cosenza (Itália). Seus soldados, para evitar a profanação de seu túmulo, enterram-no no leito do Rio Basento, matando posteriormente os escravos usados para desviar o rio a fim de que não revelassem o local do sepulcro do guerreiro.
Desencarnado, defronta-se, na Pátria Espiritual, com o horror dos seus crimes. Por pedido seu e com a concórdia das Esferas Espirituais, volta à Terra como Alarico II, novamente no comando e no seio do seu próprio povo. Apesar de todo arrependimento vivenciado no Plano Espiritual, não desvencilha-se de sua ânsia de poder e glória e acaba sucumbindo a esta prova.
Alarico II, 8º chefe dos Visigodos
Século V - VI
 
Suas tendências inferiores ainda estavam muito arraigadas na essência de sua alma. Investido dos mesmos poderes de sua encarnação pretérita, não consegue, ainda desta vez, refrear as inclinações ambiciosas de seu caráter, sucumbindo as promessas de redenção consignadas no Plano Espiritual. As guerras e conquistas territoriais continuavam sendo seu móvel principal, muito embora não conservasse mais, em grau tão marcante, a crueldade com que na existência anterior escrevera páginas negras na História Universal.
Seus domínios abrangiam a Espanha (exceto a Galiza), a Aquitânia, o Lanquador e a Provença Ocidental.
Alarico II desencarna na batalha de Vouillé (próximo a Potiers, França), travada em 507, contra o então rei dos Francos, Clóvis, pela posse da Aquitânia (sudoeste da Fraça).

Armand Jean du Plessis Richelieu,
o Cardeal Richelieu

Século XVI - XVII, França
A próxima encarnação que se conhece desse Espírito é em terras francesas como o poderoso Cardeal Richelieu. Investido de grande poder, defendeu o absolutismo real e foi, por 18 anos, o homem mais poderoso da França, como primeiro-ministro.
Nacido em 9 de setembro de 1585, estudou os princípios do Cristo na Igreja Católica, onde atingiu alta posição perante o clero, mas se destacou mesmo como político e estadista, se tornando uma das mais notáveis figuras do regime monárquico francês, cujas mãos duras e inteligentes detiveram o poder político da França, acima mesmo do rei Luis XIII.
Homem de ação, militar completo, católico fervoroso e político de extrema habilidade, soube contornar todas as intrigas e se manter no poder, conservando a confiança do Rei até o fim de seus dias. Assim estabeleceu as bases do absolutismo real francês, e suas obras foram posteriormente estudadas por Luis XIV, Napoleão Bonaparte e pelo general de Gaulle. A razão do Estado era sua razão de ser: não teve piedade daqueles que, em sua opinião, enfraqueciam o reino da França.
"O homem é imortal, sua salvação está no outro mundo; o Estado não, sua salvação é agora ou nunca."
"...para mim existem dois deuses: Deus e a França."
Em encontro com São Vicente de Paula o Cardeal ouve o pedido amoroso do Santo dos Pobres: "Clementíssimo Senhor, dá-nos Paz, tem compaixão de nós. Dá paz a França!" Mas não se deixa tocar: seu zelo excessivo e terrível pelo seu país e pelo seu governo foi capaz de justificar aos olhos dos homens, que o temiam e o admiravam, as guerras internas e externas pelas quais a França, nação então hegemônica na Europa, enveredou em nome de ideais estadistas fanáticos, colocados acima de todos os ideais humanos, proporcionando espetáculos de sangue e deixando muitos povos na miséria.
Temido e odiado, desencarnou, em 4 de dezembro de 1642, vítima de uma estranha doença: tumores de diagnóstico desconhecido. A chance de uma nova encarnação só aconteceu 350 anos depois...

Jésus Gonçalves,
o Poeta das Chagas Redentoras

1902 - 1947, Brasil
Início do Século XX, a Pátria do Evangelho recebe este espírito comprometido com a Lei de Deus em busca da sua pacificação através de provas ásperas e redentoras, chagas redentoras...
A Lei Divina dá-lhe nova chance e nascido no Brasil, em 12 de julho de 1902, deixa a todos nós o legado da conversão pela dor e a certeza da misericórdia do Pai de que a travessia para a luz, apesar de todos os nossos crimes de sempre, é inevitável. A Lei de Amor expressa-se no arrependimento e o arrependimento expressa-se na reparação.
Jésus Gonçalves nasceu no dia 12 de julho do ano de 1902, em Borebi, interior de São Paulo. E logo, aos três anos de idade, sua mãe desencarna por conta de um tumor no intestino. A maior parte de sua infância, ele passa em Agudos - pequena cidade próxima à Borebi -, tutelado pelo tio.


Com quatorze anos ele volta, com sua família, para a sua cidade natal, onde começa trabalhar temporariamente na Fazenda Boa vista, como cultor e beneficiador, ora de algodão, ora de café. Foi nessa época também que ele tem uma pequena iniciação na música e começa tocar um velho "baixo de sopro". Assim ele forma uma pequena banda, com o nome de "Bandinha de Borebi".
Seu espírito de liderança e sua personalidade marcante, fazem-no ficar conhecido no vilarejo. Sempre se esforçava para que as quermesses e festas locais obtivessem um grande êxito.
Aos 17 anos muda-se para Bauru, onde freqüenta um colégio - Colégio São José - por algum tempo, não o suficiente para conseguir o diploma do ginásio.

Trabalhando como Tesoureiro da Prefeitura, já com seus 20 anos, Jésus casa-se com Dona Theodomira de Oliveira, viúva com duas filhas. 8 anos depois, em 1930, ela desencarna por causa de uma tuberculose, deixando-o sozinho, cuidando de seis filhos.
Theodomira, 1a. esposa, com os fihos de Jésus.


Nessa época ele, além de trabalhar na prefeitura, Jésus participa da "Jazz Band de Bauru" - como era conhecida a banda da Prefeitura de Bauru - tocando clarinete. Ainda nas artes, ele também atuava e dirigia peças de teatro, de autoria própria, nos teatros de Bauru e de cidades vizinhas. Paralelamente a essas atividades, Jésus Gonçalves, como apreciador de poesias e prosas, colabora com grande freqüência, com os jornais "Correio da Noroeste" e "Correio de Bauru".

As ARTES: ferramenta-bálsamo para a redenção


Outrora o terror, a apreensão... Hoje a alegria, o riso, a confiança.
Jésus, à direita, já com a doença: clarinetista da Jazz-Band de Aymorés.

"A teu mando, milhões de açoites erguiam-se, abrindo feridas, mutilando membros, promovendo aleijões, desconjuntando corpos. Aniquilaste a alegria de viver de dezenas de cidades levando a apreensão e o terror a simples aproximação de suas tropas.
 Para o resgate de tais violações receberás as Artes por ferramentas, que te permitirão recompensar o terror de outrora, pela alegria do divertimento sadio que proporcionarás aos povos das cidades em que habitarás. Porém não as receberás de forma facilitada, não, porque não haverão facilidades para ti. A espiritualidade estará assistindo teu reeducar e colocará em teu caminho as oportunidades, mas competirá a ti aproveitá-las ou não."

Algum tempo após o desencarne de Theodomira, surge uma companheira: Anita Vilela, sua vizinha, que lhe ajudava a cuidar do lar. Eles se envolveram e casaram-se, uma união sincera que duraria 12 anos, até o desencarne de Anita.


Vem então a grande provação na sua vida: aos 27 anos é acometido pela Hanseníase, popularmente a lepra. Ele não compreenderia naquele momento, mas era cobrado dele um tributo por reencarnações passadas. Jésus, ateu e inconformado, busca dominar a dor no seu coração e as rudes condições que recaem sobre um leproso: a rejeição e o abandono da sociedade.
 É obrigado a entregar as filhas do primeiro casamento à tutela de parentes e parar suas atividades profissionais que preenchiam sua alma inquieta e sequiosa de trabalho. Mas ele sofre muito: era muito difícil para ele enfrentar a nova e difícil situação.
Naqueles tempos, os doentes eram obrigados a abandonar seus empregos e viverem isolados da sociedade, trancados em suas casas ou então em leprosários. Como bom cidadão, respeitador das normas e leis, Jésus se afasta da sociedade, como era determinado pelas normas médicas em vigor na época. Os filhos mais novos, que ainda continuavam com ele, não entendiam a súbita parada nas atividades. Aposentado prematuramente passa a viver em uma moradia cedida temporariamente pela Câmara Municipal. Apesar disso continua a escrever para o "Correio da Noroeste".
João Martins Coub, um amigo que compreendera o sofrimento de Jésus, cede-lhe um espaço de sua fazenda, e lá ele se dedica ao trabalho do lavradio, cultivando melancia e outras frutas, com a mesma fibra de sempre, buscando nesta atividade afogar a mágoa que a doença lhe impunha.
Mas foi por pouco tempo: em agosto de 1933, ele é recolhido pelo Serviço Sanitário e é internado no Asilo-Colônia Aymorés, recém inaugurado em Bauru. Por esperar por esse momento, Jésus não apresenta resistência para a internação, o que causa surpresa aos funcionários da Saúde Pública, que normalmente enfrentavam grande resitência dos doentes. E apesar da reação resignada e de conformismo, é nessa época que ele se questiona sobre Deus: "Onde estava o Deus de que tanto se falava?" e entra num momento de revolta íntima.


Na Colônia Aymorés, em Bauru, onde fica de 1933 a 1937, Jésus mostrava-se mais resignado com a convivência com os semelhantes e irmãos na dor, e é chamado de "mestre" por sua imensa disposição e capacidade de trabalho. Num curto espaço de tempo, internado no asilo, Jésus consegue várias amizades sinceras.

Apesar da revolta e das frustrações, ele nunca se deixou levar à ociosidade e ao desânimo. Participa da criação de um pequeno jornal interno do asilo: "O Momento"; escreve e participa de peças teatrais; ajuda na criação do "Jazz Band de Aymorés"; e participa da equipe de futebol.
Jazz-Band de Aymorés. Jésus Gonçalves é o clarinetista.


A inquietude da alma, que outrora foi motor de ódio e guerras em vidas pregressas, hoje movia-o para trabalhos edificantes, construindo obras, levando-o a busca até a conversão...

Na época, Jésus sofria muito com problemas no fígado e buscava a transferência para o Hospital Padre Bento em Guarulhos, que possuia fama de oferecer melhores serviços médicos. Mas suas cartas paravam nas mãos do Diretor do Sanatório Aymorés, que não queria perder seu mais ativo e dinâmico interno. Em setembro de 1937 consegue driblar todos os empecilhos e obtem a transferência para "Padre Bento". Mas não conseguiu chegar até lá: durante a viajem, as dores no fígado o obrigaram a parar em Itú para receber assistência médica, e alí ficou no Hospital de Pirapitinguí, convencido pelo diretor do hospital, com promessas de melhores cuidados médicos.

Em Pirapintinguí, Jésus logo se revela o mesmo indivíduo de destaque, um líder natural entre os internos, conquistando logo a admiração e o respeito pelo seu caráter reto e íntegro e palo sua capacidade de realização e trabalho.
Fundou ali a "Jazz Band ", a Rádio Clube de Pirapitinguí (existente até hoje) e um jornal interno, o "Nosso Jornal".
Mas doença avança lenta e penosamente, tomando-lhe o corpo, e os medicamentos se tornam cada vez mais inoperosos. A dor, a angústia e a solidão levam o indivíduo a buscar Deus. Com Jésus Gonçalves não seria diferente, mas ele O nega ainda, procurando-O somente nas vestimentas do trabalho, da atividade artística, da criação.
Ninita, uma amiga do hospital a quem posteriormente se uniria em matrimônio, era estudiosa da Doutrina Espírita e tentava inutilmente esclarecer a mente materialista do ateu Jésus.
Jésus com Ninita, última companheira de Jésus.


Em 1943 Anita desencarnou, e no velório da mesma aconteceram diversos acontecimentos mediúnicos de clarividência de alguns colegas seus e finalmente Anita passou uma mensagem para ele de uma forma bastante íntima onde Jésus não teve dúvidas da veracidade das informações: "Velho, não duvides mais, Deus existe!".
Extremamente materialista ainda, mas bastante impressionado, buscou nos livros Espíritas as explicações para o contato. O Céu e o Inferno, de Allan Kardec, foi o marco inicial da grande transformação que ocorreira em seu ser.
Sua conversão definitiva ocorreu certo dia em que suas dores no fígado se apresentavam bem mais fortes que de costume. Os remédios não surtiam efeito e resolveu então chamar por aquele "deus" no qual ainda não acreditava: retirou um copo de água da talha, colocou-o na mesa da cozinha, e desafiou:
– Se Deus existe mesmo, dou cinco minutos para que coloque nesta água um remédio que me alivie a dor!
Quando bebeu a água sentiu que estava totalmente amarga. Chamou um companheiro que confirmou a alteração da água. Após 2 minutos nada mais sentia em dores, e ficou ao mesmo tempo agradecido e espantado. Reexamina então as saus bases materialistas e nos dias seguintes, já com suficientes provas e chamamentos, pôs-se a buscar nos estudos de obras espíritas as respostas que sempre procurou.


"Dor-auxílio": por duas vezes, suas dores no fígado mudaram totalmente o rumo da sua vida.


A Doutrina Espírita saciou-lhe a sede de explicações, fez-lhe beber nas fontes da lógica e do bom senso, a água límpida da Verdade. Buscou elucidar seus companheiros e irmãos na dor com a noção de Justiça Divina e submissão a dor, e como sempre, tudo fazia junto aos internos para melhoria da vida comunitária no Hospital. Nesta época, rejeitou o apelido "mestre", pelo qual era chamado desde Aymorés, devido a sua reconhecida superioridade intelectual e temperamento de líder.
Dedicou-se então, com o mesmo empenho que lhe era característico da alma, a construção e edificação de um centro espírita em Pirapitinguí. Devido a falta de recursos, buscou ajuda junto às comunidades espíritas para a construção do centro e estabeleceu um elo de ligação sem precedentes entre os leprosos e a sociedade. Sua iniciativa desperta os companheiros de Doutrina em diversas localidades, e as respostas não tardam a chegar, emprestando solidariedade moral e material à Campanha. Diversas caravanas Espíritas passaram a visitar o sanatório, levando alegria e conforto aos internos. Estas caravanas pioneiras abriram novas frentes de trabalho, não só aos praticantes da Doutrina, mas incentivando também outras religiões em iniciativas semelhantes.
Fundou em 1945 a "Sociedade Espírita Santo Agostinho", após muito estudo e superação de grandes dificuldades, que também trouxeram amizades e solidariedade de muitos que o apoiaram nesta época. Jésus participou ativamente das atividades do "Santo Agostinho", sempre movimentadas por um espírito de ação e dedicação sinceras: distribuição de sopa aos mais necessitados do Hospital, palestras de estudos e elucidação dos companheiros, orientação espiritual, sessões de desobsessão.
A doença, já em estado bastante evoluído, tirava os movimentos de Jésus, tomando-lhe a capacidade de trabalhar e de estar fisicamente nas atividades do "Santo Agostinho", que tanto lhe preencheram a alma nesta fase da sua vida. Porém tudo fez para não se afastar do trabalho, e construiu uma casinha nos fundos do centro.

 
Ele sofreu muito nos últimos dias, o seu corpo estava completamente deformado pela doença, seu rosto transfigurado e seus órgãos começaram a parar. Apesar das tentativas médicas, e lentamente desligava-se do corpo físico. E sua alma então libertava-se de sua existência árdua e espinhosa, mas sobretudo, purificadora. Pelo sofrimento, pôde encontrar o caminho que nos leva à Cristo, e pelo trabalho pode plantar novas sementes na sua história. Em 16 de fevereiro de 1947 desencarna Jésus Gonçalves, o Apóstolo de Pirapitinguí, o Poeta das Chagas Redentoras.

Jesus Gonçalves, depois de desencarnado, pediu que lhe chamassem Jésus, pois achava-se indigno de usar o mesmo nome de Jesus.
Formatação: Fátima Oliveira
Fonte:http://www.jesusgoncalves.org.br/biografia.htm

Imagens: Google
 
 
 
A gratidão é a assinatura de Deus colocada na Sua obra.
 
Joanna deÂngelis/Divaldo P. Franco - Livro: Psicologia da Gratidão. Editora LEAL
 
Vida - É o Amor existencial.
  Razão - É o Amor que pondera.
    Estudo - É o Amor que analisa.
      Ciência - É o Amor que investiga.
        Filosofia - É o Amor que pensa.
      Religião - É o Amor que busca Deus.
    Verdade - É o Amor que se eterniza.
  Ideal - É o Amor que se eleva.
- É o Amor que se transcende.
  Esperança - É o Amor que sonha.
    Caridade - É o Amor que auxilia.
      Fraternidade - É o Amor que se expande.
        Sacrifício - É o Amor que se esforça.
      Renúncia - É o Amor que se depura.
    Simpatia - É o Amor que sorri.
  Altruísmo - É o Amor que se engrandece.
Trabalho- É o Amor que constrói.
  Indiferença - É o Amor que se esconde.
    Desespero - É o Amor que se desgoverna.
      Paixão - É o Amor que se desequilibra.
        Ciúme - É o Amor que se desvaira.
      Egoísmo - É o Amor que se animaliza.
    Orgulho - É o Amor que enlouquece.
  Sensualismo - É o Amor que se envenena.
Vaidade - É o Amor que se embriaga.

Finalmente, o ódio, que julgas ser a 
antítese do Amor, não é senão o próprio
Amor que adoeceu gravemente.
 
(Francisco Candido Xavier)
 

Calendário Assistência 2017

TENDA ESPÍRITA MAMÃE OXUM

CALENDÁRIO ASSISTÊNCIA - 2017.

C.E. Miguel Arcanjo e Tenda Espirita Mamãe Oxum-

Rua Francisco Framback, 91 E – Cascatinha - Petrópolis - RJ

ABRIL

MAIO

JUNHO

23 – Reabertura do Terreiro às 20h – Saudação à Ogum

02 – sexta-feira – Pretos Velhos

28 - sexta-feira - Exus

05 - sexta-feira – Pretos Velhos

07 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

10 - quarta-feira- Estudo da Umbanda

09 – sexta-feira – Saúde

12 - sexta-feira – Saúde

13 – terça-feira – Saudação Aos Exus – Bênção dos Pães – 20h

13 – sábado – Saudação aos Pretos Velhos

16 – sexta-feira – Não tem Gira

17 – quarta-feira – Doutrina - Vovó Catarina

21 – quart-feira – Doutrina – Vovó Catarina

19 – sexta-feira – Caboclos

23 – sexta-feira – Caboclos

24 – quarta-feira –Saudação à Sta. Sara,

e Povo Cigano

28 – quarta-feira – Doutrina

26 – sexta-feira - Malandros

30 – sexta-feira - Exus

JULHO

AGOSTO

SETEMBRO

05 – quarta-feira – Doutrina

02 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

01 – sexta-feira – Pretos Velhos

07 – sexta-feira – Pretos Velhos

04 – sexta-feira – Pretos Velhos

06 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

12 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

09 – quarta-feira – Doutrina

08 – sexta-feira – Saúde

14 – sexta-feira – Saúde

11 – sexta-feira – Saúde

13 – quarta-feira – Doutrina

19 – quarta-feira – Doutrina – Vovó Catarina

16 – quarta-feira – Saudação à Obaluaê e Omolu

15 – sexta-feira – Caboclos

21 – sexta-feira – Caboclos

18 – sexta-feira – Caboclos

20 - quarta-feira – Doutrina – Vovó Catarina

28 – sexta-feira - Exus

23 – quarta-feira – Doutrina – Vovó Catarina

22 – sexta-feira – Não Tem Gira

25 – sexta-feira – Malandros

24 – Domingo – Saudação à Ibeijada - às 17h

30 – quarta-feira – Doutrina ou Palestra

27 – quarta-feira – Distribuição Doces

29 – sexta - Exus

OUTUBRO

NOVEMBRO

DEZEMBRO

.04 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

01 – quarta-feira – Terreiro Fechado

02 - Confraternização

06 – sexta-feira – Pretos Velhos

03 – sexta-feira – Não tem Gira

08 – sexta-feira – Saudação à Oxum e bênção dos Pretos Velhos – 20h

11 – quarta-feira - Não tem Doutrina

08 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

09 – Oferendas na Praia – saída 17h

12 – quinta-feira – Cachoeira / Mata

10 - sexta-feira – Saúde

13 – sexta-feira – Não tem Gira

15 – Feriado – Saudação aos Malandros

18 – quarta-feira – Doutrina – Vovó Catarina

17 – sexta-feira – Caboclos

20 – sexta-feira – Caboclos

22 – quarta-feira – Doutrina

25 – quarta-feira – Doutrina – Doutrina ou Palestra

24 – sexta-feira – Exus

27 – sexta-feira - Ciganos

29 – quarta-feira – Doutrina – Vovó Catarina

A giras de sextas-feiras têm início às 20 horas. As fichas são distribuídas a partir de 19:45 até as 21:30. As pessoas que chegarem após este horário receberão apenas o passe, sem consulta.

Nossa casa não cobra consultas nem trabalhos, porém aceitamos colaboração de materiais de uso como velas, fósforos, charutos, fumos, etc...

ATENÇÃO: NÃO É PERMITIDO PARA ATENDIMENTO, PESSOAS COM MINI-SAIAS, SHORTS OU BERMUDAS CURTAS, BLUSAS MUITO DECOTADAS OU MINI-BLUSAS, CAMISETAS TIPO MACHÃO.

A CARIDADE NÃO SERÁ NEGADA, PORÉM RESPEITEM O TEMPLO RELIGIOSO.

(Baixe o seu calendário em PDF, clicando aqui)

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