quinta-feira, dezembro 25, 2014

Divaldo fala da Transição Planetaria

DIVALDO FALA DA TRANSIÇÃO PLANETÁRIA, MOVIMENTO VOCÊ E A PAZ E A VISITA A UM PRESÍDIO


 PERÍODO DE TRANSIÇÃO

Entrevista de Divaldo Pereira Franco ao Programa Televisivo O Espiritismo Responde, da União Regional Espírita – 7ª Região, Maringá, em 21.03.2007.


ESPIRITISMO RESPONDE –

OS ESPÍRITOS NOBRES TÊM FALADO SOBRE MOMENTOS DE TRANSIÇÃO QUE A TERRA ESTÁ PASSANDO. O QUE CARACTERIZA ESSES MOMENTOS?


DIVALDO PEREIRA FRANCO – SÃO AS CONVULSÕES SOCIAIS QUE SE DERIVAM DOS DISTÚRBIOS MORAIS. NESSES DISTÚRBIOS MORAIS-SOCIAIS NÓS GERAMOS UMA PSICOSFERA DOENTIA. FALA-SE DE QUE A ECOLOGIA ESTÁ ALTERADA, A NOSSA ATMOSFERA ESTÁ CARREGADA DE GASES DESTRUTIVOS, DE QUE ESTAMOS VIVENDO MOMENTOS EM QUE A ÁGUA VAI ENTRAR EM ESCASSEZ, PORQUE APENAS 2% DA ÁGUA DO MUNDO É POTÁVEL... FALA-SE TUDO ISSO, E MAIS DAS TSUNAMES, DAS ERUPÇÕES VULCÂNICAS... TUDO ISSO FAZ PARTE DE UM GRANDE CONJUNTO QUE CONSTITUI A TRANSIÇÃO.
REALMENTE, A NOSSA MENTE TRANSFORMADA EM INSTRUMENTO DE PRAZER, DE VIOLÊNCIA GERA TAMBÉM CONVULSÕES GEOLÓGICAS. A MUDANÇA E A SUSTENTAÇÃO DAS PLACAS TECTÔNICAS QUE PRODUZEM ESSES TREMENDOS MAREMOTOS, ESSAS TSUNAMES PODEM TAMBÉM SER PROVOCADAS PELOS DISTÚRBIOS MENTAIS DOS HABITANTES DO PLANETA.
A TERRA TEM QUE SE TRANSFORMAR DO PONTO DE VISTA GEOLÓGICO PARA ALBERGAR ESPÍRITOS MAIS ELEVADOS. HÁ UMA EVOLUÇÃO CORRESPONDENTE DO PLANETA, AO MESMO TEMPO QUE OCORRE A SOCIOLÓGICA, MORAL, PRODUZINDO OUTRAS VARIANTES. SE REFLEXIONARMOS EM TORNO DA SOCIEDADE COMO UM TODO, VEMO-LA TERRIVELMENTE FRAGMENTADA.
OBSERVEMOS, POR EXEMPLO, AS RELIGIÕES. AS DOUTRINAS RELIGIOSAS, AO INVÉS DE MARCHAREM PARA A UNIÃO, AVANÇAM PARA A COMPETIÇÃO, ODEIAM-SE RECIPROCAMENTE, EM NOME DE DEUS QUE É TODO AMOR. É UM PARADOXO!
A POLÍTICA É CADA DIA MAIS ARBITRÁRIA. A SEDE DE DOMINAÇÃO E DE TOTALITARISMO CONTINUA NO MUNDO DE HOJE, COMO NO TEMPO MAIS RECUADO DA NOSSA VIDA NA ANTIGÜIDADE ORIENTAL. AS PROPOSTAS DE NATUREZA SOCIOLÓGICA NÃO SAEM DO PAPEL, QUASE NUNCA SÃO APLICADAS.
A VIOLÊNCIA URBANA TOMA CONTA DO MUNDO. POR QUÊ? PORQUE O INDIVÍDUO É VIOLENTO. ENTÃO, A CURA, A TERAPÊUTICA, SERÁ, INFELIZMENTE ESSA GRANDE MUDANÇA QUE SE ESTÁ DANDO MEDIANTE A DOR, IMPONDO-NOS A TRANSFORMAÇÃO ESPIRITUAL ATRAVÉS DA NOSSA MODIFICAÇÃO INTERIOR. MUITOS DIZEM: “NÓS NECESSITAMOS DE LEIS JUSTAS”. A MAIORIA DAS LEIS É ELABORADA DENTRO DOS CÓDIGOS DA JUSTIÇA, MAS ESSAS LEIS FEITAS E APLICADAS A PESSOAS VIOLENTAS E VICIOSAS, FAVORECEM A IMPUNIDADE, A ELEIÇÃO DO PODEROSO EM DETRIMENTO DAQUELE QUE É FRACO. É NECESSÁRIO TRABALHAR-SE O INDIVÍDUO, COMO DISSE ALLAN KARDEC, SENDO HOJE MELHOR DO QUE ONTEM, AMANHÃ MELHOR DO QUE HOJE E LUTANDO SEMPRE CONTRA AS SUAS MÁS INCLINAÇÕES.

ER – APESAR DOS MOMENTOS DIFÍCEIS QUE A HUMANIDADE ESTÁ VIVENCIANDO, VEMOS UM NÚMERO MUITO GRANDE DE PESSOAS INDIFERENTES AO QUE ESTÁ ACONTECENDO, SEM RELIGIOSIDADE, SEM SOLIDARIEDADE, SIMPLESMENTE DEIXANDO A VIDA PASSAR.
QUAIS SÃO AS CONSEQÜÊNCIAS DESSA PASSIVIDADE? O QUE SERÁ CAPAZ DE DESPERTÁ-LAS?

DIVALDO – A DOR É O CLARIM QUE NOS DESPERTA A TODOS. NO ESTUDO DA PSICOLOGIA, NOS VÁRIOS NÍVEIS DA EVOLUÇÃO DA CONSCIÊNCIA, A PRIMEIRA FASE É A CHAMADA DE CONSCIÊNCIA DE SONO. A PESSOA É APÁTICA EMOCIONALMENTE. PODE POSSUIR MUITA INTELIGÊNCIA, MUITO CONHECIMENTO, MAS É INDIFERENTE AO QUE ACONTECE COM OS OUTROS. É UMA CONSCIÊNCIA ADORMECIDA, EGÓICA, SOMENTE SE INTERESSANDO PELO QUE É SEU, ENQUANTO QUE OS OUTROS NÃO TÊM NENHUM SENTIDO NO CONJUNTO SOCIAL.
Esta é uma fase da evolução, porque logo depois passa-se à consciência desperta. Mas, isso ocorre através do sofrimento. Esse indivíduo sempre pensa que a morte, a miséria, o câncer apenas atacam o vizinho. Mas, como o vizinho pensa a mesma coisa, vai chegar a vez dele ser atacado, aí então ele desperta e exclama: “Por que Deus fez isso comigo? Por que eu?”




É comum sempre se perguntar: “MAS, POR QUE COMIGO?” A pergunta deveria ser: “POR QUE NÃO COMIGO?” Porque todos somos iguais. Todos experimentamos as mesmas vicissitudes. Por que uns sim e outros não? Então essas pessoas apáticas, indiferentes, serão sacudidas como estamos sendo todos, pelos sofrimentos: a depressão, o distúrbio do pânico, as inquietações, o vazio existencial, os cânceres e tantas outras enfermidades.
Mantendo-se essa indiferença, a mesma revela um transtorno patológico. O indivíduo já não tem sensibilidade, o que é uma das primeiras características da depressão, graças à falta de serotonina e de noradrenalina. A pessoa que está indiferente não tem afeto pelos seres antes mais amados... Essa depressão hoje é de natureza pandêmica.

ER – Numa atitude muito feliz, você lançou a campanha


“VOCÊ E A PAZ”.


Como está essa campanha? Já é possível identificar os resultados?

DIVALDO – SIM, E QUASE QUE DE IMEDIATO NO ANO ATRASADO, TIVEMOS UMA EMOÇÃO INCOMUM, PORQUE CONSEGUIMOS ARRASTAR À PRAÇA PÚBLICA MAIS DE 20.000 PESSOAS. ÀS VÉSPERAS DO NATAL, ÀS 18H00 DE UM DIA DE SEMANA, COM TODO O COMÉRCIO TRABALHANDO. ISTO TEM UM SENTIDO MUITO ELEVADO. QUANDO TERMINAMOS O ATO PÚBLICO, O COMANDANTE DA POLÍCIA MILITAR DA BAHIA CHAMOU-ME PARA UMA CAMPANHA QUE ELE ESTAVA INICIANDO. QUAL ERA A CAMPANHA? ELE COLOCOU UM PEQUENO ADESIVO EM TODOS OS VEÍCULOS DA POLÍCIA MILITAR E DO CORPO DE BOMBEIROS COM A SEGUINTE INSCRIÇÃO – “ESTE É O ANO DA PAZ.”
SÃO MAIS DE 30.000 MILITARES QUE EM TODOS OS VEÍCULOS CONDUZEM O ADESIVO DA CAMPANHA, DO MOVIMENTO VOCÊ E A PAZ. ACHEI ISSO INCOMPARÁVEL, PORQUE, NORMALMENTE, A POLÍCIA É REPRESSIVA. COM ESSA ATITUDE DO SR. COMANDANTE, ESTAMOS AVANÇANDO PARA CRIAR UMA POLÍCIA EDUCATIVA, ARRANCANDO AS RAÍZES DO MAL, E NÃO SOMENTE COMBATENDO-LHE AS CONSEQÜÊNCIAS.
TIVEMOS OCASIÃO DE DIALOGAR COM UM GRANDE TRAFICANTE DE DROGAS, DE UM DOS BAIRROS MAIS PERIGOSOS DE SALVADOR, QUE ABANDONOU O HEDIONDO TRABALHO DEPOIS DE OUVIR-ME. ELE FOI OUVIR-ME EM UMA ESCOLA, NO SEU BAIRRO, POSTERIORMENTE NA PRAÇA PÚBLICA E COMOVEU-SE.
QUANDO EU DESCI DO PALANQUE, ELE ME PERGUNTOU CHORANDO: “E AGORA, O QUE EU FAÇO DA MINHA VIDA?”
RESPONDI-LHE: “VAI TRABALHAR COMO QUALQUER CIDADÃO.”
“E QUANTO VOU GANHAR?”
EU RESPONDI-LHE: “UM SALÁRIO MÍNIMO, PORQUE VOCÊ NÃO SABE FAZER QUASE NADA.”
ELE RIU, E RESPONDEU-ME : “MAS, ISSO EU GANHO EM ALGUNS MINUTOS.”

REDARGÜI-LHE: “COM A MORTE DA ALMA DE MUITA GENTE, PARA MUITOS ANOS, NÃO É VERDADE? SOMENTE QUE VOCÊ NÃO TEM ESSE DIREITO. DEUS NÃO O CRIOU PARA SER UM CRIMINOSO DE ALMAS, PORQUE O ASSASSINO COMUM MATA O CORPO, MAS O VENDEDOR DE DROGAS MATA A ALMA, SENDO UM TERRÍVEL COVARDE QUE FICA ESCONDIDO, DESTRUINDO VIDAS, NÃO SENDO USUÁRIO, O QUE É AINDA MAIS PERVERSO.”
Consegui-lhe o primeiro trabalho. Atualmente, está numa atividade remunerada, é um cidadão e está tentando arrancar do ofício nefasto outros traficantes, seus conhecidos.
PORÉM, O MAIS FASCINANTE É QUE NÓS LANÇAMOS O MOVIMENTO “VOCÊ E A PAZ” EM PARIS, NO ANO PASSADO, EM MAIO. LANÇAMO-LO, TAMBÉM, EM PORTUGAL, EM COIMBRA, IGUALMENTE NO ANO PASSADO, E IREMOS APRESENTÁ-LO TAMBÉM EM OUTROS PAÍSES.
Aqui, no Brasil, já temos uma grande quantidade de cidades que o estão realizando. Lamentavelmente, o tempo de que disponho não me permite estar em todos, mas já o temos no Paraná, em Santa Catarina, e vamos seguindo muito bem.

ER – JESUS ORIENTOU PARA SE VIVER NO MUNDO, SEM SER DO MUNDO. PODEMOS IDENTIFICAR NESSA ORIENTAÇÃO UM CONVITE PARA SE VIVER EM PAZ, APESAR DA VIOLÊNCIA QUE CERCA O HOMEM?

Divaldo – Isto é o que Gandhi nos ensinava, seguindo o exemplo de Jesus. Ele teve ocasião de dizer que lamentava muito os cristãos. Porque os cristãos têm uma Bíblia de 400 páginas, que lêem, meditam e não lhes adianta muito.
Ele leu apenas o Sermão da Montanha, as doze linhas de São Mateus e mudou a sua vida. Concluiu afirmando: “Eu amo a Cristo, mas tenho muito medo dos cristãos, porque não respeitam o Cristo”.
Como conseqüência, ele elegeu a não violência, porque a não violência proporciona paz. A pessoa não violenta é pacífica, é pacifista e é pacificadora, porque no seu íntimo tem segurança.

CERTA FEITA, UM DOS SECRETÁRIOS DE SEGURANÇA PÚBLICA DO ESTADO DA BAHIA LEVOU-ME A UM PRESÍDIO DA CIDADE PARA QUE EU REALIZASSE UMA PALESTRA. COLOCOU TODOS OS CRIMINOSOS EM UMA ÁREA AMURALHADA E ASSISTIDOS POR POLICIAIS ARMADOS DE METRALHADORA. ENTÃO, EU LHE DISSE:


“SECRETÁRIO, COMO EU VOU FALAR DE PAZ E DE AMOR COM ESSAS METRALHADORAS?”

Ele retrucou: “Divaldo, isto é para nossa segurança, porque é um risco aqui estarmos. Temos que cuidar da nossa vida, pois que, do contrário, poderemos ficar aqui seqüestrados.”

RESPONDI-LHE SORRINDO: “ENTÃO O SR. SAI E EU FICO. SE EU IREI FALAR SOBRE A PAZ, TENHO QUE ACREDITAR NELA. SE EU PREGO O AMOR, TENHO QUE CONFIAR NELE. É CLARO QUE EU NÃO QUERO FICAR AQUI NO NATAL, SEQÜESTRADO. MAS TENHO QUE PROVAR AOS QUE IRÃO OUVIR-ME, QUE NÃO TENHO MEDO DELES OU DAQUILO QUE OS TORNA INFELIZES, GRAÇAS À TRANQÜILIDADE QUE DEVO POSSUIR.”
Ele obtemperou: “Nós não podemos tirar a polícia”.
Ao que eu sugeri: “Mas, pelo menos, pode manter uma vigilância mais discreta”.
ELE ME ATENDEU E EU COMECEI DIZENDO PARA OS 200 ENCARCERADOS: “VOCÊS NÃO ESTÃO AQUI OBRIGADOS. FIQUEM SE QUISEREM. MAS, ANTES DE RESOLVER SE FICAM OU SE SAEM, DÊEM-ME DOIS MINUTOS, EXATAMENTE DOIS MINUTOS.”
E contei-lhes uma história de humor. Eles riram muito.
A partir daí, expliquei-lhes: “Agora, irei falar-lhes sobre algo mais sério, que merece reflexão.”
Fiquei muito tempo conversando com eles.
Alguns começaram a ler as obras espíritas, e criamos um núcleo dentro da Casa de Detenção.
É NECESSÁRIO QUE A NOSSA PAZ RESISTA À PERTURBAÇÃO DE FORA, PORQUE SENÃO É UMA PAZ ILUSÓRIA.
JESUS DISSE: “EU VOS DOU A MINHA PAZ. NÃO COMO O MUNDO A DÁ, MAS COMO SOMENTE EU A POSSO DAR.” QUAL É A PAZ DO CRISTO? SÓCRATES AFIRMAVA: “A CONSCIÊNCIA TRANQÜILA, A PALAVRA RETA E OS ATOS CORRETOS.”
QUANDO ESTAMOS EM PAZ MENTALMENTE, NÃO TEMOS VERGONHA DO PASSADO, NÃO TEMOS MEDO DE ACUSAÇÕES, PODENDO ENFRENTAR AS PESSOAS COM TRANQÜILIDADE, O QUE DEMONSTRA NOSSA PAZ. PENSEMOS, ENTÃO RETAMENTE, FALEMOS DE MANEIRA CORRETA E AJAMOS DE FORMA SAUDÁVEL.


ER – MUITAS SÃO AS PESSOAS QUE JÁ TÊM CONSCIÊNCIA DA NECESSIDADE DE CONQUISTAR VIRTUDES. RECONHECEM AS SUAS AÇÕES EQUIVOCADAS E A NECESSIDADE DE MUDANÇAS PARA CONQUISTAR A FELICIDADE, MAS NÃO CONSEGUEM MUDAR. O QUE VOCÊ DIRIA A ESSAS PESSOAS QUE ESTÃO NO PROPÓSITO DE MUDAR E NÃO CONSEGUEM?

DIVALDO - QUE INSISTAM NOS BONS PROPÓSITOS. TUDO SÃO HÁBITOS.UM GRANDE PEDAGOGO DISSE: “EDUCAR É CRIAR HÁBITOS SAUDÁVEIS.” QUEM NÃO TEM BONS, TEM MAUS HÁBITOS. COMO ESTAMOS COM HÁBITOS ARRAIGADOS, QUE CHAMAMOS VICIOSOS OU NEGATIVOS, PARA INSTALARMOS HÁBITOS NOVOS, DEVEREMOS REPETI-LOS ATÉ QUE SE FIXEM. SE INSISTIRMOS NOS BONS HÁBITOS, MESMO QUE CAINDO PARA LEVANTAR, COMO DIZ O EVANGELHO, SE TENTARMOS SEMPRE CRIAMOS UMA NOVA ADAPTAÇÃO, EM BREVE, AGIREMOS CORRETAMENTE SEM NOS DARMOS CONTA.
Como é que educamos a criança a falar corretamente? Ela diz a palavra equivocada e corrigimo-la com a palavra certa. A criança sorri. Repete errado. Voltamos a dizer certo. Automaticamente, se lhe inscreve na mente o termo e, mais tarde, passa a falar corretamente. Nos atos morais assim também ocorre.
ALLAN KARDEC, QUANDO CONSULTOU OS ESPÍRITOS, CONFORME A QUESTÃO 919, DE O LIVRO DOS ESPÍRITOS, PERGUNTOU-LHES: QUAL O MEIO PRÁTICO MAIS EFICAZ QUE TEM O HOMEM DE SE MELHORAR NESTA VIDA E DE RESISTIR A ATRAÇÃO DO MAL? E A RESPOSTA FOI PROFUNDA: “UM SÁBIO DA ANTIGUIDADE JÁ VO-LO DISSE: CONHECE-TE A TI MESMO”.
FAZER A VIAGEM PARA DENTRO, PARA O ÍNTIMO, EXAMINAR OS PRÓPRIOS LIMITES, SER HUMILDE PERANTE SI MESMO, AUTOPERDOAR-SE, CONSTITUEM O CAMINHO DO AUTOCONHECIMENTO. TODOS TEMOS O DIREITO DE ERRAR, MAS NÃO O DE PERMANECER NO ERRO. TEMOS QUE NOS LEVANTAR. CAIR É UM FENÔMENO NATURAL. TODOS CAEM. FICAR DEITADO, PORÉM, É UM FENÔMENO DE ACOMODAÇÃO.
Então, digamos aos corações amigos que pretendem mudanças, que essas somente se dão pela repetição, pelo exercício, sem desânimo, até o último instante.


Divaldo Franco psicografa texto de Joana de Angelis sobre

A TRANSIÇÃO PLANETÁRIA

Opera-se, na Terra, neste largo período, a grande transição anunciada pelas Escrituras e confirmada pelo Espiritismo. O planeta sofrido experimenta convulsões especiais, tanto na sua estrutura física e atmosférica, ajustando as suas diversas camadas tectônicas, quanto na sua constituição moral


Isto porque, os espíritos que o habitam, ainda caminhando em faixas de inferioridade, estão sendo substituídos por outros mais elevados que o impulsionarão pelas trilhas do progresso moral, dando lugar a uma era nova de paz e de felicidade.


 Os espíritos renitentes na perversidade, nos desmandos, na sensualidade e vileza, estão sendo recambiados lentamente para mundos inferiores onde enfrentarão as conseqüências dos seus atos ignóbeis, assim renovando-se e predispondo-se ao retorno planetário, quando recuperados e decididos ao cumprimento das leis de amor.


Por outro lado, aqueles que permaneceram nas regiões inferiores estão sendo trazidos à reencarnação de modo a desfrutarem da oportunidade de trabalho e de aprendizado, modificando os hábitos infelizes a que se têm submetido, podendo avançar sob a governança de Deus.



Caso se oponham às exigências da evolução, também sofrerão um tipo de expurgo temporário para regiões primárias entre as raças atrasadas, tendo o ensejo de ser úteis e de sofrer os efeitos danosos da sua rebeldia.

Concomitantemente, espíritos nobres que conseguiram superar os impedimentos que os retinham na retaguarda, estarão chegando, a fim de promoverem o bem e alargarem os horizontes da felicidade humana, trabalhando infatigavelmente na reconstrução da sociedade, então fiel aos desígnios divinos.


Da mesma forma, missionários do amor e da caridade, procedentes de outras Esferas estarão revestindo-se da indumentária carnal, para tornar essa fase de luta iluminativa mais amena, proporcionando condições dignificantes, que estimulem ao avanço e à felicidade.

Não serão apenas os cataclismos físicos que sacudirão o planeta, como resultado da lei de destruição, geradora desses fenômenos, como ocorre com o outono que derruba a folhagem das árvores, a fim de que possam enfrentar a invernia rigorosa, renascendo exuberantes com a chegada da primavera, mas também os de natureza moral, social e humana que assinalarão os dias tormentosos, que já se vivem.

Os combates apresentam-se individuais e coletivos, ameaçando de destruição a vida com hecatombes inimagináveis.

A loucura, decorrente do materialismo dos indivíduos, atira-os nos abismos da violência e da insensatez, ampliando o campo do desespero que se alarga em todas as direções.

Esfacelam-se os lares, desorganizam-se os relacionamentos afetivos, desestruturam-se as instituições, as oficinas de trabalho convertem-se em áreas de competição desleal, as ruas do mundo transformam-se em campos de lutas perversas, levando de roldão os sentimentos de solidariedade e de respeito, de amor e de caridade...

 A turbulência vence a paz, o conflito domina o amor, a luta desigual substitui a fraternidade.
A fatalidade da existência humana é a conquista do amor que proporciona plenitude.


 Há, em toda parte, uma destinação inevitável, que expressa a ordem universal e a presença de uma Consciência Cósmica atuante. A rebeldia que predomina no comportamento humano elegeu a violência como instrumento para conseguir o prazer que lhe não chega da maneira espontânea, gerando lamentáveis conseqüências, que se avolumam em desaires contínuos.

É inevitável a colheita da sementeira por aquele que a fez, tornando-se rico de grãos abençoados ou de espículos venenosos. Como as leis da vida não podem ser derrogadas, toda objeção que se lhes faz converte-se em aflição, impedindo a conquista do bem-estar.


Da mesma forma, como o progresso é inevitável, o que não seja conquistado através do dever, sê-lo-á pelos impositivos estruturais de que o mesmo se constitui.


A melhor maneira, portanto, de compartilhar conscientemente da grande transição é através da consciência de responsabilidade pessoal, realizando as mudanças íntimas que se tornem próprias para a harmonia do conjunto.

Nenhuma conquista exterior será lograda se não proceder das paisagens íntimas, nas quais estão instalados os hábitos. Esses, de natureza perniciosa, devem ser substituídos por aqueles que são saudáveis, portanto, propiciatórios de bem-estar e de harmonia emocional. Na mente está a chave para que seja operada a grande mudança. Quando se tem domínio sobre ela, os pensamentos podem ser canalizados em sentido edificante, dando lugar a palavras corretas e a atos dignos. O indivíduo, que se renova moralmente, contribui de forma segura para as alterações que se vêm operando no planeta.

Não é necessário que o turbilhão dos sofrimentos gerais o sensibilize, a fim de que possa contribuir eficazmente com os espíritos que operam em favor da grande transição.
Dispondo das ferramentas morais do enobrecimento, torna-se cooperador eficiente, em razão de trabalhar junto ao seu próximo pela mudança de convicção em torno dos objetivos existenciais, ao tempo em que se transforma num exemplo de alegria e de felicidade para todos.


O bem fascina todos aqueles que o observam e atrai quantos se encontram distantes da sua ação, o mesmo ocorrendo com a alegria e a saúde.

São eles que proporcionam o maior contágio de que se tem notícia e não as manifestações aberrantes e afligentes que parecem arrastar as multidões.


Como escasseiam os exemplos de júbilo, multiplicam-se os de desespero, logo ultrapassados pelos programas de sensibilização emocional para a plenitude.

A grande transição prossegue, e porque se faz necessária, a única alternativa é examinar-lhe a maneira como se apresenta e cooperar para que as sombras que se adensam no mundo sejam diminuídas pelo Sol da imortalidade. Nenhum receio deve ser cultivado, porque, mesmo que ocorra a morte, esse fenômeno natural é veículo da vida que se manifestará em outra dimensão.


A vida sempre responde conforme as indagações morais que lhe são dirigidas.
 As aguardadas mudanças que se vêm operando trazem uma ainda não valorizada contribuição, que é a erradicação do sofrimento das paisagens espirituais da Terra.

Enquanto viceje o mal, no mundo, o ser humano torna-se-lhe a vítima preferida, em face do egoísmo em que se estorcega, apenas por eleição especial.

A dor momentânea que o fere, convida-o, por outro lado, à observância das necessidades imperiosas de seguir a correnteza do amor no rumo do oceano da paz.
Logo passado o período de aflição, chegará o da harmonia.
Até lá, que todos os investimentos sejam de bondade e de ternura, de abnegação e de irrestrita confiança em Deus.

Joanna de Ângelis.

(Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, no dia 30 de julho de 2006, no Rio de Janeiro, RJ).

Chico Xavier Fala Sobre a Transição Planetária

A conversa abaixo foi feita no dia 5 de janeiro de 1954

Pergunta: – Que pode o irmão dizer-nos a respeito do astro que se avizinha, segundo a predição de Ramatís?

Chico Xavier: – Esclarece nosso orientador espiritual que o assunto alusivo à aproximação de um Planeta ou de Planetas, da zona – ou melhor da aura da Terra – deve, naturalmente, basear-se em estudos científicos, que possam saciar a curiosidade construtiva das novas gerações renascentes no mundo.

O problema, desse modo, envolve acurados exames, com a colaboração da ciência e da observação de nossos dias.

Razão por que pede ele que não nos detenhamos na expressão física dos acontecimentos que se vizinham, para marcar maiores acontecimentos – acontecimentos esses de natureza espetacular – na transformação do plano em que estamos estagiando, no presente século.

Afirma nosso amigo que o progresso da óptica e das ciências matemáticas, serão portadoras, naturalmente, de ilações, conclusões da mais alta importância para os nossos destinos, no futuro próximo.

Pergunta: – Pode Emmanuel dizer-nos algo a respeito da verticalização do eixo da Terra e das transformações que esta sofrerá, segundo Ramatís?

Chico Xavier: – Afirma nosso Orientador espiritual que não podemos esquecer que a Terra, em sua constituição física, propriamente considerada, possui os seus grandes períodos de atividade e de repouso.

Cada período de atividade e cada período de repouso da MATÉRIA PLANETÁRIA, que hoje representa o alicerce de nossa morada temporária, pode ser calculado, cada um, em duzentos e sessenta mil (260.000) anos.

Atravessando o período de repouso da matéria terrestre, a vida se reorganiza, enxameando de novo, nos vários departamentos do Planeta, representando, assim, novos caminhos para a evolução das almas.

Assim sendo, os GRANDES INSTRUTORES da Humanidade, nos PLANOS SUPERIORES, consideram que, desses 260.000 anos de atividade, 60 a 64 mil anos são empregados na reorganização dos pródomos da vida organizada.

Logo em seguida, surge o desenvolvimento das grandes raças que, como grandes quadros, enfeixam assuntos e serviços, que dizem respeito à evolução do espírito domiciliado na Terra.

Assim, depois desses 60 a 64 mil anos de reorganização de nossa Casa Planetária, temos sempre grandes transformações, de 28 em 28 mil anos.

Depois do período dos 64 mil anos, tivemos duas raças na Terra, cujos traços se perderam, por causa de seu primitivismo.

Logo em seguida, podemos considerar a grande raça Lemuriana, como portadora de urna inteligência algo mais avançada, detentora de valores mais altos, nos domínios do espírito.

Após a raça Lemuriana – em seguida aos 28.000 anos de trabalho lemuriano propriamente considerado – chegamos ao grande período da raça Atlântida, era outros 28.000 anos de grandes trabalhos, no qual a inteligência do mundo se elevou de maneira considerável.

Achamo-nos, agora, nos últimos períodos da grande raça Ariana.

Podemos considerar essas raças, como grandes ciclos de serviços, em que somos chamados de mil modos diferentes, em cada ano de nossa permanência na crosta do planeta, ou fora dela, ao aperfeiçoamento espiritual, que é o objetivo de nossas lutas, de nossos problemas, de nossas grandes questões, na esfera de relações, uns para com os outros.

Assim considerando, será mais significativo e mais acertado, para nós, venhamos a estudar a transformação atual da Terra sob um ponto de vida moral, para que o serviço espiritual, confiado às nossas mãos e aos nossos esforços, não se perca em considerações, que podem sofrer grandes alterações, grandes desvios; porque o serviço interpretativo da filosofia e da ciência está invariavelmente subordinado ao Pensamento Divino, cuja grandeza não podemos perscrutar.

Cabe-nos, então, sentir, e, mais ainda, reconhecer, que os fenômenos da vida moderna e as modificações que nosso “habitat” terreal vem apresentando nos indicam a vizinhança de atividades renovadoras, de considerável extensão.

Daí esse afluxo de revelações da vida extra-terrestre, incluindo sobre as cogitações dos homens; esses apelos reiterados, do mundo dos espíritos; essa manifestação ostensiva, daqueles que, supostamente mortos na Terra, são vivos na eternidade, companheiros dos homens em outras faixas vibratórias do campo em que a humanidade evolui.

Toda essa eclosão de notícias, de mensagens, de avisos da vida espiritual, devem significar para o homem, domiciliado na Terra do presente século, a urgência do aproveitamento das lições de JESUS.

Elas devera ser apreciadas em si mesmas, e examinadas igualmente no exemplo e no ensinamento de todos aqueles que, em variados setores culturais, políticos e filosóficos do globo – lhe traduzem a vontade divina, que na essência é sempre a nossa jornada para o Supremo Bem.

*Os termos da comunicação obtida em Curitiba (a “Conexão de Profecias”, de Ramatís) são de admirável conteúdo para a nossa inteligência, de vez que, realmente, todos os fatos alusivos à evolução da Terra, e referentes a todos os eventos, que se relacionam com a nossa peregrinação para a vida mais alta, estão naturalmente planificados, por aqueles MINISTROS de Nosso Senhor JESUS CRISTO; os quais, de acordo com Ele, estabelecem programas de ação para a COLETIVIDADE PLANETÁRIA, de modo a facilitar-lhe os vôos para a divina ascensão.

Embora, porém, esta mensagem, por isso mesmo, seja digna de nosso melhor apreço, contudo, na experiência de companheiro mais velho, recomenda-nos nosso Orientador Espiritual (Emmanuel) um interesse mais efetivo, para a fixação de valores morais em nossa personalidade terrena, de conformidade com os padrões estabelecidos no Evangelho de nosso Divino Mestre.

Porque, para nossa inteligência, os fenômenos renovadores da existência que nos cercam têm qualquer coisa sensacional, de surpreendente, nosso coração de inclinar-se, humilde, diante da Majestade do Senhor, que nos concede tantas oportunidades de trabalho, em nós mesmos, a revelação dos grandes acontecimentos porvindouros; novo soerguimento íntimo, novo modo de ser, a fim de que estejamos realmente habilitados a enfrentar valorosamente as lutas que se avizinham de nós, e preparados para desfrutar a Nova Era que, qual bonança depois da tempestade, facilitará nossos círculos evolutivos.

Será, todavia, muito importante encarecer, que não devemos reclamar, do TERCEIRO MILÊNIO, uma transformação absolutamente radical, nos processos que caracterizam, por enquanto, a nossa vida terrestre.

O prazo de 47 anos é diminuto, para sanar os desequilíbrios morais, de tantos séculos, em que o nosso campo coletivo e individual adquiriu tantos débitos, diante da sabedoria e diante do amor, que incessantemente apelam para nossa alma, no sentido de nos levantarmos, para uma clima mais aprimorado da existência.

Não podemos esquecer, que grandes imensidades territoriais, na América, na África e na Ásia, nos desafiam a capacidade de trabalho.

Não podemos olvidar, também, que a Europa, superalfabetizada, se encontra num Karma de débitos clamorosos, à frente da LEI, em doloroso expectação, para o reajuste moral, que Ihe é necessário.

Aqui mesmo, no Brasil, numa nação com capacidade de asilar novecentos (900) milhões de habitantes, em quatrocentos e alguns anos de evolução, mal estamos – os espíritos, encarnados na Terra em que temos a bênção de aprender ou recapitular a lição do Evangelho – mal estamos passando das faixas litorâneas.

Serviços imensos esperam por nossas almas no futuro próximo.

E, se é verdade que devemos aguardar, em nome de Nosso Senhor JESUS CRISTO, condições mais favoráveis para a estabilização da saúde humana, para o acesso mais fácil às fontes da ciência; se nos compete a obrigação de esperar o melhor para o dia de amanhã cabe-nos, igualmente, o dever de não olvidar que, junto desses direitos, responsabilidades constringentes contam conosco, para que o Mundo possa, efetivamente, atender ao programa Divino, através, não somente da superestrutura do pensamento científico – que é hoje um teto brilhante para os serviços de inteligência do mundo – mas também, através de nossos corações, chamados a plasmar uma vida, que seja realmente digna de ser vivida por aqueles que nos sucederão nos tempos duros; entre os quais, naturalmente, milhões de nós os reencarnados de agora, formaremos, de novo, como trabalhadores que voltam para o prosseguimento da tarefa de auto acrisolamento, para a ascensão sublime, que o Senhor nos reserva.

Considerando, assim, a questão sob este prisma, cabe-nos contar com o concurso da ciência, no setor das observações de ordem material; com a evolução dos instrumentos de óptica; com o avanço dos processos de exame, na esfera da QUÍMICA PLANETÁRIA, na qual os mundos podem ser analisados, como ÁTOMOS DA AMPLIDÃO DE UNIVERSOS, que se sucedem uns aos outros, no infinito da Vida.

Será lícito, então, esperar que certas afirmativas, referentes a vida material, se positivem satisfatoriamente, para mais altas concepções da MENTE PLANETÁRIA; de vez que, muito breve, o homem estará ligado à glória da RELIGIÃO CÓSMICA, da Religião do Amor e da Sabedoria, que o CRISTIANISMO RENASCENTE, no Espiritismo de hoje, edificará para a Humanidade, ajustando-a ao concerto de bênçãos, que o grande porvir nos reserva.

Pergunta: – Foi, de fato, há 37.000 anos que submergiu a Atlântida?

Chico Xavier: – Diz nosso Amigo (Emmanuel) que o cálculo é, aproximadamente, certo, considerando-se que as últimas ilhas, que guardavam os remanescentes da civilização atlântida, submergiram, mais ou menos, 9 a 10 mil anos, antes da Grécia de Sócrates.

Pergunta: * – Acha nosso irmão que a Mensagem de Ramatís deva ser divulgada com amplitude?

Chico Xavier: – Diz nosso Orientador que a Mensagem é de elevado teor…

E todo trabalho organizado com o respeito, com o carinho e com a dignidade, dentro dos quais essa Mensagem se apresenta, merece a nossa mais ampla consideração, de vez que todos nós, em todos os setores, somos estudiosos, que devemos permutar as nossas experiências e as nossas conclusões para a assimilação do progresso, com mais facilidade em favor de nós mesmos.


Revista Boa Vontade, Ano 1, n0 4 – Outubro de 1956.”







Dia de luz
O despertador toca e você acorda. Abre os olhos e torna a contemplar as mesmas cenas do ontem.

Pela sua mente ágil, as dores sofridas passam em cenário cinematográfico.

Você sente o corpo dolorido e cansado. Na boca, o gosto da amargura, que como fel, lhe fere o paladar.

Novo dia... Contudo, embora a noite de sono, não serão novas as lutas.

Os problemas financeiros não se solucionaram no intervalo de algumas horas. A enfermidade que se abateu em seu lar não partiu. Ao contrário, você a sente mais presente do que nunca, nos gemidos que já lhe chegam aos ouvidos.

Há que erguer-se do leito e retornar às lutas. A mesma luta.

Você sente desânimo e pensa: Por que Deus não me tirou a vida, enquanto dormia? Sinto-me exausto. Não desejo mais sofrer, nem lutar.

No entanto, os minutos correm céleres e é preciso retomar as atividades.

Entre a tristeza e o desalento, você se ergue e abre a janela.

Neste instante, o sol lhe bate em cheio na face e ilumina o seu quarto.

Faz-se luz e a luz espanca as trevas.

É novo dia - informa-lhe o sol.

Há alegrias no ar - cantam os pássaros.

A brisa da manhã o envolve e a natureza toda o convida a reformular suas disposições íntimas.

Pare um instante. Encha os seus pulmões com o ar renovado da manhã. Respire profundamente. Contemple o azul do céu e dirija ao Criador a sua prece.

Prece de gratidão por mais um dia no corpo. Em vez de rogar a Deus que lhe tire a vida, rogue-Lhe forças para o combate.

É dia novo. Você não pode imaginar o que a Divindade lhe reservou para hoje.

Pense em quantas pessoas almejariam estar em seu lugar, agora.

Enfermidade, dor, desemprego são problemas a serem administrados e equacionados, ao longo da existência.

Recorde que a Divindade lhe providenciou um dia de luz para você treinar, outra vez, disciplina, paciência, perdão.

Não perca a oportunidade. Não jogue fora as chances de crescimento e resgate.

E hoje, enquanto você sofre, luta e espera, alegre-se com os sons da vida, com o sorriso das crianças, com o colorido da Natureza que o Pai Criador dispôs especialmente para você.

Sorria. As lutas poderão ser semelhantes, mas não idênticas.

Porque dia como este nunca houve e não haverá outra vez.

Deus não se repete. Detenha-se a descobrir detalhes e observe a riqueza que o circunda.

Amigos, colegas, brincadeiras, abraços.

Nada será igual ao que já foi.

Desfrute deste dia integralmente, porque dia igual a este só se vive uma vez.

Cada dia é bênção nova. Cada minuto é oportunidade espontânea de crescimento.

Pense nisso!
 


ESPECIAL:

Descrição: http://www.livraria18deabril.com.br/imagens/fotop_LEA409_1.jpg


R$ 35,00
Redação do Momento Espírita, com pensamento colhido no verbete Dia, do livro Repositório de sabedoria, v.1, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo P.Franco, ed. Leal. Disponível no CD Momento Espírita, v. 2, ed. Fep.



MOMENTOS DE TRANSIÇÃO bom

E AGORA? O QUE VOU FAZER?



E Mateus anuncia a transição do planeta - 24:6 “E OUVIREIS DE GUERRAS E DE RUMORES DE GUERRAS; OLHAI, NÃO VOS ASSUSTEIS, PORQUE É MISTER QUE ISSO TUDO ACONTEÇA, MAS AINDA NÃO É O FIM”.


24:7 “Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares”.


24:8 “Mas todas estas coisas são o princípio de dores”.



24:10 “NESSE TEMPO MUITOS SERÃO ESCANDALIZADOS, E TRAIR-SE-ÃO UNS AOS OUTROS, E UNS AOS OUTROS SE ODIARÃO”.


24:12 “E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará”.


Emmanuel, por sua vez lembra-nos:

“O SÉCULO QUE PASSA EFETUARÁ A SEPARAÇÃO DAS OVELHAS DO IMENSO REBANHO. O CAJADO DO PASTOR CONDUZIRÁ O SOFRIMENTO NA TAREFA PENOSA DA ESCOLHA.  E A DOR SE INCUMBIRÁ DO TRABALHO QUE OS HOMENS NÃO ACEITARAM POR AMOR”. (LIVRO: CAMINHO, VERDADE E VIDA).



E ENTÃO, NÃO MAIS VEMOS AS DESGRAÇAS ATRAVÉS DA TELA TELEVISIVA, SEJA ELA: VIOLÊNCIA CONTRA NOSSOS IRMÃOS; SURTOS PSICÓTICOS; DESAMOR E MORTE ENTRE FAMILIARES E OS EVENTOS DA NATUREZA A CEIFAR MILHARES DE ESPÍRITOS AOS AJUSTES NECESSÁRIOS. PRANTOS E RANGER DE DENTES VISTOS A OLHOS NUS PELAS JANELAS DE NOSSA CASA OU DOS NOSSOS CARROS.



E o olhar se perde ao longe no pânico aterrorizante do que será o futuro e a pergunta que não cala:


POR QUE TIVEMOS QUE CHEGAR A ESTE PONTO?


E num redemoinho de emoções e sentimentos tentamos desvendar a causa da desdita que nos assola. O medo nos assombra e a resposta ao nosso alcance.



COMO BEM LEMBROU EMMANUEL, FOMOS PRIMEIROS CHAMADOS A EVOLUIR PELO AMOR E NOS RECUSAMOS SOB AS VESTES DA IMPERFEIÇÃO E DE QUE ERRAR É HUMANO E AO INVÉS DE CAMINHARMOS NOS ARRASTAMOS NO LODAÇAL DOS PRAZERES MATERIAIS EFÊMEROS E PASSAGEIROS.



O relógio do tempo não parou para chorar conosco que em passos de tartaruga insistíamos em seguir e então o tempo urge e somos “obrigados” a acelerar a marcha evolutiva.

E UMA VEZ QUE NOS RECUSAMOS PELO AMOR A DOR BATE À NOSSA PORTA SOB VARIADAS VESTES A NOS CONVIDAR A REFLEXÃO E À MUDANÇA.





LARES ONDE VIDAS SÃO CEIFADAS POR QUEM DEVERIA PROTEGER OU AGRADECER; RELACIONAMENTOS CONSTRUÍDOS NOS INTERESSES QUE NÃO O AMOR; DIFICULDADES FINANCEIRAS, PROFISSIONAIS, GRAVES ENFERMIDADES E TRAIÇÕES OFERTAM-NOS UM LEQUE DE DOR, NOS QUAIS PASSAMOS A QUERER A ANDAR MAIS RÁPIDO PARA SOFRER MENOS. E COM MUITA TRISTEZA UNS DESCEM ANTES DO PONTO NA DESISTÊNCIA DE SI MESMO.




DOR, DESESPERO E SOLIDÃO COMO BEM RELATADOS EM MATEUS 24 E 25, MARCOS 13 E LUCAS 21.


AS LÁGRIMAS BROTAM AOS NOSSOS OLHOS, OS NOSSOS PENSAMENTOS FERVILHAM EM BUSCA DE SOLUÇÕES E COM CENTENAS DE INDAGAÇÕES, OS PÉS FERIDOS E CANSADOS DE TRILHAR OS CAMINHOS TORTUOSOS QUE ESCOLHEMOS ATRAVÉS DO NOSSO LIVRE ARBÍTRIO, NOS PERGUNTAMOS O QUE FAZER. MEU DEUS TENDE PIEDADE DOS HOMENS E NOSSAS PRECES SÃO ATENDIDAS.




ANJOS DESCEM DO CÉU, CAMINHAM ENTRE NÓS, INVADEM O NOSSO SONHO, SE MOSTRAM EM APARIÇÕES, INSUFLAM NOSSAS EMOÇÕES SUPERIORES, INSPIRAM BONS PENSAMENTOS E ATENDEM NOS TEMPLOS DE ORAÇÕES. É O ALÍVIO DO CÉU AOS DESAVISADOS.



E então diante da destruição, cabe-nos a reconstrução na mudança da rotação do planeta terra e voltamos de onde havíamos nos perdido – há mais de 2000 anos atrás a seguir as pegadas de Jesus.



E a resposta à pergunta: O QUE DEVE FAZER?



AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS E AO PRÓXIMO COMO A TI MESMO E NOS RECORDAMOS DO LIVRO DOS ESPÍRITOS, QUESTÃO 919 NA DISSERTAÇÃO: “UM SÁBIO DA ANTIGUIDADE VOS DISSE: CONHECE-TE A TI MESMO”. E COMO DAR AO OUTRO SE NÃO TENHO PARA MIM?



Conhecimento de si mesmo, autoestima e amor próprio e isso tudo se resume em fé – fé em mim e em Deus na certeza de que tudo ficará bem.


BUSCAR O EQUILÍBRIO DAS EMOÇÕES, PENSAMENTOS E SENTIMENTOS. O AUTOCONTROLE E O ABANDONO DA ANSIEDADE QUE REPRESENTAM O MEDO E A INSEGURANÇA, OU SEJA, FALTA DE FÉ.


É preciso recorrer a Mateus novamente - 26:41 “VIGIAI E ORAI, PARA QUE NÃO ENTREIS EM TENTAÇÃO; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca”. Não há mais tempo para o automatismo e para a dúvida e sim para o esforço na superação de si mesmo.


RECORREMOS À PRECE CONSOLADORA PELA MANHÃ SEM ANTES SAIR DE CASA, COMO UMA PROTEÇÃO DIVINA NO APRENDIZADO E SABEDORIA DE MAIS UM DIA.


PRECE DURANTE O DIA COMO SUSTENTAÇÃO PARA NÃO CEDER ÀS TENTAÇÕES E PRECE AO DEITAR-SE ENTREGANDO SEU ESPÍRITO AO PROTETOR AMIGO PARA QUE NÃO SIGAMOS EM DIREÇÃO ÀS NOSSAS MÁS TENDÊNCIAS.



EMMANUEL EM VINHA DE LUZ NOS TRAZ:

“EM QUALQUER POSIÇÃO DE DESEQUILÍBRIO, LEMBRA-TE DE QUE A PRECE PODE TRAZER-TE SUGESTÕES DIVINAS, AMPLIAR-TE A VISÃO ESPIRITUAL E PROPORCIONAR-TE CONSOLAÇÕES ABUNDANTES; TODAVIA PARA O SENHOR NÃO BASTAM AS POSIÇÕES CONVENCIONAIS OU VERBALISTAS.


E O QUE FAZER?


A RESPOSTA ESTÁ DENTRO DE NÓS.

CHEGA DE PROCURAR LÁ FORA, CHEGA DE ESPERAR O MILAGRE E TRANSFERIR A RESPONSABILIDADE PARA O OUTRO DAQUILO QUE NÃO ACONTECEU. O CAMINHO É VOLTAR PARA DENTRO DE NÓS EM FÉ, AMOR E ESPERANÇA, PROMOVENDO O MILAGRE QUE SOMENTE NÓS SOMOS CAPAZES DE REALIZAR.



OFERTEMOS O NOSSO PARCO AMOR E SEM VERGONHA VAMOS PEDI-LO AO OUTRO. É O EXERCÍCIO DO PERDÃO, DA PACIÊNCIA E DA TOLERÂNCIA COM NOSSAS IMPERFEIÇÕES E COM AS IMPERFEIÇÕES DO OUTRO. É O EXTERMÍNIO DO ORGULHO E DA VAIDADE DESTRUIDORA, DANDO LUGAR À HUMILDADE QUE CONFORTA E ACALENTA NOSSA ALMA.


É ESTENDER BRAÇOS AMIGOS E SORRISO ACOLHEDOR AOS NOSSOS IRMÃOS TAMBÉM EM DOR. É TENTARMOS DE UM TUDO PARA IMPEDIRMOS QUE NOSSOS IRMÃOS DE CAUSA ESPÍRITA E OS IRMÃOS UNIVERSAIS NÃO DESISTAM DE SI E NEM SE PERCAM, POIS NESTE MOMENTO REPRESENTA UM GRANDE PREJUÍZO, UM ATRASO MEMORÁVEL NO PROCESSO EVOLUTIVO.


É ABRIR AS PORTAS DAS NOSSAS CASAS ESPÍRITAS FUNDAMENTADAS NO ESTUDO QUE NOS PROPICIA MUDANÇAS DE HÁBITOS E ATITUDES E ASSIM NOS JUNTARMOS AO EXERCITO SALVADOR DE JESUS NA SEPARAÇÃO DO JOIO E DO TRIGO. PROMOVENDO O FORTALECIMENTO DA NOSSA FÉ, AMOR E ESPERANÇA, FACULTADOS PELO SERVIR.


É PASSAR POR CIMA DAS DECEPÇÕES, DAS TRAIÇÕES, DAS MENTIRAS, DIFERENÇAS, MÁGOAS E RANCORES E PARTIRMOS JUNTOS EM UMA SÓ DIREÇÃO - A EVOLUÇÃO. E JUNTOS SOMOS MAIS FORTES PRECISAMOS E PRECISAREMOS SEMPRE UNS DOS OUTROS, NINGUÉM É SUFICIENTE SOZINHO.


E assim, aqui estamos. Também superando nossas dores pelas escolhas infelizes e ao mesmo tempo servindo para aprender e para alimentar a nossa alma sedenta do mais puro amor fraternal, aquele que faz o bem sem olhar a quem, destituído de qualquer interesse, a não ser o bem estar dos nossos irmãos.


É hora de voltarmos para nós mesmos, é hora de voltar para a nossa essência, é hora do amor transformador.


E Joanna de Ângelis, por Divaldo nos orienta:



“A MELHOR MANEIRA, PORTANTO, DE COMPARTILHAR CONSCIENTEMENTE DA GRANDE TRANSIÇÃO É ATRAVÉS DA CONSCIÊNCIA DE RESPONSABILIDADE PESSOAL, REALIZANDO AS MUDANÇAS ÍNTIMAS QUE SE TORNEM PRÓPRIAS PARA A HARMONIA DO CONJUNTO”.

”NENHUMA CONQUISTA EXTERIOR SERÁ LOGRADA SE NÃO PROCEDER DAS PAISAGENS ÍNTIMAS, NAS QUAIS ESTÃO INSTALADOS OS HÁBITOS. ESSES, DE NATUREZA PERNICIOSA, DEVEM SER SUBSTITUÍDOS POR AQUELES QUE SÃO SAUDÁVEIS, PORTANTO, PROPICIATÓRIOS DE BEM-ESTAR E DE HARMONIA EMOCIONAL”.

(Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, no dia 30 de julho de 2006, no Rio de Janeiro, RJ).


E, Mateus 24:13 “Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo”.

Paz e luz com Jesus na certeza de que conseguiremos nos superar.

Fraternal Abraço,
Rosangela Pires
Jan/11


Fonte : Rosangela Pires
O QUE ESTA ACONTECENDO? GOSTARIA DE ENTENDER. O QUE DEVO FAZER? GOSTARIA DE SER ORIENTADO. ENTÃO AQUI ESTÃO AS RESPOSTAS.







Primeiros raios da Era Nova



(…) através da escura nuvem que vos envolve e em cujo seio ronca a tempestade, já podeis ver despontando os primeiros raios da era nova. A fraternidade lança seus fundamentos em todos os pontos do globo e os povos estendem uns aos outros as mãos; a barbárie se familiariza no contacto com a civilização; os preconceitos de raças e de seitas, que causaram o derramamento de ondas de sangue, se vão extinguindo; o fanatismo, a intolerância perdem terreno, ao passo que a liberdade de consciência se introduz nos costumes e se torna um direito.

Por toda parte fermentam as idéias; percebe-se o mal e experimentam-se remédios para debelá-lo, mas muitos caminham sem bússola e se perdem em utopias. O mundo se acha empenhado num imenso trabalho de gestação que já dura há um século; nesse trabalho, ainda confuso, nota-se, todavia, que predomina a tendência para determinado fim: o da unidade e da uniformidade, que predispõem à confraternização.

Também aí tendes sinais dos tempos. Mas, enquanto que os outros são os das agonias do passado, estes últimos são os primeiros vagidos da criança que nasce, os precursores da aurora que o próximo século verá despontar, pois que então a geração nova estará em toda a sua pujança. Tanto a fisionomia do século dezenove difere da do décimo oitavo, sob certos pontos de vista, quanto a do vigésimo diferirá da do século dezenove, sob outros pontos de vista.

A fé inata será um dos caracteres distintivos da nova geração, não a fé exclusiva e cega que divide os homens, mas a fé raciocinada, que esclarece e fortifica, que os une e confunde num sentimento comum de amor a Deus e ao próximo. Com a geração que se extingue desaparecerão os últimos vestígios da incredulidade e do fanatismo, igualmente contrários ao progresso moral e social.

O Espiritismo é a senda que conduz à renovação, porque destrói os dois maiores obstáculos que se opõem a essa renovação: a incredulidade e o fanatismo; porque faculta uma fé sólida e esclarecida; desenvolve todos os sentimentos e todas as idéias que correspondem aos modos de ver da nova geração, pelo que, no coração dos representantes desta, ele se achará inato e em estado de intuição. Assim, pois, a era nova vê-lo-á engrandecer-se e prosperar pela força mesma das coisas. Tornar-se-á a base de todas as crenças, o ponto de apoio de todas as instituições.

Mas, daqui até lá, que de lutas terá ainda de sustentar contra os seus dois maiores inimigos: a incredulidade e o fanatismo que — coisa singular! — se dão as mãos para abatê-lo. É que os dois lhe pressentem o futuro e, em conseqüência, a ruína de ambos. Essa a razão por que o temem; já o vêem erguendo, sobre os destroços do velho mundo egoísta, a bandeira em torno da qual se reunirão todos os povos. Na divina máxima: Fora da caridade não há salvação, eles lêem a sua própria condenação, porquanto essa máxima é o símbolo da nova aliança fraternal proclamada pelo Cristo. Ela se lhes apresenta como as palavras fatais do festim de Baltazar. Entretanto, deveriam bendizer essa máxima, porquanto os defende de todas as represálias da parte dos que os perseguem. Tal, porém, não se dá: uma força cega os impele a rejeitar a única coisa capaz de salvá-los.

Que poderão contra o ascendente da opinião que os repudia? O Espiritismo sairá triunfante da luta, ficai certos, porquanto ele está nas leis da Natureza, não podendo, por isso mesmo, perecer. Observai a multiplicidade de meios por que a idéia se espalha e penetra em toda parte; crede que esses meios não são fortuitos, mas providenciais. O que, à primeira vista, devera ser-lhe prejudicial é exatamente o que lhe auxilia a propagação.

Extraído de “Obras Póstumas”, de Allan Kardec. Editora FEB – Federação Espírita Brasileira.

 QUALQUER SEMELHANÇA COM OS DIAS DE HOJE NÃO TERÁ SIDO MERA COINCIDÊNCIA.
   
 OS SINAIS  DOS  TEMPOS

 "Ao sair Jesus do templo, disse-lhe um dos seus discípulos:

Olha, Mestre, que pedras e que edifícios!
Disse-lhe Jesus: Vê estes grandes edifícios? Não ficará pedra sobre pedra que não seja derrubada.

"Estando ele sentado no Monte das Oliveiras, defronte do templo, perguntaram-lhe em particular Pedro, Tiago e João e André
:
Dize-nos quando sucederão estas coisas, e que sinal haverá quando elas estiverem para se cumprir?
Então Jesus começou a dizer-lhes: Vede que ninguém vos engane.
Muitos virão em meu nome, dizendo: Sou eu, e enganarão a muitos.

Quando porém, ouvirdes falar de guerras, e rumores de guerras, não vos assusteis: porque é necessário que assim aconteça mas não é ainda o fim. Pois se levantará nação contra nação, e reino contra reino. Haverá terremotos em vários lugares, e haverá fomes: estas coisas são o princípio das dores. Estais vós de sobreaviso; pois vos hão de entregar aos tribunais e sereis açoitados nas sinagogas, e haveis de comparecer diante dos reis e governadores por minha causa, para lhes servir de testemunho.

Mas é necessário que primeiro o Evangelho seja pregado a todas as nações. E quando vos conduzirem para vos entregar, não vos preocupeis com o que haveis de dizer, mas falai o que vos for dado naquela hora, porque não sois vós os que falais, mas o Espírito Santo. Um irmão entregará à morte a seu irmão e um pai a seu filho; e os filhos se levantarão contra seus pais e os farão morrer. Sereis também odiados de todos por causa do meu nome; mas aquele que perseverar até o fim será salvo.


"Quando, porém, virdes a abominação da desolação estar onde não deve (quem lê entenda), então os que estiverem na Judéia fujam para os montes; o que se achar no eirado, não desça e nem entre para tirar as coisas de sua casa; e o que estiver no campo, não volte para tomar sua capa. Mas ai das que estiverem grávidas e das que amamentarem naqueles dias! Rogai que não suceda isso no inverno; porque aqueles dias serão de tribulação, tal qual nunca houve deste o princípio da criação por Deus feita até agora, nem haverá jamais. E se o Senhor não abreviasse aqueles dias, ninguém seria salvo; mas por causa dos eleitos, que ele escolheu, os abreviou.
 "Então se alguém vos disser: Eis aqui o Cristo! ou: Ei-lo acolá! Não acrediteis; levantar-se-ão falsos Cristos e falsos profetas, e farão milagres e prodígios, para enganar os eleitos se possível fora. Estais vós de sobreaviso; de antemão vos tenho dito todas as coisas.
"Mas naqueles dias, depois daquela atribulação, o Sol escurecerá, a Lua não dará mais claridade, as estrelas cairão do céu e as potestades celestes serão abaladas. Então se há de ver o Filho do Homem vindo nas nuvens com grande poder e glória. E ele enviará os anjos e ajuntará os seus eleitos dos quatro ventos, da extremidades da Terra à extremidade do céu".
(Marcos, XIII, 1-27)
 Este trecho do Evangelho, provavelmente da última fase da vida de Jesus, é digno do nosso estudo e atenção.
Já o Mestre havia lançado o seu libelo contra os escribas e fariseus, os cegos guias de cegos, que erigiam os sepulcros dos profetas a quem seus pais haviam trucidado; aos traficantes das graças de Deus; aos vendilhões do templo.
Ele já havia lamentado Jerusalém, que matava os profetas e enviados que transpunham suas portas quando, ao chamarem os discípulos sua atenção para as grandezas do templo, aproveitou-se da oportunidade para proferir, perante eles, o seu Sermão Profético, como o chamam os Evangelhos.
 Foi nessa ocasião que Jesus falou aos discípulos dos tempos que haviam de chegar e das ocorrências que se desenrolariam no mundo, até a iniciação de uma nova fase de vida para a Humanidade.

Sem outro exórdio que pudesse desviar a atenção dos admiráveis painéis por meio dos quais mostrou aos que o cercavam os fatos que se desenrolariam depois da sua passagem para a espiritualidade, começou Jesus a falar do grande e
suntuoso Templo de Jerusalém, do qual não ficaria pedra sobre pedra.

Era este o sinal maior dos acontecimentos que estavam próximos, e foi justamente o que se realizou.

Do Templo de Jerusalém , não ficou pedra sobre pedra, como também não ficará pedra sobre pedra de todos os monumentos que o orgulho, a vaidade e o egoísmo humano edificaram em nome de Deus!

Grande era a missão que cumpria ao Mestre levar a termo, e de retirada do Templo onde ele havia apostrofado os sacerdotes, o Mestre seguira para o Monte das Oliveiras, sítio predileto onde, por várias vezes, se tinha reunido com os seus discípulos, mostrando-lhes do alto do pico, cuja vista abrangia extensos horizontes, as belezas da Natureza matizada pelos reflexos do Sol.
Sentado na relva, melancólico e pensativo, começou então o Mestre a responder às perguntas daqueles que deveriam apostolar a sua causa, salientando os fatos que assinalariam o fim dos tempos do mundo sacerdotal, que precederia o início do mundo espiritual, ou seja da fase iniciativa do reinado do Espírito sobre a matéria.
  
Tomando como símbolo das grandezas humanas o Templo de Jerusalém, Jesus fez ver a seus discípulos que todas essas pompas luxuosas, que adormecem o Espírito e aniquilam o sentimento, distraem os homens de seus deveres para com Deus e o próximo, impedindo as almas de cumprirem seus deveres evangélicos.

O Mestre já havia também predito os grandes martírios que teria de sofrer, predições que se realizaram à letra; mas que tudo isso era preciso que se cumprisse; e que ele voltaria ao mundo no tempo da restauração final da sua palavra.
Mas, antes disso, o mundo teria de passar por grandes transformações e a Humanidade por grandes sofrimentos.

Perguntando-lhe os discípulos a época em que ocorreriam esses acontecimentos, Jesus começou por ensiná-los a raciocinar, ensinando-lhes a discernir os homens e os Espíritos, a fim de poderem distinguir os tempos preditos.

"Cuidado! Ninguém vos engane, porque muitos virão em meu nome dizendo: eu sou o Cristo, e enganarão a muitos.

"Se alguém vos disser: eis aqui o Cristo ou ei-lo ali, não acrediteis; porque hão de levantar-se falsos Cristos e falsos profetas e mostrarão tais sinais e milagres que, se fora possível, enganariam até os escolhidos.

"Se disserem que o Cristo está no deserto, não saiais; se disserem que está no interior da casa não acrediteis, porque assim como o relâmpago sai do Oriente para o Ocidente, assim será a vinda do Filho do Homem".

Com esta exposição Jesus fez ver que a sua vinda não seria como daquela vez, em que fora crucificado; viria em Espírito, presidindo o grande movimento de espiritualização do mundo, tal como se está verificando sob os auspícios do Espiritismo!
Frisou bem os mistificadores, que apresentariam o "Cristo" fechados em câmaras e no interior das casas, assim como os que aparecem nos desertos, arrebatam multidões curiosas e constituem redutos de fanáticos.

E foi só depois de bem exaltar o sentimento e o raciocínio de seus discípulos, que o Filho de
Deus julgou acertado narrar as dores por que o mundo teria de passar e as lutas que seus seguidores teriam de sustentar na obra da regeneração humana.

"Haveis, primeiramente, de ouvir rumores de guerra, mas não vos assusteis, porque não é ainda nessa ocasião que virá o fim, pois levantar-se-á nação contra nação, reino contra reino, e haverá fome e terremotos em vários lugares; mas tudo isso é o princípio das dores".

Esta predição está realizada e continua a se verificar; as guerras que têm assolado ultimamente o planeta não deixam dúvida sobre a realização da previsão. Os ataques contra a palavra apostólica, levando os divulgadores da fé aos tribunais, têm continuado desde os primeiros tempos do Cristianismo.
  Desde os tempos de Nero, prosseguindo sempre, estendendo-se à alçada da Igreja de Roma, que entregava os "hereges" ao braço forte para lhes serem infligidos os maiores suplícios, a história dos inquisidores e da Inquisição, compondo páginas de sangue na História da Humanidade, deixam ver claramente o cumprimento também desse trecho do Evangelho.
  A Grande Guerra de 1914-18, que fez mais de 30 milhões de vítimas; a grande peste que levou outras tantas ou ainda mais; as lutas que fervilham em todo o mundo não são mais que os sinais característicos, preditos pelo nazareno, do fim dos tempos em que o mundo terá de passar por uma completa reforma no que se refere à moral.
 Jesus acrescentou que, em virtude da iniqüidade a que os homens se entregariam, o amor se esfriaria e não haveria mais caridade; os afetos se extinguiriam e o caráter se abastardaria.
 É o que estamos vendo por toda a parte! O luxo, as pompas, a ganância do ouro, o desejo da multiplicação de fortunas; o egoísmo endeusado; e de outro lado, o desprezo para com os necessitados, para com os enfermos e abandonados!
 Em vez de hospitais, erguem-se igrejas; em vez de casas de instrução, constroem-se cadeias; em vez de luz, a Humanidade veste-se de trevas!
 Um dos mais característicos "sinais dos tempos" é a pregação do Evangelho, como está escrito:
"Este Evangelho será pregado pelo mundo todo; então virá o fim". Graças ao Espiritismo, ou seja, aos Espíritos da Verdade, este convite para seguir a Cristo se está realizando como um aviso amoroso da vinda, em Espírito, de Jesus, que restabelecerá na Terra o reinado do Espírito.

A pregação do Evangelho é o machado posto à raiz das árvores infrutíferas. É a exortação à regeneração dos costumes para a espiritualização dos homens.
Outro característico igual é: "a abominação da desolação predita pelo profeta Daniel, que se havia de verificar no lugar santo".
      
É fato bem patente aos olhos de todos: o que os homens chamam lugar santo são as igrejas; e não há quem conteste a desolação que lavra nas igrejas!

Que é atualmente religião? Nada. O que é uma igreja? Um lugar abominável, onde se pode encontrar tudo menos amor a Deus, caridade, amor ao próximo, respeito, moral!
A igreja atual é um ponto de diversão como qualquer outro, é um botequim de festas onde se mercadejam frangos e leitões.

Que é a religião do povo, hoje?
 Onde está a fé, a esperança, a caridade, que unem, sustentam, amparam e elevam a massa popular? O que há são tráficos de missas, tráficos de batismos, tráficos de casamentos, tráficos de nascimentos e tráficos de mortos! Tudo é mercadoria, tudo se vende na religião do povo, tudo se mercadeja nas igrejas dessa Babilônia!

A imortalidade, a comunhão das almas e dos santos, desapareceu do Credo; o diabo venceu a divindade: o Inferno tragou o Céu!

 Não há crença, não há fé; para a massa do povo, tudo termina com a morte; a igreja proclamou: pulvis est, et in pulveris reverteris, "és pó e ao pó tornarás", spiritus qui vales non redit. "Os mortos não retornam ". O túmulo é então, a última palavra da vida! Eis o sinal certo do fim dos tempos; eis a desolação e a abominação, predita por Jesus, imperando no "lugar santo"!

As últimas predições do Mestre, exaradas no referido capítulo, versam sobre os fenômenos físicos, os sinais no céu.
Todos dizem: "o tempo está mudado". De fato, o tempo está mudado e essa mudança foi predita por Jesus há quase dois mil anos, para assinalar o fim do mundo da carne e o advento do mundo do Espírito.

Finalmente, diz o texto: "As estrelas cairão do céu e as potestades serão abaladas".

Essas estrelas mais não são que os Espíritos superiores, que viriam tomar parte nessa restauração, mesmo porque só eles serão capazes de abalar as potestades, os governos civis e religiosos, da Terra e do espaço, que conduziram os homens à degradação em que se acham!

Eles vêm ajuntar os escolhidos dos quatro ventos e chamá-los a formar esse reino desejado, que pedimos cotidianamente ao Senhor no Pai Nosso.

Vamos concluir, aconselhando o leitor a tomar um lugar nas fileiras do Cristo, porque só assim ficará resguardado dos males futuros que farão ruir o mundo velho com suas paixões, para, removidos os escombros, erguer-se em cada alma uma cátedra onde o Espírito da Verdade possa pontificar!

Cairbar Schutel - Parábolas e Ensinamentos de Jesus

Caírbar Schutel

 

Nascido na cidade do Rio de Janeiro, a 22 de setembro de 1868 e desencarnado em Matão, Estado de S. Paulo, no dia 30 de janeiro de 1938.

 

 

Regeneração da Humanidade

25 DE ABRIL DE 1866.
(Paris, resumo das comunicações dadas pelos srs. M... e T... em sonambulismo.)


OS ACONTECIMENTOS SE PRECIPITAM COM RAPIDEZ, TAMBÉM NÃO DIZEMOS MAIS, COMO OUTRORA: "OS TEMPOS ESTÃO PRÓXIMOS"; DIZEMO-VOS AGORA: "OS TEMPOS SÃO CHEGADOS."
POR ESTAS PALAVRAS NÃO ENTENDEIS UM NOVO DILÚVIO, NEM UM CATACLISMO, NEM UM TRANSTORNO GERAL. CONVULSÕES PARCIAIS DO GLOBO OCORREM EM TODAS AS ÉPOCAS, E SE PRODUZEM AINDA, PORQUE SE LIGAM À SUA CONSTITUIÇÃO, MAS ESSES NÃO SÃO OS SINAIS DOS TEMPOS.
No entanto, tudo o que está predito no Evangelho deve se cumprir e se cumpre neste momento, assim como o conhecereis mais tarde; mas não tomeis os sinais anunciados senão como figuras, das quais é preciso apreender o espírito e não a letra. Todas as Escrituras encerram grandes verdades sob o véu da alegoria, e é porque os comentaristas se ligam à letra que se extraviaram. Falta-lhes a chave para delas compreenderem o verdadeiro sentido. Essa chave está nas descobertas da ciência e nas leis do mundo invisível, que o Espiritismo vem nos revelar. Doravante, com a ajuda desses novos conhecimentos, o que era obscuro se tornará claro e inteligível.
TUDO SEGUE A ORDEM NATURAL DAS COISAS, E AS LEIS IMUTÁVEIS DE DEUS NÃO SERÃO NUNCA INVERTIDAS. NÃO VEREIS, POIS, NEM MILAGRES, NEM PRODÍGIOS, NEM NADA DE SOBRENATURAL NO SENTIDO VULGAR LIGADO A ESSAS PALAVRAS.
Não olheis para o céu para nele procurar os sinais precursores, porque nele nada vereis, e aqueles que vo-los anunciaram vos enganaram; mas olhai ao redor de vós, entre os homens, será aí que os encontrareis.
Não sentis como um vento que sopra sobre a Terra e agita todos os Espíritos? O mundo está numa espera e como tomado de um vago pressentimento da aproximação da tempestade.
NÃO CREDES, NO ENTANTO, NO FIM DO MUNDO MATERIAL; A TERRA PROGREDIU DESDE A SUA TRANSFORMAÇÃO; DEVE PROGREDIR AINDA, E NÃO SER DESTRUÍDA. MAS A HUMANIDADE CHEGOU A UM DE SEUS PERÍODOS DE TRANSFORMAÇÃO, E A TERRA VAI SE ELEVAR NA HIERARQUIA DOS MUNDOS.
NÃO É, POIS, O FIM DO MUNDO MATERIAL QUE SE PREPARA, MAS O FIM DO MUNDO MORAL: É O VELHO MUNDO, O MUNDO DOS PRECONCEITOS, DO EGOÍSMO, DO ORGULHO E DO FANATISMO QUE DESABA; CADA DIA LEVA-LHE ALGUNS RESÍDUOS. TUDO ACABARÁ PARA ELE COM A GERAÇÃO QUE DELE SE VAI, E A GERAÇÃO NOVA ELEVARÁ O NOVO EDIFÍCIO QUE AS GERAÇÕES SEGUINTES CONSOLIDARÃO E COMPLETARÃO.
De mundo de expiação, a Terra está chamada a se tornar, um dia, um mundo feliz, e sua habitação será uma recompensa, em lugar de ser uma punição. O reino do bem deve nela suceder ao reino do mal.
PARA QUE OS HOMENS SEJAM FELIZES SOBRE A TERRA, É NECESSÁRIO QUE ELA NÃO SEJA POVOADA SENÃO POR BONS ESPÍRITOS, ENCARNADOS E DESENCARNADOS, QUE NÃO QUERERÃO SENÃO O BEM. TENDO CHEGADO ESSE TEMPO, UMA GRANDE EMIGRAÇÃO SE CUMPRIRÁ, NESSE MOMENTO, ENTRE AQUELES QUE A HABITAM; AQUELES QUE FAZEM O MAL PELO MAL, QUE O SENTIMENTO DO BEM NÃO TOCA, NÃO SENDO MAIS DIGNOS DA TERRA TRANSFORMADA, DELA SERÃO EXCLUÍDOS, PORQUE NELA LEVARIAM, DE NOVO, A PERTURBAÇÃO E SERIAM UM OBSTÁCULO AO PROGRESSO. IRÃO EXPIAR O SEU ENDURECIMENTO EM MUNDOS INFERIORES, ONDE LEVARÃO OS SEUS CONHECIMENTOS ADQUIRIDOS, E QUE TERÃO POR MISSÃO FAZÊ-LOS AVANÇAR. SERÃO SUBSTITUÍDOS NA TERRA POR ESPÍRITOS MELHORES, QUE FARÃO REINAR, ENTRE ELES, A JUSTIÇA, A PAZ E A FRATERNIDADE.
A TERRA, DISSEMOS, NÃO DEVE SER TRANSFORMADA POR UM CATACLISMO QUE ANIQUILARIA SUBITAMENTE UMA GERAÇÃO. A GERAÇÃO ATUAL DESAPARECERÁ, GRADUALMENTE, E A NOVA LHE SUCEDERÁ IGUALMENTE SEM QUE NADA SEJA MUDADO NA ORDEM NATURAL DAS COISAS. TUDO SE PASSARÁ, POIS, EXTERIORMENTE, COMO DE HÁBITO, COM ESTA ÚNICA DIFERENÇA, MAS ESSA DIFERENÇA É CAPITAL, DE QUE UMA PARTE DOS ESPÍRITOS QUE AÍ SE ENCARNAM NELA NÃO SE ENCARNARÃO MAIS. NUMA CRIANÇA QUE NASÇA, EM LUGAR DE UM ESPÍRITO ATRASADO E LEVADO AO MAL, QUE NELA ESTARIA ENCARNADO, SERÁ UM ESPÍRITO MAIS AVANÇADO E LEVADO AO BEM. TRATA-SE, POIS, BEM MENOS DE UMA NOVA GERAÇÃO CORPORAL DO QUE DE UMA NOVA GERAÇÃO DE ESPÍRITOS. ASSIM, AQUELES QUE ESPERAM VER AS TRANSFORMAÇÕES SE OPERAREM POR EFEITOS SOBRENATURAIS E MARAVILHOSOS, ESTARÃO DECEPCIONADOS.
A época atual é de transição; os elementos das duas gerações se confundem. Colocados no ponto intermediário, assistis à partida de uma e à chegada da outra, e cada uma se assinala já no mundo pelos caracteres que lhe são próprios.
As duas gerações, que sucedem uma à outra, têm idéias e objetivos muito opostos. Pela natureza das disposições morais, mas sobretudo pelas disposições intuitivas e inatas, e fácil distinguir a qual das duas pertence cada indivíduo.


A nova geração, devendo fundar a era de progresso moral, se distingue por uma inteligência e uma razão geralmente precoces, unidas ao sentimento inato do bem e das crenças espiritualistas, o que é o sinal indubitável de um certo grau de adiantamento anterior. Ela não será composta exclusivamente de Espíritos eminentemente superiores, mas daqueles que, tendo já progredido, estão predispostos a assimilar todas as idéias progressistas e aptos a secundar o movimento regenerador.
O que distingue, ao contrário, os Espíritos atrasados, é primeiro a revolta contra Deus, pela negação da Providência e de todo poder superior à Humanidade; depois a propensão instintiva para as paixões degradantes, para os sentimentos antifraternais do orgulho, do ódio, do ciúme, da cupidez, enfim, a predominância do apego para tudo o que é material.
São esses vícios dos quais a Terra deve ser purgada, pelo afastamento daqueles que recusam se emendar, porque são incompatíveis com o reino da fraternidade e que os homens de bem sofrerão sempre pelo seu contato. A Terra deles será libertada, e os homens caminharão sem entraves para um futuro melhor, que lhes está reservado nesse mundo, como prêmio de seus esforços e de sua perseverança, esperando que uma depuração ainda mais completa lhes abra a entrada dos mundos superiores.
Por essa migração de Espíritos, não é preciso entender que todos os Espíritos retardatários serão expulsos da Terra, e relegados para mundos inferiores. Muitos cederam ao arrastamento das circunstâncias e do exemplo; a casca neles era pior do que o fundo. Uma vez subtraídos à influência da matéria, e dos preconceitos do mundo corporal, a maioria verá a coisa de maneira toda diferente do que quando vivos, assim como tendes disso numerosos exemplos. Nisso são ajudados pelos Espíritos benevolentes que se interessam por eles, e que se apressam em esclarecê-los e mostrar-lhes o falso caminho que seguiram. Pelas vossas preces e as vossas exortações, vós mesmos podeis contribuir para o seu adiantamento, porque há solidariedade perpétua entre os mortos e os viventes.
Aqueles poderão, pois, retornar, e nela serão felizes, porque isso será uma recompensa. Que importa o que foram e o que fizeram, se estão animados de melhores sentimentos! Longe de serem hostis à sociedade e ao progresso, serão auxiliares úteis, porque pertencerão à nova geração.
Não haverá, pois, exclusão definitiva senão para os Espíritos essencialmente rebeldes, aqueles que o orgulho e o egoísmo, mais do que a ignorância, tornaram surdos à voz do bem e da razão. Mas aqueles mesmos não estão votados a uma inferioridade perpétua, e um dia virá em que repudiarão o seu passado e abrirão os olhos à luz.
Pedi, pois, por esses endurecidos, a fim de que se emendem enquanto ainda têm tempo, porque o dia da expiação se aproxima.
Infelizmente, a maioria, desconhecendo a voz de Deus, persistirá em sua cegueira, e sua resistência marcará o fim de seu reino por lutas terríveis. Em seu desvio, eles mesmos correrão para a sua perda; levarão à destruição que engendrará uma multidão de flagelos e de calamidades, de sorte que, sem o querer, apressarão o advento da era da renovação.
E, como se a destruição não caminhasse bastante rápida, ver-se-ão os suicídios se multiplicarem, numa proporção inaudita, até entre as crianças. A loucura jamais terá ferido um maior número de homens que serão, antes da morte, riscados do número dos vivos. Estão aí os verdadeiros sinais dos tempos. E tudo isso se cumprirá pelo encadeamento das circunstâncias, assim como dissemos, sem que sejam em nada derrogadas as leis da Natureza.
No entanto, através da nuvem sombria que vos envolve, e no seio da qual ronca a tempestade, já vedes despontar os primeiros raios da era nova! A fraternidade põe os seus fundamentos sobre todos os pontos do globo e os povos se estendem as mãos; a barbárie se familiariza ao contato da civilização; os preconceitos de raça e de seitas, que fizeram verter ondas de sangue, se extinguem; o fanatismo, a intolerância, perdem terreno, ao passo que a liberdade de consciência se introduz nos costumes e se torna um direito. Por toda a parte as idéias fermentam; vê-se o mal e se tentam remédios, mas muitos caminham sem bússola e se desviam nas utopias. O mundo está num imenso trabalho de criação, que irá durar um século; nesse trabalho, ainda confuso, vê-se, entretanto, dominar uma tendência para um objetivo: o da unidade e da uniformidade que predispõem à fraternidade.
Ainda aí estão os sinais dos tempos; mas, ao passo que os outros são os da agonia do passado, estes últimos são os primeiros vagidos da criança que nasce, os precursores da aurora que o século próximo verá erguer-se, porque então a nova geração estará em toda a sua força. Tanto a fisionomia do século XIX difere da do XVIII em certos pontos de vista, tanto a do vigésimo século será diferente do décimo-nono em outros pontos de vista.
Um dos caracteres distintivos da nova geração será a fé inata; não a fé exclusiva e cega que divide os homens, mas a fé raciocinada que esclarece e fortalece, que os une e os confunde num comum sentimento de amor a Deus e ao próximo. Com a geração que se extingue desaparecerão os últimos vestígios da incredulidade e do fanatismo, igualmente contrários ao progresso moral e social.
O Espiritismo é o caminho que conduz à renovação, porque arruína os dois maiores obstáculos que a ele se opõe: a incredulidade e o fanatismo; desenvolve todos os sentimentos e todas as idéias que correspondem aos objetivos da nova geração; por isso é como inato e no estado de intuição no coração de seus representantes. A nova era vê-lo-á, pois, aumentar e prosperar pela própria força das coisas. Tornar-se-á a base de todas as crenças, o ponto de apoio de todas as instituições.
Mas daqui até lá, quantas lutas terá ainda que sustentar contra os seus dois maiores inimigos: a incredulidade e o fanatismo, coisa bizarra, se dão as mãos para abatê-lo! Pressentem seu futuro e sua ruína: é por isso que o temem porque o vêem já plantar, sobre as ruínas do velho mundo egoísta, a bandeira que deve reunir todos os povos. Na divina máxima: Fora da caridade não há salvação lêem a sua própria condenação, porque é o símbolo da nova aliança fraternal proclamada pelo Cristo. Mostra-se a eles como as palavras fatais do festim de Baltazar. E, todavia, essa máxima, deveriam bendizê-la, porque ela lhes garante de todas as represálias da parte daqueles que perseguem. Mas não, uma força cega os impele a rejeitar o que somente poderia salvá-los!
Que poderão contra o ascendente da opinião que os repudia? O Espiritismo sairá triunfante da luta, disso não duvideis, porque está nas leis da Natureza, e por isso mesmo é imperecível. Vede por qual multidão de meios a idéia se difunde e penetra por toda parte; crede bem que esses meios não são fortuitos, mas providenciais; o que, à primeira vista, pareceria dever lhe prejudicar, é precisamente o que ajuda a sua propagação.
Logo ver-se-á surgirem os lutadores altamente devotados entre os mais consideráveis e os mais reputados, que o apoiarão com a autoridade de seu nome e de seu exemplo, e imporão silêncio aos seus detratores, porque não se ousará mais tratá-los de loucos. Esses homens estudam no silêncio e se mostrarão quando o momento propício chegar. Até lá, é útil que se mantenham à parte.
Logo também vereis as artes nele haurir como numa mina fecunda, e traduzir seus pensamentos e os horizontes que descobrem pela pintura, pela música, pela poesia e pela literatura. Foi-vos dito que haveria um dia uma arte espírita, como houve a arte pagã e a arte cristã, e é uma grande verdade, porque os maiores gênios nele se inspirarão. Logo vereis os seus primeiros esboços, e mais tarde tomará o lugar que deve ter.
Espíritas, o futuro é vosso e de todos os homens de coração e de devotamento. Não temais os obstáculos, porque não há nenhum deles que possa entravar os desígnios da Providência. Trabalhai sem descanso, e agradecei a Deus por vos haver colocado na vanguarda da nova falange. É um posto de honra que vós mesmos pedistes, e do qual é preciso vos tornar dignos pela vossa coragem, vossa perseverança e vosso devotamento. Felizes aqueles que sucumbiram nessa luta contra a força; mas a vergonha será, no mundo dos Espíritos, para aqueles que sucumbirem por fraqueza ou pusilaminidade. As lutas, aliás, são necessárias para fortalecer a alma; o contato do mal faz apreciar melhor as vantagens do bem. Sem as lutas que estimulam as faculdades, o Espírito se deixaria ir para uma negligência funesta ao seu adiantamento. As lutas contra os elementos desenvolvem as forças físicas e a inteligência; as lutas contra o mal desenvolvem as forças morais.

 

 

 

A terra constitui-se (...) inferno dos evoluídos e, talvez, em paraíso dos involuídos adequados a esse ambiente.

Livro:     A Nova Civilização do Terceiro Milênio
       Pietro Ubaldi
            Fundação Pietro Ubaldi



A transição da Terra
EXTRAÍDOS DO LIVRO : J. Herculano Pires – No Limiar do Amanhã

Descrição: cid:139422B315024BE5B28818E40166925B@cec


“Li, em livros, que o eixo magnético da Terra e o eixo geográfico estão se aproximando, para se unificarem, e que em cada cem anos há aproximação de dois graus, entre os dois pólos, Norte e Sul.

Eu recebi uma explicação, de um professor espírita, de que no momento em que os eixos geográficos e magnéticos da Terra se encontrarem, entraremos no ano 1989, havendo então grandes modificações na estrutura física da Terra, seguidas de terremotos, maremotos, e será o momento em que a Terra iniciará nova evolução, dando fim à era de expiação, passando a Planeta de Regeneração, e quem não conseguir atingir a moralidade e a intelectualidade suficientes, para acompanhar esse novo ritmo de vida, será transmigrado para um planeta inferior e viverá nesse planeta até que consiga superar esta imperfeição, dando fim à era de expiação, passando a Planeta de Regeneração, para dar prosseguimento à sua evolução.

Acontecerá como aconteceu com o Planeta Capela, no passado. Essa explicação que recebi é verdadeira, professor?”


A explicação que o senhor recebeu está confusa, misturando elementos que não se ajustam ao Espiritismo. O problema das modificações do eixo da Terra é um problema de ordem astronômica
e geológica. É um problema que não pertence ao Espiritismo.


Espiritismo é a ciência do Espírito. Essa determinação precisa, do ano de 1989, para que se iniciem catástrofes geológicas terríveis, que marcarão indícios do fim do mundo, em nosso planeta, é uma dessas profecias apocalípticas que, através dos tempos, vêm se anunciando e, na verdade, correspondem apenas a processos imaginativos.

É verdade que o planeta vai passar e está passando de mundo de provas e expiações para mundo de regeneração. Mas essa transição, como todas as transições importantes que se efetuam na Natureza, processa-se de maneira lenta, através das leis naturais.


O senhor encontrará no livro Obras Póstumas, de Allan Kardec, uma explicação muito interessante sobre esse problema. Quando se falava sobre a transição da Terra, Kardec perguntou aos Espíritos se realmente teríamos que passar por grandes catástrofes geológicas nessa transição. E os Espíritos lhe responderam:

Não.

Catástrofes geológicas não, porque elas ocorreram naquelas proporções diluvianas, de que nos fala, por exemplo, a Bíblia. Elas ocorreram, realmente, até mais intensas, mais profundas, mais terríveis, quando o planeta ainda não estava consolidado, quando o mesmo estava na fase de formação.



Atualmente, a Terra é um mundo consolidado, na sua estrutura.

Um mundo que amadureceu e que está se desenvolvendo, no sentido de prosseguir no caminho do seu aperfeiçoamento.

Haverá, isto sim – responderam os Espíritos a Kardec –, grandes catástrofes morais, que abalarão os povos, que sacudirão as nações.


Essas catástrofes nós estamos vendo agora mesmo, diante de nossos olhos, no mundo inteiro. Esta profecia, sim, realmente se realizou.

As profecias apocalípticas, referentes a essas catástrofes tremendas, decorrem de processos puramente imaginativos.

Basta lembrarmos o seguinte: quando o nosso mundo se aproximava do ano 1000, da Era Cristã, muitas pessoas se suicidaram. Houve verdadeiros processos cármicos entre os povos, não provocados por catástrofes, mas pela ignorância e desespero humanos, porque anunciavam que, do ano 1000 a Terra não passaria. E já passou.


Agora, revocam-se essas lendas. E criam-se novos temores, devido à proximidade da passagem para o ano 2000. Não chegaremos, todos, até ele, mas muitas das pessoas aqui vivas na Terra chegarão.

E verão que tudo transcorreu de maneira tranqüila, serena, através dos processos naturais da evolução.

Como Kardec ensinou, o mundo evolui através das sucessões das gerações.

As gerações que libertarão a Terra dos sistemas errôneos da vida irão desaparecendo, naturalmente.

Outras gerações vão surgindo, com novas idéias. Herdeira da cultura adquirida das gerações anteriores, trazem dentro de si mesmas (porque se constituem de Espíritos reencarnados) aptidões bastante desenvolvidas, para renovarem a cultura da Terra e auxiliarem a sua transformação, em todos os sentidos.

Essas gerações, as gerações humanas, construirão na Terra um novo mundo. E, na verdade, já o estão construindo. Nós vemos ao nosso redor que o mundo antigo está em derrocada. A civilização envelhecida está em processo de morte, de agonia, porque uma civilização nova vai surgir. Mas esta civilização nova não surgirá sob o alvorecer das novas gerações, pois estas é que terão a responsabilidade de construir um mundo novo na Terra.

Não se impressione, caro ouvinte, com essas afirmações.

Ninguém na Terra está em condições de fixar data para uma grande catástrofe. É verdade que existe o dom da profecia. Mas existem limites para esse dom. E no tocante ao problema da evolução terrena, de acordo com a Doutrina Espírita, todas essas ameaças são simplesmente imaginárias e absurdas.

Eu quero oferecer ao senhor um exemplar de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec. Nesse livro, o senhor poderá estudar com firmeza e clareza, o processo da evolução da Terra.





Ob. E não o que estamos vendo todos os dias. Pessoas de reputação até então ilibada caindo desastradamente em escândalos de corrupção,etcc...?



 

 

 

 

 

 

A GERAÇÃO NOVA

 

27. - Para que na Terra sejam felizes os homens, preciso é que somente a povoem Espíritos bons, encarnados e desencarnados, que somente ao bem se dediquem. Havendo chegado o tempo, grande emigração se verifica dos que a habitam: a dos que praticam o mal pelo mal, ainda não tocados pelo sentimento do bem, os quais, já não sendo dignos do planeta transformado, serão excluídos, porque, senão, lhe ocasionariam de novo perturbação e confusão e constituiriam obstáculo ao progresso. Irão expiar o endurecimento de seus corações, uns em mundos inferiores, outros em raças terrestres ainda atrasadas, equivalentes a mundos daquela ordem, aos quais levarão os conhecimentos que hajam adquirido, tendo por missão fazê-las avançar. Substituí-los-ão Espíritos melhores, que farão reinem em seu seio a justiça, a paz e a fraternidade.

A Terra, no dizer dos Espíritos, não terá de transformar-se por meio de um cataclismo que aniquile de súbito uma geração. A atual desaparecerá gradualmente e a nova lhe sucederá do mesmo modo, sem que haja mudança alguma na ordem natural das coisas.

Tudo, pois, se processará exteriormente, como sói acontecer, com a única, mas capital diferença de que uma parte dos Espíritos que encarnavam na Terra aí não mais tornarão a encarnar. Em cada criança que nascer, em vez de um Espírito atrasado e inclinado ao mal, que antes nela encarnaria, virá um Espírito mais adiantado e propenso ao bem.

Muito menos, pois, se trata de uma nova geração corpórea, do que de uma nova geração de Espíritos. Sem dúvida, neste sentido é que Jesus entendia as coisas, quando declarava: «Digo-vos, em verdade, que esta geração não passará sem que estes fatos tenham ocorrido.» Assim decepcionados ficarão os que contem ver a transformação operar-se por efeitos sobrenaturais e maravilhosos.

28. - A época atual é de transição; confundem-se os elementos das duas gerações. Colocados no ponto intermédio, assistimos à partida de uma e à chegada da outra, já se assinalando cada uma, no mundo, pelos caracteres que lhes são peculiares.

Têm idéias e pontos de vista opostos as duas gerações que se sucedem. Pela natureza das disposições morais, porém sobretudo das disposições intuitivas e inatas, torna-se fácil distinguir a qual das duas pertence cada indivíduo.

Cabendo-lhe fundar a era do progresso moral, a nova geração se distingue por inteligência e razão geralmente precoces, juntas ao sentimento inato do bem e a crenças espiritualistas, o que constitui sinal indubitável de certo grau de adiantamento anterior.

 Não se comporá exclusivamente de Espíritos eminentemente superiores, mas dos que, já tendo progredido, se acham predispostos a assimilar todas as idéias progressistas e aptos a secundar o movimento de regeneração.

O que, ao contrário, distingue os Espíritos atrasados é, em primeiro lugar, a revolta contra Deus, pelo se negarem a reconhecer qualquer poder superior aos poderes humanos; a propensão instintiva para as paixões degradantes, para os sentimentos antifraternos de egoísmo, de orgulho, de inveja, de ciúme; enfim, o apego a tildo o que é material: a sensualidade, a cupidez, a avareza.


Desses vícios é que a Terra tem de ser expurgada pelo afastamento dos que se obstinam em não emendar-se; porque são incompatíveis com o reinado da fraternidade e porque o contacto com eles constituirá sempre um sofrimento para os homens de bem. Quando a Terra se achar livre deles, os homens caminharão sem óbices para o futuro melhor que lhes está reservado, mesmo neste mundo, por prêmio de seus esforços e de sua perseverança, enquanto esperem que uma depuração mais completa lhes abra o acesso aos mundos superiores.


29. - Não se deve entender que por meio dessa emigração de Espíritos sejam expulsos da Terra e relegados para mundos inferiores todos os Espíritos retardatários. Muitos, ao contrário, aí voltarão, porquanto muitos há que o são porque cederam ao arrastamento das circunstâncias e do exemplo. Nesses, a casca é pior do que o cerne. Uma vez subtraídos à influência da matéria e dos prejuízos do mundo corporal, eles, em sua maioria, verão as coisas de maneira inteiramente diversa daquela por que as viam quando em vida, conforme os múltiplos casos que conhecemos. Para isso, têm a auxiliá-los Espíritos benévolos que por eles se interessam e se dão pressa em esclarecê-los e em lhes mostrar quão falso era o caminho que seguiam. Nós mesmos, pelas nossas preces e exortações, podemos concorrer para que eles se melhorem, visto que entre mortos e vivos há perpétua solidariedade.


É muito simples o modo por que se opera a transformação, sendo, como se vê, todo ele de ordem moral, sem se afastar em nada das leis da Natureza.

30. - Sejam os que componham a nova geração Espíritos melhores, ou Espíritos antigos que se melhoraram, o resultado é o mesmo. Desde que trazem disposições melhores, há sempre uma renovação. Assim, segundo suas disposições naturais, os Espíritos encarnados formam duas categorias: de um lado, os retardatários, que partem; de outro, os progressistas, que chegam. O estado dos costumes e da sociedade estará, portanto, no seio de um povo, de uma raça, ou do mundo inteiro, em relação com aquela das duas categorias que preponderar.


31. - Uma comparação vulgar ainda melhor dará a compreender o que se passa nessa circunstância. Figuremos um regimento composto na sua maioria de homens turbulentos e indisciplinados, os quais ocasionarão nele constantes desordens que a lei penal terá por vezes dificuldades em reprimir. Esses homens são os mais fortes, porque mais numerosos do que os outros. Eles se amparam, animam e estimulam pelo exemplo. Os poucos bons nenhuma influência exercem; seus conselhos são desprezados; sofrem com a companhia dos outros, que os achincalham e maltratam. Não é essa uma imagem da sociedade atual?

Suponhamos que esses homens são retirados um a um, dez a dez, cem a cem, do regimento e substituídos gradativamente por iguais números de bons soldados, mesmo por alguns dos que, já tendo sido expulsos, se corrigiram. Ao cabo de algum tempo, existirá o mesmo regimento, mas transformado. A boa ordem terá sucedido à desordem.

32. - As grandes partidas coletivas, entretanto, não têm por único fim ativar as saídas; têm igualmente o de transformar mais rapidamente o espírito da massa, livrando-a das más influências e o de dar maior ascendente às idéias novas.

Por estarem muitos, apesar de suas imperfeições, maduros para a transformação, é que muitos partem, a fim de apenas se retemperarem em fonte mais pura. Enquanto se conservassem no mesmo meio e sob as mesmas influências, persistiriam nas suas opiniões e nas suas maneiras de apreciar as coisas. Uma estada no mundo dos Espíritos bastará para lhes descerrar os olhos, por isso que aí vêem o que não podiam ver na Terra. O incrédulo, o fanático, o absolutista, poderão, conseguintemente, voltar com idéias inatas de fé, tolerância e liberdade. Ao regressarem, acharão mudadas as coisas e experimentarão a influência do novo meio em que houverem nascido. Longe de se oporem às novas idéias, constituir-se-ão seus auxiliares.

33. - A regeneração da Humanidade, portanto, não exige absolutamente a renovação integral dos Espíritos: basta uma modificação em suas disposições morais. Essa modificação se opera em todos quantos lhe estão predispostos, desde que sejam subtraídos à influência perniciosa do mundo. Assim, nem sempre os que voltam são outros Espíritos; são com freqüência os mesmos Espíritos, mas pensando e sentindo de outra maneira.

Quando insulado e individual, esse melhoramento passa despercebido e nenhuma influência ostensiva alcança sobre o mundo. Muito outro é o efeito, quando a melhora se produz simultaneamente sobre grandes massas, porque, então, conforme as proporções que assuma, numa geração, pode modificar profundamente as idéias de um povo ou de uma raça.

É o que quase sempre se nota depois dos grandes choques que dizimam as populações. Os flagelos destruidores apenas destroem corpos, não atingem o Espírito; ativam o movimento de vaivém entre o mundo corporal e o mundo espiritual e, por conseguinte, o movimento progressivo dos Espíritos encarnados e desencarnados. É de notar-se que em todas as épocas da História, às grandes crises sociais se seguiu uma era de progresso.

34. - Opera-se presentemente um desses movimentos gerais, destinados a realizar uma remodelação da Humanidade. A multiplicidade das causas de destruição constitui sinal característico dos tempos, visto que elas apressarão a eclosão dos novos germens. São as folhas que caem no outono e às quais sucedem outras folhas cheias de vida, porquanto a Humanidade tem suas estações, como os indivíduos têm suas várias idades. As folhas mortas da Humanidade caem batidas pelas rajadas e pelos golpes de vento, porém, para renascerem mais vivazes sob o mesmo sopro de vida, que não se extingue, mas se purifica.

35. - Para o materialista, os flagelos destruidores são calamidades carentes de compensação, sem resultados aproveitáveis, pois que, na opinião deles, os aludidos flagelos aniquilam os seres para sempre. Para aquele, porém, que sabe que a morte unicamente destrói o envoltório, tais flagelos não acarretam as mesmas conseqüências e não lhe causam o mínimo pavor; ele lhes compreende o objetivo e não ignora que os homens não perdem mais por morrerem juntos, do que por morrerem isolados, dado que, duma forma ou doutra, a isso hão de todos sempre chegar.

Os incrédulos rirão destas coisas e as qualificarão de quiméricas; mas, digam o que disserem, não fugirão à lei comum; cairão a seu turno, como os outros, e, então, que lhes acontecerá? Eles dizem: Nada! Viverão, no entanto, a despeito de si próprios e se verão, um dia, forçados a abrir os olhos.
GÊNESE - ALLAN KARDEC 


Fonte: Carlos Eduardo Cennerelli


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Calendário Assistência 2017

TENDA ESPÍRITA MAMÃE OXUM

CALENDÁRIO ASSISTÊNCIA - 2017.

C.E. Miguel Arcanjo e Tenda Espirita Mamãe Oxum-

Rua Francisco Framback, 91 E – Cascatinha - Petrópolis - RJ

ABRIL

MAIO

JUNHO

23 – Reabertura do Terreiro às 20h – Saudação à Ogum

02 – sexta-feira – Pretos Velhos

28 - sexta-feira - Exus

05 - sexta-feira – Pretos Velhos

07 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

10 - quarta-feira- Estudo da Umbanda

09 – sexta-feira – Saúde

12 - sexta-feira – Saúde

13 – terça-feira – Saudação Aos Exus – Bênção dos Pães – 20h

13 – sábado – Saudação aos Pretos Velhos

16 – sexta-feira – Não tem Gira

17 – quarta-feira – Doutrina - Vovó Catarina

21 – quart-feira – Doutrina – Vovó Catarina

19 – sexta-feira – Caboclos

23 – sexta-feira – Caboclos

24 – quarta-feira –Saudação à Sta. Sara,

e Povo Cigano

28 – quarta-feira – Doutrina

26 – sexta-feira - Malandros

30 – sexta-feira - Exus

JULHO

AGOSTO

SETEMBRO

05 – quarta-feira – Doutrina

02 – quarta-feira – Doutrina

01 – sexta-feira – Pretos Velhos

07 – sexta-feira – Pretos Velhos

04 – sexta-feira – Pretos Velhos

06 – quarta-feira – Doutrina

12 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

09 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

08 – sexta-feira – Saúde

14 – sexta-feira – Saúde

11 – sexta-feira – Saúde

13 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

19 – quarta-feira – Doutrina – Vovó Catarina

16 – quarta-feira – Saudação à Obaluaê e Omolu

15 – sexta-feira – Caboclos

21 – sexta-feira – Caboclos

18 – sexta-feira – Caboclos

20 - quarta-feira – Doutrina – Vovó Catarina

26 e 28 – Não funcionaremos

23 – quarta-feira – Doutrina – Vovó Catarina

22 – sexta-feira – Não Tem Gira

30 – Domingo – SEMINÁRIO

25 – sexta-feira – Malandros

24 – Domingo – Saudação à Ibeijada - às 17h

30 – quarta-feira - Doutrina

27 – quarta-feira – Distribuição Doces

29 – sexta - Exus

OUTUBRO

NOVEMBRO

DEZEMBRO

.04 – quarta-feira – Doutrina

01 – quarta-feira – Terreiro Fechado

02 - Confraternização

06 – sexta-feira – Pretos Velhos

03 – sexta-feira – Não tem Gira

08 – sexta-feira – Saudação à Oxum e bênção dos Pretos Velhos – 20h

11 – quarta-feira - Não tem Esudo Umb.

08 – quarta-feira –Doutrina

09 – Oferendas na Praia – saída 17h

12 – quinta-feira – Cachoeira / Mata

10 - sexta-feira – Saúde

13 – sexta-feira – Não tem Gira

15 – Feriado – Saudação aos Malandros

18 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

17 – sexta-feira – Caboclos

20 – sexta-feira – Caboclos

22 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

25 – quarta-feira – Doutrina – Vovó Catarina

24 – sexta-feira – Exus

27 – sexta-feira - Ciganos

29 – quarta-feira – Doutrina – Vovó Catarina

A giras de sextas-feiras têm início às 20 horas. As fichas são distribuídas a partir de 19:45 até as 21:30. As pessoas que chegarem após este horário receberão apenas o passe, sem consulta.

Nossa casa não cobra consultas nem trabalhos, porém aceitamos colaboração de materiais de uso como velas, fósforos, charutos, fumos, etc...

ATENÇÃO: NÃO É PERMITIDO PARA ATENDIMENTO, PESSOAS COM MINI-SAIAS, SHORTS OU BERMUDAS CURTAS, BLUSAS MUITO DECOTADAS OU MINI-BLUSAS, CAMISETAS TIPO MACHÃO.

A CARIDADE NÃO SERÁ NEGADA, PORÉM RESPEITEM O TEMPLO RELIGIOSO.

Baixe o seu Calendário clicando no link abaixo:

https://drive.google.com/file/d/0B_tHAuZk-NssbVZMNUN3TGNDbzA/view?usp=sharing

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